RELATO DE ESTÁGIO PEDAGÓGICO VOLUNTÁRIO NA DISCIPLINA DE FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO
Elaine Cristina Penteado Koliski (PIBIC/CNPq-UNICENTRO), Klevi Mary Reali (Orientadora), e-mail: [email protected]
Universidade Estadual do Centro-Oeste/Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes/G. Departamento de Pedagogia
Palavras-chave: Educação, História, docência, Estágio Pedagógico Voluntário, Formação continuada.
Resumo:
Este artigo tem como objetivo relatar a experiência de estagiária vinculada no Programa de Estágio Pedagógico Voluntário na disciplina de Fundamentos Históricos da Educação do curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Centro-Oeste – UNICENTRO/PR. Tendo como eixo norteador a pesquisa, o ensino e a extensão, vivenciando a prática educativa, e confrontando as teorias aprendidas no curso com a realidade docente.
Introdução
O ensino na atualidade atravessa por um momento bastante tumultuado e de difícil solução, devido a grande mudança que vem acontecendo rapidamente na sociedade e, assim consequentemente também na educação. Por isso a escola, bem como professores, pais e alunos devem estar preparados para acompanhar essa rápida transformação pela qual o mundo e a sociedade em geral esta passando. A prática pedagógica atual deve buscar formar um cidadão autônomo, participativo, multicompetente, curioso, capaz de reunir e transferir recursos, conceituais e de procedimentos, que lhe permitam criar suas próprias saídas aos desafios enfrentados. Sendo assim, é de suma importância que o professor esteja por dentro das necessidades de seus alunos, bem como da escola na qual exerce sua função. O estágio voluntário em Fundamentos Históricos da Educação, vem oportunizar ao estagiário uma compreensão mais detalhada sobre a prática pedagógica em uma universidade,além de conhecer e entender as diferentes sociedades, como surgem as varias necessidades educacionais, e como o pensamento educacional e as instituições criadas relacionam-se, onde de um lado estão os desafios históricos da sociedade e, de outro a vida cotidiana dos diferentes atores envolvidos na sua execução.
Antes éramos acadêmicas e por meio de um processo seletivo estamos no lado docente, atuando com estagiárias, aprendendo a aprender e aperfeiçoando a nossa prática pedagógica.
Relato da Experiência do Estágio Pedagógico Voluntário
Sou formada em Pedagogia: Docência e Gestão Escolar, pela Universidade Estadual do Centro-Oeste UNICENTRO, e após uma seleção fui selecionada para estagiária pedagógica voluntária do 1º ano de Pedagogia da UNICENTRO, Campus Avançado de Pitanga - PR na disciplina de Fundamentos Históricos da Educação.
No primeiro dia de estágio, em que engressei na sala de aula e a professora apresentou-me como estagiária selecionada para acompanhar os trabalhos desenvolvidos e assessorar as aulas, pude perceber certa preocupação por parte dos acadêmicos em relação a minha presença, pois achavam que além da professora, eu também estaria avaliando-os.
No inicio eles não sabiam qual era a função de um estagiário, nem o que ele poderia ou não fazer em sala de aula. Mas depois de conversações a respeito do trabalho que iria desenvolver ao lado da professora regente começaram a ficar menos preocupados com minha presença. Pois compreenderam que o meu objetivo era aperfeiçoar a minha prática docente, para um dia poder lecionar no ensino superior.
Durante esta etapa de estágio foi possível perceber que os acadêmicos demonstram bastante dificuldade na disciplina de história em relação a fatos, datas e a própria história da educação. Porém, em meio á essas dificuldades percebi que tem muitos que se esforçam, pesquisam, questionam e se interessam pelos conteúdos aplicados, enquanto outros nem se preocupam se precisam entender ou não.
Juntamente com a professora orientadora estou realizando as propostas contidas na resolução citada acima. Este estágio esta ajudando a me atualizar e relembrar as teorias estudadas na graduação, além de entender como é o trabalho docente desenvolvido pela universidade, pois esta é uma carreira que pretendo seguir futuramente.
História, docência e Educação
A vida em sociedade tem sido a preocupação de muitos estudiosos que entendem as grandes transformações que todo o mundo vem sofrendo, e que se amplia com fenômenos sociais que revestem a humanidade de sentimentos de incertezas, temores, e impotência frente aos novos paradigmas que ora se apresentam no contexto social
.
O grande avanço da sociedade e das tecnologias requer dos educadores novas habilidades para entenderem e interpretarem as informações que percorrem o ambiente escolar, o que implica um maior domínio cultural sobre as diferentes áreas do conhecimento e das relações existentes entre elas, além de procurar entender de onde vêm as curiosidades e interesses dos jovens na atualidade.
A competência, exigida dos educadores, vai além daquela referida aos saberes específico às áreas do conhecimento. A estes é preciso somar
o conhecimento e a capacidade de lidar com o aluno, de trabalhar a informação que chega à sala de aula por vias diversas, responder ás expectativas inerentes a uma nova abordagem do currículo e ao tratamento metodológico adotado. Exige-se, portanto, um profissional com saberes diferenciados e com sensibilidade para disponibilizá-los adequadamente.
A educação na atualidade é tida como um dos melhores meios de se adentrar a sociedade e ao mercado de trabalho. Por isso as exigências contidas na educação devem estar atentas para atender as suas necessidades e assim formar um cidadão crítico e capacitado para desenvolver e acompanhar a modernidade. A partir disso questiona-se, mas o que é realmente a educação? A educação é uma atividade humana, é um processo, é amplo e se desenvolve nas relações, nasce no ambiente familiar e se ramifica por todos os ambientes pela qual a pessoa mantém contato ou estabelece relações. A educação é um fenômeno histórico e que se modifica de acordo com a sociedade.
No processo educacional escolar o professor, para lecionar precisa apresentar informações ao estudante. A questão é que todas as informações apresentadas não são produzidas simultaneamente ao processo da aula. São conhecimentos que se foram produzindo e acumulando ao longo de alguns anos, em tempos passados. Portanto são informações históricas
Marc Bloch afirma que “O passado é, por definição, um dado que nada mais modificará. Mas o conhecimento do passado é uma coisa em progresso, que incessantemente se transforma e aperfeiçoa” (BLOCH, 2001, p. 75).
Por isso podemos dizer que o problema da história manifesta-se também quando pretendemos fazer a história da educação. O objeto de estudo é o passado, mas o passado do processo histórico já não está tão acessível, pois o historiador não tem como constatar os fatos que estuda. O que temos são as versões dos fatos, os textos com opiniões, os comentários localizados no espaço e no tempo, comentários que foram válidos para o momento em que foram emitidos. O estudo da história permite que tenhamos uma compreensão clara e precisa da produção dos sujeitos históricos num tempo e espaço marcados por determinações sociais.
Lopes cita:
“A história da educação nessa concepção vem a ser uma série de etapas que se sucedem, num desenrolar temporal único. Estuda a evolução das instituições escolares, dos métodos pedagógicos e das doutrinas pedagógicas”. (Lopes, 1984)
Os professores precisam se apropriar de uma sólida instrumentação metodológica que lhe garanta o entendimento do que, do porque e do para que trabalha, seu determinantes e sua importância no processo pedagógico, onde esta inserida a realidade humana. Por isso é importante que o professor esteja sempre em busca de formação e de atualizações, para
desenvolver um trabalho de qualidade, melhorando sua prática pedagógica e transformando seus alunos em pesquisadores.
Conclusões
A educação faz parte da vida do ser humano desde seu nascimento, além de ser um meio de transformação do próprio ser e da sociedade. Por isso a escola vista como uma instituição formadora de sujeitos críticos, multicompetentes e autônomos deve estar preparada para agir de forma que possa contribuir para essa sociedade em constante transformação e cada vez mais carente de pessoas qualificadas.
O educador, mais do que nunca, não pode ser considerado somente como aquele que "dá aula". Sua ação não se esgota nos limites das quatro paredes da sala de aula e, nela, não se apresenta somente como representante do ofício escolhido, mas como a pessoa que é composta de saberes, experiências, dúvidas, aspirações, conflitos, entre outros. Não se separa o educador da pessoa. Na atualidade para ser professor, não basta ter o domínio do conhecimento específico do que se ensina, é preciso ir além do papel de professor, é se tornar um pedagogo capaz de entender e atender a criança, o adolescente, o jovem e o acadêmico, através do conhecimento necessário á leitura de suas necessidades.
Portanto, formar cidadãos qualificados deve ser a função da escola, porém, para isso é necessário que haja interesse das duas partes, tanto do professor quanto do acadêmico. Pois, sem educação e instrução ninguém sobrevive.
Agradecimentos:
Universidade Estadual do Centro-Oeste – UNICENTRO.
Acadêmicos do 1º ano de Pedagogia do ano de 2009 do Campus de Pitanga.
A professora Klevi Mary Reali Referências
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação e da Pedagogia: Geral e Brasil. 3ª ed. São Paulo: Moderna, 2006.
CAMARGO,Fátima.O Perfil Docente na Atualidade Educacional.
Disponível em: <
http://www.pedagogico.com.br/edicoes/12/artigo2256-1.asp?o=r> acesso em 08 de setembro de 2009.
CARNEIRO, Néri de Paula. História e história da educação. Disponível em: < http://www.artigonal.com/ciencia-artigos/historia-e-historia-da-educacao-525857.html> acesso em: 09 de setembro de 2009.
História da Educação: Proposta curricular. Disponível em < www.sed.sc.gov.br/.../374-proposta-curricular-historia-educacao>. Acesso em: 09 de setembro de 2009.
RESOLUÇÃO Nº 001/2007-CEPE/UNICENTRO. Aprova o Regulamento do Programa de Estágio Pedagógico Voluntário da UNICENTRO.