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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES

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Academic year: 2022

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Texto

(1)

DIREITO DAS

OBRIGAÇÕES

(2)

OBJETIVO

Conhecer a disposição legal a

respeito das obrigações de fazer,

não fazer e alternativas

(3)

ROTEIRO

!  Obrigações de meio e de resultado.

!  Obrigações de fazer

!  Obrigações de não fazer

!  Obrigações alternativas

(4)

ROTEIRO

!  Obrigações de meio e de resultado.

!  Obrigações de fazer

!  Obrigações de não fazer

!  Obrigações alternativas

(5)

Obrigações quanto ao seu objeto

! 

Obrigações de meio e de resultado

Em se tratando de obrigações de

fazer, vale a pena conhecer esta

classificação das obrigações.

(6)

Obrigações quanto ao seu objeto

! 

Obrigação de meio

Segundo CRG, obrigação de meio é aquela em que o devedor promete empregar seus conhecimentos, meios e técnicas para a obtenção de determinado resultado, sem no entanto responsabilizar-se por ele

.

(7)

Obrigações quanto ao seu objeto

! 

Obrigação de meio

São exemplo típicos deste tipo de obrigação aquelas assumidas pelos advogados e pelos médicos, que não podem assegurar o resultadado da causa ou a cura completa do paciente, respectivamente

.

O devedor se exonera empregando a melhor técnica que está ao seu alcance para o caso

(8)

Obrigações quanto ao seu objeto

! 

Obrigação de resultado

Diferentemente, na obrigação de resultado, o objeto prometido é o fim desejado pelo credor.

Assim, o devedor somente se exonera da obrigação quando o fim é alcançado.

Se isto não ocorrer, será considerado inadimplemento do devedor!

(9)

Obrigações quanto ao seu objeto

! 

Obrigação de resultado

Nos exemplos do médico e do advogado, os mesmos seriam responsabilizados civilmente se a causa não fosse ganha ou se o paciente viesse a falecer

.

(10)

Obrigações quanto ao seu objeto

! 

Obrigação de resultado

Como destaca CRG, um exemplo clássico deste tipo de obrigação é o do transportador:

Ao vender o bilhete o mesmo está tácitamente levar o passageiro em segurança ao seu destino.

(11)

Obrigações quanto ao seu objeto

! 

Obrigação de resultado

Deve-se ter um cuidado especial quanto a obrigação assumida pelo médico:

Em regra a obrigação assumida por um médico é uma obrigação de meio, porém no caso do cirurgião plástico, que pomete atingir determinado resultado estético, será obrigação de resultado!

(12)

ROTEIRO

!  Obrigações de meio e de resultado.

!  Obrigações de fazer

!  Obrigações de não fazer

!  Obrigações alternativas

(13)

Obrigações quanto ao seu objeto

!  Obrigação de fazer

A obrigação de fazer ( obligatio

faciendi ) abrange o serviço humano em

geral, seja material ou imaterial, a

realização de obras e artefatos, ou a

prestação de fatos que tenham

utilidade para o credor.

(14)

Obrigações quanto ao seu objeto

!  Obrigação de fazer

Assim como se costuma chamar de

prestações de coisas as obrigações de

dar, chamam-se de prestação de fato as

de fazer e não fazer.

(15)

Obrigações quanto ao seu objeto

As prestações de fato podem consistir:

a) no trabalho físico ou intelectual (serviços), determinado pelo tempo, gênero ou qualidade;

b) no trabalho determinado pelo produto, ou seja, pelo resultado;

c) num fato determinado simplesmente pela vantagem que traz ao credor

(16)

Obrigações quanto ao seu objeto

As obrigações de fazer diferem das

obrigações de dar principalmente

porque o credor pode, conforme as

circunstâncias, não aceitar a prestação

por terceiro, enquanto nestas se admite

o cumprimento por outrem, estranho

aos interessados

(17)

Obrigações quanto ao seu objeto

!  Obrigação de fazer

Vincula o devedor à prestação de um

serviço ou ato positivo, material ou

imaterial, seu ou de terceiro, em

benefício do credor ou de terceira

pessoa (MHD)

(18)

Obrigações quanto ao seu objeto

!  Obrigação de fazer

Essa relação obrigacional tem por

objeto qualquer comportamento

humano, lícito e possível, seja

prestação de trabalho físico ou

material

(19)

Obrigações quanto ao seu objeto

!  Obrigação de fazer

Cortar a grama de um jardim;

Construir uma casa;

Pintar um quadro

Locar um imóvel, etc

(20)

Obrigações quanto ao seu objeto

!  Obrigação de fazer

No código Civil existem duas espécies de obrigação de fazer:

a) obrigação de fazer de natureza infungível;

b) obrigação de fazer fungível

(21)

Obrigações quanto ao seu objeto

Obrigação de fazer de natureza infungível

Constitui um facere que, em virtude da natureza da obrigação ou em virtude de disposição contratual, só pode ser executada pelo próprio devedor

Portanto é obrigação intuitu personae

(22)

Obrigações quanto ao seu objeto

Obrigação de fazer de natureza infungível

Assim, o credor não está obrigado a aceitar substituição, pois neste caso a pessoa do devedor é fator essencial, em razão de características pessoais como sua habilidade, cultura, reputação, etc

(23)

Obrigações quanto ao seu objeto

Obrigação de fazer de natureza infungível

Mesmo nas hipótese em que não há convenção expressa, poder-se-á ter a infungibilidade da prestação, quando a relação resultar de condições especiais.

a) Cirurgião famoso

b) Advogado ilustre

(24)

Obrigações quanto ao seu objeto

Obrigação de fazer de natureza infungível

E se houver recusa na execução por parte do devedor?

Ele deverá pagar perdas e danos ao credor

(25)

Obrigações quanto ao seu objeto

Art. 247:

Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele exequível.

(26)

Obrigações quanto ao seu objeto

Obrigação de fazer de natureza infungível

Porém, em regra, o Cod. Civil adotou a fungibilidade da prestação

(27)

Obrigações quanto ao seu objeto

Obrigação de fazer fungível

É aquela em que a prestação pode ser realizada pelo devedor ou por outra pessoa.

Todas as prestações que não requerem para sua execução aptidões pessoais, além dos requisitos comuns da especialização profissional, são fungíveis

(28)

Obrigações quanto ao seu objeto

Obrigação de fazer fungível

Neste caso, havendo recusa ou mora, o credor poderá determinar a execução à terceiro, às custas do devedor, sem prejuízo de indenização por perdas e danos

(29)

Obrigações quanto ao seu objeto

Art. 249:

Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.

(30)

Obrigações quanto ao seu objeto

Inadimplemento da Obrigação de fazer

As obrigações de fazer podem ser inadimplidas porque a prestação tornou-se impossível, seja com/sem culpa do devedor, seja porque, podendo cumpri-la, este recusa- se a fazê-lo

(31)

Obrigações quanto ao seu objeto

Inadimplemento da Obrigação de fazer

Assim, a impossibilidade da prestação de fazer, pode ser decorrente de culpa do devedor ou decorrente de fato alheio à sua vontade (força maior ou caso fortuito)

(32)

Obrigações quanto ao seu objeto

Inadimplemento da Obrigação de fazer

Se for impossível o adimplemento sem culpa do devedor a obrigação se resolverá e as partes retornam à situação em que estavam antes do negócio, ficando afastada a responsabilidade do obrigado

(33)

Obrigações quanto ao seu objeto

Art. 248:

Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação (...).

(34)

Obrigações quanto ao seu objeto

Inadimplemento da Obrigação de fazer

Se for impossível o adimplemento com culpa do devedor, este responderá por perdas e danos

(35)

Obrigações quanto ao seu objeto

Art. 248:

Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele, responderá por perdas e danos

(36)

Obrigações quanto ao seu objeto

Inadimplemento da Obrigação de fazer

Assim, seja a obrigação fungível, seja infungível, será sempre possível ao credor optar pela conversão da obrigação em perdas e danos, caso a inadimplência decorra de culpa do devedor.

(37)

ROTEIRO

!  Obrigações de meio e de resultado.

!  Obrigações de fazer

!  Obrigações de não fazer

!  Obrigações alternativas

(38)

Obrigações quanto ao seu objeto

! 

Obrigação de não fazer

A obrigação de não fazer é aquela em que o devedor assume o compromisso de se abster de algum ato, que poderia praticar livremente se não se tivesse obrigado para atender interesse jurídico do credor ou de terceiro

(39)

Obrigações quanto ao seu objeto

! 

Obrigação de não fazer

A obrigação de não fazer, ou negativa, impõe ao devedor um dever de abstenção:

“o de não praticar o ato que poderia livremente fazer, se não se houvesse obrigado”.

(40)

Obrigações quanto ao seu objeto

! 

Obrigação de não fazer

São exemplos:

a) O adquirente que se obriga a não construir, no terreno adquirido, prédio além de certa altura, ou

b) a cabeleireira alienante que se obriga a não abrir outro salão de beleza no mesmo bairro, por exemplo, devem cumprir o prometido

(41)

Obrigações quanto ao seu objeto

!  Obrigação de não fazer

O inadimplemento da obrigação se dá com a prática do ato proibido

A obrigação de não fazer (ad non faciendo) é uma relação de direito pessoal (vincula somente o devedor)

(42)

Obrigações quanto ao seu objeto

!  Obrigação de não fazer

Se o devedor realiza o ato, não cumprindo o dever de abstenção, o credor pode exigir que ele o desfaça, sob pena de ser desfeito à sua custa, além da indenização de perdas e danos.

(43)

Obrigações quanto ao seu objeto

!  Obrigação de não fazer

Neste caso o devedor incorre em mora desde o dia em que executou o ato de que deveria abster-se

(44)

Obrigações quanto ao seu objeto

Descumprimento da Obrigação de não fazer

a) pela impossibilidade de abstenção, sem culpa do devedor:

resolve-se a obrigação, com exoneração do devedor

(45)

Obrigações quanto ao seu objeto

Art. 250:

Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar

(46)

Obrigações quanto ao seu objeto

Descumprimento da Obrigação de não fazer

Por exemplo, não se pode deixar de atender à determinação da autoridade competente, para construir muro ao redor de sua residência, o devedor que prometera manter cercas vivas, assim como será obrigado a fechar a passagem particular existente em sua propriedade, por ordem de autoridade

(47)

Obrigações quanto ao seu objeto

Descumprimento da Obrigação de não fazer

b) pela não execução por culpa do devedor:

caso haja negligência ou podendo, haja desinteresse do devedor, o credor poderá exigir dele que se desfaça, sob pena de o fazer à sua custa, sendo ressarcido das perdas e danos

(48)

Obrigações quanto ao seu objeto

Art. 251:

Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos

(49)

Obrigações quanto ao seu objeto

Art. 251: (...)

Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, independentemente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido.

(50)

Obrigações quanto ao seu objeto

Descumprimento da Obrigação de não fazer

Assim, se alguém se obriga a não construir um muro, a outra parte pode, desde que a obra é realizada, exigir, com o auxílio da Justiça, que seja desfeita e, no caso de recusa, mandar desfazê-la à custa do inadimplente, reclamando as perdas e danos que possam ter resultado.

(51)

ROTEIRO

!  Obrigações de meio e de resultado.

!  Obrigações de fazer

!  Obrigações de não fazer

!  Obrigações alternativas

(52)

É aquela que contém duas ou mais prestações com objetos distintos. O devedor se libera cumprindo apenas uma delas;

A escolha recai sobre o devedor ou sobre o credor se assim convencionado

52

Obrigação alternativa

(53)

! 

Obrigação alternativa Art. 252

Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou. (...)

53

Obrigação alternativa

(54)

! 

Obrigação alternativa

Exemplo deste tipo de obrigação é aquela em que o comprador acerta com o criador a entrega do cavalo “pé-de- pano” ou da égua “Bambina”.

Não é o caso de obrigação de dar coisa incerta, pois os objetos já estão conhecidos.

54

Obrigação alternativa

(55)

Aqui o devedor (criador) se desobriga ao escolher e entregar um dos dois objetos possíveis.

Atentar que não se pode cumprir parte de uma prestação e parte de outra!

55

Obrigação alternativa

(56)

Art. 252 (...)

§ 1o Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra. (...)

56

Obrigação alternativa

(57)

E se houver mais de uma pessoa com direito a escolha?

57

Obrigação alternativa

(58)

Art. 252 (...)

§ 3o No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre eles, decidirá o juiz, findo o prazo por este assinado para a deliberação

58

Obrigação alternativa

(59)

E se uma das prestações não puder ser cumprida?

59

Obrigação alternativa

(60)

Art. 253

Se uma das duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada inexequível, subsistirá o débito quanto à outra.

60

Obrigação alternativa

(61)

Art. 254 Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma das prestações, não competindo ao credor a escolha, ficará aquele obrigado a pagar o v a l o r d a q u e p o r ú l t i m o s e impossibilitou, mais as perdas e danos que o caso determinar

61

Obrigação alternativa

(62)

E se quando uma das prestações não puder ser cumprida o direito de escolha couber ao credor?

62

Obrigação alternativa

(63)

Art. 255. Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar- se impossível por culpa do devedor, o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o valor da outra, com perdas e danos (...)

63

Obrigação alternativa

(64)

E se nenhuma das prestações não puder ser cumprida?

64

Obrigação alternativa

(65)

Art. 255

(...) se, por culpa do devedor, ambas as prestações se tornarem inexequíveis, poderá o credor reclamar o valor de qualquer das duas, além da indenização por perdas e danos

65

Obrigação alternativa

(66)

! 

Obrigação alternativa Art. 256

Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, extinguir-se-á a obrigação

66

Obrigação alternativa

Referências

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