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Estud. av. vol.11 número30

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Academic year: 2018

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(1)

I

Among twenty snowy mountains, The only moving thing

Was the eye of the blackbird.

II

I was of three minds, Like a tree

In which there are three blackbirds.

III

The blackbird whirled in the autumn winds. It was a small part of the pantomime.

IV

A man and a woman Are one.

A man and a woman and a blackbird Are one.

V

I do not know which to prefer, The beauty of inflections Or the beauty of innuendoes, The blackbird whistling Or just after.

VI

Icicles filled the long window With barbaric glass.

The shadow of the blackbird Crossed it, to and fro. The mood

Traced in the shadow An indecipherable cause.

VII

O thin men of Haddam,

Why do you imagine golden birds? Do you not see how the blackbird Walks around the feet

Of the women about you?

Thirteen ways of looking at a blackbird

W

ALLACE

S

TEVENS

ESTUDOSAVANÇADOS 11 (30), 1997

(2)

I

Entre vinte montanhas de neve, O único movente

Era o olho do pássaro-preto.

II

Eu estava entre três idéias Feito uma árvore

Em que há três pássaros-pretos.

III

O pássaro-preto revoava no vento de outono. Era uma pequena parte da pantomina.

IV

Um homem e uma mulher São um.

Um homem e uma mulher e um pássaro-preto São um.

V

Não sei mesmo qual preferir: A beleza das inflexões Ou a das alusões,

O pássaro-preto assobiando Ou só depois

VI

O gelo recobria a longa janela De rudes cristais.

A sombra do pássaro-preto Passava de lá para cá. A sensação

Traçou na sombra Uma causa indecifrável.

VII

Ó finos homens de Haddam,

Por que imaginais pássaros dourados? Acaso não vedes o pássaro-preto Rondando os pés

das mulheres tão perto?

(3)

VIII I know noble accents

And lucid, inescapable rhythms; But I know, too,

That the blackbird is involved In what I know.

IX

When the blackbird flew out of sight, It marked the edge

Of one of many circles.

X

At the sight of blackbirds Flying in a green light, Even the bawds of euphony Would cry out sharply.

XI

He rode over Connecticut In a glass coach.

Once, a fear pierced him, In that he mistook

The shadow of his equipage For blackbirds.

XII The river is moving.

The blackbird must be flying.

XIII

It was evening all afternoon. It was snowing

And it was going to snow. The blackbird sat

(4)

VIII

Sei de nobres cadências

De ritmos lúcidos, inescapáveis; Mas, sei também

Que o pássaro-preto Está envolvido no que sei.

IX

Quando voou a se perder de vista, O pássaro-preto marcou a margem De um de muitos círculos.

X

À vista dos pássaros-pretos Voando na luz verde, Até as alcoviteiras da eufonia Gritariam de espanto.

XI

Ele andava por Connecticut

Num carro de vidro.

Uma vez ficou varado de medo; Foi que tomou

A sombra da carruagem Por pássaros-pretos.

XII

O rio vai fluindo

O pássaro-preto deve ir voando.

XIII

Referências

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