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Valéria De Luca Penha

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Academic year: 2018

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(1)

Pontifícia Universidade Católica de São Pau lo

Produtivida de Total de Fatores no Brasil: im pacto de

investim entos em infraestrutura, efeitos do IDE e

com paração internacional

MESTRADO EM ECONOMIA

Valéria De Luca Penha

SÃO PAULO

(2)

VALÉRIA DE LUCA PENHA

Produ tivida de Total de Fatore s n o Brasil: im pacto de investim entos e m

infraestru tura , efe itos do IDE e co m paração internacional

Dissertação apresen tada a Pon tifícia Un iversidade Católica de São Paulo para obtenção do títu lo de “Me stre e m Econ om ia .

Tem a cen tral: Econ om ia da Mundialização e do Desenvolvim en to

Profe ssor Orien ta dor: Prof. Dr. An tonio Correa de Lacerda

(3)

Ban ca Exam inadora:

________________________________________________

________________________________________________

(4)

RESUMO

Esta dissertação analisa os efeitos dos investim en tos em in frae stru tu ra e do Investim en to

Direto Estran geiro (IDE) na Produ tividade Total d e Fatores (PTF) com b ase e m com paração

in te rnacional. Foram u sados da dos de pa in el pa ra 50 paíse s, divididos em trê s dife re n te s

categorias - BRIC, paíse s de crescim en to rápido e paíse s de senvolvidos - para o período de 1 99 0 a

2 01 0. Para esta an alise, os im pactos n a Produ tividade Total de Fatores (PTF) foram estim ados em dua s etapas. Em prim eiro lu gar, investigam os o pa pel dos investim en tos de in fraestrutu ra sobre o

crescim en to da PTF e , em se guida , exam inam os com o o Inve stim en to Direto Estran geiro (IDE) afeta o desen volvim en to da PTF no m undo. Os re sultados in dicam que a relação en tre o os dados

an alisados é significativa, em bora aum en tos n os investim en tos em in frae stru tura tenh am m aior im pacto n a p rodutividade dos paíse s do qu e in crem en tos n os flu xos de IDE.

Palavras-chave: Investim e nto, Infraestrutura, Produtivida de, PTF, IDE.

ABSTRACT

Th is paper exam in es th e effects of in frastructu re in vestm en ts a n d Foreign Direct

Investm en t (FDI) on Total Factor Productivity (TFP) b ased on in tern ational com parison. We u se

pan el data for 50 cou n tries, classified in to th ree differen t categories - BRIC, fast growin g

coun tries a nd develope d coun tries - from 19 90 to 2 010. We e stim ate im pacts on Total Factor Productivity (TFP) by two step s. First, we in vestigate th e role of in frastructure in vestm en ts on TFP

growth . Secon d, we exten d th e previou s studie s to exam in e wh eth er Foreign Direct Investm en t

(FDI) affect th e developm en t of TFP. Th e result indica te s th at th e relation sh ip am on g th e data

an alyze d is significan t, alth ough im provem en ts in in frastru cture investm en ts m ay en han ce

coun tries’ productivity m ore than an increase in FDI in flows does.

(5)

LISTA DE GRÁFICOS

GRÁFICO 3 .1 .1 - Produtividade Total de Fatores e m pa íse s selecionados - com paração en tre

Brasil e paíse s do BRIC ………...……….. 16

GRÁFICO 3 .2 .1 - Produtividade Total de Fatores e m pa íse s selecionados - com paração en tre Brasil e paíse s de cre scim ento rápido ………...……….. 18

GRÁFICO 3 .3 .1 - Produtividade Total de Fatores e m pa íse s selecionados - com paração en tre Brasil e paíse s de sen volvidos ...………...……….. 19

GRÁFICO 5.2 - Fluxos de IDE per capita e PTF - países do BRIC ……….. 27

GRÁFICO 5.4 - Fluxo s de IDE per capita e PTF - países de crescim en to rápido ………..… 29

GRÁFICO 5.6 - Fluxo s de IDE per capita e PTF - países desenvolvidos ………….………. 31

LISTA DE TABELAS

TABELA 2.1 - Lista de pa íse s selecionados por contin en te ……… 14

TABELA 4.1 - Produtividade e investim en tos em infraestrutura em paíse s selecionados, 1990-2010 (m édia anual) ..……….………...……….. 21

TABELA 4.2 - Im pacto de in vestim en tos em in fraestrutura na PTF - com paração en tre Brasil e paíse s do BRIC..………..….. 23

TABELA 4.3 - Im pacto de in vestim en tos em in fraestrutura na PTF - com paração en tre Brasil e paíse s de cre scim ento rápido ..………..……….. 24

TABELA 4.4 - Im pacto de in vestim en tos em in fraestru tura na PTF - com paração en tre Brasil e paíse s de senvolvidos .………..………... 25

TABELA 5.1 - Produ tividade e IDE em países selecion ados, 1 990-2 010 (m édia anual) ………. 26

TABELA 5.3 - Im pacto do IDE n a PTF - com paração en tre Brasil e paíse s do BRIC ...…………... 28

TABELA 5.5 - Im pa cto do IDE n a PTF - com paração en tre Brasil e paíse s de cre scim en to rápido 30 TABELA 5.7 - Im pacto do IDE n a PTF - com paração en tre Brasil e paíse s desen volvidos .……... 32

(6)

INDICE

In trodução ………..……….. 06

1 O papel da produtividade n o desenvolvim en to econ ôm ico ……... 08

2 Modelo Analítico ……… 12

3 Com parações intern acionais sobre produtividade ………... 16

4 Im pactos dos investim entos em in fraestrutura n a PFT ………...………. 21

5 Efeitos do investim en to direto estran geiro (IDE) ...…...……… 26

6 Con clu são ... 33

(7)

Introdução

Esta disserta ção propõe prim eiram en te analisa r a evolução da Produtivida de Tota l de

Fatores (PTF) n o Brasil, atravé s de com paraçã o e n tre pa íse s, e utilizan do-se dos dados m ais

re cen te s dispon íveis. A com paração in tern aciona l é um pa sso in icial para en tenderm os os

obstáculos m ais sign ificativos para o desenvolvim en to da produtividade brasileira.

O term o produ tividade m ede a eficiência com que um a econ om ia usa seus recurso s para

produzir ben s e serviços. Pode m os ob serva r que diferen tes a bordagen s sob re o uso do te rm o

“recursos” resu ltam em diferen tes m edidas de produ tivida de.

Entre essas m edidas, a Produ tividade Total de Fatores (PTF) pode ser con siderada a m ais

com ple ta , um a vez qu e leva em con ta a con tribuiçã o de todos os fa tore s de produção e in sum os re levan te s, e não apena s a con tribuição do trab alh o. Con sequ en tem en te , um país on de a

produção por trabalhador é alta , m as o estoqu e de capita l físico é a in da m ais elevado, será con siderado m enos e ficien te do qu e outro com produ tividade do trab alh o se m elhan te , m a s

m enos in ten so e m ca pita l. Re su m in do, a Produtividade Total de Fatores (PTF) pode se r

in te rpretada com o o aum en to da qu an tidade de produ to qu e não é explicada pelo aum en to da

quan tidade dos in su m os, m a s sim pelos ganh os de produtividade deste s, ou seja, a PTF m ede a

relação en tre o produ to to tal e o in su m o total.

Atravé s da analise da evolução da Produtividade Total de Fa tores (PTF) brasileira e da

com paraçã o desta com outros pa íse s, podem os ava liar o quan to o Bra sil e stá se aproxim ando da

fron teira tecn ológica, d as m elhores prá tica s in stitucionais e da alta eficiência n a alocação de

in su m os produ tivos qu e levam os paíse s a alcançar o de sen volvim en to e con ôm ico. Para este fim ,

agrupam os os paíse s de acordo em três diferen te s categorias: BRICs (Brasil, Rú ssia, Ch in a e Ín dia),

paíse s de cre scim en to rápido (Coreia do Su l, Mé xico, Turquia e África do Sul) e paíse s

desenvolvidos (Alem anha, Japão, Reino Unido e Can adá), assim podem os m elh or avaliar o

im pacto de varia çõe s deste in dicador em blocos de paíse s com diferen tes e stá gios de

desenvolvim en to.

Em um a segund a etapa esta dissertação investiga com o os investim en tos em

(8)

tipo de investim en to prom ove de sen volvim en to econ ôm ico, aum en tando o retorn o do s in su m os

privado s, incen tivando n ovos in vestim en tos e geran do em pregos.

De acordo com Inkla ar e Tim m er (2 013), uma visão sob re por qu e algun s paíse s são m ais

ricos do qu e outros re que r pe lo m en os in form ações sobre en trada s, sa ída s e produtivida de en tre os pa íse s a o lon go do tem po. Os paíse s pobre s n ão são pobres som en te porque sua população é

m enos educada e têm m eno s e piores m áquinas, equipam en tos e in fraestrutu ra, m a s tam bém porque é m en os eficien te na organizaçã o de sua produçã o e n a form a com o em pre ga se us

in sum os. Porta n to, a correlação en tre a Produtividade Total dos Fa tore s (PTF) e a s va riáveis de in fraestrutura pode explicar parte das diferenças de rend a dos países. De acordo com Lim a e

San tos (200 5), a PTF pode explicar aproxim a dam en te m etade da dispersão de ren da en tre os

estados de u m país, e o s e sta dos com m elhor in fraestrutura sã o, cete ris paribu s, m a is ricos. Isso

também parece ser verdade para a comparação em n ível m un dial.

O investim en to público em in fraestrutura prom ove o crescim en to da econ om ia , um a vez que aum en ta a oferta de capital e trabalho, eleva o produto final, reduz o custo de in su m os e

aum en ta a rem uneração dos fa tore s, o qu e e stim ula o crescim en to econ ôm ico. Por esta s ra zões

esta va riável foi um a da s escolh idas, já qu e este s in vestim en tos podem im plica r diretam en te em

m aior produtividade dos fatore s privados da econom ia.

Por fim , ve rificam os qu al o efeito do In vestim en to Direto Estran geiro (IDE) sobre a PTF, já

qu e e ste tam bém desem penh a um papel im portan te n o processo de desenvolvim en to de m uitos paíse s, pois proporciona tan to o capital quan to a tecnologia que os paíse s em desenvolvim en to

não p ossuem , trazen do im pactos n o crescim en to da p rodu tividade.

Findlay (197 8) suge re qu e o IDE pode a um en tar a produtividade de um país da m e sm a

form a qu e as té cnicas de ge stão m ais avan çadas, já qu e desta form a as tecn ologias das e m presas

estran geiras se dissem in am para as em presas locais, sen do esta um a im portan te fon te de in crem en to de tecn ologia p ara m uitos países em desen volvim en to.

A hipótese proposta aqu i é que a Produtividade Total de Fatores (PTF) no Brasil se

desenvolve u m uito pouco a o lon go dos últim os an os, en quan to qu e outros paíse s tiveram

avanços m ais significa tivos. A principal e xplicação proposta é que as restriçõ es aos investim entos

(9)

Estran geiro (IDE) recebido pelo país. A con clusão proposta é que os investim en tos em

in fraestrutura te m im pacto m a ior na PTF do que o IDE, já que o efeito positivo do IDE sob re o

crescim en to da PTF depen de tam bém do n ível da capacidade de absorção do s países rece ptores

em term os de de sen volvim en to tecn ológico.

Esta disserta çã o u tiliza dados recen tes da Penn World Table (PWT), um banco de dados

que con tém in form açõe s que perm item a con stru ção da sé rie da PTF. Com este fim a ve rsão 8.0 foi u tilizada, já que ab ran ge o período estu dado (1 9 90 - 2 01 0) e in corpora algum as m e lh orias na

con stru ção das variáveis para os países selecionados. Para o IDE e para as variáveis de in fraestrutura, utilizam os os dado s dispon íveis n o Banco Mun dial.

O racional aqu i apresen ta do é a in vestigação do desenvolvim en to recen te e da situação

atual da Produtividade Tota l de Fatore s (PTF) pa ra 50 paíse s, a nalisan do o im pacto dos in vestim en tos em in fraestrutura e do Inve stim en to Direto Estran geiro (IDE) n a PTF ao lon go de

20 an os.

Esta disserta ção e stá e strutu ra da da se guin te form a : na próxim a se çã o, da rem os um a

breve revisão de lite ratu ra, pon tu ando o papel da produ tividade n o de se nvolvim en to econ ôm ico.

Na seção 2, descre vem os o n osso m ode lo an alítico buscando realiza r um te ste em pírico da

relação en tre PTF, in vestim entos em in frae stru tu ra e IDE. Na seção 3, apresen tam os com parações

in ternacionais sobre produtividade. Na seção 4, os im pactos do s in vestim en tos em in fraestru tura

são a nalisa dos e n a seção 5 verificam os os e fe itos do IDE sobre a PTF. Nossa s con clusõe s são apresentadas n a seção 6.

1.

O papel da produtividade no desenvolvim ento econôm ico

Solow (19 57 ) dem on strou que o crescim en to da e con om ia n orte-am e ricana, duran te o

sé culo 20, n ã o podia se r explicado apen a s pelo crescim en to do capital e do tra balho, ma s

ta mbém por ou tra fon te de crescim en to econ ôm ico. Essa fon te foi batizada de "resíduo de

Solow" e ficou con h ecida n a lite ratu ra com o Produ tividade Total de Fatores (PTF).

De acordo com Gasque s e Conceiçã o (2000), a PTF é a relação en tre a quan tidade de

(10)

quando a porcen tagem do crescim en to d o produto n ão pode ser explicada som en te pelo

aum en to da quan tidade de m até ria s-prim a s. O aum en to da PTF induz o cre scim en to do PIB,

aum entando a curva de produção.

Os gan h os m edidos pela PTF, refle tin do um a utilização m ais eficien te dos in su m os, tê m sido reconh ecidos com o um a im portan te fon te de crescim en to de receitas e de bem -estar. As

dife ren ça s n os n íveis de re n da e de taxas de desen volvim en to em diferen tes paíse s são explica das, principalm en te, pelas diferen ças na produ tividade (Klenow e Rodriguez-Clare, 1997),

(Ea sterly e Levin e, 2000).

Segundo Jones (200 0), m uitos paíse s a prese n taram , n os últim os an os, taxas de

crescim en to econôm ico elevado, en quan to outros, por outro lado, tiveram taxas pequ en as ou

n egativas. Para pe rcebe r essa s dife re n ça s, pode -se aplica r o Mode lo de Crescim en to Neoclássico ou Modelo de Solow e Swan (Solow, 1 956 ). Em sua versão sim plificada, o m un do é forma do por

paíse s que produzem e con som em um único bem h om ogên e o, não haven do com é rcio in ternacional. A tecn ologia é exógena, indicando qu e todas a s em presas têm ace sso à m esm a

tecnolo gia e não são afetadas pela pesquisa e desenvolvim en to (P&D). E os agen tes econôm icos

são m axim izadores da u tilidade .

O m odelo con stitui-se das equações da fu nçã o de produção e acum ulação de capital. A

fun çã o de produção con siderada tem a form a funcion al, que agre ga todos os in su m os em dua s

categorias: Ca pital (K) e Trabalh o (L). Esta função apresen ta retorn os con stan tes à esca la, é h om ogên ea de grau 1 e tem produtividade m arginal positiva e decrescen te n os in sum os, pois a

cada unidade adicional de trabalh o ou capital o produto cresce a taxas m en ores. Segundo Jones (2000), e ssa fu nção pode ser expre ssa com o:

(1)

Y

= f (K, L) = K L

1-On de é q ualqu er n úm ero en tre 0 e 1.

Em seu m odelo, Jone s (2 000) explica que as políticas gove rn am en tais e as in stituiçõe s que con stituem a infrae stru tu ra de u m a econ om ia determ inam o investim en to e a produ tividade

e, portan to, de te rm inam tam bém a riqu eza da s n ações e a s diferen ças de crescim en to

(11)

“Um bom governo oferece as instituições e a

infraestrut ura que m inim izam F [custo de instalação

dos empreendim entos] e m axim izam [valor presente

dos lucros futuros] (ou, m elhor dizendo, m axim izando

– F), incentivando assim o investimento.”

Issler e Ferreira (1 995), estu dan do a econom ia n orte-am erican a, descobriram que variações n os gasto s com in fraestrutu ra precediam m udanças na PTF, em bora o con trário n ão

fosse verdad e.

Nadiri e Mam uea s (19 91) estim aram , tam bé m pa ra os EUA, que um a m elh ora na

in fraestrutura re duz os custos de fabricação de 0,1 5. Morrison e Sch wartz (1996) e stim a ram o

efeito do investim en to púb lico em in fra estrutu ra na PTF pa ra 48 e stados n os EUA, apon tan do que o investim en to público proporciona retorn os sign ificativos para as em p resas e a um en ta o

crescim en to da produtividade de fa bricação.

Segundo Rigolon e Piccinini (19 97 ), as com plem en taridade s en tre o in vestim en to público

e o investim en to privado em in fraestrutura, que afetam o crescim en to econôm ico, suge re m um

estím ulo im portan te para a re alização deste s inve stim en tos. O in vestim en to público em

in fraestrutura prom ove o crescim en to econ ôm ico, aum en tando o retorn o sobre os in sum os

privados (ca pital e traba lh o), alavancando tan to in vestim en tos privados quan to em prego. O

aum en to da oferta de in fraestrutura eleva o produto fin al, o que im plica em m aior produ tividade dos fatore s priva dos, redução dos cu stos de produção e aum en to n a rem un eração dos fatore s, o

que estim u la o cre scim en to econ ôm ico.

Um e sforço con side rável tem sido feito tam bé m pa ra avaliar o efeito do Investim en to

Direto Estran geiro (IDE) n o crescim en to da PTF. De acordo com Boren szte in e t al. (199 8), apesa r

da en orm e quan tidade de literatura teórica que a firm a que a pre sen ça de IDE a um en ta a produ tividade atravé s de "extern alidades", an álises e n tre paíse s tem sido focadas n o e fe ito do IDE

con sideran do apena s o cre scim en to da ren da, m as o IDE som en te é m ais produtivo do que o in vestim en to nacional quando a e con om ia receptora tem u m estoque m ínim o de ca pita l

hum an o.).

Em um a regressão de da dos en tre paíse s, Borensztein et a l. (1 998) verificaram que o

(12)

quando o m esm o in terage com o capita l hum ano, esta in tera ção é positiva e en tão passa a ser

sign ificativa, m ostran do que o efeito po sitivo do IDE depen de do n ível de ca pita l h um ano

dispon ível em cada país. Xu (2000) apon tou qu e o IDE é m ais produtivo do que o investim en to

dom éstico som en te quan do a econ om ia re ceptora tem um estoque m ín im o de capital hum ano.

De a cordo com Bala subram aniyam e t. al. (1996) os e feito s do cre scim en to do IDE

ta mbém são m ais re le van te s e m pa íse s que tem um a política b aseada em prom oção de exportações, ao in vés de paíse s com política baseada em im portaçõe s. Alé m de capital hum an o e

política de com é rcio, algun s econ om istas su gerem tam bém que o n ível de desenvolvim en to financeiro de um a econ om ia aum en ta os efe itos positivos do IDE sobre o crescim en to

econôm ico.

Girm a (2 005) elencou os efeito s do gap tecnológico pelos qu ais o IDE pode afetar a produtividade das em presas: enquan to a produtividade relacionada com o IDE inicialm en te

aum en ta con form e é m aior a capacida de de absorção de um país (ra zão en tre a PTF de e m presa s nacionais e a PTF das em presas lídere s n o se tor, portan to gap tecn ológico in verso), a taxa de

aum en to dim inu i em paíse s com n íveis m ais altos de capacidade de absorção, o qu e im plica qu e

as em presa s com altos n íveis tecn ológicos perceb em m en os os efeito s do IDE.

Findlay (197 8) foi um dos pion e iros a e scre ver sobre a teoria dos spillovers do IDE. Seu

m ode lo foi basea do n as ideias de Ge rsch enkron (1962 ) sob re atra so re lativo e "con tágio"

tecnoló gico. Em su a teoria, em presa s de regiões “atra sa das” n ão apenas podem ab sorver te cnologias avançadas de m ultin acionais por im itaçã o, m a s ta m bém podem se r obrigadas a "se

esforçar m ais", portan to o relativo atraso p ode se traduzir em m ais spillove rs. Além disso, o efeito de "con tágio" diz que quan to m aior a participação das m ultinacionais n as regiões “a tra sadas”,

m ais rápido cresce a eficiência d estas e m presa s. Logo, o aum en to da eficiência da região

“a tra sada” torn a -se um a função crescen te da presen ça extern a , e um a funçã o decrescen te da

diferença de eficiência té cnica en tre a região “atrasada” e a região “extern a” (gap tecn ológico

(13)

2.

Modelo Analítico

A produtividade é, em geral, um a m edida d e sa ída dividida por um a m edida de en trada .

Segundo a literatura geral, defin im os a fun ção de produção agregada da econom ia com o um a

Cobb-Dougla s com re torn os con stan te s de e sca la , com o m ostra do pe la s equ ações (2) e (3). Os

fa tore s de produção sã o capital (K) e traba lh o, e o fa tor trabalh o pode ser represen ta do pelo

núm ero de trabalhadores (L), ou o n úm ero de trabalhadores ponderados pelo seu capital

hum an o (h L). A produtividade total de fa tore s é re pre se n tada por A, e os ín dice s que represen tam o p aís por (i) e o período de tem p o por (t).

(2)

Y

it

=A

it

K

it

L

it1

-(3)

Y

it

=A

it

K

it

(hL)

it1

-Dividindo am bos os la dos da equação pelo núm ero de trabalh adore s, ob te m os as

equ ações (4) e (5), que expre ssam a produção por traba lh ador (y) em fun ção do capital por

trabalhador (k) e do cap ital h um an o por trabalhador (h ).

(4)

y

it

=A

it

k

it

y

(5)

y

it

=A

it

k

it

(h)

it

1-As va riáveis de in teresse - produto, força de trabalh o e estoque de capital - são obtidos a partir das con tas n acion ais de ca da país. O ca pital social é calculado pelo m étodo do in ventário

perpétuo, que calcu la o investim en to acum ulado em capital físico, registrado pela categoria de in vestim en to da s conta s nacionais, assu m indo um a ta xa de depreciação pa ra cada período. O

capital hum ano é estim ado com o um a função da e ducação m é dia da popu laçã o, ob tido a partir

de da dos de cen so. Os va lore s m on e tá rios são corrigidos por taxas de câm bio e pela paridade de

poder a quisitivo (PPP).

A com pa raçã o in tern acional requ er um a grande qu an tidade de agregação e com paração

(14)

foi utilizada para este fim , pois con solid a essas inform ações e, ao lon go de su as várias versõe s,

in corpora m elh orias n a qualidade e dados críticos, refle tindo o estado da arte dos procedim en tos

para criação de variáveis.

Para investigar o papel dos investim en tos da in fraestrutura sob re o crescim en to da PTF foram seleciona dos quatro indicad ores principais: in fraestru tura de en ergia (produção de

eletricidade), In frae stru tura de com unicação (n úm ero de linhas telefôn icas para cada 1 00 pessoa s), In fra estrutura de gestã o da águ a (% da população com acesso a um a fon te de água

tratada) e In fraestru tu ra de transporte aéreo (voos, de com panhias áreas registradas, em todo o m un do). A base de da dos u tilizada foi o Ban co Mun dial e o m odelo econ om é trico usa dados em

paine l, con side ran do efeitos fixos.

Em um a se gun da etapa , explora-se o Investim en to Dire to Estra n ge iro (IDE) e se us efeitos sob re a PTF. Em bora existam diferen tes fon tes de dados para o IDE, um a das m ais im portan tes

fon tes é o Banco Mun dial. Para a análise usam os o flu xo líquido de IDE (n ovos fluxos de in vestim en to m en os os desin vestim en to) na econ omia declaran te de in vestidores e stra n ge iros.

Todas as sé ries são u sadas também em m odelo econ om é trico com da dos em pain el, con sideran do efeitos fixos.

Usan do dados em pain el podem os adquirir m ais in form ações, redu zir a

m ulticolin earidade e aum en tar os graus de libe rda de , obten do assim resulta dos de form a m ais

efetiva.

Os dados an uais qu e cobrem o período de 19 9 0-201 0 foram usados na análise. A am ostra

in clui 50 paíse s, perm itin do a análise de 8 observaçõe s para cada país, em um in tervalo de te m po

de 20 an os. A lista com ple ta dos pa íse s é dada a segu ir n a Tab ela 2.1. Os crité rios para in cluir

(15)

TABELA 2.1

Lista de paíse s sele cionados por con tin en te

(16)

Os dados dispon íveis na Penn World Table (PWT), ve rsão 8.0, são:

Produtividade Total de Fatores (PTF): n ível da PTF em PPPs (EUA = 1).

População (POP): tamanh o da população em m ilh ões de h abitan tes.

Emprego (EMP): porcen tagem de pessoas qu e tra balham .

Produto Interno Bruto (PIB): PIB re al a preços n acionais con sta n tes de 2 005.

Os dados dispon íveis n o Banco Mundial são:

Investimento Direto Estrangeiro (IDE): en trada s líquida s de inve stim en to para a dqu irir um a

participaçã o de gestão duradoura (1 0 por cen to ou m ais do ca pita l votan te) em um a em presa

que opera em um a econ om ia diferen te da do investidor.

Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF): aum en to líqu ido em ativos físicos (investim en tos

m enos alienações) den tro do período de m edição. In clui reform as de terren os (cercas, valas,

dre nos, e a ssim por dian te); in stalaçõe s, com pra de m áqu in as e e qu ipam en tos; e a con strução de

estradas, ferrovias, e sim ilares, inclu indo escolas, escritórios, h ospitais, h abitaçõe s re siden ciais

privadas e edifícios com erciais e indu striais. De acordo com o SNA 19 93 , as aqu isições líqu idas de objetos de valor tam bém são con side radas n a form a ção de capital.

Infraestrutura de Energia (ENER): produção de e letricidade n o pa ís.

Infraestrutura de Comunicação(COM): n úm ero de linhas tele fôn icas para ca da 10 0 pessoas.

Infraestrutura de Gestão da Água (WAT): porcen tagem da população com acesso a um a fon te

de água tratada.

Infraestrutura de Transporte Aéreo (AIR): voos, de com panhias aé rea s re gistra das, em todo o

(17)

3.

Com parações internacionais sobre produtividade

3.1.

Comparação entre Brasil e países do BRIC

O Gráfico 3.1.1 m ostra a evoluçã o da PTF en tre 19 90 e 2010 para os paíse s do BRIC. De acordo com o gráfico é possível observar que em 1990 o Brasil era m ais produ tivo do que a Chin a

e a Ín dia , em bora m enos produtivo do que a Rússia. De 199 0 a 1996 o Bra sil teve um aum en to im portan te n o seu n ível de produ tividade, possivelm en te alavancado pelo processo de

privatização dos se tore s de en ergia e tele com unicações.

GRÁFICO 3 .1 .1

Produtividade Total de Fatores em pa íses selecionados Com paraçã o en tre Bra sil e paíse s do BRIC

Fonte : Penn World Table 8.0 (Feenstra, Inklaar e Timmer, 2013a).

Níve l da PTF em PPPs (EUA = 1) Elab oração do a utor

O processo de priva tizaçã o n o Brasil foi alvo de críticas tan to positivas qu an to n egativas, em b ora seja in egável qu e este processo teve papel extrem am en te im portan te pa ra o aum en to

(18)

telecom unicações tinha oferta de linh as telefôn icas re strita, custos exorb itan tes, e um a espera

m uito longa. De sde que foi priva tizado foram in vestidos m ais de R$130 bilh ões e m n ovas linha s

te le fôn icas, po ssib ilitan do que a quan tidade de te le fon es fixos salta sse de 20 m ilh ões para m ais

de 4 2 m ilh ões em m eados de 2 006 , mais qu e triplicando em dez an os a proporção de dom icílios

n o país com acesso a telefon e, passan do de 19 ,8% p ara 62 ,0%.

A partir de 1994 , com a e stabilização da e con om ia brasileira por con ta do “Plano Real”, é

observada um a m elh oria n otável e cresce n te nos resulta dos a grega dos do país, com a geração

dos superávits prim ários expressivos do orçam en to, baseado em um program a de austeridade

fiscal m on ta do em 1 998, m as por outro la do, n este m esm o período ocorreu um a re tração

sign ificativa nos investim en tos do se tor público, afetan do principalm en te os inve stim en tos em

in fraestrutura que, n os prim eiros an os de sta década, caíram para n íveis excessivam en te reduzidos (de um pouco acim a de 1% de PIB).

Podem os ve r e ste cen á rio refletido n o gráfico a travé s da reduçã o dos n íveis de

produtividade do Brasil. An alisan do o gráfico a pa rtir de 1996 podem os ve rificar que a

produtividade n o país en tra e m d eclínio até en trar em estagn ação, en qu an to qu e a China, a Índia

e a Rússia aum en taram se us n íve is de produçã o no m esm o período, principalm en te por con ta de

in vestim en tos em tecn ologia e edu cação .

3.2.

Comparação entre Brasil e países de crescime nto rápido

O gráfico 3.2.1 analisa o Brasil em com paração com algun s paíse s se le ciona dos que

apresen taram crescim en to rá pido n os últim os a nos. A figu ra m ostra gran des diferen ças quan do

com param os o Brasil com a Tu rquia, a Coréia do Su l, o Mé xico e a África do Su l. Este s paíse s e ste s

apresentam , em sua ma ioria, n íveis de Produtividade Tota l de Fatores (PTF) sem elhan tes às

econom ias desen volvidas e tem m an tido níveis sólidos de produ tividade ao longo das ú ltim a s

(19)

GRÁFICO 3 .2 .1

Produtividade Total de Fatores em pa íses selecionados Com pa ração en tre Bra sil e p aíse s de crescim en to rápido

Fonte : Penn World Table 8.0 (Feenstra, Inklaar e Timmer, 2013a).

Níve l da PTF em PPPs (EUA = 1) Elab oração do a utor

Para en ten der a principal razão pa ra este s índices, b uscam os an alisar o histórico destas

econ om ias a o lon go do tem po e su as principa is política s governam en ta is. Podem os, porta n to,

observar que este s pa íse s tê m em com um investim en tos em re form as com o objetivo de aum en tar sua produ tividade e im pulsion ar o crescim en to e o desen volvim en to econ ôm ico.

O Mé xico , por exem plo, tem com o base seis reform as com a clara fin alidade de elevar sua

produtividade. Den tre e sta s re form a s, a reform a e n ergé tica ga ran te o forn ecim en to, a preços

com petitivos, de petróleo, eletricidade e gás natural. A reform a na qu estão da concorrência

econôm ica regula a relação entre as em presas, a ssegurando um a concorrência saudável qu e se

traduza em m aior varie dade de produ tos e serviços com m elhore s pre ços. Da m esm a form a , a

reform a de telecom unicações e radiodifusão fom en ta a concorrência efetiva em televisão, rádio,

te le fon ia e in tern et. Isso cria m ais e m elh ore s opções para os con su m idores, redu zindo os preços

e con tribuindo para fe cha r a lacuna digital. O se tor en e rgé tico m exican o tam bé m vem buscan do

(20)

in icia tiva privada. E por fim , a reform a fazendária que, por sua vez, aum en ta a capacidade

financeira do Estado m exicano, o que lh e perm ite atende r m elhor n ecessidades básicas com o

educação, seguran ça social e in frae stru tura.

3.3.

Comparação entre Brasil e países desenvolvidos

Por fim , o gráfico 3.3.1 m ostra a cla ra falta de com petitividade do Brasil em relação a os

paíse s de sen volvidos. É n este gru po qu e as m aiores diferen ças podem ser vistas. Todos os países

tê m n íveis de PTF acim a da 0.700, en quan to o Brasil flutua seu s n íveis den tro do in te rvalo de

0.500.

GRÁFICO 3 .3 .1

Produtividade Total de Fatores em pa íses selecionados Com para ção en tre Bra sil e paíse s desen volvidos

Fonte : Penn World Table 8.0 (Feenstra, Inklaar e Timmer, 2013a).

(21)

O Japão, por exem plo, te ve grande sucesso e m relação à m elh oria de qu alidade e

produtividade ao lon go de sua h istória. O país ob se rvou cuidadosam en te a situação eu ropeia

logo após a 2ª Gu erra Mun dial e duran te o Plano Ma rsh all, e acom panhou o ressurgim en to e o

desenvolvim en to de atividades de qualid ade e de produtividade em diversos pa íses europeu s, se

con ven cen do, assim , da necessidade de desenvolver atividades sim ilares n o Japão, um a vez que

para este pequen o país-ilha , dotado de e scassos recu rsos na tu rais, e ste era o ún ico m odo

possíve l de recon strução do p aís, a fim de atin gir o objetivo de “econom ia au to-susten tável.

Depois da gue rra da Coréia, a política am ericana em relaçã o ao Ja pão pa ssou a ser de

desenvolvim en to, con sideran do-o com o m em bro dos aliados ociden tais e, em 19 53 , o governo

am ericano sinalizou a disposiçã o de esten der program as de aju da técnica de m an eira sim ilar ao

Plan o Marsh all, e , portan to, o país con tou com in vestim en tos e a in te rvenção dos Estados Un idos. No in ício de 19 55, os dois Govern os troca ram n otas oficiais sobre progra m as de

cooperação té cn ica e o Japan Productivity Center (JPC) foi in augu rado. A ajuda am erican a se

esten deu por sete an os, a té 1961. Durante esse período, o n úm ero de m issões de produ tividade

envia das pelo JPC aos Estados Un idos som aram -se 39 5 grupos, envolven do 4.011 pe ssoa s,

in cluin do e xecu tivos, lídere s sin dicais, acadêm icos e profission ais.

Da m esm a form a a Alem an ha, a Grã-Breta nha e o Can adá tem longo histórico de

in vestim en tos e m produ tivida de que cu lm ina ram nos atua is n íveis de PTF, os trê s paíse s con ta ram com plan os sólidos de lon go prazo e cla ra s estraté gia s que foram im plem en tada s na

busca pe lo desenvolvim en to econôm ico.

Den tre todas a s com parações feita s acim a , o Brasil é se m pre o país com m en or ín dice de

produtividade, con firm ando os re sultados do "Relatório de Com petitividade Global 2012-2 013",

elabo rado pelo Fórum Econôm ico Mundial, onde o Brasil ocupa a 70ª posição . Mesm o quan do

com parado aos paíse s com m esm o está gio de desenvolvim en to, o pa ís possui um n íve l de produtividade abaixo da m é dia e tem baixas taxas e m qu esitos de grande impacto na

com petitividade da indú stria, tais com o a qu alidade de portos (1 35 º), ae roporto s (1 34 º), estradas

(12 3º) e ferrovias (100º).

No próxim o tópico vam os relacion ar investim en tos em in fraestrutu ra e PTF ao longo dos

(22)

4.

Im pactos dos investim entos em infraestrutura n a PTF

De acordo com a Con fe deração Nacional da Indústria n o Brasil (CNI), um a re de de

tran sportes eficaz é fundam en tal para aum en tar a com petitividade de um país, um a vez que

perm ite um a logística e ficien te pa ra en trega s m a is rápida s de in sum os pa ra produção e

distribuição de produtos in dustriais para o m ercado, aum en tan do a com petitividade da s

em presas. Além de in frae stru tu ra logística, a dispon ibilidade de en ergia elé trica e a existê n cia de

in fraestrutura adequada para tran sm issão de dados em alta velocidade (ban da larga), livre de in terru pções e oscilações, além de cu stos com pe titivos, são e ssen ciais pa ra a produção industrial.

Com o prim eiro pa sso, pa ra con firm a r e sta inform ação, um a correlaçã o en tre os

in vestim en tos em in fraestru tura (geração de en ergia, com unicações, gestão da água e tran sporte

aéreo) e produtividade (PTF) foi exam inada para os diferen tes b locos definidos - BRIC, paíse s de

rápido crescim en to e os paíse s de senvolvidos.

TABELA 4.1

(23)

A Tabela 4.1 apresen ta, para os países sele cion ados, u m a visão geral das m édias de

produtividade e de inve stim en tos em in frae strutu ra a o lon go da s últim as dua s dé cada s. Existem algum as variações sign ificativas n o desem pen h o da produ tividade , por exem plo, do Re in o Unido

que tem 1 ,04 de n ível de PTF e nquan to a Ch ina tem apen as 0,31 , um a diferença de m ais de

2 00%. Com o esperado, os paíse s de senvolvidos tê m os m elhores n úm eros de produ tividade, m as

a Tu rqu ia tem tam bém um n íve l m uito b om de PTF, apen as in ferior ao do Reino Un ido. Paíse s do

BRIC são os piores colocados em term os de desem pe nh o da produ tividade. Em term os de

in fraestrutura en e rgé tica, os paíse s de sen volvidos m ais a Rússia sã o os m aiores produtore s de

en e rgia en tre a am ostra. Coreia do Sul, Canadá, Rein o Un ido e Japã o são os paíse s com m ais

in fraestrutura de com unicação; nestes pa íses m ais de 5 0% da popu la ção tem acesso a linhas

tele fôn icas, en quan to n a Ín dia este núm ero é m en or do que 3% da popu lação. Com e xceção da

Ín dia, da Ch in a, do México e da África do Su l, todos os ou tros pa íse s tê m m ais de 95% da populaçã o com acesso à fon te de á gua trata da . Em te rm os de tra n sporte a é re o, Alem anh a, Reino

Un ido e Can adá são os destaques en qu an to a Ín dia ocupa a pior posição n o rankin g.

Analisan do especificam en te o Brasil, podem os apon ta r que o país tem um dos piores

n íveis de produtividade en tre os pa íse s an alisados e e stá sem pre posicionado da m é dia para

baixo em que sitos re la cion ados à in fra estrutura. Isto pode ser explicado em pa rte devido à s

lim ita çõe s de ga stos públicos, já que os in vestim en tos em in fraestrutura podem ser adiados, ou m esm o cancelados, em m om en tos de crise . A falta de investim en tos por parte do Gove rn o acaba

por resultar em b aixo crescim en to da produção e ge ra um gap ain da m aior em relação aos paíse s desenvolvidos. A fim de m in im iza r este s gargalos e perm itir o crescim en to econôm ico à

n ecessidade de in vestim en tos de in fraestru tu ra do pa ís tem aum en tado n os últim os an os e o Govern o passou a sofrer m aiores pressões da iniciativa privada para direcionar recursos para

m elh ora da in fraestrutura n o país.

Para con firm ar essa afirm ação fizem os a regre ssão en tre a Produ tividade Total de Fatores (PFT) e os inve stim en tos e m in fraestrutu ra para os blocos sele cionados.

No caso dos BRIC, podem os ve rificar que toda s a s variáveis sã o e statisticam en te

sign ificativas, exceto a variável de in fraestrutura de tran sporte aéreo. O R quad rado para estes

paíse s é alto, m ostrando forte corre la ção n o m odelo. A tabela 4.2 m ostra que aum en tos n as

(24)

PTF, en quan to que a variável de in fraestrutura de tra n sporte aé reo não é significante para este

m ode lo.

TABELA 4.2

Im pacto de investim en tos em in fraestrutura na PTF Com pa ra ção en tre Bra sil e paíse s do BRIC

Elaboração do au tor

F test that all u_i=0: F(3, 72) = 8.68 Prob > F = 0.0001 rho .99868786 (fraction of variance due to u_i)

sigma_e .04258016 sigma_u 1.1747131

(25)

Quan do a m esm a re gre ssão é feita para paíse s de crescim en to rápido, podem os verifica r

que o cen ário m u da um pouco. Neste ca so apena s a s variáveis in frae strutu ra de e n ergia e de

gestão de água são e statisticam en te sign ificativas, enquanto as dem ais n ão são. O R quadrado

n este caso se reduz se com parado ao m odelo an terior, m as ainda a ssim m ostra boa correlaçã o n o

m odelo. Podem os verificar, portan to, que aum en to s n as variáveis de com un icação e tran sporte

aé reo nã o geram aum en tos n a PTF pa ra paíse s de crescim en to rá pido, en quan to qu e aum en tos

nas variáveis de in frae strutura de energia e de gestão de água geram increm en tos n a PTF.

TABELA 4.3

Im pacto de investim en tos em in fraestrutura na PTF Com pa ração en tre Bra sil e p aíse s de crescim en to rápido

Elaboração do au tor

F test that all u_i=0: F(4, 92) = 15.28 Prob > F = 0.0000 rho .98713606 (fraction of variance due to u_i)

sigma_e .03784547 sigma_u .33152436

(26)

No caso dos paíse s de sen volvidos tem os u m cen ário bastan te diferente, já que podem os

observar que increm en tos em in fraestrutura não são tão significa tivos e a única variável qu e gera

aum en tos n a PTF é a variável de in frae strutu ra de en e rgia. A provável razão para este resu ltado é

o fato de stes pa íses já possu írem elevado n ível de in fraestru tura in stalada , portanto aum en tos

n este s inve stim entos já não são sentidos pela econom ia de form a significa tiva.

TABELA 4.4

Im pacto de investim en tos em in fraestrutura na PTF Com para ção en tre Bra sil e paíse s desen volvidos

Ela bora ção do autor

F test that all u_i=0: F(4, 92) = 7.03 Prob > F = 0.0001 rho .9912467 (fraction of variance due to u_i)

sigma_e .04838836 sigma_u .51492738

(27)

5.

Efeitos do investim ento direto estran geiro (IDE)

Para avalia r a relação en tre o IDE e a produ tividade tam bé m irem os an alisar os m esm os

trê s grupos de e con om ia s com o an teriorm en te. Este s gru pos fora m se le ciona dos porque

re ceb eram qu an tias su bstan ciais de IDE, e são con side ra dos relativam en te bem sucedidos

levan do em con ta as diferenças nas fases de desenvolvim en to de cada país, torn ando possível

an alisar suas diferen tes re spostas para os flu xos de IDE.

TABELA 5.1

Produtividade e IDE em pa íses selecionados, 199 0-2010 (m édia anual)

* Fo rma ção Bru ta de Cap ital Fixo Elabo ração do au to r

A Tabela 5.1 a presen ta um a visã o geral da produ tividade e as várias m edidas de IDE n os

paíse s se lecion ados. Em term os de en tradas de IDE, o Reino Un ido é o m aior destinatário segu ido

pela China . O fluxo de IDE pa ra a Ch ina é qu ase quatro veze s m aior do qu e para o Bra sil e qua torze vezes m aior do que para a Turquia , por exe m plo. No en tan to, em relação ao tam an ho

da econom ia, o IDE teve o m aior im pacto sobre a econ om ia do Reino Unido, responden do por

qua se 5 por cen to do se u PIB. Pa ra o Mé xico, Rein o Unido e Canadá , on de o IDE re presen ta um a

(28)

em bora o Brasil e a Ch ina tam bé m con tem com altos fluxos de IDE, o desem penho da

produtividade tem sido m edíocre.

Com o segun do pa sso pa ra an alisar a correlação en tre o IDE e a produ tivida de

exam in am os m ais detalhadam en te a am ostra de e con om ias BRIC, paíse s de rápido crescim en to e paíse s de senvolvid os.

O gráfico 5 .2 m ostra o s flu xos de IDE per capita e o desen volvim en to da PTF para os BRIC.

Podem os verificar razoável correlação en tre ten dências de alta e baixa da PTF com o fluxo de IDE

n os paíse s sele ciona dos. Por exem plo, tan to n a alta da PTF do Bra sil du ran te os an os de 1993 e

1996 qu an to na queda de 1996 a 2002 o fluxo de investim entos estran geiros segu e um a

ten dên cia sem elhan te. O m esm o pode ser verificado para a Rússia en tre os an os de 2003 e 2008.

GRÁFICO 5.2

Fluxos de IDE pe r capita e PTF Países do BRIC

Fonte : Penn World Table 8.0 (Feenstra, Inklaar e Timmer, 2013a) e Banco Mundial

(29)

Fazen do a re gre ssão en tre a PFT e o IDE, podem os verifica r a va riável é e statisticam en te

sign ificativa. Neste caso o R qua drado tam bé m é alto, m ostran do forte correlação no m odelo.

Podem os verificar, portan to, qu e aum en tos n o IDE dos BRIC geram aum en tos n a PTF.

TABELA 5.3

Im pacto do IDE na PTF

Com pa ra ção en tre Bra sil e paíse s do BRIC

Ela bo ra ção do autor

F test that all u_i=0: F(3, 51) = 7.43 Prob > F = 0.0003 rho .99961655 (fraction of variance due to u_i)

sigma_e .03903546 sigma_u 1.9930596

_cons -18.47012 4.719235 -3.91 0.000 -27.94438 -8.995865

2010 -.4828025 .1427663 -3.38 0.001 -.7694179 -.1961872 2009 -.432059 .1421926 -3.04 0.004 -.7175226 -.1465954 2008 -.4675859 .1426519 -3.28 0.002 -.7539716 -.1812002 2007 -.4452089 .1365505 -3.26 0.002 -.7193455 -.1710722 2006 -.4043709 .1316907 -3.07 0.003 -.668751 -.1399908 2005 -.3769033 .126526 -2.98 0.004 -.6309149 -.1228917 2004 -.3621921 .1187035 -3.05 0.004 -.6004995 -.1238848 2003 -.3432462 .1115684 -3.08 0.003 -.5672291 -.1192633 2002 -.3185705 .1029218 -3.10 0.003 -.5251946 -.1119465 2001 -.3365007 .0981776 -3.43 0.001 -.5336005 -.139401 2000 -.3242556 .0922333 -3.52 0.001 -.5094216 -.1390895 1999 -.2944181 .0820023 -3.59 0.001 -.4590446 -.1297915 1998 -.2922785 .078749 -3.71 0.001 -.4503738 -.1341833 1997 -.2739375 .0731153 -3.75 0.000 -.4207226 -.1271525 1996 -.21135 .0637663 -3.31 0.002 -.3393661 -.0833339 1995 -.1743682 .0539942 -3.23 0.002 -.282766 -.0659703 1994 -.1350225 .0462784 -2.92 0.005 -.2279304 -.0421147 1993 -.0881838 .040066 -2.20 0.032 -.1686197 -.007748 1992 -.0620196 .0340727 -1.82 0.075 -.1304235 .0063843 1991 .0312785 .0284124 1.10 0.276 -.0257617 .0883187 YEAR

(30)

O gráfico 5.4 m ostra qu e n o caso de paíse s de rápido cre scim en to a relação en tre o IDE e

a PTF n ão é significativa. Um a possível razão é a falta de capital h um an o n este s paíse s para a

absorção deste s in vestim en tos.

GRAPH 5.4

Fluxos de IDE pe r capita e PTF Países de crescim en to rápido

Fonte : Penn World Table 8.0 (Feenstra, Inklaar e Timmer, 2013a) e Banco Mundial

(31)

A regressã o tam bé m con firm a que pa ra paíse s de crescim en to rá pido o FDI não é

estatisticam en te significan te. Portan to in crem en tos n o FDI n este s paíse s n ão ge ram aum en tos n a

PTF.

TABELA 5.5

Im pacto do IDE na PTF

Com pa ração en tre Bra sil e p aíse s de crescim en to rápido

Ela bo ra ção do autor

F test that all u_i=0: F(4, 70) = 13.71 Prob > F = 0.0000 rho .98524592 (fraction of variance due to u_i)

sigma_e .03380137 sigma_u .27621709

_cons 3.654249 7.310045 0.50 0.619 -10.92518 18.23367

2010 -.201966 .2022063 -1.00 0.321 -.6052537 .2013218 2009 -.2003158 .1968865 -1.02 0.312 -.5929936 .192362 2008 -.1978772 .1945172 -1.02 0.313 -.5858296 .1900751 2007 -.1890022 .1863243 -1.01 0.314 -.5606144 .1826099 2006 -.1565199 .1770271 -0.88 0.380 -.5095893 .1965495 2005 -.1200368 .1674684 -0.72 0.476 -.454042 .2139684 2004 -.1201995 .1584488 -0.76 0.451 -.4362158 .1958167 2003 -.1040446 .1487447 -0.70 0.487 -.4007067 .1926174 2002 -.0459451 .1410865 -0.33 0.746 -.3273332 .2354431 2001 -.0583882 .1292878 -0.45 0.653 -.3162445 .1994681 2000 -.076217 .1204829 -0.63 0.529 -.3165126 .1640785 1999 -.0879036 .1067015 -0.82 0.413 -.300713 .1249057 1998 -.0657112 .0955268 -0.69 0.494 -.2562335 .124811 1997 -.0266661 .0878033 -0.30 0.762 -.2017842 .148452 1996 -.001809 .0762765 -0.02 0.981 -.1539376 .1503196 1995 -.0146299 .0640048 -0.23 0.820 -.1422835 .1130237 1994 -.0239411 .0516228 -0.46 0.644 -.1268996 .0790174 1993 -.0160245 .0405133 -0.40 0.694 -.0968258 .0647768 1992 -.0152295 .0319443 -0.48 0.635 -.0789404 .0484814 1991 -.0017712 .0262791 -0.07 0.946 -.0541831 .0506408 YEAR

(32)

No caso dos países de senvolvid os, m esm o picos de IDE n ão ge ram grandes variações n os

n íveis de PTF, n este caso a m aior razão é o fa to da PTF já possuir n íveis m uito altos o que torna

difícil q ue gran des variaçõ es sejam percebidas.

GRÁFICO 5.6

Fluxos de IDE pe r ca pita e PTF Países de senvolvidos

Fonte : Penn World Table 8.0 (Feenstra, Inklaar e Timmer, 2013a) e Banco Mundial

(33)

Novam en te a regressão con firm a que tam bém pa ra pa íses desenvolvidos o IDE não é

estatisticam en te sign ifican te. Portan to in crem en tos n o IDE n este s paíse s n ão ge ram aum en tos n a

PTF.

TABELA 5.7

Im pacto do IDE na PTF

Com para ção en tre Bra sil e paíse s desen volvidos

Elabora ção do autor

F test that all u_i=0: F(4, 67) = 19.40 Prob > F = 0.0000 rho .99855279 (fraction of variance due to u_i)

sigma_e .02910469 sigma_u .76450998

_cons 4.018246 2.909728 1.38 0.172 -1.789595 9.826087

2010 -.3262796 .0614277 -5.31 0.000 -.4488898 -.2036694 2009 -.2856295 .056308 -5.07 0.000 -.3980208 -.1732382 2008 -.2987993 .0583963 -5.12 0.000 -.4153588 -.1822398 2007 -.2774964 .0605483 -4.58 0.000 -.3983513 -.1566414 2006 -.2334544 .0588184 -3.97 0.000 -.3508565 -.1160524 2005 -.2013524 .0571791 -3.52 0.001 -.3154823 -.0872225 2004 -.1756933 .0566455 -3.10 0.003 -.2887581 -.0626285 2003 -.1463317 .0547227 -2.67 0.009 -.2555587 -.0371047 2002 -.1140992 .0535019 -2.13 0.037 -.2208894 -.007309 2001 -.1140485 .0518111 -2.20 0.031 -.217464 -.010633 2000 -.113743 .0508986 -2.23 0.029 -.2153371 -.0121489 1999 -.0997005 .0454598 -2.19 0.032 -.1904387 -.0089624 1998 -.0957395 .0410269 -2.33 0.023 -.1776295 -.0138494 1997 -.0795632 .0383107 -2.08 0.042 -.1560316 -.0030947 1996 -.0654733 .0348234 -1.88 0.064 -.1349811 .0040345 1995 -.0617914 .0294791 -2.10 0.040 -.120632 -.0029508 1994 -.051087 .0263593 -1.94 0.057 -.1037003 .0015264 1993 -.0187281 .0234044 -0.80 0.426 -.0654434 .0279872 1992 .0005045 .0218507 0.02 0.982 -.0431096 .0441186 1991 .0081804 .0191128 0.43 0.670 -.0299689 .0463296 YEAR

(34)

6.

Conclusão

Pela regre ssão da Produ tividade Total de Fatores (PTF) e de variáveis depen den tes podem os concluir que algun s inve stim en tos em in frae strutura te m um efeito m a is positivo do

que outros n o crescim en to da produtividade .

Encon tram os evidên cias de qu e a in fraestru tu ra de en ergia é a variável dependen te com

m aior im pacto sob re a PTF, enquan to qu e a variável de infraestru tura de transporte aéreo n ão se

m ostra relevan te em n enhum ca so. Outra con stataçã o é de qu e os e feito s dos in vestim en tos de

in fraestrutura se m ostram m ais eviden tes em paíse s com um está gio in fe rior de desenvolvim en to, pois n este s pa íse s a ab sorção deste s inve stim en tos é m ais rá pida, já qu e os

m esm os trazem m elh orias direta s e m gargalos e stru tu rais.

Podem os pon tuar tam bé m qu e a relação en tre o crescim en to da produ tivida de e os

in vestim en tos em in fraestrutura é m ais forte do qu e en tre o cre scim en to da produtividade e do

In vestim en to Dire to Estran geiro (IDE). Isso in dica que as m elhorias n a in fra estrutu ra podem

aum en tar a produ tividade m ais do que increm en tos n o fluxo de IDE. Nosso s re su ltados sugerem

que o IDE pode se r m ais produtivo do que o inve stim en to dom é stico som en te quando a

econom ia receptora tem um estoqu e m ínim o de capital hu m ano, um alto n ível de desenvolvim en to fin anceiro e segu e um a política de prom oção das exportações. Nosso re sultado

ta mbém dem on stra que os paíse s m ais próxim os da fron te ira tecn ológica vão se ben eficia r m ais

dos fluxos de IDE do que a quele s que n ão o são.

A tabe la 6.1 re sum e os re su ltados obtidos, m ostran do quando cada in dicador tem

(35)

TABELA 6.1

Im pacto dos in vestim en tos em in frae strutu ra e IDE n os blocos selecionados

Baseado na tabela acim a, podem os ob servar cla ram en te que o s países de senvolvidos são

os m en os im pactados por n ovos in vestim en tos, já que além de possuíre m in frae stru tura

con solidada tam bém estã o b astan te de sen volvidos tecn ologicam en te, ten do m aior dificuldade

de se ben eficia r de increm en tos e stru turais ou de inve stim en tos extern os.

Para os pa íse s de cre scim en to rápido é possível n ota r que tan to os inve stim en tos em

in fraestrutura quan to os fluxos de IDE são significan tes, pois em bora esta s econ om ias a in da

estejam desenvolvendo sua in frae stru tu ra, já estão m ais próxim os da fron teira tecn ológica do

que m uitos outros paíse s, ten do m aior possibilidade de absorçã o dos investim en tos e stran geiros.

No caso dos BRICs, podem os observar que devido aos grande s gaps estru tu rais existen te s

n este s paíse s, o s investim en tos e m in fra estrutu ra apre se n ta m m aior significância do que os

fluxos de IDE, e acabam sen do ab sorvidos m ais rapidam en te.

Quan do pegam os o Bra sil com o e xemplo, em bora o pa ís ten ha o m aior IDE per capita en tre os BRICs e um dos m aiores fluxos per capita quan do com parados aos paíse s de rá pido

crescim ento, e stam os sem pre posiciona dos n a m é dia ou abaixo da m é dia em indicadores de

(36)

Este resu ltado apenas reforça o grande h iato estrutural do país, que gera dificuldades n o

escoam en to da produçã o, n o transporte de in sum os e n o deslocam en to dos trab alh adore s, o q ue

acaba con sum indo recu rsos que poderiam se r in vestidos e m atividade s que trouxessem

in crem en tos de produ tividade.

Outra que stão im portan te qu e reforça n osso s baixos ín dices de produ tivida de esta

associada à tecn ologia e inovaçã o. En quan to na m aioria dos pa íses a siáticos o e stím u lo à in ovação e adoção de novas tecn ologias tem sido um im portan te pilar do avan ço n os ín dice s de

produtividade, n o Bra sil os n íveis de investim en to n essa á re a são relativam en te b aixos e a in da fa lta um a certa coorden açã o das políticas pública s de e stím ulo à in ovação para qu e e la s

produzam os re sultados desejado s.

(37)

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