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Afranio Peixoto
...
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deral.
Musica
e Desenho
.
Como tornar
suave
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vida de
Profe
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Carta
a uma
professora
Brasil. futuro suppridor mundial de
ferro,
• ' Octacilio Da11tas . . . .. . Dr. CarvalhoBarbosa ..
.
--I'
A
divida
immensa do Brasil
para eom
os Jesuítas,
A educacão sanitaria nas escolas.
O caboclo,
Applicação
de
testes nas e~cola_ prjma
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rias.
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Di,·ecto,
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· do Depa,·tar1ze1zto
de
Ed1tca-
1fardo
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antes zinz g,·ande be11i
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espec
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colz1,11z1zas
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vista
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te1·1·a,
11ias
c,·eou o t,·aballto e tudo co11
,
zpe1zsoz,
11 •.Resolvezz o illz,tst,·e Dr. Anisio Peixeira
A
e.,cola não tenz nzotivos pa,·a se
ale-qzie as azllas primarias se ab1·a1n, fest;·va· g,·ar quando e,zt,·a
e111
,
·epouso,
sepa,·ando
11ze1zte, este a,zno. Cada escolct revesti,·-se-á os 111,e<;tres dos discipzllos queridos,· so1·1·i sirn,
de gala pa,·a recebe,· seus 11iest1·es,
.s
eus
a,z- cheia de ;·ubilo, ao se abri,·enz, de novo, szias
tigos alzi111nos e
seus
peq,zeninos e 1zovos disci- portas la,·gas,
,·eenceta,zdo
o labo,· proftcuo,
pulos e
{tS
lições serão ,·ee,zcetadas ,izlrtt a11z- qzie
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elemento e co,idição de r·iqzieza e
feli-bie,ite de hg11
-
z1zos
e
ca1zticos ftstivos.
cidade.
Si11tples na appa1·e1zcia, essa
,·esolzi
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actual ad11iinist1·ação do e1zsi1zo,
,;·á
do ;·oven e illz1,stre di,·ector
é,
1zo ernta,ito,
de
I
ber1t tisszg,ialacla por elevado
1zzt11
,
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grande alca,ice e de extraordinario valo,·
1en
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lJJrelte1icli111e,ztos,
<<À Escola
P1·in1aria»
edz1,cativo,
/a
ze,zdo
co11zprelte1zder, desde ce
,
io, aprese,ita vivas e sinceras co1zgratuiações
resolução .
•
'
Toda
co1·respondencia deve
ser
dirigida
á
Redacção: Rua
7
de
Setembro,
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•
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1
8
7
•
separado, afastadas
do
con
j
unto, al'gumás delas
podem sofrer reparos
.
Todns foran1
.
porém,
objeto da ma
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s acu
r
ada
1
·eflexão e !-e apoiam
em
necessidades complexas
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-gresso
escola
1·.
A
ntitude de bõa
,·
ontade do magistério
afasta
1
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q11alquer d
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1
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osos
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fecundos do
nosso trabalho
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A
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igencia
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o á vontade
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Ao professorado ca
-1
·ioca1
f
a
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tan, condições
1
uate
ri
a
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s adeq
1
1adas,
mas
sobran1
inteligencia
.
e vontade
.
Não
é
preciso
1
nais pnra o
êxito e
para
a
vitó
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comum
.
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se
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,
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e
sde que isso
não prejudique o plano
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ã
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a
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a
previ
sã
o
para
1
934
.
4-
0s
s
enhore
s s
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e
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v
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de
n
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a
neira mais
conve-nient.e
,
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o
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g
i
ão
, de fazer a
s
tran
s
ferencias de alunos rem
e
tend
o
sempre
á
s escolas qu
e
el
e
s forem
frequ
e
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, a
s
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que
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-;
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,
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fi-ch
as;
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o
ção (azul
-
que pertence
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s
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(
bran-ca
-
que formará o ficharia d
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5-A
s fichas de contr
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S
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s
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l:l, D
epartamento de
Educa-ç
ã
o, até o dia 15 do mes de
Ma
rço.
P
ara
f
a
cilidade de transp
·
orte
,
e
s
sas fichas, que
deverão corresponder exatamentt) ao
nu-mero d
e
aluno
s
m
a
triculad
o
s,
s
er
ã
o
reme-tidos cliretan1ente pelos s
e
nhores direto·
t
o
res.
•
• •
•
188
/'1.
ESCOL1\
Pl<IMARI1\
6-fin,
alisada a rnatricula no dia 6 de necessario, 11as escolas que foram
tres
do-Março, ne
s
sa n1esma data o diretor da bradas, o funcionamento em tres turnos,
escola comunicaaá por escrito á Secção deve ser feita comunicação nesse sentido,
de esta\istica, da Divisão de Obrigatorie- por
intermedio
da superintendencia.
dade Escolar e Estatística e a Superin-
ll
-
Se as tscolas cujo
fuucionamen-tendencia, o nun1ero exato d
e
alunos
111a-
to foi determinado em dois turnos,
tiveram
triculados em cada s
e
rié da escola.
AOi- procura
de
n1atricula
para
tres tt1rnos,
será
visão de Ob
r
igatori
e
dade Escolar e Esta-
s
olicitada autorização para esse regime
_
n..i
tistica funcionará, para esse fim, das
8
ás fórma do item anterior.
20
horas, ficando escalados os seguintes
12-No dia
l
º
de Março os aluno,s
funcionarias para receber as
informações
que já frequentavam a escola,
deverã
o
ser
dos senhores diretores
:
das
8
ás
12
horas. distribuídos por turmas
,
de
acordo com
a-3°
oficial Osvaldina
C
orrea; das
12ás classificação do ano anterior (exames
fei-16
horas
-
4° oficial
C
elso Dias
S
pinola; tos em Dezen1bro
)
.
Caso se torne
necessa-das
16
ás
2l
horas
-
4
°
oficial Azarias de rio
o ingresso
nessas turmas de alunos
Araujo Santos.
·
air1da não clas
s
ificados,
o diretor o fará,
7-Para
o
que se
referir
ao corpo do- ainda que posteriorn1ente, tenha qt1e fazer
cente
das
e
s
colas,
estarão
á
disposiJão do
s
t1n1 reajusta1nento
nas
classes.
senhores superintende11tes os 4
°
oficiais
13
-
0s
trabalhos
letivos
serão
i11icia-Martinha Borja
Velho
e
Aracy A
l
ves Mã- do
s
a 1
°
de Março
con1
funcionamento
das
chado que permanecerão
na
D.
O.
E.
E
.
classes que se
forem
organizando,
reser-das
13
ás
21
horas.
vando-se
os
primeiros
dias para a
revisão
8
-As professoras
Vale11tina
Mascon- do
programa do ano
anterior.
des
e
Zorayma de
Alíneida Rodrigues e
a
14 - Aobrigatoriedade
da
freqt1encia
2•
oficial
Aristotelina Pires
ferrão
,
aten-
deve
ser
vivamente estimulada
desde o dia
derão, das
8
ás
21
hosas,
as
reclamaçoes 1e
de i\1arço,
podendo o professor
se
utili-qt1e
se
referirem
á
matricula de alunos.
zar de
graficos
representativos da
curva
de
9-0s senhores
diretores devem sem- frequencia e de outros processos de emu-
·
pre ter
ern
vista que
a
Administração do
lação
entre os
alunos e
as classes, para
·
Ensino
não
deseja
deixar de
atender
a obtenção dos
fins
almejados.
população
eminicio de idade escolar (de
15-0s alunos
que deixara1n de
com-6
1/2
a 7
1
/
2
anos) sendo dos alunos no- parecer
aos
exames de Dezembro ultimo,
vos,
de
preferencia, aceitos os
i;ies
s
a
idade,
serão
distribuidos pelas classes de seus
Caso não haja mais capacidade para
a
es-1
colegas
já classificados, devendo ser
exa-cola ate11der a esses alu11os ou
outros
que
Iminados no maximo até
15
de Março.
apareçam, por já estar
a
mesn1a funcio-
1
16
-
As listas de que tratam
os
itens
nando em tres turnos, deverão ser eles re-
;
6
e
9podem
ser
proct1radas pelas
sonho-lacionados com nome, reside11cia e idade, ras auxiliares administrativas das
superin-afim de que a Administração resolva sobre
Jtendencias, na Divisão de Obrigatoriedade
o assunto. Essas listas
(lista
M 1) deve-
:
Escolar e
Estatistica.
ra:o ser e11tregues tambem no dia
6
de
fDistrito
Federal, 25
de
Fevereiro
de
Março.
.
10.-Caso a procura de matricula fi-
f1934.
-
(
a)
ANISIO SPINOLA
TEIXEIRA,
que abaixo da previsão, não se tornando
l
J?iretor
Geral.
,
EXPEDIENTE
•A
<<
Escola Primaria
)>
circula em tod
,
o o Bra
·
s
il.
Os pedid
,
os d
1
e a
s
signatu
,
ras devem vir aco
,
mpanl1ados
,
da
respectiva imp
,
ortancia e
8ndereçadosa.
re iacção d'
A
Escola
Primaria, á
•rua
Set
1
e
d
•
e
.
Setembno,
11. 174
-
1.o
andar.
•
As
oollecções
d
:
o
s
ann
,
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,
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s
são vendidas
na
mes-ma
redacçã
·
O
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,
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·
de
12$000, cada a11n
,
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-
avulso3, e
16$000,
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e
rnados.
• 1 • • •
A E
SC
OL
A
PHI
I\
íARIA
189
Musica
e
Desenl10
_
artes. Precisamos ensinar desenho ao p
o
vo
e para i
s
so não basta
,
nem de longe, o
es-forço que tem sido posto na direção das
at1las do Instituto de Educação pelo
e
mi-nente professor
Nereu
Sampaio, nem a
boa vontade com que o tem secundado os
professores de sua s
e
ção. Será
necessario
t1niforn1izar a
direção
do ensino
nas
e
s
co-las secundarias e primarias municipaes e
dar
inicio
á grande obra de uma escola
popt1lar de arte.
O
brasileiro
é ainda
pes-simo desenhi
s
ta
,
embora as exceções, isto
é os talentos artisticos, sejam admiraveis,
quando se
revelam
e se apuram.
Basta,
porem
,
contemplar o~
letreiros
das
facha-das
,
as
pinturas de
paredes
as
proprias
paginas
dos periodic
o
s, as
ilustrações
de
livros,
para sentirmos
como nos falta o
gosto artístico
,
entregues
essas
manifes-tações
da arte,
.
na maioria dos casos, á
in-capacidade enfatuada
de
curiosos, de
tistas espontaneos, tanto vale dizer de
ar-tistas sern arte.
Esboça-se uma propaganda feliz, a
que 11ão pod
e
n1 deixar de trazer seu
con-tin
g
ente quantos se acham vinculados
,
como presumimos achar-nos, ás
ca1npa-nh
a
s
da
e
ducação popular. no
s
entido de
maior divulgação dos est11dos 1nusicaes,
con, a fundação de
tim
co11servatorio
de
mu
s
ica. Qu
e
remos crer, entretanto que a
plena s
e
gurança de exito de tão t1til
ins-tituição de ct1ltura
a
rtística popt1lar só será
alcar
1
çada
s
e a e
s
clarecida admini
s
traçao
do en
s
ino mt1ní
c
ipal
quizer toma-la sob
sua vali
os
a proleção.
Não s
e
rá
gr
a
n
jen1ente dispendio
s
o
á
Municipalidade
,
qt1e
já
dispõe de
numero
regular de professores, doce11tes
da
a11ti-ga Esco
.
la
Nor1nal
,
e
da
admiravel
organi-zação de Villa
Lobos, o
Orfeão de
Profes-sores,
p
ô
r
a
f11ncio,1ar uma escola
n1usi-cal de gráo popt1lar.
já
q11e
o Instituto
Na-cional evoluiu
no
se11tido
de instituição
superior,
tendo
até entrado
para
o
cor1-junto
da
U
r
1iversidade
_
do
Rio de Janeiro.
de
s
orte que exige aos
candidatos
á
ma-trict1la
pre1Jaro
·
h11mar1istico
con
s
ideravel.
A
par
da
ct1ltur2 musical,
ha
q11e
cui-dar ainda do desenho e de/)Ois de
outras
,,
A
ESCOL
A
A'
grande visão do Snr.
Anisio
Tei-xeira
não
pode escapar
o
alcance
educa-tivo de sua
interferencia, qt1e se está a
exi-gir.
neste assunto,
O
amparo que
certa-mente dará
a esta
idéa será mais um titt1lo
de justa
gloria
para
sua administração,
já
tão cl1eia de fecundas iniciativas.
OTHELO REIS
PRIMAR
IA,,
De
co
1
1forn1idade com o ac,;:ordo estabelecido entre a Directoria de
Educação e
a
1
'1.dn1inistração desta revista, todos
os directores
de
gru-pos
.
esc
c
>lares,
escolas primarias e
cursos populares nocturnos receberão
.
t1rn
exe11r)l<1r
de caria r1t1mero d'<A Escóla Pri111aria», e qual deverão
conser-~ar
na
«1
3ibliotheca
Escolar», como propriedade do estabelecimento que dirigem.
N. da Red.
-
-
-
.-
-
-
-
- -
--- -
-
-
- -
- - - -
--
---º·---•;-;--;-
,
,
________________________________________________________________________________________________
º
,1'
'
1 ••
•
•
•
1Cursos Livres
A
Escola
Remington
á
1·ua
7 de Sete111bro,
59,
mantem
cu1·sos com
•
J•
•
•
•
•
•
•
•
:
frequ
e
11ci1t livr
e
el
e
: pol'
t
L1guez,
f1·ancez,
i11glez, arithmetica, algeb1·a,
:
tachygrapl1i
c
t, dn
c
t,
y
l
o
gr:iphia e photographia.
,
'
'
'
•
•
'
190
•
Como tornar suave a vida
-
de
professor
Talvez nunca pensassen1os que a vida
do magisterio {)ara a qual n os habilitamos,
fosse tão séria co mo
é
.
. .
E'
muito provavel mesmo que, levan-tando os nossos castellos quando enceta
-mos
o ultimo ano do nosso curs o, visse ·mos a Ciilrre ira do ensino sómente pelo
prisma roseo de noss'l s esperanças
fagL1ei-ras como a no ssa mocidade.
E'
muito possivel que assim ten11asido.
Mas,
11ão devt:mos desanimar,por-que a trans fo rmação desse . nosso rosal ele
iionllos, em um encantacio j ardim de
feli-cidade, refri gerio da alma, suave mansão
onde o coração descance ei1volto nas ond<Js
oromais dt) bem que vai colhendo-está
naii nossas n1ãos !
E
como fazer da profissão uma fonte'de felicidade?
A
I!la-1-a como uma obrigação sagrada,e
como t,il, nãosó
honesta, masescrupu-losa, rtligio sa mente cumprida.
E
chegaremos a ama-la tal qual elaé·
.
as;;in1 - nos sacr1ficios que no s imp,'je,nas dificuldades que apresenta áqueles
que quer em ben1 ser\'Í-la, apesar das
in-gratidõe s tão comL111s, q11e se re cebe m,
não obstante o pouco apreço em que
é
tida a correira pelas o utras classes u1ais
afortunad as - ha·vemo s de ama-1,L nos
trium fos de . nossos al11nos, havei11os de
ama-la 11 a alegria vitoriosa que ilut11ina
o rosio das criaças nos ex,tmes ou na vida
ordinaria das c'.asses qua11Lio evidencian1
o seu sabe r! Haven1os de ama-la, quando
sentirmos no re cesso <le nossa consciencía
os apJat1sos pelos esforços que va111os
fa-zend c) para sermos ' 'dignamente'' 1nes
-tra s.
E
''11'ão· h ;t e st ,Ído de concienc ia maisiny t j ,1vel, diz 1,;m sabio, qlie o de ut11
ho-mem qtte possa dizer todas as n oites a ~i
mes mo'':-Hoj e puz ltma idé ,t nova,
in-cu'\'.q11ei Ulll Se ntimento n ob re, corrigi Ulll
de:feito, lan·cei uma boa stm e nte a mais
na:
aluía lle ~um j o vem ''. Só estaconsola-i . . '
çãp nos ba ~ta par.a re11de.rm os a Deus o
preito tle· gratidão por nos ter feito
mestra s.
• ' ' •.
A ESCOLA PRIMARIA
Todo s os sacri fi cios no s os senti mos
compensados,
.
por es ta consolação.E
ade-, . ,
mats, e como diz um grande pensador-''e
verdadeiramente belo o sac rifício, quando
ele tr a z algt1ma felicidade aos nossos
se-111elhan te s .
E!,s porqt:e não nos deve fenecer na
alm a ;1 flor do enthusiasmo pelo
ensi-no. Se fe,1ecer, se remos uns criminos os,
continuand l> i11corporados
á
miliciasagra-da dos bar de ir,tntes da luz, porqu E- 1 ::-en:i
enthusiasmo, não
e
possível ap os tblado ,e a educação exige de seus s oldados a
en-fibratura de verdadeiros aposto los .
Não
é
outra a razão pela qual procla~ma 111 os gra 11 des, educa d ores-que aquele
qu e se não sinta capaz de amar as c
rian-ças e não tenha coragein para cun1yr,ir
suas obrigações de rnestres, sem
preocu-pações de recompen s as, não deve in g ressa r
• •
no magis ter10, ou se cometeu ess e erro
deve,
sem demora, mudar deoficio=por-que ninguem tem direito de sacrificar as
esperanças que floresce1n nos banco s das
escolas, de deformar a cera n1ole da s
al-mas e1n botão, Cl1ja 111odelagem aí
vaí
serfeita .
E'
principalmente por fa lta de an1orás crianças que muitos daqueles que
abra-çam o ma g tsteri o falham por co mp let o na
.
-sua m1ssao.
O mag isterio, dizem alguns falsos
me stres,
é
meio de vida , não de m orte . 0 1.1·t ros justifican1 a s ua atuação nega t iva,
queixando-se de injustiças por pa rt e tias
autoridades escolares. A inda outros põer11
a culpa de seus in sucessos nos alunos
vaclios, desa tentos, ou nos pais - cuj;i
falta n1enor é não saberen1 educar os !1
-laos.
.
Em
t odos esses cas os, ha vocaçãocle~-viada.
O
~1rofessor não co nhece se us.ai11-nos e nã<, qu e r co11hece-los. N:io 0s an1;1.
E
s ó o am •> r íl1.,1a1ína os c,1minhos, po·rquc,co mo canta uma Sll ctve poetis,1 :
-
'
'
O
onipotente que fizera.O
sol de oi ro re splc11dente;P'ra dar á terra · luz.
E
aos homens -- pão;•
•
Sentit1, se assim dizer-se pod e o anhelo
De inventar algo mais belo,
E ...
fez o Amor - - o sol elo cor,1cão'' • ..• ' ' 1
I>
A
ESCOT-A
Pll
.
IMARIA
191
- - - ' - -- - - -
- -
-. Amando as cria11ças, a tarefa do e11 - 'bom vernac ulo : -
Os
11ze1is
tios
;
sino fica bas t ante facilitada; mas, é ben1
avós,
etc,os
1Jzeus
de ver se que o arnor não é t u do na
de educar.
arte
E'
necessario que o mestre leve não,
so o cor ação forr a do de amo r, mas tam
-ben1 de fé, de energia, de entl1siasmo e o
espíri to aprovisionado de sabe r e de meto
-do; porque, só assim p repararen1os os
gi-gantes do futuro que h ã.o de s egu rar o
Bra sil com seus pulsos herculeos e a rr as
-ta do 11uma escal,1da vitori osa , pe la s es
-carp as do p ro gresso .
Geralda CAMPOS
Professora em D ivin o do
C:irango1a - Mi n as
Carta a
uma
professora
MINHA COL LEOA
A
carta que vo cê r ecebeu de antigae estimada al u m11a, vem gaf,tlia de i mp er
-fe içõ es cte· linguagem .
T emos prufessorétS de ling11a est r angei
-r a que não s ó 111al ensi.nam o idioma de sua
pat ria, com'J es tragam o uos ~o fa la r ver
-llaculo .
A nhr;tse de qt1e me fala=«Tc1,l10
UM
.
-pa
e
eUA
111
l
i
e
»
é
horrivelr11~nte fra11ceza. No,;dizemos -
Pe
1
tlto pae
e
111à
e
que CLtidado-samente se es1uera111 11a minh,t ed1.1cação .
O
1ne,;1uo s e dá er11 r elação ,tos out rosparentes, tl l>S quaes cxcl11i rnos o i n ciefinit o:
«
T
iv
~
tios
etia.9
·
qt1e mttito 111e esti111 ar am ...E
como es tar11os com a 1n:io ua massa,
'
e bo 111 len1b r a r q ue nã o us a 1no:-i (l
definito
com os
po.
<Jsess
i
v
os
,
ern se t ra t s11dode-páe e n1ãe : d izernos -
,1iezt
páe en
·
tinha
tnãe .
Con1 ou t ros pé1 ren tescos , por ém,
é
de-N .t c·anção ca r navalesca :
«E'
lto1·a
é
lzor~ de vi,·a~· PA!{GAIO
,zo
111eio deste po
·
v
a,·
e
o,
eu nao sei o que querdizer-PA
L
V
-GAIO;
Camões usou d'este substanti vo= que sig·n ifica = canôa.sfo,·niadas de pedaços
de casca de a rvore--no musical de
ca-syllab o :
«A
r1
·01ttba11t
as 11z
e
zíd as bo11iba,·dadas.
OS
PANGA10S s1zbtis da brzzta gertte.
E'
provavel que tenha hoje otttrosig nifi cado : as palavras não ficam esta=
ciooadas - alte ra1n-se , e se acommodam
' .
<l o me io em que vivem.
-º
étdj ecti.vo -f
e
1·
ve
1
z
t
e,
nós o empre·gamos so quando se trata de
fortt
es
tlier-JJtaes.
Então dizemos --agtias f
e
,·v
e
,ites.
Qu,1ndo se trata, porém, de
agua
C011t·
11-iu11t
e
11t
e
bulição,
dizemos :«A
meninaqu_eimou-se em
agua fe
,
·ve,zdo
:
a chaleiraca1u-ll1e na cabeça».
-
-Côto
··
que r diz.er -- pedaç o· em .ge r al.
'
d izemos -·
côto
d
e
vela:
Os
frade c; capucl1inhos , quando noan-tig·o Mo r ro do Castello , hoje desapar eci d o,
vendiam -- i s to
é,
t1·ocavar1l
es ses côt0s doesquife do Senhor Mo1to, depo is do
domin-go da Resurreição . Tem 0 r igem n o --
cu-bittis,
latino.A
r>alavracotó
pejo ra.tivaé
o m es m ocóto
com _deslocação do accen to .En1p rega-se des igna n do o cac h orro de
cauda cti
1
·ta
,
cor tada .A
galinh a sem rab·od . '
se
1z
su,·a
.
O
agudo
se p r es t a, e m geral, para afórma pej or at iva .
Ootó
é
t amb e m es t a resposta.H emete rio dos S A N TOS
15
-
2
-
934
Oa<>a<>O!Oo.<>Cl!Oo.oaoaoaoaoaoaoaoaoaoaoaoaoaoaoaoo
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