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A Nova Teoria do Comércio Internacional

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Academic year: 2021

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A Nova Teoria do

(2)

A Nova Teoria do

Comércio Internacional

Limites da abordagem

tradicional

Economias de escala

diferenciação dos produtos

Comércio intra-setorial

(3)

Limites da abordagem tradicional

O questionamento das vantagens

comparativas

As tentativas de verificação empírica

das teorias tradicionais são geralmente

decepcionantes: os fluxos comerciais

registrados não podem ser explicados

pelas vantagens comparativas das

nações.

(4)

Limites da abordagem tradicional

Contrariamente aos ensinamentos da teoria

tradicional, o comércio internacional se

desenvolve mais entre as nações mais

desenvolvidas cujas dotações fatoriais têm

poucas diferenças.

Trata-se, então de um comércio entre

nações muito pouco diferenciadas umas das

outras, ao passo que a teoria tradicional

coloca como essencial o papel das

diferentes características das nações para

explicar a troca internacional.

(5)

Limites da abordagem tradicional

O questionamento das vantagens

comparativas

 Novas análises foram desenvolvidas, sobretudo nos

anos sessenta, cujo ponto comum é a proposta de uma explicação das trocas internacionais que não se baseia nas vantagens comparativas.

 Entre as linhas de pesquisa exploradas, as mais

importantes são relativas ao papel desempenhado pela tecnologia, a diferenciação dos produtos e os rendimentos de escala.

(6)

Economias de Escala

 As economias de escala podem ser:

 Internas à firma: quando cada firma pode obter custos médios mais baixos se produz em escala crescente.  Externas à firma: quando o custo médio de cada firma

(7)

Economias de Escala

Internas

Quando as técnicas de produção e de organização

das empresas é tal que existem economias internas às empresas, várias estruturas de

mercado além da concorrência podem prevalecer, dependendo do fato destas economias serem

contínuas ou limitadas num nível particular de produção.

 No primeiro caso o mercado torna-se um

monopólio.

 No segundo caso o mercado torna-se um

(8)

Economias de Escala Externas

 O tamanho do mercado interno de uma nação,

diante de economias de escala externas, pode ser um fator explicativo do comércio internacional.

 As especializações internacionais que resultam das

economias de escala externas são estáveis, mesmo que as vantagens comparativas se modifiquem.

 “acidentes históricos”, que originam uma produção

num dado país específico, podem ser decisivos na criação dos fluxos comerciais internacionais.

(9)

Economias de Escala

Externas

 O comércio internacional, fonte de deterioração do

bem estar

 Desde Ricardo, o essencial da teoria do comércio internacional demonstra que a passagem de uma

situação de autarquia a uma situação de troca com o resto do mundo melhora a posição de uma economia: maior número de bens estão disponíveis a um preço mais baixo.

 Esse resultado pode ser questionado a partir do

(10)
(11)

Diferenciação de Produtos

 A existência de produtos semelhantes, mas que

possuem características específicas que os

diferenciam segundo algum desses critérios abre – do ponto de vista do comércio internacional – a possibilidade de intercâmbios entre dois países, com exportações e importações simultâneas de produtos normalmente classificados como

idênticos.

 Dois tipos de diferenciação são considerados:

(12)

Diferenciação de Produtos

 Diferenciação Vertical: está relacionada com a

qualidade do produto (Exemplo: automóvel com air-bag e freio ABS).

 Diferenciação Horizontal: se baseia na

especificação do produto (odor de um perfume, sabor de queijo, características de um vinho).

 Nos dois casos, o efeito é o mesmo: o vendedor

dispõe de um monopólio relativo sobre o seu produto, limitado pela existência de substitutos imperfeitos.

(13)

Comércio Intra-setorial

 A existência do comércio intra-setorial está associada

a diversos fatores:

 Diferenciação de produtos  Flutuações sazonais na oferta

(14)

Comércio Intra-firma

 A incorporação de elementos como rendimentos de

escala, concorrência imperfeita e diferenciação de produtos permite conceber a especialização no comércio em produtos que não correspondem à

dotação relativa de fatores produtivos, bem como dá margem a processos produtivos complementares,

entre plantas produtivas situadas em países distintos, levando à intensificação de transações intrafirma.

(15)

Teoria da Proteção

 Tarifas  Subsídios

 Outras formas de proteção  Medidas de grau de proteção

(16)

Teoria da Proteção

 O livre comércio é mais exceção do que regra.

 Os governos intervêm para proteger o produtor nacional.  Ao conjunto de mecanismos de proteção se denomina

política comercial.

(17)

Tarifas

 O imposto sobre importações – denominado tarifa – é cobrado quando a mercadoria entra no país.  Pode ser:  Específico  Ad valorem  Misto 17

(18)

Tarifas (Exemplos)

 A tarifa de US$ 450,00 cobrada por tonelada de suco de laranja brasileiro importada pelos EUA , independente do preço do produto é um imposto específico

 A tarifa de importação de US$ 0,54 litro/galão de álcool importado pelos EUA também é um imposto específico.  A Tarifa Externa Comum de 14% acordada entre os

membros do Mercosul é um imposto ad valorem.

 Uma cobrança de US$ 50 por unidade importada + 20% sobre o preço é um imposto misto.

(19)

Tarifas

 A tarifa média fixada pelas economias desenvolvidas situa-se em torno de 5%, mas os picos tarifários são elevados.

O Brasil tem um teto tarifário de 35%, mas aplica uma média geral, para produtos industrializados ou não, de 10,7%.

 A maior parte dos produtos está com 14%, a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul.

 Em 1990, o valor médio da tarifa era de 43%.

(20)

Tarifas

 A idéia de que a economia do Brasil segue muito fechada

cai ao compará-la à de outros países.

 As tarifas alfandegárias do Brasil recuaram do patamar

médio de 50% observado na década de 80 para o nível atual em torno de 10%.

 Corrobora ainda essa tese, a existência de um regime

tarifário sem cotas e com alíquota máxima de 35%.

 Outras economias, tanto desenvolvidas quanto emergentes,

apesar de terem tarifas médias mais baixas que a brasileira, aplicam "picos tarifários" e outras barreiras não tarifárias.

(21)

Efeito das tarifas sobre a

concorrência

 Se a proteção é oferecida a um bem num mercado

concorrencial, mesmo que as importações venham a ser excluídas, ainda haverá alguma concorrência

entre os produtores domésticos.

 Se o mercado é caracterizado por oligopólio ou

monopólio, a exclusão dos concorrentes estrangeiros resulta em pouca disputa no mercado e

conseqüente desestímulo para redução de preços e melhoria da qualidade.

(22)

Efeito das tarifas sobre a

renda

A argumentação clássica acerca da

liberdade de comércio parte do

pressuposto do pleno emprego dos

recursos.

Se a economia passa por um período de

recessão, a tarifa pode ser utilizada para

estimular a renda e o emprego.

(23)

SUBSÍDIOS

 Consiste em pagamentos, diretos ou indiretos, feitos pelo governo, para encorajar exportações ou desencorajar importações.

 Equivale a um imposto negativo e representa uma redução de custo para o produtor

(24)

SUBSÍDIOS

A concessão de subsídios se dá por meio

de:

 Pagamentos em dinheiro  Redução de impostos

 Financiamentos a taxas de juros inferiores às do mercado  Compra direta do governo para posterior revenda a preço

mais baixo aos consumidores

(25)

Outras formas de

proteção

 Quotas de importação  Controles cambiais  Proibição de importação  Monopólio estatal

 Leis de compras de produtos nacionais  Depósitos prévios à importação

 Barreiras não tarifárias

 Acordos voluntários de restrições de exportações

(AVRE)

(26)

A política comercial na

prática

Argumentos a favor do protecionismo

 Proteção á indústria nascente

 Estímulo à Substituição de importações  Redução do diferencial de salários

 Impedimento ao comércio desleal  Promoção da segurança nacional  Melhoria da balança de pagamento  Favorecimento das barganhas

internacionais

(27)

Argumentos a favor do

protecionismo

Proteção da “indústria nascente”

 O termo “indústria nascente” refere-se à etapa

do desenvolvimento em que a indústria ainda não alcançou um nível de produção que lhe permita beneficiar-se das economias de escala.

 A idéia e garantir uma reserva de mercado

temporária

(28)
(29)

Argumentos a favor do protecionismo

 Proteção da “indústria nascente”

 Cabe lembrar que os Estados Unidos, Alemanha e Japão se

industrializaram protegendo suas indústrias com base nesse

argumento, desenvolvido inicialmente pelo economista e político alemão Friedrich List.

 A esse respeito ler:

LIST, Friedrich. Sistema Nacional de Economia Política. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

HAMILTON, A. Relatório sobre manufaturas. Rio de Janeiro, Solidariedade Ibero-americana, 1995.

CHANG, Ha-Joon, A Estratégia do desenvolvimento em perspectiva

histórica. São Paulo: Editora Unesp, 2004

(30)

Friedrich List e o Protecionismo na Alemanha

e nos Estados Unidos

Escola histórica alemã (1840): abordagem relativista – “Uma

doutrina econômica adequada para um país em determinado momento pode não ser para outro em outra época”.

List contestou a doutrina do laissez-faire e a liberdade de comércio, argumentando que eram políticas econômicas apropriadas para países com elevado desenvolvimento

industrial, mas inconveniente para países menos desenvolvidos.  Defendia que o protecionismo era política econômica lógica e

recomendável para os EUA e a Alemanha, que naquele

momento encontravam-se no estágio agrícola-manufatureiro. 30

(31)

Alexander Hamilton e a escola americana

de economia política

A escola americana de

economia política

,

também conhecida como "sistema nacional",

é uma

doutrina macroeconômica

que

dominou a política econômica dos

Estados

Unidos

desde a

Guerra de Secessão

até a

metade do século XX.

Usada na retórica política norte-americana

desde 1824 até hoje, foi aplicada como

política governamental por muitas décadas

durante esse período.

(32)

Alexander Hamilton e a escola americana

de economia política

 Os elementos fundamentais da escola americana

foram promovidos por John Quincy Adams e seu

Partido Republicano Nacional, Henry Clay e o Partido Whig, e Abraham Lincoln mediante o primitivo Partido Republicano, os quais abraçaram, implementaram e defenderam este sistema de política econômica.

 Durante o período em que foi aplicado o sistema

americano, os Estados Unidos tornaram-se a maior economia do mundo, com o mais alto padrão de vida, ultrapassando o Império Britânico por volta de 1880.

(33)

Alexander Hamilton e a escola americana

de economia política

 É uma escola econômica baseada no programa econômico de

Hamilton e foi proposta com o objetivo de possibilitar aos Estados Unidos a independência econômica e a auto-suficiência

nacional.

 Consistia nestas três políticas centrais:

 proteção da indústria mediante tarifas alfandegárias elevadas e

seletivas (especialmente entre 1861 e 1932) e, também mediante subsídios (especialmente entre 1932 e 1970)

 investimentos estatais na infra-estrutura criando melhoramentos

internos planejados (especialmente no setor de transportes)

 um banco nacional com políticas que promovem o crescimento

dos empreendimentos produtivos.

(34)

Argumentos a favor do

protecionismo

Proteção da “indústria nascente”

 O Brasil, o processo de industrialização baseado

na “política de substituição de importações” entre 1940 e 1970 (Getúlio Vargas, Juscelino Kubistchek (Plano de Metas), Geisel (II PND), baseou-se nesse estratégia.

(35)

Argumentos a favor do protecionismo

 Redução do desemprego

“Política externa significa empregos”

Madeleine Albright

Secretária de Estado dos EUA no governo Clinton (1997-2001)

(36)

Estímulo à Substituição de Importações

Argumento desenvolvido por economistas

da Comissão para América Latina (Cepal),

da ONU, sob inspiração de Raul Prebish.

Argumento central: relações desiguais de

troca condenavam os países

latino-americanos ao subdesenvolvimento.

(37)

Estímulo à Substituição de Importações

Por relações de troca entende-se a razão

entre o preço das exportações de um país

e o preço de suas importações.

 RT = Preço das exportações/Preço das

importações

Uma redução nas relações de troca

significa que, com a mesma quantidade

física exportada, o país passa a importar

menos que antes.

(38)

Estímulo à Substituição de Importações

Segundo Prebisch, exportando produtos

primários, os países da América Latina

perdiam capacidade de importar bens

industrializados, considerados essenciais

para o crescimento.

Para superar esse estrangulamento,

propunha que o Estado adotasse uma

política de substituir os produtos antes

importados.

(39)

Estímulo à Substituição de Importações

A agregação das idéias das:

 perdas nas relações de troca  indústria nascente

 distribuição da renda entre países

resultou no argumento da “Substituição

das Importações”, base dos programas de

industrialização da América Latina após a

Segunda Guerra Mundial.

(40)

Redução do diferencial de salários

Em uma economia dualista, caracterizada

pela coexistência de uma agricultura de

subsistência e de um setor industrial

dinâmico, no qual os salários são mais

elevados, uma política protecionista em

favor da indústria, que deslocasse os

trabalhadores para o setor paga mais

aumentaria o bem-estar nacional.

Exemplo: China

(41)

Impedimento do comércio desleal

O comércio “desleal” distorce a estrutura

das vantagens comparativas e,

consequentemente, as relações de troca

entre os países.

Desse ponto de vista, se justificaria a

pratica de políticas defensivas contra a

prática de dumping e subsídios, por meio

de medidas anti-dumping e salvaguardas.

(42)

Promoção da segurança nacional

O princípio desse argumento é proteger a

indústria considerada essencial para os

esquemas de defesa do país, se a

exposição à concorrência externa

inviabilizar seu desenvolvimento.

Ex: material bélico, petróleo, segurança

alimentar, etc.

(43)

Outros argumentos

Melhoria da balança de pagamentos

Favorecimento das barganhas

internacionais

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