Queda é uma mudança de posição inesperada, não intencional que faz com que o indivíduo permaneça em um nível inferior, por exemplo, sobre o mobiliário ou no chão. Este evento não é conseqüência de uma paralisia súbita, ataque epilético ou força externa extrema (25).
Podem ser classificadas a partir da freqüência com que ocorrem e do tipo de conseqüência advinda do evento. A queda acidental é aquele evento único que dificilmente voltará a se repetir e é decorrente de uma causa extrínseca ao indivíduo, em geral pela presença de um fator de risco ambiental danoso, como um piso escorregadio, um degrau sem sinalização ou devido à atitudes de risco como por exemplo,subir em banquinhos. Em contrapartida, a queda recorrente, expressa a presença de fatores etiológicos intrínsecos como doenças crônicas, poli farmácia, distúrbios do equilíbrio corporal, déficits sensoriais, dentre outros.
A queda pode ainda ser dividida de acordo com a presença ou não de lesões. As quedas com lesões graves são consideradas aquelas cuja conseqüência é uma fratura, trauma crânio-encefálico ou luxação. Abrasões, cortes, escoriações e hematomas são considerados lesões leves.
Há ainda, a classificação de acordo com o tempo de permanência no chão. A queda prolongada no chão é aquela em que o idoso permanece caído por mais de 15 a 20 minutos por incapacidade de levantar-se sem ajuda. Os idosos que são mais predispostos a sofrerem quedas prolongadas são os idosos com 80 anos ou mais, com dificuldade em atividades de vida diária, que têm disfunções em membros inferiores, tomam sedativos e moram sozinhos ou permanecem por longos períodos do dia ou noite desacompanhados.
Hoje, busca-se não só identificar o perfil dos idosos mais vulneráveis a cair, como também procura-se distinguir quais terão maior suscetibilidade a sofrerem uma lesão grave decorrente deste evento ou que têm uma maior propensão a experimentarem quedas recorrentes o que aumenta a probabilidade de perda de capacidade funcional, seja ela decorrente de um único evento grave ou da perda de confiança e do senso de auto-eficácia o que com o tempo acaba por provocar uma restrição de atividades e um declínio na mobilidade, expondo este idoso a um maior risco de tornar-se frágil.
Fatores de risco e Causas
Há necessidade de se dividir os fatores determinantes de quedas em idosos em dois grupos:
Fatores de risco ou fatores predisponentes: são aqueles que impõe aos idosos uma maior chance de experimentarem quedas. O levantamento destes fatores permite a identificação de idosos com maior suscetibilidade a caírem. A estratificação do risco possibilita a implementação de estratégias de prevenção definidas para cada grupo -alto, médio e baixo risco.
Fatores causais: são aqueles agentes etiológicos presentes na determinação da ocorrência de um evento de queda específico. Constituem-se nas razões que levaram aquele idoso a cair e são potencializados pela presença de fatores de risco intrínsecos e extrínsecos.
Os fatores de risco são derivados de estudos populacionais tipo caso-controle ou estudos longitudinais. Embora, existam umas séries de questões metodológicas a serem consideradas na análise destes fatores, a aplicabilidade clínica é imediata, no que tange ao fato de que há um aumento significativo do risco com o aumento do número de fatores de risco individuais presentes. Além disso, o levantamento da existência de fatores que possam ser modificados por meio de intervenções específicas é essencial tanto na prevenção de futuros episódios, como também no manejo do processo de reabilitação.
O Quadro 1, abaixo, lista os fatores de risco encontrados em estudos populacionais, com idosos da comunidade. Os fatores foram classificados de acordo com peso da sua evidência e se estão relacionados a quedas acidentais, quedas recorrentes ou quedas com lesão (2,5,6,9,11,18,21,27,29,32,35,,37,39,46,51,52,54)
O peso da evidência foi construído a partir da freqüência com que o fator aparece nos estudos analisados. Salienta-se que não há uma homogeneidade quanto aos fatores de risco apontados nos estudos. Trata-se apenas de um guia para que se possa valorizar com maior ou menor intensidade determinados fatores.
Os fatores de risco considerados de peso alto, ou seja, apontados na maioria dos estudos como fatores determinantes de quedas foram: idade igual ou maior a 75 anos, sexo feminino, presença de declínio cognitivo, de inatividade, de fraqueza muscular e de distúrbios do equilíbrio corporal, marcha ou de mobilidade, história prévia de acidente vascular cerebral, de quedas anteriores e de fraturas, comprometimento na capacidade de realizar atividades de vida diária e o uso de medicações psicotrópicas, em especial os benzodiazepínicos, assim como o uso de várias medicações concomitantes.
Dentre estes estudos, destaca-se o realizado no município de São Paulo que aponta que os idosos que caíram de forma recorrente tiveram sua chance aumentada em 1,6 vezes (95% IC 1,00-2,52) por serem viúvos, separados ou desquitados, em 1,5 vezes por não terem o hábito de ler como atividade de lazer (95%IC 1,03-2,37), em 4,6 vezes por terem história de fratura (95% CI 2,23-9,69) e em 2,37 vezes por apresentarem comprometimento em 1 a 3 atividades de vida diária (95% CI 1,49-3,78), em 3,31 vezes a chance por apresentarem dificuldade em 4 ou mais atividades de vida diária (95%CI 1,58-6,93) e em 1,53 vezes a chance por relatarem ter visão ruim ou péssima (95%CI 1,00-2,34) quando comparados aos idosos que tinham boa percepção subjetiva de visão. Este modelo explicou 73% dos eventos (39).
Rubenstein e Josephson analisando 16 estudos de idosos vivendo na comunidade e de idosos institucionalizados, apontam um aumento do risco com a presença dos seguintes fatores, por ordem de importância: presença de fraqueza muscular, história de quedas, déficit de marcha e de equilíbrio, uso de dispositivo de auxílio à marcha, déficit visual, artrite, comprometimento em atividades de vida diária, depressão, declínio cognitivo e idade igual ou superior a 80 anos (440.
Em uma revisão sistemática de 11 estudos de coorte ou casos-controle a cerca dos fatores de risco para quedas em ambiente hospitalar foram levantados como os mais freqüentes: alteração do estado mental, em especial os estados de confusão e desorientação (9/11), uso de medicações como sedativos, tranqüilizantes e benzodiazepínicos (4/11), limitações de mobilidade, como distúrbios de marcha,
equilíbrio e fraqueza muscular (4/11), história de quedas (4/11), necessidade especial com toalete ou eliminações (4/11), idade avançada (4/11), necessidade de dispositivos de auxílio a mobilidade (3/11) e fraqueza geral, tontura, depressão e tempo maior de hospitalização (2/11). Os fatores de menor relevância foram mês da internação, ter tido três ou mais transferências de unidade, sonolência, abuso de drogas, terapia endovenosa, condições médicas gerais, anemias, condições pós-operatórias, evidência de estado confusional agudo, dentre outros. Os autores concluem que as intervenções a serem priorizadas nos idosos hospitalizados são aquelas direcionadas a identificar e tratar as limitações relacionadas ao estado mental e ás alterações de mobilidade (15).
As principais causas de quedas estão dispostas no Quadro 2. Há, no entanto, uma grande dificuldade em estabelecer uma única causa, visto que a etiologia das quedas nos idosos é em geral multifatorial, particularmente nos idosos frágeis. Mas, a busca ativa de causas que levaram o idoso a cair é fundamental para que uma intervenção apropriada seja realizada.
Quadro 1- Fatores de risco, classificados de acordo com o peso da evidência, além da classificação de acordo com o tipo de queda.
Fatores Sócio-demográficos Peso da evidência e tipo de queda Sexo feminino Alto (acidentais, recorrentes e com lesões sérias) Idade ≥ 75 anos Alto (acidentais, recorrentes e com lesões sérias) Ausência de Cônjuge Baixo (recorrentes)
Raça Branca Baixo (com lesões sérias) Baixa Renda Baixo (acidentais)
Morar só Baixo (com lesões sérias) Psico-Cognitivos
Declínio Cognitivo Alto (acidentais, recorrentes) Depressão Baixo (acidentais)
Medo de Cair Baixo (recorrentes)
Condições de saúde/Doenças Crônicas AVC prévio Alto (acidentais, recorrentes) Diabetes Baixo (acidentais)
Queixa de Tontura Médio (acidentais e recorrentes) Hipotensão Postural Baixo (recorrentes)
Baixo Índice de massa corpóreo Médio (acidentais, com lesões sérias) Anemia Baixo (com lesões sérias)
Insônia Baixo (recorrentes, com lesões sérias)
Incontinência ou urgência miccional Médio (recorrentes, com lesões sérias) Artrite/osteoartrose Baixo (acidentais)
História prévia de quedas Alto (recorrentes, com lesões sérias) História prévia de fratura Alto (recorrentes, com lesões sérias) Neuropatia Baixo (com lesões sérias)
Funcionalidade
Comprometimento em AVD Alto (acidentais,recorrentes, com lesões sérias) Necessidade de dispositivo de auxílio a marcha Baixo (acidentais)
Inatividade Alto (acidentais,recorrentes, com lesões sérias) Comprometimento sensorial
Comprometimento visual Moderado (acidentais,recorrentes,com lesões sérias) Equilíbrio corporal, marcha e mobilidade Alto (acidentais,recorrentes, com lesões sérias)
Distúrbio neuromuscular
Fraqueza muscular de MMII Alto (acidentais, recorrentes)
Fraqueza muscular de preensão Alto (acidentais, recorrentes, com lesões sérias) Diminuição de reflexos Baixo (acidentais)
Dor em joelho ou quadril Baixo (acidentais) Problemas nos pés Baixo (acidentais)
Tempo de reação Baixo (com lesões sérias) Uso de medicações
Psicotrópicas :Benzodiazepínicos Alto (recorrentes, com lesões sérias) Bloqueadores de canal de cálcio Baixo (com lesões sérias)
Analgésicos Baixo (com lesões sérias)
Número de medicações Alto (recorrentes, com lesões sérias) Condição médica prévia
Hospitalizações Baixo (acidentais)
(se alta: fator presente na maioria dos estudos, se moderada: fator presente em boa parte dos estudos, mas não na maioria e se baixa: fator presente em um ou dois estudos
apenas)
Quadro 2 – Causas de quedas em idosos: resumo de 12 estudos levantados por Rubenstein, Josephson, 2002.
Acidentais ou relacionadas ao ambiente Distúrbios do equilíbrio e marcha Fraqueza muscular Tontura e vertigem
Artrite Doenças agudas Epilepsia Dor
Medicamentos Álcool
―drop attack‖ Confusão ou Delirium Hipotensão Postural Distúrbios visuais Queda da cama
Síncope
Para que este levantamento sobre as causas possa ser realizado de forma sistematizada, faz-se necessário identificar todo o contexto, como mecanismo da queda, atividade que estava sendo realizada no momento do evento, hora do dia ou noite, tipo de calçado, local onde ocorreu a queda, e qualquer sinal ou sintoma pré ou pós-evento que possa ter relevância na determinação do mesmo. Aspectos como se houve ou não perda da consciência ou escurecimento da visão podem descartar síncopes.
Outros mecanismos envolvidos, como falseamento dos joelhos pode estar relacionado à fraqueza muscular, osteoartrose de joelhos e ao drop attack; a sensação de tontura relacionada à posição da cabeça ou a movimentos do corpo pode estar associada à presença de disfunções vestibulares. O roteiro apresenta as principais perguntas a serem realizadas na investigação do evento de queda. A queda pode ser o reflexo de uma doença aguda como infecção urinária ou respiratória, arritmia cardíaca, acidente vascular encefálico, delirium, dentre outras. A mesma pessoa pode cair em diferentes momentos por várias razões. A queda de causa desconhecida deve ser amplamente investigada até que um fator ou vários fatores seja apontado como agentes etiológicos ou precipitantes do evento.
Nunca, especialmente, nos idosos que caem recorrentemente devê-se assumir como causa aquela relacionada a um evento anterior. A busca sistematizada de fatores causais permite o adequado manejo, previne novos eventos e trata doenças associadas, evitando comorbidades e o escalonamento de incapacidades (26).
Roteiro sugerido para investigação do evento de queda:
o Quantas vezes o Sr.(a) caiu no último ano?
o Houve alguma conseqüência como fratura, luxação, trauma craniano ou
escoriação, contusão, corte?
o Houve necessidade de procurar um médico ou serviço de emergência em um
hospital?
o O Sr. (a) restringiu suas atividades habituais por causa da queda?
o Se sim, o Sr. (a) o fez por dor, insegurança, medo, dificuldade para andar, dentre
outros.
o Agora vamos falar sobre sua última queda. o O Sr. (a) sabe precisar quando ela ocorreu? o A queda aconteceu de dia ou de noite? o O evento ocorreu após a refeição? o Em que lugar aconteceu a queda? o Houve perda da consciência?
o Que movimentos o Sr.(a) estava fazendo no momento da queda? Andando,
levantando-se da cadeira, inclinando-se, virando-se, etc.
o Que atividade o Sr.(a) estava realizando no momento da queda? Tomando
banho, andando até o banheiro, voltando para o quarto, subindo no banquinho, calçando o chinelo, descendo do ônibus, dentre outras.
o Como a queda ocorreu? Desequilibrou-se, os joelhos falsearam, sentiu-se fraco
subitamente, sentiu-se tonto ?
o Que parte do corpo bateu primeiro no chão ou no mobiliário? o Estava usando óculos ou aparelho auditivo (quando se aplicar)?
o Como estava se sentindo antes de cair (na semana prévia)? Houve alguma
modificação na sua saúde? Como fraqueza generalizada, cansaço, apatia, falta de ar, problemas de memória, febre, taquicardia, dor no peito, etc.
o Houve alguma modificação na medicação usada habitualmente? Algum
medicamento novo foi introduzido ou retirado? Fez uso de alguma medicação por conta própria?
o No último ano, o Sr.(a) esteve hospitalizado?
o O Sr.(a) diria que tem tido maior dificuldade para andar dentro de casa, vestir-se,
tomar banho, andar fora de casa, ir ao banheiro em tempo, tomar remédios na hora certa ?
Com o objetivo de facilitar a exclusão de fatores causais foi proposto o algoritmo descrito abaixo como um modelo para tomada de decisão clínica em relação ao diagnóstico. Levar em conta a presença de fatores extrínsecos precipitantes. O crédito do evento a um fator ambiental deve ser vastamente pesquisado. A exclusão de outros fatores intrínsecos pode classificar o evento como tipicamente acidental (38).
Figura 1 - Algoritmo adaptado proposto pela OPAS,2002.
Avaliação do risco para quedas e testes de equilíbrio e marcha
Um screening de risco para quedas é um instrumento eficaz na identificação de idosos com maior chance de sofrerem um evento no futuro. Deve ser realizado em todos os idosos admitidos em hospitais, em assistência domiciliar, centro de reabilitação, instituições de longa e curta permanência e em unidades de acompanhamento ambulatorial (15,42,46,50).
Nenhum instrumento aplicado de forma isolada é capaz de identificar idosos de risco para quedas, assim como estratificar este risco. Uma combinação de instrumentos em geral contidos na avaliação geriátrico-gerontológica abrangente deve ser utilizada como rastreio para maior vulnerabilidade a quedas.
É consenso que quanto maior o número de fatores de risco presentes maior será a chance de queda. A queixa de dificuldade de equilíbrio e marcha, assim como as histórias prévias de quedas têm sido apontadas como fatores de risco para idosos que vivem na comunidade.
Vários testes têm sido desenvolvidos com o objetivo de avaliar funcionalmente o equilíbrio e a marcha e busca estabelecer parâmetros para identificação de idosos com maior suscetibilidade a cair. Dentre estes, destacam-se: Timed Up & Go Test (PODSIADLO & RICHARDSON (1991), a escala de Equilíbrio de Berg - Berg Functional Balance Scale (BERG et al., 1992), o POMA - – Performance-Oreinted Assessement of Mobility (TINETTI, 1986,1988) o Functional Reach e o Dynamic Gait Index (SHUMWAY-COOK et al. (1997).
As escalas de Berg, o POMA e o Dynamic Gait Index são testes funcionais de avaliação do equilíbrio e da marcha que contém um maior número de tarefas motoras e necessitam de um maior treinamento e expertise na sua aplicação. Em geral, são aplicados por fisioterapeutas dentro de um espectro maior de avaliação físico-funcional de idosos. Todos têm sido largamente apontados na literatura internacional como instrumentos válidos na determinação de idosos com maior chance de quedas.
O POMA consiste de nove itens como contra-reação ao desequilíbrio aplicado ao esterno, passar de sentado para de pé, virar 360 graus, os quais são categorizados em uma escala de três pontos. A Berg Balance Scale foi desenvolvida para monitorar o desempenho dos idosos quanto à tarefas motoras de equilíbrio em idosos, para identificar indivíduos que se beneficiariam de um encaminhamento para fisioterapia e para prever quedas em idosos da comunidade e institucionalizados (3,4,20). A escala consiste de 14 tarefas, categorizadas numa escala ordinal de cinco pontos, que vai desde 0 - incapaz de realizar a tarefa, até 5 - realiza de forma independente, baseada na qualidade e necessidade de assistência para realizar a tarefa de forma assim como, no tempo para completar a prova. Os escores dos 14 itens são combinados em um escore total que vai de 0 a 56 pontos, com um escore maior relacionado a um melhor desempenho. Os elementos do teste são representativos de atividades do dia a dia como sentar, levantar, inclinar-se à frente, virar-se, dentre outros. BERG et al.,1992 demonstraram que o escore de 45 ou menos foi preditivo de quedas recorrentes em um estudo de meta-análise com 110 sujeitos.
O Índice dinâmico da marcha é composto por oito tarefas de deambulação que avaliam velocidade e instabilidade na marcha durante o acelerar e desacelerar, em movimento de rotação e flexo-extensão da cabeça, em movimentos de rotação axial do corpo, em movimentos de ultrapassar e circundar obstáculos e em subir e descer degraus. Uma pontuação de 19 ou menos foi associada a quedas em idosos na comunidade (47). Assim, estratégias compensatórias devem ser elucidadas com objetivo de avaliar se são as mais indicadas para dado paciente no seu contexto funcional diário. Assim, os fisioterapeutas devem perguntar-se se seus pacientes estão utilizando as melhores estratégias dada suas limitações primárias e se uma intervenção terapêutica poderia melhorar os mecanismos de controle postural.
O Timed up & go test é bastante simples e não exige nenhuma expertise específica, necessitando apenas de um procedimento sistematizado que consiste em medir o tempo gasto na tarefa de levantar-se de uma cadeira (a partir da posição encostada), andar 3
metros até um demarcador no solo, girar e voltar andando no mesmo percurso, sentado-se novamente com as costas apoiadas no encosto da cadeira. a instrução dada é que o idoso execute a tarefa de forma segura e o mais rapidamente possível. Os autores admitiram como tempo normal para a realização da tarefa por adultos saudáveis, um tempo de 10 segundos; considera-se que 11 a 20 segundos sejam os limites normais de tempo para idosos frágeis ou pacientes deficientes; mais de 20 segundos na execução da atividade é considerado um valor indicativo da necessidade de intervenção adequada.
“Guidelines” para Prevenção de Quedas em Idosos
O diagrama acima tem como objetivo nortear as intervenções para idosos vivendo na comunidade. A partir do levantamento da ocorrência de queda no último ano e da suspeita de alterações de marcha ou equilíbrio, é necessária uma avaliação sistematizada por meio de uma avaliação geriátrico-gerontológica abrangente e de avaliações do equilíbrio funcional e da marcha, que em conjunto possam classificar os idosos em função risco de queda. A partir daí, implementa-se intervenções específicas para cada grupo. O monitoramento subseqüente diz respeito não só a ocorrência, a freqüência, a gravidade como também do intervalo entre os eventos.
Se possível, o paciente deve ser despido no quarto e conduzido ao banheiro protegido por um roupão, neste momento, evite fixar os olhos em seu corpo (isto pode constrangê-lo), observe-o sutilmente.
4.1.4. O BANHO PROPRIAMENTE DITO
Oriente-o para iniciar o banho e auxilie-o, se necessário;
Não faça por ele. Estimule, oriente, supervisione, auxilie. Apenas nos estágios mais avançados da doença o cuidador deve assumir a responsabilidade de dar o banho;
Aproveite a oportunidade para massagear suavemente a sua pele, isto favorece a circulação sanguínea e produz grande conforto;
Não utilize buchas de banho, lembre-se que a pele é muito sensível e você pode provocar lesões;
Lave a cabeça no mínimo 3 X por semana, utilize xampu neutro, observe se há lesões no couro cabeludo. Mantenha se possível, os cabelos curtos;
Observe se há necessidade de cortar as unhas das mãos e dos pés, em caso positivo, posteriormente, corte-as retas com todo cuidado especialmente nos pacientes diabéticos;
Após o banho, seque bem o corpo, principalmente as regiões de genitais, articulares (dobra de joelho, cotovelos, axilas) e interdigitais (entre os dedos).
Cuidando da Pele
5. CUIDANDO DA PELE
A pele merece atenção especial e o momento do banho é o mais apropriado para se observar a presença de hematomas (manchas roxas), hiperemia (vermelhidão), pruridos (coceiras), assaduras ou qualquer outro tipo de lesão, as quais se tratadas adequadamente e a tempo evitam complicações e previnem a ocorrência de úlceras por pressão (escaras).
Manter a higiene da pele é de suma importância, pois se trata de uma barreira natural de que dispõe o organismo contra infecções, portanto, trabalhe para manter sua integridade;
Idosos apresentam fragilidade de vasos capilares, que se rompe com facilidade, causando manchas avermelhadas na pele. Aumente a oferta de alimentos ricos em vitamina C , ela melhora a resistência dos vasos capilares;
Ao segurar o paciente pelos braços ou mãos, não exerça demasiada pressão, lembre-se, a sua pele é frágil, e muitas vezes, rompe-se com uma simples pressão;
Manter a pele hidratada é de fundamental importância, existem no mercado bons cremes hidratantes, de perfume suave, que umidificam adequadamente, evitando seu ressecamento;
Mantenha o paciente hidratado, ofereça líquidos à vontade;
Evite a exposição à luz solar após as 9 horas da manhã (10 no horário de verão); Pruridos (coceiras) podem ser causados por vestuário confeccionado com
tecidos sintéticos, dê preferência às roupas de algodão ou tecidos antialérgicos; Assaduras podem surgir devido a má higienização ou a longa permanência com
De forma geral preconiza-se que:
Todos os idosos devem ser perguntados quanto a ocorrência de qualquer evento no último ano e rastreados quanto ao risco de quedas (13,22,23,44,45,46);
Todos os idosos devem ser classificados quanto ao grau do risco para que se possa determinar o nível de intervenção a ser prescrita (39,42,46);
Devem-se enumerar todos os fatores de risco presentes e separá-los em modificáveis e não modificáveis (39,36);
Deve-se avaliar o equilíbrio e a marcha, usando teste válidos e confiáveis de acordo com a população estudada (21,26,36, 38,45,49);
Uma avaliação do evento de queda deve ser desencadeada para a busca sistematizada de fatores etiológicos (21,38);
Deve-se atuar de maneira personalizada sobre os fatores de risco modificáveis, estabelecendo intervenções baseadas em evidências;
É recomendável que se promovam intervenções multidimensionais. A intervenção isolada tem pouco impacto sobre a diminuição no risco relativo de quedas. Não há comprovação de que exercícios, adequação de medicação, ou adaptação ambiental isoladamente diminuam o risco de queda (13 ,16,22,23, 46,50);
Programas multidimensionais bem-sucedidos incluem avaliação e aconselhamento médico e ambiental, mudança na prescrição medicamentosa, exercícios individualizados, treino de transferências posturais e de marcha e, encaminhamento a especialistas de acordo com a necessidade (7,10, 16, 22, 23, 53);
Uma vez estabelecido um protocolo de intervenção, é imprescindível monitorar a ocorrência de eventos, sua freqüência e a presença de conseqüências adversas ao menos mensalmente. A melhor forma é utilizar o sistema do tipo calendário (13);
Estabelecer medidas educacionais visando à diminuição de comportamentos de risco (42);
Ensinar ao paciente como se levantar após uma queda (42);
Avaliar, quando necessário, o medo de cair e a percepção de auto-eficácia em atividades do cotidiano (42);
Quando o paciente for identificado como sendo de alto risco e possuir um declínio cognitivo, um sistema de vigilância contínua deve ser iniciado com a presença de alarmes sonoros ou de cuidadores em tempo integral. A restrição ou contenção física deve ser evitada(42, 13);
As intervenções para prevenção de quedas são mais eficazes se forem direcionadas a idosos de alto risco de cair e que vivem na comunidade. Seis de oito ensaios clínicos que envolveram pessoas com estas características relataram uma significativa redução
no risco relativo de queda. Dois destes ensaios envolveram intervenções multidimensionais, dois envolveram exercícios, um envolveu a redução no uso de medicações psicotrópicas e um relacionou-se com a redução de riscos ambientais por meio da avaliação de uma terapeuta ocupacional (13,) .
No entanto, há ainda dificuldades metodológicas que não permitem a adequada comparação entre os estudos. Há estudos apontando que mesmo com intervenções multidimensionais, que variam tremendamente entre os estudos, não se encontrou diferença entre o grupo que sofreu intervenção e o grupo controle quanto ao número cumulativo de quedas, o número médio de quedas e quanto à freqüência das quedas. Encontrou-se uma diferença significante quanto ao intervalo entre os eventos de queda. Em uma meta-análise recente envolvendo 12 estudos, os resultados apontam que houve uma redução de 4% na ocorrência de quedas para os idosos que estavam no grupo de tratamento que receberam várias e diferentes intervenções. Reforçou-se ainda que intervenções isoladas tem um menor impacto na redução das quedas, independentemente da intervenção realizada, e que os programas direcionados para idosos de risco mas, vivendo na comunidade têm maior eficácia do que aqueles direcionados à idosos institucionalizados (22,23).
O quadro abaixo enumera intervenções específicas de acordo com evidências existentes na literatura.
Quadro 4 – Intervenções recomendadas para tratamento de fatores de risco/ causas de quedas em idosos
Fator de risco ou causa presente Intervenção Fraqueza muscular de MMII
Distúrbio de equilíbrio Distúrbios de marcha Déficit visual
Déficit auditivo
Hipotensão Postural: queda sintomática de 20 mmHg na PA sistólica mensurada entre 1 a 5 minutos após ficar de pé a partir da posição deitada ou sentada
Uso de medicações psicotrópicas Presença de riscos ambientais Presença de queixa de tontura Necessidades específicas nas
Programa de fortalecimento muscular de quadríceps e dorsi-flexores de tornozelo. Exercícios excêntricos são recomendados. A eficácia é maior se forem realizados para grupos de idosos de alto risco e se forem supervisionados por fisioterapeuta
Treino de equilíbrio em relação à integração das informações sensoriais, ao controle dos limites de estabilidade, ao controle da rotação de tronco e na eficácia das estratégias motoras.
Recomenda-se a prática de Tai Chi.
Podem ser realizados em casa mas, devem ser monitorados por fisioterapeuta.
Adequação e ou prescrição de dispositivos de auxílio à marcha. O treino de uso adequado é recomendável.
eliminações
Distúrbios de comportamento: agitação psicomotora. Confusão mental
Doença de Parkinson, parkinsonismo, acidente vascular encefálico, artrite, neuropatias, demência
Distúrbio de atenção: dificuldade em dupla tarefa: motora e cognitiva concomitantes
Adequação de lentes corretivas. Visita anual ao oftalmologista.
Evitar o uso de lentes bifocais.
Acompanhamento cuidadoso do equilíbrio corporal após cirurgia de catarata.
Prescrição e uso adequados do aparelho de amplificação sonora.
Revisão da medicação, elevação da cabeceira da cama, orientação de movimentos de MMII antes de se levantar.
Rever a necessidade de uso de anti-psicóticos, anti-depressivos e benzodiazepínicos (curta e longa duração). Prescrever um número reduzido de medicações e levantar o uso de medicações sem prescrição médica
Modificação ambiental só foi eficaz na redução das quedas quando realizada após avaliação feita por profissional de terapia ocupacional e
fornecido as adaptações necessárias.
Inquérito sobre tontura. Se presença de quadro de tontura (vertigem, cabeça oca, flutuação,
afundamento, etc) encaminhamento ao otoneurologista. Se diagnosticada síndrome vestibular, implementar Reabilitação Vestibular. Evitar ingesta hídrica antes de dormir.
Acender luz ao ir ao banheiro durante a noite ou deixar luz noturna acesa.
Utilização de fraldas noturnas
Realizar reabilitação funcional do assoalho pélvico.
Avaliar se há presença de quadro de estado confusional agudo.
Adequar o ciclo vigília-sono.
Evitar eventos estressores. Usar terapia de validação.
Evitar restrição física ou medicamentosa. Vigilância contínua
Manejo farmacológico específico. Fisioterapia especializada.
Avaliação específica do desempenho por meio do Timed up & go modificado.
Treino de Equilíbrio associado ao treino cognitivo
Transtornos Mentais em Idosos
Transtornos Mentais em Idosos
A velhice é um período normal do ciclo vital caracterizado por algumas mudanças físicas, mentais e psicológicas. É importante fazer essa consideração pois algumas alterações nesses aspectos não caracterizam necessariamente uma doença. Em contrapartida, há alguns transtornos que são mais comuns em idosos como transtornos depressivos, transtornos cognitivos, fobias e transtornos por uso de álcool. Além disso, os idosos apresentam risco de suicídio e risco de desenvolver sintomas psiquiátricos induzidos por medicamentos.
Muitos transtornos mentais em idosos podem ser evitados, aliviados ou mesmo revertidos. Conseqüentemente, uma avaliação médica se faz necessária para o esclarecimento do quadro apresentado pelo idoso.
Diversos fatores psicossociais de risco também predispõem os idosos a transtornos mentais.
Esses fatores de risco incluem:
o Perda de papéis sociais o Perda da autonomia
o Morte de amigos e parentes o Saúde em declínio
o Isolamento social o Restrições financeiras
o Redução do funcionamento cognitivo (capacidade de compreender e pensar de
uma forma lógica, com prejuízo na memória). Transtornos psiquiátricos mais comuns em idosos
o Demência
o Demência tipo Alzheimer o Demência vascular
o Esquizofrenia
o Transtornos depressivos
o Transtorno bipolar (do humor) o Transtorno delirante
o Transtornos de ansiedade o Transtornos somatoformes
o Transtornos por uso de álcool e outras substâncias
Demência
Demência
Demência é um comprometimento cognitivo geralmente progressivo e irreversível. As funções mentais anteriormente adquiridas são gradualmente perdidas. Com o aumento da idade a demência torna-se mais freqüente. Acomete 5 a 15% das pessoas com mais de 65 anos e aumenta para 20% nas pessoas com mais de 80 anos.
Os fatores de risco conhecidos para a demência são: Idade avançada História de demência na família, Sexo feminino
Os sintomas incluem alterações na memória, na linguagem, na capacidade de orientar-se. Há perturbações comportamentais como agitação, inquietação, andar a esmo, raiva, violência, gritos, desinibição sexual e social, impulsividade, alterações do sono, pensamento ilógico e alucinações.
As causas de demência incluem lesões e tumores cerebrais, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), álcool, medicamentos, infecções, doenças pulmonares crônicas e doenças inflamatórias. Na maioria das vezes as demências são causadas por doenças degenerativas primárias do sistema nervoso central (SNC) e por doença vascular. Cerca de 10 a 15% dos pacientes com sintomas de demência apresentam condições tratáveis como doenças sistêmicas (doenças cardíacas, renais, endócrinas), deficiências vitamínicas, uso de medicamentos e outras doenças psiquiátricas (depressão).
As demências são classificadas em vários tipos de acordo com o quadro clínico, entretanto as mais comuns são demência tipo Alzheimer e demência vascular.
1.2. Demência tipo Alzheimer
De todos os pacientes com demência, 50 a 60% têm demência tipo Alzheimer, o tipo mais comum de demência. É mais freqüente em mulheres que em homens. É caracterizada por um início gradual e pelo declínio progressivo das funções cognitivas.
A memória é a função cognitiva mais afetada, mas a linguagem e noção de orientação do indivíduo também são afetadas. Inicialmente, a pessoa pode apresentar uma incapacidade para aprender e evocar novas informações.
As alterações do comportamento envolvem depressão, obsessão (pensamento, sentimento, idéia ou sensação intrusiva e persistente) e desconfianças, surtos de raiva com risco de atos violentos. A desorientação leva a pessoa a andar sem rumo podendo ser encontrada longe de casa em uma condição de total confusão. Aparecem também alterações neurológicas como problemas na marcha, na fala, no desempenhar uma função motora e na compreensão do que lhe é falado.
O diagnóstico é feito com base na história do paciente e do exame clínico. As técnicas de imagem cerebral como tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser úteis.
O tratamento é paliativo e as medicações podem ser úteis para o manejo da agitação e das perturbações comportamentais. Não há prevenção ou cura conhecidas.
1.3. Demência vascular
É o segundo tipo mais comum de demência. Apresenta as mesmas características da demência tipo Alzheimer mas com um início abrupto e um curso gradualmente deteriorante. Pode ser prevenida através da redução de fatores de risco como hipertensão, diabete, tabagismo e arritmias. O diagnóstico pode ser confirmado por técnicas de imagem cerebral e fluxo sangüíneo cerebral.
Esquizofrenia
Esquizofrenia (esquizofrenia e outras psicoses)
Essa doença começa no final da adolescência ou idade adulta jovem e persiste por toda a vida. Cerca de 20% das pessoas com esquizofrenia não apresentam sintomas ativos aos 65 anos; 80% mostram graus variados de comprometimento. A doença torna-se menos acentuada à medida que o paciente envelhece.
Os sintomas incluem retraimento social, comportamento excêntrico, pensamento ilógico, alucinações e afeto rígido. Os idosos com esquizofrenia respondem bem ao tratamento com drogas antipsicóticas que devem ser administradas pelo médico com cautela.
Transtornos depressivos
A idade avançada não é um fator de risco para o desenvolvimento de depressão, mas ser viúvo ou viúva e ter uma doença crônica estão associados com vulnerabilidade aos transtornos depressivos. A depressão que inicia nessa faixa etária é caracterizada por vários episódios repetidos.
Os sintomas incluem redução da energia e concentração, problemas com o sono especialmente despertar precoce pela manhã e múltiplos despertares, diminuição do apetite, perda de peso e queixas somáticas (como dores pelo corpo). Um aspecto importante no quadro de pessoas idosas é a ênfase aumentada sobre as queixas somáticas.
Pode haver dificuldades de memória em idosos deprimidos que é chamado de síndrome demencial da depressão que pode ser confundida com a verdadeira demência. Além disso, a depressão pode estar associada com uma doença física e com uso de medicamentos.
Transtorno Bipolar (Transtornos do Humor)
Transtorno bipolar (transtornos do humor)
Os sintomas da mania em idosos são semelhantes àqueles de adultos mais jovens e incluem euforia, humor expansivo e irritável, necessidade de sono diminuída, fácil distração, impulsividade e, freqüentemente, consumo excessivo de álcool. Pode haver um comportamento hostil e desconfiado. Quando um primeiro episódio de comportamento maníaco ocorre após os 65 anos, deve-se alertar para uma causa orgânica associada. O tratamento deve ser feito com medicação cuidadosamente controlada pelo médico.
Transtorno Delirante
Transtorno delirante
A idade de início ocorre por volta da meia-idade mas pode ocorrer em idosos. Os sintomas são alterações do pensamento mais comumente de natureza persecutória (os pacientes crêem que estão sendo espionados, seguidos, envenenados ou de algum modo assediados). Podem tornar-se violentos contra seus supostos perseguidores,
trancarem-se em trancarem-seus apotrancarem-sentos e viverem em reclusão. A natureza dos pensamentos pode trancarem-ser em relação ao corpo, como acreditar ter uma doença fatal (hipocondria).
Ocorre sob estresse físico ou psicológico em indivíduos vulneráveis e pode ser precipitado pela morte do cônjuge, perda do emprego, aposentadoria, isolamento social, circunstâncias financeiras adversas, doenças médicas que debilitam ou por cirurgia, comprometimento visual e surdez.
As alterações do pensamento podem acompanhar outras doenças psiquiátricas que devem ser descartadas como demência tipo Alzheimer, transtornos por uso de álcool, esquizofrenia, transtornos depressivos e transtorno bipolar. Além disso, podem ser secundárias ao uso de medicamentos ou sinais precoces de um tumor cerebral.
Transtornos de Ansiedade
Transtornos de ansiedade
Incluem transtornos de pânico, fobias, TOC, ansiedade generalizada, de estresse agudo e de estresse pós-traumático. Desses, os mais comuns são as fobias.
Os transtornos de ansiedade começam no início ou no período intermediário da idade adulta, mas alguns aparecem pela primeira vez após os 60 anos.
As características são as mesmas das descritas em transtornos de ansiedade em outras faixas etárias.
Em idosos a fragilidade do sistema nervoso autônomo pode explicar o desenvolvimento de ansiedade após um estressor importante. O transtorno de estresse pós-traumático freqüentemente é mais severo nos idosos que em indivíduos mais jovens em vista da debilidade física concomitante nos idosos.
As obsessões (pensamento, sentimento, idéia ou sensação intrusiva e persistente) e compulsões (comportamento consciente e repetitivo como contar, verificar ou evitar ou um pensamento que serve para anular uma obsessão) podem aparecer pela primeira vez em idosos, embora geralmente seja possível encontrar esses sintomas em pessoas que eram mais organizadas, perfeccionistas, pontuais e parcimoniosas. Tornam-se excessivos em seu desejo por organização, rituais e necessidade excessiva de manter rotinas. Podem ter compulsões para verificar as coisas repetidamente, tornando-se geralmente inflexíveis e rígidos.
Transtornos Somatoformes
São um grupo de transtornos que incluem sintomas físicos (por exemplo dores, náuseas e tonturas) para os quais não pode ser encontrada uma explicação médica adequada e que são suficientemente sérios para causarem um sofrimento emocional ou prejuízo significativo à capacidade do paciente para funcionar em papéis sociais e ocupacionais. Nesses transtornos, os fatores psicológicos são grandes contribuidores para o início, a severidade e a duração dos sintomas. Não são resultado de simulação consciente.
A hipocondria é comum em pacientes com mais de 60 anos, embora o seja mais freqüente entre 40 e 50 anos. Exames físicos repetidos são úteis para garantirem aos pacientes que eles não têm uma doença fatal. A queixa é real, a dor é verdadeira e percebida como tal pelo paciente. Ao tratamento, deve-se dar um enfoque psicológico ou farmacológico.
Transtornos por Uso de Álcool e Outras Substâncias
Transtornos por Uso de Álcool e Outras Substâncias
Os pacientes idosos com dependência de álcool, geralmente, apresentam uma história de consumo excessivo que começou na idade adulta e apresenta uma doença médica, principalmente doença hepática. Além disso, um grande número tem demência causada pelo álcool.
A dependência de substâncias como hipnóticos, ansiolíticos e narcóticos é comum. Os pacientes idosos podem abusar de ansiolíticos para o alívio da ansiedade crônica ou para garantirem uma noite de sono.
A apresentação clínica é variada e inclui quedas, confusão mental, fraca higiene pessoal, depressão e desnutrição.
Depressão
Depressão
Sinônimos e nomes relacionados:
Transtorno depressivo, depressão maior, depressão unipolar, incluindo ainda tipos diferenciados de depressão, como depressão grave, depressão psicótica, depressão atípica, depressão endógena, melancolia, depressão sazonal.
O que é a depressão?
Depressão é uma doença que se caracteriza por afetar o estado de humor da pessoa, deixando-a com um predomínio anormal de tristeza. Todas as pessoas, homens e
mulheres, de qualquer faixa etária, podem ser atingidas, porém mulheres são duas vezes mais afetadas que os homens. Em crianças e idosos a doença tem características particulares, sendo a sua ocorrência em ambos os grupos também freqüente.
Como se desenvolve a depressão?
Na depressão como doença (transtorno depressivo), nem sempre é possível haver clareza sobre quais acontecimentos da vida levaram a pessoa a ficar deprimida, diferentemente das reações depressivas normais e das reações de ajustamento depressivo, nas quais é possível localizar o evento desencadeador.
As causas de depressão são múltiplas, de maneira que somadas podem iniciar a doença. Deve-se a questões constitucionais da pessoa, com fatores genéticos e neuroquímicos (neurotransmissores cerebrais) somados a fatores ambientais, sociais e psicológicos, como:
o Estresse
o Estilo de vida
o Acontecimentos vitais, tais como crises e separações conjugais, morte na
família, climatério, crise da meia-idade, entre outros. Como se diagnostica a depressão?
Na depressão a intensidade do sofrimento é intensa, durando a maior parte do dia por pelo menos duas semanas, nem sempre sendo possível saber porque a pessoa está assim. O mais importante é saber como a pessoa se sente, como ela continua organizando a sua vida (trabalho, cuidados domésticos, cuidados pessoais com higiene, alimentação, vestuário) e como ela está se relacionando com outras pessoas, a fim de se diagnosticar a doença e se iniciar um tratamento médico eficaz.
O que sente a pessoa deprimida?
Freqüentemente o indivíduo deprimido sente-se triste e desesperançado, desanimado, abatido ou " na fossa ", com " baixo-astral ". Muitas pessoas com depressão, contudo, negam a existência de tais sentimentos, que podem aparecer de outras maneiras, como por um sentimento de raiva persistente, ataques de ira ou tentativas constantes de culpar os outros, ou mesmo ainda com inúmeras dores pelo corpo, sem outras causas médicas que as justifiquem. Pode ocorrer também uma perda de interesse por atividades que antes eram capazes de dar prazer à pessoa, como atividades recreativas, passatempos, encontros sociais e prática de esportes. Tais eventos deixam de ser agradáveis. Geralmente o sono e a alimentação estão também alterados, podendo haver diminuição do apetite, ou mesmo o oposto, seu aumento, havendo perda ou ganho de peso. Em relação ao sono pode ocorrer insônia, com a pessoa tendo dificuldade para começar a dormir, ou acordando no meio da noite ou mesmo mais cedo que o seu habitual, não conseguindo voltar a dormir. São comuns ainda a sensação de diminuição de energia, cansaço e fadiga, injustificáveis por algum outro problema físico.
Pensamentos que freqüentemente ocorrem com as pessoas deprimidas são os de se sentirem sem valor, culpando-se em demasia, sentindo-se fracassadas até por acontecimentos do passado. Muitas vezes questões comuns do dia-a-dia deixam os indivíduos com tais pensamentos. Muitas pessoas podem ter ainda dificuldade em pensar, sentindo-se com falhas para concentrar-se ou para tomar decisões antes corriqueiras, sentindo-se incapazes de tomá-las ou exagerando os efeitos "catastróficos" de suas possíveis decisões erradas.
Pensamentos de morte ou tentativas de suicídio
Freqüentemente a pessoa pode pensar muito em morte, em outras pessoas que já morreram, ou na sua própria morte. Muitas vezes há um desejo suicida, às vezes com tentativas de se matar, achando ser esta a " única saída " ou para " se livrar " do sofrimento, sentimentos estes provocados pela própria depressão, que fazem a pessoa culpar-se, sentir-se inútil ou um peso para os outros. Esse aspecto faz com que a depressão seja uma das principais causas de suicídio, principalmente em pessoas deprimidas que vivem solitariamente. É bom lembrar que a própria tendência a isolar-se é uma conseqüência da depressão, a qual gera um ciclo vicioso depressivo que resulta na perda da esperança em melhorar naquelas pessoas que não iniciam um tratamento médico adequado.
Sentimentos que afetam a vida diária e os relacionamentos pessoais
Freqüentemente a depressão pode afetar o dia-a-dia da pessoa. Muitas vezes é difícil iniciar o dia, pelo desânimo e pela tristeza ao acordar. Assim, cuidar das tarefas habituais pode tornar-se um peso: trabalhar, dedicar-se a uma outra pessoa, cuidar de filhos, entre outros afazeres podem tornar-se apenas obrigações penosas, ou mesmo impraticáveis, dependendo da gravidade dos sintomas. Dessa forma, o relacionamento com outras pessoas pode tornar-se prejudicado: dificuldades conjugais podem acentuar-se, inclusive com a diminuição do desejo sexual; desinteresse por amizades e por convívio social podem fazer o indivíduo tender a se isolar, até mesmo dificultando a busca de ajuda médica.
Como se trata a depressão?
O tratamento médico sempre se faz necessário, sendo o tipo de tratamento relacionado à intensidade dos problemas que a doença traz. Pode haver depressões leves, com poucos aspectos dos problemas mostrados anteriormente, ou pode haver depressões bem mais graves, prejudicando de forma importante a vida do indivíduo. De qualquer forma, depressões leves ou mais graves necessitam de tratamento médico, geralmente medicamentoso (com medicações antidepressivas), ou psicoterápico, ou a combinação de ambos, de acordo com a intensidade da doença e a disponibilidade dos tratamentos.
Doença de Alzheimer
1.1. O que é doença de Alzheimer?
A doença de Alzheimer é a mais freqüente forma de demência entre idosos. É caracterizada por um progressivo e irreversível declínio em certas funções intelectuais: memória, orientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato, aprendizado, incapacidade de realizar cálculos simples, distúrbios da linguagem, da comunicação e da capacidade de realizar as tarefas cotidianas. Outros sintomas incluem, mudança da personalidade e da capacidade de julgamento.
Erroneamente conhecida pela população como ―esclerose‖ ou como o ―velhinho gagá‖ não está relacionada com problemas circulatórios.
1.2. O que é demência?
Demência é um grupo de sintomas caracterizado por um declínio progressivo das funções intelectuais, severo o bastante para interferir com as atividades sociais e do cotidiano. A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência. A segunda causa mais freqüente de demência é a demência por múltiplos infartos cerebrais, uma série de pequenos derrames. A demência pode ocorrer também a partir de outras doenças do sistema nervoso como a doença de Parkinson e a Aids.
O que é Demência Senil?
Demência Senil é um termo ultrapassado que foi usado para definir demências que ocorriam em idosos.
Quantas pessoas sofrem de doença de Alzheimer? Estima-se no Brasil 1 milhão e 200 mil pessoas.
A proporção de pessoas com a doença dobra a cada 5 anos a partir dos 65 anos de idade. Qual é a idade da maioria das pessoas com doença de Alzheimer?
Na maioria das pessoas os sintomas iniciam depois dos 60 anos de idade.
Cerca de 3% das pessoas com idade entre 65 e 74 anos tem a doença mas quase a metade das que tem 85 ou mais são acometidas. Normalmente o diagnóstico é feito pelo menos um ano depois dos primeiros sintomas que costumam ser leves e confundidos como normais no envelhecimento.
1.3. O que causa a doença de Alzheimer ?
Os cientistas ainda não sabem exatamente qual é a causa da doença de Alzheimer. O que se sabe é que a doença desenvolve-se como resultado de uma série de eventos complexos que ocorrem no interior do cérebro.
A idade é o maior fator de risco para a doença. Quanto mais idade maior o risco.
Existem dois tipos de doença de Alzheimer: a doença de Alzheimer familiar que ocorre em adultos jovens e parece ter um caráter hereditário importante e a forma esporádica na qual o fator hereditário não é óbvio.
Aproximadamente apenas 5 % da doença de Alzheimer é familiar e 95% esporádica. Na forma familiar da doença de Alzheimer, vários membros de uma mesma geração são afetados. Na forma esporádica a doença desenvolve-se a partir de uma grande variedade de fatores que os cientistas ainda estão tentando determinar.
A idade é o fator de risco mais conhecido e importante para a forma esporádica da doença de Alzheimer. Ter um familiar com Alzheimer aumenta o risco duas ou três vezes na forma esporádica mas não há como prever se você irá ter a doença ou não. Fora a genética, que outros fatores contribuem para que a doença se desenvolva?
Se bem que a causa da doença de Alzheimer ainda não esteja completamente esclarecida, alguns pesquisadores sugerem que traumas cranianos repetidos, especialmente os com perda da consciência no passado, processos inflamatórios cerebrais e o chamado ―stress oxidativo‖ podem estar envolvidos na causa da doença. São os homens ou as mulheres os mais afetados?
Mais mulheres do que homens têm a doença de Alzheimer. Porém, como a expectativa de vida das mulheres é pelo menos 5 anos superior a dos homens não se sabe se o risco está no sexo em si ou no fato das mulheres viverem mais do que os homens.
De que modo os traumas cranianos podem contribuir para que a doença de Alzheimer se desenvolva?
Alguns estudos sugerem que a pessoa que sofreu um trauma craniano com perda da consciência no passado, têm duas vezes mais probabilidade de ter a doença, mas outros estudos não confirmaram essa associação.
O nível educacional está relacionado com o risco de se ter à doença de Alzheimer? Pesquisas sugerem que quanto maior o número de anos de educação formal que uma pessoa tem, menor é a chance dela ou dele desenvolver a doença quando for idoso. Alguns estudos sugerem que manter uma atividade intelectual como fazer palavras cruzadas por exemplo pode reduzir a probabilidade de se adquirir a doença de Alzheimer.
Qual é a relação entre o alumínio e a doença de Alzheimer?
Uma das mais controvertidas hipóteses veiculada pela mídia é sobre a correlação entre o alumínio e a doença de Alzheimer. Essa suspeita foi originada a partir da constatação de que portadores da doença de Alzheimer possuíam traços de alumínio em seus cérebros. Inúmeros estudos não foram capazes de demonstrar conclusivamente essa correlação. Não se pode afirmar que esse metal desempenhe um papel na gênese da enfermidade. Algumas pessoas, desinformadas ou mal intencionadas, baseiam seus
pseudo-tratamentos, no mínimo duvidosos como a quelação, apoiados nessa equivocada premissa.
Quais são os sintomas da doença de Alzheimer?
A doença de Alzheimer é uma enfermidade progressiva e os sintomas agravam-se à medida que o tempo passa. Mas é também uma doença cujos sintomas, sua gravidade e velocidade variam de pessoa para pessoa.
Os sintomas mais comuns são :
o Perda de memória, confusão e desorientação. o Ansiedade, agitação, ilusão, desconfiança. o Alteração da personalidade e do senso crítico.
o Dificuldades com as atividades da vida diária como alimentar-se e banhar-se. o Dificuldade em reconhecer familiares e amigos.
o Dificuldade em tomar decisões. o Perder-se em ambientes conhecidos.
o Alucinações, inapetência, perda de peso, incontinência urinária e fecal. o Dificuldades com a fala e a comunicação.
o Movimentos e fala repetitiva.
Perder memória não é normal em nenhuma idade. É comum à medida que vamos envelhecendo. Problemas com a memória podem ser devidos a uma ampla gama de fatores. É normal em qualquer idade esquecer de vez em quando nomes, compromissos ou objetos como chaves, guarda-chuva etc... A causa pode ser: certos medicamentos (calmantes e hipnóticos principalmente), estresse, distração, tristeza, cansaço, problemas de visão ou audição, uso de álcool, uma doença grave ou a tentativa de se lembrar de muitas coisas ao mesmo tempo.
1.4. Como a doença de Alzheimer é diagnosticada?
A doença de Alzheimer só pode ser diagnosticada com certeza através do exame microscópico do tecido cerebral por biópsia ou necropsia, para demonstrar a presença das lesões características: as placas neuríticas e os novelos neurofibrilares em certas áreas do cérebro. Os médicos podem fazer o diagnóstico de ―possível‖ ou ―provável‖ doença de Alzheimer.
Vários instrumentos clínicos são usados para se chegar ao diagnóstico: uma história médica completa, testes para avaliar a memória e o estado mental, avaliação do grau de atenção e concentração e das habilidades em resolver problemas e nível de comunicação. Testes laboratoriais como exames de sangue e urina são usados para excluir outras causas de demência, algumas delas passíveis de serem curadas.
Exames de imagem como a tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, spect e pet, são utilizados para determinar o tipo de demência e/ou avaliar sua gravidade.
Médicos experientes em doença de Alzheimer fazem o diagnóstico correto em cerca de 90% dos casos.
Quais as outras doenças que têm sintomas parecidos com a doença de Alzheimer?
Tumores cerebrais, derrames, depressão maior, doenças da tireóide, o uso de certos medicamentos, problemas nutricionais, e outras condições podem imitar os sintomas da doença de Alzheimer. O diagnóstico precoce aumenta em muito a chance de se tratar essas doenças com sucesso.
Esquecer onde coloquei as chaves, óculos é um processo natural do envelhecimento ou da doença de Alzheimer?
A depressão pode comprometer a concentração, causar distúrbios do sono que levam à perda de memória em pessoas não portadoras de doença de Alzheimer.
Pessoas nas fases iniciais da doença de Alzheimer freqüentemente apresentam comprometimento da memória. Podem ter dificuldades em lembrar de eventos recentes, de atividades, de pessoas familiares e de objetos. A perda de memória que se associa com a doença de Alzheimer acaba por interferir seriamente na execução das atividades da vida diária.
Por que o diagnóstico precoce é tão importante?
Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores serão as chances de tratar os sintomas corretamente, retardando a evolução da doença e assim oferecer uma oportunidade digna para a pessoa portadora da doença de Alzheimer poder inclusive, tomar parte nas decisões que lhe diz respeito , especialmente na fase inicial da enfermidade.
Existem fases ou estágios na doença de Alzheimer? Existem 4 fases:
Na fase inicial os sintomas mais importantes são:
perda de memória, confusão e desorientação. ansiedade, agitação, ilusão, desconfiança. alteração da personalidade e do senso crítico.
dificuldades com as atividades da vida diária como alimentar-se e banhar-se. alguma dificuldade com ações mais complexas como cozinhar, fazer compras,
dirigir, telefonar.
Na fase intermediária os sintomas da fase inicial se agravam e também pode ocorrer:
dificuldade em reconhecer familiares e amigos. perder-se em ambientes conhecidos.
alucinações, inapetência, perda de peso, incontinência urinária dificuldades com a fala e a comunicação.
movimentos e fala repetitiva. distúrbios do sono.
problemas com ações rotineiras. dependência progressiva.
vagância.
Início de dificuldades motoras.
Na fase final:
Dependência total. Imobilidade crescente.
Incontinência urinária e fecal.
Tendência em assumir a posição fetal. Mutismo.
Restrito a poltrona ou ao leito.
Presença de úlceras por pressão (escaras). Perda progressiva de peso.
Infecções urinárias e respiratórias freqüentes. Término da comunicação.
Na fase terminal:
Agravamento dos sintomas da fase final Incontinência dupla
Restrito ao leito Posição fetal Mutismo
Úlceras por pressão Alimentação enterall Infecções de repetição Morte
A partir do diagnóstico, quanto tempo uma pessoa com doença de Alzheimer tem de vida?
Pessoas com doença de Alzheimer podem viver por muitos anos e freqüentemente morrem de pneumonia. A duração da doença pode ser de 20 anos ou mais. A média de vida varia entre 4 a 8 anos.
Por que as pessoas com a doença de Alzheimer costumam morrer de pneumonia?
Realmente a pneumonia é uma das principais causas de morte em pacientes com doença de Alzheimer.
O primeiro fator se relaciona com a idade uma vez que na maioria das vezes as pessoas acometidas são idosas.
O sistema imunológico normalmente está comprometido facilitando a ocorrência de infecções, especialmente as respiratórias e urinárias.
O estado nutricional e o nível de hidratação também desempenham um papel decisivo . É imperioso que esses pacientes estejam bem nutridos seja com o uso de suplementos ou com medidas dietéticas eficazes.
A questão da comunicação se soma a esses fatores uma vez que podem não se queixar de frio,fome, sede etc.
Nas fases mais adiantadas o paciente se movimenta menos, os sintomas motores começam a aparecer e a imobilidade propicia a instalação de infecções pulmonares, muitas vezes fatais.
Esse fato demonstra a importância dos cuidados gerais uma vez que essa complicação pode ser evitada.
Como a doença de Alzheimer é tratada?
Não existe nenhuma droga que garanta a cura, ou que interrompa definitivamente o curso da doença de Alzheimer.
Uma parcela dos doentes, especialmente nas fases iniciais e intermediárias, pode se beneficiar de alguns medicamentos específicos.
Outros medicamentos podem ajudar a controlar distúrbios de comportamento, insônia, agitação, vagância, ansiedade e depressão. O tratamento correto desses sintomas deixam o paciente e seu cuidador mais tranqüilos e confortáveis. Há ainda uma outra gama de opções de drogas que podem colaborar no retardamento da doença. Várias drogas encontram-se em experiência em laboratórios por todas as partes do mundo.
Existe uma vacina contra a doença de Alzheimer?
Não há uma vacina disponível para a doença de Alzheimer. Essa abordagem está sendo investigada e é muito promissora. A vacina estimularia o sistema imunológico para reconhecer, detectar e evitar a formação das placas neuríticas e da deposição de amilóide, substância tóxica para os neurônios.
Os antiinflamatórios não hormonais podem tratar a doença de Alzheimer?
Existem fortes evidências de que a doença de Alzheimer está associada com processos inflamatórios cerebrais e que esse tipo de droga pode ajudar.
Alguns cientistas defendem a tese de que pessoas com alto risco de desenvolverem a doença poderiam evitar ou no mínimo retardar a evolução utilizando essa estratégia terapêutica. Casos de evolução muito rápida seriam candidatos naturais a esse tipo de abordagem. Os efeitos colaterais são muitos e bastante sérios fazendo com que esses pacientes devam ser acompanhados com muito cuidado e sob estrita supervisão médica.
A reposição hormon
A reposição hormonal pode ser usada al pode ser usada para tratar a doença para tratar a doença de Alzheimer?de Alzheimer?
Várias pesquisas estão sendo conduzidas no sentido de determinar se a administração de Várias pesquisas estão sendo conduzidas no sentido de determinar se a administração de estrógenos retarda a evolução e/ou reduz o risco de se desenvolver a doença.
estrógenos retarda a evolução e/ou reduz o risco de se desenvolver a doença.
Estudo recente concluiu que a administração de estrógeno em conjunto com Estudo recente concluiu que a administração de estrógeno em conjunto com progesterona aumentou o risco da doença em duas vezes quando comparada com o progesterona aumentou o risco da doença em duas vezes quando comparada com o grupo que não fez uso da
grupo que não fez uso da medicação.medicação.
Existem compostos como as isoflavonas que mimetizam a ação dos hormônios Existem compostos como as isoflavonas que mimetizam a ação dos hormônios femininos.
femininos.
Parece que, por serem naturais, obtidos através da soja, beneficiam os pacientes sem Parece que, por serem naturais, obtidos através da soja, beneficiam os pacientes sem apresentar os efeitos indesejáveis dos hormônios.
apresentar os efeitos indesejáveis dos hormônios.
Mais estudos precisam ser realizados mas essa não deixa de ser uma opção interessante. Mais estudos precisam ser realizados mas essa não deixa de ser uma opção interessante. O colesterol alto representa algum risco para a
O colesterol alto representa algum risco para a doença de Alzheimer?doença de Alzheimer?
Recentemente alguns estudos sugerem fortemente a associação de níveis elevados de Recentemente alguns estudos sugerem fortemente a associação de níveis elevados de colesterol com a doença de Alzheimer. Atualmente estão em curso estudos controlados colesterol com a doença de Alzheimer. Atualmente estão em curso estudos controlados para determinar se essa correlação é verdadeira. Por outro lado, sabe-se que o
para determinar se essa correlação é verdadeira. Por outro lado, sabe-se que o colesterolcolesterol sérico elevado é comprovadamente um importante fator de risco para doenças sérico elevado é comprovadamente um importante fator de risco para doenças cardiovasculares devendo ser tratado independente dessa possível correlação.
cardiovasculares devendo ser tratado independente dessa possível correlação.
É verdade que alguns nutrientes e vitaminas devem ser administradas em conjunto com É verdade que alguns nutrientes e vitaminas devem ser administradas em conjunto com o tratamento
o tratamento convencioconvencional?nal?
Existem demências relacionadas com níveis baixos de vitaminas do complexo B, Existem demências relacionadas com níveis baixos de vitaminas do complexo B, especialmente a vitamina B12, B1 e ácido fólico. Estudos recentes demonstraram que especialmente a vitamina B12, B1 e ácido fólico. Estudos recentes demonstraram que pacientes com doença de Alzheimer apresentam níveis elevados de Homocisteína pacientes com doença de Alzheimer apresentam níveis elevados de Homocisteína (substância passível de ser quantificada por exame de sangue). Essa substância estaria (substância passível de ser quantificada por exame de sangue). Essa substância estaria relacionada com a teoria do ―stress oxidativo‖ e seus níveis podem ser controlados com relacionada com a teoria do ―stress oxidativo‖ e seus níveis podem ser controlados com orientação nutricional e/ou com a administração de folato. Com base nesse mesma orientação nutricional e/ou com a administração de folato. Com base nesse mesma teoria, a suplementação de Vitamina C e de Vitamina E pode resultar em neuroproteção. teoria, a suplementação de Vitamina C e de Vitamina E pode resultar em neuroproteção. Como o familiar e cuidador (a) pode encontrar informações e ajuda sobre a doença? Como o familiar e cuidador (a) pode encontrar informações e ajuda sobre a doença? A informação correta associada à solidariedade ainda são as armas mais poderosas no A informação correta associada à solidariedade ainda são as armas mais poderosas no enfrentamento dessa grave questão humana e de saúde pública. Um site foi construído enfrentamento dessa grave questão humana e de saúde pública. Um site foi construído exatamente para preencher essa lacuna definitivamente
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