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Nossa Senhora da Assunção

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Academic year: 2021

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Texto

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EDITORA AVE-MARIA

Série Série

Pe. Roque Vicente Beraldi, CMF

Novena milagrosa a

Nossa Senhora da Assunção

Dia da festa: 15 de agosto

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Introdução

Contemplações sobre a Sagrada Escritura, sem conteúdo comprovado, chamam-se “Apó- crifos”. São encontrados neles pormenores literários que preenchem lacunas existentes nos Evangelhos. Assim, há uma lenda sobre a crença na Assunção.

A Igreja Católica não baseia a sua fé em lendas. Elas, porém, ajudam a compreender o sentido de uma crença na verdade apresentada.

A lenda sobre a assunção fala que, tendo a santa mãe de Cristo chegado ao fim da sua missão neste mundo, Maria dormiu o sono dos bem-aventurados. É a “dormição” da Virgem das virgens.

Os Apóstolos e santas mulheres, que acom- panharam Jesus nas suas andanças, fizeram

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as cerimônias de sepultamento. O apóstolo Tomé estava ausente nas “exéquias”. Quando regressou, contaram-lhe os tristes aconteci- mentos. O apóstolo desatou em lamentações pela perda daquela que era também a mãe de todos eles. Ela mostrara-se dedicada e solíci- ta nos momentos difíceis pelos quais, depois da ascensão de Jesus, tinham passado. Ele im- plorou que abrissem o túmulo para ver pela última vez aquele rosto tão sagrado e lindo que, no dizer de Dionísio Areopagita, a teria adorado como deusa se a fé não dissesse que ela era também criatura.

São Pedro acedeu aos desejos de Tomé, e fo- ram abrir o túmulo para que ele e todos vissem mais uma vez a face sagrada da Mãe de Deus.

O que encontraram? Apenas flores de per- fume celeste que jamais alguém sentira nesta vida. Deduziram daí que ela havia sido levada ao céu em corpo e alma.

Hoje, esta crença não é lenda, é um dogma de Fé proclamado pelo Papa Pio XII em 1º de novembro de 1950, “Assunção de Maria, em corpo e alma, ao céu”.

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Maria não estava mais visível no meio dos discípulos de Cristo que ela tanto amou. Isto, porém, não significava ausência espiritual ou esquecimento! Assim como Jesus, ao subir ao céu, deixou claro aos apóstolos que “estarei convosco até o fim dos tempos”, também Ma- ria, no seu hino de louvor, “Magnificat”, disse:

“Todas as gerações me chamarão bem-aven- turada”. Todas as gerações!

Maria está conosco. Prova evidente são as inúmeras aparições pelos recantos do orbe terrestre, demonstrando sua presença, embo- ra invisível aos olhos dos pobres “degredados filhos de Eva”, como se reza na Salve-Rainha.

Os portentosos milagres ocorridos nessas aparições são provas evidentes desta crença.

Portanto, todos nós podemos confiar na in- tercessão maternal da Mãe de Cristo Jesus. Se ela carinhosamente se adiantou aparecendo a humildes crianças para serem porta-vozes de penitência e retorno ao caminho que leva à vida eterna, muito mais se alcançará sua proteção obtendo ajuda importante a fim de preparar-se para entrar na glória celeste.

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Nesta novena, o devoto apresente com humildade os favores que necessita receber.

Pode contar com o poderoso auxílio de Maria.

Ela saberá substituir os seus pedidos se eles não estiverem enquadrados no bem-estar es- piritual ou temporal dos suplicantes.

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Oração inicial

Maria, por natureza humana, mãe de Cristo e por adoção também minha mãe, eis prostrado(a) aos vossos pés para ago- ra e sempre adorar a Deus vosso Criador, Pai eterno, a Jesus vosso Filho santíssimo e o Divino Espírito Santo vosso Esposo sa- grado. Uno-me aos anjos e santos para suplicar vosso favor em meu auxílio, para melhor servir a Deus, como quando respon- destes ao anjo “faça-se em mim segundo a vossa Palavra”.

Quero intensificar meu amor à Trin- dade Santa e para isso venho, embora indigno(a), suplicar o favor que espero alcançar para mais amar a Deus, último fim de todos nós. Intercedei por mim para que convosco cante o hino “Minha alma en- grandece o Senhor”. Amém.

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Oração final

Consciente da grande necessidade que paira sobre mim, sem esperança de con- seguir por meios humanos o que desejo, uno-me aos anjos e santos para suplicar a graça acima indicada. Agora que viveis em corpo e alma na glória celeste, digo com São Bernardo:

Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Ma- ria, que jamais se ouviu dizer de alguém que tivesse recorrido à vossa proteção, implorado vosso socorro, demandado o vosso auxílio, e fosse por vós desamparado.

Animado(a), eu, pois, com igual confiança, a vós me dirijo, ó virgem Mãe do Filho de Deus feito homem, para alcançar o que vos peço. Assim seja.

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Primeiro dia

Tema:

Maria foi modelo de fé.

Mereceu estar na glória celeste em corpo e alma.

É São Pedro quem compara a fé com uma vela acesa num lugar escuro. Ele diz: “Como a lâmpada que brilha num lugar em trevas, até que desponte o dia, e a estrela da manhã se le- vante em vossos corações” (2Pd 2,29). Antes do nascimento de Cristo, o mundo vivia numa escuridão completa! Maria era o tênue brilho de luz, esperança das gentes. O Natal de Jesus, como um dia esplendoroso, expulsou as tre- vas que envolviam os povos. A tremeluzente centelha da fé da Mãe de Deus cresceu como o sol ao meio-dia. Trouxe o sorriso. A paz. Deu brilho aos corações. Como recompensa, hoje refulge na glória eterna em corpo e alma.

Oração inicial (página 7)

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Oração do dia

Maria, minha boa mãe, iluminai-me com vossa fé, alcançando o favor que vos peço...

(fazer o pedido com confiança). Espero que esta graça me ajude a amar mais a Jesus com louvores eternos, iluminado(a) pela luz da verdadeira fé que remove montanha.

Rezar, meditando nas palavras 1 pai-nosso;

10 ave-marias;

1 glória ao pai.

Oração final (página 8)

Referências

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