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INSTITUTO DE BIOClEfJCiAS

B I B L I O T E C A

TOMBO:

Bolm. Z o o l U n i v . S. Paulo 9: 1 5 9 - 1 75ß 1985

CARACTERIZAÇÃO MACROSCÓPICA E MICROSCÓPICA DAS GÔNADAS

DO CURIMBATÃ, PROCHILODUS SCROFA (STEINDACHNER, 1881),

DURANTE 0 CICLO REPRODUTIVO

AGAR COSTA ALEXA N D R I N O

P e s q u i s a d o r Científico Seção

de Controle e O r i entação da

Pesca - Divisão de Pesca I n t e ­

rior - Instituto de Pesca

M I K I CO T O K U M A R U PHAN P r o f e s s o r A s s i s t e n t e Dou t o r -

Instituto de Ciências Biomédi

c a s - U n i v e r s i d a d e de São Paulo ELZA FE R R E I R A GOLDMAN PINHEIRO

Pe s q u i s a d o r Científico - Seção

de A q ü i c u l t u r a - Divisão de P e £ ca Inter i o r - Instituto de P e s ­

ca. (recebido em 28.X I I . 1984)

RESUMO - O b j e t i v a n d o i d e n t i f i c a r as alterações cíclicas ma - croscõpicas e m i c r o s c ó p i c a s das gônadas, foram utilizados e-

x e m p l a r e s adultos (80 machos e 80 fêmeas) capturados no Rio

Moji- G u a ç u , P i r a çununga-SP, no período de n o v e m b r o de 1979 a f e v e r e i r o de 1 9 8 1 ¿ As gônadas fo r a m c a r a cterizadas m a c r o s c ó ­ p i c a m e n t e q u a n t o à v a s c u l a r i z a ç ã o superficial, coloração e

volume e nas fêmeas a pr e s e n ç a de óvulos visíveis. A seg u i r

f o r a m r e t iradas e amostradas em seu terço^mêdio, o qual foi

f i x a d o e m Bouin seguindo post e r i o r m e n t e técnicas h i s t ológi - cas de rotina. Os resultados obtidos para macho s foram: re -

p o u s o : g ô n a d a filiforme, rósea, com delicados vasos s a n g u í ­

neos; m i c r o s c o p i c a m e n t e os testículos m o s t r a m p r e d o m i n â n c i a de e s g e r m a t o g ô n i a s ; m a t u r a ç ã o : a gônada aume n t a de v o l ume,co lora ç a o b r a n c o - l e i t o s a , aume n t a a v a s c u l a r i z a ç ã o superfici - al; m i c r o s c o p i c a m e n t e p r e d o m i n a m espermat ó c i t o s e e s p e rmãti- d e s ; maduro : a g ô n a d a ocu p a quase toda a cavidade abdominal, c o l o r a ç ã o b r a n c o - r o s a d o ; m i c r o s c o p i c a m e n t e p r e d o m i n a m os e s ­ p e r m a t o z ó i d e s ; esgotado: a gôn a d a m o s t r a - s e flácida, c o l o r a ­ ção róse o - i n t e n s a ; m i c r o s c o p i c a m e n t e o b s e rva-se d e s o r g a n i z a ­

ção da e s t r u t u r a do órgão, os septos são bastante espessos,

gr a n d e q u a n t i d a d e de e s p e r m a t o g ô n i a s na p e r i f e r i a e no lúmen

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repouso: os ovarios são achatados, coloração róseo alaranja- d a ¿ v a s c u l a r i z a ç ã o delicada; m i c r o s c o p i c a m e n t e p r e d o m i n a m os ovocitos II; matura ção : neste estadio jã se o b s e r v a m ovóci - tos a ^ o l h o ^ d e s a r m a d o , coloração l a r a n j a -acinzentada, ao_mi -

cro s c ó p i o óptico p r e d o m i n a m ovocitos III; maduro: a g ó n a d a

ocupa quase toda a cavidade abdominal, coloração c i n z a - e s v e r deada; h i s t o l ó g i c a m e n t e p r e d o m i n a m os ovocitos IV; esgotado: órgão flácido, coloração róseo avermelhada; m i c r o s c o p i c a m e n ­ te p r e d o m i n a m folículos atresicos e vazios.

AB S T R A C T - Aimi n g at identifying the m a c r o s c o p i c and m i c r o s ­

copic cyclic gonadal alterations, adult exemplaries (80 m a ­

les and 80 females) were captured in the M o j i - G u a ç u River ,

Piraçununga, São Paulo State, Brasil, from nov, 79 through

feb, 81. The gonads were charact e r i z e d m a c r o s c o p i c a l l y as to the superficial vascularization, coloration and volume and ,

in the females, presence of visible eggs. Following this ,

the gonads were extracted and their medi a l thirds fixed in

Bouin for the routine h i s tological techniques. The ma l e g o ­

nad revealed: resting: m a c r oscopically, filiform, p i n k g o n a ­ dal, w i t h delicate blood vessels; micros c o p i c a l l y , the tes - tes shows s p e r m a t o g o n i a e ; maturing: m a c r o s c o p i c a l l y increase in volume and in superficial vessels; m i c r o s c opically, predo m ina n c e of spermatocytes and spermatids: ripening: m a c r o s c o ­

pically the gonad occupies the entire abdomen; the colora -

tion pink-whitish; m i c r oscopically, predominance of spermato zoides; spent: macros c o p i c a l l y , flacid gonad, intensely pink; m i c r o s c o p i c a l l y structural d e s o r g a n i z a t i o n , with thick sep -

tae and great quantities of spermatogoniae in the periphery

and in the lumen residual spermatozoïdes can be seen; the

female gonads revealed: resting: m a c r o s c o p i c a l l y the ovary

is rat h e r flat; oran g e - r e d as to the coloration; delicate

vascularization; microscopically, ovocyte II p r e d o m i n a t e s \ma turing: m a c roscopically, colour o r a n g e - a s h i s h superficial as_ pect; ovocytes can be seen with naked eyes; m i c r oscopically, ovocytes III predominate; ripening: m a c r o s c opically, the ova

ry occupies the entire abdominal cavity and its colo u r ash

- g r eenish and histo l o g i c a l ovocytes IV predominate; spent :

m a c r o s c o p i c a l l y ovary flacid, dark-pink colored; m i c r o s c o p i ­ cally, atresic or empty follicules predominate.

INTRODUÇÃO

As gônadas de peixes teleósteos que a p r e sentam fecunda ção externa se caracterizam, na m a i o r i a dos casos, como es - truturas pares situadas na cavidade peritoneal, v e n tralmente ao rim e dorsalmente ao t r a t o _ d i g e s t i v o . Apr e s e n t a m - s e i n d i ­ v i d ualizadas em toda a extensão, unindo-se apenas na extrend dade caudal formando, nos machos, o duc t o ^ e s p e r m ã t i c o comum, que se abre na papila urogenital e, nas fêmeas, na por ç ã o fi nal do terço p o s t e r i o r dos^ovarios dando ori g e m ao oviduto

A superficie externa das gônadas ê lisa, sem pigmentação; o

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ção está apoiada nas pesquisas d e s envolvidas por T u r n e r (1919), Ihering & Azevedo (1934), Jones (1940), Bowers & Hol liday (1961), Pignalberi (1965), Lehri (1967), Dadzie (1969T, Ruby & McMillan ( 1 9 7 0 ) Bisht (1974) e Shanbhag & _ Nadka r n i

(1979); e, com relação ãs fêmeas, estas c o n siderações estão

de acordo com o referido p a r a várias espécies pelos s e g u i n ­

tes autores: Ihering & A z e v e d o (1934), Rosa J u n i o r & Schu-

bart (1945), James (1946), Schubart (1947), Morais Filho &

Schubart (1955), Godoy (1959, 1975), Bara (1960), Pign a l b e r i (1965), Hoar (1969), Davis (1977), Pa u l a - S o u z a (1978), A g o s ­ tinho (1979) e C a r a maschi ( 1 9 7 9 K

Com relação ã p r e s e n ç a de órgãos anexos ao s i s t e m a r e ­

produtivo m a s c u l i n o Eggert ( 1 9 3 1 ) ^ Weisel (1949), Na i r

(1966) e Lehri (1967) fazem referencias a est r u t u r a s saculi-

formes^ na porção final^do testículo, as quais d e n o m i n a r a m

de órgãos^sexuais acessórios e v e s ícula seminal.

A gônada m a s c u l i n a tem sido descr i t a como um órgão

par formado p o r num e r o s o s tubulos seminíferos e n o v e l a d o s ,

que estão separados entre si por septos i n t e rlobulares de te cido conjuntivo^frouxo. No in t e r i o r dos tubulos são o b s e r v a ­ dos cistos de células seminais, estando as células de um mes

mo cisto na m e s m a fase de d e s e n v o l v i m e n t o (Jones, 1940; P i ­

gnalberi, 1965; Bisht, 197 4 e C o e t z e e , 1983).

A ori g e m das e s p e r m a t o g ô n i a s em teleósteos é b a s t a n t e

controvertida. T u r n e r (1919) e Rastogi (1968) a f i r m a r a m que

novas e s p e rmatogônias são formadas p o r divisão de células ex

t r a t esticulares m i g r a t ó r i a s , enquanto que para Jones (19407

e Shriv a s t a v a (1967), as e s p e r m a t o g ô n i a s originam-se de célu las m i g r a t ó r i a s que estão localizadas no e s p a ç o i n t e r t u b u l a r ; para Ruby & Mc M i l l a n (1970), as e s p e r m a togônias o r i g i n a m - s e de um estoque de células g e r m i n a t i v a s primárias ou indiferen

ciadas situadas no espa ç o int e r t u b u l a r ; já, para Shanbhag &

Nadkarni (1979), a r e n o v a ç ã o de esper m a t o g ô n i a s pode ser a

p a r t i r de células g e r m i n a t i v a s primordiais do in t e r s t í c i o ou a p a r t i r de e s p e r m a t o g ô n i a s em repouso, existentes na parede

do túbulo. ·

Segundo vários autores o o v á r i o tem sido de s c r i t o como sendo um órgão par r e v e s t i d o p e l a t u n i c a a l b u g í n e a ou o v a r i a na, do qual p a r t e m tabiques para o in t e r i o r do órgão, tabi -

ques estes denominados de lamelas o v u l ígeras ou septos, nos

quais est ã o apoiados os o v ó c i t o s ^ e m d i f e rentes fases de de - s e n v o l v i m e n t o . Este conju n t o e s t á e n v olto p o r uma l â m i n a pe-

ri t o n e a l (Hann, 1927; Mendoza, 1943; Sathyanesan, 1962; P i ­

gnalberi, 1965; Godinho, 1972; Caramaschi, 1979; Barbi e r i ;

Barbieri; Marins, 1981 e P e l i z a r o et a l . , 1981).

Vários autores ref e r e m - s e a numero d i f e rente de fases

de d e s e n v o l v i m e n t o dos ovócitos e m teleósteos (Yamamoto & 0-

nozato, 1965; Godinho, 1972; Paula-Souza, 1978; A g o s t i n h o ,

1979; C a r a m a s c h i 1979; Alves, 1982 e Coetzee, 1983)

Q u a n t o ã o r i g e m dos mesmos, existe c o n t r o v é r s i a entre os autores. -Segundo M e n d o z a (1943) e Beach (1959), os o v ó c i ­

tos são oriun d o s do ep i t é l i o germinal; e n q u a n t o que p a r a

Ha n n (1927), A g o s t i n h o (1979) e P e l i z a r o et al. (1981) eles

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M A T E R I A L E MÉTO D O S

0 m a t e r i a l e x p e r i m e n t a l foi co n s t i t u í d o de cento e ses s enta exem p l a r e s de c u r i m b a t á adultos, repres e n t a d o s p o r o i ­ t e n t a m a c h o s e o i t e n t a fêmeas, distr i b u í d o s em vinte animais pa r a cada u m dos quat r o estádios do ciclo r e p r o d u t i v o c o n s i ­ derando-se: repouso, mat u r a ç ã o , madu r o e esgotado, r e s p e c t i ­ vamente.

Estes exe m p l a r e s foram capturados no Rio M o j i - G u a ç u ,

p r o x i m o _ a C a c h o e i r a de Emas, m u n i c í p i o de Piraçununga, E s t a ­ do de São Paulo (21°58'S, 47°26'W), m e n s a l m e n t e durante o pe ríodo de n o v e m b r o de 1979 a fevereiro de 19 8 1 . Os peixes fo - ram sacrif i c a d o s por des t r u i ç ã o da m e d u l a ^ e s p i n h a l .

Para a d e s c rição da an a t o m i a t o p o g r á f i c a das gônadas , f ez-se u m a incisão v e n t r o - l o n g i t u d i n a l , desde a papi l a uroge ni t a l até a cint u r a escapular, seguida de a f a s tamento do tra to digestivo, p a r a que as características destes ó r g ã o s ,tais como: volume, coloração, vascula r i z a ç ã o superficial e, no ca so dos ovários, a p r e s e n ç a ou a ausên c i a de óvulos (NikolskT, 1963), p u d e s s e m ser observadas.

Para o estudo histológico, as gônadas (masculinas e fe m i n inas), for a m dissecadas e divididas em três partes iguais:

terço anterior, m é d i o e posterior. Para a p a d r o n i z a ç ã o foi

es c o l h i d o o ter ç o médio, do qual amostras de cerca de 6 mm

de e s p e s s u r a for a m fixadas em Bouin e desidratadas em banho

de álcool e t í lico (de 30 minu t o s de duração cada, em c o n c e n ­ trações de 7 0 t 80 e 95%, seguidos de três banhos, de 30 m i n u

tos cada, em álcool absoluto). A d i a f a n i z a ç ã o foi feita em

dois banhos de xilol, de uma hora cada e as amostras foram

incluídas em p a r a f i n a e cortadas com 7 ym de espessura. As

colorações u t i l izadas foram hem a t o x i l i n a - e o s i n a , tricornio de

Mallory, segundo Behmer; T o l o s a $ Freitas Neto (1976)

RESULTADOS 1. Tes t í c u l o s

Os t e s t ículos de Pr ooh il od ue scr ofa são pares, a l o n g a ­ dos e cilíndricos, aprese n t a n d o peso, volume e col o r a ç ã o v a ­ riáv e i s durante o ciclo reprodutivo. Esten d e m - s e longitudi - n a l m e n t e pela cavidade peritoneal, localiza n d o - s e vent r a l m e n te ao r i m e ã v e s í c u l a gasosa. São livres nas porções a n t e r T

o r e média, e na porção posterior, t o r n am-se gradativ a m e n t e

afilados, c o n s tituindo u m dueto e s p e rmático^comum, que se a- bre na p a p i l a urogenital, p o r onde o sêmen é eliminado.

M icro s c o p i c a m e n t e , sao envolvidos por urna c á p s u l a c o n ­ j u n tiva que con t é m lóbulos ou túbulos seminíferos no seu i n ­ terior. Os túbulos são enovelados e se^a n a s t o m o s a m na e x t r e ­ m i d a d e caudal, formando o dueto espermático, e estão s e p a r a ­ dos uns dos outros p o r tec i d o conjuntivo rico em vasos san -

g u i n e o s . ^ N a parede destes túbulos são^observados cistos que

c o n t ê m células da l i n h a g e m espermatogênica, em cada cisto e-

x i s t e m células na m e s m a fase de desenvolvimento. As células

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-tos primários , e s p e rmatoci-tos s e c u n d a r i o s , e s p e rmatides e es_ p e r m a t o z ó i d e s .

E s p e r m a togônias

Sao células grandes, esféricas, d i s p ostas f r e q ü e n t e m e n te na p e r i f e r i a ou na parede do lóbulo, ind i v i d u a l i z a d a s ^ou em grupos. A e s p e r m a t o g õ n i a possui núcleo grande com n u c l é o ­ lo g e r almente exc ê n t r i c o e evidente. A cro m a t i n a se d i s t r i ­ bui em grumos na p e r i f e r i a do núcleo. 0 c i t o p l a s m a ê abun d a n te, ligeir a m e n t e b a s ó f i l o e de aspecto f l o culento (Fig. IA)

E s p e rmatocitos primários

Sao células a r r e d o n d a d a s , meno r e s que as e s p e r m a t o g ô - nías que lhes d e r a m origem, através de repetidas divisões mi

tõticas. 0 m a t e r i a l n u c l e a r é intens a m e n t e corado e é pos -

sível o b s e r v a r diferentes fases da divisão celular, de a c o r ­

do com a disp o s i ç ã o dos c r o mossomos no interior da c é l u l a ^

Não raro, os c r o m ossomos estão dispostos num dos polos da cé lula e o c i t o p l a s m a ê pou c o corado. (Fig. 1B).

Espe r m a t o c i t o s Secundários

São células esféricas m e n o r e s que os e s p e r m a t o c i t o s

p r i m ários de rara o b s e rvação, devido ã curta duração desta

fase. As células o b s e r v a d a s ^ a p r e s e n t a m aspectos var i a d o s , al^ gumas s u g erindo e s t a r na prófase, en q u a n t o que^outras, em fa

ses mais a d i a ntadas de divisão. 0 ^citoplasma é men o s abun -

dante do que no e s p e r m a t ó c i t o primário. (Fig. 1C).

Esperm ã t i d e s

São p é l u l a s ainda m e n ores que os espermat o c i t o s s e c u n ­

dários, que as originaram. 0 núc l e o esférico é int e n s a m e n t e

cor a d o e o c i t o p l a s m a é escasso. (Fig. 1D).

Es p e r m a t o z ó i d e s

Estes são res u l t a d o s da m e t a m o r f o s e sofrida pelas es - pe r m á t i d e s j são as m e n o r e s células da l i n h a g e m e s p e r m a t o g ê - n i c a e são obs e r v a d a s f o r m a n d o ^ c i s t o s e livreè no lúmen dos

túbu l o s seminíferos. A c a b e ç a é arredondada, i n t e n s a m e n t e

basófila, e a cauda longa e acidófila. (Fig. 1E).

0 ciclo r e p r o d u t i v o em m a c h o s adultos de P r o c h i l o d u s s cr of a foi d i v i d i d o em quat r o estádios: repouso, m a t u r a ç ã o , m a d u r o e esgotado, de acordo com as o b s e r v a ç õ e s m a c r o s c o p i - cas e m i c r o s c ó p i c a s dos testículos.

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c o l o r a ç ã o r ó s e a e de sup e r f í c i e brilhante, aprese n t a n d o deli cados vasos sanguíneos na superfície.

M i c r o s c o p i c a m e n t e , são o b s e r v a d o s a albugínea, o t e c i ­ do i n t e r l o b u l a r e os lóbulos. Os lóbulos são pequenos e c o n ­ t ê m na sua parede as e s p e r m a t o g ô n i a s .

M a t u r a ç ã o - t o estádio mais prolongado. Os t e s t í c u -

los t o r n a m - s e opacos e de c o l o r a ç ã o branco leitosa, aumen t a n do p a u l a t i n a m e n t e de diâmetro e, aos poucos, ganhando consis t ê n c i a fluída; na superfície são obse r v a d o s raros vasos s a n ­ güíneos. No final da m a t u r a ç ã o , p r e s s i o n a n d o levemente o a b ­ dômen, o sêmen flui pela pap i l a urogenital.

H i s t ológicamente, nota - s e uma redução gradativa do t e ­ c i d o interlobular. Na p e r i f e r i a do lób u l o são observadas e s ­ p er m a t o g ô n i a s e, mais i n t e rnamente, são encontrados os cis - tos p r i n c i p a l m e n t e de e s p e r m a t ó c i t o s primários e, o c a s i o n a l ­ mente, secundários e e s p e r m ã t i d e s . Em machos em fas e ^ a d i a n t a

da de maturação, são obse r v a d o s cistos de esgermatozóides na p ar e d e t u b u l a r e e s p e r m a t o z ó i d e s livres no lumen dos lóbu los, alem das células acima descritas. (Fig. 1F)

Ma du r o - Os test í c u l o s o c u p a m quase toda a cavidade ab dominai, são opacos e a c o l o r a ç ã o a n t e r i o r ê s u b stituída p o r b ran c o - r o s a d o , devido a inte n s a v a s c u l a r i z a ç ã o superficial 0 esperma flui e s p o n t a neamente, b a s t a n d o pa r a isso m a n u s e a r o animal.

M i c r o s c o p i c a m e n t e , o início d e s t e estádio lembra o f i ­ nal do anterior. A ^ t ú n i c a a l b u g í n e a ê fina, o tecido c o n j u n ­ tivo i n t e rlobular é escasso e, na m a i o r i a das vezes, ê incom

pleto. 0 lúmen dos lóbulos aprese n t a - s e dilatado, p r e e n c h i ­

do quase que tota l m e n t e p o r esper m a t o z ó i d e s (Fig. 1G) Notam

-se ainda cistos em diferentes fases de diferenciação, predo

m i n a n d o os de espermãtides. Algu m a s e s p ermatogônias podem

ser vistas nas paredes tubulares.

Esg ot ad o - A gônada diminui sensive l m e n t e em tama n h o ,

m o s t r a - s e f l á cida e de c o l o ração róseo intensa, devido ao

r o m p i m e n t o de vasos sangüíneos. A região an t e r i o r ê mais e s ­ pe s s a que a p o s t e r i o r devido ao fato de o esperma não t e r si do totalmente eliminado.

A nível de m i c r o s c o p í a óptica, o b s erva-se uma d e s o r g a ­

n i z a ç ã o da estrutura. A a l b u gínea e^o t e c i d o interlobular

t o r n a m - s e bastante espessados. Os lóbulos a p r esentam diâme - tro reduzido, com grande quan t i d a d e de esgermatogônias na pe

r i f e r i a e alguns cistos com poucas espermãtides. Cistos de

e s p e r m a t ó c i t o s não foram observados, m a s , ^ n a luz de alguns

túbulos, estão presentes q u a ntidades variáveis de e s p e r m a t o ­

zóides (Fig. 1H). De mo d o g e r al»foi v e r i ficada a p r e s e n ç a

de acúmulos de sangue nos tecidos, extravasados dos vasos

s a n g ü í n e o s .

2. Ovários

Os ovários de P ro ch il od us sorofa são pares, alongados

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-F i g u r a 1 - Cort'e t r a n s v e r s a l de test í c u l o s de Pvo c h i l o d u a acrofa. A) E s p e r m a t o g ô n i a s , HE, 1875x. B) E s p e r m a t ó c i t o s p r i ­ m á r i o s , HE, 1 8 7 5x. C) cisto de e s p e r m a t o c i t o s s e c u n d á r i o s ,H E ,

1875x. D) Cisto e s ç ermático, HE, 1875x. E) E s p e r m a t o z ó i d e s ,

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te ao rim e â v e s í c u l a gasosa. São unidades distintas que se a d e l g a ç a m n a porç ã o final e ao m e s m o tempo se f u n d e m p a r a dar o r i g e m ao oviduto; este é um dueto delgado, o qual se a- bre na p a p i l a u r o g e n i t a l p o r o n d e ^ s ã o e l i m inados os óvulos.

Mi c r o s c o p i c a m e n t e a g ô n a d a é e n v o l v i d a g o r uma cam a d a

de teci d o c o n j untivo denso, que c o n s titui a túni c a o v a r i a n a

ou a l b u g í n e a ^ Este tecido conj u n t i v o emite pro j e ç õ e s para o

i n t e r i o r do órgão, formando septos ou lamelas o v u l í g e r a s que s u s t e n t a m as células germin a t i v a s em dife r e n t e s fases de d e ­ senvolvimento, sendo que os ovoci t o s mais dese n v o l v i d o s fi - cam n a região central e os menos d e s e nvolvidos na_ p e r i f e r i a do o v á rio^ As células que p o d e m ser e n c o ntradas são: ovóci - tos I, ovocitos II, ovocitos III e ovocitos IV.

Ovocitos na Fase I

São células p e q u e n a s ,^agrupadas em ninhos e imersas

nas lamelas ovulígeras. 0 n ú c l e o é volumoso, de aspe c t o c l a ­ ro, com a cro m a t i n a frouxa d i s t r i b u í d a irregula r m e n t e em p e ­ queñas partículas e a p r e s e n t a um n u c l é o l o ^ p r o e m i n e n t e , forte m e n t e basõfilo, gera l m e n t e em posi ç ã o excêntrica. 0 c i t o p l a £ ma é escasso, de^ a s p e c t o f l o c ulento e c o m leve basofilia.

Na p e r i f e r i a dos ovocitos I, são e n c ontradas células

cuboides com núcleos l i g e iramente achatados e de c r o matina

frouxa, são as células foliculares, consti t u i n d o a cama d a

folicular. (Fig. 2A)

Ovocitos na Fase II

São células de forma poliédrica, maio r e s que os o v o c i ­ tos I e de tamanhos variados. 0 ^núcleo é grande e de aspecto claro, a p r e s e n t a numerosos nucléolos acidofilos, f r e q üente - m e n t e dispostos próximos ao envoltório nuclear. 0 c i t o p l a s m a é abundante, de aspecto granuloso, e exibe i n t e n s a baso f i lia. Alguns ovocitos m o s t r a m no seu c i t o p l a s m a uma c o n d e n s a ­ ção l o c a l i z a d a de ma t e r i a l c i t o p l a s m á t i c o , f r e q ü e n t e m e n t e mais gróx i m o ao envo l t o r i o nuclear, que é d e n o m i n a d a n ú c l e o v i t e l m i c o ou corpos de Balbiani^ (Fig. 2B)

Os ovocitos na fase II estão envoltos por n u m e rosas

células foliculares ovaladas. O^ n ú c l e o é ac h a t a d o com a c r o ­ m a t i n a d i s p o s t a junto ao envo l t o r i o nuclear. 0 c i t o p l a s m a é es c asso e apr e s e n t a l i g eira b a s o f i l i a (Fig. 2C)

Ovocitos na Fase III

São c é l u l a s ^ g r a n d e s , arredondadas, o núc l e o é volumoso com nucléolos basófilos, em m e n o r q u a n tidade que^nos ovóci -

tos II. 0 cito p l a s m a é mais abundante que nos ovocitos II.

Ne s t a fase, são observadas vesículas vitelínicas, l o c aliza -

das na p e r i f e r i a da célula; a_qua n t i d a d e destas ves í c u l a s

v a r i a de aco r d o com a m a t u r a ç ã o do ovocito. (Fig. 2D)

(9)

â zona p e l úcida ou radiata. (Fig. 2E).

A camada folicular t a m b é m cham a d a de g r a n u l o s a é c o n s ­ tituída de células achatadas c o m núcleos peque n o s e i n t e n s a ­ mente corados. Nos ovocitos IlI^mais d e s e n v o l v i d o s , a cama d a

gra n u l o s a apresenta células cuboides com n ú c l e o s ovalados ,

de aspecto claro e c r o m atina f i n a mente d i s t r i b u í d a em finas

partículas (Fig. 2E) Nesta fase, verif i c a - s e a pr e s e n ç a de

algumas células com um núcleo grande, achatado, claro e po - bre em cromatina, na supe r f í c i e externa da camada folicular, formando .a teca (Fig. 2E)

*

Ovocitos na Fase IV

São as maiores células observadas no ovério. 0 cito plasma aprese n t a - s e r e p leto de grânulos de vitelo, que são a

cidófilos. De m o d o geral, o n ú c l e o não foi visualizado. Em

alguns ovocitos foi vis t a u m a érea de aspecto hialino, l e v e ­ mente ba s ó f i l a e de contornos i r r e g u l a r e s , d e l i m i t a d a p o r grânulos de vitelo. (Fig. 2F)

Nesta fase do o v ó c i t o , a zona çelúcida, a camada g r a n u

losa e a teca a p r e s e n t a m as características descritas pa r a

os ovocitos III em fase a d i antada de desenvolvimento.

0 ciclo r e p r o d u t i v o em femeas adultas de P r o c h i l o d u s

ecrof a foi dividido em quat r o estádios: repouso, m a t u r a ç ã o , madu r o e esgotado, de acor d o com as observações m a c r o s c o p i - cas e m i c r o s c ó p i c a s dos ovários.

R ep ou so - Nesta fase, os ovários são achatados, t r a n s ­ lúcidos, de col o r a ç ã o r ó s e o - a l a r a n j a d a e de s u p e rfície lisa

e brilhante. Na s u p erfície pode ser identi f i c a d a p e q u e n a

q uan t i d a d e de capilares sangüíneos, entretanto, ovõci,tos ain da não são visualizados.

A nível de m i c r o s c o p i a óptica, as lamelas ovulígeras a p r e s e n t a m o v ó c i t o I e II, com p r e d o m i n â n c i a de ovoci t o s na fase II.

Ma t u r a ç ã o - Os ovários neste e s t ádio do ciclo são m a i ­ ores em tama n h o e de a s p e c t o g r a n u l o s o devido â prese n ç a de ovocitos que são visíveis a olho nu. A cor do órgão é cinza- alaranjada, p o d e n d o - s e v i s u a l i z a r através da cápsula o s ^ o v ó - citos de c o l o ração e s v e rdeada, entremeados de^alguns ov ó c i -

tos de c o l oração branca. Nes t e período, a artéria o v a r i a n a

m o s t r a - s e t ú r g i d a e proeminente.

H i s t o l o g i c a m e n t e as c é l u l a s ^ p r e d o m i n a n t e s são os ovóci^ tos III, o c o r r e n d o entre t a n t o , o v o citos II e o c a s i o n a l m e n t e

I e IV Nos ovários, em fase mais adi a n t a d a de m a t u r a ç ã o , ve

ri f i c a - s e m a i o r p o p u l a ç ã o de o v ó c i t o IV

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(11)

A pap i l a u r o genital aprese n t a - s e dilatada.

M i c r o s c o p i c a m e n t e verif i c a - s e a p r e d o m i n â n c i a de ovóci

tos IV; os ovócitos na fase III estão presentes em m e n o r

quantidade e os ovócitos I e II são mais raros.

Esg ot a d o - Nesta fase os ovários são s e n s i v e l m e n t e m e ­

nores em tamanho, são flácidos, de c o l o ração r ó s eo-averme -

lhada e superfície de aspecto granuloso, dev i d o â p r e s e n ç a

de óvulos residuais.

A pap i l a u r o g e n i t a l aprese n t a - s e bastante a v e r m e l h a d a

e menos di l a t a d a que na fase anterior.

A e s t r u t u r a h i s t o l ó g i c a o v a r i a n a m o s t r a grande q u a n t i ­

dade de folículos vazios e folículos em diferentes fases de

atresia; ovócitos I e II t a m b é m estão presentes (Fig. 2G).0b serva-se ainda grande quan t i d a d e de sangue no in t e r i o r do ór gio, devido ao romp i m e n t o de vasos sangüíneos.

DISCUSSÃO E CONCLUSÕES

Para o d e s e n v o l v i m e n t o do pr e s e n t e trabalho, o ciclo

repro d u t i v o de Pro c h i l o d u s s c r o f a 3 machos e fêmeas adultos , foi c o n s i d e r a d o como form a d o p o r 4 e s t á d i o s : repouso, m a t u r a ­ ção, m a d u r o e esgotado. Porém, outros pesquis a d o r e s a p r e s e n ­

taram outras classifi c a ç õ e s p a r a este m e s m o gênero, ass i m ,

Schubart (1947), b a s e a n d o - s e apenas em o b s e rvações m a c r o s c ó ­

picas re f e r e - s e a dez estádios para fêmeas e oito para ma -

c h o s , posterio r m e n t e , Godoy (1959) cons i d e r o u dez estádios , tanto p a r a fêmeas quan t o p a r a machos e ainda em 1965 Pignal- beri, b a s e a d o em estudos h i s tológicos apr e s e n t a a m e s m a cias s i f i cação de Godoy (1959)

As gônadas a p r e s e n t a m - s e pouco d e s envolvidas no está -

dio de repouso. Nos ovários p r e d o m i n a m os ovócitos na fase

II, e n q u a n t o que nos test í c u l o s são o b s e rvadas esperm a t o g ô - nias em m a i o r quantidade. No estádio de maturação, as gô n a - das m o s t r a m ^ a u m e n t o g r a d a t i v o de v o l u m e ; nos ovários p r e d o ­ m i n a m os ovóci t o s na fase III e nos test í c u l o s são o b s e r v a - dos num e r o s o s cistos em diferentes fases de desenvolvimento.

Os r e s u ltados aprese n t a d o s p a r a repouso e m a t u r a ç ã o estão

de acordo com os r e f e ridos por Caramashi (1979) e Andrade

(1980).

Nos c u r i m b a t ã s ^ m a d u r o s as gônadas a t i n g e m o volume m á ­ ximo; o s ^ o v á r i o s estão repletos de o v ó c i t o s ^ n a fase IV e e s ­ pe r m a t o z ó i d e s livres a b u n d a m no lumen dos tubulos seminífe - ros. D e s c r i ç ã o sem e l h a n t e foi e n c o n t r a d a em Godi n h o (1972), Ruby & M c M i l l a n (1975) e Ferrari

(1981)-Fina l m e n t e , no e s g otado as gônadas s o f r e m d i m inuição

de volume, em c o n s e q ü ê n c i a da expul s ã o dos gametas. Nos o v á ­

rios e s t ã o pre s e n t e s folículos vazios e atresicos, a l é m de

o v ó c i t o s na fase I e II, o que está de acordo com a descri -

ção de A g o s t i n h o (1979), enqua n t o que, nos testículos estão

(12)

1. Test í c u l o s

A est r u t u r a m a c r o s c ó p i c a e microscópica, bem como as

m o d i f i c a ç õ e s que o c o r r e m no t e s t í c u l o do curimbatá durante o ciclo r e p r odutivo são s e m e l h a n t e s ãs encontradas na literatu ra por T u r n e r (1919) em P e r c a f l a v e n c e s , Ihering & Azev e d o (1934) em P ro ch il od ue a r g e n t e u s t Jones (1940) em Salmo sa l a r ,

Bowers & H o l liday (1961) em Clupea h a r e n g u s , P i g n alberi

(1965) em P ro ch il od us p l a t e n s i s t Lehri (1967) em Clarias ba-

t r a c h u s t Dadzie (1969) em T i l a p i a mossambica, Ruby & M c M i l - lan (1970) em Eucali a i n c o n s t a n s e Bisht (1974) em Schizotho_

rax richard8onii. ^ r

M i c r o s c o p i c a m e n t e , o a s p e c t o morfo l ó g i c o do testículo, bem como as m o d i f i c a ç õ e s que o c o r r e m no mesmo, durante o c i ­ clo reprodutivo, são s e m e l h a n t e s ãs descrições feitas em o u ­ tras especies de tele ó s t e o s (Turner, 1919; James, 1946; Rai, 1965; Lehri, 1967; Bisht, 1974; Shrestha & Khanna, 1976; A n ­ drade, 1980; Ferrari, 1981 e Coetzee, 1983)

A esperm a t o g ê n e s e na e s p é c i e estud a d a ocorre, como em

o utros t e l e ó s t e o s ¿ em cistos. No entanto, a prese n ç a de c i s ­ tos de e s p e r m a tozóides na fase adiantada do estadio de m a t u ­

r ação e a au s ê n c i a de e s p e r m ã t i d e s na luz dos lóbulos dos

testículos maduros indicam que a l i b eração dos e s p e r m a t o z ó i ­

des p a r a a luz dos lóbulos não deve ser imediata, ao final

da espermiogênese. Essas o b s e r v a ç õ e s sugerem que ocorre c e r ­

to grau de m a t u r a ç ã o dos esperm a t o z ó i d e s , ainda na forma de

cistos. As células com aspe c t o de células de Sertoli, o b s e r ­ vadas na p e r i f e r i a dos cistos p o d e r i a m exercer função t r ó f i ­ ca sobre a^e s p e r m a t o g ê n e s e e/ou a m a t u r a ç ã o dos espermatozoi

des e as células com aspecto de f i b r oblastos p r o v avelmente

p e r t e n c e m ao teci d o conj u n t i v o (Shrivastava, 1967 e Dadzie ,

1969), e não ao tecido epitelial do lóbulo (Ruby & McMillan,

1970).

A constatação^de e s p e r m a t o g õ n i a s nos testículos de pei xes em todos os estadios do ciclo r e p r o d u t i v o suporta o c o n ­ ceito de que as mesmas produzem, p o r m u l t i p l i c a ç ã o sucessi - vas e por diferenciação novas gerações de células seminais

Qua n t o ao aspecto^e a l o c a lização das células da e s p e r m a t o ­

g ê n e s e do curimbatã são s e m elhantes ãs observadas na l i t e r a ­

t u r a (Turner, 1919; Jones, 1940; James, 1946; Shriv a s t a v a ,

1967; Rastogi, 1963; Dadzie, 1969; Ruby & McMillan, 1970 ;

S hres t h a & Khanna, 1976; Andrade, 1980; Ferrari, 1981 e

Coetzee, 1983).

Entretanto algumas esperm ã t i d e s apr e s e n t a r a m núcleos

com c r o m a t i n a disposta e m " U ,,(Lehri, 1 9 6 7 ) mas o seu s i g n i f i c a ­ do não é claro. Os e s p e r m a t o z ó i d e s com cabeça a r r e d o n d a d a

est ã o de acordo com a fe r t i l i z a ç ã o externa dessa espécie

(Grier, 1981).

2. Ovários

(13)

1977), em Hoplias m a l ab ar ic us (Caramaschi, 1979) e em Plecos_ tomu8 commersonii (Agostinho, 1979)

A m o r f o l o g í a m i c r o s c ó p i c a dos ovocitos nas diferentes

fases são semelhantes às encontradas na literatura. A divi -

são do d e s e n v o l v i m e n t o dos ovocitos em qua t r o fases: I, II,

III e IV a d o tada neste t r a b a l h o e s e m elhante à de Hann

(1927), James (1946), G o d inho (1972), Paula Souza (1978) e

C aramaschi (1979), mas na lite r a t u r a hã divisões diferentes

(Yamamoto & Onozato, 1965; Agostinho, 1979; Pelizaro et al.

1981; Alves, 1982 e Coetzee, 1983), o que d i f i c u l t a c o m p a r a ­ ções com os resultados aqui obtidos. Histológicamente, os o- v õ c itos_de cur i m b a t ã nas diferentes fases são semelhantes às

descrições encontradas na l i t e r a t u r a (James, 1946; Lehri ,

1968; Agostinho, 1979 e Alves, 1982).

A o b s e r v a ç ã o de ovoci t o s I nos ovários de fêmeas em to dos os estádios estudados p e r m i t e m supor que os mesmos sejam fonte de novas gerações de células sexuais femininas.

0 núc l e o v i t e l í n i c o descrito em várias especies de pei.

xes (Bara, 1960; Sathyanesan, 1962; Y a m a m o t o & Yamazaki ^ ,

1961; Agostinho, 1979 e Alves, 1982) foi ob s e r v a d o nos ovóci tos II de P r o chi lo du s s c r o f a s mas o seu s i g n ificado f i s i o l ó ­ gico n e c e s s i t a ser esclarecido.

Quanto aos envol t ó r i o s foliculares dos ovocitos III e

IV do c u r i m b a t á a p r e s e n t a r a m as três camadas: zona pelúcida, zona fol i c u l a r e t e c a já descritos em outras espécies (Khan-

na & Pant, 1967; Lehri, 1968; G o d i n h o i 1972 e Paula Souza ,

1978). A cam a d a f o l icular a p r e s e n t a núcleos achatados Ou ova

lados, de acordo com o d e s e n v o l v i m e n t o do o v ó cito.^ Segundo

H o a r (1969) esta m o d i f i c a ç ã o da forma dos núcleos é d e c o r ­

rente de atividade g l a n d u l a r das células foliculares na depo sição de vitelo. A zona pe l ú c i d a a p r esentou e s p e s s u r a com e- videntes estrías radiais nos ovocitos IV, r e s ultado concorde

com os de Car a m a s c h i (1979) e Alves (1982). Extern a m e n t e à

teca foram e n c o n t r a d a s algumas células grandes e globosas

co r r e s p o n d e n t e s às células es p e c i a i s ^ d a teca, as quais foram consid e r a d a s com p o s s í v e l função end o c r i n a de síntese de es- teróides (Harvey & Hoar, 1979).

Folículos vazios e folículos atrésicos observados nos

ovários de fêmeas esgotadas são semelhantes aos descritos

em outras espéc i e s (Bara, 1960; Bowers & Holliday, 1961 ;Leh- ri, 1968; Pa u l a Souza (1978), C a r a maschi (1979) e Barbieri ;

Barbieri; Marins (1981), no entanto foi possível v e r i f i c a r

que a t r e s i a f o l i c u l a r no curimbatã ocorre p r i n c i p a l m e n t e nos ovocitos na fase IV, mas t a m b é m nos ovocitos II e III.

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Referências

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