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Avaliação de Empresas

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Academic year: 2021

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(1)

C U S T O D O C A P I T A L D E T E R C E I R O S , C U S T O D O C A P I T A L P R Ó P R I O E W A C C

P R O F . G U I L L E R M O B R A U N B E C K

(2)

Mercado de capitais: provedores e demandantes

de recursos

POUPADORES (Centro de Liquidez) FIRMAS (Unidades Deficitárias) Intermediários Financeiros Intermediários Informacionais Reguladores e Instituições Financeiras Auditores e Reguladores Contábeis Fluxo de Capital Fluxo de Informação

(3)

Trocas intertemporais

O que você prefere: R$100 na sua mão agora ou R$100 daqui há um ano?

Considere que não haverá inflação e que eu sou um bom pagador (risco de default = 0)

(4)

Custo de Capital

 Trocas intertemporais e o valor do dinheiro no tempo

 Custo de capital = retorno mínimo para que se possa aceitar a

realização de um investimento (=abrir mão do consumo presente)

 Custo de capital = taxa de desconto selecionada por

provedores de recursos para o cálculo de valor presente de fluxos de caixa esperados. É portanto a expressão econômica do custo de oportunidade.

 Custo de Capital é calculado com base nos componentes da

estrutura de financiamento da firma, ou seja, dívida ou equity.

 Ki = custo de capital de terceiros (ou custo da dívida)

 Ke = custo do capital próprio (remuneração mínima exigida por

acionistas)

(5)

Custo de capital de terceiros ou custo da dívida

(Ki)

 Ki = custo incorrido para se obter empréstimos e

financiamento (=dívida) no mercado

 Varia fundamentalmente em função:

 Prazos (quanto maior o prazo, maior o retorno exigido)

Riscos de não pagamento (risco de default)

 Classificação de risco (rating)

 Liquidez: capacidade de negociação de um título de dívida no

mercado (=prêmio de liquidez do título)

(6)

Formulação básica do custo da dívida

 Taxa livre de risco (Risk Free) é a remuneração oferecida

por um ativo admitido como sem risco

 Spread = risco de inadimplência

 Por exemplo: uma entidade com classificação A tem um

custo acima da taxa livre de risco de 1,6%. Se a taxa de um título público de longo prazo é 7,5% e a alíquota marginal de IR for 34%, qual é o Ki?

 E se a empresa não produz lucros tributáveis?

ou diretamente

(7)

Um adendo...o risco país

Reflete o risco de default da economia

 Uma empresa localizada em uma economia

emergente que capte recursos no mercado

internacional ‘carrega’ no seu papel o risco de default de sua economia de origem.

 Nesse pressuposto, o custo da dívida poderia ser

analiticamente decomposto como:

(8)

Um adendo...o risco país

 Risco país calculado pelo JP Morgan

O EMBI+ é um índice baseado nos bônus (títulos de dívida) emitidos pelos países emergentes. Mostra os retornos financeiros obtidos a cada dia por uma

carteira selecionada de títulos desses países. A

unidade de medida é o ponto-base. Dez pontos-base equivalem a um décimo de 1%.Os pontos mostram a diferença entre a taxa de retorno dos títulos de países emergentes e a oferecida por títulos emitidos pelo

Tesouro americano. Essa diferença é o spread, ou o spread soberano.

(9)

Risco Brasil

Fonte: baseado em série de tempo disponível em www.ipeadata.gov.br

Lehman 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 2 9 /0 4 /1 9 9 4 1 8 /0 1 /1 9 9 5 0 3 /1 0 /1 9 9 5 2 0 /0 6 /1 9 9 6 1 1 /0 3 /1 9 9 7 2 5 /1 1 /1 9 9 7 1 3 /0 8 /1 9 9 8 0 4 /0 5 /1 9 9 9 2 0 /0 1 /2 0 0 0 0 4 /1 0 /2 0 0 0 2 2 /0 6 /2 0 0 1 1 5 /0 3 /2 0 0 2 0 2 /1 2 /2 0 0 2 1 9 /0 8 /2 0 0 3 0 7 /0 5 /2 0 0 4 2 5 /0 1 /2 0 0 5 1 1 /1 0 /2 0 0 5 2 9 /0 6 /2 0 0 6 1 9 /0 3 /2 0 0 7 0 4 /1 2 /2 0 0 7 2 0 /0 8 /2 0 0 8 1 1 /0 5 /2 0 0 9 2 8 /0 1 /2 0 1 0 1 4 /1 0 /2 0 1 0 0 6 /0 7 /2 0 1 1 2 1 /0 3 /2 0 1 2 0 7 /1 2 /2 0 1 2 1 0 /0 9 /2 0 1 3 0 5 /0 6 /2 0 1 4 2 7 /0 2 /2 0 1 5 EMBI + Risco-Brasil México Ásia Rússia + Brasil WTC Argentina Lula Lehman

(10)

Uma aplicação prática

 Empresa brasileira com classificação BB (=spread de

1,98%)

Risk free no mercado global = 3,95%  Risco país = 232 pontos base

 Inflação nos EUA = 2,75%  Inflação no Brasil = 4,5%

 Alíquota marginal de IR = 34%

(11)

Custo de Capital Próprio

 Se o investidor de uma empresa é o Sr. X,

considerando que um título público free risk ‘rende’ 11% ao ano (bruto), qual é o custo de capital próprio?

CAPM – Capital Asset Pricing Model

 Medida implícita que revela a expectativa de retornos dos

recursos próprios de uma empresa calculada com base em taxas de juros de mercado e no risco

 Amplamente difundido no mercado

 Utiliza-se da remuneração dos ativos livres de risco acrescido

do prêmio de risco de mercado ponderado pelo risco da empresa

(12)

Custo de Capital Próprio: fundamentos

 Investidor avesso a risco

 Função utilidade do investidor representada por média e variância

 Princípio da diversificação de carteiras de investimento  Retornos de investimentos estão correlacionados no tempo em

função de fatores abrangentes de mercado ou da economia

 Mas não perfeitamente correlacionados, pois o retorno de diferentes ativos estarão sujeitos a fatores específicos à firma ou

idiossincrásticos. Por exemplo: qualidade da gestão, governança corporativa, inovação, greves setoriais etc.

 Portanto, a diversificação de uma carteira tende a ‘cancelar’ ou ‘anular’ os riscos específicos, restando apenas o risco

(13)

O modelo de mercado do CAPM

 O retorno exigido por um investidor da ação j requer um

retorno constante (aj), que equivale ao retorno de um ativo livre de risco (ou RF)

 Além disso exigirá também o retorno de uma carteira de

mercado ponderada por uma constante, o beta (bj) – o prêmio de risco do ativo no seu mercado

 Em outras palavras:

Custo de Capital Próprio = Taxa risk free + Prêmio de risco de mercado + Risco da empresa em relação ao mercado Fonte: Assaf Neto (2014, p. 73)

(14)

O modelo de mercado do CAPM

 Taxa livre de risco: remuneração de ativo livre de

risco

 Prêmio pelo Risco de Mercado (RMt – RF): é o ágio

pelo risco de mercado, ou seja, de uma carteira de investimentos diversificada

 Coeficiente Beta (b): mede o risco de uma empresa

em relação ao risco sistemático

(15)
(16)
(17)

Uma aplicação prática

 Retorno esperado de um índice de mercado, como

por exemplo, o Ibovespa = 16,5%

 Taxa livre de risco = 5%  Beta da ação j= 0,90

 Portanto, considerando a taxa livre de risco, o risco

de mercado (não diversificável) e o risco da empresa, um investimento na ação j tem capacidade de criar valor se o ROE for superior a 15,35%

(18)

Desmembrando o Beta

 Calculado por regressão, o Beta apurado para uma

empresa, apuramos o risco total da firma, o beta total ou beta alavancado (bT ou bL).

 O risco específico da firma se subdivide:

 Econômico: negócios, concorrência, tecnologia, ciclos, custos etc.  Financeiros: risco de default

 O coeficiente que expressa unicamente o risco econômico é

denominado de Beta desalavancado (bU).

(19)

Custo de capital em economias emergentes

 Alguns problemas para se usar o CAPM puro para

uma economia como a brasileira:

 Forte concentração de capital

 Estrutura dual de ações e significância das preferenciais nas

negociações

 Viés do Ibovespa  5% das companhias abertas são

(20)

Abordagem por benchmark

T-Bond Média do Setor

(21)

Caso prático – Sadia (2006) – Assaf (2014, p.91)

 Beta alavancado (média do setor)

= 0,80

 Tx livre de riscos (T-bonds) = 5,2%

 Prêmio pelo risco de mercado =

5,0%

 Risco Brasil = 310 pontos-base

 Custo bruto da dívida = 6,9%

 Taxa IR/CSLL = 34%

 PL/Valor da firma = 89,4%

 Dívida Líquida/Valor da firma =

10,6%

 Inflação esperada nos EUA = 2,0%

 Inflação média brasileira esperada

= 4,1%

 Ke nominal = [5,2% + 0,8 × 5%] + 3,1% =

12,3%

 Ki = 6,9% × (1 – 34%)

 WACC nominal em US$ = (12,3% ×0,894)+

(4,55% ×0,106) = 11,48%

 WACC real = 11,48% - 2% = 9,48%

 WACC nominal em R$ = 9,48% + 4,1% =

Referências

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