Defensivo
agrícola
armazenamento,
manuseio e
descarte de
embalagens
Neste sentido, a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (ABRAPA), aceita mais um desafio e apresenta o Programa Socioambiental da Produção de algodão (PSOAL). Trata-se de uma iniciativa que oferecerá aos cotonicultores brasileiros orientação para o cumprimento da legislação trabalhista e ambiental (meio-ambiente do trabalho) primando pelas relações sociais justas de trabalho e pelo respeito ao meio ambiente.
O programa traz em si uma série de ações iniciando pela avaliação do nível de adequação das fazendas, no que diz respeito às normas e legislação, seguida de orientação e monitoramento para implantação dos planos de melhoria, acompanhamento das ações empreendidas, checagem contínua e a divulgação dos resultados alcançados pelo setor. Esta série de cartilhas é o primeiro passo da iniciativa que tem como objetivo fornecer maiores informações, destacando os envolvidos na cadeia de produção do algodão, em prol da agricultura responsável e sustentável. A identificação dos temas foi definida pela compreensão dos cotonicultores sobre a importância do cumprimento da regulação social e ambiental vigente no país. Elas servirão de base para um trabalho de orientação que tem como propósito evidenciar que o Brasil produz um algodão cada vez melhor não só em quesitos comerciais, mas cada vez mais responsável e comprometido com o futuro das próximas gerações.
Haroldo Rodrigues da Cunha, Presidente da ABRAPA,
A Utilização de Defensivos Agrícolas Tratamento
Transporte
Cuidados a Serem Tomados Durante o Transporte Infrações e Penalidades Atualizações na Legislação
A Utilização de Defensivos Agrícolas Tratamento
Transporte
Cuidados a Serem Tomados Durante o Transporte Infrações e Penalidades Atualizações na Legislação 4 4 1 1 5 5 6 6 6 6 8 8 13 13
Índice
4
A Utilização
de Defensivos Agrícolas
Conhecimentos Básicos
Embora seja uma ferramenta muito útil no controle de doenças, pragas e plantas daninhas, o uso de defensivo agrícola ou agrotóxico na propriedade exige que o proprietário e os aplicadores tenham um conhecimento básico sobre o modo de ação, doses recomendadas, hora e época da aplicação, formulação do produto, classe toxicológica e cuidados durante e após a aplicação.
A utilização de agrotóxico exige uma série de cuidados. A primeira coisa que deve ser feita quando compramos um produto químico para uso na lavoura é ler o rótulo.
Todo produto químico apresentado em diferentes formas de embalagem, vidro, tambor, lata, caixa ou pacote, tem um rótulo que deve ser sempre mantido para que o agrônomo, técnico agrícola ou o operador siga corretamente as orientações.
Conhecimentos
Básicos
Tratamento
Pontos a serem observados antes da utilização:
Qual o intervalo
Qual a possibilidade
Que cuidados
Tipo de formulação
entre a última aplicação e a colheita para que o agrotóxico não contamine os alimentos (carência do produto)?
de se aplicar mais de um produto ao mesmo tempo (compatibilidade)?
o aplicador deve tomar para não se contaminar?
do produto e princípio ativo ou origem.
Quais as culturas
Quais as doenças,
Qual a melhor época
Qual a dose
Qual o intervalo
que podem ser tratadas com o produto?
pragas ou plantas daninhas que podem ser tratadas com o produto?
para controlar as doenças, pragas e plantas daninhas?
a ser usada?
6
Transporte
Cuidados Especiais
O transporte deve ser feito observando-se as normas da legislação específica
vigente, que inclui o acompanhamento da do produto
e determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, alimentos, rações ou medicamentos.
Conforme estabelecido na legislação e pelas normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o transporte de todo defensivo agrícola de natureza química
deve ser acompanhado de sua respectiva (fornecida pelo
fabricante ou expedidor), onde estão contidos todos os procedimentos em caso de acidente. Ficha de Emergência Ficha de Emergência
Cuidados
a Serem Tomados durante o TransporteO transporte de defensivos pode ser perigoso, principalmente, quando as embalagens são frágeis, devendo-se tomar as seguintes precauções:
1
Cuidados
Especiais
Evitar a contaminação
Nunca transportar
Nunca carregar
Embalagens
Verificar
Verificar a deterioração
do ambiente e locais por onde transitam;
defensivos agrícolas junto a alimentos, rações, remédios, etc;
embalagens que apresentem vazamentos;
contendo defensivos e que sejam suscetíveis à ruptura deverão ser protegidas durante seu transporte usando materiais adequados;
se as tampas estão bem ajustadas;
das embalagens e das etiquetas;
que o veículo de transporte tenha pregos ou parafusos sobressalentes dentro do espaço onde devem ser colocadas as embalagens;
produtos perigosos dentro da cabina ou mesmo na carroceria se nela viajarem pessoas ou animais;
o veículo junto às casas ou locais de aglomeração de pessoas ou de animais;
sempre cobrir as embalagens com lona impermeável, se a carroceria for aberta.
Evitar
Não levar
Não estacionar
Em dias de chuva
2
3
4
5
6
7
8
9
10
8
1
Ao transportador
Infrações
e Penalidades
Multas para o transportador e o expedidor, que não cumprirem as regulamentações de transporte, vão de 123,4 UFIRs a 617 UFIRs. O veículo será apreendido e a carga transbordada.
Acidentes de transporte que provocarem danos ambientais por não
atenderem às normas vigentes serão enquadrados na Lei de Crimes Ambientais (Art. 56 da Lei 9.605 de 13 de fevereiro de 1998), onde está previsto multa, reparação do meio ambiente atingido e até mesmo pena de reclusão de 2 a 4 anos aos infratores.
Infrações e Penalidades
I
-- -
Primeiro Grupo (617 UFIRs), quando:
Transportar produto cujo deslocamento rodoviário seja proibido pelo Ministério dos Transportes;
Transportar produto perigoso a granel que não conste do Certificado de Capacitação (produtos a granel);
Transportar produto perigoso a granel em veículo desprovido de Certificado de Capacitação válido;
Infrações
e Penalidades
Transportar, juntamente com produto perigoso, pessoas, animais, alimentos ou medicamentos destinados ao consumo humano ou animal ou, ainda, embalagens destinadas a estes bens;
Transportar produtos perigosos incompatíveis entre si, apesar de advertido pelo expedidor.
Segundo Grupo (308,5 UFIRs), quando:
Não der manutenção ao veículo ou ao seu equipamento;
Estacionar ou parar com inobservância ao preceituado no Art. 14; Transportar produtos cujas embalagens se encontrem em más condições; Não adotar, em caso de acidente ou avaria, as providências constantes da Ficha de Emergência e do Envelope para o Transporte;
Transportar produto a granel sem utilizar o tacógrafo ou não apresentar o disco à autoridade competente, quando solicitado.
-- II
-10
Infrações e Penalidades
Terceiro Grupo (123,4 UFIRs), quando:
Transportar carga mal estivada;
Transportar produto perigoso em veículo desprovido de equipamento para situação de emergência e proteção individual;
Transportar produto perigoso desacompanhado de Certificado de Capacitação para o Transporte de Produtos Perigosos a Granel; Transportar produto perigoso desacompanhado de declaração de responsabilidade do expedidor aposta no Documento Fiscal;
Transportar produto perigoso desacompanhado de Ficha de Emergência e Envelope para o Transporte;
Transportar produto perigoso sem utilizar, nas embalagens e no veículo, rótulos de risco e painéis de segurança em bom estado e correspondente ao produto transportado;
Circular em vias públicas nas quais não seja permitido o trânsito de veículos transportando produto perigoso;
Não dar imediata ciência da imobilização do veículo em caso de emergência, acidente ou avaria. III --
-2
Ao expedidor
Infrações
e Penalidades
Primeiro Grupo (617 UFIRs), quando:
Embarcar no veículo produtos incompatíveis entre si;
Embarcar produto perigoso não constante do Certificado de Capacitação do veículo ou equipamento ou estando esse Certificado vencido; Não lançar no Documento Fiscal as informações de que trata o item 11 do Art. 22;
Expedir produto perigoso mal acondicionado ou com embalagens em más condições;
Não comparecer ao local do acidente quando expressamente convocado pela autoridade competente.
I -- --
12
Infrações e Penalidades
Segundo Grupo (308,5 UFIRs), quando:
Embarcar produto perigoso em veículo que não disponha de conjunto de equipamentos para situações de emergência e proteção individual; Não fornecer ao transportador a Ficha de Emergência e o Envelope para o transporte;
Embarcar produto perigoso em veículo que não esteja utilizando rótulos de risco e painéis de segurança, afixados nos locais adequados;
Expedir carga fracionada com embalagem externa desprovida dos rótulos de riscos específicos;
Embarcar produto perigoso em veículo ou equipamento que não apresente adequadas condições de manutenção;
Não prestar os necessários esclarecimentos técnicos em situações de emergência ou acidentes, quando solicitados pelas autoridades.
Obs.: a aplicação das penalidades estabelecidas no regulamento não exclui
outras previstas em legislação específica, nem exonera o infrator das cominações civis e penais cabíveis.
II -- --
Infrações
e Penalidades
Em função de atualizações constantes sobre a legislação aplicada ao assunto, sugerimos consultar freqüentemente o site abaixo, que trata do armazenamento, manuseio e descarte de embalagens.
Atualizações
na Legislação
www.andef.com.br
14
João Carlos Jacobsen Rodrigues
Abapa
Almir Montecelli
Acopar
Marcelo Jony Swart
Agopa
Inácio Carlos Urban
Amipa
Arlindo Moura
Amapa
Gilson Ferrúcio Pinesso
Ampa
Walter Schlatter
Ampasul
Fábio Pereira Júnior
Apipa
Ronaldo Spirlandelli de Oliveira
Appa Consutoria e Pesquisa Vetor C - Consultoria Produção e Edição Publishblue Propaganda Projeto Gráfico
Marcos Warley Borges André Roberto C. Neves 1ª Edição Impressão Fonte Gráfica Tiragem 1.500 Ano 2009 Haroldo Rodrigues da Cunha
Eduardo Silva Logemann
Vice-Presidente
Sérgio de Marco
Vice-Presidente
Gilson Ferrúcio Pinesso
Vice-Presidente
Almir Montecelli
1º Secretário
Walter Yukio Horita
2º Secretário
Paulo Kenji Shimohira
1º Tesoureiro
Rudy Scholten
2º Tesoureiro
Conselho Fiscal Biênio 2008/10 Sérgio Pitt
1º Conselheiro Fiscal
Darci Agostinho Boff
2º Conselheiro Fiscal
Luiz Renato Zapparolli
3º Conselheiro Fiscal
Mario Maeda Ide
Conselheiro Fiscal Suplente
Paulo Henrique Piaia
Conselheiro Fiscal Suplente
Conselho Consultivo
João Luiz Ribas Pessa Jorge Maeda
Eduardo Silva Logemann
João Carlos Jacobsen Rodrigues
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Associação Brasileira dos Produtores de Algodão SGAN 601, Módulo K, Ed. Antônio Ernesto de Salvo Brasília/DF. CEP 70.830-903 Tel: 55 61 2109.1606 Fax: 55 61 2109.1607 www.abrapa.com.br Associação Brasileira dos Produtores de Algodão SGAN 601, Módulo K, Ed. Antônio Ernesto de Salvo Brasília/DF. CEP 70.830-903 Tel: 55 61 2109.1606 Fax: 55 61 2109.1607 www.abrapa.com.br
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