TÍTULO: AVALIAÇÃO DO USO DE DUTOS DE DRENAGEM E PONTES PELA FAUNA NA RODOVIA MG-428 NO TRECHO ENTRE ARAXÁ E SACRAMENTO-MG
TÍTULO:
CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:
ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:
SUBÁREA: Ecologia SUBÁREA:
INSTITUIÇÃO(ÕES): CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PLANALTO DE ARAXÁ - UNIARAXÁ INSTITUIÇÃO(ÕES):
AUTOR(ES): SCALAT DALVA FERREIRA AUTOR(ES):
ORIENTADOR(ES): CARLOS HENRIQUE DE FREITAS ORIENTADOR(ES):
COLABORADOR(ES): LERRANE DE FÁTIMA CUNHA COLABORADOR(ES):
RESUMO
A avaliação da utilização das passagens hídricas pelos animais silvestres é de fundamental importância para obter informações sobre a relação destas com as colisões entre animais e veículos e possibilitar estudos sobre conectividade e viabilidade populacional das espécies atingidas pela fragmentação. Deste modo buscou-se fazer uma avaliação do uso das passagens hídricas pelos animais silvestres na rodovia MG-428 Araxá/Sacramento e concomitantemente fazer o levantamento dos animais atropelados nos quilômetros próximos as passagens hídricas. No período de março de 2017 a fevereiro de 2018, foram instaladas seis armadilhas fotográficas em quatro passagens hídricas com características diferentes de estrutura e de vegetação. A área de estudo foi visitada quinzenalmente para obtenção de dados de atropelamentos no entorno das passagens e mensalmente para coleta de dados nas armadilhas fotográficas. Registraram-se 13 espécies de mamíferos, duas de aves e uma de réptil que utilizaram as passagens, sendo que apenas uma dessas espécies (réptil) estava entre as 18 espécies atropeladas nos quilômetros próximos aos locais pesquisados, houve também 15 espécies de aves e uma de mamífero que estiveram no entorno, mas não foram registradas atravessando-as. Houveram, no total, 180 travessias completas e 39 incompletas. As passagens dos Km 84 e 45 foram as mais utilizadas, com 10 e seis espécies cada e 84 e 70 travessias completas, respectivamente. A presença de corredores de vegetação, a amplitude da passagem e locais ou períodos secos na passagem favoreceram seu uso. Deste modo, este trabalho indica que as passagens hídricas podem contribuir de forma efetiva para a diminuição de atropelamentos e consequentemente a preservação da fauna.
INTRODUÇÃO
A construção de rodovias, ferrovias e estradas são atividades que causam grandes impactos ambientais, alterações nas paisagens naturais e vastas mudança nas populações animais (LODÉ, 2000; BERGALLO et al, 2001). Em regra, são obras que apresentam vantagens econômicas e sociais para a região, assim melhorando a qualidade de vida das populações, mas que afetam a biodiversidade (FORMAN et al. 2003). No entanto, a construção de rodovias pode causar vários impactos a biodiversidade, por se colocarem como barreiras para a livre locomoção dos animais, podem causar atropelamentos e morte e o
consequente isolamento das suas populações com o agravamento da ameaça a sobrevivência das populações naturais e espécies (FREITAS et al. 2015). Para as espécies de maior mobilidade e que atravessam as estradas os atropelamentos podem ser a principal causa de mortalidade (FORMAN et al. 2003). Muitos desses impactos negativos podem ser drasticamente reduzidos se os animais tiverem oportunidade de atravessar as rodovias com segurança. Isso é possível através da implantação de passagens de fauna (BECKMANN et al., 2010). As passagens de fauna aumentam a permeabilidade das rodovias e possibilitam a maior conectividade dos ambientes ao possibilitar o cruzamento seguro dos animais e a proteção aos usuários, por evitar as colisões veículo-animal (FORMAN et al. 2003; BARSZCZ et al. 2011; SMITH et al. 2015). Podem ser considerados como passagens de fauna túneis subterrâneos, pontes verdes, e até mesmo drenagens de escoamento de água superficiais (BARSZCZ et al. 2011).
O Brasil possui uma grande malha rodoviária, muitas vezes em precárias condições do pavimento e uma legislação ambiental ampla quanto ao licenciamento ambiental de empreendimentos, com exigências genéricas e inespecíficas que ainda não abarcam as medidas mitigadoras dos atropelamentos (FREITAS et al. 2015). Desta forma, as diversas passagens existentes são normalmente túneis de drenagem de água, ou pontes sobre rios, ou mesmo passagem para o gado em fazendas, que podem ser utilizadas pela fauna, mas que não são monitoradas quanto ao uso por animais silvestres. No monitoramento de fauna o armadilhamento fotográfico é bastante utilizado. Por ser não invasivo e de fácil utilização, esta técnica tem sido bastante utilizada em monitoramentos de fauna no Brasil, pois permite a acurácia dos dados e o registro fotográfico, com a posterior identificação pelas fotos (BARSZCZ et al. 2011).
Por fim, este trabalho de pesquisa tem propósito de fazer o levantamento qualitativo e quantitativo das espécies de mamíferos que usam bueiros de drenagem hídrica e pontes como passagens de fauna na rodovia MG-428 entre os municípios de Araxá e Sacramento-MG.
Avaliar o uso de passagens pela fauna na rodovia MG-428, registrar os animais atropelados nos 6 km próximos e relacionar as diferenças na vegetação do entorno das passagens com seu uso.
METODOLOGIA E DESENVOLVIMENTO
A área de estudo está localizada na rodovia MG-428 entre os quilômetros 29 e 87. A rodovia pesquisada apresenta-se atualmente em bom estado de conservação do pavimento, porém há poucos trechos com acostamento e apenas duas pistas de rolamento em toda a extensão. A sinalização é escassa, ás vezes recoberta pela vegetação das margens que é cortada ca. uma vez por ano em porções próximas aos trevos de acesso ou fazendas.
As passagens hídricas estão localizadas: km 32 (19°41’56.35” S e 47°02’28.04” O), bueiro de 60 cm com vegetação de cerrado e mata mesófila semidecidual; km 40 (19°42’17.70” S e 47°06’10.20” O), uma ponte de 25 m com vegetação do tipo mata de galeria/cerrado e campo sujo; km 45 (19°43’24.56” S e 47°08’39.36” O), bueiro de 80 cm com vegetação de mata de galeria alterada/eucaliptal; e km 84 (19°54’09.20” S e 47°22’34.60” O), ponte de 40 m com vegetação de mata de galeria/cerrado/cerradão. Foram instaladas armadilhas fotográficas (Bushnell®). A área foi visitada mensalmente duas vezes para conferência dos registros, troca de pilhas quando necessário e levantamentos dos animais atropelados em uma distância de 6 Km na rodovia (3Km ao norte e sul), ao redor de cada passagem. O levantamento bibliográfico auxiliou na identificação das espécies encontradas, além do apoio de especialistas. Para tabulação e análise dos dados coletados foram utilizadas planilhas no Excel 2016, com estimativas de riqueza elaboradas no programa Estimates 9.1 (COLWELL,2012) e mapeamento da vegetação e passagens no Google Earth 2016. Os resultados foram dispostos em gráficos e tabela.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Em 344 dias de amostragem, em que realizamos 24 visitas de campo, ocorreram 1672 registros de animais, entre fotos e vídeos feitos pelas armadilhas fotográficas, totalizando 32 espécies (Tabela 1). Dentre as espécies identificadas, 16 delas – 15 aves e um mamífero - foram registradas somente no entorno das passagens, ou seja, estas não fizeram travessia completa ou incompleta.
Tabela 1 - Espécies registradas nas passagens e no seu entorno nos municípios de Araxá e
Sacramento-MG durante os monitoramentos na rodovia Sacramento-MG-428. Legenda: SR= Sem Registro de travessia completa nas passagens. Nomes em negrito indicam espécies ameaçadas de extinção. Nome Popular Nome Científico Bueiro
Km 32 Ponte Km 40 Bueiro Km 45 Ponte Km 84 Total de travessias completas MAMÍFEROS
Paca Cuniculus paca x 37
*Jaguatirica Leopardus pardalis x x x 36
Gambá de orelha branca Didelphis albiventris x x x 27 Tatu-galinha Dasypus novemcinctus x x x 20 *Tamanduá-bandeira Myrmecophaga tridactyla x x x 16
Irara Eira barbara x 15
Capivara Hydrochoerus hydrochaeris x 11 Tamanduá-mirim Tamandua tetradactyla x 3
Cachorro do mato Cerdocyon thous x 3
Jaritataca Conepatus semistriatus
x x x 1
Mão pelada Procyon cancrivorus x 1
Quati Nasua nasua x x 1
Roedor NI (não identificado) x x x 1
Javali Sus scrofa x SR
AVES
Avoante Zenaida auriculata x SR
Beija flor tesoura Eupetomena macroura
x x x SR
Canário da terra Sicalis flaveola x x SR
Jacu Penelope obscura x x SR
Juruva-verde Baryphthengus ruficapillus x SR Morcego Chiroptera x x SR *Mutum-de-penacho Crax fasciolata x x SR
Pardal Passer domesticus x SR
Pombo-comum Columba livia x x SR
Rolinha roxa Columbina talpacoti x SR
Sabiá-barranco Turdus leucomelas x SR
Sabiá-laranjeira Turdus rufiventris x SR
Sanhaçu-do-coqueiro Thraupis palmarum x SR Sanhaçu-papa-laranja Pipraeidea bonariensis x SR Saracura-três-potes Aramides cajaneus x x SR
Tico-tico Zonotrichia capensis x SR
Urubu de cabeça preta
Coragyps atratus x SR
RÉPTIL
Lagarto Teiú Tupinambis merianae
x x x 8
Total 32 Espécies 180
* Deliberação Normativa Copam - nº 147, de 30 de abril de 2010; Brasil MMA Portaria nº - 444, de 17 de
Registraram-se 16 espécies (13 mamíferos, duas aves e um réptil) utilizando as passagens. Isso significa que estas espécies foram registradas fazendo travessia completa, onde o animal entrou por um lado e saiu do outro lado da passagem ou em travessia incompleta, onde o animal utilizou parcialmente a passagem, entrando nela, mas não havendo registro de ter completado a travessia. Neste último caso, houveram registros somente entre as espécies de aves.
Ao todo foram registradas 14 espécies de mamíferos. Destas, conforme Ciocheti et al. (2017) duas são espécies generalistas de alta mobilidade (Hydrochoerus hydrochaeris e Cerdocyon thous), com alta adaptabilidade a áreas perturbadas e alta capacidade de movimento diário de até 3000 m; três são generalistas de mobilidade intermediária (Didelphis albiventris, Dasypus novemcinctus e Nasua nasua), adaptadas à perturbação do habitat e podem mover-se até 1500 m diários e quatro são sensíveis, de baixa mobilidade (Tamandua tetradactyla, Procyon cancrivorus, Leopardus pardalis e Eira barbara), menos adaptadas à perturbação do habitat e com mobilidade restrita de até 300 m ao dia.
Ocorreram 40 atropelamentos nos quilômetros próximos as passagens, com 18 espécies envolvidas, compostas majoritariamente por aves. Como não houve nenhum atropelamento das espécies de mamíferos encontradas utilizando as passagens, há um indicativo da eficiência das mesmas em relação ao uso por espécies da mastofauna da região, uma vez que esta foi a classe com maior número de passagens completas registradas. Em contrapartida, a classe mais atingida pela rodovia foi a de aves, somando-se o montante de 16 atropelamentos e houve registro de apenas duas espécies nas câmeras, sendo que nenhuma delas realizaram travessia completa. Isso indica que pode ser necessário pensar em alternativas mais eficazes para a conservação de aves. Em relação ao uso das passagens houve um total de 180 travessias completas, e 39 travessias incompletas. As passagens que mais obtiveram registros de travessia completa e de espécies utilizando-as foram as dos quilômetros 45 e 84. Isso pode ser atribuído ao fato de ambas possuírem a maior proporção de vegetação nativa no entorno (1.534.699 m² e 907.56 m² respectivamente), menor atividade antrópica e também por apresentarem maior estrutura (bueiro de 80cm e ponte de 40m respectivamente), características que devem favorecer a presença de maior número de espécies.
Figura 2 - Intensidade do uso de passagens hídricas por animais na MG-428 entre Araxá e Sacramento,
MG. Com a indicação da quantidade de travessias incompletas e travessias completas excluindo-se as espécies no entorno.
Por outro lado, a passagem do km 32 apresentou a menor taxa de travessias completas em relação as demais. Esta é uma passagem de menor raio (apenas 60 cm), o que dificulta a travessia das espécies, principalmente aquelas de maior porte. Já a do km 40 obteve um número significativo de travessias completas. No entanto, esta passagem possui fatores que estimulam o afastamento de muitos indivíduos e de espécies raras ou ameaçadas, pois situa-se em um local bastante fragmentado, com intensa atividade antrópica (sede de Fazenda a até 250m do local) e predominância de espécies exóticas (ABRA 2012; BARSZCZ et al. 2011; LAGE, 2011).
Abra (2012), em um estudo semelhante na rodovia SP-225 em São Paulo, registrou um total de 21 espécies utilizando as passagens de fauna, sendo mamíferos de médio e grande porte entre outras espécies, o que resultou em um total de 800 travessias completas. Estas foram identificadas através de câmeras de vídeos instaladas nas passagens e também com os registros das pegadas dos animais no pó de mármore instalado em ambas as aberturas das passagens. Barszcz (2011) em seu estudo na rodovia SP-322 também registrou um número significativo de espécies (13) utilizando as passagens de fauna onde em sua maioria eram mamíferos. Deste modo, ao se considerar que os dois estudos foram realizados em área de Mata Atlântica onde há uma elevada diversidade de aves e mamíferos em comparação ao cerrado e que no estudo de Abra (2012) há cercas acopladas as passagens o que impede que o animal atravesse a rodovia e acaba guiando o mesmo até a passagem, considera-se que o número de espécies deste estudo que utilizaram as passagens para fazer travessia completa (14) é relativamente alto, uma vez que oito espécies são comuns com os registros de Abra (2012) e sete espécies comuns ao de Barszcz (2011). No
1 4 6 10 3 7 10 12 4 22 70 84 3 13 14 9
Km 32 - Bueiro Km 40 - Ponte Km 45 - Bueiro Km 84 - Ponte Nº de espécies com travessia completa Total de espécies
entanto, deve-se levar em consideração as diferentes características dos trabalhos e as áreas de estudo, bem como o esforço amostral empregado. A estimativa de riqueza nas passagens foi de 37,5 espécies pelo método Jackknife 1 (COLWELL, 2012), enquanto que nas passagens dos quilômetros 32, 40, 45, 84 ficaram estimadas em 18,3; 14,5; 30,2 e 18,1 espécies respectivamente (Figura 3).
Figura 3 - Estimativa de riqueza de espécies total e nas quatro passagens analisadas na rodovia MG-428
pelo método Jackknife 1.
Verifica-se que o quilômetro 45 apresentou maior riqueza estimada (30,2 espécies). Isto pode estar relacionado ao fato desta ser a passagem com menor atividade antrópica e com maior cobertura vegetal, o que de acordo com Lage (2011) contribui em atrair maior número de espécies.
O quilômetro 32 apresentou estimativa de riqueza de 18,3 espécies. Apesar de possuir pouca atividade antrópica e ser um local de área aberta que apresenta fragmentos florestais no entorno, esta foi a que registrou menor número de espécies utilizando-a (Figura 2), provavelmente por possuir menor diâmetro (bueiro de 60 cm), o que impede que muitas espécies façam a travessia, principalmente mamíferos de médio e grande porte (ABRA, 2012). No entanto, esta registrou ainda um número significativo de animais nas redondezas, principalmente aves, o que influenciou na estimativa de riqueza do local.
O quilômetro 84 obteve riqueza de 18,1 espécies e maior média de travessias completas, mesmo com somente seis meses de monitoramento – a metade de tempo dos outros pontos - pelo fato de que o monitoramento da mesma foi interrompido no mês de setembro devido ao furto da câmera instalada no local, podendo ser também, o motivo da baixa estimativa de riqueza. Conforme a Figura 3, a inclinação da curva no gráfico sugere que a estimativa de riqueza poderia ser maior, caso o monitoramento continuasse. Por ser uma área com
0 10 20 30 40 50
Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev
Fr e q u ê n ci a Meses Km 32 Km40 Km45 Km84 Total
pouca atividade antrópica e com a presença de um rio no entorno, o km 84 pode atrair muitas espécies e, consequentemente, facilitar o uso da passagem por espécies de diferentes portes, graus de mobilidades e sensibilidade.
A passagem do quilômetro 40 apresenta também características favoráveis que atraem animais silvestres, como a proximidade com corpo d’agua e uma estrutura ampla (ponte de 25 m) que propicia a passagem de muitos animais, até mesmo os de grande porte (ABRA, 2012; LIMA-NETO et al. 2017). Entretanto, esta passagem obteve a menor estimativa de riqueza, pelo fato de estar em um local com intensa atividade antrópica e possuir uma propriedade rural nos arredores da passagem, que faz com que muitas espécies possam evitar o local (FACHIM, 1995).
Como as passagens referidas são túneis de drenagem hídrica e pontes, na estação seca as mesmas se encontram sem a presença de água ou com nível mínimo em seu interior o que permite o livre acesso pelos animais. Na estação chuvosa, o número de passagens completas e espécies apresentou queda significativa (Figura 4 – A/B), por elas estarem em determinados momentos, durante este período, cheias de água impedindo o acesso pelos animais. Sendo assim, caso estas passagens possuam passarelas ou elevados em seu interior o acesso para os animais será facilitado e aumentará as chances de um indivíduo concluir sua travessia com sucesso (ABRA, 2012; ALMEIDA, 2015).
Figura 4 - A: Comparação estacional do uso completo das passagens ao longo das estações (Chuvosa –
Outubro a Março e Seca – Abril a Setembro; F = 36,9, p < 0.001). B: Regressão linear que indica a correlação entre o total de passagens completas e o número de espécies que utilizaram as passagens ao longo dos meses (F = 39,9, p < 0.001).
Dentre as espécies encontradas utilizando as passagens, três estão ameaçadas de extinção em Minas Gerais, a Jaguatirica (Leopardus pardalis), o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e o mutum de penacho (Crax fasciolata), DN nº 147 da COPAM (MINAS GERAIS, 2010). Das espécies que utilizaram as passagens, seja para travessia completa ou incompleta apenas uma foi registrada atropelada nos três quilômetros próximos destas, indicando que elas
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Fr e q u ê n ci a Meses A 0 20 40 0 5 10 Fr e q u ê n ci a Número de espécies B
podem auxiliar na mitigação das colisões, e contribuir para a conservação da fauna.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com os resultados encontrados foi possível verificar a eficiência das passagens hídricas, uma vez que se identificou um número significativo de espécies usando-as, dentre elas três ameaçadas de extinção e também por haver apenas um registro de atropelamento das espécies encontradas usando as passagens nos quilômetros monitorados. A área estudada apresentou uma riqueza e biodiversidade significativa e com maior frequência de uso das passagens na estação seca o que deve ser levado em consideração para uma possível adaptação futura das passagens hídricas estudadas, fazendo com que garantam o acesso para o maior número de espécies possível e em todas as épocas do ano. Assim sendo, o trabalho aponta para a importância de estudos que envolvam ecologia de estradas uma vez que, estes podem contribuir com a conservação da biodiversidade e na segurança dos usuários das rodovias.
FONTES CONSULTADAS
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passagens inferiores de fauna presentes na rodovia SP-225 no município de Brotas, São Paulo. Diss. Universidade de São Paulo, 2012.
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