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13.C- CORRETORES DE IMÓVEIS:

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13.C- CORRETORES DE IMÓVEIS:

LEI N

o

10.795, DE 5 DE DEZEMBRO DE 2003 DOU DE 08/12/2003.

Altera os arts. 11 e 16 da Lei no6.530, de 12 de maio de 1978, para dispor sobre a eleição dos conselheiros nos Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis e fixar valores máximos para as anuidades devidas pelos corretores a essas entidades e dá outras providências.

O Vice Presidente da República, no exercício do cargo de Presidente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1oOs arts. 11 e 16 da Lei no6.530, de 12 de maio de 1978, passam a vigorar com as seguintes alterações:

Art. 11. Os Conselhos Regionais serão compostos por vinte e sete membros efetivos e igual número de suplentes, eleitos em chapa pelo sistema de voto pessoal indelegável, secreto e obrigatório, dos profissionais inscritos, sendo aplicável ao profissional que deixar de votar, sem causa justificada, multa em valor máximo equivalente ao da anuidade.

Parágrafo único. (revogado) (NR) Art. 16. ...

§ 1oNa fixação do valor das anuidades referidas no inciso VII deste artigo, serão observados os seguintes limites máximos:

I- pessoa física ou firma individual: R$ 285,00 (duzentos e oitenta e cinco reais); II- pessoa jurídica, segundo o capital social:

a) até R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais): R$ 570,00 (quinhentos e setenta reais);

b) de R$ 25.001,00 (vinte e cinco mil e um reais) até R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais): R$ 712,50 (setecentos e doze reais e cinqüenta centavos);

c) de R$ 50.001,00 (cinqüenta mil e um reais) até R$ 75.000,00 (setenta e cinco mil reais): R$ 855,00 (oitocentos e cinqüenta e cinco reais);

d) de R$ 75.001,00 (setenta e cinco mil e um reais) até R$ 100.000,00 (cem mil reais): R$ 997,50 (novecentos e noventa e sete reais e cinqüenta centavos);

e) acima de R$ 100.000,00 (cem mil reais): R$ 1.140,00 (mil, cento e quarenta reais).

§ 2oOs valores correspondentes aos limites máximos estabelecidos no § 1odeste artigo serão corrigidos anualmente pelo índice oficial de preços ao consumidor. (NR)

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 5 de dezembro de 2003; 182o da Independência e 115o da República. JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA - Eva Maria Cella Dalchiavon.

PARECER CJ/MPAS Nº 055/80, DE 26 DE AGOSTO DE 1980

Proc. MPAS nº 500.883/75.

Interessado: Imobiliária Nova York S/A.

Assunto : Inscrição de Autônomos.

EMENTA : Segurado Autônomo. Inscrição. Prova do exercício da atividade. Caso especial dos profissionais intermediadores em transações imobiliárias. Controvérsia sobre as exigências de documentos solicitados pelo INPS, sujeitando-os aos registros nos respectivos Conselhos Regionais e à exibição do ISS. Desvinculação das provas de habilitação profissional, de inscrição no órgão de classe, de inscrição no órgão de tributação e de efetivo exercício da atividade. Inteligência da Lei nº 5.890/73 na conceituação de segurado autônomo ao abolir o regime do salário-de-inscrição, criando, em contra-partida, o salário-base, e ao enfatizar que a qualidade de autônomo está estritamente vinculada ao exercício habitual e por contra própria de atividade profissional remunerada.

Legislação Aplicável: Lei nº 3.807, de 26/08/60 (arts. 64 e 143); Lei nº 5.890, de 08/06/73 (§§ 2º e 6º do art. 3º; arts. 4º e 5º; §§ 1º, 2º e 3º do art. 13 e art. 79; Decreto nº 83.080, de 24/01/79 (§ 4º do art. 6º).

Senhor Consultor Jurídico,

Versa o presente sobre consulta da Imobiliária Nova York S/A. quanto à possibilidade dos corretores de imóveis requererem sua inscrição como autônomo, sem que estes possuam o registro no CRECI.

2- Entretanto, em torno deste assunto reina a mais ampla discussão que se evidencia no bojo

do processo com pronunciamentos firmes, ora no sentido de que a inscrição do trabalhador autônomo

deve ser precedida do registro do título correspondente nos órgãos oficiais competentes, ora no sentido de que a nova redação dada à LOPS, não mais submete a contribuição do autônomo às exigências da comprovação do exercício da atividade.

3- Às fls. 70/71, o então Assessor do Ministro da Previdência e Assistência Social, Dr. JOSÉ CORRÊA SOBRINHO, pronunciando-se sobre a matéria em pauta, opinou no sentido de que o INPS reexamine sua orientação na espécie, abolindo quaisquer exigências de profissionais que queiram fazer suas inscrições como trabalhadores autônomos, inclusive a exigência de matrícula na repartição municipal, para o efeito de pagamento do Imposto Sobre Serviço (ISS) .

(2)

M É R I T O

5- A discussão que se travou neste processo, data vênia, não encontra apoio nas normas em vigor, porquanto sendo a inscrição dos contribuintes individuais realizada pela rede bancária, impraticável seria outra exigência diversa da que é atualmente feita, qual a da apresentação da Carteira de Trabalho e Previdência Social CTPS e do seu Cadastro de Pessoa Física CPF.

6- Além disso, nem sempre o autônomo faz sua inscrição para o exercício de determinada profissão; pode fazê-la antes, alterá-la posteriormente e fazer sua apresentação em qualquer época, sem modificação de seu Comprovante de Inscrição de Contribuinte Individual que serve para o exercício de qualquer atividade remunerada, sem distinção, seja, ou não, regulamentada a profissão que exerce.

Desta forma, a questão é meramente doutrinária, data vênia, já que as normas que disciplinam a matéria não permitem outra solução.

7- Ademais, a lei não atribui à Previdência Social incumbência de fiscalizar o exercício de profissionais, não diferencia a situação do segurado segundo a profissão que exerça, nem exige outro pressuposto que seja o exercício de atividade remunerada, disciplinando o recolhimento da contribuição segundo o seu tempo de filiação ao Regime Geral de Previdência Social.

8- A contribuição do segurado ao IAPAS dá-se por auto-lançamento; ele próprio faz a guia de recolhimento e é ele mesmo quem paga no banco arrecadador. Assim, se efetuar erradamente ou de má-fé, só ele responderá por isso; essas contribuições serão devidas e deixarão de produzir os efeitos legais. Isto está consignado expressamente no art. 79 da Lei Orgânica da Previdência Social, na redação dada pela Lei nº 5.890, de 08.06.73, quando estatui que:

Art. 79- A arrecadação e o recolhimento das contribuições e de quaisquer importâncias devidas ao Instituto Nacional de Previdência Social serão realizadas com observância das seguintes normas :

Omissis ...

IV- Ao trabalhador autônomo, ao segurado facultativo e ao segurado desempregado, POR INICIATIVA PRÓPRIA, caberá recolher diretamente ao Instituto Nacional de Previdência Social, no prazo previsto no item II, o que for devido como contribuição, NO VALOR CORRESPONDENTE AO SALÁRIO-BASE SOBRE O QUAL ESTIVEREM CONTRIBUINDO (destacamos).

9- Outrossim, para evitar quaisquer fraudes, a lei fixa o conceito de salário-de-benefício em decorrência do salário-de-contribuição, que, por igual, está determinado para essa espécie de segurado, prevendo inclusive a ineficácia de qualquer aumento superior ao legal para esse fim, quando no parágrafo 6º, do artigo 3º, da Lei nº 5.890/73, antes invocada, diz:

Não serão considerados, para efeitos de fixação do salário-de-benefício, os AUMENTOS QUE EXCEDAM OS LIMITES LEGAIS... (destacamos)

10- Aliás, o parágrafo 4º, do art. 6º, do Regulamento de Benefícios, aprovado pelo Decreto nº 83.080, de 24 de janeiro de 1979, espanca as dúvidas que pudessem ser suscitadas a respeito, prevendo explicitamente:

O pagamento de contribuições por quem não preencha as qualificações para a filiação a Previdência Social Urbana, nos termos do artigo 3º, NÃO GERA DIREITOS A QUALQUER DAS SUAS PRESTAÇÕES. (destacamos)

11- Ademais, ao contrário daqueles que pensam que a nova conceituação do segurado autônomo pela Lei nº 5.890/73, acrescida da desburocratização de sua inscrição, através da rede bancária, possa permitir fraudes contra o Sistema, lembramos, reforçando nosso entendimento nos itens anteriores; que a própria legislação inovadora cuidou, dentro outros, dos seguintes dispositivos na salvaguarda dos interesses de ambos: instituição e benefícios, já mencionados a fls. 125/126 pela ilustrado Dr. Corrêa Sobrinho, Assessor do Ministro a época:

A) estabelecer que o seu período de carência se contará da data em que for efetuado o primeiro pagamento de contribuições (parágrafo 1º do art. 64 da Lei nº 3.807/60) quando para os demais segurados essa data inicial coincidirá com aquele e, que ocorrer a sua vinculação ao regime previdenciário, sem levar em conta a época em que se deu o recolhimento das respectivas contribuições;

B) prever expressamente que o período básico de cálculo para apuração do salário-benefício será delimitado pelo mês da data da entrada do requerimento (parágrafo 2º do art. 3º da Lei nº 5.890/73), enquanto que para os segurados empregados e empregadores não há essa restrição; o período básico de cálculo conta-se dos meses imediatamente anteriores ao mês do afastamento da atividade;

C) excluir do cômputo, para fins de carência, as contribuições pelos mesmos recolhidas com atraso, ou cobradas, e relativas a períodos anteriores a data da regularização da inscrição (parágrafo 1º do artigo 13 da Lei nº 5.890/73), ressalva que não existe para os demais segurados;

D) proibir o pagamento antecipado de contribuições com finalidade de suprir ou suprimir os interstícios impostos para o acesso dos segurados que recolhem contribuições sob o regime do salário-base (parágrafo 2º do mencionado art. 3º e segunda parte do art. 143 da Lei nº 3.807/60);

E) impedir que qualquer segurado sujeito ao regime do salário-base possa vir a contribuir, mesmo em caso do exercício de mais de uma atividade ou emprego, sobre uma classe diferente daquela em que encontre; nesse caso de dupla vinculação só haverá contribuição do segurado quando o salário-base em que se enquadrar por inferior ao do emprego por ele exercido; (parágrafo 3º do citado art. 13);

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12- Por outro lado, ressaltamos que, estas diferenciações, que são pura decorrência do regime da inscrição por iniciativa do próprio segurado e do auto-lançamento das contribuições por ele devidas, demonstram, à saciedade, que não interessa a Previdência Social, data vênia, criar uma série de controles dos recolhimentos efetuados pelos autônomos só para atender a situações que lhe são estranhas.

13. Assim, qualquer modificação desses procedimentos, depende, portanto, de alterações legais e de iniciativas administrativas dos setores competentes.

14- Nessas condições, entendemos que não há providências a serem tomadas em relação a matéria cogitada neste processo, em face dos preceitos legais e regulamentares em vigor, constantes da Lei nº 5.890/73 que assim considera o trabalhador autônomo:

O que exerce habitualmente e por conta própria, ATIVIDADE PROFISSIONAL REMUNERADA; o que presta serviços à diversas empresas, agrupado ou não em sindicato, inclusive os estivadores, conferentes e assemelhados; o que presta, sem relação de emprego, serviço de caráter eventual a uma ou mais empresas; o que presta serviço remunerado mediante recibo, em caráter eventual, seja qual for a duração da tarefa (grifamos).

É o que entendemos, s.m.j. Em 26 de agosto de 1980.

GRAUBEM DE ALMEIDA Advogada Pas nº 210.152.

De acordo com o Parecer nº 055/80 que examina a inscrição de autônomo na Previdência Social. À consideração do Sr. Ministro.

Em 1º de setembro de 1980.

FRANCISCO SALZANO VIEIRA DA CUNHa Consultor Jurídico.

De acordo.

Em 03 de outubro de 1980.

JAIR SOARES Ministro.

ORDEM DE SERVIÇO Nº INPS/SB-055.1, DE 6 DE NOVEMBRO DE 1978

Assunto: Aprova Manual de Serviço relacionado com a filiação, inscrição e incidência de

contribuições dos beneficiários dos regimes de previdência social do SINPAS.

Os Secretários de Benefícios do INPS e de Arrecadação e Fiscalização do IAPAS, no uso de suas atribuições, ouvido o GAEP/INPS e,

CONSIDERANDO que, com a criação do SINPAS, foram unificados os sistemas e serviços de inscrição dos beneficiários da previdência social;

CONSIDERANDO as necessidades de uniformização de procedimentos, através da consolidação das normas existentes;

CONSIDERANDO, finalmente, a necessidade de que essa consolidação obedeça a critério que permita proceder-se, de futuro, às alterações de novas disposições legais ou regulamentares, mediante a substituição, apenas, dos capítulos atingidos, sem prejuízo da manutenção dos demais,

RESOLVEM:

1- Aprovar as normas e procedimentos constantes do Manual anexo, que consolidam as disposições em vigor, relacionadas com a filiação, inscrição, caracterização e incidência de contribuições dos beneficiários dos regimes de previdência social vinculados ao SINPAS.

2- Determinar a aplicação deste Manual pelas linhas de benefícios e de arrecadação e fiscalização.

3- Atribuir à Coordenadoria de Inscrição de Beneficiários da Secretaria de Benefícios do INPS a atualização permanente deste Manual mediante aprovação conjunta das Secretarias de Benefícios do INPS e de Arrecadação e Fiscalização do IAPAS.

4- Ficam revogados os atos, normas, orientações, instruções, entendimentos, rotinas e outras decisões emanados de Secretarias do INPS originário e de órgãos congêneres do ex-FUNRURAL e do ex-IPASE, que tratam, no todo ou parcialmente, das matérias ora consolidadas.

HÉLIO J. T. BESSA Secretário de Benefícios/INPS.

MARINO DA SILVEIRA SOARES Secretário-Substituto de Arrecadação e Fiscalização.

ANEXO

Salários de Contribuição dos Trabalhadores Autônomos Período: 10/60 a 08/73

Nota Explicativa:

Embora a RCD/DNPS-876/67, tenha entrada em vigor em 02/68, foi considerada regular a aplicação desse ato a partir de 03/68, em razão da ODS/SAF nº 299.6, de 20.02.60.

Assim, devem ser respeitados os recolhimentos efetuados com base na citada RCD, tanto a partir de 02/68 como o mês 03/68.

CORRETOR (de Automóveis, Mercadoria, Valores, Livros, Café, Títulos, Imóveis, Seguros, Títulos de Clubes, Fundo Mútuo, Navios, Publicidade) ... Código 24.

Salário-Base: a) 10/60 a 01/68 ... 1 SMR b) 02/68 a 08/73 até 5 anos de atividade ... 3 SMR de 5 a 15 anos de atividade ... 4 SMR

(4)

NOTAS: 1) Os Corretores de Imóveis do Estado da Guanabara e Minas Gerais Período 09/67 a 01/68 tiveram os seguintes salários-base:

até 2 anos de atividade ... 3 SMR + de 2 anos de atividade ... 5 SMR 2) Salário-base dos Corretores de Imóveis de Recife PE, período de 09/67 a 01/68 ... 3 SMR

3) Salário-base dos Corretores de Cereais filiados à Câmara Sindical dos Corretores de Bolsa de Cereais de São Paulo período 09/67 a 01/68 ...3 SMR

4) Salário-base dos Corretores de Seguro e de Capitalização de Pernambuco período 10/67 a 01/68:

até 2 anos de atividade ... 3 SMR + de 2 anos de atividade ... 5 SMR 5) Os corretores de Mercadorias do Estado da Guanabara, Corretores de Seguro e Capitalização do Estado do Maranhão, Corretores de Bolsa Oficialde Valores do Estado do Paraná tiveram seus salários-base fixados a partir de 01/68, portanto, anteriormente à vigência da RCD/DNPS-876/67, conforme abaixo:

até 5 anos de exercício da profissão ... 3 SMR de 5 a 15 anos de exercício de profissão 4 SMR + de 15 anos de exercício da profissão . 5 SMR Taxa: 1º/10/60 A 10/06/73 ... 8% 11/06/73 em diante ... 16% Fundamentação: Leis nºs 3.807/60 e 5.890/73; RCD/DNPS nºs 334, 342, 410, 505, 579, 616, 618, 805 e 876/67.

DECRETO Nº 81.871, DE 29 DE JUNHO DE 1978 DOU DE 30/06/78.

Regulamenta a Lei nº 6.530, de 12 de maio de 1978, que dá nova regulamentação à profissão de Corretor de Imóveis, disciplina o funcionamento de seus órgãos de fiscalização e dá outras providências.

O Presidente da República , no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81, item III, da Constituição, e tendo em vista o artigo 24 da Lei nº 6.530, de 12 de maio de 1978,

DECRETA:

Art 1º O exercício da profissão de Corretor de Imóveis, em todo o território nacional somente será permitido:

I- ao possuidor do título de Técnico em Transações Imobiliárias, inscrito no Conselho Regional de Corretores de Imóveis da jurisdição; ou

II- ao Corretor de Imóveis inscrito nos termos da Lei nº 4.116, de 27 de agosto de 1962, desde que requeira a revalidação da sua inscrição.

Art 2º Compete ao Corretor de Imóveis exercer a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis e opinar quanto à comercialização imobiliária.

Art 3º As atribuições constantes do artigo anterior poderão, também, ser exercidas por pessoa jurídica, devidamente inscrita no Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Jurisdição.

Parágrafo único. O atendimento ao público interessado na compra, venda, permuta ou locação de imóvel, cuja transação esteja sendo patrocinada por pessoa jurídica, somente poderá ser feito por Corretor de Imóveis inscrito no Conselho Regional da jurisdição.

Art 4º O número da inscrição do Corretor de Imóveis ou da pessoa jurídica constará obrigatoriamente de toda propaganda, bem como de qualquer impresso relativo à atividade profissional.

Art 5º Somente poderá anunciar publicamente o Corretor de Imóveis, pessoa física ou jurídica, que tiver contrato escrito de mediação ou autorização escrita para alienação do imóvel anunciado.

Art 6º O Conselho Federal e os Conselhos Regionais são órgãos de disciplina e fiscalização do exercício da profissão de Corretor de Imóveis, constituídos em autarquias, dotada de personalidade jurídica de direito público, vinculada ao Ministério do Trabalho, com autonomia administrativa, operacional e financeira.

Art 7º O Conselho Federal de Corretores de Imóveis tem por finalidade orientar, supervisionar e disciplinar o exercício da profissão de Corretor de Imóveis em todo o território nacional.

Art 8º O Conselho Federal terá sede e foro na Capital da República e jurisdição em todo o território nacional.

Art 9º O Conselho Federal será composto por 2 (dois) representantes, efetivos e suplentes, de cada Conselho Regional, eleitos dentre os seus membros.

Parágrafo único. O mandato dos membros a que se refere este artigo será de 3 (três) anos. Art 10. Compete ao Conselho Federal:

I- eleger sua Diretoria;

II- elaborar e alterar seu Regimento;

III- exercer função normativa, baixar Resoluções e adotar providências indispensáveis à realização dos objetivos institucionais;

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VI- aprovar o relatório anual, o balanço e as contas de sua Diretoria, bem como elaborar a previsão orçamentária para o exercício seguinte;

VII- criar e extinguir Conselhos Regionais e Sub-regiões, fixando-lhes a sede e jurisdição; VIII- baixar normas de ética profissional;

IX- elaborar contrato padrão para os serviços de corretagem de imóveis, de observância obrigatória pelos inscritos;

X- fixar as multas, anuidades e emolumentos devidos aos Conselhos Regionais; XI- decidir as dúvidas suscitadas pelos Conselhos Regionais;

XII- julgar os recursos das decisões dos Conselhos Regionais; XIII- elaborar o Regimento padrão dos Conselhos Regionais; XIV- homologar o Regimento dos Conselhos Regionais;

XV- aprovar o relatório anual, o balanço e as contas dos Conselhos Regionais;

XVI- credenciar representante junto aos Conselhos Regionais, para verificação de irregularidades e pendências acaso existentes;

XVII- intervir, temporariamente nos Conselhos Regionais, nomeando Diretoria provisória, até que seja regularizada a situação ou, se isso não acorrer, até o término do mandato:

a) se comprovada irregularidade na administração;

b) se tiver havido atraso injustificado no recolhimento das contribuições;

XVIII- destituir Diretor do Conselho Regional, por ato de improbidade no exercício de suas funções;

XIX- promover diligências, inquéritos ou verificações sobre o funcionamento dos Conselhos Regionais e adotar medidas para sua eficiência e regularidade;

XX- deliberar sobre os casos omissos;

XXI- representar em juízo ou fora dele, em todo território nacional, os legítimos interesses da categoria profissional.

Art 11. O Conselho Federal se reunirá com a presença mínima de metade mais de um de seus membros.

Art 12. Constituem receitas do Conselho Federal:

I- a percentagem de 20% (vinte por cento) sobre as anuidades e emolumentos arrecadados pelos Conselhos Regionais;

II- a renda patrimonial;

III- as contribuições voluntárias;

IV- as subvenções e dotações orçamentárias.

Art 13. Os Conselhos Regionais de Corretor de Imóveis têm por finalidade fiscalizar o exercício profissional na área de sua jurisdição, sob supervisão do Conselho Federal.

Art 14. Os Conselhos Regionais terão sede e foro na Capital do Estado, ou de um dos Estados ou Territórios, a critério do Conselho Federal.

Art 15. Os Conselhos Regionais serão compostos por 27 (vinte e sete) membros, efetivos e suplentes, eleitos 2/3 (dois terços) por votação secreta em Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim, e 1/3 (um terço) integrado por representantes dos Sindicatos de Corretores de Imóveis que funcionarem regularmente na jurisdição do Conselho Regional.

Parágrafo único. O mandato dos membros a que se refere ente artigo será de 3 (três) anos. Art 16. Compete ao Conselho Regional:

I- eleger sua Diretoria;

II- aprovar seu Regimento, de acordo com o Regimento padrão elaborado pelo Conselho Federal;

III- fiscalizar o exercício profissional na área de sua jurisdição; IV- cumprir e fazer cumprir as Resoluções do Conselho Federal;

V- arrecadar anuidades, multas e emolumentos e adotar todas as medidas destinadas à efetivação da sua receita e a do Conselho Federal;

VI- aprovar o relatório anual, o balanço e as contas de sua Diretoria, bem como a previsão orçamentária para o exercício seguinte, submetendo essa matéria à consideração do Conselho.Federal;

VII- propor a criação de Sub-regiões, em divisões territoriais que tenham um número mínimo de Corretores de Imóveis, fixado pelo Conselho Federal;

VIII- homologar, obedecidas as peculiaridades locais, tabelas de preços de serviços de corretagem para uso dos inscritos, elaboradas e aprovadas pelos sindicatos respectivos;

IX- decidir sobre os pedidos de inscrição de Corretores de Imóveis e de pessoas jurídicas; X- organizar e manter o registro profissional das pessoas físicas e jurídicas inscritas; XI- expedir Carteiras de Identidade Profissional e Certificados de Inscrição;

XII- impor as sanções previstas neste regulamento; XIII- baixar Resoluções, no âmbito de sua competência;

XIV- representar em juízo ou fora dele, na área de sua jurisdição, os legítimos interesses da categoria profissional;

XV- eleger, dentre seus membros, representantes, efetivos e suplentes, que comporão o Conselho Federal;

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Art 17. O Conselho Regional se reunirá com a presença mínima de metade mais um de seus membros.

Art 18. Constituem receitas de cada Conselho Regional: I- 80% (oitenta por cento) das anuidades e emolumentos; II- as multas;

III- a renda patrimonial; IV- as contribuições voluntárias;

V- as subvenções e dotações orçamentárias.

Art 19. 2/3 (dois terços) dos membros dos Conselhos Regionais, efetivos e respectivos suplentes, serão eleitos pelo sistema de voto pessoal, secreto e obrigatório dos profissionais inscritos, nos termos em que dispuser o Regimento dos Conselhos Regionais, considerando-se eleitos efetivos os 18 (dezoitos) mais votados e suplentes os seguintes.

Parágrafo único. Aplicar-se-á ao profissional inscrito que deixar de votar sem causa justificada, multa em importância correspondente ao valor da anuidade.

Art 20. 1/3 (um terço) dos membros dos Conselhos Regionais efetivos e respectivos suplentes, serão indicados pelos Sindicatos de Corretores de Imóveis, dentre seus associados, diretores ou não.

§ 1º Caso haja mais de um Sindicato com base territorial na jurisdição de cada Conselho Regional, o número de representantes de cada Sindicato será fixado pelo Conselho Federal.

§ 2º Caso não haja Sindicato com base territorial na jurisdição do Conselho Regional, 1/3 (um terço) dos membros que seria destinado a indicação pelo Sindicato, será eleito na forma do artigo anterior.

§ 3º Caso o Sindicato ou os Sindicatos da Categoria, com base territorial na jurisdição de cada Conselho Regional, não indiquem seus representantes, no prazo estabelecido em Resolução do Conselho Federal, o terço destinado à indicação pelo Sindicato, será eleito, na forma do artigo anterior.

Art 21. O exercício do mandato de membro do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Corretor de Imóveis, assim como a respectiva eleição, mesmo na condição de suplente, ficarão subordinados ao preenchimento dos seguintes requisitos mínimos:

I- inscrição na jurisdição do Conselho Regional respectivo há mais de 2 (dois) anos; II- pleno gozo dos direitos profissionais, civis e políticos;

III- inexistência de condenação a pena superior a 2 (dois) anos, em virtude de sentença transitada em julgado.

Art 22. A extinção ou perda de mandato de membro do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais ocorrerá:

I- por renúncia;

II- por superveniência de causa de que resulte o cancelamento da inscrição;

III- por condenação a pena superior a 2 (dois) anos, em virtude de sentença transitada em julgado.

IV- por destituição de cargo, função ou emprego, relacionada à prática de ato de improbidade na administração pública ou privada, em virtude de sentença transitada em julgado;

V- por ausência, sem motivo justificado, a 3 (três) sessões consecutivas ou 6 (seis) intercaladas em cada ano.

Art 23. Os membros dos Conselhos Federal e Regionais poderão ser licenciados, por deliberação do plenário.

Parágrafo único. Concedida a licença de que trata este artigo caberá ao Presidente do Conselho convocar o respectivo suplente.

Art 24. Os Conselhos Federal e Regionais terão cada um, como órgão deliberativo o Plenário, constituído pelos seus membros, e como órgão administrativo a Diretoria e os que forem criados para a execução dos serviços técnicos ou especializados indispensáveis ao cumprimento de suas atribuições.

Art 25. As Diretorias dos Conselhos Federal e Regionais serão compostas de um Presidente, dois Vice-Presidentes, dois Secretários e dois Tesoureiros, eleitos pelo Plenário, dentre seus membros, na primeira reunião ordinária.

Art 26. A estrutura dos Conselhos Federal e Regionais e as atribuições da Diretoria e dos demais órgãos, serão fixados no Regimento de cada Conselho.

Art 27. Junto aos Conselhos Federal e Regionais funcionará um Conselho Fiscal composto de três membros, efetivos e suplentes, eleitos dentre os seus membros.

Art 28. A inscrição do Corretor de Imóveis e da pessoa jurídica será efetuada no Conselho Regional da jurisdição, de acordo com a Resolução do Conselho Federal de Corretores de Imóveis.

Art 29. As pessoas jurídicas inscritas no Conselho Regional de Corretores de Imóveis sujeitam-se aos mesmos deveres e têm os mesmos direitos das pessoas físicas nele inscritas.

Parágrafo único. As pessoas jurídicas a que se refere este artigo deverão ter como sócio-gerente ou diretor um Corretor de Imóveis individualmente inscrito.

Art 30. O exercício simultâneo, temporário ou definitivo da profissão em área de jurisdição diversa da do Conselho Regional onde foi efetuada a inscrição originária do Corretor de Imóveis ou da pessoa jurídica, fica condicionado à inscrição e averbação profissional nos Conselhos Regionais que jurisdicionam as áreas em que exercerem as atividades.

(7)

I- nome por extenso do profissional; II- filiação;

III- nacionalidade e naturalidade; IV- data do nascimento; V- número e data da inscrição; VII- natureza da habilitação; VI- natureza da inscrição;

VIII- denominação do Conselho Regional que efetuou a inscrição; IX- fotografia e impressão datiloscópica;

X- assinatura do profissional inscrito, do Presidente e do Secretário do Conselho Regional. Art 32. À pessoa jurídica inscrita será fornecido Certificado de Inscrição, numerado em cada Conselho Regional, contendo no mínimo, os seguintes elementos:

I- denominação da pessoa jurídica; II- número e data da inscrição; III- natureza da inscrição;

IV- nome do sócio-gerente ou diretor, inscrito no Conselho Regional.

V- número e data da inscrição do sócio-gerente ou diretor, no Conselho Regional; VI- denominação do Conselho Regional que efetuou a inscrição;

VII- assinatura do sócio-gerente ou diretor, do Presidente e do Secretário do Conselho Regional. Art 33. As inscrições do Corretor de Imóveis e da pessoa jurídica, o fornecimento de Carteira de Identidade Profissional e de Certificado de Inscrição e certidões, bem como o recebimento de petições, estão sujeitos ao pagamento de anuidade e emolumentos fixados pelo Conselho Federal.

Art 34. O pagamento da anuidade ao Conselho Regional constitui condição para o exercício da profissão de Corretor de Imóveis e da pessoa jurídica.

Art 35. A anuidade será paga até o último dia útil do primeiro trimestre de cada ano, salvo a primeira, que será devida no ato da inscrição do Corretor de Imóveis ou da pessoa jurídica.

Art 36. O pagamento da anuidade fora do prazo sujeitará o devedor a multa fixada pelo Conselho Federal.

Art 37. A multa aplicada ao Corretor de Imóveis ou pessoa jurídica, como sanção disciplinar, será, igualmente fixada pelo Conselho Federal.

Art 38. Constitui infração disciplinar da parte do Corretor de Imóveis: I- transgredir normas de ética profissional;

II- prejudicar, por dolo ou culpa, os interesses que lhe forem confiados;

III- exercer a profissão quando impedido de fazê-lo ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos ou impedidos;

IV- anunciar publicamente proposta de transação a que não esteja autorizado através de documento escrito;

V- fazer anúncio ou impresso relativo a atividade profissional sem mencionar o número de inscrição;

VI- anunciar imóvel loteado ou em condomínio sem mencionar o número do registro do loteamento ou da incorporação no Registro de Imóveis;

VII- violar o sigilo profissional;

VIII- negar aos interessados prestação de contas ou recibo de quantia ou documento que lhe tenham sido entregues a qualquer título;

IX- violar obrigação legal concernente ao exercício da profissão;

X- praticar, no exercício da atividade profissional, ato que a lei defina como crime de contravenção;

XI- deixar de pagar contribuição ao Conselho Regional;

XII- promover ou facilitar a terceiros transações ilícitas ou que por qualquer forma prejudiquem interesses de terceiros;

XIII- recusar a apresentação de Carteira de Identidade Profissional, quando couber. Art 39. As sanções disciplinares consistem em:

I- advertência verbal; II- censura;

III- multa;

IV- suspensão da inscrição, até 90 (noventa) dias;

V- cancelamento da inscrição, com apreensão da carteira profissional;

§ 1º Na determinação da sanção aplicável, orientar-se-á o Conselho pelas circunstâncias de cada caso, de modo a considerar leve ou grave a falta.

§ 2º A reincidência na mesma falta determinará a agravação da penalidade.

§ 3º A multa poderá ser acumulada com outra penalidade e, na hipótese de reincidência, aplicar-se-á em dobro.

(8)

§ 5º As penas de advertência, censura e multa serão comunicadas pelo Conselho Regional em ofício reservado, não se fazendo constar dos assentamentos do profissional punido, senão em caso de reincidência.

Art 40. Da imposição de qualquer penalidade caberá recurso, com efeito suspensivo, ao Conselho Federal:

I- voluntário, no prazo de 30 (trinta) dias a contar da ciência da decisão; II- ex-officio , nas hipóteses dos itens IV e V do artigo anterior.

Art 41. As denúncias somente serão recebidas quando assinadas, declinada a qualificação do denunciante e acompanhada da indicação dos elementos comprobatórios do alegado.

Art 42. A suspensão por falta de pagamento de anuidades, emolumentos ou multas só cessará com a satisfação da dívida, podendo ser cancelada a inscrição, de acordo com critérios a serem fixados pelo Conselho Federal.

Art 43. As instâncias recorridas poderão reconsiderar suas próprias decisões.

Art 44. O Conselho Federal será última e definitiva instância nos assuntos relacionados com a profissão e seu exercício.

Art 45. Aos servidores dos Conselhos Federal e Regionais de Corretores de Imóveis aplica-se o regime jurídico da Consolidação das Leis do Trabalho.

Art 46. Em caso de intervenção em Conselho Regional, cabe ao Conselho Federal baixar instruções sobre cessação da intervenção ou realização de eleições, na hipótese de término de mandato.

Art 47. O disposto no artigo 15 somente será observado nas eleições para constituição dos Conselhos Regionais após o término dos mandatos vigentes em 15 de maio de 1978.

Art 48. Este Decreto entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Brasília, DF, em 29 de junho de 1978; 157º da Independência e 90º da República. ERNESTO GEISEL - Arnaldo Prieto.

LEI Nº 6.530, DE 12 DE MAIO DE 1978 DOU DE 15/05/78.

Dá nova regulamentação à profissão de Corretor de Imóveis, disciplina o funcionamento de seus órgãos de fiscalização e dá outras providências.

O Presidente da República , faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art 1º O exercício da profissão de Corretor de Imóveis, no território nacional, é regido pelo disposto na presente lei.

Art 2º O exercício da profissão de Corretor de Imóveis será permitido ao possuidor de título de Técnico em Transações Imobiliárias.

Art 3º Compete ao Corretor de Imóveis exercer a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis, podendo, ainda, opinar quanto à comercialização imobiliária.

Parágrafo único. As atribuições constantes deste artigo poderão ser exercidas, também, por pessoa jurídica inscrita nos termos desta lei.

Art 4º A inscrição do Corretor de Imóveis e da pessoa jurídica será objeto de Resolução do Conselho Federal de Corretores de Imóveis.

Art 5º O Conselho Federal e os Conselhos Regionais são órgãos de disciplina e fiscalização do exercício da profissão de Corretor de Imóveis, constituídos em autarquia, dotada de personalidade jurídica de direito público, vinculada ao Ministério do Trabalho, com autonomia administrativa, operacional e financeira.

Art 6º As pessoas jurídicas inscritas no Conselho Regional de Corretores de Imóveis sujeitam-se aos mesmos deveres e têm os mesmos direitos das pessoas físicas nele inscritas.

Parágrafo único. As pessoas jurídicas a que se refere este artigo deverão ter como sócio gerente ou diretor um Corretor de Imóveis individualmente inscrito.

Art 7º Compete ao Conselho Federal e aos Conselhos Regionais representar, em juízo ou fora dele, os legítimos interesses da categoria profissional, respeitadas as respectivas áreas de competência.

Art 8º O Conselho Federal terá sede e foro na Capital da República e jurisdição em todo o território nacional.

Art 9º Cada Conselho Regional terá sede e foro na Capital do Estado, ou de um dos Estados ou Territórios da jurisdição, a critério do Conselho Federal.

Art 10. O Conselho Federal será composto por dois representantes, efetivos e suplentes, de cada Conselho Regional, eleitos dentre os seus membros.

Art 11. Os Conselhos Regionais serão compostos por vinte e sete membros efetivos, eleitos dois terços por votação secreta em assembléia geral especialmente convocada para esse fim e um terço integrado por representantes dos Sindicatos de Corretores de Imóveis que funcionarem regularmente na jurisdição do Conselho Regional.

Parágrafo único. O disposto neste artigo somente será observado nas eleições para constituição dos Conselhos Regionais após o término dos mandatos vigentes na data desta lei. (Revogado pela Lei nº 10.795, de 5.12.2003)

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Art 13. Os Conselhos Federal e Regionais serão administrados por uma diretoria, eleita dentre os seus membros.

§ 1º A diretoria será composta de um presidente, dois vice-presidentes, dois secretários e dois tesoureiros.

§ 2º Junto aos Conselhos Federal e Regionais funcionará um Conselho Fiscal, composto de três membros, efetivos e suplentes, eleitos dentre os seus membros.

Art 14. Os membros do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais terão mandato de três anos.

Art 15. A extinção ou perda de mandato de membro do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais ocorrerá:

I- por renúncia;

Il- por superveniência de causa de que resulte o cancelamento da inscrição;

III- por condenação a pena superior a dois anos, em virtude de sentença transitada em julgado; IV- por destituição de cargo, função ou emprego, mencionada à prática de ato de improbidade na administração pública ou privada, em virtude de sentença transitada em julgado;

V- por ausência, sem motivo justificado, a três sessões consecutivas ou seis intercaladas em cada ano.

Art 16. Compete ao Conselho Federal: I- eleger sua diretoria;

II- elaborar e alterar seu regimento;

III- aprovar o relatório anual, o balanço e as contas de sua diretoria, bem como a previsão orçamentária para o exercício seguinte;

IV- criar e extinguir Conselhos Regionais e Sub-regiões, fixando-lhes a sede e jurisdição; V- baixar normas de ética profissional;

VI- elaborar contrato padrão para os serviços de corretagem de imóveis, de observância obrigatória pelos inscritos;

VII- fixar as multas, anuidades e emolumentos devidos aos Conselhos Regionais; VIII- decidir as dúvidas suscitadas pelos Conselhos Regionais;

IX- julgar os recursos das decisões dos Conselhos Regionais; X- elaborar o regimento padrão dos Conselhos Regionais; XI- homologar o regimento dos Conselhos Regionais;

XII- aprovar o relatório anual, o balanço e as contas dos Conselhos Regionais;

XIII- credenciar representante junto aos Conselhos Regionais, para verificação de irregularidades e pendências acaso existentes;

XIV- intervir temporariamente nos Conselhos Regionais, nomeando diretoria provisória, até que seja regularizada a situação ou, se isso não ocorrer, até o término do mandato:

a) se comprovada irregularidade na administração;

b) se tiver havido atraso injustificado no recolhimento da contribuição;

XV- destituir diretor de Conselho Regional, por ato de improbidade no exercício de suas funções; XVI- promover diligências, inquéritos ou verificações sobre o funcionamento dos Conselhos Regionais e adotar medidas para sua eficiência e regularidade;

XVII- baixar resoluções e deliberar sobre os casos omissos. Art 17. Compete aos Conselhos Regionais:

I- eleger sua diretoria;

II- aprovar o relatório anual, o balanço e as contas de sua diretoria, bem como a previsão orçamentária para o exercício seguinte, submetendo essa matéria à consideração do Conselho Federal;

III- propor a criação de sub-regiões, em divisões territoriais que tenham um número mínimo de Corretores de Imóveis inscritos, fixado pelo Conselho Federal;

IV- homologar, obedecidas as peculiaridades locais, tabelas de preços de serviços de corretagem para uso dos inscritos, elaboradas e aprovadas pelos sindicatos respectivos;

V- decidir sobre os pedidos de inscrição de Corretor de Imóveis e de pessoas jurídicas; VI- organizar e manter o registro profissional das pessoas físicas e jurídicas inscritas; VII- expedir carteiras profissionais e certificados de inscrição;

VIII- impor as sanções previstas nesta lei;

IX- baixar resoluções, no âmbito de sua competência. Art 18. Constituem receitas do Conselho Federal:

I- a percentagem de vinte por cento sobre as anuidades e emolumentos arrecadados pelos Conselhos Regionais;

II- a renda patrimonial;

III- as contribuições voluntárias;

IV- as subvenções e dotações orçamentárias.

Art 19. Constituem receitas de cada Conselho Regional: I- as anuidades, emolumentos e multas;

Il- a renda patrimonial;

III- as contribuições voluntárias;

(10)

Art 20. Ao Corretor de Imóveis e à pessoa jurídica inscritos nos órgãos de que trata a presente lei é vedado:

I- prejudicar, por dolo ou culpa, os interesses que lhe forem confiados;

Il- auxiliar, ou por qualquer meio facilitar, o exercício da profissão aos não inscritos;

III- anunciar publicamente proposta de transação a que não esteja autorizado através de documento escrito;

IV- fazer anúncio ou impresso relativo à atividade de profissional sem mencionar o número de inscritos;

V- anunciar imóvel loteado ou em condomínio sem mencionar o número de registro do loteamento ou da incorporação no Registro de Imóveis;

VI- violar o sigilo profissional;

VII- negar aos interessados prestação de contas ou recibo de quantias ou documentos que lhe tenham sido entregues a qualquer título;

VIII- violar obrigação legal concernente ao exercício da profissão;

IX- praticar, no exercício da atividade profissional, ato que a lei defina como crime ou contravenção;

X- deixar de pagar contribuição ao Conselho Regional.

Art 21. Compete ao Conselho Regional aplicar aos Corretores de Imóveis e pessoas jurídicas as seguintes sanções disciplinares;

I- advertência verbal; II- censura;

III- multa;

IV- suspensão da inscrição, até noventa dias;

V- cancelamento da inscrição, com apreensão da carteira profissional.

§ 1º Na determinação da sanção aplicável, orientar-se-á o Conselho pelas circunstâncias de cada caso, de modo a considerar leve ou grave a falta.

§ 2º A reincidência na mesma falta determinará a agravação da penalidade.

§ 3º A multa poderá ser acumulada com outra penalidade e, na hipótese de reincidência na mesma falta, aplicar-se-á em dobro.

§ 4º A pena de suspensão será anotada na carteira profissional do Corretor de Imóveis ou responsável pela pessoa jurídica e se este não a apresentar para que seja consignada a penalidade, o Conselho Nacional poderá convertê-la em cancelamento da inscrição.

Art 22. Aos servidores dos Conselhos Federal e Regionais de Corretores de Imóveis aplica-se o regime jurídico das Leis do Trabalho.

Art 23. Fica assegurado aos Corretores de Imóveis, inscritos nos termos da Lei nº 4.116, de 27 de agosto de 1962, o exercício da profissão, desde que o requeiram conforme o que for estabelecido na regulamentação desta lei.

Art 24. Esta lei será regulamentada no prazo de trinta dias a partir da sua vigência. Art 25. Esta lei entrará em vigor na data da sua publicação.

Art 26. Revogam-se as disposições em contrário, especialmente a Lei número 4.116, de 27 de agosto de 1962.

Brasília, 12 de maio de 1978; 157º da Independência e 90º da República. ERNESTO GEISEL - Arnaldo Prieto.

Nota: Alterada pela Lei nº 10.795, de 5 de dezembro de 2003.

RESOLUÇÃO Nº CD/DNPS-876, DE 14 DE DEZEMBRO DE 1967

Proc. nº MTPS-135.151/67.

Assunto: Estabelece critério geral da fixação de salário-base de contribuição dos trabalhadores

autônomos e dá outras providências.

Proponente: CONSELHO ATUARIAL. Proposto : CONSELHO-DIRETOR. Relator : Conselheiro EULER DE LIMA.

O Conselho-Diretor do Departamento Nacional da Previdência Social, por unanimidade, CONSIDERANDO a conveniência de estabelecer-se um critério geral de fixação do salário-base de contribuição dos trabalhadores autônomos para a Previdência Social;

CONSIDERANDO que a Resolução nº 342, de 13 de junho de 1967, em que o Conselho Atuarial apresenta proposta concreta nesse sentido, se reveste, por seus fundamentos, das cautelas necessárias para afastar naturais tendências de anti-seleção;

CONSIDERANDO que a fixação dos salários-base em função de salários-mínimos regionais e a consulta direta às classes interessadas atendem às exigências do art. 77 da Lei Orgânica da Previdência Social, com a nova redação que lhe foi dada pelo art. 19 do Decreto-Lei nº 66, de 21 de novembro de 1966;

(11)

CONSIDERANDO que não está vedado o reexame da situação das entidades que, por não oferecerem elementos concretos que pudessem lastrear suas pretensões a uma posição diferente nas tabelas, não tiveram atendidas suas reivindicações;

CONSIDERANDO que, não apenas as manifestações dos diversos interessados, mas também as sugestões do INPS constantes do Processo MTPS nº 155.327/67 foram objeto de profundos estudos do Conselho Atuarial que, a respeito, emitiu a Resolução nº 408, de 21 de novembro de 1967;

CONSIDERANDO, finalmente, tudo o mais que dos autos consta, RESOLVE:

1- Fixar, segundo as tabelas abaixo, os salários-base de contribuição dos trabalhadores autônomos nelas mencionados:

I- Profissionais liberais

Classes Profissionais Tempo de Atividade Salário-Base Profissional (Em Salários-Mínimos Regionais) Advogados

Assistentes Sociais Atuários

Autores Teatrais Até 2 (dois) anos 3 (três) Bibliotecários Compositores Contabilistas Economistas Enfermeiros Engenheiros

Escritores De 2 (dois) a 15 (quinze) anos 4 (quatro) Estatísticos

Farmacêuticos Jornalistas Médicos Odontologistas

Parteiros Com mais de 15 (quinze) anos 5 (cinco) Professores

Protéticos Químicos Veterinários

Técnicos de Administração

II- Trabalhadores autônomos não liberais. a)

Aeronautas

Agentes de Propriedade Industrial

Comissários e Consignatários Até 5 (cinco) anos 3 (três) Corretores (de imóveis, seguros, bolsas,

mercadorias, etc) Despachantes (em geral)

Despachantes Aduaneiros De 5 (cinco) a 15 (quinze) anos 4 (quatro) Guias de Turismo

Intérpretes Leiloeiros

Representantes Comerciais Com mais de 15 (quinze) anos 5 (cinco) Tradutores Públicos

b)

Ajudantes de Despachantes Aduaneiros

Barbeiros e Cabeleireiros Até 5 (cinco) anos 2 (dois) Bombeiros

Condutores Autônomos de Veículos De 5 (cinco) a 15 (quinze) anos 3 (três) Eletricistas

Fotógrafos

Pescadores Com mais de 15 (quinze) anos 4 (quatro) Técnicos de Laboratório

Vendedores Ambulantes c)

Carregadores de Bagagem (aeroportos,

portos, estações rodoviárias e ferroviárias) Até 5 (cinco) anos 1,5 (um e meio) Guardadores de Automóveis De 5 (cinco) a 15 (quinze) anos 2 (dois) Lustradores de Calçados Com mais de 15 (quinze) anos 3 (três) Transportadores de Volumes

d)

(12)

nas Tabelas Anteriores De 5 (cinco) a 15 (quinze) anos 1,5 (um e meio) Com mais de 15 (quinze) anos 2 (dois) 2- Estabelecer que qualquer pedido de alteração dos valores fixados, seja para mais ou para menos, em relação a qualquer classe profissional, só será considerado se for apresentado por órgão representativo da classe, devidamente acompanhado de estatísticas de rendimentos do trabalho, de autenticidade irrecusável, não sendo suficiente a simples declaração dos interessados.

3- A presente Resolução, aplicável à generalidade dos trabalhadores autônomos em todo o território nacional, entrará em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao em que se completarem 30 (trinta) dias de sua publicação no Boletim de Serviço do INPS.

EULER DE LIMA Conselheiro Relator RENATO GOMES MACHADO Presidente.

RESOLUÇÃO Nº CD/DNPS-505, DE 5 DE JULHO DE 1967

Proc. nº MTPS-123.340/67.

Fixação de salário-base.

Requerente: SINDICATO DOS CORRETORES DE IMÓVEIS DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Requerido : Conselho-Diretor do DNPS.

Relator : Conselheiro EULER DE LIMA.

O Conselho-Diretor do Departamento Nacional da Previdência Social, por unanimidade, CONSIDERANDO a Resolução nº 339, de 30 de maio de 1967, do Conselho Atuarial;

CONSIDERANDO o que dispõe o art. 77 da Lei Orgânica da Previdência Social, na nova redação dada pelo art. 19 do Decreto-Lei nº 66, de 21 de novembro de 1966,

R E S O L V E :

Fixar o salário de contribuição dos Corretores de Imóveis do Estado de Minas Gerais em: a) 3 (três) vezes o salário-mínimo regional para os que contem com menos de dois anos de exercício profissional;

b) 5 (cinco) vezes o salário-mínimo regional para os que tenham dois anos, ou mais, de exercício profissional.

EULER DE LIMA Conselheiro/Relator Presidente/Substituto.

RESOLUÇÃO Nº CD/DNPS-410, DE 7 DE JUNHO DE 1967

Proc. nº MTPS-168.772/66.

Fixação de salário-base.

Interessado: SINDICATO DOS CORRETORES DE IMÓVEIS DO RECIFE. Relator : Conselheiro GODOFREDO H. CARNEIRO LEÃO.

O Conselho-Diretor do Departamento Nacional da Previdência Social, por unanimidade, CONSIDERANDO a solicitação do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Recife, Estado de Pernambuco, no sentido de ser fixado o salário-base da classe para fins de recolhimento de contribuição ao INPS;

CONSIDERANDO os pareceres constantes dos autos, inclusive a Resolução nº 328, de 25.04.67, do Conselho Atuarial, favoráveis à fixação do salário-base da referida classe em três salários-mínimos vigentes na região;

CONSIDERANDO o disposto no art. 77 da Lei nº 3.807/60, na redação dada pelo artigo 19 do Decreto-Lei nº 66, de 21.11.66,

R E S O L V E :

Fixar, em 3 (três) vezes o salário-mínimo regional, o salário-base para fins de recolhimento de contribuições ao INPS, dos Corretores de Imóveis do Recife, Estado de Pernambuco.

GODOFREDO H. CARNEIRO LEÃO Conselheiro/Relator EULER DE LIMA

Presidente/Substituto em Exercício.

RESOLUÇÃO Nº CD/DNPS-334, DE 11 DE MAIO DE 1967

Proc. nº MTPS-173.747/66.

Fixação de salário-base.

Requerente: Sindicato dos Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro. Requerido : Ministério do Trabalho e Previdência Social.

Relator : Conselheiro EULER DE LIMA.

O Conselho-Diretor do Departamento Nacional da Previdência Social, por unanimidade, CONSIDERANDO o pronunciamento do INPS e a Resolução nº 323, de 4 de abril de 1967, do Conselho Atuarial;

CONSIDERANDO o disposto no art. 77 da Lei Orgânica da Previdência Social, na nova redação dada pelo art. 19 do Decreto-Lei nº 66, de 21.11.66.

R E S O L V E :

Fixar, nas classes abaixo enumeradas, o salário-base de contribuição dos Corretores de Imóveis que exercem sua atividade como trabalhadores autônomos no Estado da Guanabara:

a) 3 (três) vezes o salário-mínimo regional para os que contem com menos de dois anos de exercício profissional;

(13)

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