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Manual Do Pastor Pentecostal Cpad

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Academic year: 2021

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en teco sta l

Teologia e Práticas Pastorais

Reedição do livro 0 Pastor Pentecostal

Ra y m o n d Ca r l s o n - Th o m a s E . Tr a s k - Lo r e nTr ip l e t tDi c k Ea s t m a n - To m m y Ba r x e t t

(2)

M A N U A L

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en teco stal

Teologia e Práticas Pastorais

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Reedição do livro 0

Pastor Pentecostal

(3)

José dos Reis

E-Books Digital

(4)

Título do original em inglês: The Pentecostal Pastor

Primeira edição em inglês: 1997 Tradução: Luis Aron de Macedo Capa: Flamir Ambrósio

CDD: 253 - O Pastor: Vida, Deveres, Responsabilidade, Qualificações ISBN: 85-263-0195-0

Para maiores informações sobre livros, revistas, periódicos e os últimos lançamentos da CPAD, visite nosso site: http://www.cpad.com.br

As citações bíblicas foram extraídas da versão Almeida Revista e Corrigida, edição de 1995, da Sociedade Bíblica do Brasil, salvo indicação em contrário.

Casa Publicadora das Assembléias de Deus

Caixa Postal 331

20001-970, Rio de Janeiro, RJ, Brasil 3a edição/2005

(5)

Sumário

Prefácio / 7

Lista de Colaboradores / 9

Unidade 1 : Prioridades na Vida do Pastor Introdução: Prioridades na Vida do Pastor /1 7

Thomas E. Trask

Grupos de Prestação de Contas para Pastores /1 9

D avid Argue

O Pastor e Sua Vida Devocional / 28

Leslie E. Welk

A Vida Conjugal do Pastor / 35

Raym ond T. Brock

O Relacionam ento com Seu Predecessor / 45

G. Raym ond Carlson

Construindo Relacionam entos na Igreja e na Com unidade / 50

Richard B. Foth

Primeiras Coisas ao Assum ir uma Nova Igreja / 57

Charles E. Hackett

Trabalhando com Pessoas de Todo Tipo / 61

H al Donaldson

O Pastor, Seu Gabinete e Seu Horário / 67

William F. Leach

O Gabinete de Estudos do Pastor / 74

Bill Wilson

Pregação Expositiva / 80

George O. Wood

De Volta à Palavra em Nossa Pregação / 98

Thomas E. Trask e Wayde I. Goodall

Unidade 2 : A Vida Pessoal do Pastor Introdução: A Vida Pessoal do Pastor /1 0 9

James K. Bridges

O Caráter do Servo dó Senhor /1 1 3

Zenas J. Bicket

As Inigualáveis Lutas dos Pastores de Hoje /1 2 3

Dennis A. Davis

A Esposa do Pastor /1 3 3

Nancie Carmichael

Lidando com as Dificuldades Financeiras na Fam ília / 143

G. Raym ond Carlson

M antendo-se Saudável no M inistério /1 4 9

Richard D. Dobbins

Dominando o Estresse e Evitando o Esgotam ento /1 6 9

Wayde I. Goodall

A Pessoa, as Possessões, os Hábitos, o Humor e o Lazer do Pastor /

Robert J. Strand

Educação Permanente para A tender Necessidades Variáveis / 189

D el Tarr

Ética Sexual no M inistério /1 9 8

Wayde I. Goodall

Quando o Pastor Precisa de A juda Profissional / 203

(6)

O Pastor como Pastor de Ovelhas / 216

Wayne Kraiss

Unidade 3: Preparando-se para o flvivam ento Introdução: Avivamento E... / 229

Charles T. Crabtree

Implantando M issão e Visão nos Outros / 235

Tommy B a m etl

Sete Passos para um Avivamento Pentecostal / 243

D avidA . Womack

Desenvolvendo um M inistério de Oração na Igreja Local / 253

D ick Eastman

Avivamento através de Oração e Jejum / 264

R obert W. Rodgers

Alcançando e Discipulando Povos de Outras Etnias / 268

Jesse M iranda

Estabelecendo um a Nova Congregação / 276

Charles E. Hackett e D avid J. Moore

Atos: O Plano para o Estabelecim ento de Igrejas / 281

Scott Hagan

Evangelizando um a Comunidade / 285

Randy H urst

M obilizando os Crentes para o Evangelism o / 294

Dale Lane

Treinando e Comissionando Presbíteros e Diáconos / 299

Richard L. Dresselhaus

O Dom de Evangelista: Perspectiva de um Pastor / 310

Glen D. Cole

O Dom de Evangelista: Perspectiva de um Evangelista / 315

Jimmy Davis

Sinais e M aravilhas / 323

Gordon L. Anderson

A Prioridade do Avivamento / 331

Charles T. Crabtree

Unidade 4 : Prestação de Contas Efica z

Introdução: Prestação de Contas à Denominação / 341

Charles Kelly

A Prioridade da Prestação de Contas / 346

G a tyA . Kellner

Um Plano de Longo Alcance para a Igreja / 351

Glen D. Cole

Trabalhando com Corpos M inisteriais / 358

T. Ray Racheis

Dirigindo Reuniões M inisteriais e Assembléias Deliberativas / 368

Fulton W. Buntain

Prestação de Contas Bíblica na Igreja / 374

Bob Schmidgall

Conhecendo e Usando o Sistema Legal / 381

Richard R. H am m ar

Questões Legais Básicas / 384

Richard R. H ammar

Conhecendo e Usando a M ídia / 392

Jejfrey Brawner

Lidando com M udanças / 398

M ichael D. Comer .

Priorizando o Uso das Instalações da Igreja / 408 *

Danny R. Thomas »

(7)

M anejando as Finanças da Igreja / 416

Paul D. Goodman

Supervisionando o Program a de Construção / 421

M ark Burgund

Lidando com os Conflitos / 427

Alm on Bartholomew

Resolvendo Crises / 432

R obert H. Spence

Formando uma Equipe M inisterial Qualificada e Dedicada / 438

Dan Betzer

O Uso Eficaz das Descrições de Cargo / 447

E. Allen Ratta

Orientando o Program a de Educação Cristã / 455

J. M elvyn Ming

O M inistério com Crianças / 463

D ick Gruber

Aperfeiçoando Crentes de Banco para a Obra do M inistério / 469

John M. Palmer

Unidade 5: M inistério ao Corpo de Crentes

Introdução: Prioridades do M inistério ao Corpo de Crentes / 483

Everett Stenhouse

Relacionam entos com Outras / 486

D onA rgue

De Volta ao Básico em M issões / 490

Loren Triplett

Trabalhando com Pastores Auxiliares: Ponto de Vista de um Pastor- presidente / 496

M. Wayne Benson

Trabalhando com Pastores-presidentes: Ponto de Vista de um Pastor Auxiliar / 504

Robert W. Klingenberg

Planejando o Crescimento da Igreja / 510

J. Don George

Crescendo de uma Igreja Pioneira para uma Igreja com Múltiplos Ministérios / 517

Dan Secrist

Cultos Especiais / 528

JerryA . Strandquist

Gerando Boa Vontade na Com unidade para com a Igreja e o Pastor / 537

Zenas J. Bicket

Relacionando-se com os Líderes da Com unidade / 548

Warren D. Bullock

M udando de Pastorado / 554

Ron M cM anus

- que É Aconselham ento Bíblico? / 562 '•'‘■ 'cryde I. Goodall

A : inselham ento Pessoal no Poder do Espírito / 569 D onald Lichi

M antendo a Visão por Toda a V id a / 575

John Bueno

Unidade 6: Adoração Ungida peio Espírito

Introdução: A Prioridade do M inistério de Deus / 583

Thomas E. Trask

Dando Lugar aos Distintivos Pentecostais / 586

Jam es K. Bridges

Antes de Subir ao Púlpito: A Preparação do Sermão / 594

H. M aurice Lednicky

A Chamada ao A ltar e o Compromisso Congregacional / 599

(8)

Obtendo Variedade no M inistério de Púlpito / 607

H. Robert Rhoden

Planejando o Culto de Adoração em Comum Acordo com o Espírito / 614

D avid Lim

O Lugar M úsica na Adoração Congregacional / 622

Paul Ferrin

Dirigindo Reuniões de Oração que Chegam ao Trono / 628

James D. Marocco

Conservando a Sã D outrina e a M anifestação do Espírito / 633

Jerry M cCamey

A Pregação Pentecostal / 638

Ernest J. M oen

Fazendo Anúncios nos Cultos / 650

Rob Carlson

(9)

Prefácio

Q u an d o a Ig reja nasceu , no D ia de P en teco stes, D eus co m eço u a ch am ar "p a sto re s” p a ra ap a sc e n ta r os re b an h o s d e fiéis q ue se le v a n ta ria m ao red o r do m u n d o . O s p a sto re s d e v e m ser re sp o n sá v e is p e lo c u id ad o , d ire ç ã o e e n sin a m e n to s q u e u m a c o n g re g a ç ã o receb e. E le s são d o n s p a ra a ig re ja (E f 4.11), líderes necessários q u e d evem ter vidas exem plares. Seu cham ado ao m in isté rio é d e p ro c e d ê n c ia d iv in a (A t 2 0 .2 8 ); seu e x e m p lo é Jesu s C risto , e o p o d e r p a ra fa z e re m e sta in c rív e l o b ra v e m do E sp írito S anto.

Ju lg o q u e os p a sto re s tê m d e ser p e n te c o sta is p a ra q u e a p a sc e n te m ig re ja s ta m b é m p e n te c o sta is. E s s a é o rd e m de D eus. V isto q u e v iv em o s n u m d o s te m p o s m a is c o m p lic a d o s e p le n o s d e av a n ç o s te c n o ló g ic o s q ue e ste m u n d o ja m a is v iu , é c ru c ial q u e os líd e res da Ig re ja do S e n h o r sejam n ão só ch e io s m as ta m b é m g u ia d o s p e lo E sp írito S anto. A s p e sso a s são c o m p le x a s; suas d ific u ld a d e s e p ro b le m a s, tam b ém . S o m e n te D e u s p o d e c a p a c ita r - n o s a e n te n d ê - la s e a ju d á -la s . A m e d id a q u e os p a s to r e s e m p e n h a m -se e m a u x ilia r os q u e se a c h a m n as g a rra s do a lc o o lism o , das d r o g a s , d o d i v ó r c i o e d e o u tr a s i n c o n t á v e i s t r a g é d i a s , p r e c i s a m u rg e n te m e n te d e p o d e r e d isc e rn im e n to do E sp írito p a ra m in istrar. O s m é to d o s p a ra se a lc a n ç a r as p e sso a s m u d a m ; en tre ta n to , n o ssa m e n sa g e m n ão p o d e m udar. A m e n sa g e m p e n te c o sta l, os d o n s do E sp írito S a n to e a p re g a ç ã o d o E v a n g e lh o c o m s in a is e m a ra v ilh a s são a b s o lu ta m e n te im p o rta n te s p a ra o sécu lo X X I.

C o m o p a sto re s, p re c isa m o s tã o -so m e n te d o p o d e r d o E sp írito S an to p a ra g u ia r-n o s e m q u a lq u e r e sfo rç o q u e v ise lib e rta r e d a r d ire ç ã o às p esso as. H á duas razõ es p a ra isso. A prim e ira é que, n e sta altu ra da história, as p e sso a s e n fre n ta m n e c e ssid a d e s críticas. A s v ic issitu d e s nos lare s e os m ales d a so cied ad e são talv ez m aio res do que os d e q u a lq u er ou tra geração. P ara lelo a isso e stá a n e ce ssid ad e de a Ig re ja P en teco stal satisfazer as atuais d e m a n d a s e e x ig ê n c ia s sem , to d a v ia , c o m p ro m e te r a m e n sa g e m q u e lhe c o n fio u o S enhor. E sta m o s en v o lv id o s n a s u rg ê n c ia s sociais, m a s n o ssa m e n sa g e m n ão deve to rn a r-se u m ev a n g elh o social. E sta g era ç ã o n ã o p o d e d ilu ir a m e n sa g e m q u e n o s fo i e n treg u e. S e a ig re ja p ô r em risc o suas c aracterísticas p en teco stais, fru strará o p ro p ó sito pelo qual D eus a levantou.

Q u an d o a E sc ritu ra diz: “ A s co isas q u e o o lh o n ã o v iu , e o o u v id o não o u v iu , e n ã o su b ira m ao co ra ç ã o do h o m e m são as q u e D e u s p re p a ro u p a ra os qu e o a m a m ” (1 C o 2 .9 ), D eu s e s tá fa la n d o co m a ig reja. P re c isa m o s b u sc a r a D e u s p a ra sa b e r o q u e E le te m re se rv a d o p a ra n ó s e p a ra os n o sso s m in is té rio s . A c r e d ito q u e n ã o te m o s c o m e ç a d o s e q u e r a a r ra n h a r a su p e rfíc ie d e sse d e sa fio . N ão d ev em o s n o s d escu id ar, p e n sa n d o q u e só p o rq u e so m o s p e n te c o sta is j á te m o s e x p e rim e n ta d o tu d o o q u e D e u s tem . M u ita s co isa s te m E le p a ra nós, as q u ais irem o s d e sc o b rin d o à m e d id a qu e p o r f ia r m o s p o r a n d a r n o E s p ír ito . É m in h a o r a ç ã o q u e v o c ê s e ja c o n tin u a m e n te ch eio c o m o E sp írito S an to , e ex p e rim e n te tu d o o q u e D eus lh e te m re se rv ad o .

(10)

E ste liv ro fo i e sc rito p o r p a sto re s, re ito re s e líd e re s p e n te c o sta is. O m in isté rio d esses au to re s d ar-n o s-ã o n o v o s e sc la re c im e n to s so b re o p a p e l do pastor. E le s n ã o tê m a p en as a te o ria d o m in isté rio p a sto ra l; p o ssu e m ta m b é m a p rá tic a e o ê x ito d o se rv iç o cristão .

E ste liv ro fo i escrito p a ra o p a s to r e seu s a u x ilia re s m a is d ireto s. E u m c o m p ê n d io de te o lo g ia p rá tic a ; é u m a fe rra m e n ta d e re fe rê n c ia im e d ia ta a se r u s a d a sem p re q ue n e c e ssária.

O seg u n d o g ru p o d e le ito re s v isa d o é a q u e le q u e e stá se p re p a ra n d o p a ra o m in isté rio . O e s tu d a n te d ilig e n te q u e a lm e ja o m in is té rio te rá p ro fu n d o in te re sse e m e sta r a d e q u a d a m e n te p re p a ra d o p a ra e ssa o b ra p re c io síssim a . C o m a p re o c u p a ç ã o de b u s c a r a e x c e lê n c ia em q u a lq u e r o b ra q u e D eu s lhe c o n fie , o e stu d a n te p re c is a re c e b e r co n se lh o s d a q u eles q u e j á tê m m in is té r io s c o m p r o v a d a m e n te b e m - s u c e d id o s e m á re a s e sp e c ífic as. E m b o ra n ão te n h a m o s a b o rd a d o to d o s os assu n to s, te m o s c e rte z a d e q u e as á re a s-c h a v e s do m in isté rio p a sto ra l fo ra m d e v id a m e n te c o n sid e ra d a s. E ste liv ro te m o p ro p ó sito de se r u m a fe rra m e n ta p a ra os p a sto re s p e n te c o sta is, q u e r se ja m das A sse m b lé ia s d e D e u s, q u e r se ja m de q u a lq u e r o u tra c o m u n id a d e d e fé p e n te c o sta l.

A g ra d e ç o ao Dr. W ay d e G o o d a ll e ao Dr. Z e n a s B ic k e t p e lo n o táv el e e x tra o rd in á rio tra b a lh o q u e d e se m p e n h a ra m n a c o m p ila ç ã o de to d o s os tó p ic o s d isc u tid o s, n a a trib u iç ã o e tra b a lh o c o m os e sc rito re s e na e d ição dos resultados. S ou-lhes efu siv am en te g rato à v a lio sa co n trib u ição p re sta d a às A sse m b lé ia s d e D e u s ao lo n g o d a e x e c u ç ão d e ste p ro jeto .

É m in h a o ra ç ã o q u e “q u a n to fiz e rd e s p o r p a la v ra s ou p o r o b ras, fa zei tu d o em n o m e do S e n h o r Je su s, d a n d o p o r e le g ra ç a s a D eu s P a i” (C l 3.17). — T h o m a s E . T r a s k S u p e rin te n d e n te G e ra l da C o n v en çã o G era l d a s A s s e m b lé ia s de D e u s n o s E sta d o s U nidos

(11)

Lista de Colaboradores

Gordon L. Anderson,

Ph.D., Reitor, North Central Bible College, M ineápolis, M innesota, Estados Unidos.

David Argue,

Presbítero Executivo, Pastor, C h risfs Place Church, Assembléias de Deus, Lincoln, Nebraska, Estados Unidos.

Don Argue,

Ph.D., Presidente, National A ssociation of Evangelicals, W heaton, Illinois, Estados Unidos.

Tommy Barnett,

Presbítero Executivo, Pastor, Prim eira Assem bléia de Deus, Phoenix, Arizona, Estados Unidos.

Almon M. Bartholomew,

Presbítero Executivo, Superintendente Distrital, Nova Iorque (1976-1996), Siracusa do Norte, N ova Iorque, Estados Unidos.

M. Wayne Benson,

Presbítero Executivo, Superintendente Distrital Assistente, Michigan; Pastor, Primeira Assembléia de Deus, Grand Rapids, Michigan, Estados Unidos.

Dan Betzer,

Presbítero Executivo, Superintendente Distrital Assistente, Flórida Peninsular; Pastor, Prim eira A ssem bléia de Deus, Fort M yers, Flórida, Estados Unidos.

Zenas J. Bicket,

Ph.D., Reitor, Berean University, Springfield, Missouri, Estados Unidos.

Jeffrey Brawner,

Pastor, Bonita Valley Christian Center, Bonita Valley, Califórnia, Estados Unidos.

James K. Bridges,

Tesoureiro Geral, Convenção Geral das Assembléias de Deus, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

Raymond T. Brock,

Ed.D., Conselheiro Cristão, Tulsa, Oklahom a, Estados Unidos.

John Bueno,

Diretor Regional, Assembléia de Deus Latina, Springfield, Missouri, Estados Unidos.

W arren D. Bullock,

D .M in., Superintendente D istrital, Noroeste, Kirkland, Washington, Estados Unidos.

Fulton W. Buntain,

D.D ., Pastor, P rim eira A ssem bléia de D eus, Tacoma, Washington, Estados Unidos.

M ark Burgund,

Adm inistrador de Igreja, Calvary Church, Naperville, Illinois, Estados Unidos.

G. Raymond Carlson,

Superintendente Geral (1986-1993), Convenção Geral das Assem bléias de Deus, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

(12)

Rob Carlson,

Pastor, Bethany Christian Assembly o f God, Everett, Washington, Estados Unidos.

Nancie Carmichael,

Escritora, Editora-at-Large, Virtue, Sisters, Oregon, Estados Unidos.

David

A.

Cawston,

Pastor, Christian Life Center Assembly o f God, Bensalém, Pensilvânia, Estados Unidos.

Glen D. Cole,

D.D., Superintendente Distrital, Califórnia do Norte/Nevada, Santa Cruz, Califórnia, Estados Unidos.

Michael D. Comer,

Pastor Auxiliar, Primeira Assembléia de Deus, Winston-Salém, Carolina do Norte, Estados Unidos.

Charles T. Crabtree,

Superintendente Geral Assistente, Convenção Geral das Assem bléias de Deus, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

Dennis

A.

Davis,

Reitor, Northwest Bible College, Kirkland, Washington, Estados Unidos.

Jimmy Davis,

D.M in., Representante de Evangelista/Evangelistas, Convenção Geral das Assembléias de Deus, Springfield, Missouri, Estados Unidos.

Richard D. Dobbins,

Ph.D., Fundador e Diretor, M inistério EM ERGE, Akron, Ohio, Estados Unidos.

Hal Donaldson,

Editor, Pentecostal Evangel, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

Richard L. Dresselhaus,

D.Min., Pastor, Primeira Assembléia de Deus, San Diego, Califórnia, Estados Unidos.

Dick Eastman,

D.D., Presidente Internacional, Every Home for Christ, Colorado Springs, Colorado, Estados Unidos.

Paul Ferrin,

Presidente, The Ferrin M usic Group, Inc., Colorado Springs, Colorado; Diretor de Música, Assembléias de Deus, Springfield, Missouri, Estados Unidos.

R ichard B. Foth,

M in istro em M issão E sp e c ia l p a ra as C o m u n id ad es Congressionais e Diplomáticas de Washington, Distrito de Colúmbia, Arlington, Virgínia, Estados Unidos.

J. Don George,

D.D., Pastor, Calvary Temple Assembly o f God, Irving, Texas, Estados Unidos.

Wayde I. Goodall,

D.Min., Coordenador Nacional, Escritório de Aprimoramentos M inisteriais, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

Paul D. Goodman,

Superintendente D istrital, M ontana, Billings, M ontana, Estados Unidos.

(13)

LISTA DE COLABORADORES

Dick Gruber,

Pastor Auxiliar, Bloom ington Assemblies of God, Bloomington, M innesota, Estados Unidos.

Charles E. Hackett,

D iretor Executivo, Divisão de M issões Nacionais das Assembléias de Deus, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

Richard R. Hammar,

J.D., LL.M., CPA, Consultor Legal, Convenção Geral das Assembléias de Deus, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

Scott Hagan,

Pastor, H arvest Church L aguna C reek Assembly, Grove Elk, Califórnia, Estados Unidos.

Randy Hurst,

Evangelista, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

Charles Kelly,

Superintendente Distrital, Carolina do Norte, Dunn, Carolina do Norte, Estados Unidos.

Gary

A.

Kellner,

D iretor de Educação por Extensão, Seminário Teológico das Assem bléias de Deus, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

Robert W. Klingenberg,

Evangelista, Caledônia, M ichigan, Estados Unidos.

Wayne Kraiss,

Reitor, Southern Califórnia College, Diretor, Educação de Nível Superior das Assem bléias de Deus, Costa Mesa, Califórnia, Estados Unidos.

Dale Lane,

Pastor Auxiliar, Prim eira A ssem bléia de Deus, Phoenix, Arizona, Estados Unidos.

William F. Leach,

Superintendente D istrital, M ichigan, Farm ington H ills, M ichigan, Estados Unidos.

H. Maurice Lednicky,

D.D., Reitor, Central Bible College, Springfield, Missouri, Estados Unidos.

Donald Lichi,

Ph.D ., V ice-P residente e D iretor de E ducação, M inistério EMERGE, Akron, Ohio, Estados Unidos.

David Lim,

D.Min., Pastor, Grace Assembly, Cingapura.

James D. Marocco,

D.Min., Pastor, Primeira Assembléia de Deus, Kahului, Havaí, Estados Unidos.

Jerry G. McCamey,

Pastor, Calvary Temple Assembly o f God, Indianápolis, Indiana, Estados Unidos.

Ronald F. McManus,

D.Min., Pastor, Prim eira Assem bléia de Deus, Winston- Salém, Carolina do Norte; Presbítero Executivo (1993-1995), Estados Unidos.

J. Melvyn Ming,

D.Min., Diretor do program a Doutor de M inistério e Professor de Liderança de Igreja, Assemblies of God Theological Seminary, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

Jesse Miranda.

D.Min., Presbítero Executivo, Reitor Assistente, Assuntos Urbanos e Multiculturais da Escola de Pós-Graduação em Teologia C. P. Haggard, no Azusa

(14)

Pacific University, H acienda Heights, Califórnia, Estados Unidos.

Ernest J. Moen,

Superintendente Distrital, Illinois (1984-1996), Carlinville, Illinois, Estados Unidos.

David J. Moore,

Secretário, Departamento de Ministérios Interculturais da Divisão de M issões Nacionais das Assembléias de Deus, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

John M. Palmer,

Pastor, Primeira Assembléia de Deus, Des Moines, Iowa, Estados Unidos.

T. Ray Racheis,

Superintendente Distrital, Califórnia do Sul, Irvine, Califórnia, Estados Unidos.

E. Allen Ratta,

Pastor, The Neighborhood Church, Bellevue, Washington, Estados Unidos.

H. Robert Rhoden,

D.Min., Superintendente Distrital, Potomac, Fairfax, Virgínia, Estados Unidos.

Robert W. Rodgers,

Pastor, Evangel Christian Life Center, Louisville, Kentucky, Estados Unidos.

Bob Schmidgall,

Pastor, Calvary C hurch, N aperville, Illinois, Presbítero Executivo (1985-1996), Estados Unidos.

Dan Secrist,

Pastor, Faith Assembly of God, Lacey, Washington, Estados Unidos.

Robert H. Spence,

Ph.D., Reitor, Evangel College, Springfield, Missouri, Estados Unidos.

Everett Stenhouse,

Superintendente Geral Assistente (1986-1993), Convenção Geral das Assem bléias de Deus, Rancho M irage, Califórnia, Estados Unidos.

Robert J. Strand,

Pastor, Park Crest Assem bly o f God, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

Jerry A. Strandquist,

Pastor, Bloom ington Assemblies of God, Bloomington, M innesota, Estados Unidos.

Del Tarr,

Ph.D., Diretor, Assemblies of God Theological Seminary, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

Danny R. Thomas,

Pastor Auxiliar, Prim eira Assem bléia de Deus, Tacoma, Washington, Estados Unidos.

Thomas

E.

Trask,

Superintendente Geral, Convenção Geral das Assembléias de Deus, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

Loren Triplett,

D iretor Executivo, D ivisão de M issões Internacionais das Assembléias de Deus, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

(15)

LISTA DE COLABORADORES

William O. Vickery,

Superintendente Distrital, Califórnia do Norte/Nevada (1977- 1991), Orangevale, Califórnia, Estados Unidos.

Leslie E. Welk,

S uperintendente D istrital A ssistente, N oroeste, K irkland, W ashington, Estados Unidos.

BilI Wilson,

Pastor, Portland Christian Center, Portland, Oregon, Estados Unidos.

David

A.

Womack,

Escritor, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

George O. Wood,

D .T h .

P.,

J.D ., S ecretário G eral. C onvenção G eral das Assembléias de Deus, Springfield, M issouri, Estados Unidos.

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Unidade

Prioridades na

Vida do Pastor

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Introdução:

Prioridades na Vida do Pastor

Thomas E. Trask

M

a n te r as p rio rid a d e s e m su a d ev id a o rd e m é u m d o s m a io re s d e s a ­fios q ue o p a sto r en fren ta. A s m u itas o c u p açõ es do p a sto ra d o c o n s­ ta n te m e n te p re ssio n a m os m in istro s a c o m p ro m e te r a o ração , a v id a d ev o cio n al, a fa m ília e, às v eze s, a té o p a d rã o m o ral e x ig id o p e la P a la v ra de D eus.

A s p rio rid a d e s do m in istro do E v a n g e lh o d ev em e sta r n e sta o rd em : (1) seu re la c io n a m e n to c o m o S en h o r, (2) su a e sp o sa e filh o s e (3) seu m in is ­ té rio e tra b alh o . A c o m p a n h e -m e em a lg u n s p o n to s d e e sp e c ia l in te re s s e n o cam p o d essa s três p rio rid a d e s.

S e u re la c io n a m e n to c o m o Senhor. S u a v id a d e v o c io n a l é a b s o lu ta ­

m e n te d e c isiv a . A n o s a trá s, p e d i ao S e n h o r q u e p u s e s s e e m o rd e m m e u h o rá rio , e E le o fez. T o d o s os d ias, das c in c o às se te d a m a n h ã , e s tu d o a B íb lia e o ro . T e n h o sid o c u id a d o s o e m o b s e rv a r e sse te m p o — o te m p o m a is p r e c io s o d o m e u d ia . M e u s p a is d e r a m - m e o e x e m p lo ; se u d e v o c io n a l c o in c id ia c o m as p rim e ira s h o ra s d a m a n h ã . Je s u s d e d ic a v a as p rim e ira s h o ra s do d ia à o ra ç ã o . O s a lm is ta D a v i d isse: “ P e la m a n h ã , o u v irá s a m in h a v o z, ó S e n h o r; p e la m a n h ã , m e a p re s e n ta re i a ti, e v ig i­ a re i” (SI 5 .3 ). E s ta d is c ip lin a se rá fu n d a m e n ta l e m tu d o o q u e v o cê fiz e r e in te n ta r re a liz a r.

S e u re la c io n a m e n to c o m a e sp o sa e filh o s . A lg u n s m in is tro s fic a m

tã o o c u p a d o s, q u e n e g lig e n c ia m as n e c e s s id a d e s e m o c io n a is , a lim e n ta - re s e o u tra s c a rê n c ia s d a fa m ília . E s p o s a e filh o s p o d e m fic a r re s s e n ti­ d o s c o n tra o m in is té rio , e m e sm o c o n tra D e u s, tu d o p o rq u e o c h e fe da fa m ília fa lh o u e m s u p rir-lh e s as n e c e s s id a d e s b á s ic a s . Isso é trá g ic o . Já faz te m p o q u e d e te rm in e i q u e n ã o v o u g a n h a r p a ra o S e n h o r os filh o s d o s o u tro s e p e rd e r os m e u s. O S e n h o r n o s te m a ju d a d o — a m im e a S h irle y — n e s s a p rio rid a d e . T em o s q u a tro lin d o s filh o s, e to d o s a m a m a D e u s e são a tu a n te s e m d iv e rso s m in is té rio s . P a u lo in s tru iu a T im ó te o : “ S e a lg u é m n ã o sa b e g o v e rn a r su a p r ó p r ia c a sa , te rá c u id a d o d a ig re ja d e D e u s ? ” (1 T m 3.5).

A o b ra do m in istério . O s m in istro s d ev e m tra b a lh a r co m afinco, te n d o

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E sp írito S anto. P au lo d e screv eu o m in isté rio p a sto ra l em 1 e 2 T im ó teo e em T ito. À m e d id a q u e você c o n su lta r e v iv e n c ia r e ssas ep ísto las, e n ­ q u an to an d a in tim a m e n te c o m D eu s e serv e a fa m ília q ue E le lh e d eu, seu m in isté rio será c u m p rid o co m excelên cia.

Ju n tam en te co m essas prio rid ad es pessoais, h á prioridades m inisteriais se c u n d árias ig u a lm e n te m u ito im p o rtan tes. O s m in istro s d ev em o b serv ar e stes fu n d am en to s:

• D ê a m p lo tem p o p a r a a p re g a ç ã o da P alavra de D eus. Q u a n d o as p e sso a s se re ú n e m , p re c isa m ser alim en tad a s c o m a Palavra. E la s estão

fam in tas p e la s v erd ad es esp iritu ais. C o m o pastor, é sua g £ re sp o n sa b ilid a d e n u trila s co m u m a d ie ta e sp iritu alm en

-„ te b a lan c ead a. Isso sig n ific a q u e vo cê te m de p a ssa r

bas-I ureia nao foi

ta n te te m p o e stu d a n d o e se p re p a ra n d o . O s p rim e iro s . _ ap ó sto lo s c o m p reen d era m isso, p o rq u an to determ in aram :

crsada para ser

m

“N ó s p erse v e ra re m o s na o ração e no m in isté rio d a pala-l j | M v ra ” (A t 6.4). A B íb lia nos diz: “T oda a E sc ritu ra

divina-m u s e i, divina-mas uni

m en te in sp ira d a é p ro v e ito sa p a ra ensinar, p a ra red arg ü ir, h n C ü i H I __ __ p a ra corrigir, p a ra in stru ir em ju s tiç a , p a ra q u e o h o m e m i l t l s p i I H l “ “ I I I I I É I de D eu s seja p erfeito e p e rfe ita m en te in stru íd o p a ra to d a

estação silia ^fiíis b°a°b;f p

Tm3;16’17)-. Q u a lq u er coisa p e rm a n e n te na igreja vira p e la ora- ____ ________________________ I I ção (e je ju m ). D eus só o p era n a igreja que está im p reg n a­

d a pelo espírito de oração. D. L. M o o d y disse: “A queles que d eix aram a m ais p ro fu n d a m arca n esta terra am ald iço ad a p elo pecado fo ram ho m en s e m ulheres de oração. Você descobrirá q ue a oração é a força p o d e ro sa q ue tem m ovido não som ente D eus, m as tam b ém o h o m e m ” .'

M in h a esp o sa e eu v isita m o s u m a ig reja cu jo b o le tim rela c io n a v a n u ­ m e ro sa s o p o rtu n id a d e s de o ração. N ão é de ad m irar, p o is, q u e e m seis anos e ssa ig reja te n h a cre sc id o de se sse n ta p a ra 650 m e m b ro s. O p a sto r co n firm o u q ue e sse reav iv a m en to teve o rig e m n a oração.

O je ju m in d ic a in te n sid a d e n a o ração . O p a d rã o de o raçõ es p o lid a s de trê s a cin c o m in u to n ão será su ficien te. M as u m a in te n sid a d e de o ração qu e d e sc a rta o c o n fo rto e os m a n jares d a v id a d e m o n stra a sin cerid ad e do co ra ção seg u n d o o p ró p rio co ração de D eus. A te n ç ã o c u id a d o sa às d isc i­ p lin as e sp iritu a is re v o lu c io n a rá a igreja.

• A igreja deve e sta r en vo lvid a em eva n g elism o . D e u s h o n ra o p rin c í­ p io da sem e a d u ra e d a c o lh eita, ou seja, aq u ilo que você sem eia, colhe. C o lh e r re q u e r a lg u m p la n tio , ou ev a n g e lism o , u tiliz a n d o -se de alg u n s m e io s co m o o rá d io , a TV, a lite ra tu ra ou a v isita ç ã o d e p o rta em porta. Q u an d o eu p asto reav a, faz ía m o s v isita ç ã o de p o rta em p o rta to d a se g u n ­ d a -fe ira à noite. D eu s salv av a as p esso as, p o rq u e a ig re ja estav a en v o lv id a n a sem ead u ra.

• A igreja dev e e sta r en vo lvid a em m issõ e s n a c io n a is e estrangeiras. M issõ es estão n o co ração d e D eu s, p o is sig n ific a m a lc a n ç ar os p erd id o s. D e u s n ão d e se ja q u e n in g u é m p ereça. A ig re ja n ão foi cria d a p a ra ser u m m u seu , m as u m h o sp ita l — u m a e stação salv a-v id as. P o rtan to , o p o rtu n i­ dad es d ev em se r d a d a em to d o s os cu lto s p a ra q u e p e sso a s sejam salvas. N ão p re su m a q ue todos os presentes sejam salvos ou que n ão h aja d esv ia­ dos. C o n v ites são o p o rtu n id a d e s às p e sso as re sp o n d e re m ao E v an g elh o .

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UNIDADE 1: PRIORIDADES NA VIDA DO PASTOR

Isso é fu n d a m e n ta l. D e m o n stre à c o n g re g a ç ão q u e m issõ e s m u n d ia is são a tô n ic a d e suas p rio rid a d e s. P a tro c in e u m a c o n v en ção so b re m issõ es. F a ç a c o m q u e m issio n á rio s to m e m p a rte e m seu s c u lto s c o m fre q ü ê n c ia. D ê o m á x im o q u e v o c ê puder.

• Cada igreja deve te r um program a de discipulado. O discipulado é a divisão de treinam ento da igreja. Jesus ordenou: “Portanto, ide, ensinai todas as nações” (M t 28.19). A m ed id a que o reavivam ento der p oder ao C orpo de C risto e o clim a espiritual continuar subindo, a necessidade de treinam ento, ensino e discipulado dentro da igreja local to m ar-se-á prem ente.

• Treine e en vo lva os cren tes le ig o s n a o b ra d o m in istério . P a u lo in s­ tru i os q u e o c u p a m m in isté rio s d e lid e ra n ç a a e sta re m c o n tin u a m e n te e n ­ v o lv id o s n o “ a p e rfe iço a m e n to dos sa n to s, p a ra a o b ra d o m in isté rio ” (E f 4 .1 2 ). D eu s te m u sa d o p o d e ro sa m e n te os le ig o s q ue d e se ja m p a rtic ip a r do q u e E le e stá faz en d o . O s do n s do E sp írito (1 C o 12 e 14) n ão são ap en as p a ra o m in isté rio : “A m a n ife sta ç ã o do E sp írito é d a d a a c a d a um p a ra o q u e fo r ú til. M a s u m só e o m e sm o E sp írito o p e ra to d a s essas co isa s, re p a rtin d o p a rtic u la rm e n te a c a d a u m co m o q u e r” (1 C o 12.7,11). O s m in istro s do E v a n g e lh o tê m o p riv ilé g io d e a ju d a r os c ren tes le ig o s a e n c o n tra r seu e sp a ç o no m in isté rio . N e m to d o s p o d e m c a n ta r no co ral, ser p o rte iro s ou e n sin a r n a E sc o la D o m in ic a l, m a s h á o u tro s lu g ares no m i­ n isté rio cristão . N u n c a foi a in te n ç ã o de D eu s q u e h o u v e sse c re n tes de b a n c o . E le q u e r q u e to d o s os m e m b ro s d o C o rp o d e C risto to m e m p arte n a o b ra do seu R eino.

D eu s o c h a m o u p a ra o m a ra v ilh o so m in isté rio d e p asto rear, e “o E s p í­ rito S an to vos co n stitu iu b isp o s, p a ra a p a sc e n ta rd e s a ig re ja de D eu s, qu e E le re sg a to u c o m seu p ró p rio sa n g u e ” (A t 2 0 .2 8 ). A s o b e ra n ia de D eus im p u lsio n a a ch a m a d a q u e vo cê tem . Q u a n d o D e u s nos m a n d a fa z e r algo, sem p re n o s d á os d o n s n e c e ssá rio s p a ra a re a liz a ç ã o de su a obra. C o m p re ­ e n d e r isso tra z tre m e n d o d esc an so .

Grupos de Prestação de Contas

_____para Pastores

David Argue

0

m o d e lo q u e Je su s n o s d á p a ra o m in isté rio n ã o se lim ita ao te m p o ; é c o m p le to . S u a c h a m a d a p a ra c a d a u m d a q u e les p rim e iro s p a sto re s foi: “ S e g u e -m e ” (M t 8.22; 9.9). N ã o era e so térico . N a re a lid a d e , foi: “V em co m ig o . V iva a m in h a v id a ” . 1

O s m o d e lo s c o n te m p o râ n e o s p a ra o m in isté rio são d ife re n te s. E m tre i­ n a m e n to , so m o s ríg id o s n a teo ria . A p re n d e m o s em salas d e a u la o u no

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estu d o particular. L em o s, escrev e m o s, a p re n d e m o s a fa la r e to rn a m o -n o s estu d a n te s d a p o lític a e do siste m a e c le siástico s. D ep o is, saím o s a ex ercer o m in isté rio , tro p e ç a n d o n a ad m in istra ç ã o e nas m iría d e s de d esafio s q ue surgem à n o ssa frente. A ssim , p o u co a p ouco, n o ssa h ab ilid ad e m in isterial v ai se d e s e n v o lv e n d o . E n tr e m e n te s , n o s s a v id a p e s s o a l te n d e a se r ex a ta m e n te isto: p esso al. P o r u m a série de ra zõ es, ap re n d e m o s a sep arar do m in isté rio a v id a p esso al.

O m o d e lo de Je su s p a ra o d e sen v o lv im en to p a sto ral é b e m d iferen te. S eu m o d e lo in c lu i c o m e r co m E le, sair à p ro c u ra d e u m lu g a r p a ra dorm ir, c a m in h a r ao seu lad o m ilh a s sem fim , e x p e rim e n ta r a liso n ja e a re jeição c o m E le. N ã o m en o s q u e o m in isté rio e a v id a q u e o ce rc a são ju n ta m e n te p ro c e ssa d o s. V ocê n u n c a e s tá sem u m c o le g a n o m in isté rio , m e sm o q u a n ­ do Jesu s n ão e stá fisic a m e n te p re sen te. E sta r c o m E le sig n ific a se r alvo de g ra n d e s flu x o s d e q u e stõ e s in q u irid o ras: O q u e v o cê e stá v en d o ? P o r qu e e stá p e n sa n d o assim ? O n d e e stá su a fé ? C o m o foi q u e v o cê fez? S im , o d esen v o lv im en to do m in isté rio de aco rd o c o m Je su s sig ­ n ific a u m a e x p e riê n c ia d e v id a c o m u m a c o n tín u a p re sta ç ã o de c o n ta s.2

Jesu s sab e q u e “c a d a u m d e nós d a rá c o n ta de si m e sm o a D e u s” (R m 14.12). E ssa v erd ad e, e n tretan to , só p a re c e a c e n tu a r a n e c e ssid a d e de n o s p re p a ra rm o s c a d a d ia p a ra a q u ele ex am e final. N ã o é su rp resa, en tão , q u e se le ia q u e “re g re ssa n d o os a p ó s­ to lo s, c o n ta ra m -lh e [a Jesu s] tu d o o q u e tin h a m fe ito ” (L c 9.10). A p a la v ra g re g a tra d u z id a p o r c o n ta ra m é d e riv a d a de u m term o q u e sig n ifica “rela ta r c o m p letam en te ” . F az sentido. N in g u é m p o d e ficar esc o n d id o ou se m su b m eter-se a e x am e e n q u a n to e s tá p ró ­ xim o do F ilh o de D eus: Je su s c o n h e c ia os m o tiv o s e os p la n o s de Ju d a s, c o n fro n to u T iag o e Jo ão ac e rc a d o s d e les e, m e sm o após su a ascen são , c o n tin u o u p o lin d o P ed ro . N ão a d m ira q u e seus p a s ­ to res em tre in a m e n to te n h a m cre sc id o tão fo rte s e se to m a d o de ta n ta co n fian ça. E m três an o s, Je su s fo rm o u p e sso a s q ue, ch eias do p o d e r do E sp írito S an to , co n tin u a ria m a ser tra n sfo rm a d a s p a ra tra n s­ fo rm a r o m u n d o — p a ra sem pre.

P re sta r co n tas e stá n a c o m b in a ç ã o do q u e sig n ifica se r servo de D eus. P re sta r c o n tas sig n ific a se r resp o n sáv el, d a r in fo rm a ç õ e s aos o u tro s sobre n o ssa v id a e m in isté rio . O s d o c u m e n to s do N o v o T estam en to a p re se n ta m p e lo m e n o s n o v e c o n ju n tu ra s im p o rta n te s n as q u a is “re la c io n a m e n to s m u tu a m e n te re sp o n sá v e is” são as diretiv as e x p lícitas de D eu s p a ra seu p o v o e m c a d a situ ação d a v id a .3

P re sta r co n tas. P o r q u e p re c isa m o s d isso ?

1. P o rq u e “en g a n o so é o co ração [n atu ral], m ais do q u e to d as as c o i­ sas” (Jr 17.9) e o ego é in fláv el (G1 6.3,4).

2. P o rq u e o m in istro e s tá m u itas v ezes d e sa n im a d o (2 C o 11.23-29; 2 T m 4 .1 6 ) e c h e io de co m p le x o s de to d o tip o (F p 1.22-24).

3. P o rq u e o in im ig o a n d a em d erred o r, b u sc a n d o a q u e m p o ssa d e s­ tru ir (1 P e 5.8).

4. P o rq u e os m isté rio s q ue p ro c la m a m o s p re c isa m d a luz esc la re ce d o ra do d iálo g o (2 P e 3 .1 5 ,1 6 ; 2 Jo 12).

E m qu e Situ a çã o É M ais Prová ve l qu e você v e n h a a Ser T e n ta d o?4

• Quando não tem passado muito

tempo com Deus, 81%.

• Quando seu descanso não tem

sido o suficiente, 57%.

• Quando a vida é difícil, 45%.

• Durante os tempos de

mudança, 42%.

• Depois de uma vitória

espiritual importante, 37%.

• Quando as circunstâncias da

vida estão a seu favor, 30%.

(21)

UNIDADE 1: PRIORIDADES NA VIDA DO PASTOR

2 1

D e sc o b ri q u e as p re ssõ e s e o a n d a m e n to do m in isté rio te n d e m a d is­ ta n c ia r-m e d a p re sta ç ã o de cp n ta s em v ez de a p ro x im a r-m e dela. M in h a te n d ê n c ia c o m o p a s to r é se r a rra sta d o a u m a v id a ise n ta d e ex am es e in ­ q u iriç õ e s, se m te r d e p re s ta r c o n ta s a n in g u é m . (U m q u e stio n á rio an u al p a ra ren o v a ç ã o das c red e n c iais d e m in istro n a re a lid a d e nã o c o n stitu i p re s ­ ta ç ã o d e co n ta s. P o is lim ita m o -n o s a re su m ir to d o u m an o de m in isté rio p re e n c h e n d o m e ro s q u a d ra d in h o s.) E u g e n e H. P e te rso n , p o r m u ito s an o s p a sto r e h o je p ro fe sso r u n iv e rsitá rio no R e g e n t C o lle g e de V ancouver, C an a d á , fa la c o m p ro p rie d a d e :

Não tenho conhecimento de outra profissão na qual seja m uitíssimo fácil fingir como na nossa. A dotar um comportamento reverente, cultivar um tom de voz vitral, deixar escapar, aqui e ali, no meio da conversa palavras como “escatologia”, [...] freqüentem ente não chega para real­ mente confundir as pessoas, mas já basta para m antê-las conscien­ tes de que nossa habitual série de pensamentos está um grau acima do nível da congregação. As pessoas confiam em nós sem questio­ nar. [...] M esm o quando em crises ocasionais de humildade ou ho­ nestidade renunciamos a santidade, não somos desacreditados. Se fornecemos o delineamento de um esboço cru de um simulacro, con­ sideram-no verdadeiro e concordam com ele, impondo sobre nós mãos limpas e corações puros.5

E ssa n ão é a m a n e ira do m in isté rio de Je su s. A p re sta ç ã o de co n ta s é a m a n e ira d e Jesu s. E , se o se g u irm o s, as re c o m p e n ­ sas se rão a b u n d an tes.

G rupos de P restação de C ontas

G ru p o s d e p re sta ç ã o d e co n ta s e stão e m p o siç ã o de re c e b e r alg u m as das m a is ric a s b ê n ç ã o s d e D eu s. T iag o a fia n ç a -n o s que, _uando c o n fe ssa rm o s n o sso s p e c a d o s u n s a o s outros, a c u ra cer-

am en te v irá (T g 5 .1 6 ). O p ró p rio Jesu s d isse q u e e sta ria e n tre os q u e c o n c ilia m v id as. P a ra tal g ru p o é d a d a a m a io r p ro m e ssa de : ração re sp o n d id a : “ Q u a lq u e r c o isa q u e p e d ire m , isso lh e s será fe ito p o r m e u P ai, q u e e s tá nos c é u s” (M t 18.19). A trav és d a p re s ­ ta ção de co n ta s, p a sto re s e v ita m o p e c a d o , fo rta le c e m o caráter, ir s v i a m o s e sm o re c im e n to s do m in isté rio , a g u ç a m su a p e rc e p ­ ção d a v erd ad e, tra n sfo rm a m a so lid ã o e m a m iz a d e , d o m in a m a triste z a , e x p e rim e n ta m cu ras, fo rta le c e m a fé, re so lv e m p ro b le ­ m as. tro c a m id é ia s, m a n tê m o e q u ilíb rio , id e n tific a m e re p e le m ^iaques esp e c ífic o s do in im ig o , d e se n v o lv e m a lid e ra n ç a e re s ­ trin g e m o ego. É so m e n te q u a n d o n o s a p ro x im a m o s o su ficie n te

_ns d o s o u tro s q ue P ro v é rb io s 2 7 .1 7 to m a -s e re a lid a d e : “C o m o o ferro c om o fe rro se ag u ç a , a ssim o h o m e m afia o ro sto do seu a m ig o ” .6

\ o c ê p r e s ta c o n ta s ? Q u e m , c o m r e g u la r id a d e , lh e f a z p e rg u n ta s a a u irid o ra s e d ire ta s a c e rc a d e su a v id a c o m C risto , suas m o tiv a ç õ e s, su a re sistê n c ia às te n ta ç õ e s, seu d iá lo g o in te rio r e im a g in a ç õ e s? Q u e m v erd a- ae ira m e n te e stá re p re se n ta n d o o c u id a d o e o a m o r de Jesu s p o r v o cê no ~ a n isté rio ? N ã o é in te n ç ã o de D e u s q u e v o c ê m in istre so z in h o . S e v o cê

P e rg u n ta s Relacionadas à Prestação de Contas Recom endadas p o r Charles Sw in d o ll, Chuck Colson,

Steve Fa rra r e O u tro s

1. Durante esta semana, você

esteve com uma mulher em

alguma situação que, de certa

forma, fosse imprópria ou

que pudesse ser interpretada

por outros como se você

estivesse incorrendo em mau

julgamento?

2. Você tem estado acima de

toda e qualquer suspeita no

que diz respeito aos seus

assuntos financeiros durante

esta semana?

3 Você se expôs a qualquer

material sexualmente

explícito nesta semana?

4. Você tem feito suas orações e

leitura das Escrituras todos

os dias durante a semana?

5. Você tem cumprido o

mandato de sua vocação ao

longo desta semana?

6. Você acaba de mentir para

(22)

fo r c a sa d o , sua e sp o sa m u ito lh e p o d e rá a ju d a r n essa s d im e n sõ e s, m as h á riq u e z a , p o d e r e p ro p ó sito a serem e n c o n tra d o s em ir além dos irm ão s ou irm ãs q u e se g u em as m e sm a s p isa d a s q u e vo cê. Q u ase to d o s os ap ó sto lo s, q u e nos d e ra m o p rim e iro m o d e lo d e p re sta ç ã o de co n tas, e ra m casad o s. E n tre ta n to , fo ra m en sin a d o s a ir a lém dos co leg as em b u sc a de p o d e r e p ro p ó sito a d icio n ais a d v in d o s d e ssa d im e n sã o d e re la c io n a m en to s.

A p re sta ç ã o d e co n tas é o b tid a ap en as q u a n d o nos p ro p o m o s a tal. É ra ro o c o rre r p o r acaso ; dev e se r d e lib e ra d a m en te b u scad a. S im p le sm e n te n ão se d esen v o lv e so zin h a. U m a v ez in iciad a, d ev e se r in te n c io n a lm e n te

EM CONFIANÇA

S e as p e sso a s d ev em a b rir seus c o raç õ es e c o m p a rtilh a r d e ta lh e s d e su as v id a s, n ão ap en as suas “p e rfe iç õ es” , m as ta m b é m suas fra q u e z as, elas tê m d e sab er q ue aq u ilo q ue c o m p a rtilh a m se rá tratad o co m fav o r e c o n ­ fid e n c ia lm e n te. O g ru p o dev e c o n c o rd a r de m a n e ira c la ra e em su a to ta lid a d e c o m as d is­ p o siç õ e s a n u n c ia d a s a seguir, antes q u e seus in te g ra n te s se a b ra m uns aos outros.

1. V ocê n ã o p o d e e x p o r as in fo rm a ç õ e s c o m p a rtilh a d a s no g ru p o c o m os não - p a rtic ip a n te s d o g ru p o . N ã o im p o rta

q u em sejam ! Isso sig n ific a n in g u é m !

2. Você p o d e p a r tilh a r o q ue d isse sobre v o cê c o m q u a lq u e r p e s s o a fo ra do g ru ­ po. T ra ta-se d e su a in fo rm a ç ã o ; e la não d e ix a de se r su a m e sm o q u e v o cê a d i­ v id a c o m o g ru p o o u fo ra dele.

3. S e d eseja r re c o n tar u m a h istó ria ou ilu s­ tra ç ã o c o m p a rtilh a d a p o r a lg u é m do grupo, vo cê d e ve p e d ir p e rm issã o à q u e­ la p e sso a antes d e fazê-lo , n ão im p o r­ ta n d o o q u e v o cê p o ssa fa z e r p a ra m a s ­ c a ra r a h is tó r ia o u ilu s tra ç ã o (tro c a r n o m e s, m u d a r d e ta lh e s e tc.). Isso se a p lic a ao te s te m u n h o p o s itiv o ta n to q u a n to ao negativo.

4. S e alg o c o m p a rtilh a d o n o g ru p o c o n s­ titu ir a lg u m p e c a d o sério , ou seja: p e ­ ca d o que:

• se ja p ra tic a d o c o n tin u a m e n te , sem d im in u iç ã o e m te rm o s de fo rç a ou

fre q ü ên c ia, m esm o sob a lu z c lara da c o n fissã o e o ra ç ã o fra n cas; ou • sej a p raticad o a lé m das te n taçõ e s na

m en te; ou

• e ste ja d e b ilita n d o o m in isté rio ; ou • e ste ja p o n d o em p e rig o a v id a da

p ró p ria p e sso a e d e outras.

E n tã o d ev e-se p e d ir p e rm issã o à p e sso a

q u e c o m p a rtilh o u ta l p e c a d o p a ra le v a r o caso p a ra fo ra do g ru p o , a fim d e b u sc a r a ju ­ da. E s s a p e rm issã o deve se r o b tid a an tes q u e q u a lq u e r p e sso a fo ra do g ru p o seja c o n su l­ ta d a so b re o caso.

A ssim to d o s irão sa b e r d e a n tem ão que

p o d e m c o n fe ssa r su as fra q u e z as p a ra c re s­ c e r atrav és do p e rd ã o e do en c o ra ja m en to sem v ir a ser fo c o de m a u s ju lg a m e n to s e fo fo ca s. G ru p o s e m q ue h a ja c o m p a rtilh a ­ m e n to n ão d ev em p ro m o v e r u m c lim a de p erm issiv id a d e ou traição , m as d e v erd ad e e p re sta ç ã o d e co n tas den tro d o g ru p o .

5. S e o g ru p o c h e g a r a u m im p a s s e (e m o u tra s p a la v ra s , u m p e c a d o sé rio fo i re v e la d o e a p a r te o fe n d id a n ã o p e r ­ m ite q u e s e ja d e c la ra d o fo r a d o g r u ­ p o ), e n tã o d e v e p r e v a le c e r a le i s u ­ p e r io r de c o m p r o m is s o c o m a v e r d a ­ d e e a p u re z a : a d e s p e ito d o s p r o te s ­ to s e c o m o fim d e q u e a p e s s o a se ja c u r a d a e r e s ta u ra d a , a re v e la ç ã o c o n ­ fid e n c ia l d e v e se r fe ita a a lg u é m q u e te n h a re s p o n s a b ilid a d e d ir e ta so b re ta l p e sso a .

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UNIDADE 1: PRIORIDADES NA VIDA DO PASTOR

cu ltiv ad a. E x ig e p rio rid a d e , p la n e ja m e n to , d isp ê n d io de e n e rg ia e tem p o . C o n se g u i fa z e r u m a ilu stra ç ã o d a p re sta ç ã o de co n tas v e rd a d e iram e n te c ris tã em c in c o d im e n sõ e s d e a tiv id a d e q u e fo rm a m u m c iclo de vida.

A a b e rtu ra ve m em p rim e iro lugar. A a b e rtu ra sig n ific a q u e eu e c ad a

u m dos p a rtic ip a n te s do tra b a lh o e m g ru p o m o stra m o s u n s ao s o u tro s q u e m re a lm e n te so m o s. F alo a b e rta m e n te so b re m eu s d e sa fio s, erro s, e s ­ p e ra n ç a s, d e sa p o n ta m e n to s, v isã o e situ a ç ã o e sp iritu a l. F a lo so b re m in h a fam ília , m e u tra b a lh o , m e u s te m o re s, m in h a s fo rç a s, m eu s p e c a d o s, m i­ n h a s v itó ria s. P e rm ito q u e os in te g ra n te s do g ru p o m e v e ja m ex a ta m e n te c o m o sou. D a lla s W illard , e m seu e x c e p c io n al liv ro The S p ir it o f t h e D is ­

c ip lin e s (O E sp írito d a s D is c ip lin a s), esc re v e so b re o p ro c e sso de nos

a b rirm o s u n s ao s o u tro s: a a b e rtu ra n u tre “n o ssa fé n a p ro v isã o de D eus p a ra n o ssa s n e c e ssid a d e s atrav és d e seu po v o , n o sso sen so d e ser a m a d o e n o s s a h u m ild a d e d ia n te de n o sso s irm ã o s e irm ã s. [...] D e p o m o s o p e so de n o s e sc o n d e r e fingir, o q u e n o rm a lm e n te c o n so m e u m a q u a n tid a d e c o n ­ sid eráv el d e e n e rg ia h u m a n a . [...] N a d a d á m ais ap o io a u m c o m p o rta ­ m e n to c o rre to do q u e n o s a b rirm o s c o m a v erd ad e. A c o n fissã o e m si to m a p o ssív e l a e s tre ita e sin c e ra am iz a d e , e su a fa lta e x p lic a m u ito da q u a lid a d e su p e rfic ia l tão c o m u m e n te e n c o n tra d a em n o ssas o rg a n iz a ç õ es e c le s iá s tic a s ” .7 Q u a n to s de n o sso s re la c io n a m e n to s co m o p a sto re s e stão ap en as n a su p e rfíc ie , n u n c a n o s im p u lsio n a n d o p a ra m ais p e rto de D eu s? A p re sta ç ã o d e co n ta s re q u e r p le n a ab ertu ra.

O fe c h a m e n to é a se g u n d a d im e n sã o n a p re sta ç ã o de co n ta s. O fe c h a ­

m e n to sig n ific a q u e o g ru p o p ro p o rc io n a se g u ra n ç a a to d o s q u e se ab rem . G u a rd a r os se g red o s re v e la d o s é fu n d a m e n ta l.8 A a c e ita çã o , a a firm aç ão h o n esta, a g e n tile z a nas re sp o sta s e o ta n g ív e l c o m p ro m e tim e n to em a ju ­ d a r fa z e m p a rte do fe c h a m e n to . Q u a n d o u m in te g ra n te do g ru p o e stá se a b rin d o , to d o s os o u tro s o u v em — re a lm e n te o u v em . N ão n o s c o n c e n tra ­ m o s no q ue direm o s em resposta. N ão estam o s fo rm an d o u m a d efesa c o n tra q u a lq u e r c o isa ou c o n tra q u e m q u e r q u e seja. N o ssa in te n ç ã o é sin g u lar: v e rd a d e ira m e n te o u v ir a m e n sa g e m e o c o ra ç ã o d e q u e m e stá fa lan d o . E n q u a n to o u v im o s, esse p o d e se r o m o m e n to de n o s ale g ra rm o s c o m os q u e se a le g ra m e de c h o ra rm o s c o m os q u e c h o ra m (R m 12.15).

O u v ir é arte a se r d esen v o lv id a. E fa c ilm e n te p e rd id a p o r p a sto re s q u e c o n tin u a m e n te v iv em n u m a m b ie n te em q u e só fa la m e d ão resp o sta s. D ie tric k B o n h o e ffe r le m b ra-n o s:

Aquele que não ouve mais seu irmão, logo tam bém não será ouvido p or Deus; estará fazendo nada mais que tagarelar na presença de Deus. Isso é o começo da morte da vida espiritual e, quando o fim chegar, nada mais restará senão palavrório espiritual e condescendência clerical dis­ posta em palavras devotas. [...] Faz parte da comunhão da cruz levar as cargas uns dos outros. Se alguém não as leva, a comunhão a que pertence não é cristã. Se algum membro recusar-se a levar essas cargas, estará ne­ gando a lei de Cristo.9

A p r ó x im a d im e n sã o d a p r e s ta ç ã o de c o n ta s é a oração. N ã o a o ra ç ã o

cu rta, g e n e ra liz ad a , a d e q u a d a m e n te “re s trita ” , m as a o ra ç ã o q u e c a p tu ra o m o sa ic o d a v id a e fa la sem re striç õ e s c o m D eu s. É a o ra ç ã o q ue lev a o

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Perguntas que Encorajam Abertura

Vid a Es p i r i t u a l 1. D e sc re v a os m o m e n to s em q ue vo cê se o c u p a c o m a P a la v ra e o q ue e s tá ap re n ­ d en d o . C o m q u e fre q ü ê n c ia v o cê fica so z in h o c o m D e u s d u ra n te a sem an a? P o r qu an to tem p o ? Isso satisfaz suas ex­ p ectativ as e esp e ra n ç as?

2. D e sc re v a su a v id a d e o raç ão no q ue se re fe re a tem p o , reg u la rid a d e, esc o p o de o ração e p e rcep ção d a p re se n ç a de D eus e n q u a n to ora. Você v iv e n a p re se n ç a de D e u s? 3. D e sc re v a o q u e v o cê sen te so b re a un- çã o d o E s p írito S a n to em su a v id a e m in is té rio . E m o u tra s p a la v ra s, vo cê se n te q u e Je su s e stá tra b a lh a n d o atra ­ vés d e v o cê d e m a n e ira p e rce p tív el? 4. D escre v a su a situ aç ão p re se n te n o q u e

d iz re sp e ito ao co m p a rtilh a m e n to d a fé co m a q u ele s q u e n ão c o n h e c e m a J e ­ sus.

5. Você está seguindo as diretivas: “Procurai co m zelo os m elhores dons” (1 C o 12.31) e “Q u e d e sp ertes o d o m d e D eus, que ex iste em ti” (2 T m 1.6)? Q u a n d o fo i a ú ltim a vez q u e v o cê p ro fe tiz o u ? 6. Je ju a r é u m a d isc ip lin a e sp iritu a l im ­

p o rta n te . D e sc re v a e ssa d im e n sã o e m su a v id a atual. Vid a Fa m i l i a r 7. D e sc re v a a n a tu re z a do seu re la c io n a ­ m e n to a tu a l co m a e sp o sa e filhos. I n ­ clu a ta n to o c re sc im e n to dos re la c io n a ­ m e n to s q u a n to o d e se n v o lv im e n to das fo rç a s esp iritu a is.

8. Q u e m e tas e sp iritu a is v o cê te m p a ra a su a fam ília ? E m q ue p o n to v o cê se e n ­ c o n tra p a ra a tin g i-las?

9. O q u e v o cê fa z c o m a fa m ília só p o r­ q u e é d iv e rtid o ? Q u a n d o fo i a ú ltim a vez qu e isso o co rreu ?

10. S e n a d a m u d a no q u e re sp e ita ao seu re la c io n a m e n to m a trim o n ia l/fa m ilia r co n fo rm e essa p articu larid ad e, você fi­ c a rá sa tisfeito c o m tu d o o q u e v en h a a d a r certo ?

Vid a Pr o f i s s i o n a l/Pe s s o a l

11. C o m o é q u e vo cê a d m in istra seu te m ­ p o ? Q u ais os seus lim ite s e c o m o vo cê e stá lid an d o c o m as p rio rid a d e s, n e ­ ce ssid a d e s, p re ssõ e s?

12. O fru to do E sp írito é am or, g o zo , paz, lo n g a n im id a d e , b e n ig n id a d e , b o n d a ­ de. fé, m a n sid ã o , te m p e ra n ç a . H o je, q u ais os do is asp ecto s m ais fo rtes p a ra v o cê? E os d o is m a is fraco s?

13. Q u ais as características atu alm en te em d esen v o lv im en to n o seu m in istério ? O q u e v o cê d e se ja q u e D eu s fo m e n te em você d u ra n te o m ês q u e vem ?

14. Q u a is as su a s le itu ra s h o je ? O q u e você está ap re n d e n d o ?

15. C o m o e stá o seu b e m -e s ta r físic o ? O q u e v o cê faz p a ra lid a r c o m o estresse, o p e so e a id ad e?

16. C o m o o in im ig o tem te n ta d o atacá-lo d esd e a n o ssa ú ltim a re u n iã o ? C o m o você re a g iu ?

17. F ale a re sp e ito de su a v id a c o m o a d ­ m in istra d o r do s re c u rso s q ue D eu s lhe te m d ado. C o m o v o cê e stá se sain d o n a b a ta lh a c o n tra a g an â n cia, a in v eja e o m a te ria lism o ? Você vive p e la fé n a área fin a n c e ira?

18. V o c ê e s t á d i s c i p l i n a n d o a l g u é m a tu a lm e n te ? D escreva. 19. O q u e v o c ê re s p o n d e ria , se D e u s lh e a p a re c e s s e e m p e s s o a e p e r g u n ta s ­ se: “ O q u e q u e r q u e e u fa ç a p o r v o c ê a g o r a ? ” 20. Q u a l sua v isã o p a ra os p ró x im o s c in ­ co an o s d e su a v id a ? 11

(25)

UNIDADE 1: PRIORIDADES NA VIDA DO PASTOR

fe rid o do g ru p o aos p é s de Jesu s. N a o raç ão , te m p o é d ad o p a ra o d e s e n ­ v o lv im e n to e fo rta le c im e n to d a fé. A g o ra a p ro m e ssa d e M a te u s 1 8 .19,20 p o d e se r c o n sid e ra d a so lo firm e so b re o q u al se firm ar. Je su s v e rd a d e ira ­ m e n te e stá e n tre n ó s, e diz: “P e d i” .

A q u a rta d im e n sã o d a p r e s ta ç ã o de co n ta s é a verd a d e b íblica. A P a­

la v ra de D e u s n o s g ru p o s e m q u e d e fato h á p re sta ç ã o de co n ta s n ã o é tão- so m e n te c o n su lta d a e m c ita ç õ e s u m ta n to q u a n to v ag as, m as é a b e rta e lid a , p e sq u isa d a e ex a m in a d a . M e ta s a p ro p ria d a s de p re sta ç ã o d e co n tas ad v ê m d e se e sta r d e b a ix o do c o n se lh o d a P a la v ra d e D eu s. T odas as p a la ­ v ra s d a B íb lia , ta n to as q u e tra z e m c o n fo rto q u a n to as q u e re v ig o ra m , to d a s as in stru ç õ e s, ta n to as c o m u m e n te m a n tid a s q u a n to as se g u id a s u n i­ ca m e n te p e lo e sfo rç o , são n e c e ssá ria s p a ra a p re sta ç ã o d e co n tas. A p r e s ­ ta ç ã o d e c o n ta s re q u e r a to ta lid a d e d o c o n s e lh o d e D e u s. A ssim , p ro v e ­ n ie n te s d a P a la v ra , p a sso s sã o s u g e rid o s p a ra a s o lu ç ã o o u r e s p o s ta às s itu a ç õ e s d a vida. É so m e n te a P a la v ra q u e te m o p o d e r de c e n su ra r, re ­ provar, c o rrig ir e in stru ir e m to d as as d im e n sõ e s d a ju s tiç a , p a ra q u e se ja ­ m o s p e rfe ita m e n te e q u ip a d o s (2 T m 3 .1 6 ,1 7 ).

A últim a d im en sã o na p re sta ç ã o de co n ta s é o a co m p a n h a m en to . Q u a n ­

do n a sessão se g u in te o g ru p o v o lta a se reunir, re la tó rio s são d ad o s sobre p ro g re sso s o u fru stra ç õ e s. A s p e rg u n ta s são as m e sm a s q u e Je su s fez; p e rg u n ta s essa s q u e, n a v e rd a d e , in d u z e m to d a s as p e sso a s a d a r c o n ta de su as v id as u n s ao s o u tro s .10 S e m esse está d io , a p re sta ç ã o d e co n ta s p r o ­ v a v e lm e n te n ã o e stá o c o rre n d o . O a c o m p a n h a m en to d á u rg ê n c ia e d ireção n o e sp a ç o d e te m p o e n tre as re u n iõ e s d o g ru p o . S ei q u e v o u d a r c o n ta a m e u s a m ig o s q u a n d o n o s e n c o n tra rm o s n a re u n iã o seg u in te. Isso m e im ­ p u ls io n a a agir. Se, n a sessão seg u in te, n ã o o b tiv e r p ro g re sso s, o ciclo p o d e se r fe ito n o v a m e n te so b re o m e sm o a ssu n to , m as e m u m n ív e l m ais p ro fu n d o : a b e rtu ra m a is co m p le ta , o ra ç ã o m ais in te n sa , m a is p e sq u isa c o n tu n d e n te n a P alav ra. Q u a n d o h á p ro g re sso s e v itó ria s, p o sso a p re s e n ­ ta r n o v a s áre a s d e m in h a v id a ao cre sc im e n to .

O C iclo de Prestação de C ontas

N o d ia g ra m a m a is ad ia n te , e stá ilu stra d o o c ic lo co m p le to d a p re s ta ­ çã o de co n tas. O s d e sc ritiv o s das c in c o p rin c ip a is d im e n sõ e s ilu stra m os g ru p o s in a d e q u a d o s (e até m e sm o p o te n c ia lm e n te p re ju d ic ia is), re s u lta n ­ te s d a fa lta d a o c o rrê n c ia de to d a s as d im e n sõ e s d a v e rd a d e ira p re sta ç ã o d e co n ta s c ristã. P o r ex em p lo , h av en d o :

Somente Abertura

co n d u z, m uitas vezes, a dan o s m aio res no qu e tange à tra iç ã o d o s se g re d o s — g ru p o fo fo q u eiro .

Somente Abertura + Fechamento

p o d e re su lta r em u m g ru p o d e apoio p sic o ló g ic o , no q u al to d o s “ se n te m -se b e m ” , m as p ro v a v e lm e n te n ão traz q u a lq u e r m u d a n ç a ou c re sc im e n to sig n ificativ o s.

Somente Abertura + Fechamento + Oração

p ro d u z u m g ru p o de o ra ç ã o , m as c o m u m p a d rã o d e c re sc im e n to d esig u al.

Abertura + Fechamento + Oração + Verdade Bíblica

c o n d u z as p e sso a s ao lu g a r do v e rd a d e iro c re sc im e n to , m as e rra p o r n ão c o m p le ta r o cic lo e c o n c e d e r às p e sso a s a d in â m ic a e sse n c ia l, p a ra a q u a l Je su s n o s cham a: a p re sta ç ã o de c o n tas.

(26)

A

PR E ST A Ç Ã O DE C O NTA S C R IS T A

Ciclo em Cinco Dimensões

Aprofundando-se cada vez mais

Dimensão 1

Dimensão 2

Dimensão 3

C om o C om eçar — A lgum as O rientações

1. C o m p ro m eta -se em fa z ê -lo . N ão p e rm ita q u e e sta le itu ra seja a p e ­ nas in fo rm ativ a. D este d ia em d ian te, d e te rm in e v iv e n c ia r a v erd a d e ira p re sta ç ã o de c o n tas em sua vida. O d ia p a ra co m e ç a r é h o je, p o u c o im p o r­ tan d o a id ad e q ue você te n h a ou o e stád io e m q u e se e n c o n tra su a v id a e m in istério .

2. P eça a D e u s q ue o a ju d e a en c o n tra r a s p e s s o a s certa s p a ra as

q u a is p r e s ta r contas. P ro c u re p e sso a s que te n h a m u m co raçã o ab erto , u m

d esejo in te n so em a n d a r c o m C risto e u m a c a p a c id ad e e m g u a rd a r c o n fi­ d ên c ias. E ste g ru p o se rá fo rm a d o u n ic a m e n te p o r p a sto re s? R e strito a c e rta d e n o m in a ç ã o ev an g élica? E x c lu siv a m e n te de casais ou só de h o ­ m en s ou só de m u lh e re s? R e sp o sta s a essas p erg u n tas afe tam sig n ific a ti­ v a m en te a fu n ção do grupo.

H ouve grupos em qu e p articip ei q ue req u eria que as p essoas v iajassem durante horas p a ra a reunião. D istân cia razo áv el não é o bstáculo se os fato ­ res de c o m p o sição estiverem em vista. C o m relação ao tam an h o do grupo, deve este ser m aio r do que duas p esso as ou dois casais, m as não tão grandes a ponto de re d u z ir a o p o rtu n id ad e d e as p essoas se expressarem . T rês casais ou três a quatro p essoas p a recem ser o id eal (vide N o ta de F im n.° 10).

3. C o n ta te as p e sso a s, c o m p a rtilh e e sta s in fo rm a ç õ e s e in d iq u e seu

d e se jo de p r e s ta r contas. P e ç a -lh e s q u e o rem p a ra d e p o is v ire m a se re u ­

n ir c o m vo cê e m um a sessão p ro lo n g a d a , a fim de ju n to s e x p lo ra re m as p o ssib ilid a d e s.

Referências

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