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Fichamento Gombrich Historia Da Arte Cap 2 Arte Para a Eternidade

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Academic year: 2021

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Curso de arquitetura e urbanismo

Curso de arquitetura e urbanismo

Disciplina História da arte I

Disciplina História da arte I

Fichamento

Fichamento

GOMBRICH, Ernest H ! História da !rte "#$ edi%&o Rio de 'aneiro( )C*,

GOMBRICH, Ernest H ! História da !rte "#$ edi%&o Rio de 'aneiro( )C*,

+

+

+ !R*E -!R! ! E*ER.ID!DE + !R*E -!R! ! E*ER.ID!DE E/ito, Mesopot0mia e Creta

E/ito, Mesopot0mia e Creta

1e2iste uma tradi%&o direta, transmitida de mestre a disc3pulo, e de disc3pulo a 1e2iste uma tradi%&o direta, transmitida de mestre a disc3pulo, e de disc3pulo a admirador ou copista que li/a a

admirador ou copista que li/a a arte do nosso tempo, qualquer casa ou qualquer carta4, 5 artearte do nosso tempo, qualquer casa ou qualquer carta4, 5 arte do 6ale do .ilo de cerca de cinco mil anos atr7s -ois 6eremos que os mestres /re/os do 6ale do .ilo de cerca de cinco mil anos atr7s -ois 6eremos que os mestres /re/os 8requentaram a escola dos e/3pcios 9

8requentaram a escola dos e/3pcios 9 e todos nós e todos nós somos disc3pulos dos /re/os !ssim, a artesomos disc3pulos dos /re/os !ssim, a arte do E/ito re6este:se de tremenda import0ncia para nós; <

do E/ito re6este:se de tremenda import0ncia para nós; <p ##=p ##=

Os e/3pcios, atra6>s de suas suntuosas pir0mides, e tendo essas o ob?eti6o de Os e/3pcios, atra6>s de suas suntuosas pir0mides, e tendo essas o ob?eti6o de acolher o corpo do Rei

acolher o corpo do Rei depois de seu desencarne, trouce muitos ensinamentos aos Gre/osdepois de seu desencarne, trouce muitos ensinamentos aos Gre/os 1!

1!ssssimim, , orordedenana6a6am m aoaos s esescucultltorores es quque e esescuculplpisissesem m a a cacabebe%a %a do do rerei i emem imperec36el /ranito e a colocassem na tumba onde nin/u>m a 6ia,

imperec36el /ranito e a colocassem na tumba onde nin/u>m a 6ia, para a3 e2ercer sua ma/ia epara a3 e2ercer sua ma/ia e a?udar sua alma a manter:se 6i6a na ima/em e atra6>s desta @ma e2press&o e/3pcia para a?udar sua alma a manter:se 6i6a na ima/em e atra6>s desta @ma e2press&o e/3pcia para desi/nar o escultor era, realmente, A!quele que mant>m

desi/nar o escultor era, realmente, A!quele que mant>m 6i6oA; <p #=6i6oA; <p #= O rele6ante aqui >

O rele6ante aqui > que essa e2press&o > bem atual uando ima/inamos o ob?eti6oque essa e2press&o > bem atual uando ima/inamos o ob?eti6o de um escultor ou pintor e at> mesmo um 8oto/ra8o em eterni4ar aquele momento, mantendo de um escultor ou pintor e at> mesmo um 8oto/ra8o em eterni4ar aquele momento, mantendo 6i6a aquela memoria

6i6a aquela memoria

1! pala6ra AadornarA, > certo, a?usta:se mal a uma arte que n&o pretendia ser 6ista 1! pala6ra AadornarA, > certo, a?usta:se mal a uma arte que n&o pretendia ser 6ista  por nin/u>m, e2ceto

 por nin/u>m, e2ceto a alma a alma do morto do morto De 8ato, De 8ato, essas obras n&o essas obras n&o tinham a tinham a 8inalidade de serem8inalidade de serem ob?eto de deleite *amb>m elas se destina6am a Amanter 6i6oA .um passado sombrio e ob?eto de deleite *amb>m elas se destina6am a Amanter 6i6oA .um passado sombrio e distante, tinha sido costume, quando morria um homem poderoso, que seus ser6os e escra6os distante, tinha sido costume, quando morria um homem poderoso, que seus ser6os e escra6os o acompanhassem na sepultura Eles eram sacri8icados para que o senhor che/asse ao al>m o acompanhassem na sepultura Eles eram sacri8icados para que o senhor che/asse ao al>m com um s>qito condi/no Depois, esses horrores 8oram considerados e2cessi6amente cru>is com um s>qito condi/no Depois, esses horrores 8oram considerados e2cessi6amente cru>is ou e2cessi6amente onerosos, e a arte acudiu em a?uda Em 6e4 de ser6os de carne e osso, aos ou e2cessi6amente onerosos, e a arte acudiu em a?uda Em 6e4 de ser6os de carne e osso, aos  poderosos

 poderosos da da *e*erra rra passaram passaram a a ser ser o8erecidas o8erecidas ima/ens ima/ens como como substitutos substitutos !s !s pinturas pinturas e e osos modelos encontrados em tmulos e/3pcios esta6am associados 5 id>ia de suprir a alma de modelos encontrados em tmulos e/3pcios esta6am associados 5 id>ia de suprir a alma de a?udantes no outro mundo; <p #=

a?udantes no outro mundo; <p #=

! li/a%&o do reli/ioso, da cren%a e do que > sobrenatural ?usti8icando a utili4a%&o ! li/a%&o do reli/ioso, da cren%a e do que > sobrenatural ?usti8icando a utili4a%&o da arte como 8erramenta !o mesmo tempo em que se 8a4ia arte sem a preocupa%&o das da arte como 8erramenta !o mesmo tempo em que se 8a4ia arte sem a preocupa%&o das criticas mundanas e sim para /o4o

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1na representa%&o do corpo humano ! cabe%a era mais 8acilmente 6ista de per8il, de modo que eles a desenharam lateralmente Mas, se pensamos no olho humano, > como se 8osse 6isto de 8rente que usualmente o consideramos -ortanto, um olho de 8rente era plantado na 6ista lateral da 8ace ! metade superior do corpo, os ombros e o tronco, s&o melhor 6istos de 8rente, pois desse modo 6emos como os bra%os est&o li/ados ao corpo Mas bra%os e pernas em mo6imento 6em:se muito mais claramente de lado; <p "=

1e/uiam meramente uma re/ra que lhes permitia incluir tudo o que considera6am importante na 8orma humana; <p "=

1Os e/3pcios desenha6am o patr&o maior do que seus criados ou at> do que sua esposa; <p "=

O moti6o dessa representa%&o era a maneira com que o artista podia apresentar o corpo humano de uma maneira onde todos os membros 8ossem 6istos

1 uma das maiores 8a%anhas da arte e/3pcia que todas as est7tuas, pinturas e 8ormas arquitetJnicas parecem encai2ar:se nos lu/ares certos, como se obedecessem a uma só lei ! tal lei, 5 qual todas as cria%Kes de um po6o parecem obedecer, chamamos um AestiloA  di83cil e2plicar com pala6ras o que produ4 um estilo, mas > muito menos di83cil 6:lo !s re/ras que /o6ernam toda a arte e/3pcia con8erem a cada obra indi6idual o e8eito de equil3brio, estabilidade e austera harmonia

O estilo e/3pcio en/lobou uma s>rie de leis muito ri/orosas, que todo artista tinha que aprender desde muito ?o6em !s est7tuas sentadas tinham que ter as m&os sobre os  ?oelhosL os homens tinham que ser pintados com a pele mais escura do que as mulheresL a aparncia de cada deus e/3pcio era ri/orosamente estabelecida( Horo, o deus:sol, tinha que ser  apresentado como um 8alc&o ou com uma cabe%a de 8alc&oL !nbis, o deus da morte, como um chacal ou com uma cabe%a de chacal; <p #=

Esse estilo perdurou por trs mil anos, pelo 8ato de que após o conhecimento dos desenhos, dos hieró/li8os, os artistas <aprendi4es= da6am por 8inali4ados os estudos e n&o seriam desa8iados a nenhuma mudan%a por seus requerentes, pelo contrario, o ob?eti6o deles era representar o mais parecido com o estilo aprendido

1omente um homem abalou as barras de 8erro do estilo e/3pcio Foi ele um rei da "$ dinastia, no per3odo conhecido como o A.o6o ReinoA <ou Imp>rio=, o qual 8oi 8undado após uma catastró8ica in6as&o do E/ito Esse rei, chamado !menó8is I, era um her>tico Rompeu com muitos costumes aureolados pela anti/a tradi%&o .&o dese?a6a render  homena/em aos incont76eis deuses de estranhas 8ormas do seu po6o -ara ele, somente um deus era supremo, !ton, de quem era de6oto e a quem 8e4 representar na 8orma do ol

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Intitulou:se a si mesmo !Nhnaton, se/undo o nome do seu deus, e instalou sua corte lon/e do alcance dos sacerdotes dos outros deuses, numa localidade que ho?e se chama El:!marna; <p =

!menó8is I ou !Nhnaton, 8oi um di6isor de 7/ua na arte e/3pcia, tendo em 6ista que substitu3a tradi%Kes, alterou tamb>m a maneira em que os artistas pudessem imprimir sua 6is&o mais realista do seu Rei

1.&o > de todo imposs36el que essa re8orma da arte na "$ Dinastia tenha sido 8acilitada para o rei pelo 8ato de ele poder apontar obras estran/eiras que eram muito menos se6eras e r3/idas do que os produtos e/3pcios .uma ilha do Mediterr0neo, em Creta, habita6a um po6o talentoso cu?os artistas se comprariam na representa%&o de mo6imentos r7pidos e 7/eis uando o pal7cio do rei desse po6o 8oi esca6ado em Cnosso, em 8ins do s>culo PIP, as  pessoas mal podiam acreditar que um estilo t&o li6re e /racioso pudesse ter sido desen6ol6ido no se/undo milnio antes de nossa era Obras nesse estilo 8oram tamb>m encontradas no continente /re/oL uma ada/a pro6eniente de Micenas <8i/ Q= re6ela um sentido de mo6imento e linhas 8luentes que de6e ter impressionado qualquer art38ice e/3pcio a quem 8osse permitido des6iar:se das re/ras consa/radas de seu estilo; <p =

1Mas essa abertura da arte e/3pcia n&o durou muito '7 no decorrer do reinado de *utanNhamen as 6elhas cren%as 8oram restabelecidas e a ?anela para o mundo e2terior 6oltou a ser 8echada O estilo e/3pcio, tal como e2istira por mais de mil anos antes de seu reinado, continuou a e2istir por outros mil anos ou mais, e os e/3pcios acredita6am, sem d6ida, que continuaria por toda a eternidade Muitas obras e/3pcias em nossos museus datam desse  per3odo mais recente, e o mesmo pode ser dito de quase todas as edi8ica%Kes e/3pcias, como templos e pal7cios .o6os temas 8oram introdu4idos, no6as tare8as e2ecutadas, mas nada de essencialmente no6o 8oi acrescentado 5 reali4a%&o art3stica; <p =

Obser6amos a possibilidade de in8luencia dos /o6ernantes da "$ Dinastia, !menó8is I e podem ter sido in8luenciados pelos artistas mais liberais de Creta, porem *utanNhamen sucessor de !menó8is I, res/atou as 6elhas cren%as 8a4endo com que at> ho?e

1Embora os artistas da Mesopot0mia n&o 8ossem chamados a decorar as paredes dos tmulos, tamb>m tinham de se asse/urar, de um modo di8erente, de que a ima/em a?uda6a a manter 6i6os os poderosos Desde os primeiros tempos, era costume dos reis mesopot0micos encomendar monumentos em celebra%&o de suas 6itórias na /uerra, os quais 8ala6am das tribos que tinham sido derrotadas e dos despo?os que tinham sido tomados; <p =

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Como 8oi bem colocado pelo autor na introdu%&o, 1-ois a maioria das pinturas e esculturas que ho?e se alinham ao lon/o das paredes dos nossos museus e /alerias n&o se destina6a a ser e2ibida como !rte Foram 8eitas para uma ocasi&o de8inida e um propósito determinado, que esta6am na mente do artista quando meteu m&os 5 obra; <p +=, portanto di8erente do proposito dos e/3pcios, na Mesopot0mia a encomenda era 8eita para mostrar as 6itórias nas batalhas, ou at> mesmo impor uma superioridade, a 8im de intimidar 8uturas tentati6as de in6asKes ou al/o do /nero

Referências

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