Exclusão ou Inclusão
Perversa
- Exclusão como sinônimo de pobreza
“A
sociedade exclui para incluir e esta transmutação é condição da ordem social desigual, o que implica o carater ilusório da inclusão.
Todos estamos inseridos de algum modo, nem sempre decente e digno, no circuito reprodutivo das atividades econômicas, sendo a grande maioria da humanidade inserida através da insuficiência e das privações, que se desdobram para fora do econômico.
”- Dialética exclusão/inclusão
- Sofrimento ético politico
“
...o sofrimento ético-politico abrange as múltiplas afecções do corpo e
da alma que mutilam a vida de diferentes formas. Qualifica-se pela
maneira como sou tratada e trato o outro na intersubjetividade, face a
face ou anônima, cuja dinâmica, o conteúdo e qualidade são
determinados pela organização social. Portanto, o sofrimento ético-
politico retrata a vivencia cotidiana das questões sociais dominantes
em cada época histórica, especialmente a dor que surge da situação
social de ser tratado como inferior, subalterno, sem valor, apêndice
inútil da
sociedade”Humilhação Social
Humilhação Social
• Questão política e psicológica;
• Modalidade de angústia disparada pelo impacto traumático da desigualdade de classes;
Quando duas culturas se defrontam, não como predador e presa, mas como diferentes formas de existir, uma é para a outra como uma revelação. Mas essa experiência raramente acontece fora dos polos submissão-domínio. A cultura dominada perde os meios materiais de expressar sua originalidade.
As relações sociais estão despersonalizadas, refreando a solidariedade para o âmbito privado da família.
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•
As sociedades burguesas, guiadas pelos imperativos do Mercado e não pelos imperativos da vida em comum, esvaziaram e tornaram maquinais os relacionamentos sociais.
•
o corpo é apanágio do homem proletarizado: aquele que foi espoliado, oferece o que resta
–sua força muscular
–como mercadoria para a venda em troca de salário.
O trabalho mercantilizado quer absorver o trabalhador, sua ação mas também sua consciência, suas mãos mas também suas palavras, na gangorra da alienação
São muitos os lados por onde o pobre é golpeado. Não sei de nada mais alarmante do que o sentimento de não possuir direitos.
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Quem se dirige ao pobre como a um inferior saberia dizer o que lhe autoriza rebaixar com tanta naturalidade? Saberia dizer onde foi que começou o rebaixamento? Onde começou
todo este desequilíbrio político, onde foi que começou a imaginária superioridade destes senhores impunes e a
imaginária inferioridade destes servos compulsivos? Quando foi que tudo isto tornou-se tão sólido? Como foi que se
formou o imaginário da desigualdade e quando foi que realizou sua encarnação?
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Para os pobres, a humilhação ou é uma realidade em ato ou é frequentemente sentida como uma realidade iminente, sempre a espreitar-lhes, onde quer que estejam, com quem quer que estejam. O sentimento de não possuírem direitos, de parecerem desprezíveis e repugnantes, torna-se-lhes compulsivo: movem-se e falam, quando falam, como seres que ninguém vê.
. O progresso que conhecemos, insiste Simone Weil (1979), foi obtido pela criação de uma amarga separação: a separação entre a dimensão intelectual do trabalho e sua dimensão manual.
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