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PROCEDIMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE TRABALHO EM ALTURA

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HISTÓRICO DE REVISÕES

DATA REV. NATUREZA DAS REVISÕES

13.05.2010 00 1º emissão.

15.04.2012 01 Revisão Geral

27.08.2015 02 Revisão Geral

14.02.2018 03 Revisão Geral

Elaborador por: TST’s GRUPO Aprovado por: Rafaela Albuquerque Silva

1. OBJETIVO

Estabelecer medidas de segurança a fim de assegurar a proteção de trabalhadores que realizam trabalhos em altura.

2. CAMPO DE APLICAÇÃO

A presente Procedimento aplica-se a todos trabalhos em altura nas empresas do grupo: CESARI MULTIMODAL, CESLOG, DEPOTCE, CEFERTIL, TERLOC, RAIZ DA SERRA, KGG incluindo suas as Contratadas.

3. REFERÊNCIAS

Portaria MTE 3.214/78 - NR-35 Trabalhos em Altura NR-18 Condições e meio ambiente do trabalho na indústria da construção, NR-06 Equipamento de proteção individual.

4. DEFINIÇÕES

Análise de Preliminar Risco - APR: avaliação dos riscos potenciais, suas causas, consequências e medidas de controle.

Cinto de segurança tipo paraquedista: Modelo de cinto de segurança que quando fixado ao corpo do trabalhador distribui as forças de sustentação e de parada sobre as coxas, cintura, peito e ombros. Assim, proporciona o mínimo de impacto ao corpo do usuário. Este EPI possibilita a fixação do talabarte de proteção de queda à argola das costas ou do peito.

Permissão de Trabalho - PT: documento escrito contendo conjunto de medidas de controle visando o desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de emergência e resgate.

Ponto de Ancoragem: Ponto seguro de fixação de linhas de vida, talabartes, trava-quedas ou absorvedores de energia.

Profissional legalmente habilitado: trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe.

Sistema de Proteção e Retenção de Queda: é constituído dos seguintes elementos: sistema de ancoragem; b) elemento de ligação; c) equipamento de proteção individual

Trabalhador Qualificado: trabalhador que comprove conclusão de curso específico para sua atividade em instituição reconhecida pelo sistema oficial de ensino

Trabalho em Altura: Toda atividade executada acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda.

Trava-quedas: dispositivo automático de interrupção de queda, destinado à ligação do cinto de segurança ao cabo de segurança.

5. RESPONSABILIDADES

Supervisor, Coordenador, Encarregado da Equipe:

Divulgar esta Instruções a todos integrantes da equipe e colaboradores de contratadas, cumprir e fazer cumprir as instruções nela contidas

Avaliar a necessidade de equipamentos individuais de interrupção de queda e de sistemas de prevenção de quedas como parte integrante do planejamento do trabalho

Fornecer e manter os equipamentos apropriados para o trabalho.

Verificar se executantes estão devidamente autorizados pela área médica e de treinamentos a realizar o serviço

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Página 2 de 9 Liberar para o trabalho somente os funcionários autorizados pela área médica e de treinamentos a realizar o serviço

Assegurar a realização da Análise Preliminar de Risco - APR e quando aplicável, a emissão da Permissão de Trabalho – PT

Conduzir a necessária supervisão dos trabalhos para garantir a aplicação desta Procedimento, bem como das Normas e Legislações Aplicáveis

Interromper todo e qualquer tipo de trabalho em condição de risco grave e iminente

Empregados e Contratados (Executantes):

Atender os requisitos desta Procedimento

Comunicar os fatores de risco que podem estar presentes durante a tarefa e antecipar os imprevistos durante a fase de avaliação APR e emissão da PT

Usar, manter e inspecionar os EPI’s sempre quando for executar trabalho em altura e comunicar qualquer anormalidade nos equipamentos.

Estar autorizado pelo setor médico da empresa a exercer trabalhos em altura, comunicar ao setor médico da empresa eventuais alterações em sua saúde física para que esse setor possa avaliar a manutenção dessa autorização.

Participar do treinamento de capacitação para segurança de trabalhos em altura NR-35, bem como de suas reciclagens

Somente executar trabalhos em altura se possuir autorização da área médica e de treinamentos

Interromper suas atividades exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis.

Segurança do Trabalho:

Fornecer o apoio técnico para execução de serviços em trabalhos em altura;

Especificar os equipamentos individuais EPI’s e de interrupção de quedas apropriados para o trabalho;

Treinar ou disponibilizar treinamento para os empregados envolvidos;

Elaborar juntamente com os responsáveis a APR- Análise Preliminar de Risco e quando aplicável, a PT – Permissão de Trabalho

Promover inspeções de segurança nas atividades envolvendo trabalho em altura, verificando o atendimento à legislação vigente, às normas, instruções e procedimentos internos associados à atividade.

Setor de Treinamentos:

Formar turmas para treinamento de capacitação e reciclagem dos colaboradores em segurança para trabalhos em altura, de acordo com os termos estabelecidos pela NR 35 da Portaria Nº 3214/78 do MTE.

Manter controle de validade e rastreabilidade das evidências dos treinamentos realizados pelos colaboradores

Manter cadastro atualizado que permita conhecer a abrangência da autorização de cada colaborador para trabalho em altura e fornecer meios para fácil identificação.

Centro Médico:

A medicina ocupacional é responsável por realizar exames médicos ocupacionais nos candidatos e colaboradores das funções que realizam trabalhos em altura conforme PCMSO, NR-07 E NR-35, da portaria 3214/7 MTE

Emitir o ASO – Atestado de Saúde Ocupacional indicando a aptidão do candidato e do colaborador para trabalhos em altura

Manter controle e rastreabilidades dos exames realizados pelos colaboradores e controle de validade do ASO – Atestado de Saúde Ocupacional.

Manter cadastro atualizado que permita conhecer a abrangência da autorização de cada colaborador para trabalho em altura

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Página 3 de 9 6 CONDIÇÕES GERAIS

6.1 Requisitos para as Pessoas

6.1.1 Saúde

O executante deverá realizar os exames de acordo com os termos estabelecidos pela NR 35 e NR07 da Portaria Nº 3214/78 do MTE e estar apto para executar trabalhos em altura.

As empresas contratadas deverão apresentar antes do início do serviço o ASO – Atestado de Saúde Ocupacional de seus colaboradores válidos e aptos de acordo com os termos estabelecidos pela NR 35 e NR07 da Portaria Nº 3214/78 do MTE.

6.1.2 Capacitação

Os colaboradores que executam atividades de trabalho em altura devem estar devidamente qualificados e habilitados para as atribuições que irão desempenhar, bem como estar familiarizados com os equipamentos inerentes ao serviço.

Os colaboradores que desenvolvem trabalhos em altura deverão ter treinamento periódico bienal, teórico e prático, para a realização de trabalhos em altura, com no mínimo 08 (oito) horas, de acordo com os termos estabelecidos pela NR 35 da Portaria Nº 3214/78 do MTE.

As empresas contratadas deverão apresentar antes do início do serviço os certificados de treinamento de capacitação para trabalhos em altura válidos de acordo com os termos estabelecidos pela NR 35 da Portaria Nº 3214/78 do MTE de seus colaboradores.

6.2 Equipamentos de Proteção Individual 6.2.1 Cinto de Segurança Tipo Paraquedista

É obrigatório o uso do cinto de segurança tipo paraquedista com talabarte, para realizar serviços onde haja risco de queda acima de 2,00 m de altura, fixado em ponto de ancoragem. O cinto de segurança tipo paraquedista deve atender aos seguintes requisitos:

Ser confeccionado em material sintético, com costuras em material sintético. Em caso de atividades envolvendo altas temperaturas e soldagens, o cinto deve ser confeccionado em fibra para-aramida;

Possuir argolas no dorso para trabalhos em geral, ponto para uso em linha de vida em escada marinheiro, argolas laterais com proteção lombar para trabalhos de posição (eletricista), ponto de ancoragem no ombro para trabalhos de espaço confinado e resgate;

Possuir carga estática mínima de ruptura do cinto de segurança ou travessão de 2.268 kg.

Nota: os colaboradores que atuam em atividade de energia elétrica deverão utilizar cinto de segurança, observando a NR 10.

6.2.2 Talabarte

O talabarte atender aos seguintes requisitos:

Fabricado em fibra sintética (exceto náilon), com mosquetão e trava dupla de segurança.

Em caso de atividades envolvendo altas temperaturas e soldagens, o talabarte deve ser confeccionado em fibra para-aramida;

Capacidade mínima para suportar carga de 2.268 kg;

Comprimento máximo de 1,6 m;

Possuir absorvedor de energia, quando o fator de queda for maior que 1 e quando o comprimento do talabarte for maior que 0,9m;

Mosquetão com abertura mínima de 53 mm.

Nota: na plataforma elevatória, o talabarte do cinto de segurança deve ser ancorado no local estabelecido pelo fabricante.

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Página 4 de 9 6.2.3 Trava-quedas

O sistema de trava-quedas deve atender aos seguintes requisitos:

Força de frenagem inferior a 6 KN;

Mosquetão giratório 360º para que não haja torção do cabo;

Mola de proteção antitravamento.

Laudo de avaliação, periódica, da capacidade de carga.

Notas: o trava-quedas ancorado em ponto de ancoragem e deve ser instalado sempre a uma distância de, no mínimo, 70 cm acima da cabeça do trabalhador e ter seu ponto de ancoragem com capacidade de carga superior a 1.500 kg.

6.2.4 Linha de Vida e Pontos de Ancoragem

As linhas de vida verticais e horizontais e pontos de ancoragem devem atender aos seguintes requisitos:

Ser dimensionada por profissional habilitado com emissão de laudo Indicação de capacidade máxima de carga;

Proteção contra atrito e, quando necessário, fabricada em material resistente a altas temperaturas e ação de produtos químicos;

Os cabos da linha de vida deverão ser fixados conforme orientação técnica do fabricante.

6.2.5 Inspeção e Manutenção

A inspeção visual dos elementos do Sistema de proteção e retenção de queda deve ocorrer obrigatoriamente antes do início das atividades. Qualquer irregularidade encontrada deverá ser informada e o elemento deverá ser substituído imediatamente.

Os elementos do sistema devem ser mantidos em bom estado de conservação, de preferência armazenados em ambientes arejados quando fora de serviço. O cuidado com o Sistema é inerente ao seu bom funcionamento e cabe ao usuário mantê-lo em boa condição de uso.

Os elementos do sistema que apresentarem defeitos, degradação, deformações ou sofrerem impactos de queda devem ser inutilizados e descartados, exceto quando sua restauração for prevista em normas técnicas nacionais ou, na sua ausência, em normas internacionais e de acordo com as recomendações do fabricante.

6.3 Requisitos para Instalações e Equipamentos

6.3.1 Sinalização

O local onde estão sendo realizados trabalhos em altura deve ser sinalizado, isolado com fita zebrada ou barreira, para prevenir acidentes com transeuntes.

6.3.2 Escadas

6.3.2.1 Escadas de Mão

As escadas de mão poderão ter até 7,00m (sete metros) de extensão e o espaçamento entre os degraus deve ser uniforme, variando entre 0,25m (vinte e cinco centímetros) a 0,30m (trinta centímetros);

É proibido o uso de escada de mão com montante único;

É proibido colocar escada de mão:

Nas proximidades de portas ou áreas de circulação;

Onde houver risco de queda de objetos ou materiais;

Nas proximidades de aberturas e vãos

É proibido o uso de escada de mão junto a redes e equipamentos elétricos desprotegidos.

A escada de mão deve:

Ultrapassar em 1,00m (um metro) o piso superior;

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Página 5 de 9 Ser fixada nos pisos inferior e superior ou ser dotada de dispositivo que impeça o seu

escorregamento;

Ser dotada de degraus antiderrapantes;

Ser apoiada em piso resistente 6.3.2.2 Escada simples/extensível

Comprimento máximo – 7 m

Manter as condições originais do fabricante Possuir sapatos antiderrapantes

Sinalização da carga máxima

Deve ser dotada de dispositivo limitador de curso colocado no quarto vão a contar da catraca. Caso não haja o limitador de curso, quando estendida, deve permitir uma sobreposição de no mínimo 1,00m (um metro)

6.3.2.3 Escada tipo Tesoura (escada “de abrir”) Comprimento máximo – 4 m

Possuir limitador de espaço

Manter as condições originais do fabricante Possuir sapatas antiderrapantes

Sinalização da carga máxima

A escada de abrir deve ser rígida, estável e provida de dispositivos que a mantenham com abertura constante, devendo ter comprimento máximo de 6,00m (seis metros), quando fechada.

6.3.2.4 Escada Marinheiro e Escada Vertical

Possuir linha de vida vertical em toda a sua extensão. Nos casos onde o acesso é esporádico (máximo 1 vez por semana) e a altura não exceda a 6 m, é facultativo o uso de talabartes duplos (quando couber) em substituição à linha de vida vertical;

A distância entre os degraus e a estrutura de fixação deve ser de, no mínimo, 12 cm;

Para cada lance de no máximo 9 m, deve existir um patamar intermediário de descanso, protegido por guarda-corpo e rodapé;

O acesso das escadas marinheiro para a plataforma deverá possuir correntes, para proteção do colaborador.

A escada fixa, tipo marinheiro, com 6,00 (seis metros) ou mais de altura, deve ser provida de gaiola protetora a partir de 2,00m (dois metros) acima da base até 1,00m (um metro) acima da última superfície de trabalho

Deverá ter limitador de acesso 6.3.2.5 Escada Plataforma

Degraus e plataformas construídas com material antiderrapante;

Sinalização indicando a capacidade de carga, visível à distância;

Pés com estabilizador e sapatas antiderrapantes construída ou revestida em material não condutor ou possuir placa indicativa de “uso proibido para atividades com eletricidade”;

Sistema de estabilização/fixação quando construída com sistema de deslocamento;

Possuir guarda-corpo e rodapé em ambos os lados e ao redor de toda a plataforma de trabalho Possuir sistema de trava rodas, quando estas existirem.

6.3.3 Andaimes

Os andaimes devem ser montados de acordo com o item 18.15 da NR 18, da Portaria Nº 3214/78 e também atender à NBR 6494.

O andaime deve apresentar os seguintes requisitos:

Guarda-corpo;

Rodapé;

Piso (plataforma de trabalho toda preenchida e livre), não sendo admitidas forrações parciais;

Dispositivo de fechamento do acesso à plataforma de trabalho recompondo o guarda-corpo ao redor de toda a plataforma;

Ser montado para resistir às solicitações a que estará submetido;

Indicar as cargas admissíveis de trabalho.

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Página 6 de 9 Os andaimes deverão ser montados longe de instalações elétricas, e onde possam ser atingidos por

máquinas ou equipamentos.

É obrigatório o uso de cinto de segurança tipo paraquedista com duplo talabarte na montagem e desmontagem de andaimes.

6.3.4 Plataforma de Trabalho

As plataformas de trabalho devem estar de acordo com o item 18.15 da NR 18, da Portaria Nº 3214/78.

A plataforma suspensa ou elevatória (tesoura standard, tesoura todo-terreno - TD, telescópica, mastro vertical, articulada, unipessoal e rebocável) deve possuir os seguintes requisitos:

Indicação da capacidade de carga e alcance máximo, visível à distância;

Cones refletivos para sinalização horizontal da localização da máquina;

Sistema de controle de descida de emergência;

Aviso sonoro e visual de translação;

Dispositivo anti-basculante e limitador de carga;

Fixações para cinto de segurança na plataforma;

Sistema de travamento/frenagem das rodas quando em operação;

Sistema de estabilização automática a ser utilizado precedentemente à subida da plataforma;

Plataforma operacional com piso em material antiderrapante

Ser operada por trabalhador qualificado e identificado conforme NR-11 6.4 Regras de segurança

6.4.1 Pré-Operação

A norma determina que, antes da execução de determinadas atividades, sejam elaborados determinados documentos, da seguinte forma: se a atividade a ser executada for uma atividade, habitual, rotineira, então deve ser elaborado o respectivo Procedimento

Operacional. Ao contrário, se a atividade a ser executada, for não rotineira, então deve ser elaborada uma Permissão de Trabalho.

As atividades rotineiras são aquelas exercidas de forma habitual, e que fazem parte do processo de trabalho da empresa, independente da frequência.

Para as atividades não rotineiras as medidas de controle devem ser evidenciadas na análise de risco e na permissão de trabalho.

A execução do serviço deve considerar as influências externas que possam alterar as condições do local de trabalho já previstas na análise de risco.

A avaliação prévia dos serviços é uma prática para a identificação e antecipação dos eventos indesejáveis e acidentes, não passíveis de previsão nas análises de risco realizadas, ou não considerados nos procedimentos elaborados, em função de situações específicas daquele local, condição ou serviço que foge à normalidade ou previsibilidade de ocorrência.

A avaliação prévia deve ser realizada no local do serviço pelo trabalhador ou equipe de trabalho, considerando as boas práticas de segurança e saúde no trabalho, possibilitando:

Equalizar o entendimento de todos, esclarecendo eventuais dúvidas, proporcionando o emprego de práticas seguras de trabalho;

Identificar e alertar acerca de possíveis riscos, não previstos na Análise de Risco e os procedimentos;

Discutir a divisão de tarefas e responsabilidades;

Identificar a necessidade de revisão dos procedimentos.

Todos os equipamentos e sistemas de proteção devem ser inspecionados antes do início das atividades e substituídos em caso de detecção de anormalidades, como deformação, trinca, oxidação acentuada, rachaduras, cortes, enfraquecimento das molas e costuras rompidas, entre outros.

Os cabos de aço das plataformas suspensas e balancins precisam ser protegidos contra quinas vivas ou outras superfícies que provoquem atrito.

6.4.2 Análise de Risco

Todo trabalho em altura deve ser precedido de Análise de Risco, que além dos riscos inerentes, deve considerar:

a) o local em que os serviços serão executados e seu entorno

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Página 7 de 9 b) o isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho

c) o estabelecimento dos sistemas e pontos de ancoragem d) as condições meteorológicas adversas

e) a seleção, inspeção, forma de utilização e limitação de uso dos sistemas de proteção coletiva e individual, atendendo às normas técnicas vigentes, às orientações dos fabricantes e aos princípios da redução do impacto e dos fatores de queda

f) o risco de queda de materiais e ferramentas

g) os trabalhos simultâneos que apresentem riscos específicos

h) o atendimento aos requisitos de segurança e saúde contidos nas demais normas regulamentadoras i) os riscos adicionais

j) as condições impeditivas

k) as situações de emergência e o planejamento do resgate e primeiros socorros, de forma a reduzir o tempo da suspensão inerte do trabalhador

l) a necessidade de sistema de comunicação m) a forma de supervisão.

Principal medida preventiva: conhecer e respeitar os riscos da atividade.

Todos os trabalhadores devem estar cientes dos riscos da atividade que será desenvolvida assim como as medidas que devem ser tomaras para controle destes riscos. A APR deve ser preenchida e assinada por todos os trabalhadores que vão executar a atividade.

É recomendado a participação de todos os trabalhadores envolvidos na atividade para a elaboração da análise de riscos no local onde será desenvolvida a atividade.

Para trabalhos rotineiros a APR será elaborada uma vez e reemitida quando houver mudanças nas condições estabelecidas ou na equipe de trabalho

Nota: As atividades em altura rotineiras constam relacionadas no ANEXO 1 deste Procediemento 6.4.3 Atividades Rotineiras - Procedimentos Operacionais

Em atividades rotineiras de trabalho em altura, a análise de risco pode ser incluída nos respectivos procedimentos operacionais, os quais devem conter, no mínimo:

a) as diretrizes e requisitos da tarefa;

b) as orientações administrativas;

c) o detalhamento da tarefa;

d) as medidas de controle dos riscos características à rotina;

e) as condições impeditivas;

f) os sistemas de proteção coletiva e individual necessários;

g) as competências e responsabilidades.

O Procedimento Operacional é importante para orientar os trabalhadores envolvidos sobre os Riscos da Atividade/Tarefa e deve ser lido sempre antes de começar as atividades/tarefa.

Nota: As atividades em altura rotineiras constam relacionadas no ANEXO 1 deste Procediemento

6.4.4 Permissão de Trabalho

A norma determina que a Permissão de Trabalho deva ser elaborada na execução de atividades não rotineiras, ou seja, atividades que não são habitualmente realizadas no processo de trabalho da empresa.

Tal documento tem por objetivo autorizar a execução desta atividade. A norma não exige a elaboração de Procedimento Operacional para atividades não rotineiras; sendo obrigatória nestes casos somente a emissão da Permissão de Trabalho.

Além disso, nessas atividades, as medidas de controle devem ser evidenciadas na Análise de Risco e na própria Permissão de Trabalho.

A Permissão de Trabalho deve ser emitida, aprovada pela Segurança do Trabalho e disponibilizada no local de execução da atividade e, ao final, encerrada e arquivada de forma a permitir sua rastreabilidade.

Cabe a esse profissional a verificação prévia de qualquer tipo de serviço a ser executado, de modo a garantir que todos os trabalhadores envolvidos atuem com a segurança necessária para o efetivo controle dos riscos em qualquer tipo de tarefa.

Cabe ainda a esse profissional manter constante diálogo com os responsáveis do serviço para buscar soluções para qualquer tipo de problema ou dificuldade que possam servir como impedimentos para a garantia da proteção e integridade dos trabalhadores que atuam realizando trabalhos em altura.

A Permissão de Trabalho deve conter:

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Página 8 de 9 a) os requisitos mínimos a serem atendidos para a execução dos trabalhos;

b) as disposições e medidas estabelecidas na Análise de Risco;

c) a relação de todos os envolvidos e suas autorizações.

Devem ser analisadas as seguintes condições para emissão da permissão de trabalho:

Ocorrência de descargas atmosféricas (raios), ventos fortes, chuva intensa, iluminação inadequada, Poeira e ruído excessivo;

Proximidade e contato com a rede elétrica energizada ou com risco de energização;

Isolamento e sinalização de toda a área;

Condições inadequadas dos executantes e dos equipamentos;

Piso irregular ou de baixa resistência.

A Permissão de Trabalho deve ser preenchida, assinada pelos executantes e responsáveis em duas vias e a cópia disponibilizada para equipe

A Permissão de Trabalho para trabalhos em altura tem validade limitada à duração da atividade, sendo restrita ao turno de trabalho. Entretanto, uma mesma Permissão de Trabalho pode ser revalidada pelo responsável pela aprovação nas situações em que não ocorram mudanças nas condições estabelecidas ou na equipe de trabalho.

6.4.5 Recomendações Gerais

Analisar atentamente o local de trabalho, antes de iniciar o serviço;

Nunca andar diretamente sobre materiais frágeis (telhas, ripas etc) andar somente pelas passarelas montadas;

Usar sempre o cinto de segurança ancorado em local adequado;

Não amontoar ou guardar coisa alguma sobre o telhado;

E proibido arremessar qualquer tipo de material para o solo;

Usar os equipamentos adequados (cordas ou cestas especiais) para erguer materiais e ferramentas;

Ao descer ou subir escadas, faça com calma e devagar;

Não improvisar;

Cuide de sua segurança e de seus companheiros.

6.4.6 Condições Impeditivas para os Trabalhos

Situações que impedem a realização ou continuidade do serviço que possam colocar em risco a saúde ou a integridade física do trabalhador.

Os riscos de queda existem em vários ramos de atividade e em diversos tipos de tarefas. Faz-se necessário, portanto, uma intervenção nestas atuações de grave e iminente risco, regularizando o processo, de forma a tornar estes trabalhos seguros.

O trabalho em altura NÃO deverá ser realizado nos seguintes casos:

Trabalhador não possuir a devida autorização para realizar trabalhos em altura Trabalhador sem a devida qualificação para o trabalho em altura (treinado) Trabalhador sem condições físicas, mentais e psicossociais (ASO)

Ausência de sistema e pontos de ancoragem adequados

Ausência da APR – Análise Preliminar de Risco, Procedimento operacional, e/ou PT – Permissão de Trabalho

Ausência de supervisão Ausência de EPI adequado

Falta de inspeção rotineira do EPI e do sistema de ancoragem Ausência de isolamento e sinalização no entorno da área de trabalho Condições meteorológicas adversas (ventos fortes e chuva)

Não observância a riscos adicionais e/ou às demais normas de segurança.

6.4.7. EMERGÊNCIA E SALVAMENTO

A equipe interna responsável pelos primeiros socorros em caso de acidentes é formada pelos integrantes da Brigada de Emergência e profissionais de saúde do Centro médico.

A equipe externa responsável pelo salvamento e resgate é corpo de bombeiros, defesa civil, SAMU ou correlatos.

As ações de respostas às emergências que envolvam o trabalho em altura devem constar do plano de emergência da empresa.

(9)

Página 9 de 9 As pessoas responsáveis pela execução das medidas de salvamento devem estar capacitadas a executar o resgate, prestar primeiros socorros e possuir aptidão física e mental compatível com a atividade a desempenhar.

7. REGISTROS

RSS.04 – ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO

RSS.08 – ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - CONTRATADAS RSS.37 – PT PERMISSÃO TRABALHO EM ALTURA

8. ANEXOS

ANEXO 1 - RELAÇÃO DE ATIVIDADES DE ROTINA EM ALTURA

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EMPRESA ATIVIDADE NÍVEL DE RISCO PROTEÇÃO EXISTENTE CEFERTIL Carregamento de Big Bag em Carretas Alto Linha de vida/Trava quedas

CESLOG B18 Decontaminação de carretas(Lavador) Médio Linha de vida/Trava quedas CESLOG B31 Decontaminação de carretas(Lavador) Médio Linha de vida/Trava quedas

CESLOG B31 Pintura carretas Médio Linha de vida/Trava quedas

CESLOG B31 Manutenção de carretas e seus componentes Médio Linha de vida/Trava quedas CESLOG B31 Inspeção Veicular (Check List) Médio Linha de vida/Trava quedas CESLOG -TERLOC B18Serviço de Jardinagem Médio Linha de vida/Trava quedas DEPOTCE B1 Descontaminação/Teste de Isotanques Médio Linha de vida/Trava quedas

DEPOTCE B1 Inspeção de Isotanques - Pátio Alto Em adequação

DEPOTCE B1 Reparo de Isotanques Médio Em adequação

DEPOTCE B1 Inspeção de Containers - Gate Container Alto Em adequação

DEPOTCE B1 Reparo de Containers Alto Em adequação

RAIZ DA SERRA Montagem de Rede de Alta Tensão Alto Cinto de segurança Caminhão Cesto / PTA RAIZ DA SERRA Troca de lampadas Médio Cinto de segurança Caminhão Cesto / PTA RAIZ DA SERRA Montagem e Retirada de Transformadores Médio Cinto de segurança Caminhão Cesto / PTA RAIZ DA SERRA Colocação de Postes Médio Cinto de segurança Caminhão Cesto / PTA RAIZ DA SERRA Inspeção de cameras e Periféricos Médio Cinto de Segurança Escada Extensora /PTA RAIZ DA SERRA Manutenção de cameras e Periféricos Médio Cinto de Segurança Escada Extensora /PTA RAIZ DA SERRA Manutenção Preventiva nos Transformadores Médio Cinto de Segurança Escada Extensora /PTA RAIZ DA SERRA Montagem de Braço de Luminaria Médio Cinto de Segurança Escada Extensora /PTA RAIZ DA SERRA Espinamento de Cabos e Cordoalhas Médio Cinto de Segurança Escada Extensora /PTA RAIZ DA SERRA Montagem de Tubulação e Infras Médio Cinto de Segurança Escada Extensora /PTA RAIZ DA SERRA Instalação de Antenas de Sinal ou similares Médio Cinto de Segurança Escada Extensora /PTA RAIZ DA SERRA Substituição de Infra e Componentes Médio Cinto de Segurança Escada Extensora /PTA RAIZ DA SERRA Manutenção nos Telhados Médio Cinto de Segurança Escada Extensora /PTA RAIZ DA SERRA Construção de Parede Médio Cinto de segurança /Andaime com Guarda Corpo TERLOC B1 Enlonamento de Carretas com fardos de

celulose. Médio Linha de vida e Trava quedas

(11)

conclusão será instalado

TERLOC B1 Área de Transbordos Médio Linha de vida/Trava quedas

TERLOC B1 Armazéns Gerais - Inspeção Isotanques Médio Em adequação

TERLOC B1 Lavagem de máquinas Médio Linha de vida/Trava quedas

TERLOC B1 Enlonamento e desenlonamento de caminhoes Médio Em adequação

TERLOC B1 Coleta de amostra de material Médio Linha de vida/Trava quedas TERLOC B1 Plataforma do silo Armazem G3 Médio Linha de vida/Trava quedas

TERLOC B1 Manutenção em Telhados e Forros Alto Em adequação

TERLOC B18 Carga de Enxofre Liquido em Plataforma Médio

Linha de vida / Trava quedas/Possuir documentação da linha de vida com responsabilidade técnica.

TERLOC B18

Carga e Descarga de Ureia em veiculos com

Corroceria Médio

Linha de vida / Trava quedas/Possuir documentação da linha de vida com responsabilidade técnica.

TERLOC B18 Descarga de Enxofre em Pedras na Rampa. Alto Em adequação TERLOC B18

Carga e Descarga de Anidrido Ftálico em

Plataformas. Alto Em adequação

TERLOC B18

Carga e Descarga de Anidrido Maleico em

Plataformas Médio

Linha de vida / Trava quedas/Possuir documentação da linha de vida com responsabilidade técnica.

TERLOC B18 Carga de Plastificantes em Plataformas Médio Linha de vida/Trava quedas

TERLOC B18 Descarga de Plastificantes Alto Em adequação

TERLOC B18 Carga e Descarga de Resinas em Plataformas Médio

Linha de vida / Trava quedas/Possuir documentação da linha de vida com responsabilidade técnica.

TERLOC B18 Descarga / Tancagem Alto Em adequação

TERLOC B18 Descarga de DCPD em Plataformas Médio

Linha de vida / Trava quedas/Possuir documentação da linha de vida com responsabilidade técnica.

TERLOC B18 Descarga de Soda Caústica Alto Em adequação

TERLOC B18

Carga e Descarga de àcido Sulfúrioco em

Plataformas Médio Linha de vida/Trava quedas

(12)

TERLOC B18

Carga e Descarga Armazém 3 Arcos Médio

Linha de vida / Trava quedas/Possuir documentação da linha de vida com responsabilidade técnica.

TERLOC B18 Carga e Descarga de Formol/ Cuf Médio Linha de vida/Trava quedas TERLOC B4 Carga e Descarga de Produtos- Plataformas Médio Linha de vida/Trava quedas TERLOC B8 Carga e Descarga de Produtos- Plataformas Médio Linha de vida/Trava quedas TERLOC B8 Carga e Descarga de Produtos-

(Plataforma Descarga bacia 1) Médio Em adequação

Referências

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