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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNICURITIBA LENI DANTAS

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Academic year: 2022

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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNICURITIBA LENI DANTAS

CASA NOTURNA: UM ESPAÇO PARA O LAZER SOCIAL

CURITIBA 2020

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LENI DANTAS

CASA NOTURNA: UM ESPAÇO PARA O LAZER SOCIAL

Monografia apresentada como requisito parcial à obtenção do grau de Bacharel em Arquitetura e Urbanismo, do centro Universitário Curitiba.

Orientador: Prof.ª Rogério Shibata

CURITIBA 2020

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LENI DANTAS

CASA NOTURNA: UM ESPAÇO PARA O LAZER SOCIAL

Monografia aprovada como quesito parcial para obtenção

do grau de Bacharel de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Curitiba, pela Banca Examinadora formadas pelos

professores:

Orientador:______________________________

______________________________

Prof. Membro da Banca

______________________________

Prof. Membro da Banca

Curitiba, 16 de novembro de 2020

(4)

Deus me presenteou com uma família maravilhosa, que fez de mim o que sou hoje e que me apoia independente da minha decisão, sendo ela errônea ou não. Assim dedico todo esse trabalho, minha gratidão e minha vida aos meus pais Henrique e Nilda, aos meus irmãos, Marta, Eliana, César, Janete e Mayla, e ao meu marido Nilson, que sei que sempre estarão ao meu lado, no momento em que precisar.

(5)

Em primeiro lugar agradeço o meu orientador Rogério Shibata. Obrigada pela dedicação, auxílio, correções e sugestões relacionados ao meu tema. Por me conduzir e inibir a insegurança durante o processo de desenvolvimento do trabalho. Agradeço a professora Karime Rodrigues por ter dado o melhor na orientação na evolução do trabalho. Ao meu grande amigo Nilson de Oliveira que esteve sempre ao meu lado compartilhando frustrações, tristezas e alegrias; e principalmente por não me deixar desistir das coisas que eram importantes na minha vida. E por fim agradeço a Deus, que deixou andar por caminhos tortuosos para no fim me mostrar que caminhos seguir, que para tudo na vida há um propósito e ele há de acontecer.

OBRIGADA!

(6)

“A bela arquitetura será a arquitetura que tem um espaço interior que nos atrai, nos eleva, nos subjuga espiritualmente”.

(ZEVI, 2009, p. 24)

(7)

RESUMO

O presente trabalho consiste em levantar dados para a elaboração de um projeto arquitetônico para uma casa noturna, a construção de tal edificação tem como objetivo contribuir para a consolidação do circuito de lazer da cidade de Bocaiúva do Sul, PR.

Com os dados obtidos nas pesquisas é possível fundamentar as diretrizes projetuais, produzindo edificações de qualidade técnica e estética. O projeto apresenta dois serviços diferenciados que, no entanto, se complementam – os serviços alimentícios e o de lazer como danças e músicas. Como método, foi realizado uma pesquisa teórico-exploratória, para abordagem da casa noturna e da arquitetura em si, além da seleção e descrição de casos de edificações noturnas atuais. Como resultados foi possível compreender que o conforto pode e deve ser incorporado em projetos contemporâneos com vistas à sustentabilidade.

Palavras-chaves: Casa noturna. Conforto. Lazer.

(8)

ABSTRACT

The present work consists in the elaboration of a project of a nightclub, in addition, the construction of such a building aims to contribute to the consolidation of the leisure circuit in the city of Bocaiúva do Sul, PR. With the data obtained in the research it is possible to base it as design guidelines, producing technical and aesthetic quality buildings. The project presents two differentiated services that, however, complement each other – food services and leisure services such as dance and music. As a method, a theoretical-exploratory research was carried out to approach nightclub and the architecture itself, in addition to the selection and description of cases of current night buildings. As results it was possible to understand that the comfort and should be incorporated into contemporary projects with a view to sustainability.

Keywords: Nightclub. Comfort. Leisure.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Cabaré Le Chat Noir em 1881...15

Figura 2 – Club Maxim's em 1908...16

Figura 3 – Bar-Restaurante-Boate Ronda no Monte Storil,1955...17

Figura 4 – Discoteca Flash Back, Borgo San Dalmazzo, Itália,1972...18

Figura 5 – Pista de Paradise Garage, Nova Iorque, 1978...18

Figura 6 – Espaço de entretenimento ...19

Figura 7 – Espaço de entretenimento...19

Figura 8 – Piso flutuante...29

Figura 9 – Sistema drywall...33

Figura 10 – Fachada Son La reustarante...36

Figura 11 – Fachada Son La reustarante...36

Figura 12 – Estudo solar...37

Figura 13– Volumetria...37

Figura 14 – Planta térreo...38

Figura 15 – Planta térreo com fluxograma...38

Figura 16 – Corte e estudo de ensolação...39

Figura 17 – Interior do Son La reustarante...39

Figura 18 – Gaiola sobre a pista de dança...40

Figura 19 – Banheiro com design paramétrico...40

Figura 20 – Planta baixa da casa noturna The Year...41

Figura 21 – Estudo do corte longitudinal...41

Figura 22 – Macrosetorização Sheridan’s Irish Pub ...42

Figura 23 – Fachada Sheridan’s Irish Pub...42

(10)

Figura 24 – Corte do Sheridan’s Irish Pub...43

Figura 25 – Volumetria do Sheridan’s Irish Pub...43

Figura 26 – Planta e circulação do Sheridan’s Irish Pub...44

Figura 27 – Sistema viário e entorno imediato com estudo solar...47

Figura 28 –Terreno visto no topo da cidade...48

Figura 29 – Terreno visto de perto...48

Figura 30 – Organograma...50

(11)

LISTA DE QUADROS

Quadro 1 – Classificação de zonas aplicadas em casas noturnas...21

Quadro 2 – Elementos construtivos X Exigências sanitárias ...22

Quadro 3 – Acessibilidades para portadores de deficiências físicas em casas públicas...23

Quadro 4 – Saída de emergência...24

Quadro 5 – Sistema de prevenção e proteção contra incêndio...26

Quadro 6 – Análise comparativa de estudos de caso I...45

Quadro 7 – Análise comparativa de estudos de caso...46

Quadro 8– Parâmetros para ZMD... .49

Quadro 9 – Programa de necessidade...49

(12)

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...13

2 CONCEITO DE CASA NOTURNA...15

2.1. DESENVOLVIMENTO DAS CASAS NOTURNAS...15

2.2 PERCEPÇÃO DO PÚBLICO ALVO EM RELAÇÃO AO LAZER SOCIAL...19

3 DIRETRIZES ARQUITETÔNICAS BÁSICAS PARA ESPAÇOS DE CASA NOTURNA...21

3.1 ESPAÇOS DE UMA CASA NOTUNA...21

3.2 VIGILÂNCIA SANITÁRIA...21

3.2 ACESSIBILIDADE...23

3.4 SAÍDA DE EMERGÊNCIA...24

3.5 CONTROLE DE INCÊNDIO ...25

3.6 CONTROLE DE RUÍDO...27

4 CONFORTO E TÉCNICAS APLICADO NA ARQUITETURA DE UMA CASA NOTURNA...28

4.1 CONFORTO TÉRMICO E O BEM-ESTAR...28

4.2 CONFORTO ACÚSTICO...29

4.3 CONFORTO ATRAVÉS DA ILUMINAÇÃO...30

4.4. CONFORTO ATRAVÉS DO SISTEMA CONSTRUTIVO...31

4.4.1 Estruturas em aço...31

4.4.2 Sistema drywall para vedação interior...32

4.4.3 Vedações em alvenaria...34

4.4.4 Laje pré-moldadas...35

5. ESTUDOS DE CASO...36

(13)

5.1 SON LA RESTAURANT / VTN ARCHITECTS...36

5.1.1 Implantação e volumetria...36

5.1.2 Planta e fluxograma...38

5.1.3 Corte...39

5.2 THE YEAR / ESTUDIO GUTO REQUENA...40

5.2.1 Planta ...40

5.2.2 Corte...41

5.3 SHERIDAN’S IRISH PUB CURITIBA-PR...42

5.4 COMPARATIVO DOS ESTUDOS DE CASO...44

6. ANÁLISE DO TERRENO...47

6.1 TERRENO...47

6.2 ZONEAMENTO E PARÂMETROS...48

7. DIRETRIZES DE PROJETO...49

7.1 PROGRAMA DE NECESSIDADES...49

7.2 ORGANOGRAMA...50

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS...52

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...54

ANEXO A...58

(14)

1 INTRODUÇÃO

No século XVIII, a vida social nos cabarés principalmente na França, era um local onde estabeleciam relações entre os intelectuais de Paris, jovens rapazes do campo, artistas sem recursos e políticos, todos discutindo o mundo e expondo suas ideias e expectativas. (OLIVEIRA. 2017, p.31). Desde então, tem-se a concepção de que a busca pelo lazer é dosada pela necessidade de expressão e comunicação, que acompanha a evolução do homem até os dias de hoje. Para Marcellino (1996, p.11),

“não se pode conceituar o lazer de forma isoladamente sem relação com outras esferas da vida social,” Em conjunto, essa teoria visa a necessidade de espaços noturnos para a contribuição do entretenimento e lazer possibilitando o possível encontro social, além de proporcionar um vínculo emocional com a arquitetura. Estes espaços não só abrange a vida social mais também a cultural e econômica de uma cidade.

Quando se refere a entretenimento noturnos, visa compreender e explorar o ambiente através de soluções arquitetônicas com espaço físico, sensações, ergonomia, materiais, mobiliário, iluminação e principalmente segurança para o sucesso de tal estabelecimento.Já o mercado deste entretenimento é uma ótima opção de investimento, a maioria da população está sempre em busca de locais para se divertir, e se reunir com amigos, o que acaba sendo um ponto positivo para o lazer noturno.

E é sob essa perspectiva que o objetivo do trabalho é elaborar diretrizes para a confecção de uma casa noturna, promovendo o lazer e entretenimento dos usuários, introduzindo o cenário da música, dança e bar e refeição. Onde busca-se maneira de desenvolver um modelo de arquitetura para que seja através da arte e do conforto a melhor percepção do usuário, em relação ao ambiente de lazer.

Como problema a ser resolvido faz-se o questionamento de como o saber na arquitetura contribui na qualidade para executar a edificação diante da sensibilidade e responsabilidade pelo conforto e segurança.

Então o objetivo geral deste trabalho é elaborar um estudo para a confecção de projeto de uma casa noturna, com aplicação de materiais encontrados na região,

(15)

para que seja contemplada proporcionando condições adequadas de arquitetura e gerando desenvolvimento á cidade onde será implantada.

Já os objetivos específicos são:

• Conceituar espaços de casas noturnas;

• Estudar as técnicas da aplicabilidade dos materiais usados na casa noturna como as normas e leis.

• Pesquisar sobre estratégias de conforto e sistema construtivo aplicados na casa;

• Elencar referenciais arquitetônicos;

• Analisar o terreno a ser implantado o projeto da Casa Noturna;

• Elaborar diretrizes projetuais;

Para o desenvolvimento deste trabalho será utilizada uma pesquisa básica exploratória com a revisão bibliográfica de artigos, livros e sítios na Internet, referentes a casa noturna, conforto ambiental e sustentabilidade. A elaboração do diagnóstico da área será por meio da análise de fotos, imagens e dados climáticos disponíveis em sites especializados. A pesquisa dará a noção de como causar impressões de arte e conforto em arquitetura num ambiente de lazer e entretenimento.

O trabalho está dividido em oito capítulos onde no primeiro fala-se sobre o tema e o objetivo do trabalho; o segundo fala-se a história dos espaços de casa noturna, mostrando aspectos históricos até a sua evolução, seu público alvo; o terceiro se relaciona com seus espaços, suas normas e leis; o quarto capítulo a intensão e demonstrar os possíveis métodos de conforto na construção para aplicar na arquitetura da casa noturna. Depois, no quinto capítulo são realizados três estudos de casos, sendo eles classificados em: nível internacional, nacional e local; no sexto capítulo apresenta o estudo de análise do terreno. Por fim, no sétimo capítulo são colocadas as diretrizes para o projeto a ser confeccionado, sendo o oitavo e último, as considerações finais.

(16)

2 CASA NOTURNA

A Casa noturna tratada neste capítulo trata-se de um estabelecimento comercial, destinado à recepção de jovens e adultos, com a finalidade de fornecer apresentações artísticas como shows, danças, com vendas de bebidas e alimentos.

Pode reunir vários ambientes, tais como palco, pista de dança, camarote, bares e salas de alimentação, entre outros que formam um só conjunto dedicado à explorar vários tipos de movimentos artísticos para um entretenimento.

2. 1 DESENVOLVIMENTO DAS CASAS NOTURNAS

Segundo Costa (2004, p.33), “no início do século XVIII na França, a busca por estabelecimentos de entretenimento eram restritos e aconteciam nas tabernas, sendo visto como sinônimo de vagabundagem, barbárie, desvario e era nela que secretamente homens sociabilizavam suas vidas.” Portanto, para designar essas tabernas, surgiu o termo Cabaret, que de acordo com Menezes (2013, p.3) “foi com a abertura do Le Chat Noir em 1881”no distrito de Monmartre em Paris”, visto na figura 1.

Figura1: Cabaré Le Chat Noir em 1881.

Fonte: Leite (2013, s.p)

Para Vaz (2017, p. 138), “eram locais intimistas com um pequeno palco rodeado de mesas, que permitem um contacto próximo e interação entre artistas e

(17)

espectadores, onde se podia conversar e fumar, beber e comer enquanto se assiste a curtas apresentações.”

De acordo com Menezes (2013, p.2), “outros cabarés se espalharam por toda Paris, e em 1900, estabelecimentos similares apareceram em diversas cidades francesas e alemãs”.Já em Portugal, preferiram usar outros títulos para os cabarés, chamando-os de night-club, dancing club ou simplesmente club.Segundo Vaz (2008, p,10):

Tanto os clubs como os cabarés apresentam os mesmos serviços:

restaurante, venda de bebidas, bailes permanentes (o chamado dancing), espetáculos e salas de jogo, legal ou clandestino. Têm em comum o facto de serem espaços consagrados à diversão e ao lazer, locais de sociabilização de uma clientela maioritariamente jovem e burguesa, amante do mundanismo cosmopolita, onde se assiste a comportamentos e costumes tidos como novos e pouco usuais, logo ligados a uma ideia de modernidade.

O primeiro Club aberto em Lisboa, Portugal foi o Club Maxim's 1908 como cassino, se mantendo aberto durante o primeiro conflito militar centrado na Europa que marcou o século, como a I Guerra Mundial (1914 a 1918). A par estavam outras casas de jogo que proliferam na capital, alimentadas por novos-ricos ou estrangeiros refugiados em Lisboa. (VAZ, 2017, p.143).

Na figura 1, mostra o Club Maxim's em 1908, onde o lado esquerdo, mostra galeria e escadaria e ao lado direito o salão de jantar com mesas que estão dispostas de forma a deixar um centro para a dança.

Figura 2:Club Maxim's em 1908.

. Fonte: Vaz (2017, p.75)

(18)

Ainda segundo Vaz (2017, p. 75) “na extremidade das salas de jantar, acomodavam-se os músicos, geralmente num pequeno palco ou num simples estrado.

A iluminação elétrica era colorida, intensa e a ruidosa animação do salão contrastava com a luz cinzenta e baça na sala de jogo.”

Os clubes sobreviveram entre guerras e após o segundo conflito militar global de 1939 a 1945, que trouxe prejuízos econômicos e sociais para a Europa, ainda surge em Lisboa, Portugal vários clubes, devido a euforia do povo. Um deles foi o Bar- Restaurante-Boate Ronda no Monte Storil, em 1955, de acordo com Leite (2013, p.s.)

“o ambiente era mais propício a distração e começa a ser chamado de boate”.

O interior da boate Ronda é visto na figura 3, onde nota-se que o espaço de dança e a comida ainda se interagem. Ao lado direito tem se o bar em espaço independente.

Figura 3: Bar-Restaurante-Boate Ronda no Monte Storil,1955.

Fonte: Leite (2013, s.p)

Já em 1970, segundo Achdaily (2018, p.s), “os arquitetos e artistas viam a pista de dança como um ambiente mais subversivo: onde festas e política podiam ser entrelaçadas no escuro para canalizar uma revolução cultural.” Sendo o caso da discoteca Flash Back,Borgo, San Dalmazzo, Itália do ano de 1972, visto na figura 4, onde se percebe também o início dos sinais de neon aplicados nas casas noturnas hoje, suas cores lúdicas e insentos de mesas de refeição.

(19)

Figura 4: Discoteca Flash Back, Borgo San Dalmazzo, Itália,1972

Fonte: Shafrir, (2018, s.p)

Segundo Broughton, (2000, s.p), “na América do Norte com a necessidade da dança as discotecas vão ampliando espaços da pista graças a discoteca Paradise Garage aberta em Nova Iorque em 1978.”

A figura 5, apresenta a pista da discotecaParadise Garage, em Nova Iorque, no ano de 1978, onde percebe-se o entrelaçamento do público.

Figura 5: Pista de Paradise Garage, Nova Iorque, 1978.

Fonte: Skoolwerk (2013, s.p)

(20)

O clube Paradise Garage, estava focada na dança em vez de interação verbal, e foi a primeira a colocar o DJ no centro das atenções. (BROUGHTON, 2000, s.p.)

Desde então o mercado de lazer noturno não só se ampliou como também se diversificou, incorporando designers e iluminações surpreendentes. Logo em 2020, tem se Casa Noturna Les Caves du Roy em Saint-Tropez na França, é atualmente um dos pontos franceses mais badalados de veraneio, principalmente entre os jovens milionários e estrelas de Hollywood. (ORATI, 2012, p. 19). Na figura 6 mostra o espaço de entretenimento da casa noturnas casa noturna Les Caves du Roy, em 2020, como visto na atualidade, onde são empregados jogos de iluminação, sofás, e vários adereços para atração da casa, e percebe-se que a pista continua sendo localizada no centro da casa continuando a ser um espaço pequeno como nos inícios dos cabarés, tentando propor novamente a comunicação verbal nas casas noturnas.

Figura 6: Espaço de entretenimento

Fonte: Les Cave Du Roy, (2020, s.p.)

Na figura 7 mostra-se o entrelaçamento do público ainda na casa noturna Les Caves du Roy. Onde a casa é tomada pelo fervor da dança e música e obviamente pela comunicação verbal.

(21)

Figura 7: Espaço de entretenimento

Fonte: Les Cave Du Roy, (2020, s.p.)

Vale lembrar que as casas noturnas vem recebendo espaços para público diferenciados, hoje as casas temáticas têm a proposta de agraciar pessoas que almejam a diversão de acordo com os estilo musical que elas proporcionam em termos de qualidades espaciais e sensoriais.

2.2 PERCEPÇÃO DO PÚBLICO ALVO EM RELAÇÃO AO LAZER SOCIAL

O público alvo determinado para uma casa noturna são pessoas a partir dos dezoitos anos de idade, que saem em busca do lazer. De acordo com o SEBRAE, (2016, p.6) “um segmento que vem crescendo, é o da terceira idade, [...] que ainda, estão preocupados com a qualidade de vida”, e isto inclui como público alvo, pois de acordo com Dumazedier (1976, p.34), “o lazer é um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, [...] para desenvolver sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais."Lopes (2017, p.45), com a mesma percepção do autor acima diz que “os lazeres sociais são aqueles que têm como interesse central o contato com as pessoas, ou seja, a sociabilidade”.

(22)

3 DIRETRIZES ARQUITETÔNICAS BÁSICAS PARA ESPAÇOS DE CASA NOTURNA

A ABNT NBR 9050/2020, 17240/2010, 12693/2010, 13714/2000, dita regras e normas necessária como dimensionamentos e instalações para manter o conforto e bem-estar aplicado no projeto. Além disso deve-se atender as leis e as diretrizes propostas pela prefeitura da cidade, que são etapas fundamentais para elaboração do projeto da casa noturna.

3.1 ESPAÇOS DE UMA CASA NOTURNA

Um espaço de casa noturna envolve vários outros espaços num só, sendo todos indispensáveis para a funcionalidade do local, onde Orati (2012, p.49 e p.50) subdivide-os em quatro zonas, vistas no quadro 1:

Quadro 1: Classificação de zonas aplicadas em casas noturnas

ZONA DE ACESSO Hall de entrada e saída - Portaria; - Caixas; - Chapelaria.

ZONA DE ENTRETENIMENTO

Bar; Área para refeições; Sanitários; Pista de dança; Cabine do DJ;

Palco; Cabine de som e luz; Camarim; Sanitários; Ante-câmara dos Sanitários.

ZONA DE SERVIÇOS - Administração; Cozinha; Área de carga e descarga; Despensa;

Câmara Refrigerada; Depósito de Bebidas; Depósito de Material de Limpeza; Vestiários/Sanitários dos Funcionários.

ZONA DE INFRAESTRUTURA

Casa de Máquinas; Reservatório para consumo; Reservatórios para incêndio; Central de gás; Depósito de lixo; Estacionamento.

Fonte: Orati, (2016, p.49 e p.50)

Entende-se que é necessário levar em consideração o fluxo de cada ambiente, este, que deve ser avaliado com cuidado ao ser projetado, pois compromete o conforto, a agilidade e a organização no atendimento.

3.2 VIGILÂNCIA SANITÁRIA

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As preparações dos alimentos devem ser operadas em ambientes com a possibilidade de um fluxo funcional, ou seja, sem cruzamentos, para facilitar as operações de manutenção e limpeza. No quadro 2, Pereira (2018, p, 65/66) destacam os elementos construtivos e as exigências sanitárias da RDC 216 aplicados em cozinhas de bares e restaurantes.

Quadro 2: Elementos construtivos X Exigências sanitárias

ELEMENTOS CONSTRUTIVOS APLICADOS EM COZINHAS

Piso Fácil higienização, Impermeáveis e antiderrapantes.

Parede Material liso e impermeável, cores claras, cantos arredondados entre paredes /teto/piso.

Forro Lavável, liso, material de baixa absorção de gorduras, cor clara, com ausência de furos.

Bancadas Lavável, liso, material de baixa absorção de gorduras, mais indicados inox; parede divisórias com altura mínima de 1.20m para permitir a visualização da cozinha como um todo e separar áreas das bancadas.

Portas internas Amplas, constituídas de material não absorvente, sem falhas no material; onde houver movimentos de garçons deve apresentar visores.

Luminárias Luminárias antiexplosão, com proteção das lâmpadas.

Instalações hidráulicas O esgoto deve ser ligado diretamente na rede de esgoto com uso de sifão; caixa de gordura instalada fora da cozinha.

Instalações elétricas Não aparentes; quadro de instalação em locais acessíveis; tomadas identificadas com tensão (127v ou 220v).

Ventilação natural na cozinha Sempre que possível devem ter ventilação natural, no caso de janelas, obrigatórias o uso de telas milimétricas, quando não for possível a ventilação natural, sistemas de exaustão forçada deverão renovar o ar do ambiente.

Elementos para impedir que os insetos entrem no estabelecimento.

Cortina de ar ou dispositivos que atraia insetos.

Fonte: Pereira (2018, p. 65/66 – adaptado)

Além das adaptações nos projetos das cozinhas tem-se a preocupação com as áreas destinadas as instalações sanitárias que de acordo com o SEBRAE, 2016, p.8)

“devem possuir lavatórios; não podem se comunicar diretamente com os locais de

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trabalho ou destinado às refeições e os revestimentos utilizados devem ser impermeáveis e laváveis.

3.3 ACESSIBILIDADE

Tanto a área externa como a área interna de uma edificação pública, devem permitir e contemplar espaços amplos, com dimensionamento de acordo com a necessidade especiais dos portadores de deficiência física. O quadro 3 mostra as exigências às acessibilidades de acordo a NBR 9050:2020.

Quadro 3: Acessibilidades para portadores de deficiências físicas em casas públicas

ESCADAS

A largura mínima de 1,20 m, e deve dispor de guia de balizamento.

Para o dimensionamento, devem ser atendidas as seguintes condições:  a) 0,63 m ≤ p + 2e ≤ 0,65 m; b) pisos (p): 0,28 m ≤ p ≤ 0,32 m;  c) espelhos (e):

0,16 m ≤ e ≤ 0,18 m.

RAMPAS A largura livre mínima é de 1,50 m, sendo o mínimo admissível de 1,20 m.

CORRIMÃO Deve ter largura de 3 a 4.5 cm, distando 4 cm da parede e prolongando, no mínimo, 0.30 m antes do início e depois do término tanto de rampas, quanto de escadas, de forma a não interferir na circulação. A instalação deve ser feita em duas alturas: 0.70 m e 0.92 m sem interrupção nos patamares ou rampas.

PISO Deve ser tátil, a sinalização pode ser de alerta ou direcional.

BANHEIRO COLETIVO PARA

P.C.R.

Portas - De 0,80 m/ área livre com no mínimo 0,60 m de

diâmetro/Maçanetas/ do tipo alavanca, possuir pelo menos 100 mm de comprimento e acabamento sem arestas e recurvado na extremidade, /distância mínima de 40 mm da superfície da porta / instaladas a uma altura que pode variar entre 0,80 m e 1,10 m do piso acabado

Bacias – Com altura entre 0,43 m e 0,45 m do piso acabado.

Boxe - Com barras de apoio em forma de “L”, de 0,70 m por 0,70 m ambos com abertura para fora.

Mictórios - Deve ser equipado com válvula de mictório instalada a uma altura de até 1,00 m do piso acabado, preferencialmente por sensor eletrônico ou dispositivos equivalentes ou de fechamento automático/ deve ser dotado de barra de apoio.

BILHETERIA As bilheterias e balcões de informação acessíveis devem possuir largura mínima de 0,90 m e altura entre 0,90 m a 1,05 m do piso acabado.

BAR Balcão deve ter largura mínima de 0,90 m e altura entre 0,75 m a 0,85 m do piso acabado, assegurando-se largura livre mínima sob a superfície de 0,80 m.

(25)

Fonte: Norma ABNT 9050/2020, adaptado

Entende-se que as normas citadas acima são para acessibilidades para portadores de deficiências físicas, considerando as dimensões mínimas para o projeto, sendo ainda necessário levar em consideração itens como: conforto, limitações ambientais, equipamentos, além de mobiliários cores e decoração.

3.4 SAÍDA DE EMERGÊNCIA

Os princípios de construção das edificações devem limitar os riscos de incêndio aos ocupantes, o mal dimensionamentos das saídas de emergência causam congestionamento de pessoas e pânico, sendo um dos fatores que podem contribuir para o aumento do número de vítimas em situações de alertas.No quadro 4 podem ser vistos os parâmetros para saídas de emergências, a fim de evitar transtornos, de acordo com o Corpo de bombeiros do Paraná, NPT11/ 2016.

Quadro 4: Sistema de proteção por extintores de incêndio

ÁREA DE REFEIÇÃO As mesas devem ser a cada 5% uma acessível a P.C.R. com giro de 80º.

ESTACIONAMENTO Das vagas existentes 10% devem ser acessível a P.C.R.

CÁLCULO PARA DIMENSIONAMENTO

Deve ser feito pelo cálculo N = P/C N.

N= Número de unidades de passagem, P = População, C = Capacidade da unidade de passagem / pessoas por m².

ACESSOS Permanecer desimpedido em todos os pavimentos; Ter pé direito mínimo de 2,5 m, cuja altura mínima livre deve ser de 2,10 m; Ter iluminação de emergência de balizamento com indicação clara do sentido da saída.

(26)

Fonte: Corpo de bombeiros do Paraná, NPT11/ 2016, adaptado

Nota-se que a capacidade das saídas de acomodar a população atendida é o parâmetro crítico no dimensionamento, portanto, deve ser feito com precisão ao aplicar no projeto, este, deve permitir a evacuação de modo a evitar o pânico.

3.5 CONTROLE DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

A prioridade da proteção contra incêndios em edificações deve ser a preservação da vida humana, é entendida como medidas para o controle de incêndio ou a evitar o próprio. No quadro 5 tem-se os sistemas de prevenção e quais medidas mínimas o arquiteto deve seguir.

Toda saída de emergência, deve ser protegida de ambos os lados por paredes ou guardas (guarda-corpos) contínuas, sempre que houver qualquer

desnível maior de 19 cm, para evitar quedas.

As distâncias máximas a serem percorridas para atingir as portas de acesso às saídas é de 10,0 m; A largura das saídas deve ser medida em sua parte

mais estreita, não sendo admitidas saliências como pilares ou outros.

PORTAS Deve abrir no sentido do trânsito de saída e ser do tipo corta-fogo;

ESCADAS A largura das escadas deve ser proporcional ao nº de pessoas que por ela transita, em função da população – usa-se a fórmula N=P/C (já vista).

As paredes das caixas de escadas devem ser lisas possuir Tempo de Resistência ao Fogo por, no mínimo 120 minutos.

Escadas com mais de 2,2 m de largura devem ter corrimão intermediário.

RAMPAS Não é permitida a colocação de portas em rampas; estas devem estar situadas sempre em patamares planos, com largura não inferior à da folha da

porta de cada lado do vão.

Possuir corrimão.

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Quadro 5: Sistemas de prevenção e proteção contra de incêndio

Fonte: NBR 17240/2010; NBR 12693/2010; NBR 13714/2000; NPT 019/2015 adptado

Tem-se ainda o chuveiro automático ou sprinkler, que segundo a ANVISA, (2014, p.

120),

O sistema de chuveiros automáticos é composto por uma rede fixa de ramais hidráulicos distribuídos horizontalmente [...] de maneira que quando aberto um ou mais chuveiros conectados nesses ramais horizontais pela ação direta do calor, imediatamente inicia-se o combate contra o foco de incêndio pelo despejo de água em densidade adequada ao risco do local protegido,

SISTEMA MEDIDAS

DETECÇÃO

A área máxima de ação dos detectores de temperatura e/ou fumaça é de 81.00 m² para instalação em tetos planos e ambientes sem condicionamentos de ar. A altura da instalação é de até 8.00 m.

ALARMES

Visual e do tipo endereçável.

Potência sonora de 5 dBA acima do nível máximo do som ambiente, medidos a 3 m da fonte.

A distância máxima até o acionador manual mais próximo, não deve ser superior a 30 metros, este deve ser posicionado junto aos hidrantes entre 0,90m e 1,35m do piso acabado na forma embutida ou de

sobrepor, na cor vermelho segurança.

EXTINTORES DE INCÊNDIO

Obeder às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial –

INMETRO.

Sua alça deve estar no máximo a 1.60m do piso.

Deve ser instalado em local visível, desobstruído, de fácil acesso e protegido de intempéries e fonte de calor.

Um extintor de incêndio distante a não mais de 5m.

MANGOTINHOS

Devem estar instalados em armários técnico identificados e entre 1,20m e 1,80m do solo, já a mangueira é semirrígida com comprimento máximo de 30m.

Distribuído de tal forma que qualquer ponto da área a ser protegida seja atendido por no mínimo um esguicho.

(28)

exclusivamente através dos bicos de chuveiros afetados pelo fogo e sem intervenção humana.

Quanto a fumaça ocasionada pela queima dos materiais presentes no ambiente, pode-se extraí-las com os sistemas de extração natural e o mecânico.

Segundo a ANVISA (2014, p. 118), “o sistema de extração natural é feita por meio de uma abertura no telhado ou na fachada por onde a fumaça e o calor fluirão naturalmente para o exterior da edificação”. ainda segundo a ANVISA, quanto ao sistema de extração mecânica “é feito por meio de ventiladores e exautores através de dutos conectados ao exterior da edificação, e o seu acionamento é eletrônico.”

(ANVISA, 2014, p. 120).

De forma genérica, o controle de fumaça deve ser previsto isoladamente ou de forma conjunta para os espaços amplos (grandes volumes); átrios, halls e corredores;

rotas de fuga horizontais; subsolos. (NPT 15, 2015, p.2)

3.6 CONTROLE DE RUÍDO

Para avaliação de ruído em áreas habitadas visando o conforto da comunidade, a NBR 10151/2000, determina que em áreas de sítios e fazenda o limite de decibéis por região seja de 35 dB noturno.

Para ambientes internos a NBR 10152 /2017 regulamenta que para restaurantes é permitido de 40 a 50 dB e para pavilhões fechados para espetáculos sendo de 45 a 60 dB.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que o ruído recomendável, sem prejuízo à audição humana, é de 50 dB, sendo que a maioria percebe como se 30 dB fosse algo silencioso e mais de 65 dB fosse um ruído que passa a ser incômodo, prejudicando a concentração. Se o ruído for acima de 85 dB, já pode levar a algum problema de audição ou insônia (REMORINI, 2018, p.24)

O arquiteto deve se prever de soluções para isolamento dos ruídos indesejáveis já em início do projeto, posteriormente podem não ser tão eficazes ou viáveis.

(29)

4 CONFORTO E TÉCNICAS APLICADO NA ARQUITETURA DE UMA CASA NOTURNA

As casas noturnas ganham forma gradualmente, de modernização e apropriação de espaços que tendem a causar sensações aos usuários. Para Schimid (2005, p.119) “o espaço arquitetônico se franqueia em plenitude, onde se equilibram valores a exemplo de luz, da sombra, da temperatura, do silêncio, do ruído, etc., os quais são dosados pelo arquiteto que assim lhe confere o tratamento artístico”.

4.1 CONFORTO TÉRMICO E O BEM-ESTAR

O conforto térmico ocorre quando num edifício o ser humano não sinta frio nem calor no entanto, para proporcionar este conforto é necessário fazer uso dos estudos da geometria solar, segundo Brow (2004, p.25) “as técnicas de análise do clima permitem ao projetista determinar quais recursos de sol, vento e luz estão disponíveis no sítio e como eles interagem ao longo do dia e do ano”. Para Corbella (2013, p.39),

“além de conhecer, é preciso adaptar o projeto ao clima local, controlar a troca de calor através de aberturas, distribuir e proporcionar iluminação natural interna e por fim manter o controle de ruídos.” Com o estudo da geometria solar percebe-se que os arquitetos obtêm o controle da forte incidência de luz e do calor proveniente do sol, assim como também a ventilação natural.

Edificações com altos níveis de uso interno, podem vir a gerar tanto calor interno que, não importa quão frio estiver, elas ainda precisam de esfriamento [...] isso devido as pessoas, as luzes e os equipamento que tornam fontes de calor no ambiente. (BROWN, 2004, p.61). Neste caso é necessário dosar e relacionar da melhor maneira possível os recursos naturais e os artificiais.

Nos materiais de construção também são encontrados técnicas que podem resistir ao calor do sol,conforme Frota (2004, p.164), “os dispositivos de proteção solar mais conhecidos são: varanda, marquise, sacada, brise-soleil vertical, horizontal e de composição vertical/horizontal, telas especiais, toldos, elementos vazados e pérgulas.”

(30)

4.2 CONFORTO ACÚSTICO

Existem os isolantes acústicos, que servem para reduzir a energia do som pelo ruído estrutural e os absorventes acústicos, que servem para reduzir energia de um som aéreo. Segundo Simões (2011, p.42), “a transmissão do ruído aéreo, geralmente é controlada através de elementos verticais como paredes, esquadrias e antecâmaras, enquanto, a transmissão do ruído estrutural pode ser controlada através da laje, pisos e forros”. Portanto encontra -se bons resultados de isolamentos com materiais adequados e pensados para o projeto, de acordo com Remorini (2018, p.17)

“materiais considerados bons absorvedores sonoros e com vantagens térmicas são lã de vidro, lã de rocha, espumas e fibra de coco. Já os materiais com vantagens de isolantes acústicos são blocos cerâmicos, bloco de concreto, madeira e vidro.

Para isolamento de ruído de estrutural ou seja de impacto, Carvalho (2010, p.115) afirma que, “a solução mais adequada seria a utilização de piso flutuante sobre base elástica, desconectando inteiramente os contrapisos e pisos de quaisquer elementos estruturais e/ou vedações para que não haja as chamadas pontes acústicas.”

O esquema apresentado na figura 8 abaixo apresenta um detalhamento técnico da solução indicada.

Figura 8: Piso flutuante

Fonte: Carvalho (2010, p.115)

Carvalho diz ainda que os tipos de base elástica (base resiliente) encontrados são as borrachas, lã de rocha, lã de vidro, aglomerados de cortiça, polietilenos. Já o

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revestimento final pode ser qualquer material, como porcelanatos, pisos laminados, carpetes, dentre outros materiais. (CARVALHO, 2010, p.116)

Segundo Remorini (2018, p.16) “o isolamento aéreo consiste em usar materiais pesados e densos a fim de evitar a propagação do som. Materiais com mais resistividade devem ser utilizados nesses casos, assim como as paredes duplas”.

Para Carvalho (2010, p.63), “esse sistema é chamado efeito massa-mola-massa, consiste em sistemas com a incorporação de ar em seu interior, paredes duplas, e que podem ser preenchidos com material absorvente acústico.”

Percebe-se que o conforto acústico, deve ser planejado de acordo com as normas e leis existentes, para o bom convívio e a tranquilidade entre as pessoas.

4.3 CONFORTO ATRAVÉS DA ILUMINAÇÃO E CORES

Iluminação é um elemento fundamental na parte interna assim como externa, segundo Schmid (2005, p.295), “a luz em si, tem expressividade. Luz dirigida e sombras projetadas modificam a percepção dos objetos e contribuem para forma plástica”.

Para casas noturnas, de acordo com Valle (2013 p.17), “um sistema de iluminação automatizado baseado em LEDs pode apresentar uma série de vantagens aos proprietários”. Diz ainda que “os LEDs se comportam como emissores de luz a partir de uma a tensão específica quando polarizados diretamente, tendo sua cor definida pelo material que os compõem”. A utilização de luz artificial nas boates tem uma função essencial, pois ela é responsável pela caracterização do ambiente, causando sensações diferenciadas e sensoriais a seus usuários.

Os equipamentos utilizados para fazer essa iluminação são: Fresnel, refletores para teatro, luz elipsoidal, canhão de luz ímpar, refletor par 64 led, set light refletor, colotran, filtro de gelatina colorida, lâmpadas especiais, estrobo, luz negra, laser, globo espelhado (SEBRAE, 2016).

Esse conjunto, faz com que o ambiente fique agradável proporcionando a devida qualidade e satisfação que a visitante procura.

Para espaços onde se deseja que as pessoas fiquem e curtam o ambiente, Silva (2009, p.117) recomenda que ideal é “ o banho de luz nas paredes e a iluminação

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de cada mesas com halógenas refletoras. [...] Pendentes, com luz suave sobre cada mesa é uma alternativa elegante, desde que fique numa altura tal que ilumine apenas a mesa e não o rosto das pessoas”.de

No caso de iluminação na cozinha, Sant’ana (2012, p.53/54) alerta que, “a iluminação nos setores gastronômicos deve garantir a boa higienização do ambiente, equipamentos, e utensílios, evitando a distorção de cores dos alimentos, contribuindo para o conforto físico e mental dos usuários”.

4.4 CONFORTO ATRAVÉS DO SISTEMA CONSTRUTIVO

E, se falando em conforto, para Corbella (2009, p.48), “o conhecimento das propriedades térmicas dos materiais e das leis básicas de transferência de calor permite prever qual será a resposta de um prédio as variações do clima externo, e em consequência tomar decisões de quais materiais empregar.”

Percebe-se que escolha do material construtivo interfere em muitos aspectos, desde o clima local, a existência no mercado e do local implantado, e principalmente o conhecimento do material ao qual se deseja aplicar no projeto capaz de suportar e atender ruídos de ambiente de casa noturna, sendo de 95 a 110 dB. (ALMEIDA, 2017, p.3/7).

Para que se tenha um equilíbrio em prol da sustentabilidade, busca-se, a junção de construções secas com a construção convencional em alvenaria. Sendo como o uso de estruturas metálicas e o sistema de vedação interna em drywall e alvenaria nas vedações externas e com lajes pré-fabricadas, como sistema construtivo para casa noturna.

4.4.1 Estruturas em aço

Um dos sistemas estruturais levantados, se baseia nos perfis de aço para pilares e vigas, como sendo uma das técnicas industriais de grande eficiência para a sustentabilidade. Segundo Gonzalez (2003, p.25), “o aço é 100% reciclável e as estruturas podem ser desmontadas e reaproveitadas com menor geração de rejeitos”.

De acordo com Rodrigues (2017, p.12), “o aço, portanto, é uma liga metálica composta basicamente de ferro e carbono, além de outros elementos resultantes de seu

(33)

processo de fabricação”. No entanto sua aplicação no projeto deve se ter precisão e a adequação aos tipos de aços existentes afim de evitar problemas futuros, pois o uso inapropriado pode variar o comportamento das peças, onde Neto (2019.p.6), alerta que os “aços com maior teor de carbono obtém maior resistência, mas em contra partida quanto maior o teor de carbono, o aço perde ductibilidade, que é a sua capacidade de se deformar”.

Sobre os perfis aplicados, consiste prioritariamente na fixação das peças metálicas entre si e, também com a infraestrutura sendo feitas através de solda ou parafusos. (GONZALEZ, 2003, p.15)

Segundo Vasconcelos ( 2020, p14), “uma das vantagens do uso das vigas e pilares em aço no projeto é a sua esbeltez que pode vencer vãos até de 12 metros”, diz ainda que é compatível com qualquer tipo de material de fechamento, tanto vertical como horizontal, admitindo desde os mais convencionais (tijolos e blocos, lajes moldadas in loco) até componentes pré-fabricados (lajes e painéis de concreto, painéis "dry-wall", etc), (VASCONCELOS, 2020, p.16). Como complemento dessas vantagens de acordo Gonzalez, (2003. P.18), “em uma edificação com estruturas de aço, as cargas atuantes são transmitidas diretamente para os elementos estruturais, não sendo necessário que as paredes internas e/ou externas tenham função estrutural”.

Conclui-se que as vantagens em se adotar o sistema construtivo em perfis de aço é a liberdade da escolha das vedações, portanto pode-se adequar tanto com os fechamentos em painéis como os fechamentos convencionais tipo blocos, tem-se ainda, situação em que as chapas de aço podem atuar simultaneamente como forma de acabamento

4.4.2 Sistema drywall para vedação interior

O sistema de vedação em drywall diz respeito aos sistemas de parede, forros e revestimentos executados com chapa de gesso. Para Costa (2014, p.8) o sistema drywall, “compreende a uma estrutura leve, de perfis metálicos de aço zincado com montantes e guias, sobre os quais são fixadas as placas de gesso acartonado como o uso de massa, parafuso e fita para vedar juntas”. Em complemento desse sistema, segundo Duarte (2007, p.6) “os placas de gesso acartonados vem com especificações de uso e devem ser respeitadas as seguintes determinações, sendo: placas RF

(34)

(Resistente ao Fogo – cartão rosa); RU (Resistente a Umidade – cartão verde) e ST (Standart – cartão branco), destinadas para áreas secas.”

Entre as vantagens de se aplicar a parede drywall visto na figura 9, uma delas é a capacidade de isolamento acústico que ela apresenta, sendo 44 dB à uma parede de drywall de 95 mm (com chapas de12,5 mm e vão de 70 mm recheado de lã mineral). E, “com um conjunto de forros especiais bloqueia até 72 dB. ( KOVACS 2016, p.s.) Isso implica um bom resultado para casa noturna, onde o arquiteto ainda deverá calcular os dB aceitos pela norma e pelo conforto.

Figura 9: Sistema drywall

Fonte: Arqhall, (2017, s.p.)

Segundo Duarte (2007, p.5), “o sistema de drywall não possui função estrutural e sua função deve limitar-se à função de vedação ou compartimentação.” Não sendo um problema, uma vez que um conjunto de características impacta positivamente com a sustentabilidade por suas habilidades em construção a seco além de várias vantagens. Para Botello (2009, p. 21), essas vantagens são “isolante térmico, o aumento da produtividade, flexibilidade de layouts, redução de peso, redução de espaços consumidos por paredes e infinitas possibilidades estéticas e demandas obrigatórias em construções e reformas de edifícios sem desperdício de tempo e materiais”

(35)

4.4.3 Vedações em alvenaria

Embora as estruturas tenham evoluído, se adptando à tecnologias avançadas, a velha alvenaria continua a ser tratada pela engenharia como um elemento simples e sem tecnologia, uma vez que, a racionalização na construção civil tornou se um argumento importante na escolha dos materiais. Para Santos (2012, p.3), Apud Lordsleem, (2001), “com o passar dos anos a alvenaria de vedação teve uma evolução na forma de execução para um melhor aproveitamento,como a racionalização da mão de obra , do material empregado e minimizar o desperdício dos materiais empregados na construção civil.” Aspectos que inflencia na escolha da vedaçaõ de alvenaria para a casa noturna.

Ainda segundo Santos (2012, p.28), “a alvenaria de vedação pode ser definida como a alvenaria que não é dimensionada para resistir a ações além de seu próprio peso”. Nota-se que será primordial o uso de pilares como estrutura nesse sistema.

Para vedação, devido o isolamento acústico e térmico pesquisa-se o tijolo cerâmico, que segundo Gonzalez (2003, p.20), são elementos fabricados por prensagem da argila, [...] de 14cm de espessura e massa superficial de 180 kg/mcom capacidade de isolamento para 42 dBA.”

Como métodos de assentamento tem-se a argamassa convencional, que segundo Santos (2012, p.5), “é dosada em obra com seu traço já pré-determinado, tendo a função de cumprir o papel de ligação entre os blocos, sendo composta usualmente de cal, areia, cimento e água.

Para a ligação da alvenaria com os perfis de aço, Nascimento (2004, p.23), diz que, “normalmente a engenharia utiliza do dispositivo conhecido como ferro-cabelo, fios de aço com diâmetro de 3 a 8 mm.”

Conclui-se que o trabalho de forma conjunta entre o aço e alvenaria está diretamente ligado a forma de execução dos mesmos, pois é a partir do bom casamento desses dois sistemas que pode se chegar a uma concepção realmente e eficiente da obra.

4.4.4 Laje pré-moldadas

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Denomina-se de lajes pré-moldadas as lajes nervuradas, formadas por vigotas pré-fabricadas de concreto estrutural, e intercaladas por lajotas (elementos de enchimento tais como blocos cerâmicos, de concreto, isopor,etc), capeadas por camada de concreto lançado na obra. (FILHO, 2011.p.137).

Entre os tipos de laje pré-moldadas, a laje com vigota treliçada, de acordo com Cunha (2012, p.5), “são bastante empregadas em construções de pequeno a médio porte, devido à facilidade de fabricação, manuseio, transporte, [...] economia com fôrmas e escoramentos, redução no consumo de materiais, [...] diminuição no peso próprio, [...] e economia das fundações“. Percebe-se que suas vantagens atendem a edificações sustentáveis, juntamente com as novas tecnologias e matérias de acabamentos ou revestimentos com novas propriedades podem fazer toda a diferença no resultado final da casa noturna.

(37)

5 ESTUDOS DE CASO

Os estudos de caso contribuem para a compreensão e leitura das técnicas, elementos arquitetônicos e materiais utilizados nas edificações de referência, onde estes itens poderão ser inseridos no projeto. Para tanto, a realização desse levantamento conta com um caso internacional, um nacional e outro regional

5.1

SON LA RESTAURANT / VTN ARCHITECTS

A restaurante Son La reustarant está inserida em Son La, cidade do estado de Son La, Vietnã. Construída em 2014, o restaurante tem como autor projetual o escritório Vo Trong Nghia Architects e a edificação conta com 1.984 m², com capacidade para 750 pessoas. Na figura 10 e11 tem-se a fachada do restaurante , onde ainda o projeto maximizou o uso de recursos locais, incluindo trabalhadores e materiais locais acessíveis. (ARCHDAILY, 2014, s.p).

Foto 10: Fachada Son La reustarante Foto 11: Fachada Son La reustarante

Fonte: Archdaily (2014, s.p)

Com essa situação, o bambu local e a pedra foram selecionados para serem os principais materiais do edifício.

5.1.1 Implantação e volumetria

O edifício do restaurante se insere em um espaço arborizado entre duas ruas com o fluxo em direções únicas. Sua fachada é voltada para o sudeste, já o sul

(38)

prevalece o setor público, enquanto, que o setor de serviços e o setor técnico se encontram ao norte, visto na figura 12. Vale lembrar que ao sul recebe maior parte da insolação, por se tratar de um edifício localizado no hemisfério norte.

Figura 12: Estudo solar

Fonte: Archdaily (2014, s.p) adaptado.

A figura 13 mostra que a volumetria se torna única, porém o edifício é composto por 8 edifícios separados fornecendo várias entradas para o refeitórios e várias vistas emolduradas da área externa.

Figura 13: Volumetria

Fonte:archilovers ( 2014, p.s.)

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5.1.2 Planta e fluxograma

Com a planta térreo do restaurante na figura 14, nota-se refeitórios separados por salas, o escritório e a cozinha porém no mesmo espaço, este, que tem entradas e saidas amplas que dá origem ao jardim e ao espelho d’água, e, as escadas que eventualmente tem acesso aos terraços.

Figura 14: Planta térreo

Fonte: Archdaily (2014, s.p) adaptado.

Ainda na planta térreo, na figura 15, nota-se o fluxo onde funcionários e clientes se integram na chegada e logo se distribuiem no espaço amplo de maneira funcional permitindo que todos os acessos se comuniquem sem bloqueios

Figura 15: Planta térreo com fluxograma

Fonte: Archdaily (2014, s.p) adaptado.

(40)

5.1.3 Corte

Através do corte, na foto 16, percebe-se a combinação de salas fechadas e um espaço semiabertos, com uso de estratégias naturais para ventilação e iluminação; como claraboias, plantas com pé direitos altos, terraços arborizados e coberturas ideais para barreira solar.

Figura 16: Corte e estudo de ensolação

Fonte: Archdaily (2014, s.p) adaptado.

Segundo o Archdaily (2014, s.p), “o edifício é composto por 8 edifícios de pedra separados e um refeitório de bambu ao ar livre com pé direito de 8 metros”, para fornecer salas de refeitório no térreo e no primeiro andar, com acesso das escadarias de aço. Visto na foto 17:

Foto 17: Interior do Son La reustarante

Fonte: Archdaily (2014, s.p)

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A estrutura do telhado para o refeitório é feita por bambu local e o teto é feito por palha, também local chamada "voto" e a folha de telhado composta transparente cobre o teto acima dele. As claraboias se abrem entre as colunas para encher o espaço com luz suave. (ARCHDAILY, 2014, s.p)

5.2 THE YEAR / ESTUDIO GUTO REQUENA

O projeto para o clube The Year se apropria de um antigo galpão na região da Vila Nova Leopoldina, zona industrial de São Paulo com área de 800m², projetado em 2015 pelo Estúdio Guto Requena. Sua arquitetura possui recursos que flexibilizam o espaço, podendo receber desde grandes festas até baladas mais intimistas, de dia e de noite. (ARCHDAILY, 2016, s.p).

A pista interna é uma grande gaiola interativa de LED (figura 18), a qual é controlada com um sensor para gerar os efeitos de luz com os movimentos do seu próprio corpo. No banheiro (figura 19) nota-se um design paramétrico, feito em chapas de madeira, um recurso visual que aparecem em diferentes lugares. (ARCHDAILY, 2016, s.p).

Foto 18: Gaiola sobre a pista de dança Foto 19: Banheiro com design paramétrico

Fonte: Archdaily (2016, s.p) Fonte: Archdaily (2016, s.p)

5.2.1 Planta

A planta da casa noturna The Year, visto na figura 20, mostra-se circulação funcional desde a entrada espaçosa até a saída. Possui recepção; 2 bares; 2 pistas de dança; banheiro masculino e feminino e PNE; palco para DJ; 1camarin; 1escritório;

1 cozinha; 1 lounge e área técnica.

(42)

Foto 20: Planta baixa da casa noturna The Year

Fonte: Archdaily (2016, s.p) adaptado

5.2.2 Corte

Na figura 21, tem-se o corte longitudinal mostrando sua volumetria retangular, e, devido a casa noturna ser adaptada num galpão, as paredes são limitadas com muros vizinhos. A sua ventilação natural se dá a pártir da entrada de ar pela rua de entrada e aberturas superiores. No entanto o uso de plantas como jardim vertical, pé direito alto e estratégias de interação entre o público tornou-se necessário para um ambiente com conforto térmico.

Foto 21: Estudo do corte longitudinal

Fonte: Archdaily (2016, s.p) adaptado

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Segundo o Archdaily, (2016, s.p) “a pista de dança externa e o bar tem um telhado retrátil, com áreas verdes e jardins, ideal para pequenos shows, festas ao pôr do sol e bebidas.”

5.3 SHERIDAN’S IRISH PUB, CURITIBA -PR

A casa noturna Sheridan’s Irish Pub (figura 22), se localiza na rua Bispo Dom José, 2315 – Batel, Curitiba – PR. Foram utilizados para a fachada, tijolo, pedra, madeira, vidro e aço. A figura 23 nota-se a entrada destacada por balcões com vista para o exterior do edifício através da parede envidraçada, vigas baixas, e pilares de alvenaria revestidos com folhas de alumínio e o piso de madeira, este que se propaga por todo as salas da casa

Figura 22: Macrosetorização Sheridan’s Irish Pub Figura 23: Fachada Sheridan’s Irish Pub

Fonte: Sheridan’s Irish Pub (s.p.) Fonte: Sheridan’s Irish Pub (s.p.)

No corte da figura 24 analisa-se pé direito alto de 4.20 metros, tendo uma circulação de ar funcional como a ventilação cruzada e as circulações verticais com alturas adequadas ao projeto relacionadas aos níveis do terreno.

(44)

Figura 24: Corte do Sheridan’s Irish Pub

Fonte: Autora

Na volumetria visto na foto 25, percebe-se que o edifício é composto por um bloco de arquitetura moderna e blocos de arquitetura de uma casa tradicional de 1 água. Nota-se adaptações dos ambientes e materiais como platibandas que envolvem a edificação.

Figura 25: Volumetria do Sheridan’s Irish Pub

Fonte: Autora

A figura 26 mostra-se a planta e o fluxograma da casa noturna Sherisdan’s Irish Pub. Percebe -se que ela é ocupada pelas seguintes áreas: 1 – w.c fem/mas, 2 – salas utilizada como lounge e/ou refeição, 3 – bar, 4 – w.c PNE (pessoa com

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necessidade), 5 – palco/ pista, 6 – lounge/ refeição, 7 – bar, 8 – w.c serviço, 9 – despensa, cozinha e circulações verticais.

Figura 26: Planta e circulação do Sheridan’s Irish Pub

Fonte: Autora

O fluxograma também visto na foto 25, mostra o acesso de serviço juntamente com o acesso de eventos ao entrar no terreno, porém, se desmembram em seguida, onde cada um tem sua entrada.

5.4 COMPARATIVO DOS ESTUDOS DE CASO

Os dois estudos com tipologias de casa noturna e um com tipologia de restaurante avaliados possuem aspectos positivos e/ou negativos a serem avaliados para construção do projeto. Esses aspectos são visos no quadro 6.

(46)

Quadro 6 : Análise comparativa de estudos de caso I

ITEM ANALIZADOS

SON LA

RESUTARANTE THE YEAR SHERISDAN’S IRISH PUB

IMPLANTAÇÃO

Edificação implantada em terreno arborizado com espaços amplos, fachada recebendo boa ensolação e

respeitando afastamento

Edificação implantada em terreno plano, dimensões reduzidas.

Escassez em espaço.

Edificação implantada em terreno em pequeno

desnível de modo a respeitar a topografia e usar dela para modelar o

projeto, respeitando apenas afastamento.

PLANTA Distribuidas de acordo com o terreno formas

quadradas e retangulares.

Distribuidas de acordo com o terreno formas

retangulares.

Distribuidas de acordo com o terreno formas

retangulares.

FLUXO Separados por setores Distribuídos juntos com conflitos

Separados por setores.

CORTE Caixas e espaços abertos com pé direito alto.

Estilos galpão.

caixa única.

Estilo caixote e casa 2 águas

MATERIAIS E SOLUÇÃO CONSTRUTIVAS

Uso de pedras e bambus, clarabóias para ilimação natural e telhado de palha para amenização do calor

local

Concreto aço e madeira.

Madeira, aço, vidro, alvenaria e pedra.

DETALHE Preocupação em usar materiais locais e uso

do 2 andar como terraços

Materiais paramértricos de

madeira nos banheiros e a gaiola

com seu jogo de luz interativo.

Destaque do novo e o velho

LEGENDA:

NEGATIVO POSITIVO

Fonte: Da autora

Após a análise do quadro comparativo é possível observar que as 3 casas em estudo demostram uma abordagem construtiva diferente, mas, que foram escolhidos

(47)

por seus aspectos positivos. Como o restaurante Son La que apropria de soluções disponíveis para desenvolvimento projetual, possuindo uma inserção privilegiada na naturezae abusando do uso de materiais locais. A casa noturna The Year, possuí um material de decoração que lhe permitiu explorar o lado criativo sem fugir da funcionalidade um dos aspectos positivos da casa. Já o ponto crucial do Sherisdan’s Irish Pub em meio contexto urbano, usa se de estratégias de sistemas construtivos misto, uma boa alternativa para criar ambientes diferenciados.

No quadro 7 segue a classificação quanto a resolução construtiva e a importância em projeto das edificações.

Quadro 7 : Análise comparativa de estudos de caso

PONTOS

SON LA RESUTARANTE

THE YEAR SHERISDAN’S IRISH PUB Conceito do

projeto ++ ++ ++

Implantação ++ - +/-

Insolação + - +

Setorização/fluxo ++ ++ +/-

Volumetria + + +

Estratégias de

conforto + + +

LEGENDA:

RUIM RAZOÁVEL BOA EXCELENTE

- +/- + ++

Fonte: Autora

(48)

6 ANÁLISE DO TERRENO

Neste capítulo foi necessário um estudo das vias da cidade, com uma análise de entorno do terreno, além disso, busca-se um estudo do zoneamento e parâmetros para início das diretrizes projetuais

6.1 TERRENO

O terreno escolhido para implantação do projeto localiza-se em Bocaiúva do sul a aproximadamente 42 km da capital, conta com área de 826, 344k m² inserida na região do Vale do Ribeira com acesso na BR 476. A figura 27 a seguir ilustra o sistema viário e o entorno do terreno escolhido.

Figura 27: Sistema viárioe entorno imediato com estudo solar

Fonte:Earth google (2020) adaptado

Sobre o entorno imediato, percebe-se que o terreno fica em limite com floresta densa, com fachada ao sul, no início da BR 506, classificada como via estrutural em estrada de terra e de mão dupla, a 800 metros da movimentação da cidade, ocupando uma situação de lago com área 1.080.00 m2 para o projeto.

O terreno encontra-se no topo da montanha com topografia em declive em direção à cidade, visto na figura 28 e na figura 29 tem-se o ele sendo visto de perto entre e serrados descampados.

(49)

Figura 28: Terreno visto no topo da cidade Figura 29: Terreno visto de perto

Fonte: autora Fonte: autora

6.2 ZONEAMENTO E PARÂMETROS

De acordo (Plano Diretor do Município de Bocaiúva do Sul, Lei Complementar 533/2012) o terreno está classificado em ZMD. (Zona de Média Densidade), “sendo permissível comércio 1 e 2”, o qual o projeto se assemelha. No quadro 8 nota-se os parâmetros construtivos elaborados para edifícios em ZMD.

Quadro 8: Parâmetros para ZMD

PARÂMETROS CASA NOTURNA Lei 533/2012

Fonte: Plano diretor de Bocaiúva de Sul, (2012, p.s.)

Os parâmetros para a ZMD original, se encontra em anexo A, na página 59

LOTE MEIO DE QUADRA AFASTAMENTO T.O C.A T.P PAVIMENTO

1080.00 12.00 70% 3,00 20% 2

(50)

7 DIRETRIZES DO PROJETO

Entre as diretrizes projetuais para o início desse projeto, estão: criar um espaço multifuncional de lazer e entretenimento denominado casa noturna, para atender um público alvo maduro da Bocaiúva do Sul como já mencionado anteriormente.

Para desenvolvimento da proposta arquitetônica, atenta-se a uma esfera para que seja vista de vários pontos da cidade devido ela ser implantada no topo da cidade, já que a escolha do terreno foi com a devida intensão.

7.1 PROGRAMA DE NECESSIDADES

O programa de necessidades visto no quadro 9, foi elaborado com base nas leituras projetuais do estudo de caso, levando em consideração os diferentes tipos de uso a qual são destinados à edificação.

Quadro 9: Programa de necessidade

SETOR AMBIENTES ÁREA

ACESSO HALL 20M2

PORTARIA 30M²

CAIXA /CHAPELARIA 20M²

ENTRETENIMENTO BAR 35 M2

ÁREA PARA REFEIÇÕES 50M²

SANITÁRIOS 30M²

PISTA DE DANÇA 100M²

LOUNGE 50M²

CABINE DO DJ 4M2

PALCO 9M²

CABINE DE SOM E LUZ 3M²

CAMARIM / I.S 9M²

ANTE-CÂMARA DOS SANITÁRIOS 6M²

SERVIÇO ADMINISTRAÇÃO 20M²

COZINHA 20M²

ÁREA DECARGA E DESCARGA 20M²

Referências

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