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Entrevista a António Barreira: responsável da CA Seguros

Autor(es):

Matos, Margarida

Publicado por:

Publindústria

URL

persistente:

URI:http://hdl.handle.net/10316.2/29962

Accessed :

6-Jun-2021 22:07:30

digitalis.uc.pt

impactum.uc.pt

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"

ESTAMOS A TRABALHAR

NO SENTIDO DE ADAPTAR

OS NOSSOS PRODUTOS

ÀS NECESSIDADES DOS

AGRICULTORES

"

Margarida Matos

ENTREVISTA A

ANTÓNIO BARREIRA

RESPONSÁVEL DA CA SEGUROS

A CA Seguros, pertencente ao grupo Caixa Agrícola é a seguradora que apresenta um leque mais diversificado de seguros para a área agrícola, sendo mesmo a única a disponibilizar um seguro para estufas, cobrindo os riscos da estrutura, cobertura e equipamentos. A Agrotec falou com António Barreira, da área de subscrição da CA Seguros para saber mais acerca dos produtos disponibilizados. Fruto da sua experiência, António Barreira reconhece que os agricultores têm tendência a contratualizar seguros agrícolas somente depois da ocorrência de sinistros. E avança que aquela seguradora está a estudar novas coberturas nos seguros agrícolas para responder às necessidades dos agricultores. No entan-to, alerta: “é um processo lenentan-to, que requer dados concretos que nem sempre são simples de obter ou não estão disponíveis”.

Agrotec (AG): Em que ano foram criados es-tes seguros específicos para a agricultura? E qual o primeiro a ser criado e porquê? António Barreira (AB): Grande parte das linhas de seguros de agrícola e pecuário, que são comercializadas hoje em dia, vêm do tempo em que existia uma pool de segu-radoras na APS. Em 1996, altura em que o seguro de colheitas sofreu uma reestrutura-ção profunda, tornando-se mais acessível e credível, a pool de seguradoras dissolveu-se e cada seguradora desenvolveu as linhas de seguros, para responder às necessidades dos seus clientes. Na mesma altura “nascia” a seguradora CA Seguros, então Rural

Segu-ros, que logo desde o seu início, entrou na comercialização do seguro de colheitas, ten-do contribuíten-do fortemente para o seu desen-volvimento e divulgação junto dos clientes. A CA Seguros, tendo como base alguns seguros existentes no mercado e desenvolvendo ou-tros, procurou dar resposta às necessidades dos agricultores, produtores pecuários e sil-vicultores, das suas empresas e dos seus bens pessoais, protegendo os seus rendimentos em caso de sinistro. Dessas linhas, podemos destacar o seguro de Colheitas, seguro Tra-tores e Máquinas Agrícolas, seguro Incêndio Agrícola/Florestal, seguro Pecuário e seguro Estufas. Das linhas de produtos específicos

para a agricultura que temos hoje, o seguro de Colheitas foi o primeiro e por certo, o que assumiu uma maior importância.

AG: São a única seguradora a oferecer o guro para estufas. Em que consiste este se-guro? E quais as culturas contempladas? AB: A CA Seguros, dando continuidade à sua vocação para estar ao lado dos agricultores, desenvolveu linhas de seguro que dão respos-ta às necessidades das empresas e empresários dentro do setor. A linha de seguro de estufas destina-se a proteger os bens patrimoniais (as estufas), ficando a produção das culturas se-guras no seguro de colheitas. Este seguro foi

AGRONEGÓCIO

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lizado cobre cada um dos componentes da es-tufa (Estrutura, Cobertura e Equipamentos), dando garantia, para sinistros provocados por tempestades, inundações, aluimento de terras, granizo e queda de neve, para além, do incêndio, queda de raio e explosão. Para que este seguro tenha mais eficácia e seja mais justa a regularização de sinistros, cada estufa deverá ser considerado um objeto de seguro autónomo. Este seguro garante o ca-pital durante a vida útil de cada um dos com-ponentes da Estufa: Estrutura, Cobertura e Equipamentos; (segundo o tempo definido nas condições gerais da apólice) e vai ao en-contro das garantias dadas pelos fabricantes.

AG: E o seguro contra incêndios?

AB: O seguro de incêndio destina-se a cobrir os prejuízos causados por sinistros para pro-dutos florestais. Esta linha foi desenvolvida para segurar diversos produtos e sub-produ-tos da floresta, como por exemplo: cortiça; madeira cortada e lenha; palha, colmeias e arvoredo. Dada a sua especificidade, foram definidas regras claras de subscrição e pro-tege os bens seguros, contra a ocorrência de incêndio, mas também de ventos ciclónicos. Paralelamente com esta linha de seguros para produtos florestais, foi desenvolvida uma li-nha que se destina a cobrir a própria floresta sendo direcionada aos produtores florestais que já tenham um Plano de Gestão Florestal

AG: Quais as máquinas agrícolas abrangidas pelo seguro que a CA seguros disponibiliza? AB: No seguro de tratores e máquinas agrí-colas garantimos todas as máquinas automo-trizes (tratores, motocultivadores, ceifeiras, máquinas de vindimar,…), na mesma apó-lice, os riscos de circulação e de laboração, com as coberturas de responsabilidade civil via pública, danos à máquina na via pública, responsabilidade civil laboração e danos à máquina em laboração. Além das máquinas automotrizes, garantimos os reboques agrí-colas, tal como as respetivas alfaias e pivôs de rega.

AG: Como tem sido a recetividade dos agri-cultores a estes seguros específicos? Há al-gum seguro com mais adesão?

AB: Os agricultores, por se tratar de seguros não obrigatórios (excetuando o seguro RC

Circulação dos Tratores Agrícolas), procu-ram contratá-los consoante a sua sensibili-dade aos riscos. Isto é, têm tendência a não contratar estes seguros, sempre que passa um longo período sem sinistros, no entanto, após a ocorrência de sinistro voltam a aderir em maior número. Foi o que aconteceu com o se-guro de estufas, com os sinistros da tempes-tade de 19 de janeiro passado, que alertou os agricultores para a necessidade de contratar este seguro. É o que acontece, também, com o seguro de colheitas sempre que há uma gea-da ou granizo, ou com o seguro de incêndio agrícola sempre que se verificam incêndios florestais de grandes proporções. Ainda que, após a grande adesão ao Seguro de Colheitas de 1996, se ter vindo a registar um progressi-vo afastamento dos agricultores a este segu-ro, continua a ser este o que mais se destaca, quer em termos de prémios, quer em número de agricultores seguros. Este facto explica--se, em parte, porque, mesmo verificando-se uma rotação de ocorrência de sinistros pelas diversas regiões do país, estes com maior ou menor severidade, vão criando a necessidade de o contratarem.

AG: A CA Seguros considera que os produ-tos de seguros que disponibiliza correspon-dem as atuais necessidades dos agriculto-res? E/ou estão a pensar criar algum novo produto?

AB: Temos consciência que este processo é dinâmico e que, quando se cobre uma neces-sidade identificada, logo surgem outras que requerem novos estudos. Assim, estamos a trabalhar no sentido de mantermos os nossos produtos os mais adequados às necessidades dos agricultores. Na agricultura, por depen-der muito de fatores não controláveis pelo homem (o clima, principalmente), há sem-pre necessidade de coberturas novas para as quais a CA Seguros está alerta e a estudar. No entanto, é um processo lento, que requer da-dos concretos que nem sempre são simples de obter ou não estão disponíveis. Existem

mui-tas coberturas que são solicitadas por clien-tes, mas para que existam condições de ser contratadas, os valores dos prémios seriam tão elevados que não teriam adesão.

AG: Quais as principais dificuldades na criação de seguros?

AB: Os contractos de seguro estão intima-mente ligados à perceção de risco de ambas as partes. Por parte do segurador, essa per-ceção está muito ligada ao conhecimento que existe das condições do segurado, bem como da localização e dispersão do risco que irá assumir. O mesmo sucede para os riscos a cobrir e para a resposta que a CA Seguros dá a novas coberturas. Ou seja, é necessá-rio conhecer muito bem os riscos que nova cobertura representa, para poder ser dispo-nibilizada, bem como calcular o preço que é necessário praticar para que esse risco possa ser assumido de forma sustentada. Outro fa-tor importante é a dispersão de risco que essa cobertura irá representar. Por exemplo; o ris-co que a seguradora ris-corre por segurar uma colmeia isolada no cimo da Serra do Caldei-rão com a inclusão de roubo, não é o mesmo que segurar muitas colmeias espalhadas pela serra. Continua a ser um risco elevado, no entanto não é previsível que se roubem todas as colmeias espalhadas pela serra e ao mes-mo tempo. Importa, ainda, conhecer a pro-teção que os clientes querem (ou podem) dar aos seus investimentos. Continuando com o exemplo das colmeias, o risco de se identi-ficar cada uma com localizador (existem já chipes que podem ser colocados na colmeia, por forma a que, caso seja roubada, esta possa ser localizada), poderá permitir às segurado-ras ter uma visão diferente do risco. Este tra-balho representa um investimento contínuo no acompanhamento das necessidades dos agricultores e na investigação, já estando a seguradora a desenvolver estudos para lançar novas coberturas nos seus seguros agrícolas e desta forma responder às necessidades dos clientes.

condições de ser contratadas, os valores

dos prémios seriam tão elevados que

não teriam adesão

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O TESTEMUNHO DE UM

AGRICULTOR COM SEGURO

PARA ESTUFAS

António Rosa é proprietário da "Gotas Frescas", produtora de hortícolas folhosas em hidroponia NTF (nutrient film technique), em Palmaz, Oliveira de Azeméis. Atualmente, a sua exploração conta já com 2000 m2 de área produtiva. O jovem agricultor adquiriu recentemente um

seguro para estufas e partilhou com a Agrotec a sua experiência. O produtor destaca como a principal dificuldade o facto de só a CA Seguros disponibilizar este produto. E defende ser “imprescindível um mecanismo de intervenção do estado que garanta a contratualização deste tipo de seguros pelas diversas seguradoras a preços viáveis para o produtor”.

Agrotec (AG): O que o levou a adquirir um seguro para estufas?

António Rosa (AR): o elevado investimento efetuado e porque essa é uma boa e indis-pensável prática de salvaguarda em qualquer investimento de caráter produtivo. Por outro lado, a existência desse seguro foi condição necessária para o recurso a financiamento bancário.

AG: Quais as seguradoras que procurou? AR: Foram diversas as seguradoras a quem solicitei cotação para as minhas estufas. A resposta foi, invariavelmente, que as estufas eram uma área de atuação interdita. A aber-tura para a contratualização do referido se-guro surgiu, exclusivamente, da CA Sese-guros.

AG: Teve dificuldade em obter informações junto das seguradoras?

AR: A dificuldade que encontrei foi mesmo a de conseguir que o meu projeto de investi-mento pudesse ver segurados os riscos pró-prios da minha estrutura produtiva e da ati-vidade subjacente.

AG: Quais os riscos que o seguro que adquiriu contempla?

AR: Incêndio, Queda de Raio e Explosão, Tem-pestades, Inundações, Aluimento de Terras, Queda de Neve e Granizo, Riscos Elétricos.

AG: No seu entender, quais as razões que le-vam a que poucas seguradoras disponibilizem seguros para estufas?

AR: Creio haver um entendimento, certamente fundado em experiências mais ou menos recen-tes, de que o risco de incidentes é excessivamen-te elevado face a outros objetos segurados. No entanto, essa é precisamente, creio, a natureza dos seguros: garantir e segurar objetos de risco mediante o pagamento de um preço justo. Pela minha experiência pessoal creio que é imprcindível um mecanismo de intervenção do es-tado que garanta a contratualização deste tipo de seguros pelas diversas seguradoras a preços viáveis para o produtor.

AG: É possível dar -nos um valor aproximado do preço do seu seguro?

AR: Cerca de 2% do Capital Seguro.

Por:

Margarida Matos

Figura 1

António Rosa (à esquerda) e Bernardo Madeira (á direita)

AGRONEGÓCIO

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"

O SISTEMA DE SEGUROS

AGRÍCOLAS NÃO PODE SER

ENCARADO COMO UMA

ATIVIDADE COMERCIAL

PURA E SIMPLES

"

Margarida Matos

PRESIDENTE CONFEDERAÇÃO AGRÍCOLA

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, João Machado, considera que o Sistema bonificado de Seguros Agrícolas, o SIPAC, tem várias limitações que explicam a redução do número de apólices ao longo dos anos. Deste modo, na sua opinião, é preciso estudar a pos-sibilidade de alteração das zonas de tarifação dos riscos, uma vez que “há discrepância entre as zonas de risco estabelecidas em 2004 e as reais

condições climáticas que nelas se verificam”.

Agrotec (AG): O sistema bonificado de segu-ros agrícolas, o SIPAC, corresponde às neces-sidades dos agricultores portugueses? João Machado (JM): Em Portugal, o modelo em vigor não corresponde às necessidades de uma agricultura em constante evolução não dando, em muitos casos, garantias face à rea-lidade existente. Prova deste facto é a redução gradual da adesão dos agricultores ao sistema de seguros agrícolas que se verificou ao longo dos anos.

O atual SIPAC, embora tenha tido uma con-ceção que nos parece equilibrada, baseada no modelo espanhol que unanimemente é consi-derado uma referência em termos de seguros agrícolas na União Europeia, peca pela inexis-tência sistemática, ao longo dos anos, de uma gestão que permita cumprir plenamente e de uma forma ajustada à realidade o seu

objeti-vo, ou seja, proporcionar aos agricultores uma verdadeira rede de segurança, através de uma compensação em caso de sinistralidade climá-tica, proporcional aos prémios que são pagos. O sistema de seguros agrícolas não pode ser encarado como uma atividade comercial pura e simples, não só porque o Estado compar-ticipa em alguns milhões de euros por ano o sistema, como também porque o seu objetivo é criar um mecanismo que funcione em situa-ções adversas e que evite a necessidade de se ter de recorrer a apoios pontuais, no caso de ocorrerem sinistros.

Até ao momento, muitas das propostas de se-guros apresentadas aos agricultores e/ou suas organizações, não só não se adaptam na maio-ria dos casos à realidade agrícola existente, como também não são suficientemente atrati-vas em termos de custo.

AG: No seu entender, a que se deve a diminui-ção do número de apólices do SIPAC ao longo dos anos? Passou-se de cerca de 12600 apólices em 1997 para apenas 2889 em 2008.

JM: Há várias limitações. Primeiro, a gestão técnica do SIPAC pouco ativa durante mui-tos anos, com escassos meios afemui-tos ao siste-ma por parte da administração. E a excessiva complexidade do fluxo de informação entre seguradoras e entidade gestora, neste caso, o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP)

Depois, o relativo desinteresse pelo sistema por segurados e seguradoras. Por um lado, pouca adequação técnica dos seguros à reali-dade agrícola e de mercado dos agricultores, o que levou a que somente os agricultores das regiões mais problemáticas ficassem no siste-ma, pondo em causa a sua própria

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sustenta-bilidade financeira; visto que as seguradoras começaram a ter somente como aderentes ao sistema, agricultores que invariavelmente, ao longo dos anos, tinham prejuízos mais ou me-nos elevados.

Há ainda a discrepância entre as zonas de risco estabelecidas em 2004 e as reais condi-ções climáticas que nelas se verificam. Assim sendo, é fundamental a alteração da zonagem estabelecida e se que se comece a estudar des-de já as diferentes possibilidades-des des-de alteração das atuais zonas de tarifação, sempre que se mostre necessário, de forma a que haja uma melhor adequação destas às culturas, aos res-petivos riscos e às reais condições climáticas, tendo por base os históricos de sinistralida-de e outros elementos que se consisinistralida-derem re-levantes. Durante muitos anos, o SIPAC não teve qualquer tipo de gestão partilhadaentre o Estado, os representantes das seguradoras e dos agricultores isto é, não houve, infelizmen-te, qualquer tipo de gestão global do sistema. Além disso, é fundamental resolver a questão da sustentabilidade financeira do sistema, de forma a garantir uma rede de segurança ge-neralizada, aos agricultores atingidos pelas aleatoriedades climáticas no nosso país.

AG: O seguro vitícola de colheita criado em 2012 é uma mais-valia para os viticultores? JM: Sendo a agricultura a atividade que mais depende das condições climatéricas, terá obrigatoriamente de ser objeto de uma prote-ção particular em relaprote-ção aos riscos a que está sujeita. Genericamente, o sistema de seguros agrícolas constitui, ele próprio, um meio de reconhecimento da especificidade da ativida-de do agricultor, ativida-devendo ser encarado como uma ferramenta de trabalho indispensável à produção de alimentos. A questão não se põe especificamente em relação ao setor vitivi-nícola, mas em relação a todos os setores da atividade agrícola.

Com a recente publicação da Portaria nº 45/2013, os vitivinicultores não podem

efe-tuar seguros através do SIPAC, sendo somente possível efetuá-los através do “Plano nacional de apoio ao setor vitivinícola”, de acordo com o primeiro pilar da Política Agrícola Comum. Na prática, o estado português deixa de ter qualquer intervenção em termos financeiros.

AG: O que se pode esperar da reforma da PAC no âmbito do sistema de seguros agrícolas? Já existem ideias gerais do que se pretende? JM: Embora seja prematuro avançar desde já

com o pós 2013, tudo indica que o sistema de seguros irá atuar no nosso país a dois níveis: primeiro, através dos instrumentos de gestão

de risco via organizações comuns de merca-dos e segundo, através merca-dos mecanismos de gestão via desenvolvimento rural.

Os mecanismos de gestão de crise estão ati-vados e previstos nas OCM’s dos frutos e produtos hortícolas, exclusivamente no âm-bito dos programas operacionais das organi-zações de produtores deste setor e do “Plano nacional de apoio ao setor vitivinícola”, para este setor, englobando também a existência de fundo mutualistas

Já ao nível dos instrumentos de gestão via desenvolvimento rural, prevê-se um enqua-dramento de um sistema mais geral e global de seguros agrícolas e fundos mutualistas, a definir no âmbito do apoio ao desenvol-vimento rural, tal como está consagrado na proposta apresentada pela Comissão Euro-peia em 2011 que, de uma forma eficaz, possa cobrir os riscos climáticos inerentes à ativi-dade agrícola.

Neste âmbito, será necessário uma revisão técnica do atual regime e criação de um re-novado enquadramento legislativo para segu-ros agrícolas e fundos mutualistas tendo por base, uma perspetiva de médio-longo prazo.

Durante muitos anos, o SIPAC não

teve qualquer tipo de gestão partilhada

entre o Estado, os representantes das

seguradoras e dos agricultores, isto é,

não houve, infelizmente, qualquer tipo

de gestão global do sistema.”

AGRONEGÓCIO

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