CÓDIGO DE PROCESSO ÉTICO-ADMINISTRATIVO
(Aprovado em Assembléia Geral Extraordinária – 21.01.2008 e Reformado em Assembléia Geral Extraordinária em 06 de maio de 2008)
- Integrante do Regimento Interno da Cooperativa -
Artigo 1° - A aceitação e o cumprimento do presente Código de Processo Ético-Administrativo são considerados condição de ingresso e de permanência do cooperado na cooperativa.
Parágrafo Único – Os futuros cooperados assinarão um termo de anuência ao Estatuto Social, Código de Processo Ético-Administrativo, Código de Conduta Ética no Complexo Unimed e demais normas da Unimed Rondonópolis.
TÍTULO I
DO PROCESSO DISCIPLINAR
Artigo 2º - O Processo Disciplinar será instaurado:
I-"ex-officio";
II - mediante denúncia por escrito ou tomada a termo, na qual conste o relato dos fatos e a identificação completa do denunciante.
Parágrafo 1º - As denúncias apresentadas somente serão recebidas quando devidamente assinadas e, se possível, documentadas.
Parágrafo 2º - Não ocorrendo à hipótese do § 1º, será fixado prazo de 10 (dez) dias para a complementação da denúncia.
Artigo 3º - A Comissão de Ética que tiver ciência do fato com supostos indícios de infração ética deverá promover a citação do denunciado, para apresentar defesa no prazo de 10 (dez) dias, contados a partir da data de juntada do aviso de recebimento, assegurando-lhe vistas dos autos do processo, observando sempre, o prazo para a conclusão do processo que é de 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogado.
Parágrafo 1º - A citação deverá indicar os fatos considerados como possíveis infrações ao Código de Ética e sua capitulação.
Parágrafo 2º Os membros da Comissão de Ética não poderão ter quaisquer vínculos com o denunciado, quer seja de caráter familiar até 3º Grau, societário e/ou trabalhista.
Parágrafo 3º - Se o denunciado não for encontrado, estando em local incerto e não sabido, deverá ser citado por Edital, afixado na sede da cooperativa, em local visível, bem como publicado no jornal dos cooperados, e em jornal de grande circulação na localidade do ultimo domicílio conhecido do denunciado.
Parágrafo 4º - Caso o denunciado não apresente resposta, dentro do prazo previsto, será declarado revel, devendo o Relator da Comissão de Ética designar-lhe-á um defensor dativo.
Parágrafo 5º - Na condução do processo, a Comissão de Ética promoverá, após o denunciante ser qualificado e interrogado sobre as circunstâncias da infração, a tomada dos depoimentos, acareações e investigações objetivando a coleta de provas e demais atos que julgar necessário, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos.
Parágrafo 6º - Denúncia que implicar em indícios de infração à ética médica, deverá ser encaminhada ao Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso pelo seu Presidente, ex-ofício.
Parágrafo 7º – Durante a fase de Instrução do Processo, será garantido o acompanhamento por advogado e facultado a apresentação de testemunhas num número máximo de 05 (cinco) para cada parte.
Artigo 4º - Após a apresentação das alegações finais, bem como da apreciação dos demais elementos de prova do processo, a Comissão de Ética elaborará parecer através do Relator, fixando, na hipótese de procedência da denúncia, a pena a ser aplicada, apresentando ao Conselho de Administração na sua primeira reunião a ser realizada.
Artigo 5° - A decisão será comunicada pelo Conselho de Administração aos interessados (denunciante e denunciado) em 72h (setenta e duas horas), por via que comprove a remessa e o recebimento, consignando-se na intimação o conteúdo do parágrafo primeiro deste artigo.
Parágrafo 1º - Caberá recurso à primeira Assembléia Geral a ser realizada das decisões punitivas, dentro do prazo de 30 (trinta) dias a contar do recebimento da notificação.
Parágrafo 2º - Os Recursos apresentados fora do prazo previsto no parágrafo anterior serão considerações intempestivas e, em razão disso, serão rejeitados.
Parágrafo 3º - A execução das penalidades impostas pelo Conselho de Administração será processada a partir do 31º (trigésimo primeiro) dia, da juntada aos autos, da comprovação do recebimento da notificação pelo apenado.
Parágrafo 4º - Em caso de recurso, a penalidade será suspensa até o julgamento em Assembléia Geral subseqüente.
Artigo 6° - A qualquer momento os membros do Conselho de Administração, da Comissão de Ética encarregada do processo disciplinar poderão reportar-se a Assessoria Jurídica, Médicos Auditores, Peritos Técnicos e outros que se fizerem necessários.
TÍTULO II DAS PENALIDADES
Artigo 7º - As penas previstas para o cooperado julgado culpado pelo Conselho de Administração ou Comissão de Ética ou CRM, conforme a gravidade da falta cometida são as seguintes:
I – Advertência sigilosa escrita;
II - Suspensão de 30 até 120 dias, com comunicação aos demais Cooperados e aos contratantes dos serviços da Cooperativa;
III – Eliminação;
IV - Se o infrator for detentor de cargo ou função na administração da UNIMED, será imediatamente destituído, independentemente da penalidade aplicada e da interposição de recurso.
Parágrafo Primeiro – Na hipótese da irregularidade acarretar prejuízo à UNIMED e/ou Segurado do Plano de Saúde, deverá a decisão determinar o ressarcimento dos valores acrescidos de 10% (dez por cento) para despesas administrativas e mais a correção pelo índice utilizado na atualização da dívida pública federal.
Artigo 8º - A reincidência em infrações constituirá fator de agravamento de pena.
Parágrafo Único - A cooperativa manterá um prontuário histórico, onde arquivará os processos administrativos, reclamações de clientes, infrações cometidas e penalidades aplicadas;
Artigo 9º - A penalidade aplicada e os motivos que a originaram serão anotados no livro de matrículas, na folha em que o associado estiver inscrito, pelo Presidente da Cooperativa.
Parágrafo 1º - Toda pena aplicada ao cooperado após o trânsito em julgado será enviada para ciência aos demais cooperados por meio de circular.
Parágrafo 2º - Todos os processos de denúncia e respectivos documentos ficarão sob a guarda da Comissão de Ética.
Artigo 10º - A suspensão implicará na impossibilidade de o cooperado praticar qualquer ato na qualidade de sócio da Cooperativa durante o período do cumprimento da pena.
Artigo 11º - O cooperado eliminado não poderá reingressar na Cooperativa.
TÍTULO III DAS INFRAÇÕES
Artigo 12º - Constituem infrações disciplinares fraudulentas, entre outras:
I - Atender paciente com carteira de terceiros;
II - Cobrar honorário irregularmente de pacientes da UNIMED;
III- Assinar notas de serviços realizados por terceiros, cooperado ou não cooperado, considerando-se agravo, a cobrança de comissão;
IV - Dificultar a marcação de consultas pela UNIMED em favor de outro tipo de cliente, obedecendo os horários de atendimento, informados no livro de cooperados.
V - Encaminhar notas de procedimentos com datas diversas daquela do efetivo atendimento;
VI - Autogerar exames sem a devida indicação clínica;
VII - Cobrar por materiais ou medicamentos não utilizados ou cobrar valores acima daqueles estabelecidos em contrato, tabelas ou acordos por escrito;
VIII - Receber, o médico solicitante, comissão por materiais utilizados ou exames diagnósticos solicitados e, da mesma forma, pagar o executante, comissão a quem solicita;
IX - Cobrar comissões, das clinicas ou pessoas jurídicas que alugam espaço para coleta de material para laboratório, mediante a produção de solicitações;
X - Realizar ato médico determinado e cobrar por código diverso, sem anuência por escrito da UNIMED;
XI - Solicitar exames para trabalhos científicos através da Unimed;
XII - Cobrar por ato médico não realizado, tendo como agravante maior, falsificar a assinatura do cliente;
XIII - Fraudar horário do efetivo atendimento e tipo (se eletivo ou urgência);
XIV- Prestar, através da UNIMED, serviço médico não previsto no contrato do paciente.
XV – manifestar e ou exteriorizar posicionamentos que procedam de forma a abalar, afetar, denegrir e ou macular a imagem da Cooperativa em face de terceiros.
TÍTULO IV
DAS DISTORÇÕES DE CONDUTA
Artigo 13º - Será considerada distorção:
I – A condutas do médico que se apresenta com desvio de prática de seus pares de especialidade, ou parâmetros de conduta estabelecidas pelo Conselho de Administração, em procedimentos diagnósticos ou terapêuticos.
II – Atender e assinar notas de serviços em especialidades médicas às quais não está habilitado na Cooperativa ou de serviços que não tenha realizado.
a) – A conduta descrita neste inciso constitui infração grave e o infrator será punido com a pena de suspensão no seu grau máximo.
Artigo 14º - O Conselho de Administração estabelecerá parâmetros de conduta, através de resoluções ou portarias, embasadas no consenso da especialidade, em pareceres de especialistas, diretrizes ou outros critérios técnicos.
Artigo 15º - Os profissionais enquadrados no artigo 15 serão chamados pelo Conselho de Administração para esclarecer e justificar suas distorções de conduta.
Parágrafo Único - Durante os 06 (seis) meses seguintes, o cooperado será acompanhado pelo Conselho de Administração e não havendo correção, será solicitado parecer ao Representante da Especialidade ou de especialistas gabaritados, que será apreciado pelo Conselho de
Administração, que deliberará ou não pelo encaminhamento à Comissão de Instrução com abertura de processo.
TÍTULO V
DA AUTOGERAÇÃO DE EXAMES DIAGNÓSTICOS
Artigo 16º - É considerada autogeração de exame, aquele procedimento diagnóstico em que solicitante e executante são a mesma pessoa física, ou quando ambos integram à mesma pessoa jurídica.
Artigo 17º - No consenso da especialidade deverá ser estabelecida norma orientadora para a autogeração de exame, inclusive em projeção percentual sobre as consultas, que poderá ou não ser aceito pelo Conselho de Administração.
Artigo 18º - A administração estabelecerá normas específicas de autogeração de exame diagnóstico tendo como subsídios as orientações dos Consensos de Especialidades.
TÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Artigo 19º - Integram este Código, todas as disposições estatutárias concernentes aos direitos e deveres dos Cooperados.
Artigo 20º - Os casos omissos serão resolvidos pelo Conselho de Administração.
Artigo 21º - Este Código entra em vigor na data de sua aprovação, substituindo os procedimentos previstos no Código de Processo Ético-Administrativo aprovado na Assembléia Geral Extraordinária de 21 de Janeiro de 2008, e como tal, integra o Regimento Interno da Cooperativa.
Rondonópolis, 06 de maio de 2008.