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(2) VALÉRIA CALIPO. MÍDIAS DIGITAIS SOCIAIS NO AUXÍLIO AO EAD: As Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação como processo facilitador na relação de ensino-aprendizagem. Tese apresentada em cumprimento parcial às exigências do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo – UMESP para obtenção do grau de Doutora. Orientador: Prof. Dr. Sebastião Squirra. SÃO BERNARDO DO CAMPO 2013.
(3) FICHA CATALOGRÁFICA Calipo, Valéria C129m Mídias digitais sociais no auxílio ao EAD: as novas tecnologias da informação e da comunicação como processo facilitador na relação de ensino-aprendizagem / Valéria Calipo. 2013. 201 f. Tese (doutorado em Comunicação Social) --Faculdade de Comunicação da Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2013. Orientação: Sebastião Carlos de Morais Squirra. 1. Mídia digital 2. Mídias sociais 3. Novas tecnologias (Ensino a distância) 4. Tecnologia da informação e da comunicação 5. Ensino a distância - Comunicação 6. Sociedade do conhecimento I. Título. CDD 302.2.
(4) FOLHA DE APROVAÇÃO A Tese de doutorado intitulada: “Mídias digitais sociais no auxílio ao EAD: as novas tecnologias da informação e da comunicação como processo facilitador na relação de ensino-aprendizagem ”, elaborada por VALÉRIA CALIPO, foi apresentada e aprovada em 29 de maio de 2013, perante banca examinadora composta por Prof. Dr. Sebastião Carlos de Moraes Squirra (Presidente/UMESP), Profa. Dra. Dagmar Silva Pinto de Castro (Titular/UMESP) e Prof. Dr. Almir Martins Vieira (Titular/UMESP), Prof. Dr. Prof. Dr. Sidnei Barreto Nogueira(Titular/ Universidade Anhanguera), Prof. Dr. Dr. José Luiz Proença.. __________________________________________ Profº. Dr. Sebastião Carlos de Moraes Squirra Orientador e Presidente da Banca Examinadora. ________________________________________ Profº. Dr. Laan Mendes de Barros Coordenador do Programa de Pós-Graduação. Programa: Pós-Graduação em Comunicação Área de Concentração: Processos Linha de Pesquisa: Processos. Comunicacionais. da Comunicação Científica e Tecnológica.
(5) AGRADECIMENTOS. Agradeço a Deus em primeiro lugar, que me fortaleceu diante de todos os obstáculos que apareceram em minha frente durante o trajeto percorrido. Agradeço a Ele pela minha vida, minha fé e por todo o meu ser e é a Ele que dedico todo o meu trabalho. Aos representantes da Universidade Metodista de São Paulo que mais uma vez acreditaram em mim e possibilitaram minha caminhada até aqui. Ao prof. Dr. Sebastião Squirra, pela orientação e conselhos que foram fundamentais para este trabalho e também para o meu desenvolvimento pessoal. Aos professores: Dr. Laan Mendes de Barros, Dr. José Salvador Faro, Dr. José Luiz Proença, Dra. Dagmar Silva Pinto de Castro, Dr. Almir M. Vieira e prof. Dr. Sidnei B. Nogueira por todas as críticas, apontamentos, sugestões e direcionamentos que contribuíram, além de enriquecer o conteúdo do meu trabalho. Aos meus amigos e amigas prof. Almir M. Vieira, prof. Marino C. Bedin, prof. Sidnei B. Nogueira, profa. Sonia Marques, profa. Fátima Aparecida Pighinelli Azar, profa. Adriana Barroso de Azevedo, Talita Bronzin Dominiquini; Nanci Bortotto, pelas leituras sugestões e correções feitas ao longo desses anos. Aos professores, funcionários, amigos e alunos da Metodista e também da Anhanguera, que dedicaram tempo e atenção na colaboração com informações, sugestões, conteúdos e entrevistas. A Esmeria R. Espindola e profa. Aparecida Ribeiro pelas correções e sugestões. A minha amada filha Vanuzia que esteve sempre presente e disposta a ler por várias vezes o trabalho, com delicadas correções, além de sempre me oferecer uma massagem que aliviavam muito a minha tensão. A minha filha Vanessa e neta Julia, meus amores que também me apoiaram e esperaram por minha atenção, com respeito, amor e carinho. A minha querida mãe, obrigada pelas orações e por acreditar em mim. Aos meus queridos familiares, irmãs, irmãos, cunhados, cunhadas, sobrinhas, sobrinhos, genros, enteadas e enteado, que me acompanharam em meio de livros, papéis e computador. Ao meu companheiro David Guilger, que foi paciente, amoroso e que nas horas mais difíceis aparecia sempre com um chá, café, suco ou um delicioso quitute. Agradeço por sua dedicação, paciência e compreensão..
(6) RESUMO. No presente trabalho investigou-se a adoção por parte das instituições educacionais dos recursos e ferramentas disponíveis nas mídias digitais sociais, que permitem a comunicação síncrona e assíncrona, estimula a comunicação para maior interatividade, dialogicidade e colaboração entre os atores envolvidos no processo ensino-aprendizagem da educação a distância. Para tanto, verificou-se como os alunos que estudam na EAD reagem às novas possibilidades oferecidas com o advento das novas tecnologias da informação e comunicação - NTICs. O estudo focou os alunos que estavam, no momento da pesquisa, cursando os segundos bimestres dos Cursos de Tecnólogos em: Marketing, Logística, Recursos Humanos e Gestão Comercial em EAD, das universidades Anhanguera e Metodista, dos pólos de São Caetano do Sul e Mauá. Na seleção da amostra, optou-se pelo modelo não probabilístico do tipo intencional, adotando-se o critério de que os alunos selecionados conheciam os recursos e as ferramentas utilizadas nas mídias digitais sociais das instituições. Como instrumento de medida, utilizou-se um questionário tipo Likert composto por 7 dimensões e 32 assertivas, além da técnica de entrevista de grupo focal, totalizando 5 encontros. Resgatou-se historicamente alguns pontos sobre o movimento das novas tecnologias, sobretudo as digitais, bem como a educação na modalidade a distância, desde o século passado até a atualidade. Além disso, procurou-se entender o quanto as ações governamentais têm apoiado as transformações tecnológicas que impactam direta e indiretamente nos aspectos educacionais. Outro tema abordado para a discussão desse trabalho foi a Sociedade do Conhecimento, que tem papel de suma importância para o desenvolvimento e avanço das Novas Tecnologias da Comunicação e Informação. As discussões para as análises dos resultados foram norteadas pela Teoria da Ação Comunicativa de Habermas que ajudou a compreender e indicar a importância dos conceitos vistos sobre o mundo da Vida e o mundo do Sistema, dentro da realidade atual da EAD e das NTCs. Os dados apontaram que os alunos que estudam nessas duas Universidades são em sua maioria, casados, possuidores de filhos e pretendem com seus estudos dar um salto qualitativo em suas carreiras, acessam a internet de suas residências, local de trabalho e nas universidades que estudam. São conhecedores e aproveitam as Mídias Digitais Sociais - MDS oferecidas por suas universidades e as utilizam para se comunicarem com seus colegas e seus professores, mas, interagem melhor com as ferramentas oferecidas pelo mercado, que estão disponíveis na Internet e fazem uso de forma bastante significativa do mensageiro email para a comunicação entre seus colegas. A pesquisa também assinalou que, o público pesquisado pertencente à geração de imigrantes digitais se adapta e utiliza relativamente bem as ferramentas oferecidas por ambas as Universidades. Entretanto, também indicou que, os recursos e as ferramentas digitais oferecidas pela instituição de ensino que podem facilitar o processo comunicacional dentro das instituições educacionais são conhecidos, mas, ainda se encontram aquém, frente às possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias digitais utilizadas no mercado. Para a maioria, as MDS são de grande importância e facilitam o processo comunicacional dentro da relação de ensino-aprendizagem, entretanto, apontam que o diálogo poderia ser mais dinâmico se houvesse por parte dos professores ou tutores EAD maior interação on-line. A pesquisa assinalou que as mídias digitais sociais e suas ferramentas, oferecidas pelo mercado e que são utilizadas fora da rede do EAD, por serem mais interativas e intuitivas e estarem vinculadas a um ambiente mais descontraído, permitem maior colaboração e uma comunicação muito mais ágil do que as vivenciadas na rede EAD. Palavras-chave: Mídias Digitais Sociais. EAD. Comunicação. Sociedade do Conhecimento.
(7) ABSTRACT. At the present study, we investigated whether the educational institutions’ adoption of resources and available tools in the social digital media (which allow both synchronized and asynchronized communication) stimulates communication for more interactivity, dialogicity and collaboration between the involved agents in the teaching and learning process via distance education. In order to do so, we checked how students on distance education react to new possibilities offered with the advent of new technologies of information and communication- NTICs. Our study focuses in undergraduate students who were, at the moment of the research, taking the second two months of the following Technological Courses: Marketing, Logistics, Human Resources and Management to Distance Education, from both Anhanguera and Metodista universities, at São Caetano do Sul and Mauá centres. In the sample, we have opted the non-probabilistical model of intention sort, adopting the criterion that the selected students knew both resources and tools being used in their institutions media. As the measurement instrument, we applied a Likert type quiz, composed by 7 dimensions and 32 assertions, besides the technique of focal group interview, numbering 5 meetings. We historically brought some points about the movement of the new technologies, noticeably the digital ones, as well as the distance education, from last centuries to the present days. Furthermore, we made the effort to understand how much the governmental actions have supported the technological transformations which have direct and indirect impact on the educational aspects. Another discussed topic was the Society of Knowledge, which has an extremely important role for the development and advance of the NTICs. The discussions for the data analyses were oriented by Habermas’ Theory of Communicative Action, which helped understand and indicate the importance of the concepts about the world of Life and the world of System, within the present reality of distance education and NTICs. The results have pointed that the students in both universities (married, parents, people who want to make use of their studies in order to have a better career step, have Internet home access, as well as at work and university) are aware of and use the Social Digital Media offered by their universities in order to communicate with their university mates and professors, but they interact in a better way with the market-offered tools, available on the internet. They also significantly make use of the e-mail as a means of communication among university mates. The study has also observed that the research group belongs to a generation of digital immigrants that adapted and use the universities’ offered tools reasonably well. However, it has indicated that the resources and digital tools, which may make the communicational process easier, within educational institutions, they are still limited in relation to the possibilities offered by the new digital technologies on the market. For most of them, the Social Digital Media are notable and make the communicative process easier within the teaching and learning relation. Nevertheless, they point to the fact that the dialogue between professors or tutors and students could be more dynamic if there were more on-line interaction. The study has evidenced that the social digital media and their tools, offered by the market and used outside the distance education network, for being more interactive and intuitive and being linked to a more informal environment, allow more collaboration and faster communication than the ones seen at the distance education network. Keywords: Digital Media Social , Distance Education, Communication, Society of Knowledge.
(8) RESUMEN. En el presente trabajo se investigó la adopción por parte de las instituciones educativas de los recursos y herramientas disponibles en los medios sociales digitales, que permiten la comunicación sincrónica y asincrónica, promueve la comunicación para una mayor interactividad, el diálogo y la colaboración entre los actores involucrados en el proceso de enseñanza-aprendizaje de la educación a distancia. Por lo tanto, se ha chequeado como los estudiantes en la EAD reaccionan ante las nuevas posibilidades ofrecidas por el advenimiento de las nuevas tecnologías de la información y la comunicación - NTICs. El estudio se centró en los estudiantes que se encontraban, en el momento de la investigación, en el segundo periodo bimensual de los Cursos Técnicos: Marketing, Logística, Recursos Humanos y Gestión Comercial en la EAD, de las universidades Anhanguera y Metodista, de los polos de São Caetano do Sul y Mauá. En la selección de la muestra, se optó por el modelo no probabilística intencional, adoptando el criterio de que los estudiantes seleccionados conocían los recursos y las herramientas utilizadas en los medios sociales digitales de las instituciones. Como instrumento de medición, se utilizó un cuestionario tipo Likert compuesto de 7 dimensiones y 32 afirmaciones, a parte la técnica de entrevista de grupo focal, por un total de 5 encuentros. Fue rescatado históricamente algunos puntos sobre el movimiento de las nuevas tecnologías, sobre todo digitales, así como la educación en la modalidad a distancia, desde el siglo pasado hasta la actualidad. Además, tratamos de comprender cómo las acciones del gobierno han apoyado a los cambios tecnológicos que afectan directa e indirectamente en los aspectos educativos. Otro de los temas abordados en la discusión de este trabajo fue la Sociedad del Conocimiento, que tiene un papel muy importante para el desarrollo y el avance de las Nuevas Tecnologías de la Comunicación e Información. Las discusiones para los análisis de los resultados fueron guiados por la teoría de la Acción Comunicativa de Habermas que ayudó a entender y señalar la importancia de los conceptos vistos sobre el mundo de la Vida y el mundo del Sistema, dentro de la realidad actual de la EAD y NTCs. Los datos mostraron que los estudiantes que estudian en estas dos universidades son en su mayoría casados, poseídos de niños y quieren con sus estudios dar un salto cualitativo en su carrera profesional. Ellos tienen acceso a Internet desde sus hogares, lugares de trabajo y en las universidades que estudian. Tienen conocimiento y toman ventajas de los Medios Digitales Sociales - MDS ofrecido por sus universidades y los utilizan para comunicarse con sus compañeros y maestros, pero interactúan mejor con las herramientas que ofrece el mercado, que están disponibles en Internet y hacen uso de forma muy significativa del correo electrónico para la comunicación entre colegas. La encuesta también señaló que el público encuestado pertenece a la generación de los inmigrantes digitales, se adapta relativamente bien y utiliza las herramientas ofrecidas por ambas universidades. Sin embargo, también indicó que los recursos y las herramientas digitales ofrecidas por la institución educativa que pueden facilitar el proceso de comunicación dentro de las instituciones educativas son conocidas, pero siguen detrás frente a las posibilidades que ofrecen las nuevas tecnologías digitales utilizadas en el mercado. Para la mayoría, los MDS son de gran importancia y facilitan el proceso de comunicación dentro de la relación de enseñanza-aprendizaje, sin embargo, señalan que el diálogo podría ser más dinámico si hubiera por parte de los profesores o tutores EAD mayor interacción on-line. La investigación señaló que los medios digitales sociales y sus herramientas, ofrecidas por el mercado y que se utilizan fuera de la red de EAD, por ser más interactivas e intuitivas y estar vinculadas a un ambiente más relajado, permiten una mayor colaboración y comunicación mucho más ágil que las que experimentaron en la red EAD..
(9) Palabras clave: Medios Digitales Social, EAD, Comunicación Sociedad del Conocimiento..
(10) LISTA DE TABELAS. Tabela 1 - Grupos e suas características que a pesquisa MTV detectou.................................. 36. Tabela 2 - Dimensões e Asserções........................................................................................... 104. Tabela 3 - Informa o sexo, estado civil e a faixa etária dos pesquisados................................. 110 Tabela 4 - Apresenta o estado civil e se os respondentes possuem filhos............................... 111 Tabela 5 - Local em que os respondentes acessam a Internet com o computador fixo............ 114. Tabela 6 - Utiliza aparelho móvel com acesso à Web.............................................................. 114. Tabela 7 - Com quais aparelhos acessa a Web.......................................................................... 115. Tabela 8 - Local em que acessa a Web móvel.......................................................................... 115. Tabela 9 - Em sua Universidade há uso de Mídia Digital específica para a comunicação....... 116. Tabela 10 - Redes sociais ou comunicadores mais utilizados para a comunicação dentro do universo acadêmico................................................................................................................... 117 Tabela 11 - Fico conectado durante a semana nas mídias digitais sociais............................... 118 Tabela 12 - Quantidade de amigos que tenho nas redes sociais e comunicadores – MDS...... 119 Tabela 13 - Dimensão 1: Conhecimento e utilização das MDS oferecidos pela instituição.... 122 Tabela 14 - Dimensão 2: Grau de utilização das MDS oferecidos pelo Mercado................... 124 Tabela 15 - Dimensão 3: Grau de domínio das ferramentas existente na Internet para recursos oferecidos como ferramenta para as pesquisas de trabalhos acadêmicos e compartilhamento do conhecimento......................................................................................... 125 Tabela 16 - Dimensão 4: Comunicação dentro do EAD......................................................... 128 Tabela 17 - Dimensão 5: Comunicação nas Redes.................................................................. 129 Tabela 18 - Dimensão 6: Grau de adaptação e satisfação ao curso EAD................................. 131. Tabela 19 - Dimensão 7: Envolvimento em estratégias para amenizar possíveis problemas que podem surgir relacionados à tecnologia............................................................................. 132.
(11) LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Número de respostas diárias................................................................................ 105 Gráfico 2 - Instituições Pesquisadas....................................................................................... 107. Gráfico 3 - Cidade onde os alunos residem........................................................................... 108. Gráfico 4 - Cursos Tecnólogos............................................................................................... 109. Gráfico 5 - Gênero.................................................................................................................. 109. Gráfico 6 - Completou o ensino médio em escola................................................................. 112 Gráfico 7 - Ocupação Profissional......................................................................................... 113 Gráfico 8 - As redes sociais ou comunicadores que são mais utilizados para a comunicação dentro do universo acadêmico......................................................................... 117 Gráfico 9 - Fico conectado durante a semana nas MDS........................................................ 118 Gráfico 10 - Quantidade de amigos que tenho nas redes sociais e comunicadores – MDS... 119. Gráfico 11 - Dimensão 1: Conhecimento e utilização das MDS oferecidos pela instituição 122 Gráfico 12 - Assertivas da Dimensão 1: Conhecimento e utilização das mídias digitais sociais oferecidos pela instituição.......................................................................................... 123 Gráfico 13 - Dimensão 2: Grau de utilização das MDS oferecidas pelo Mercado................ 124 Gráfico 14 - Dimensão 3: Grau de domínio das ferramentas existente na Internet para recursos oferecidos às pesquisas de trabalhos acadêmicos e compartilhamento do conhecimento.......................................................................................................................... 126 Gráfico 15 - Assertivas da dimensão 3: Grau de domínio das ferramentas existente na Internet para recursos oferecidos para as pesquisas de trabalhos acadêmicos e compartilhamento do conhecimento...................................................................................... 126 Gráfico 16 - Dimensão 4: Comunicação dentro do EAD...................................................... 128 Gráfico 17 - Assertivas da dimensão 4: Comunicação dentro do EAD................................. 128. Gráfico 18 - Dimensão 5: Comunicação nas Redes............................................................... 130. Gráfico 19 - Assertivas da dimensão 5: Comunicação nas Redes......................................... 130 Gráfico 20 - Assertivas da dimensão 6: Grau de adaptação e satisfação ao curso EAD........ 131. Gráfico 21 - Assertivas da dimensão 6: Grau de adaptação e satisfação ao curso EAD........ 132. Gráfico 22 - Dimensão 7: Envolvimento em estratégias para amenizar possíveis problemas que podem surgir relacionados à tecnologia......................................................... 133 Gráfico 23 - Assertivas da dimensão 7: Envolvimento em estratégias para amenizar possíveis problemas que podem surgir relacionados à tecnologia......................................... 133.
(12) LISTA DE QUADROS. Quadro 1 - Linha do Tempo - EAD no Brasil.............................................................................. 74 Quadro 2 - Classificação Geracional............................................................................................ 87 Quadro 3 - Mundo do Sistema e Mundo da Vida......................................................................... 93.
(13) SUMÁRIO. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 15 1 OBJETIVO GERAL .............................................................................................................. 17 2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ................................................................................................ 17 3 HIPÓTESES .......................................................................................................................... 18 4 JUSTIFICATIVA .................................................................................................................. 18. 2 REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................................... 29 1 PESQUISAS RECENTES..................................................................................................... 30. 3 DIREITOS DE IGUALDADE NO ACESSO À INFORMAÇÃO .................................. 45 1 LIBERDADE DE EXPRESSÃO .......................................................................................... 45 2 GOVERNANÇA DA INTERNET ........................................................................................ 49. 4 SOCIEDADE DO CONHECIMENTO E AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO .................................................................................................................. 55 1 CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO .................... 55 2 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ............................................... 58 3 INTERNET E WEB 2.0 ......................................................................................................... 62 4 SOCIEDADE DO CONHECIMENTO ................................................................................ 66 5 MEDIAÇÃO E INTERATIVIDADE ................................................................................... 70. 5 EAD: AS MUDANÇAS DE PARADIGMA, COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM E O AVA DAS UNIVERSIDADES METOTISTA E ANHANGUERA E AS DIFERENÇAS DAS GERAÇÕES ............................................................................................................................ 73 1 EAD E AS LEIS MAIS PERTINENTES PARA O SEU INCREMENTO NO BRASIL ... 73 2 COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM: DOIS OLHARES .............................................. 79 3 AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM DAS DUAS UNIVERSIDADES: METODISTA E ANHANGUERA .......................................................................................... 83. 3.1 Metodologia de aulas e AVA da Universidade Metodista........................... 83.
(14) 3.2 Metodologia de aulas e AVA da Universidade Anhanguera ........................ 85 4 GERAÇÕES: IMIGRANTES E NATIVOS DIGITAIS ....................................................... 86. 6 TEORIA DA AÇÃO COMUNICATIVA .......................................................................... 90 1 RAZÃO INSTRUMENTAL X RAZÃO COMUNICACIONAL ......................................... 90 2 AÇÃO COMUNICATIVA E O PROCESSO COMUNICACIONAL DENTRO DA RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM VOLTADO PARA A EMANCIPAÇÃO DO INDIVÍDUO ............................................................................................................................. 94. 7 METODOLOGIA.............................................................................................................. 101. 8 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS ....................................................................... 107 1 CARACTERIZAÇÃO DOS PESQUISADOS: QUESTIONÁRIO 1ª PARTE .................. 107 2 DIMENSÕES AVALIADAS: QUESTIONÁRIO TIPO LIKERT ..................................... 120. 2.1 Dimensão 1: Conhecimento e utilização das mídias digitais sociais oferecidos pela instituição................................................................................................... 121 2.2 Dimensão 2: Grau de utilização das mídias digitais sociais oferecidos pelo Mercado ............................................................................................................. 124 2.3 Dimensão 3: Grau de domínio das ferramentas existente na Internet para recursos oferecidos às pesquisas de trabalhos acadêmico e compartilhamento do conhecimento. ................................................................................................... 125 2.4 Dimensão 4: Comunicação dentro do EAD ................................................ 127 2.5 Dimensão 5: Comunicação nas REDES ..................................................... 129 2.6 Dimensão 6: Grau de adaptação e satisfação ao curso EAD ...................... 131 2.7 Dimensão 7: Envolvimento em estratégias para amenizar possíveis problemas que podem surgir relacionados à tecnologia. .................................................... 132 9 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS ..................................................................... 135 1 ANÁLISE CRÍTICA DOS RESULTADOS DAS SETE DIMENSÕES ............................ 138.
(15) CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................... 150. REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 158. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ..................................................................................... 167. APÊNDICE ........................................................................................................................... 169. ANEXO .................................................................................................................................. 200.
(16) 15. INTRODUÇÃO. Observa-se que as rápidas mudanças proporcionadas pelos avanços tecnológicos têm apontado para a importância de uma reflexão epistemológica mais minuciosa sobre os processos comunicacionais que norteiam as relações da sociedade. Além de o fenômeno envolver o escopo social mais aberto, também altera processos segmentados, especialmente em função das mudanças notadas junto ao processo comunicacional na relação de ensino-aprendizagem que consequentemente poderá refletir na interatividade, dialogicidade e colaboração entre os atores envolvidos nos processos educacionais. Tais transformações trouxeram novas perspectivas para a educação, mas trazem novos desafios para aquela a distância, destaca-se entre essas mudanças o papel desempenhado pelo professor que, em função da evolução tecnológica, deixa de ter papel principal como transmissor de conteúdos para atuar muito mais como mediador na busca de conteúdos consistentes e promotor de reflexões. Assumindo este panorama como referencial teórico que outros pesquisadores já avançaram de forma consistente, no presente trabalho o interesse pelo tema mídias digitais sociais no auxílio ao EAD: As Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação como processo facilitador na relação de ensino-aprendizagem surge pela inquietação em compreender: como as instituições educacionais que trabalham principalmente com a educação a distância têm respondido ao surgimento constante das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação as NTICs. Como muitas são as buscas para desenvolver um ambiente tecnológico realmente eficaz, justamente aquele que satisfaça não apenas as expectativas dos docentes, mas também dos estudantes, se torna fundamental a preparação instrucional, tanto por parte do professor como do aluno, para utilizar esses novos recursos. A chegada das novas tecnologias comunicacionais estimula, cada vez mais, as universidades, escolas, centros de ensino, organizações empresariais e grupos de profissionais de educação, design e hipermídia para que estes se dediquem ao desenvolvimento de cursos a distância, com suporte em ambientes digitais de aprendizagem, sobretudo aqueles disponibilizados na Internet (ALMEIDA, 2003 p. 3). Nessa perspectiva, o uso das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação NTICs, nas quais estão integradas as inúmeras facilidades das telecomunicações devem constituir-se cada vez mais em recursos para democratizar o acesso à informação e elevar o padrão de qualidade da formação. As Novas Tecnologias da Informação e Comunicação podem.
(17) 16. atuar como incremento importante para a melhora na educação a distância e ganhar mais espaço no processo comunicacional, que começa a ficar livre de intermediários e passa a atuar em outro paradigma: no lugar de um para muitos, o processo passa a ser de muitos para muitos. Indo nessa direção e, ao avaliar o papel das mídias digitais na sociedade contemporânea, Squirra afirma que: Na sociedade do conhecimento, o ensino vem sendo submetido a grandes choques e, por isso, todas as formas de escola devem estar atentas à inovação, uma vez que novos paradigmas estão definindo e delineando os modelos pedagógico-estruturais e, por tabela, da formação em toda parte, sobretudo aquela em nível superior (SQUIRRA, 2010).. Confirmando o que indica o pesquisador, observa-se que o ambiente virtual, facilitado pelas mídias digitais sociais, apesar de substituir a sala de aula convencional, mantém arraigado o antigo modelo unidimensional, ao insistir na inter-relação analógica entre emissor e receptor, isso é, entre docente e aluno. Dessa forma, percebe-se que a prática de EAD ganha novo formato e incorpora novas dimensões tecnológicas, entretanto o processo comunicacional na relação de ensino-aprendizagem ainda encontra dificuldades em proporcionar uma comunicação mais interativa, dialógica e colaborativa entre seus interagentes. Por isso, nosso foco centra-se principalmente nas mídias sociais e seus recursos digitais como suporte ao processo comunicacional na relação de ensino-aprendizagem na EAD, pois sabe-se que estas poderiam tornar muito mais interativa e colaborativa a comunicação intermediada pelas tecnologias entre os professores e os alunos e especificamente entre estes últimos. Observa-se que as transformações provocadas pelas mídias digitais sociais têm sido significativas também na área da educação, que tem se apropriado das ferramentas disponíveis no que foi denominado de Web 2.0. As ferramentas presentes neste universo permitem formas incessantes de interação em que todos passam a aproveitar o conhecimento gerado e gerar novos conhecimentos. No texto “Os desafios do ensino no futuro”, Squirra afirma que: Há cerca de duas décadas, com a chegada do mundo digital em tempo real, a imobilidade foi rompida e as fontes do conhecimento em todas suas formas e sistemas foi aberta a todos os interessados, sendo que nesse cenário altamente desafiador, a evolução tecnológica, que disponibiliza um infindável leque de possibilidades de comunicação online – agora, substancialmente móvel – (no princípio do anytime, anywhere, anyhow), se viabiliza através dos dinâmicos, plurais e interativos recursos da comunicação digital que denotam uma realidade individual irrecusável e, consequentemente, acenam para a necessidade de uma diferenciada reformatação dos modelos e práticas para o ensino superior (SQUIRRA, 2010)..
(18) 17. As infinitas possibilidades para a comunicação online ascendem e configuram a ponto de os profissionais da Internet e da educação explorarem o que tem sido designada como Web 3.0. Como uma nova versão da Web 2.0, é considerada a terceira geração da Internet e prediz que os conteúdos online estarão organizados de forma semântica e mais customizados para cada internauta, sites e aplicações inteligentes e publicidade baseada nas pesquisas e nos comportamentos. Esta nova Web também pode ser chamada de “A Web Inteligente”. As infindas formas que o futuro, já presente, reservou com a Web hão de ser algo de investigação constantemente. Por isso, a nossa preocupação não se resume apenas em realizar uma demarcação simples, mas de um olhar que perpassa diversos campos do conhecimento como a Educação, a Psicologia, a própria Comunicação, áreas de estudos atualmente mediadas pelo extensivo uso das tecnologias digitais.. 1 OBJETIVO GERAL. Desta forma, este trabalho tem como objetivo investigar se a adoção, por parte das instituições educacionais, dos recursos e ferramentas disponíveis nas mídias digitais sociais, que permitem a comunicação síncrona e assíncrona, estimula a comunicação para maior interatividade, dialogicidade e colaboração entre os atores envolvidos no processo comunicacional na relação de ensino-aprendizagem da educação a distância.. 2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS. Verificar se a utilização das mídias digitais sociais no processo comunicacional na EAD facilita a aquisição do conhecimento, Analisar a influência das tecnologias da informação e comunicação no processo comunicacional na relação de ensino-aprendizagem.
(19) 18. 3 HIPÓTESES. As nossas hipóteses se baseiam nas evidências científicas de que quanto mais se incrementa o uso dos recursos comunicacionais, mais resultados positivos se colhem no processo da retenção da informação, por isso, nomeamos as seguintes hipóteses, que poderão ser confirmadas ou não de acordo com a percepção dos pesquisados: •. A utilização dos recursos das mídias digitais sociais, no processo da EAD entre professores e alunos e entre os alunos em si torna a comunicação mais interativa, dialógica, colaborativa e, consequentemente, ajuda o aluno a alcançar sua autonomia para uma relação emancipatória;. •. Se nas instituições as ferramentas disponibilizadas não são usadas em sua plenitude,. •. Se as mídias digitais e suas ferramentas, quando utilizadas fora da rede do EAD, por serem interativas e intuitivas 1 e estarem vinculadas a um ambiente mais descontraído, permitem maior colaboração e uma comunicação muito mais ágil do que as vivenciadas na rede EAD,. •. Se a comunicação interativa referente às necessidades acadêmicas, que deveria acontecer no sistema disponibilizado pela instituição, ocorre de forma mais fluida em outras redes, como, por exemplo, nos MSN, Facebook, Orkut.. 4 JUSTIFICATIVA. A evolução tecnológica e os principais participantes do mundo digital atual apontam para mudanças uma vez que o homem está profunda e irremediavelmente integrado, miscigenado às mídias digitais para conexões e intercâmbio em intermináveis tipos e configurações (SQUIRRA, 1999). As transformações provocadas pelos avanços tecnológicos, facilitadas pelas mídias digitais sociais como, por exemplo, acessar quase instantaneamente artigos, textos, bibliotecas, livros, fotografias, reprodução de quadros famosos dos grandes museus, como o Louvre, de Paris, vídeos, além de diversos outros recursos on-line, fazem com que a Internet torne a realidade mais avançada do que a fantasia: “Carros que falam, computadores que pensam, empresas virtuais, a Internet – a primeira rede de conhecimento. Para a maioria das pessoas, o futuro que está 1. O internauta percebe por associação o que vem adiante e dependendo das facilidades disponibilizadas pelo site sente-se à vontade para acessar: os links, menus, banners etc. Esse processo é chamado de navegação intuitiva..
(20) 19. emergindo parece ao mesmo tempo impressionante e intimidador” (CANTON, 2001 p. 19). O que se chama hoje de mídias digitais deriva de duas palavras, ambas de origem latina, sendo que mídia significa meio e, na maioria das vezes, quando usada em português, refere-se aos meios de comunicação social, já a palavra digital deriva do latim digitus (dedo), os dedos eram usados para contagem. Entretanto, a palavra digital recebe atualmente novas concepções, já que se tornou mais comum em computação e eletrônica, sobretudo quando a informação real é convertida na forma numérica binária. Os estudos sobre o sistema de código binário tiveram como um de seus precursores o alemão Gottfried Wilheim Leibniz, que no século XVI apresentou um ensaio denominado “De Arte Combinatória”, nesse trabalho, descreveu um método geral para reduzir todo pensamento, possibilitando a transposição do domínio verbal, que é repleto de ambiguidades, ao domínio da matemática, tendo em vista economizar o pensamento (MATTELART, 2002 p. 12). Para que o algoritmo se convertesse em conceito fundamental do tratamento automático da informação, seria preciso esperar pela mediação da escrita algorítima formulada na obra: “Uma Investigação das Leis do Pensamento sobre as quais são fundadas as Teorias Matemáticas da Lógica e das Probabilidades”, do matemático George Boole 2 e publicada em 1854 (MATTELART, 2002 p. 12). Entretanto, a teoria da álgebra tornou-se mais influente em meados do século XX, quando Claude Shannon aplicou-a pela primeira vez na eletrônica, demonstrando que a aplicação prática em eletricidade da álgebra de Boole poderia construir e resolver qualquer relação numérica e lógica. Esses estudos permitiram o avanço tecnológico da informática e da comunicação, consequentemente o desenvolvimento de um sistema capaz de promover o processo de digitalização. Esse sistema permite a conversão de um dado analógico para um formato de representação digital, um código binário, passível de ser armazenado e manipulado por qualquer computador digital, independentemente do tamanho ou da finalidade a que se destina, em sua essência, terá seu sistema de tráfego de informações expresso em zeros e uns 3. 2. Este conceito é conhecido também como a linguagem da lógica Booleana. A forma mais simples para as pessoas que não estão acostumadas com os conceitos matemáticos compreenderem a lógica Booleana é o exemplo do uso de “and” (e), “or” (ou) e “not” (não): ao realizar a busca na web, utiliza-se essas palavras como forma de direcionar e especificar o que se procura em uma pesquisa mais avançada. 3 Com uma base técnica simples, o sistema do código binário consegue resultados sofisticados, por exemplo: em vez de escrever a letra “a”, por convenção, a substitui pela combinação de “0” e “1”. A representação gráfica, o "a", um.
(21) 20. Além disso, a tecnologia digital também permite a transformação dos átomos em bits e com isso é possível colocar todas as manifestações culturais na forma de bits. Dessa forma, o intercâmbio entre os bits transfigura o fato em símbolos, e hoje é praticamente impossível viver sem a linguagem binária. De acordo com Squirra, o universo digital: Traz o recurso da randomicidade e o acesso instantâneo ao dado desejado, sem a temporalidade sequencial do mundo analógico. (...) O escopo de abrangência é tão avassalador que, sutilmente, todos foram atingidos e nos acostumamos com esta realidade tecno-cotidiana sem nos darmos conta de sua presença. Irrecusavelmente, os avanços se encontram profundamente imbricados em nossas vidas, concordemos ou não (SQUIRRA, 2008 p. 163).. Essa transformação tem provocado impactos sem precedentes nas leis de propriedade intelectual, na indústria de entretenimento, na educação, nos meios de comunicação e nas relações sociais. Portanto, mídias digitais dizem respeito a todo meio de comunicação social em que a informação é transmitida em código binário. “Este sistema binário permite uma infinidade de possibilidades de escolha com representação e símbolos binários, o que permite o armazenamento de forma ordenada e a rapidez exigida mundialmente” (TENÓRIO, 2001 p. 63). Além de essas informações serem difundidas muito rapidamente, logo se tornaram amplamente conhecidas de determinados sistemas também conhecidos como “efeito de rede” (RECUERO, 2009). O “efeito da rede” traz muitos benefícios sociais, de acordo com a pesquisa realizada, em maio de 2011, pelo instituto americano Project Pew Internet & American Life Project 4 na qual acadêmicos, pesquisadores e executivos de grandes universidades e empresas como Google, Microsoft, Yahoo, ao responderem sobre o futuro da Internet, afirmaram que os benefícios sociais positivos do uso da Internet superam os negativos. Também apontou-se nessa pesquisa os benefícios devido às oportunidades oferecidas pelas ferramentas online para criar, melhorar, e reencontrar os laços sociais que fazem a diferença na vida das pessoas por meio de e-mails, redes sociais e outros. Além disso, para o diretor responsável por essa pesquisa, Rainie (2010), as redes desenho, é substituído por um símbolo abstrato que consiste na combinação de dois dígitos. Dessa forma, com uma variação pode-se dar expressão a dois sinais como: dois algoritmos “0” e “1”, assim como aos polos magnéticos: positivo ou negativo ou ainda com uma variação de comprimento de ondas de luz. Do mesmo modo, pode-se dar a expressão a todo o universo de comunicação, seja de letras, de cores, de uma sinfonia ou de um filme, a toda a memória acumulada e registrada da humanidade. 4. Essa pesquisa faz parte de um estudo maior chamado O Futuro da Internet, que está na sua quarta edição e procura mapear as crenças daqueles que mais influem no desenvolvimento de novas tecnologias. O objetivo principal do estudo é identificar as expectativas dos especialistas para a rede entre 2010 e 2020..
(22) 21. reduzem as tradicionais restrições de comunicação como custo, geografia e tempo, e suporta o tipo de compartilhamento de informações abertas. Castells (2006 p. 445), além de compartilhar do mesmo entendimento com Rainie, afirma que as redes sociais, mesmo que baseadas em laços fracos são diversificadas e especializadas, também capazes de gerar reciprocidade e apoio por intermédio da interação sustentada. E também oferece a oportunidade de vínculos sociais para as pessoas que, caso contrário, viveriam vidas sociais mais limitadas, pois seus vínculos estão cada vez mais espacialmente dispersos. Indo nessa direção, em seu livro, André Telles (2010) apresenta as redes sociais como ambientes tecnológicos que objetivam reunir pessoas, os chamados membros que, uma vez inscritos, podem expor seu perfil com dados como fotos pessoais, textos, mensagens e vídeos, além de interagir com outros membros, criando listas de amigos e comunidades. Telles define como rede social os sites de relacionamento como: Facebook, Orkut, MySpace e amplia o conceito para Mídias Sociais para as ferramentas de compartilhamento e trocas de mensagens como os Twitter (microblogging), YouTube (compartilhamento de vídeos), SlideShare (compartilhamento de apresentações), Flickr (compartilhamento de fotos), MSN e e-mails (trocas de mensagens), entre outros e mais as Redes Sociais. O primeiro torna-se uma categoria do último, portanto, para esse autor, a revolução que está acontecendo está nas Mídias Sociais, que reforçam de maneira exponencial o encontro, a troca de experiência, o aprendizado, dentro do processo comunicacional e, consequentemente, do processo ensino-aprendizagem. Portanto, será adotado neste trabalho o mesmo conceito tomado por Telles de Mídias Sociais adicionado ao termo Digital, por entender que Mídias Sociais poderão ser compreendidas apenas, como meio social. Desta forma, mídias digitais sociais (com o acrônimo MDS), além das redes sociais terá o foco em nosso trabalho aos recursos e ferramentas digitais. As mídias digitais sociais são o propulsor de todas essas rápidas transformações que se refletem em todo o sistema e acarretam não só mudanças de hábitos com a utilização de aparelhos digitais, mas também alteram o processo de comunicação nas instituições, desde as familiares, as religiosas, empresariais, governamentais e educacionais. Essa última é o contexto deste trabalho, que tem como foco analisar o desenvolvimento de tais mudanças e descrever o quanto as mídias digitais sociais – MDS – contribuem para que os paradigmas dos processos.
(23) 22. comunicacionais tradicionais (um para muitos) sejam transformados por um modelo mais interativo e colaborativo (de muitos para muitos), sobretudo dentro do universo acadêmico. Para discutir as vantagens de se trabalhar com tecnologia no ambiente educacional, deve-se observar que uma parte significativa dos jovens desta década cresceu em um ambiente com recursos tecnológicos e foram estimulados a desenvolver a facilidade de conviver e utilizar, simultaneamente, mais do que dois tipos de tecnologias. Muitos desses jovens, enquanto estudam, escutam música, falam ao telefone, ficam com a TV ligada e ainda conseguem navegar na Internet. Esse comportamento não significa que esse jovem consegue aprofundar em algum assunto específico. Entretanto, é possível que se o professor transmitir seu conhecimento em uma aula com apenas sua fala, giz/caneta e um quadro, poderá esse professor provocar em seus alunos o desinteresse. Ao passo que, ao saber utilizar as várias possibilidades tecnológicas existentes nos dias atuais, se bem elaboradas e utilizadas adequadamente, poderá o professor despertar a atenção e participação desses alunos, de forma surpreender com os resultados e conseguir que haja um efetivo aprendizado. Com isso, pode-se pensar que uma boa aula deve ir além do planejamento do conteúdo a ser ministrado, o professor deverá sim se preocupar com o conteúdo, mas também se prevenir com todas as barreiras comunicacionais, que poderão impedir a assimilação do conteúdo ministrado. Essas barreiras poderão ser internas ou externas. Internas quando os fatores psicológicos e culturais impedem a atenção efetiva, e externa quando os ruídos, que podem ser barulhos, problemas com a tecnologia utilizada, ou ainda a falta de interesse e desconhecimento total sobre o assunto, por parte do aluno. Dessa forma, compreende-se que as mudanças tecnológicas, no âmbito do ensino superior, requerem um novo olhar sobre a utilização das novas tecnologias da comunicação e informação como recursos didáticos, mas também uma nova postura do profissional frente aos modernos recursos didáticos que implicam também um comportamento com mudanças de atitudes para o aprimoramento desse processo. Nesse sentido, além de dinamizar a informação, as Novas Tecnologias da Comunicação e Informação, como, por exemplo, as utilizadas ao suporte do EAD, provocam o intercâmbio entre pessoas, otimizando espaço e aproximando o lugar geográfico ao sujeito, exigindo assim novas ações, que facilitem a comunicação. No entanto, não deve-se esquecer que o.
(24) 23. distanciamento cultural provoca para alguns jovens a dinamização das informações, enquanto para um número ainda, expressivo de jovens a exclusão. O professor que trabalha com EAD precisará desenvolver a capacidade de sentir empatia, pois dessa forma compreenderá as diferenças culturais e sociais. Contudo, para fazer diferença principalmente nas instituições educacionais e conseguir se comunicar de forma eficiente e eficaz, há a necessidade de se ter transparência nas ações. Pois quando um professor apresenta o seu conhecimento teórico, didático e promove a interação e colaboração de seus alunos por meio das mídias digitais sociais, sua ação irá refletir também na imagem da Instituição da qual ele faz parte. Por isso, é importante que além da filosofia do professor estar em consonância com a filosofia da Instituição, deve-se principalmente voltar-se para as necessidades do aluno. Autores como Tapscott (2010) e Rogers (1971), apesar de suas obras serem de décadas diferentes, destacam a importância do comprometimento do professor com sua profissão, tendo como princípios norteadores o respeito, empatia e transparência com seus alunos. Pois, apesar dos jovens (independente da época) apresentarem características que denotam independência e autonomia, ainda precisam do norte dado por um profissional da área de educação, seja ele o professor, o facilitador, o mediador ou o educador que, de fato, esteja preocupado com o processo ensino-aprendizagem. Nesse sentido, Tapscott (2010) defende que, ao invés de se concentrar nas instituições ou no professor, o sistema educacional deveria se concentrar no aluno e, no lugar de aulas apenas expositivas, os professores deveriam interagir diretamente com seus alunos. A interação direta com os alunos poderá promover uma aprendizagem com experiências que, de acordo com Rogers (1971), é a forma mais eficaz para a apreensão dos conteúdos. Esse olhar focado no aluno também poderá promover uma comunicação mais interativa entre professor e aluno, sobretudo nos cursos de Educação a Distância. Essa modalidade de ensino tem sido utilizada já há décadas por um número significativo da população, principalmente a partir da integração de tecnologias tradicionais de comunicação, como o rádio e a televisão, associadas aos materiais impressos enviados pelo correio. Isso favoreceu a democratização do acesso à educação em diferentes níveis, permitindo atender a grande massa de alunos. No entanto, nada se compara ao impulso que a EAD tomou com as mídias digitais sociais..
(25) 24. Contudo, em muitas instituições educacionais, as MDS vão se integrando à atividade educativa muito lentamente. Na maioria das vezes, são basicamente usadas como um instrumento de “apoio” que se acrescenta à atividade de educação, que segue seu curso dentro de uma visão e dinâmica bastante tradicional (SANTOS, 2006). Apesar de aulas virtuais, mediadas pelas mídias digitais sociais, muitas vezes os alunos ainda ficam em seus polos, apenas ouvindo a transmissão do conhecimento do professor, com pouca ou nenhuma interação. E ainda há alguns profissionais que, ao apresentarem determinadas informações, apesar da fluência, o fazem de maneira inexata ou insuficiente. Isso pode ser observado em situações que ao dominar um determinado conteúdo, nem sempre significa conseguir transmiti-lo de maneira “compreensível” para outros que não os seus pares. O processo comunicacional no mundo acadêmico em que o professor era o detentor do conhecimento, portanto, o emissor do conhecimento aos seus vários alunos, por muito tempo, prevaleceu, assim com a crença de que, para se tornar um “bom” professor de ensino superior, bastaria dispor de uma comunicação fluente ou, então, de um alto nível de conhecimento sobre determinado assunto (GIL, 2008 p. 8).. Além disso, embora presente no dia a dia de muitos alunos e professores, as MDS ainda são ferramentas pouco exploradas em sala de aula. Muitas vezes o acesso a esse tipo de recurso é vetado nas escolas, em função do “medo” de que o aluno se interesse por assuntos que não estejam diretamente ligados ao conteúdo pedagógico. A importância da dialogicidade, interação e colaboração no processo ensinoaprendizagem, sobretudo da EAD, também foram constatados pela própria pesquisadora desta tese, por ser professora de disciplinas semipresenciais e de EAD, além de ter participado como aluna em dois cursos EAD. No segundo semestre de 2006, a pesquisadora teve a oportunidade de fazer parte do primeiro grupo de professores tutores do Curso de “Tecnólogo em Recursos Humanos” na Universidade Metodista de São Paulo, quando pode conhecer melhor a modalidade EAD e interagir com os alunos e professores do curso, também percebeu que, apesar das ferramentas disponíveis na época serem limitadas, os alunos participavam ativamente dos Fóruns de discussão, mesmo que com níveis diferentes de envolvimento. Da mesma forma, a experiência com disciplinas semipresenciais 5, desde o ano de 2007, tem contribuído para reflexões sobre as MDS usadas pelas instituições que, apesar de passarem por constantes melhorias, ainda não fornecem aos seus usuários recursos para promover a interação síncrona. A necessidade de se ter 5. Essa modalidade se divide em aulas a distância e aulas presenciais..
(26) 25. uma ferramenta que facilite a comunicação simultânea em disciplinas semipresenciais, foi por constatar que as discussões de trabalhos em grupos acontecem por outras redes, como no MSN, Facebook, Orkut. A pesquisadora desta tese também participou, em 2010, no curso de especialização em “Didática e Metodologia de Ensino Superior” quando constatou que as ferramentas utilizadas permitiam uma comunicação síncrona e assíncrona com professores e alunos. Também em sua dissertação de mestrado, sob o título: “Juventude e a Era da Internet: Integração e Interação” apresentou aspectos importantes, como: os jovens, ao ganharem acesso às tecnologias, considerando as dificuldades e facilidades culturais, apresentam um claro processo de desenvolvimento e ampliam seus conhecimentos, muitas vezes de modo lúdico, para realizações na esfera do conhecimento acadêmico. Outro ponto relevante considerado para a escolha dessas Instituições foi o fato da pesquisadora atuar como docente nas duas universidades e poder acompanhar o processo, como a entrega dos questionários on-line, assim como prestar esclarecimentos e sanar possíveis dúvidas com maior disponibilidade e acessibilidade, além de entregar às universidades o material com a análise que poderá ser utilizado pelas mesmas para futuras aplicações e novas pesquisas. As duas universidades escolhidas para a realização desta pesquisa: Anhanguera e Metodista foram consideradas por seus alunos, na avaliação realizada pela Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância - ABE-EAD (2010), como universidades que fazem cursos a Distância com qualidade, por conseguirem realizar um bom planejamento pedagógico. A pesquisa da ABE-EAD ouviu 15.000 (quinze mil) estudantes sobre a qualidade das graduações a distância, contou com forte supervisão por parte do SEED / MEC - e as duas instituições receberam avaliação acima da média, com pontuação 4 no ranking (ABE-EAD, 2010). Entretanto, em 2011 o modelo da pesquisa ABE-EAD sofreu algumas modificações no questionário utilizado, mas, manteve as questões voltadas para o material didático, professores e tutores, avaliações/exercícios, atendimento na instituição, atendimento no polo, instituição e polo de apoio. Na versão de 2011, participaram 16.200 (dezesseis mil e duzentos) estudantes de graduação e desta vez o resultado foi diferente: a Universidade Anhanguera obteve nota 3 e a Universidade Metodista conseguiu nota 5. (ABE-EAD, 2011). De acordo com o exposto, acredita-se que nossa preocupação se justifica, por se tratar de um assunto atual e pertinente, pois se relaciona ao momento de transformação tecnológica que reflete no campo da Educação e da Comunicação. Além disso, as constatações advindas deste.
(27) 26. estudo poderão servir tanto para constructos teóricos como para aspectos práticos, já que poderão ajudar a direcionar ou redirecionar ações acadêmicas. Para tanto, realizou-se uma pesquisa não probabilística do tipo intencional, cuja proposta está descrita no primeiro capítulo desta tese, assim como os procedimentos metodológicos adotados para a realização da mesma. A coleta de dados deste trabalho, que também nos auxiliou no processo de análise, além de utilizar informações obtidas em fontes primárias, também utilizou fontes secundárias. Algumas pesquisas e reflexões de estudiosos que também demonstram em seus trabalhos preocupações relacionadas às mudanças provocadas pelos avanços das tecnologias, especificamente das mídias digitais sociais no processo ensino aprendizagem, ajudaram nas discussões deste trabalho. Essas pesquisas foram apresentadas no segundo capítulo e indicaram que a utilização das tecnologias pode facilitar a dialogicidade dentro do processo comunicacional na relação de ensino-aprendizagem, com a finalidade de promover a interação e colaboração, que poderão ajudar na emancipação dos indivíduos envolvidos. No terceiro capítulo, pretendeu-se abordar os caminhos rumo à conquista de igualdade no acesso à informação e o direcionamento pela governança da Internet 6, bem como as lutas pela igualdade, liberdade de expressão e educação para todos. Para tanto, apresentou-se como a luta pelos Direitos Civis no processo das Revoluções: Francesa, Americana e Inglesa (Industrial) preparou o indivíduo para as mudanças tecnológicas. Também foram apresentados documentos, discussões e reflexões apoiadas pelas Nações Unidas sobre as transformações tecnológicas que impactaram a estrutura da esfera pública, principalmente, nos aspectos políticos, econômicos, culturais, sociais e educacionais. Sob a luz dos conceitos dos teóricos Manuel Castells, Sebastião Squirra e Alex Primo pretendeu-se, no quarto capítulo, identificar e compreender a Sociedade do Conhecimento, abordar os conceitos designados a ela como Sociedade da Informação e Sociedade da Aprendizagem apresentados por Castells, (2003). Trazer algumas das diversas e polêmicas discussões sobre as divergências e aproximações dos termos Informação e Comunicação, bem como relacionar esse tema com o segundo capítulo e demonstrar como as discussões e os 6. Governança da Internet é o desenvolvimento e a execução pelos Governos, sociedade civil e iniciativa privada, em seus respectivos papéis, de princípios, normas, regras, procedimentos decisórios e programas compartilhados que delineiam a evolução e o uso da Internet..
(28) 27. documentos que foram apoiados pelas Nações Unidas intencionavam garantir o direito de igualdade no acesso à informação, contribuindo para a base da Sociedade do Conhecimento e, consequentemente, para a Educação a Distância. Também se dedicou a demonstrar o conceito do que vem a ser a Internet, a rede mundial de computadores e como se tornou a principal tecnologia de informação e comunicação. Entender o que mudou com a Web 2.0 e diferenciar o que são: redes sociais, mídias sociais, mídias digitais e mídias digitais sociais. O quinto capítulo focou-se no panorama das abordagens educacionais da EAD e o uso das tecnologias. Discorreu sobre o advento da Educação a Distância – EAD e suas características, assim como os principais aspectos legais que ajudaram a sua expansão no Brasil. Identificou-se as mudanças na área da educação com a chegada das mídias digitais: computador, Internet, vídeo e outros recursos tecnológicos. Trabalhou-se assuntos relativos aos jovens e ao mundo digital, refletindo sobre os termos usados para caracterizar esses jovens como Geração Internet, geração Y, geração Z ou ainda como os nativos digitais comparados com os imigrantes digitais. Os imigrantes são aqueles que aprenderam a utilizar as tecnologias à medida que essas foram surgindo, os nativos são aqueles que já nasceram em meio às tecnologias digitais. No sexto capítulo teve como objetivo buscar uma maior compreensão dos conceitos fundamentais que envolvem a Teoria da Ação Comunicativa, de Jürgen Habermas. Estes princípios são importantes para a racionalidade comunicativa que emerge das interações ocorridas no mundo. Neste capítulo explanou-se as considerações de Habermas sobre sociedade como sistema e como mundo vital no processo ensino-aprendizagem e relacionou aos processos de dialogicidade. Destacou-se o papel da EAD nesse processo e buscou resgatar os conceitos trabalhados, de autores da educação para pensar o papel do professor e do aluno no processo ensino aprendizagem, dentro da Educação a Distância. Apresentou o modelo do agir comunicativo, que busca o consenso de uma forma livre de toda a coação externa e interna, em busca de promover a organização social e possíveis ações coletivas e democráticas, que agucem o pensamento crítico, reflexivo, interativo, colaborativo e comunicativo, tão importantes para a autonomia do indivíduo, fundamentais para o aluno que optou por estudar a distância. Pretendeu-se no sétimo capítulo descrever os resultados finais da pesquisa. No oitavo capítulo apresentou-se a análise interpretativa tendo como ponto de partida o processo comunicacional na relação de ensino-aprendizagem e identificar se ocorre a comunicação interativa e colaborativa. Com base nessas informações, categorizou-se o público.
(29) 28. respondente se imigrantes ou nativos digitais, iluminada pelos conceitos abordados e discutidos nos capítulos I, II, III e IV. E, por fim, a partir dos objetivos e dos resultados alcançados, pretendeu-se apresentar as considerações e recomendações para futuros trabalhos..
(30) 29. 2 REVISÃO DE LITERATURA. Neste capítulo serão apresentadas algumas pesquisas e discussões de estudiosos que demonstram em seus trabalhos preocupações relacionadas às mudanças provocadas pelos avanços das tecnologias, especificamente das mídias digitais sociais no processo ensino aprendizagem. Alguns desses trabalhos indicaram que a utilização das tecnologias pode facilitar a dialogicidade dentro do processo comunicacional na relação de ensino-aprendizagem, com a finalidade de promover a interação e colaboração que poderá ajudar no domínio do conhecimento dos indivíduos envolvidos. Com o intuito de compreender mais sobre o comportamento dos jovens da Geração Internet e sua relação com o ensino, sobretudo da EAD, e como os principais atores envolvidos nessa modalidade, professores e alunos estão respondendo a esse novo panorama subsidiado pelos recursos digitais, foram selecionadas cinco recentes pesquisas: duas governamentais realizadas pelo Comitê Gestor da Internet - CGI. BR em 2010 e 2011, outra de instituição particular da emissora MTV e duas acadêmicas. Ainda, selecionou-se o relato experiencial: “Extrapolando as barreiras das salas de aula: utilização das redes sociais como ferramenta estratégica para produtos educacionais: o caso da posmaktdig” no livro: “Mídias Sociais: Perspectivas, tendências e reflexões” e para ajudar na discussão, trabalhos já publicados em livros, como A Hora da Geração Digital: Como os jovens que cresceram usando a Internet estão mudando tudo, das empresas aos governos, de Don Tapscott (2010). As pesquisas que serão detalhadas no próximo item foram selecionadas tendo como parâmetro os termos: educação a distância, mídias digitais, comunicação, interação, colaboração e tecnologia. A busca foi realizada em bibliotecas e bancos de dados, como: Dedalus – Banco de Dados Bibliográficos da Universidade de São Paulo, IBICT e CETIC.br. Os conceitos desenvolvidos pelos autores Manuel Castells, Paulo Freire, Jürgen Habermas e Carl Rogers serão norteadores das discussões que envolvem os aspectos relacionados à educação, à tecnologia e as características dos jovens que utilizam as mídias digitais sociais..
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