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AFASTAMENTO PARA SERVIR EM OUTRO ÓRGÃO - CESSÃO DE SERVIDOR

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Academic year: 2021

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AFASTAMENTO PARA SERVIR EM OUTRO ÓRGÃO -

CESSÃO DE SERVIDOR

DEFINIÇÃO DOCUMENTAÇÃO INFORMAÇÕES GERAIS INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES FUNDAMENTAÇÃO LEGAL PERGUNTAS FREQUENTES

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DEFINIÇÃO

Cessão ou requisição de servidor para ter exercício em órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

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DOCUMENTAÇÃO

1. Solicitação do dirigente máximo do órgão ou entidade interessado na colaboração do servidor.

2. Concordância do dirigente da Instituição devidamente justificada.

3. Informação constando nome completo do servidor, cargo efetivo, matrícula no SIAPE, órgão cessionário, cargo/função a ser ocupado e o amparo legal.

4. Documento do órgão cessionário se comprometendo a efetivar o ressarcimento ao órgão de origem do servidor, do ônus dos encargos sociais e salário decorrente da cessão, nos casos de cessão para órgão que não pertença ao Poder Executivo.

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INFORMAÇÕES GERAIS

1. Ser servidor da Administração Federal Direta, de Autarquias, Fundações Públicas, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista.

2. Ser cedido para exercício de cargo em comissão ou função de confiança ou em casos previstos em lei específica.

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INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

1. A cessão far-se-á mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União. (Art. 93, § 3º da Lei nº 8.112/90, com redação dada pela Lei nº 8.270/91). 2. A autorização da cessão de servidores para áreas de competência dos dirigentes das Instituições Federais de Ensino é de competência do Reitor. (Art. 2º da Portaria MEC nº 1.496/2005)

3. Quando a cessão ocorrer para órgãos de outro Poder da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a autorização será feita pelo órgão Central do Sistema de Pessoal Civil – SIPEC, ficando condicionada a anuência do Ministro de Estado ou autoridade competente do órgão integrante da Presidência da República a que pertencer o servidor. (Art. 3º, inciso II do Decreto nº 4.050/01).

4. A requisição de servidor para ter exercício na Presidência da República ou respectivos órgãos integrantes é irrecusável, por prazo indeterminado e será feita pela Secretaria-Geral da Presidência da República, não sendo necessária a tramitação pelo órgão Central do Sistema de Pessoal Civil – SIPEC. (Art. 2º da Lei nº 9.007/95)

5. Mediante autorização expressa do Presidente da República, o servidor do Poder Executivo poderá ter exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não tenha quadro próprio de pessoal, para fim determinado e a prazo certo. (Art. 93, § 4º, da Lei 8.112/90, incluído pela Lei nº 8.270/91).

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6. Sendo a cessão para órgão ou entidade dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária, mantido o ônus para o cedente nos demais casos. (Art. 93, § 1º da Lei nº 8.112/90, com redação dada pela Lei nº 8.270/91).

7. Na hipótese de o servidor cedido à empresa pública ou sociedade de economia mista, nos termos das respectivas normas, optar pela remuneração do cargo efetivo, a entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem.

(Art. 93, § 2º da Lei nº 8.112/90, com redação dada pela lei nº 8.270/91) 8. O período em que o servidor estiver cedido é considerado como de efetivo exercício, contando-se para todos os fins. Se este afastamento for com ônus para a instituição de origem o servidor deverá providenciar mensalmente o encaminhamento de sua frequência ao Departamento de Administração de Pessoal da Instituição. Se for sem ônus, deverá apresentar Certidão de Tempo de Contribuição por ocasião de seu retorno à Instituição (Art. 102. Inciso II da Lei nº 8.112/90).

9. Ao servidor da Administração Pública Federal não regido pela Lei nº 8112/90, investido em cargo em comissão ou função de direção, chefia ou assessoramento, é facultado optar pela retribuição de seu emprego permanente e demais vantagens que integram a remuneração a que faça jus na entidade de origem. (Art. 3º da Lei nº 9.007/95).

10. O servidor cedido ou requisitado, que deva ter exercício em outra localidade, terá no mínimo 10 (dez) dias e, no máximo 30 (trinta) dias de prazo, contados da publicação do ato, para a retomada do efetivo

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desempenho das atribuições do cargo, incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede. (Art. 18 da Lei nº 8.112/90, com redação dada pela Lei nº 9.527/97).

11. Na hipótese do servidor encontrar-se afastado legalmente, o prazo a que se refere o item anterior será contado a partir do término do afastamento. (Art. 18, § 1º da Lei nº 8.112/90, com redação dada pela Lei nº 9.527/97).

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FUNDAMENTAÇÃO LEGAL 1. Artigo 18 da Lei nº 8.112/90.

2. Artigo 93 § 1° ao 7° da Lei n° 8.112/90. 3. Artigo 102, inciso II da Lei nº 8.112/90. 4. Parecer DRH/SAF nº 165, de 18/07/91. 5. Artigo 16 da Lei nº 8.460/92.

6. Instrução Normativa SAF nº 10, de 30/11/93.

7. Ofício-Circular CRH/SAG/MEC nº 005, de 21/01/94. 8. Lei nº 9.007/95.

9. Decreto nº 4.050/01. 10. Decreto nº 5.213/04.

11. Portaria nº 1.496, de 03/05/2005.

12. Nota Informativa nº 140/2013/CGNOR/DENOP/SEGEP/MP.

13. Art. 30, inciso II da Lei n° 12.772/12.

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PERGUNTAS FREQUENTES

Topo

- Em quais hipóteses o servidor da IFE pode ser cedido?

- Quais as obrigações do cessionário e do cedente?

- Como deve ser feito o reembolso dos valores devidos em decorrência de cessão de servidores?

- Em quais hipóteses o servidor da IFE pode ser cedido?

As hipóteses de cessão são as contidas no art. 93 da Lei nº 8.112/90: para exercício de cargo em comissão ou função de confiança ou em casos previstos em leis específicas (geralmente são casos de requisição ou cessão para composição de força de trabalho de órgãos e entidades da Administração Pública Federal). A cessão é apenas uma das modalidades de movimentação de servidores assim como a remoção, o afastamento para prestar colaboração técnica e o exercício provisório em razão de afastamento de cônjuge ou companheiro.

(Fonte: http://www.cgu.gov.br/publicacoes/cartilhaentendimentosife/cartilhaife.pdf)

- Quais as obrigações do cessionário e do cedente?

São obrigações do cessionário: efetuar o ressarcimento das despesas do cedente com remuneração do servidor, nos casos em que o ônus da cessão é do cessionário; solicitar a prorrogação da cessão à IFE, em caso de interesse na permanência do servidor; informar a frequência do servidor; informar os períodos de gozo de férias. De acordo com o §3º do art. 4º do Decreto nº 4.050/01, o dirigente máximo do órgão ou entidade cedente é o

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responsável pela observância da efetivação do reembolso pelo cessionário e, caso este não ocorra no prazo fixado no referido Decreto, a IFE deverá adotar as providências necessárias para o retorno do servidor, mediante notificação (o não atendimento da notificação implicará a suspensão do pagamento da remuneração a partir do mês subsequente).

(Fonte: http://www.cgu.gov.br/publicacoes/cartilhaentendimentosife/cartilhaife.pdf)

- Como deve ser feito o reembolso dos valores devidos em decorrência de cessão de servidores?

Quando a cessão ocorrer para os Poderes dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, o ônus da remuneração do servidor cedido, acrescido dos respectivos encargos sociais, será do órgão ou da entidade cessionária.

O valor a ser reembolsado será apresentado mensalmente ao cessionário pelo cedente, discriminado por parcela remuneratória e servidor, e o reembolso será efetuado no mês subsequente (§ 1º do art. 4º do Decreto nº 4.050/2001).

Caso não ocorra o reembolso dos valores devidos pelo cessionário, cabe à entidade cedente notificar os servidores cedidos para apresentarem-se à IFE, considerando que o não reembolso implica o término da cessão, conforme determina o § 2º do art. 4º do Decreto nº 4.050/01.

Na hipótese de o servidor cedido à empresa pública ou à sociedade de economia mista da Administração Pública Federal, nos termos das respectivas normas, optar pela remuneração do cargo efetivo ou pela remuneração do cargo efetivo acrescida de percentual da retribuição do cargo em comissão, a entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem.

Referências

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