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CoDAS vol.26 número3

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Academic year: 2018

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Escrevemos este editorial num período de efervescência, em que os preparativos para a Copa do Mundo se misturam, nos noticiários, com imagens de manifestações e preparativos para o processo eleitoral que ocorrerá no segundo semestre. De certa forma, temos que pensar que esses três grandes eventos terão repercussões em todas as atividades, incluindo a prática proissional e a ciência. A vida em sociedade implica em posicionamentos políticos que incluem o “não torço para ninguém”, “não quero saber de greves e manifestações” ou “não tenho candidato”. A autoexclusão também é uma forma de posicionamento e tem consequências. Não comunicar aber-tamente é também uma forma de comunicação.  Isso vale também para a proissão que exercemos e a qualidade da ciência que produzimos. Participar ativa e conscientemente dos grupos organizados que existem, estejam ou não alinhados com suas escolhas, implica posicionamento político e tem repercussões; não participar pode ter um preço elevado e repercussões de maior abrangência. Nossa sociedade cientíica e sua produção (congressos, cursos e a própria CoDAS) serão sempre tão boas e tão fortes quanto o número de pessoas envolvidas e a qua-lidade desse comprometimento. A diretoria cientíica, os departamentos e os comitês da SBFa estão dedicados à organização e à programação do 22º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, que ocorrerá em outubro, em Joinville (SC). A classe fonoaudiológica, os acadêmicos e os professores estão se preparando para mostrar sua produção recente e ter o essencial feedback dos colegas.  A CoDAS apresenta, nesta edição, o resultado de nove pesquisas vinculadas a programas de pós-graduação, evidenciando mais uma vez a importância dessa publicação para a produção cientíica brasileira em Fonoaudiologia.

O terceiro fascículo de 2014 apresenta dez artigos originais e duas comunicações breves; cinco artigos e uma comunicação breve dizem respeito à área de Linguagem, dois são sobre Audiologia e há um artigo de cada uma das áreas de Disfagia, Motricidade Orofacial, Saúde Coletiva e Voz (comunicação breve).

Os autores do primeiro estudo, Sampaio e Capellini, elaboraram e aplicaram um procedimento de in-tervenção para as diiculdades ortográicas de escolares e veriicaram que os sujeitos submetidos ao programa apresentaram melhor desempenho nas provas ortográicas do que o grupo controle. O segundo estudo, de Penna, Lemos e Alves, estudou o desenvolvimento lexical de crianças com deiciência auditiva e analisou sua associação com aspectos assistências, psicossociais e socioeconômicos, concluindo que a estimulação do processamento auditivo potencializa o desenvolvimento lexical. O terceiro estudo, de Carvalho, Bei-lopes e Limongi, comparou a extensão média do enunciado entre crianças com Síndrome de Down, Distúrbio Especíico de Linguagem e desenvolvimento típico de linguagem, encontrando um maior déicit gramatical em crianças com Síndrome de Down. O quarto artigo dessa área, de Barbosa e Fernandes, comparou os resultados de dois protocolos (DAADD e ABC) em crianças do espectro do autismo; o estudo concluiu que o DAADD é mais sensível que o ABC, independentemente da idade dos sujeitos. O último artigo de Linguagem, de Lamônica, Santos, Paiva e Silva, analisou o desenvolvimento global de crianças com paralisia cerebral com e sem uso de implante coclear, comparando com crianças com desenvolvimento típico de linguagem; concluiu-se que o implante coclear é uma ferramenta para melhoria da qualidade de vida nas crianças com paralisia cerebral e surdez.

O primeiro artigo da área de Audiologia, de Kunst, Garcia, Machado, Barbisan e Silveira, estudou a associação entre a amplitude das emissões otoacústicas produto distorção e biomarcadores de estresse oxida-tivo em escolares de região fumicultora; apesar de diferença de valores no grupo controle e grupo estudo, não foi veriicada associação entre as avaliações. Outro artigo da área de Audiologia, de Farias, Sleifer, Pauletti e Krimberg, correlacionou a audiometria infantil com potencial evocado auditivo de estado estável em lactentes com perda auditiva sensorioneural, concluindo que a segunda avaliação pode ser incluída na rotina clínica da avaliação audiológica infantil.

O artigo da área de Disfagia, de Santos, Sales, Cola, Ribeiro, Jorge, Peres, Dantas e Silva, veriicou a associação entre a ocorrência de escape oral posterior e a presença de resíduos faríngeos com penetração laríngea e/ou aspiração laringotraqueal no acidente vascular encefálico (AVE) e concluiu que há associação entre a pre-sença de resíduos faríngeos e a ocorrência de penetração com aspiração laringotraqueal em indivíduos pós-AVE.

Editorial/Editorial

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O artigo da área de Motricidade Orofacial, de Valentim, Furlan, Perilo, Berbert, Motta e Las Casas, pes-quisou a diferença entre forças de lábio superior e língua durante repouso e deglutição e concluiu que o lábio exerce maior força que a língua no repouso.

O artigo da área de Saúde Coletiva, de Silva, Gonçalves e Soares, avaliou a Política Nacional de Aten-ção à Saúde Auditiva (PNASA) a partir da cobertura de serviços especializados e procedimentos diagnósticos em saúde auditiva concluindo que, apesar da melhoria nos serviços e ações, ainda há importantes disparidades regionais quando se trata de saúde auditiva.

A comunicação breve da área de Linguagem, de Wertzner, Francisco e Pagan-Neves, descreveu o contorno de língua na produção dos sons /s/ e /ʃ/ em três grupos de sujeitos com e sem transtorno fonológico a partir da análise de imagens ultrassonográicas; o estudo concluiu que as imagens conirmam a análise perceptivo-auditiva feita pelo fonoaudiólogo.

A Comunicação Breve da área de Voz, de Fava, Paolillo, Oliveira e Behlau, apresenta uma adaptação cultural e linguística do protocolo Vocal Activity Participation Proile para o italiano, cuja validação ainda está em andamento.

Por im, Nemr e Arakawa-Sugueno encaminharam uma Carta ao Editor, relatando um importante evento na área da fononcologia.

Nossos agradecimentos a autores, revisores e leitores.

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