CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 1
PROCESSO CIVIL – PARTE II
APRESENTAÇÃO... 10
TEORIA GERAL DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS E NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL 11 1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS ... 11
2. PROCESSO E PROCEDIMENTO ... 11
3. MODELOS PROCEDIMENTAIS COGNITIVOS ... 11
PROCEDIMENTO COMUM ... 12
PROCEDIMENTO ESPECIAL ... 12
4. MODELOS PROCEDIMENTAIS EXECUTIVOS ... 12
PROCEDIMENTO COMUNS ... 12
PROCEDIMENTO ESPECIAL ... 12
5. MODELOS PROCEDIMENTAIS DE URGÊNCIA ... 13
ANTECEDENTES ... 13
INCIDENTES ... 13
6. REGRA DA SUBSIDIARIEDADE DO PROCEDIMENTO COMUM ... 13
7. FUNDAMENTO PARA ELEIÇÃO DO PROCEDIMENTO ESPECIAL ... 13
8. PROCEDIMENTOS ESPECIAIS FUNGÍVEIS E INFUNGÍVEIS ... 14
9. CUMULAÇÃO DE PEDIDOS E PROCEDIMENTOS ESPECIAIS ... 14
10. TIPICIDADE, DÉFICIT PROCEDIMENTAL ... 15
11. FEXIBILIZAÇÃO PROCEDIMENTAL ... 15
FLEXIBILIZAÇÃO LEGAL ALTERNATIVA ... 15
FLEXIBILIZAÇÃO LEGAL GENÉRICA ... 16
FLEXIBILIZAÇÃO JUDICIAL ... 16
FLEXIBILIZAÇÃO VOLUNTÁRIA ... 16
12. NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL ... 17
CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 17
CLASSIFICAÇÃO ... 17
12.2.1. Quanto à previsão legal específica ... 17
12.2.2. Quanto ao momento ... 18
12.2.3. Quanto ao conteúdo ... 18
CONDIÇÕES GENÉRICAS DE ADMISSIBILIDADE ... 19
12.3.1. Agente capaz ... 19
12.3.2. Objeto lícito ... 19
12.3.3. Forma ... 20
12.3.4. Autonomia da vontade ... 20
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS DE ADMISSIBILIDADE ... 20
12.4.1. Capacidade específica das partes ... 20
12.4.2. Direitos que admitam autocomposição ... 21
CONTROLE DA VALIDADE DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS PROCESSUAIS ... 21
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS EM ESPÉCIE ... 23
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS ... 23
2. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO ... 23
GENERALIDADES DE DIREITO MATERIAL ... 23
OBRIGAÇÕES CONSIGNÁVEIS ... 23
HIPÓTESES DE CABIMENTO ... 24
2.3.1. Mora accipiens ... 24
2.3.2. Incognittio ... 24
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA ÀS AVESSAS ... 24
EFEITOS DA CONSIGNAÇÃO ... 25
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 2
2.6.1. Ativa... 25
2.6.2. Passiva ... 26
COMPETÊNCIA MATERIAL E TERRITORIAL ... 26
PROCEDIMENTOS ... 27
2.8.1. Consignação em pagamento extrajudicial ... 27
2.8.2. Consignação em pagamento judicial... 29
CONSIGNAÇÃO NOS CASOS DE INCOGNITTIO... 32
CONSIGNAÇÃO DE PRESTAÇÕES SUCESSIVAS ... 33
CONSIGNAÇÃO NA LEI DE LOCAÇÕES ... 33
CONSIGNAÇÃO EM MATÉRIA TRIBUTÁRIA ... 34
3. AÇÃO DE EXIGIR CONTAS ... 34
GENERALIDADES DE DIREITO MATERIAL ... 34
REGIME JURÍDICO ... 34
3.2.1. Dever legal de administrar ... 34
3.2.2. Dever contratual de administrar... 35
FIM DO RITO ESPECIAL DA AÇÃO DE DAR/PRESTAR CONTAS ... 35
COMPETÊNCIA ... 36
LEGITIMIDADE DA AÇÃO DE EXIGIR CONTAS ... 36
3.5.1. Legitimidade ativa ... 36
3.5.2. Legitimidade passiva ... 36
AÇÃO DE EXIGIR CONTAS E OBJETOS ... 37
PROCEDIMENTO BIFÁSICO ... 37
3.7.1. Petição inicial ... 37
3.7.2. Citação e resposta do requerido ... 37
3.7.3. Decisão interlocutória de mérito ou sentença ... 38
3.7.4. Requerido presta as contas ... 38
3.7.5. Requerido não presta as contas ... 38
3.7.6. Instrução pericial ... 39
3.7.7. Sentença, sucumbência e recurso ... 39
3.7.8. Ação dúplice ... 39
4. AÇÃO DE FAMÍLIA... 39
GENERALIDADES DE DIREITO MATERIAL ... 39
ROL EXEMPLIFICATIVO ... 39
AUDIÊNCIA INAUGURAL DE MEDIAÇÃO ... 40
CITAÇÃO DO REQUERIDO SEM A CONTRA-FÉ ... 40
ESCUTA ESPECIAL ... 41
5. AÇÕES POSSESSÓRIAS... 41
GENERALIDADES DE DIREITO MATERIAL ... 41
5.1.1. Propriedade ... 41
5.1.2. Posse ... 41
5.1.3. detenção ... 42
DEFESA JURÍDICA DAS COISAS ... 42
5.2.1. Propriedade (ius possiendi) ... 42
5.2.2. Posse (ius possessionis) ... 42
5.2.3. Detenção ... 43
AÇÕES POSSESSÓRIAS DE RITO ESPECIAL ... 43
5.3.1. Espécies e fungibilidade ... 43
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 3
5.3.3. Objetos da ação possessórias... 45
5.3.4. Competência ... 45
5.3.5. Legitimação ... 46
PROCEDIMENTO ESPECIAL DAS POSSESSÓRIAS INDIVIDUAIS ... 47
5.4.1. Petição inicial ... 47
5.4.2. Admissibilidade ... 48
5.4.3. Liminar (Tutela de evidência) ... 48
5.4.4. Contestação ... 49
5.4.5. Rito comum ... 49
PROCEDIMENTO ESPECIAL DAS POSSESSÓRIAS E PETITÓRIAS NAS INVASÕES COLETIVAS ... 50
6. AÇÃO MONITÓRIA ... 50
GENERALIDADES DE DIREITO MATERIAL ... 50
NATUREZA DA MONITÓRIA NO BRASIL ... 51
PRESSUPOSTOS ... 51
6.3.1. Prova escrita ... 51
6.3.2. Sem eficácia de título executivo ... 51
6.3.3. Contra pessoa capaz ... 51
CABIMENTO ... 52
PROCEDIMENTO MONITÓRIO ... 52
6.5.1. Petição inicial ... 52
6.5.2. Juízo de admissibilidade ... 52
6.5.3. Expedição de mandado monitório ... 53
6.5.4. Respostas do requerido ... 54
6.5.5. Embargos ao mandado monitório ... 55
7. EMBARGOS DE TERCEIROS ... 57 CONCEITO ... 57 COMPETÊNCIA ... 58 NATUREZA ... 59 PRAZO ... 59 LEGITIMIDADE PASSIVA ... 60 PROCEDIMENTO ... 60 SÚMULAS ... 61
EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL ... 63
PRINCÍPIO DA NULLA EXECUTIO SINE TITULO ... 63
PRINCÍPIO DA MÁXIMA EFETIVIDADE ... 63
PRINCÍPIO DO MENOR SACRIFÍCIO ... 64
PRINCÍPIO PATRIMONIALIDADE ... 65
PRINCÍPIO DA ATIPICIDADE DOS MEIOS ... 66
PRINCÍPIO DA ESPECIFICIDADE DA EXECUÇÃO ... 66
PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA ... 66
PRINCÍPIO DA BOA-FÉ E PROBIDADE PROCESSUAL ... 67
PRINCÍPIO DA DISPONIBILIDADE DA EXECUÇÃO ... 67
3. PARTES NO PROCESSO DE EXECUÇÃO ... 68
ATIVA ... 68
3.1.1. Ordinária ... 68
3.1.2. Ordinária derivada ou superveniente ... 68
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 4
PASSIVA ... 68
3.2.1. Ordinária ... 69
3.2.2. Ordinária derivada ou superveniente ... 69
3.2.3. Responsável tributário ... 69
LITISCONSÓRCIO E CUMULAÇÃO DE DEMANDAS EXECUTIVAS ... 69
INTERVENÇÃO DE TERCEIROS ... 70
4. COMPETÊNCIA NA EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL ... 70
EXECUÇÃO CIVIL ... 70
EXECUÇÃO FISCAL... 71
CONEXÃO ... 71
5. REQUISITOS PARA REALIZAÇÃO DA EXECUÇÃO ... 72
INADIMPLEMENTO ... 72
TÍTULO EXECUTIVO ... 73
6. CARACTERES DO TÍTULO EXECUTIVO ... 73
CERTEZA ... 73
LIQUIDEZ ... 74
EXIGIBILIDADE... 74
7. TÍTULOS EXECUTIVOS EXTRAJUDICIAIS ... 75
CONSIDERAÇÕES GERAIS ... 75
7.1.1. Critério para eleição ... 75
7.1.2. Títulos abertos e títulos fechados ... 75
7.1.3. Rol exemplificativo ... 75
7.1.4. Títulos extrajudiciais ilíquidos ... 76
7.1.5. Título extrajudicial estrangeiro ... 76
7.1.6. Possibilidade de manejo da ação de conhecimento ... 76
7.1.7. Contra a Fazenda Pública ... 76
8. TÍTULOS EM ESPÉCIE ... 77 TÍTULOS DE CRÉDITO ... 78 8.1.1. Previsão legal ... 78 8.1.2. Letra de câmbio ... 78 8.1.3. Nota promissória ... 78 8.1.4. Duplicata ... 79 8.1.5. Debênture... 79 8.1.6. Cheque ... 79
ESCRITURA PÚBLICA OU DOCUMENTO PÚBLICO ASSINADO PELO DEVEDOR .... 80
DOCUMENTO PARTICULAR ASSINADO POR DUAS TESTEMUNHAS ... 80
8.3.1. Eficácia executiva do contrato de abertura de crédito em conta corrente ... 80
INSTRUMENTO DE TRANSAÇÃO REFERENDADO ... 81
CONTRATOS GARANTIDOS POR GARANTIA REAL OU PESSOAL ... 81
CONTRATO DE SEGURO DE VIDA EM CASO DE MORTE ... 81
CRÉDITO DECORRENTE DE FORO E LAUDÊMIO ... 81
CRÉDITO DECORRENTE DE ALUGUEL DE IMÓVEL E ENCARGOS ... 82
CRÉDITO DE CONDOMÍNIO EDILÍCIO APROVADO EM CONVENÇÃO OU ASSEMBLEIA ... 82
CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA ... 82
CERTIDÃO DE SERVENTIA NOTARIAL ... 82
9. RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL ... 83
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 5
9.1.1. Responsabilidade é do devedor ... 83
9.1.2. Responsabilidade é patrimonial... 84
TODOS OS BENS DO DEVEDOR RESPONDEM À EXECUÇÃO? ... 84
9.2.1. Conceito de família e impenhorabilidade ... 85
9.2.2. Possibilidade de renúncia voluntária à impenhorabilidade ... 85
9.2.3. Penhorabilidade de imóveis (bem de família) dados em garantia pelo fiador em locações 86 9.2.4. Exceções às impenhorabilidades ... 86
BENS DE TERCEIROS PODEM RESPONDER À EXECUÇÃO? ... 88
10. REGIME JURÍDICO ... 90
11. PROCEDIMENTO EXECUTIVO POR QUANTIA ... 91
PETIÇÃO INICIAL ... 91 11.1.1. Requisitos... 91 11.1.2. Causa de pedir ... 92 11.1.3. Valor da causa ... 92 ADMISSIBILIDADE ... 92 CITAÇÃO ... 93 REAÇÕES DO EXECUTADO ... 94 11.4.1. Pagamento ... 94 11.4.2. Parcelamento ... 94 11.4.3. Inércia ... 95 11.4.4. Defesas ... 95
PENHORA, DEPÓSITO E AVALIAÇÃO ... 96
11.5.1. Bens não encontrados: ... 96
11.5.2. Bens encontrados ... 96
FORMALIZAÇÃO E AVERBAÇÃO DA PENHORA... 98
INTIMAÇÃO DA PENHORA ... 98
ATOS DE EXPROPRIAÇÃO... 98
SATISFAÇÃO DO CRÉDITO E CONCURSO ... 98
EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO... 99
PRECEDENTES ... 100
2. DEVER DE OBSERVÂNCIA PELOS JUÍZES E TRIBUNAIS ... 100
STF EM CONTROLE CONCENTRADO E SÚMULA VINCULANTE ... 101
IAC, IRDR E RECURSOS REPETIVOS ... 101
SÚMULAS DO STF E DO STJ ... 101
ORIENTAÇÃO DO PLENÁRIO OU DO ÓRGÃO ESPECIAL QUE ESTÃO VINCULADOS 102 INCIDÊNCIA DO ART. 10 E ART. 489, §1º DO CPC ... 102
AUDIÊNCIAS PÚBLICAS ... 102
POSSIBILIDADE DE MODULAÇÃO ... 103
ALTERAÇÃO E FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA E ESPECÍFICA ... 103
PUBLICIDADE E ORGANIZAÇÃO DOS PRECEDENTES ... 103
3. APLICAÇÕES E QUESTÕES ... 103
EFEITO VINCULANTE/CONSTITUCIONALIDADE ... 103
REFLEXOS NO PROCEDIMENTO E NA ATUAÇÃO DOS SUJEITOS DO PROCESSO 104 3.2.1. Tutela provisória da evidência ... 104
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 6
3.2.3. Dispensa de remessa necessária ... 104
3.2.4. Dispensa de caução para o cumprimento provisório ... 105
3.2.5. Atuação monocrática do relator ... 105
3.2.6. Julgamento monocrático de conflito de competência ... 106
3.2.7. Cabimento da reclamação ... 106
3.2.8. Desistência da ação ... 107
3.2.9. Motivação ... 107
4. JULGAMENTO DOS CASOS REPETITIVOS ... 107
ORDEM DOS PROCESSOS NOS TRIBUNAIS ... 109
1. DISTRIBUIÇÃO IMEDIATA ... 109 PROTOCOLO DESCENTRALIZADO ... 109 PREVENÇÃO ... 109 2. DEVERES-PODERES DO RELATOR ... 109 3. FATO SUPERVENIENTE ... 111 4. EXTINÇÃO DO REVISOR... 111
5. INTIMAÇÃO PARA O JULGAMENTO ... 111
6. ORDEM DOS JULGAMENTOS ... 112
7. AMPLIAÇÃO DAS HIPÓTESES DE SUSTENÇÃO ORAL ... 112
8. PRELIMINARES E VÍCIOS SANÁVEIS ... 113
9. PEDIDO DE VISA E PROFERIMENTO DO RESULTADO ... 113
10. JULGAMENTO AMPLIADO ... 114
TEORIA GERAL DOS RECURSOS ... 116
1. DEFINIÇÃO ... 116
INCONFORMISMO MANIFESTADO NO MESMO PROCESSO ... 116
TRÂNSITO EM JULGADO ... 116
2. CLASSIFICAÇÃO ... 116
PARCIAL E TOTAL ... 116
ORDINÁRIOS E EXTRAORDINÁRIOS ... 116
FUNDAMENTAÇÃO LIVRE EFUNDAMENTAÇÃ VINCULADA ... 117
PRINCIPAL E ADESIVO ... 117
3. PRINCÍPIOS ... 117
DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO ... 117
COLEGIALIDADE ... 118 RESERVA DE PLENÁRIO ... 118 TAXATIVIDADE... 119 UNIRRECORRIBILIDADE ... 119 FUNGIBILIDADE ... 120 VOLUNTARIEDADE ... 120 DIALETICIDADE ... 121
IRRECORRIBILIDADE EM SEPARADO DAS INTERLOCUTÓRIAS ... 121
CONSUMAÇÃO ... 121
COMPLEMENTARIEDADE ... 121
VEDAÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS ... 121
4. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE ... 121 CABIMENTO ... 122 LEGITIMIDADE ... 122 INTERESSE ... 122 TEMPESTIVIDADE ... 122 REGULARIDADE FORMAL ... 123 PREPARO ... 123
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 7
INEXISTÊNCIA DE FATO IMPEDITIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO DE RECORRER 123
5. EXTINÇÃO DO DUPLO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DO RE E DO RESP ... 124
6. EFEITOS ... 124 INTERPOSIÇÃO ... 124 6.1.1. Obstativo ... 124 6.1.2. Suspensivo ... 124 6.1.3. Regressivo ... 125 6.1.4. Diferido ... 125 JULGAMENTO ... 125 6.2.1. Devolutivo... 125 6.2.2. Translativo ... 125 6.2.3. Expansivo ... 126 6.2.4. Substitutivo ... 126 7. ROL DO ART. 994 DO CPC ... 126
8. EFEITO NÃO SUSPENSIVO COMO REGRA ... 126
CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO ... 126
RETIRADA DO EFEITO SUSPENSIVO ... 127
9. PRAZOS ... 127
10. PREPARO E POR DE REMESSA E RETORNO ... 128
RECURSOS EM ESPÉCIE ... 129 1. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ... 129 CABIMENTO ... 129 DECISÃO OMISSA ... 129 PRAZO ... 130 EFEITOS ... 130
1.4.1. Interrupção do prazo para o recurso ... 131
1.4.2. Efeito suspensivo ... 131
1.4.3. Efeito modificativo (infringente) dos embargos ... 131
EMBARGOS PROTELATÓRIOS ... 132
PRÉ-QUESTIONAMENTO FICTO ... 132
OBSERVAÇÕES FINAIS ... 133
2. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL ... 133
3. APELAÇÃO... 133
CABIMENTO ... 133
JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE ... 133
POSSIBILIDADE DE APELAÇÃO CONTRA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA ... 134
EFEITO SUSPENSIVO ... 135
EFEITO DEVOLUTIVO ... 136
TEORIA DA CAUSA MADURA ... 136
4. AGRAVO ... 137
CABINENTO ... 137
4.1.1. Mérito do processo ... 137
4.1.2. Rejeição da alegação de convenção de arbitragem ... 137
4.1.3. Incidente de desconsideração da personalidade jurídica ... 138
4.1.4. Rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação ... 138
4.1.5. Exibição ou posse de documento ou coisa ... 138
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 8
4.1.7. Concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à
execução ... 138
4.1.8. Redistribuição do ônus da prova ... 138
4.1.9. Outros casos expressamente referidos em lei ... 138
ROL TAXATIVO? ... 139
PRAZO ... 140
FORMAÇÃO DO INSTRUMENTO DO AGRAVO ... 141
COMUNICAÇÃO DA INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO ... 141
5. AGRAVO INTERNO ... 142
CABIMENTO ... 142
PRAZO ... 143
PROCESSAMENTO ... 143
5.3.1. Impugnação específica ... 144
5.3.2. Retratação após contraminuta... 144
5.3.3. Vedação à decisão genérica ... 144
5.3.4. Sanções ... 144
SUSTENTAÇÃO ORAL ... 145
OBSERVAÇÕES FINAIS ... 145
6. RECURSO ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO ... 145
CABIMENTO ... 145
PROCESSAMENTO ... 145
6.2.1. Interposição ... 145
6.2.2. Dissídio jurisprudencial e comprovação/inadmissão ... 145
6.2.3. Desconsideração de vício formal ... 146
ADMISSIBILIDADE ... 146
PEDIDO DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO ... 148
INTERPOSIÇÃO CONJUNTA DE RE E RESP ... 148
PROFUNDIDADE DO EFEITO DEVOLUTIVO ... 149
AJUSTES NA REPERCUSSÃO GERAL ... 150
JULGAMENTO DE DEMANDAS REPETITIVAS ... 151
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS ... 151
2. RECURSO ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO CONTRA DEMANDAS REPETITIVAS ... 151
3. IRDR ... 152
CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 152
IRDR COMO TÉCNICA DE FORMAÇÃO DE PRECEDENTES OBRIGATÓRIOS ... 153
IMPORTÂNCIA DA NATUREZA HÍBRIDA DO JULGAMENTO DE CAUSAS REPETITIVAS ... 155
REGRAS COMUM QUE COMPÕEM O SISTEMA DO IRDR E DOS RECURSOS REPETITIVOS ... 156
3.4.1. Prevenção ... 156
3.4.2. Questões específicas ... 156
3.4.3. Prazo para julgamento ... 156
CARACTERÍSTICAS PECULIARES DO IRDR ... 156
PRESSUPOSTOS PARA A INSTAURAÇÃO DO IRDR ... 157
3.6.1. Causa no tribunal ... 157
3.6.2. Efetiva repetição de processos... 157
3.6.3. Risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica... 157
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 9
LEGITIMIDADE PARA A INSTAURAÇÃO ... 158
PEDIDO DE SUSPENSÃO DOS PROCESSOS EM TERRITÓRIO NACIONAL ... 158
AÇÕES IMPUGNATIVAS ... 159
1. INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE COMPETÊNCIA – IAC ... 159
CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 159
PROPÓSITOS DO IAC ... 159
PRESSUPOSTOS ... 159
1.3.1. Relevante questão de direito ... 159
1.3.2. Grande repercussão social ... 160
1.3.3. Se não houver repetição de processos ... 160
LEGITIMADOS ... 160 PROCESSAMENTO ... 160 COMPETÊNCIA ... 160 PECULIARIDADES ... 161 2. AÇÃO RESCISÓRIA ... 161 CONCEITO ... 161 CABIMENTO ... 161 2.2.1. Decisão de mérito ... 161
2.2.2. Algumas decisões sem análise do mérito ... 162
2.2.3. Violação de norma jurídica ... 162
JULGAMENTO LIMINAR DE IMPROCEDÊNCIA DA RESCISÓRIA ... 163
EMENDA DA RESCISÓRIA - INCOMPETÊNCIA ... 163
PRAZO DA RESCISÓRIA ... 164 LEGITIMIDADE ... 164 OBSERVAÇÕES FINAIS ... 165 3. RECLAMAÇÃO ... 165 NATUREZA JURÍDICA ... 165 HIPÓTESES DE CABIMENTO ... 165
HIPÓTESES DE NÃO CABIMENTO ... 166
COMPETÊNCIA ... 166
LEGITIMIDADE ... 166
PROCEDIMENTO ... 166
ATUAÇÃO DO RELATOR (CPC, ART. 989) ... 166
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 10
APRESENTAÇÃO
Olá!
Inicialmente, gostaríamos de agradecer a confiança em nosso material. Esperamos que seja útil na sua preparação, em todas as fases. A grande maioria dos concurseiros possui o hábito de trocar o material de estudo constantemente, principalmente, em razão da variedade que se tem hoje, cada dia surge algo novo. Porém, o ideal é você utilizar sempre a mesma fonte, fazendo a complementação necessária, pois quanto mais contato temos com determinada fonte de estudo, mais familiarizados ficamos, o que se torna primordial na hora da prova.
O Caderno Sistematizado de Direito Processual Civil, está dividido em Parte I e Parte II, possui como base as aulas do Prof. Gajardoni e do Prof. Cassio Scarpinella Bueno. Com o intuito de deixar o material mais completo, utilizados as seguintes fontes complementares: a) Manual de Direito Processual Civil, 2017 (Daniel Assumpção); b) Curso de Direito Civil, 2018 (Didier).
Na parte jurisprudencial, utilizamos os informativos do site Dizer o Direito (www.dizerodireito.com.br), os livros: Principais Julgados STF e STJ Comentados, Vade Mecum de Jurisprudência Dizer o Direito, Súmulas do STF e STJ anotadas por assunto (Dizer o Direito). Destacamos que é importante você se manter atualizado com os informativos, reserve um dia da semana para ler no site do Dizer o Direito.
Como você pode perceber, reunimos em um único material diversas fontes (aulas + doutrina + informativos + lei seca + questões) tudo para otimizar o seu tempo e garantir que você faça uma boa prova.
Por fim, como forma de complementar o seu estudo, não esqueça de fazer questões. É muito importante!! As bancas costumam repetir certos temas.
Vamos juntos!! Bons estudos!! Equipe Cadernos Sistematizados.
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 11
TEORIA GERAL DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS E
NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Alguns autores negam a existência de uma teoria geral dos procedimentos especiais, uma vez que cada procedimento possui seu rito próprio. Contudo, para a maioria da doutrina, há inúmeras características comuns nos procedimentos especiais.
Posteriormente, analisaremos algumas espécies de procedimentos especiais, salientando que foram selecionados os que mais caem em concurso público, não esgotando a matéria. Por isso, atente-se ao seu edital e, caso necessário, complemente os estudos.
2. PROCESSO E PROCEDIMENTO
O Brasil, posição amplamente majoritária, trata o processo como uma entidade complexa, composto por dois elementos distintos: relação jurídica processual e procedimento (rito).
• Relação jurídica processual – conjunto de direitos, deveres, faculdades, ônus, obrigações, sujeições que ligam os sujeitos processuais (juízes, advogados, partes, MP, servidores etc.) entre si. Trata-se da faceta intrínseca do processo. Aqui, apenas a União irá legislar.
• Procedimento/rito – é a forma como os atos processuais combinam-se no tempo (prazos para prática dos atos) e no espaço (ordem de cada ato do processo). União irá legislar acerca das regras gerais.
É necessária a distinção entre processo e procedimento, tendo em vista que compete apenas a União legislar sobre processo no Brasil. Por outro lado, a competência para legislar sobre procedimento (rito) é concorrente entre a União (regras gerais), os Estados e o Distrito Federal (particularidades locais).
Apesar da previsão expressa do art. 24, X e XI da CP, os Estados e o DF não legislam sobre procedimento para adaptar a sua realidade. Assim, acaba que a União concentra todas as questões que envolvem o processo e o procedimento.
Por isso, aqui, iremos analisar apenas o disposto no CPC/15 que traz as regras gerais acerca do procedimento. Importante verificar se no Estado que prestará concurso há legislação regulamentando o procedimento (quase não há).
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 12
O CPC/15 disciplina o processo de conhecimento, o processo de execução e os processos de urgência, cada um com seu rito próprio.
PROCEDIMENTO COMUM
Previsto no art. 318 e seguintes do CPC. Analisado na Parte I do CS de Processo Civil.
PROCEDIMENTO ESPECIAL
Disciplinado no Livro I da Parte Especial do Código de Processo Civil.
Possuem a finalidade de declarar o direito, através de um rito diferente do processo de conhecimento.
Salienta-se que os procedimentos especiais são cognitivos, bem como, aqui, não se aplica o art. 334 do CPC (regra geral), salvo expressa previsão legal.
4. MODELOS PROCEDIMENTAIS EXECUTIVOS
O CPC/15 disciplina também os procedimentos do processo de execução. PROCEDIMENTO COMUNS
O processo de execução possui mais de um rito comum para os títulos judiciais e extrajudiciais. Observe:
• Art. 523 e art. 824 – pagar quantia • Art. 536 e art. 814 – fazer e não fazer • Art. 538 e art. 806 – dar ou entregar
PROCEDIMENTO ESPECIAL
Há, igualmente, ritos especiais no processo de execução, a exemplo da execução: • Alimentos (art. 528 e art. 911),
• Contra a Fazenda Pública (art. 534 e art. 910)
• Contra devedor insolvente (art. 1.052) – ultratividade da lei revogada, já que continua aplicando o CPC/73.
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 13 5. MODELOS PROCEDIMENTAIS DE URGÊNCIA
O CPC/15 disciplina, igualmente, os procedimentos do processo de urgência. ANTECEDENTES
Trata-se dos casos de tutela antecipada ou de tutela cautelar, em que o pedido de urgência é feito antes do início do processo.
INCIDENTES
Ocorre quando, no curso do processo principal, há pedido de tutelas de urgências. Perceba que aqui não há um procedimento propriamente dito, tendo em vista que o pedido é feito por mera petição no processo em curso.
6. REGRA DA SUBSIDIARIEDADE DO PROCEDIMENTO COMUM
Nos termos do art. 318 do CPC, não havendo rito especial, aplica-se o procedimento comum subsidiariamente, inclusive ao processo de execução.
Art. 318. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposição em contrário deste Código ou de lei.
Parágrafo único. O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos demais procedimentos especiais e ao processo de execução.
Assim, primeiro, em qualquer processo (conhecimento, execução e urgência), aplica-se o procedimento especial e, subsidiariamente, o procedimento comum específico de cada um. Caso não haja procedimento comum nos processos de execução, subsidiariamente, será aplicado o rito comum do processo de conhecimento.
7. FUNDAMENTO PARA ELEIÇÃO DO PROCEDIMENTO ESPECIAL
Há inúmeros fundamentos acerca da escolha do procedimento especial, passando, obviamente, por opção política ligada ao direito material em debate ou condição específica das partes.
Obs.: Parte da doutrina, chama a escolha do legislador de TUTELA DIFERENCIADA ou PROTEÇÃO DIFERENCIADA.
• CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO – devedor quer cumprir a obrigação; • INVENTÁRIO E PARTILHA – óbito do de cujus;
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• JUIZADOS ESPECIAIS – pequena complexidade da demanda, aferida a partir do valor da causa;
• AÇÃO DE ALIMENTOS – tutela o direito à vida, por isso o rito é célere. E assim cada procedimentos especiais possuem os seus fundamentos.
Alguns autores entendem que a regra de criação de procedimentos especiais pelo legislador é reflexo do princípio da adequação (derivado do princípio do devido processo legal).
8. PROCEDIMENTOS ESPECIAIS FUNGÍVEIS E INFUNGÍVEIS
Em regra, no Brasil, os procedimentos especiais são fungíveis, ou seja, são substituíveis pelo procedimento comum. Assim, por exemplo, pode-se ajuizar uma ação possessória pelo rito comum.
Excepcionalmente, há procedimentos especiais infungíveis, em que não poderá haver a substituição pelo procedimento comum. Em regra, ocorre quando a tutela jurisdicional ficar impossível de ser obtida com o uso do rito comum, a exemplo do rito do inventário e da partilha; do procedimento de divisão e remarcação de terras e do rito previsto na Lei de Falências.
9. CUMULAÇÃO DE PEDIDOS E PROCEDIMENTOS ESPECIAIS
É, perfeitamente possível, cumular na mesma demanda mais de um pedido, desde que observados os requisitos legais, quais sejam:
• Identidade de partes;
• Compatibilidade entre os pedidos; • Competência do juízo;
• Compatibilidade procedimental.
O CPC prevê que quando um dos pedidos seguir rito especial a parte deverá usar o rito comum, podendo ser aplicado as regras diferenciadas do procedimento especial. Assim, por exemplo, o pedido de rescisão de contrato cumulado com o pedido de consignação em pagamento, seguirá o rito comum.
Art. 327. É lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, ainda que entre eles não haja conexão.
§ 1o São requisitos de admissibilidade da cumulação que:
I - os pedidos sejam compatíveis entre si;
II - seja competente para conhecer deles o mesmo juízo;
III - seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento.
§ 2o Quando, para cada pedido, corresponder tipo diverso de procedimento,
será admitida a cumulação se o autor empregar o procedimento comum, sem prejuízo do emprego das técnicas processuais diferenciadas previstas nos
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 15
procedimentos especiais a que se sujeitam um ou mais pedidos cumulados, que não forem incompatíveis com as disposições sobre o procedimento comum.
10. TIPICIDADE, DÉFICIT PROCEDIMENTAL
Em regra, os modelos procedimentais (processo de conhecimento, processo de execução e processo de urgência) trabalham com a tipicidade, ou seja, são rígidos, devendo seguir exatamente o disposto em lei.
Em tese, não há espaço para mesclar os ritos e nem adaptar conforme as necessidades de cada caso. Contudo, é inegável que existe um déficit procedimental, uma vez que as relações jurídicas de direito material evoluem em uma velocidade maior do que os procedimentos, sendo incapaz de tutelar determinadas circunstância, a exemplo do poliamorismo.
11. FEXIBILIZAÇÃO PROCEDIMENTAL
Diante do déficit procedimental, a doutrina sustenta que é possível a flexibilização do procedimento, consequência do princípio da adaptação. Assim, toda vez que o modelo típico do procedimento não for adequado para tutelar o direito em debate, o juiz e as partes devem adaptar/flexibilizar o procedimento.
A seguir veremos os quatro modelos de flexibilização FLEXIBILIZAÇÃO LEGAL ALTERNATIVA
Tratava do padrão adotado pelo CPC/73.
É a adaptação autorizada em lei, que irá indicar as opções de calibração disponíveis para serem usadas pelo juiz.
Citam-se, como exemplos:
a) Providencias preliminares (art. 348 e seguintes do CPC) – após a contestação o juiz possui cinco opções:
o Especificar as provas que serão corrigidas
o Dar réplica ao autor no prazo de 15 dias, quando o réu alega fato modificativo, extintivo ou impeditivo
o Se o réu preliminares, o autor terá o prazo para manifestar-se e corrigir eventuais vícios
o Julgamento antecipado, se for o caso o Saneamento do processo
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b) Opções do relator (art. 932)
o Inadmissibilidade do recurso
o Negar provimento monocraticamente
o Dar monocraticamente provimento ao recurso o Enviar para julgamento pelo colegiado
FLEXIBILIZAÇÃO LEGAL GENÉRICA
A lei reconhece a possibilidade de o juiz fazer a calibração, mas não pré-indica as opções. Está prevista no art. 139, VI do CPC, de forma mitigada, já que só poderá ser utilizada para ampliar prazos e para inverter a ordem de produção das provas.
Art. 139, VI - dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de prova, adequando-os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela do direito;
FLEXIBILIZAÇÃO JUDICIAL
É típico caso de ativismo judicial.
Ocorre nos casos em que o juiz adapta o procedimento, mesmo não havendo previsão legal. Atualmente, é o que ocorre com a dispensa da audiência de conciliação e mediação fora dos casos legais, a exemplo da falta de conciliador e mediação.
O Enunciado 35 da ENFAM admite. Observe:
En. 35 ENFAM - Além das situações em que a flexibilização do procedimento é autorizada pelo art. 139, VI, do CPC/2015, pode o juiz, de ofício, preservada a previsibilidade do rito, adaptá-lo às especificidades da causa, observadas as garantias fundamentais do processo.
Salienta-se que a flexibilização judicial deverá ser fundamentada. FLEXIBILIZAÇÃO VOLUNTÁRIA
Prevista no art. 190 do CPC, in verbis:
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo.
Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o juiz controlará a validade das convenções previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação somente nos casos de nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão ou em que alguma parte se encontre em manifesta situação de vulnerabilidade.
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O art. 190 do CPC criou uma etapa de neoliberalismo no Brasil, consequentemente, mitigou o hiperpublicismo processual. Passa- se a permitir que as partes deliberem acerca da flexibilização do rito, algo que antes era regrado apenas pela lei ou adaptado pelo juiz.
Perceba que a vontade das partes passa a ser uma fonte de norma processual, ao lado da CF e das leis.
À luz do princípio da adaptação, as partes poderão fazer convenções sobre o procedimento, ampliando e diminuindo os prazos, inserindo ou suprindo etapas, através de cláusula geral de negócio jurídico processual
12. NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
No direito material o negócio jurídico é qualquer manifestação de vontade tendente a adquirir, modificar ou resguardar direitos. Quando a manifestação de vontade estiver relacionada com os atos processuais, teremos o negócio jurídico processual.
Há no processo civil convenções processuais, ou seja, uma convergência de vontade das partes para resolver alguns temas, a exemplo do foro de eleição, da convenção de arbitragem. São, contudo, raras situações.
CLASSIFICAÇÃO
12.2.1. Quanto à previsão legal específica a) Típicos
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b) Atípicos
Não possuem previsão legal, podendo serem criados com base no art. 190 do CPC. Apenas para os negócios jurídicos processuais bilaterais.
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo.
Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o juiz controlará a validade das convenções previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação somente nos casos de nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão ou em que alguma parte se encontre em manifesta situação de vulnerabilidade.
12.2.2. Quanto ao momento a) Pré-processual
É o negócio celebrado antes do processo, a exemplo do foro de eleição. É permito que as partes alterem as regras processuais antes do processo.
Assemelha-se à cláusula compromissória da arbitragem. b) Processual
É o negócio jurídico celebrado no curso do processo, após o conflito. Assemelha-se ao compromisso arbitral.
12.2.3. Quanto ao conteúdo
a) Convenções sobre o procedimento UNILATERAIS
•Desistência do recurso (art. 988)
•Reconhecimento jurídico do pedido (art.
487, III, a) •Renúncia ao recurso
(art. 999)
•Renúncia ao direito que se funda a ação
BILATERAIS
•Foro de eleição (art. 63)
•Suspensão do processo por vontade das parte (art. 313, II) •Convenção sobre o ônus da prova (art.373,
§3º) •Convenção de arbitragem (art. 485, VIII) •Convenção de escolha de perito PLURILATERAIS •Sucessão do alienante ou cedente pelo adquirente ou cessionário da coisa (art. 109) •Calendarização (art. 191)
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As partes podem convencionar mudanças no procedimento, a fim de adaptar a sua causa, a exemplo da ampliação ou diminuição de prazos.
b) Convenções sobre relações jurídicas
Possibilidade de as partes convencionarem sobre ônus, poderes, faculdades e deveres processuais.
Citam-se, como exemplos, a convenção de que não haverá denunciação à lide, de que não haverá recurso.
CONDIÇÕES GENÉRICAS DE ADMISSIBILIDADE
Para que as partes possam celebrar as convenções processuais, devem ser observadas algumas condições.
As condições genéricas foram retiradas do direito civil, pois a convenção processual é um negócio jurídico, como qualquer outro. Por isso, respeitando as devidas adaptações, serão analisados: o agente capaz, objeto lícito, forma prescrita em lei e autonomia da vontade.
12.3.1. Agente capaz
O agente capaz só pode celebrar negócio jurídico processual daquilo que é seu, ou seja, seu direito, sua obrigação, seu ônus, seu dever. Assim, o agente não pode convencionar sobre direitos, deveres, ônus e obrigações alheias.
As partes podem convencionar que o juiz não produzirá prova de ofício? Não! Será uma convenção inválida, pois se trata de direito não seu. Podem, contudo, convencionar que elas não produzirão prova.
ENFAM - 36) A regra do art. 190 do CPC/2015 não autoriza às partes a celebração de negócios jurídicos processuais atípicos que afetem poderes e deveres do juiz, tais como os que: a) limitem seus poderes de instrução ou de sanção à litigância ímproba; b) subtraiam do Estado/juiz o controle da legitimidade das partes ou do ingresso de amicus curiae; c) introduzam novas hipóteses de recorribilidade, de rescisória ou de sustentação oral não previstas em lei; d) estipulem o julgamento do conflito com base em lei diversa da nacional vigente; e e) estabeleçam prioridade de julgamento não prevista em lei.
Salienta-se que as partes não podem convencionar que o denunciado à lide não irá recorrer. Mas podem convencionar que elas não irão recorrer.
12.3.2. Objeto lícito
Possui previsão no Código Civil, bem como na Lei de Arbitragem.
Objeto lícito significa um conteúdo mínimo que todo processo precisa ter, o qual não pode ser objeto de negociação pelas partes. É como se fosse o núcleo mínimo do processo civil constitucional.
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Por exemplo, não se pode modificar as regras de competência constitucional; as partes não podem convencionar que não haverá defesa.
Nesse sentido, o Enunciado 37 da ENFAM:
37) São nulas, por ilicitude do objeto, as convenções processuais que violem as garantias constitucionais do processo, tais como as que: a) autorizem o uso de prova ilícita; b) limitem a publicidade do processo para além das hipóteses expressamente previstas em lei; c) modifiquem o regime de competência absoluta; e d) dispensem o dever de motivação
12.3.3. Forma
O art. 190 do CPC não fala de forma. Portanto, teoricamente, a forma seria livre.
Contudo, utilizando-se a forma oral pré-processual haverá sério problema, perdendo o sentido. Por isso, o melhor é que sejam escritas, aplica-se o art. 63, §1º para integralizar (não é pacífico).
Nesse sentido, o Enunciado 39 do ENFAM:
39) Não é válida convenção pré-processual oral (art. 4º, § 1º, da Lei n. 9.307/1996 e 63, § 1º, do CPC/2015)
12.3.4. Autonomia da vontade
As partes devem manifestar sua vontade de forma livre, sem embaraços.
Com a finalidade de preservar a autonomia da vontade, o art. 190 do CPC, estabelece três situações em que o negócio jurídico será invalido, sendo incapaz de gerar efeitos. São eles:
a) Convenção nula: vícios de consentimento e vícios sociais. b) Inserção de cláusula abusiva em contrato de adesão. c) Manifesta vulnerabilidade de alguma das partes.
Obs.: quando é celebrada sem advogado, gera uma presunção relativa de vulnerabilidade. Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo.
Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o juiz controlará a validade das convenções previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação somente nos casos de nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão ou em que alguma parte se encontre em manifesta situação de vulnerabilidade.
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS DE ADMISSIBILIDADE
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 21
A expressão “plenamente capaz”, contida no art. 190 do CPC, segundo o enunciado 38 do ENFAM, é sinônimo de absolutamente capaz. Assim, nem mesmo assistido ou representado a parte poderia fazer uma convenção.
38) Somente partes absolutamente capazes podem celebrar convenção pré-processual atípica (arts. 190 e 191 do CPC/2015).
Destaca-se que outra corrente defende que expressão “plenamente capaz” não quer dizer nada, a parte deve apenas ter consciência da sua autonomia da vontade. Portanto, aquele que for representado ou assistido poderá realizar a convenção, como ocorre no direito material.
12.4.2. Direitos que admitam autocomposição
Ao fazer referência a direitos que admitem autocomposição, a legislação passou a admitir que alguns direitos que não forem patrimoniais, a exemplo dos direitos coletivos, poderão ser objeto de convenção processual.
Igualmente, nos casos em que envolvem a Fazenda Pública, desde que exista lei autorizando a celebração de acordo.
O MP também pode celebrar convenções processuais, inclusive no próprio TAC. Apesar do disposto no art. 17, §1º da Lei de Improbidade Administrativa, o CNMP possui resolução autorizando a celebração de TAC nas ações de improbidade, consequentemente, poderá haver convenção processual.
Não há vedação para as convenções processuais no âmbito do Direito do Consumidor, atentando-se apenas para os contratos de adesão.
Por fim, destaca-se que nos dissídios individuais do trabalho, a Resolução 203 do TST afirma que não pode haver convenção processual, uma vez que o direito do trabalhador é indisponível. Contudo, a Reforma Trabalhista inseriu o art. 507-A na CLT, permitindo arbitragem em âmbito trabalhista, por consequência, não há sentindo vedar o negócio jurídico processual.
CONTROLE DA VALIDADE DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS PROCESSUAIS
De acordo com o parágrafo único do art. 190, o juiz poderá fazer o controle de ofício ou a requerimento das partes, quando o negócio jurídico é apresentado.
Salienta-se que o juiz não precisa homologar a convenção processual para que tenha validade, nos termos do art. 200 do CPC, salvo em relação à desistência da ação. Assim, perceba que o juiz controla apenas a validade dos negócios jurídicos processuais, mas não defere, indefere ou homologa.
Art. 200. Os atos das partes consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade produzem imediatamente a constituição, modificação ou extinção de direitos processuais.
Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeitos após homologação judicial.
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Por fim, destaca-se que pelo regramento do art. 190 do CPC, qualquer procedimento poderá ser objeto de convenção pelas partes. Desta forma, é possível que haja procedimentos especiais decorrentes de lei e procedimentos especiais voluntários – decorrentes da vontade das partes.
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PROCEDIMENTOS ESPECIAIS EM ESPÉCIE
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Inicialmente, salienta-se que abordaremos aqui os principais procedimentos especiais, não esgotando todos os contidos no CPC. Desta forma, é importante conferir os procedimentos que o edital do seu concurso cobra e, caso necessário, fazer a complementação. Muitas vezes, a simples leitura atenta dos dispositivos legais (art. 539 a art. 768 do CPC) é suficiente para a resolução das questões objetivas.
Lembrando que há procedimentos especiais previstos na legislação extravagante, a exemplo da busca e apreensão.
2. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO
GENERALIDADES DE DIREITO MATERIAL
O legislador cria procedimentos especiais na medida em que haja um direito material que precisa ser tutelado de forma especial.
Na consignação em pagamento a situação atípica é o ajuizamento da ação pelo devedor com o intuito de cumprir a obrigação, já que o credor não quer.
Destaca-se que a consignação em pagamento possui duplo regramento, uma vez que está prevista no Código Civil e no Código de Processo Civil. Há, ainda, regras herotópicas, ou seja, regras processuais previstas no CC, a exemplo do local do pagamento (regra de competência – art. 337).
OBRIGAÇÕES CONSIGNÁVEIS
Para os civilistas, há apenas a obrigação de fazer ou não fazer e a obrigação de dar ou entregar. Já para os processualistas, há também a obrigação de dar quantia.
Com a consignação em pagamento visa-se o depósito, a fim de que o devedor se desincumba da obrigação. Diante disso, perceba que, nos termos dos arts. 539 do CPC e do art. 334 do CC, ocorrerá a consignação em pagamento apenas nos casos das obrigações de dar/entregar e na de dar quantia. Portanto, não caberá nas obrigações de fazer e não fazer, tendo em vista a impossibilidade fática.
CPC - Art. 539. Nos casos previstos em lei, poderá o devedor ou terceiro requerer, com efeito de pagamento, a consignação da quantia ou da coisa devida.
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 24
CC - Art. 334. Considera-se pagamento, e extingue a obrigação, o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida, nos casos e forma legais.
HIPÓTESES DE CABIMENTO
As hipóteses de cabimento da consignação em pagamento são definidas pelo direito material (art. 335 do CPC).
2.3.1. Mora accipiens
Trata-se da mora na aceitação da obrigação, sempre que o credor recusar receber, sumir, for incapaz, negar a quitação, será possível ajuizar uma ação de consignação em pagamento, nos termos dos arts. 335, I, II e III do CC.
Art. 335. A consignação tem lugar:
I - se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitação na devida forma;
II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos;
III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil;
Nos casos de mora accipiens, aplica-se o procedimento processual previsto nos arts. 539 a 546 do CPC.
2.3.2. Incognittio
São os casos em que há dúvida acerca de quem seria o credor ou quando ocorre litígio em relação ao objeto da obrigação (art. 335, IV e V do CC).
Art. 335,
IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento;
V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento.
Nesses casos, o procedimento segue o disposto nos arts. 547 a 548 do CPC. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA ÀS AVESSAS
Em regra, a consignação é feita quando as obrigações são derivadas de títulos extrajudiciais, ou seja, de obrigações não impostas pelo Estado-Juiz. Contudo, tratando-se de obrigação derivada de título judicial a ação de consignação em pagamento é via inadequada, uma vez que o art. 526 do CPC prevê o cumprimento de sentença às avessas, já que é lícito ao réu oferecer o pagamento que entende devido.
Art. 526. É lícito ao réu, antes de ser intimado para o cumprimento da sentença, comparecer em juízo e oferecer em pagamento o valor que entender devido, apresentando memória discriminada do cálculo.
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 25 EFEITOS DA CONSIGNAÇÃO
A consignação em pagamento, desde que o pedido seja acolhido, possui dois efeitos que derivam do art. 334 do CC e do art. 540 do CPC.
CPC Art. 540. Requerer-se-á a consignação no lugar do pagamento, cessando para o devedor, à data do depósito, os juros e os riscos, salvo se a demanda for julgada improcedente.
CC Art. 334. Considera-se pagamento, e extingue a obrigação, o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida, nos casos e forma legais.
• Efeito imediato – afastamento da mora. • Efeito mediato – extinção da obrigação
LEGITIMIDADE
2.6.1. Ativa
De acordo com a sistemática vigente, há quatro grupos de pessoas com legitimidade ativa para a ação de consignação em pagamento.
• Devedor ou devedores – nos casos de obrigação conjunta, é possível que apenas um devedor ajuíze a ação, a fim de pagar a sua parcela. Nos casos de devedores solidários, é possível que apenas um ajuíze a ação de consignação para o pagamento total da obrigação.
• Terceiro interessado no pagamento da dívida, a exemplo do adquirente do bem gravado com ônus real. O terceiro interessado se sub-roga no crédito contra o devedor, não podendo este se opor ao pagamento.
Art. 304. Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o credor se opuser, dos meios conducentes à exoneração do devedor. Parágrafo único. Igual direito cabe ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à conta do devedor, salvo oposição deste.
• Terceiro não interessa – não há sub-rogação e o devedor poderá opor-se.
Art. 305. O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor.
Parágrafo único. Se pagar antes de vencida a dívida, só terá direito ao reembolso no vencimento.
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 26
Art. 345. Se a dívida se vencer, pendendo litígio entre credores que se pretendem mutuamente excluir, poderá qualquer deles requerer a consignação.
2.6.2. Passiva
Podem ser sujeitos passivos da ação de consignação em pagamento:
• O credor certo. Quando há mais de um credor, deve entrar contra todos, salvo no caso de credores solidários, em que será permitido entrar contra apenas um.
• Credores incertos (art. 547 do CPC) – haverá um litisconsórcio necessário, por força de lei. Com isso, a ação de consignação será ajuizada contra todos.
Art. 547. Se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o pagamento, o autor requererá o depósito e a citação dos possíveis titulares do crédito para provarem o seu direito.
COMPETÊNCIA MATERIAL E TERRITORIAL
A competência material é o local do ajuizamento da ação, do ponto de vista da distribuição da justiça. Ou seja, visa definir em qual órgão do Poder Judiciário a ação de consignação em pagamento será ajuizada. Em regra, segue as regras previstas na CF, na CE, no CPC, nas Leis de Organização de Justiça.
Assim, por exemplo, uma ação de consignação em pagamento contra a Caixa Econômica Federal será ajuizada na Justiça Federal.
Tratando-se de competência territorial, o art. 540 do CPC e o art. 337 do CC (norma heterotopica) preveem que a consignação em pagamento será ajuizada no lugar do pagamento, definido pelo direito material.
CPC - Art. 540. Requerer-se-á a consignação no lugar do pagamento, cessando para o devedor, à data do depósito, os juros e os riscos, salvo se a demanda for julgada improcedente.
CC - Art. 337. O depósito requerer-se-á no lugar do pagamento, cessando, tanto que se efetue, para o depositante, os juros da dívida e os riscos, salvo se for julgado improcedente.
Nos casos em que não é possível, pela análise da obrigação, determinar o local que deveria ser cumprida a obrigação, deve-se seguir a regra geral do art. 327 do CC.
Art. 327. Efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor, salvo se as partes convencionarem diversamente, ou se o contrário resultar da lei, da natureza da obrigação ou das circunstâncias.
Parágrafo único. Designados dois ou mais lugares, cabe ao credor escolher entre eles.
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Por fim, salienta-se que os arts. 540 do CPC e art. 337 do CC contemplam hipótese de competência territorial relativa. Consequentemente, no caso de violação, deverá ser alegada pelas partes, bem como poderá haver foro de eleição, pactuado pelas partes.
PROCEDIMENTOS
A consignação em pagamento da mora accipiens segue o disposto nos arts. 539 a 546 do CPC, dividindo-se em judicial e extrajudicial. Tratando-se de consignação em pagamento de Incognittio aplicam-se os arts. 547 e 548 do CPC
2.8.1. Consignação em pagamento extrajudicial Disciplinado no art. 539 do CPC, in verbis:
Art. 539. Nos casos previstos em lei, poderá o devedor ou terceiro requerer, com efeito de pagamento, a consignação da quantia ou da coisa devida. § 1o Tratando-se de obrigação em dinheiro, poderá o valor ser depositado em
estabelecimento bancário, oficial onde houver, situado no lugar do pagamento, cientificando-se o credor por carta com aviso de recebimento, assinado o prazo de 10 (dez) dias para a manifestação de recusa.
§ 2o Decorrido o prazo do § 1o, contado do retorno do aviso de recebimento,
sem a manifestação de recusa, considerar-se-á o devedor liberado da obrigação, ficando à disposição do credor a quantia depositada.
§ 3o Ocorrendo a recusa, manifestada por escrito ao estabelecimento
bancário, poderá ser proposta, dentro de 1 (um) mês, a ação de consignação, instruindo-se a inicial com a prova do depósito e da recusa.
§ 4o Não proposta a ação no prazo do § 3o, ficará sem efeito o depósito,
podendo levantá-lo o depositante.
a) Facultativa
Em regra, a consignação extrajudicial é facultativa, o devedor poderá ajuizar a ação de consignação em pagamento diretamente. Contudo, os arts. 33 e 38, §1º da Lei 6.766/79 preveem que se tratando de imóvel adquirido em loteamento irregular ou em vias de regularização, os adquirentes devem efetuar o pagamento dos valores devidos no cartório de registro de imóveis do local em que o imóvel está sendo loteado.
Art. 33. Se o credor das prestações se recusar recebê-las ou furtar-se ao seu recebimento, será constituído em mora mediante notificação do Oficial do Registro de Imóveis para vir receber as importâncias depositadas pelo devedor no próprio Registro de Imóveis. Decorridos 15 (quinze) dias após o recebimento da intimação, considerar-se-á efetuado o pagamento, a menos que o credor impugne o depósito e, alegando inadimplemento do devedor, requeira a intimação deste para os fins do disposto no art. 32 desta Lei.
Art. 38. Verificado que o loteamento ou desmembramento não se acha registrado ou regularmente executado ou notificado pela Prefeitura Municipal, ou pelo Distrito Federal quando for o caso, deverá o adquirente do lote suspender o pagamento das prestações restantes e notificar o loteador para suprir a falta.
CS – PROCESSO CIVIL PARTE II 28
§ 1º Ocorrendo a suspensão do pagamento das prestações restantes, na forma do caput deste artigo, o adquirente efetuará o depósito das prestações devidas junto ao Registro de Imóveis competente, que as depositará em estabelecimento de crédito, segundo a ordem prevista no inciso I do art. 666 do Código de Processo Civil, em conta com incidência de juros e correção monetária, cuja movimentação dependerá de prévia autorização judicial. b) Autotutela
A consignação em pagamento extrajudicial é uma espécie de autotutela, uma vez que uma parte, unilateralmente, resolve o conflito.
Lembrar que, em regra, a autotutela é vedada, podendo ser considerada crime de exercício arbitrário das próprias razões ou de abuso de autoridade. Há, contudo, algumas hipóteses de autotutela permitidas, a exemplo do desforço imediato da posse (usa-se a forma) e da consignação em pagamento extrajudicial (não há uso de força).
c) Apenas nas obrigações por quantia
Não cabe consignação extrajudicial para entrega de coisa, tendo em vista que o banco recebe apenas dinheiro.
d) Não cabe contra a Fazenda Pública
A inércia da Fazenda Pública em não levantar o valor não pode implicar em pagamento, por isso não se admite.
e) Apenas quando o credor for certo e de endereço conhecido
Destaca-se que o procedimento extrajudicial de consignação em pagamento, como já visto, aplica-se apenas para os casos de mora accipiens, o que inclui aquela em que o credor está em local incerto ou não sabido.
Contudo, para que funcione o procedimento de consignação em pagamento extrajudicial é necessário que o credor seja notificado por meio de carta. Obviamente, só será possível quando o credor for certo e o seu endereço conhecido.
Portanto, conclui-se que a consignação em pagamento extrajudicial não será possível nos casos de Incognittio e de credor incerto e em local não sabido.
f) Procedimento e reações do credor
O devedor, em uma agência bancária oficial, mediante o pagamento de tarifa, irá fazer o depósito da quantia que entende ser devida. O Banco irá notificar o credor, mediante carta AR (resolução 2.814/2001 do BACEN), que terá o prazo de 10 dias para:
• Comparecer à agência bancária e levantar o valor devido – ocorrerá a quitação. Não poderá cobrar a diferença de valores, posteriormente.
• Não comparecendo a agência bancária, a lei presume que o valor irá quitar por inteiro a obrigação. Desta forma, a omissão do credor leva a aceitação da consignação. Não poderá também ajuizar ação para cobrar o valor que entender devido.
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• Encaminhar recusa ao banco – não precisa motivar. Aqui, o CPC prevê que o devedor deverá, no prazo de um mês, ajuizar a ação judicial de consignação em pagamento. Não haverá perda do direito, mesmo que o devedor não ajuíze a ação no prazo de 30 dias. Apenas haverá a incidência de mora.
2.8.2. Consignação em pagamento judicial
Trata-se da verdadeira ação de consignação em pagamento, podendo ser utilizada nos casos em que:
• O devedor não quiser usar a faculdade do art. 539 do CPC;
• O devedor não puder usar a faculdade do art. 539 do CPC, a exemplo dos casos em que envolvam a Fazenda Pública, o credor estiver em lugar incerto e não sabido, obrigações de entrega de coisas;
• For frustrada a consignação extrajudicial por recusa do credor. a) Petição inicial
Deve-se observar os requisitos do art. 319 do CPC, devendo requer o depósito e a citação do credor (art. 542 do CPC).
Art. 542. Na petição inicial, o autor requererá:
I - o depósito da quantia ou da coisa devida, a ser efetivado no prazo de 5 (cinco) dias contados do deferimento, ressalvada a hipótese do art. 539, § 3o; II - a citação do réu para levantar o depósito ou oferecer contestação. Parágrafo único. Não realizado o depósito no prazo do inciso I, o processo será extinto sem resolução do mérito.
Em regra, o depósito não é feito com a petição inicial, uma vez que se espera a aceitação do juiz. Quando é ajuíza após o prazo de um mês, por recusa do credor, a petição inicial será acompanhada do depósito.
É possível que haja cumulação de pedidos com a consignação em pagamento? Pertinente, aqui, analisar como ocorre o procedimento no âmbito tributário e no âmbito cível.
• Em matéria tributária – prevista no art. 164 do CTN. O STJ entende que, como há regramento próprio, não é possível a cumulada de consignação em pagamento com outros pedidos (revisão contratual, por exemplo), já que é necessário o depósito integral do valor devido.
• Em matéria cível – antes do CPC/15, o STJ (AgRg 619.154/RJ) admitia a consignação em pagamento com revisional. O CPC/15 admite a cumulação de pedidos (art. 327, §2º), devendo seguir o rito comum, com a possibilidade de uso de técnicas especiais.
Art. 327, § 2o Quando, para cada pedido, corresponder tipo diverso de
procedimento, será admitida a cumulação se o autor empregar o procedimento comum, sem prejuízo do emprego das técnicas processuais diferenciadas previstas nos procedimentos especiais a que se sujeitam um
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ou mais pedidos cumulados, que não forem incompatíveis com as disposições sobre o procedimento comum.
b) Admissibilidade da petição inicial
Ao exercer seu juízo de admissibilidade, o juiz poderá: • Mandar emendar a petição inicial (art. 321)
• Indeferir a petição inicial (art. 330)
• Admitir o processamento da ação de consignação em pagamento, determinando a citação do réu, bem como autorizando que o depósito seja feito no prazo de cinco dias. Em se tratando de obrigação por quantia, o depósito será feito em instituição financeira. Tratando-se de depósito de coisa, o juiz deverá nomear depositário que irá ser remunerado. Salienta-se que o próprio devedor poderá ser nomeado como depositário, não haverá mais mora e será isento de responsabilidade em caso de danos.
Caso a ação de consignação tenha ocorrido quando frustrada a consignação extrajudicial, não há necessidade de autorização do depósito, uma vez que já foi feito.
O STJ entende que compete ao depositante requerer ao banco depositário da consignação extrajudicial a transferência para a conta de depósito judicial, tendo em vista que a conta judicial possui os mesmos rendimentos da poupança (não havendo tanta desvalorização da quantia depositada)
c) Tutela antecipada
Admite-se a tutela antecipada em ação de consignação em pagamento, assim é perfeitamente possível a quitação antecipada do débito para fins de obtenção de certidão negativa de débitos.
d) Citação e contestação
A citação segue a regra geral, podendo ser feita por meio eletrônico, por carta, por mandado, por hora certa ou por edital.
Em relação à contestação, há uma limitação de cognição (questões que serão analisadas pelo juiz), assim o credor (réu) só poderá alegar as matérias constantes no art. 544 do CPC, nenhuma outra questão poderá ser alegada.
Art. 544. Na contestação, o réu poderá alegar que:
I - não houve recusa ou mora em receber a quantia ou a coisa devida; II - foi justa a recusa;
III - o depósito não se efetuou no prazo ou no lugar do pagamento; IV - o depósito não é integral.
Parágrafo único. No caso do inciso IV, a alegação somente será admissível se o réu indicar o montante que entende devido.
Ao alegar que o depósito não é integral, ocorrerá quatro fenômenos (art. 544, parágrafo único e art. 545 ambos do CPC):
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• O réu só poderá alegar quando indicar o valor devido; • O valor incontroverso poderá ser levantado de imediato;
• Concede-se o prazo de dez dias para que o devedor (autor) complemente o depósito. O ônus de sucumbência será do devedor (autor), mesmo com a procedência da consignação.
• A ação de cognição em pagamento é dúplice, tendo em vista que possui, ao mesmo tempo, duas características: a) a negativa do direito do autor implica no reconhecimento do direito do réu, com prestação de tutela jurisdicional e vice-versa; b) independentemente de pedido do réu, poderá obter tutela jurisdicional (título executivo judicial), podendo executar nos próprios autos.
Imagine, por exemplo, que João (devedor-autor) ajuizou uma ação de pagamento contra Pedro (credor-réu) para depositar a quantia de R$20.000,00. Pedro, na contestação, alega que o valor devido é R$25.000,00. João não faz a complementação, pois entende que o valor devido é R$20.000,00. Caberá ao juiz determinar qual o valor correto. Entendendo que o valor apresentando por João estava certo, a consignação será julgada procedente e o processo extinto. Entendendo que o valor correto é R$25.000,00, mesmo que não tenha havido nenhum pedido de Pedro, este terá um título executivo contra João, podendo fazer o cumprimento de sentença de R$5.000,00 nos próprios autos.
Obs.: Parte da doutrina diferencia ação materialmente dúplice de ação processualmente dúplice (trata-se do pedido contraposto, como ocorre nos juizados especiais)
Art. 544, Parágrafo único. No caso do inciso IV, a alegação somente será admissível se o réu indicar o montante que entende devido.
Art. 545. Alegada a insuficiência do depósito, é lícito ao autor completá-lo, em 10 (dez) dias, salvo se corresponder a prestação cujo inadimplemento acarrete a rescisão do contrato.
§ 1o No caso do caput, poderá o réu levantar, desde logo, a quantia ou a coisa
depositada, com a consequente liberação parcial do autor, prosseguindo o processo quanto à parcela controvertida.
§ 2o A sentença que concluir pela insuficiência do depósito determinará,
sempre que possível, o montante devido e valerá como título executivo, facultado ao credor promover-lhe o cumprimento nos mesmos autos, após liquidação, se necessária.
e) Instrução
Havendo necessidade de produção de provas, como não há regra própria, aplicam as regras do procedimento comum.
f) Sentença
A sentença poderá julgar procedente ou improcedente o pedido do devedor-autor. Em ambos os casos, prevalece o entendimento da dominância da eficácia declaratória da sentença da consignação em pagamento, tendo em vista que a:
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• Procedência também será declaratória, pois declara lago que já acontece, uma vez que obrigação será extinta com o depósito (que já ocorreu).
Por isso, a sentença tem efeito ex tunc.
Destaca-se, por fim, que alguns autores sustentam que na hipótese do art. 545, §2º (saldo a favor do credor-réu) haverá um pequeno efeito de sentença condenatória. Há crítica, tendo em visto que em casos excepcionais, como este, admite-se o cumprimento de sentença declaratória.
g) Sucumbência
Em regra, a sucumbência será paga pelo credor-réu quando a consignação for procedente. Havendo a imprudência, a sucumbência será paga pelo devedor-autor.
Importante o disposto na Súmula 303 do STJ, embora refira-se aos embargos de terceiro será aplicada aqui, o causador do ajuizamento da demanda, mesmo que vencedor, poderá ter que pagar a sucumbência. É o que ocorre quando o credor-réu alega que o devedor-autor devia valor maior e fica comprovado.
Súmula 303 STJ - em embargos de terceiro, quem deu causa à constrição indevida deve arcar com os honorários advocatícios
CONSIGNAÇÃO NOS CASOS DE INCOGNITTIO
É o procedimento especial previsto nos arts. 547 e 548 do CPC, n verbis:
Art. 547. Se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o pagamento, o autor requererá o depósito e a citação dos possíveis titulares do crédito para provarem o seu direito.
Art. 548. No caso do art. 547:
I - não comparecendo pretendente algum, converter-se-á o depósito em arrecadação de coisas vagas;
II - comparecendo apenas um, o juiz decidirá de plano;
III - comparecendo mais de um, o juiz declarará efetuado o depósito e extinta a obrigação, continuando o processo a correr unicamente entre os presuntivos credores, observado o procedimento comum.
Haverá litisconsórcio necessário simples, por força de lei, entre os supostos credores, nos termos do art. 547 do CPC.
Após a citados dos credores:
• Comparecimento mais de um credor, se o único fundamento é a disputa sobre de quem é credor, a obrigação será extinta e o devedor excluído do processo. O processo prosseguirá com o intuito de declarar quem é o credor.
• Comparecimento de apenas um credor, o juiz irá prosseguir com a consignação;
• Não comparecimento de nenhum dos credores, a obrigação será extinta e o valor convertido em arrecadação de coisas vagas.