RELATÓRIO DO MERCADO DE LEITE
As melhores informações sobre a pecuária leiteira
Ano 1 - edição 7 Setembro 2012
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Direção
Alcides Torres de Moura Júnior
engenheiro agrônomo
Coordenação
Rafael Ribeiro de Lima Filho
zootecnista
Pesquisadores
Alex Santos Lopes da Silva
zootecnista
Douglas Coelho de Oliveira
zootecnista
Gustavo Adolpho Maranhão Aguiar
zootecnista
Hyberville Paulo D’Athayde Neto
médico veterinário, mestrando
Jéssyca Guerra
zootecnista
Juliana Pila
zootecnista
Marco Túlio Habib Silva
engenheiro agrônomo
Pamela Carlota Camargo Alves
zootecnista
Rafael Ribeiro de Lima Filho
zootecnista
Renato Bittencourt
zootecnista
Em treinamento
Francisco Pedro Woolf de Oliveira Filho
graduando em engenharia agronômica
Maísa Modolo Vicentin
graduanda em engenharia agronômica
Marcela Morelli
graduanda em zootecnia
Paola Jurca Grigolli
engenheira agrônomo
Priscila Montanheri da Rocha
graduanda em medicina veterinária
Scot Consultoria
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REFERÊNCIA página
1. SUMÁRIO EXECUTIVO ... 5
2. MERCADO DO LEITE... 6
2.1. Preços ao produtor ... 6
2.2. Índice Scot de Captação de leite...10
2.2.1. Região Sudeste / Centro-Oeste ... 10
2.2.2. Região Sul ... 11
2.2.3. Região Nordeste (NE) ... 11
2.2.4. Brasil ... 12
2.3. Índice Scot de Custo de Produção do Leite ... 14
2.4. Balança comercial de lácteos e mercado internacional ... 15
2.4.1. Importações ... 15
2.4.2. Exportações ... 15
2.4.3. Mercado Internacional ... 15
3. ATACADO E VAREJO DE PRODUTOS LÁCTEOS ... 18
4. CONSIDERAÇÕES SOBRE O CLIMA ... 25
5. MERCADO DE GRÃOS E FARELOS ... 31
5.1. Milho ... 31
5.2. Soja . ... 33
5.3. Farelo de soja . ... 33
5.4. Farelo e caroço de algodão . ... 33
6. MERCADO DE FERTILIZANTES ... 38 6.1. Preço de adubos . ... 33
índice geral
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FIGURAS página
FIGURA 1. Preço do leite ao produtor (média nacional ponderada),
valores nominais – em r$/litro. ... ...5
FIGURA 2. Variação do índice de captação de leite – setembro em
relação a agosto (dados parciais) ... ..6
FIGURA 3. Índice de captação por estado e a média brasileira.... ... 12 FIGURA 4. Variação mensal do Índice Scot de custo de produção de
leite...13
FIGURA 5. Importações brasileiras de leite em pó - em mil
toneladas...14
FIGURA 6. Preço médio do leite em pó na Europa em 2011 e 2012
em US$/tonelada...15
FIGURA 7. Preço médio do leite em pó na Oceania em 2011 e
2012 em US$/tonelada...16
FIGURA 8. Margem de comercialização do leite longa vida no
mercado varejista em relação ao mercado atacadista – em %...23
FIGURA 9. Previsão de chuvas entre os dias 27 de setembro a 4 de
outubro de 2012 - em milímetros...24
FIGURA 10. Previsão de chuvas entre os dias 5 e 13 de outubro de
2012 - em mm...25
FIGURA 11. Dias sem chuvas - referência até 27 de setembro de
2012 - em dias...26
FIGURA 12. Precipitação acumulada entre os dias 1/9 e 26/9 - em
mm...27
FIGURA 13. Previsão de chuvas para outubro/novembro e dezembro
de 2012 - em mm...28
FIGURA 14. Mapa de ocorrência de geadas no Brasil - dia 24 a 27 de
setembro...29
FIGURA 15. Preço médio do milho na região de Campinas-SP em
R$/saca de 60kg. ...30
FIGURA 16. Preços do milho no mercado físico e mercado futuro
(BM&FBovespa) - em R$/saca de 60kg...32
FIGURA 17. Preço da soja grão em Paranaguá-PR - em R$/saca de
60kg. ...32
FIGURA 18. Preço médio do farelo de soja em São Paulo - em
R$/tonelada...34
FIGURA 19. Preço médio do farelo de algodão (28% de proteína
bruta) em São Paulo – em R$/tonelada...36
FIGURA 20. Vendas de fertilizantes no Brasil - em milhões de
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TABELAS página
TABELA 1. Preço do leite ao produtor – em r$/litro... ... ...8 TABELA 2. Preços ao produtor no pagamento de setembro, referente
à produção de agosto - em R$/litro...8
TABELA 3. Expectativa da indústria com relação ao preço do leite ao
produtor no pagamento de outubro/12 (produção de setembro)... 9
TABELA 4. Expectativa da indústria com relação ao preço ao
produtor no pagamento de novembro/12 (produção de outubro)...9
TABELA 5. Variação mensal média do preço de alguns grupos de
insumos utilizados na composição do Índice de Custo da Pecuária de Leite em setembro/12...14
TABELA 6. Balança comercial de lácteos (janeiro a junho) - em mil
US$ ...16
TABELA 7. Preços médios dos lácteos no mercado atacadista (média
de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Paraná) em R$/embalagem...19
TABELA 8. Preços dos lácteos no mercado atacadista em São Paulo e
Goiás - em R$/embalagem na segunda quinzena de setembro...20
TABELA 9. Preços dos lácteos no mercado atacadista de Minas Gerais
e Paraná* - em R$/embalagem na segunda quinzena de setembro .21
TABELA 10. Preços dos lácteos no varejo em São Paulo - em
R$/embalagem...22
TABELA 11 Preços dos lácteos no mercado varejista em Minas Gerais,
Paraná e Rio de Janeiro - em R$/embalagem (2ª quinzena de
setembro/12)...23
TABELA 12. Preços médios do milho grão - em R$ por saca de 60kg.
...31
TABELA 13. Produção de milho de segunda safra nas principais
regiões produtoras - em mil toneladas...32
TABELA 14. Produção de soja nos principais países - em milhões de
toneladas...34
TABELA 15. Preços médios de alguns alimentos concentrados - em
R$. ...36
TABELA 16. Relação de troca: milho e farelo de soja versus leite ao
produtor (leite padrão em São Paulo) - em kg de alimento/litro de leite...36
TABELA 17. Comercialização de pluma e caroço de algodão no Mato
Grosso - safra 2010/11...38
TABELA 18. Preços médios dos fertilizantes em São Paulo - em
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1.
SUMÁRIO EXECUTIVO
movimento de baixa no mercado de leite perdeu força no pagamento de setembro. A média nacional ficou
praticamente estável, com altas para os produtores no Sudeste e Nordeste.
Além da queda da captação nessas regiões, a elevação dos preços dos produtos lácteos, em função da redução dos estoques e da reação nas vendas, deu sustentação às cotações.
Em curto prazo, o cenário é de mercado mais firme. Para o
pagamento de outubro (produção de setembro), 44% das indústrias pesquisadas acreditam em alta de preços e 55% acreditam em manutenção.
No atacado e varejo foram verificados aumentos de preços dos lácteos na primeira e segunda quinzena de setembro, depois de um longo período de mercado de lado.
A previsão para a primeira metade de outubro é de alta, em especial para os leites fluidos, queijos e manteiga.
A alta de preços no mercado spot mostra a maior concorrência em São Paulo e Minas Gerais.
Com relação ao custo de produção, o Índice Scot Consultoria para o Custo de Produção de Leite registrou alta de 2,0% em setembro. O aumento foi causado pelos alimentos concentrados, em particular os proteicos, além de fertilizantes e defensivos que ficaram mais caros. O preço do milho caiu em setembro com a consolidação dos números da safra norte-americana 2012/2013, recuos no mercado internacional e final da colheita da safrinha no Brasil. A oferta melhorou no mercado interno e o ritmo das negociações diminuiu. Choveu no Centro-Sul do país no final de setembro. No Centro-Oeste e Sudeste, a expectativa é de que as condições das pastagens
melhorem a partir de novembro.
A situação é mais complicada no Nordeste.
Boa leitura!
O
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2.
M
ERCADO DO LEITE
2.1. Preços ao produtor
onsiderando a média nacional, o preço do leite ao produtor ficou praticamente estável em setembro, que remunera o leite entregue em agosto. Houve ligeira queda, de 0,2%.
Segundo levantamento da Scot Consultoria, o preço médio ficou em R$0,798 por litro. Veja a figura 1.
Figura 1.
Preço do leite ao produtor (média nacional ponderada), valores nominais – em R$/litro.
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
O preço atual está 5,7% menor que o vigente no mesmo período de 2011. Esta foi a maior diferença registrada em 2012, na comparação mensal dos preços com o mesmo período do ano passado.
Apesar da queda na média nacional, nas regiões Sudeste e Nordeste os preços aos produtores subiram.
O cenário nestas regiões é de menor oferta de leite em função da falta de chuvas. A alta de preços dos alimentos repercute diretamente nos investimentos em suplementação.
Além disso, os estoques reduzidos de produtos lácteos e a reação do da demanda puxaram os preços para cima.
Segundo o Índice Scot para a Captação de Leite, a captação média de leite no Brasil caiu 0,3% em agosto na comparação com julho.
C
Considerando a média nacional, o preço do leite ao produtor ficou praticamente estável no pagamento de setembro, que remunera o leite entregue em agosto. Houve ligeira queda, de 0,2%.
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Para setembro, os dados parciais apontam para uma queda de 1,2% no volume de leite captado. Mais detalhes no capítulo 2.2.
Figura 2.
Variação do Índice de Captação de Leite – setembro em relação a agosto (dados parciais).
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Com relação aos preços, o valor médio pago aos produtores subiu 0,4% em São Paulo. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, os aumentos foram de 1,5% e 0,5%, respectivamente.
Nessas bacias leiteiras, a captação de leite caiu e os preços no atacado e varejo subiram, com o consumo melhor e estoques enxutos.
Em Goiás, a produção de leite aumentou em agosto e o preço ao produtor caiu, em média, 1,8%.
Na região Sul, aumentou a oferta e os preços caíram em Santa Catarina (2,4%) e no Rio Grande do Sul (4,5%). No Paraná houve ligeira alta de 0,5% em relação ao pagamento anterior.
No Nordeste, o preço médio do leite ficou praticamente estável na Bahia, mas nos demais estados pesquisados os valores médios subiram, com exceção do Maranhão.
Na tabela 1 estão preços médios do leite ao produtor nas principais bacias leiteiras. RS: 0,9% SC: 2,1% SP: 1,3% PR: 1,2% GO: 2,5% Nordeste: 0,2% Média Brasil: 1,2% MG: 3,4% Bahia: 5,4% Pernambuco: 8,6% Para setembro, os dados parciais apontam para uma queda de 1,2% no volume de leite captado.
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www.scotconsultoria.com.br Tabela 1.
Preço do leite ao produtor – em R$/litro.
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Na tabela 2 estão os preços mínimo, médio e máximo, por região, no pagamento de setembro, que remunera o leite entregue em agosto.
Tabela 2.
Preços ao produtor no pagamento de setembro, referente à produção de agosto - em R$/litro.
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Mês SP MG GO RJ ES MS MT RO PA ago/12 0,870 0,816 0,789 0,863 0,829 0,718 0,714 0,632 0,658 set/12 0,882 0,829 0,775 0,867 0,827 0,699 0,695 0,646 0,640 Variação 0,36% 1,49% -1,78% 0,46% -0,16% -2,61% -2,66% 2,17% -2,75% Mês TO PR SC RS BA PE CE AL MA ago/12 0,691 0,800 0,758 0,786 0,869 0,847 0,823 0,919 0,730 set/12 0,708 0,803 0,739 0,751 0,869 0,907 0,851 0,948 0,719 Variação 2,32% 0,47% -2,40% -4,45% -0,10% 7,17% 3,44% 3,17% -1,57%
U.F. Região Leite de qualidade Leite padrão
Leite de
qualidade padrão Leite mínimo máximo mínimo máximo médio médio
SP Avaré 0,964 1,017 0,792 0,965 0,987 0,885 Campinas 0,995 1,014 0,850 0,989 1,005 0,918 Mococa 0,910 0,935 0,620 0,930 0,925 0,804 Sorocaba 0,850 0,954 0,830 0,922 0,909 0,877 Vale do Paraíba 0,900 0,990 0,810 0,940 0,932 0,874 Oeste Paulista 0,830 1,040 0,630 0,910 0,942 0,780 São Carlos 0,870 0,920 0,750 0,920 0,895 0,838 Alta Mogiana 0,910 0,945 0,720 0,950 0,925 0,840
S. José do Rio Preto - - 0,570 0,980 - 0,840
MG Sul de Minas 0,800 0,920 0,570 0,920 0,859 0,802 Gov. Valadares - - 0,670 0,970 - 0,831 Belo Horizonte - - 0,664 1,035 - 0,834 Montes Claros - - 0,800 0,906 - 0,852 Triângulo Mineiro - - 0,570 0,969 - 0,821 RJ Rio de Janeiro 0,910 0,940 0,750 0,860 0,930 0,804 ES Espírito Santo - - 0,744 0,887 - 0,827 GO Goiânia - - 0,565 1,008 - 0,793 Rio Verde - - 0,500 0,930 - 0,744 Catalão - - 0,650 0,770 - 0,714 MS Campo Grande - - 0,490 0,944 - 0,699 MT Mato Grosso - - 0,480 0,890 - 0,695 RO Rondônia - - 0,600 0,700 - 0,646 PA Pará - - 0,550 0,710 - 0,640 TO Tocantins - - 0,550 0,850 - 0,708 PR Maringá 0,789 0,829 0,670 0,946 0,809 0,795 Castro - - 0,684 0,895 - 0,812 SC Santa Catarina - - 0,520 0,910 - 0,739 RS Norte/Noroeste - - 0,560 0,900 - 0,747 BA Feira de Santana - - 0,770 1,100 - 0,907 Itabuna - - 0,650 0,900 - 0,800 PE Pernambuco - - 0,751 1,050 - 0,914 CE Ceará - - 0,700 1,060 - 0,859 AL Alagoas - - 0,750 1,110 - 0,952 MA Maranhão - - 0,650 0,780 - 0,719
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Para o pagamento a ser realizado em meados de outubro, a expectativa é de preços mais firmes e aumentos no valor pago ao produtor.
Aproximadamente 56% das indústrias consultadas acreditam em manutenção dos preços. Em 44% dos laticínios a expectativa é de alta e nos 7% restante a previsão é de queda.
As indústrias que acreditam em queda, em grande parte, estão no Sul do país onde a oferta está maior.
Veja nas tabelas 3 e 4 a opinião da indústria, por região, com relação aos pagamentos de outubro e de novembro de 2012.
Tabela 3.
Expectativa da indústria com relação ao preço do leite ao produtor no pagamento de outubro/12 (produção de setembro).
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
A parcela de laticínios que devem subir o preço do leite ao produtor no pagamento de outubro aumentou em relação às expectativas anteriores.
O rumo do mercado será definido pelas chuvas e, consequentemente, pela recuperação das pastagens.
Tabela 4.
Expectativa da indústria com relação ao preço ao produtor no pagamento de novembro/12 (produção de outubro).
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
No mercado spot, os preços subiram 5% em São Paulo,4,1% em Minas Gerais e 3,1% em Goiás na segunda quinzena de setembro em relação à primeira quinzena.
Desde o final de agosto as cotações estão em alta.
Em São Paulo e em Minas Gerais o preço médio do leite spot fechou em R$0,91e R$0,90 por litro respectivamente. Em Goiás, o preço médio ficou em R$0,88 por litro.
Região Aumento Estabilidade Queda
Sul 35% 60% 5%
Sudeste 38% 60% 2%
Centro-Oeste 55% 43% 2%
Norte 10% 80% 10%
Nordeste 55% 45% 0%
Região Aumento Estabilidade Queda
Sul 27% 64% 9% Sudeste 31% 62% 7% Centro-Oeste 56% 35% 12% Norte 0% 90% 10% Nordeste 56% 44% 0% Aproximadamente 56% das indústrias consultadas falam em manutenção dos preços. Em 44% dos laticínios a expectativa é de alta nos preços e nos 7% restante a previsão é de queda.
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No Sul, os negócios ocorrem em média, em R$0,80 por litro no Paraná e R$0,77 por litro no Rio Grande do Sul, com pouca movimentação no mercado spot.
Os preços caíram respectivamente, 1,2% e 2,1% em relação aos preços médios da primeira metade do mês.
2.2. Índice de Captação de leite pela indústria
2.2.1. Região Sudeste / Centro-Oeste
Os estados de São Paulo e Minas Gerais representam a região Sudeste, e Goiás, a região Centro-Oeste.
Em São Paulo, a maior parte dos laticínios e cooperativas está prevendo estabilidade na captação de setembro.
Entretanto, na média geral está prevista uma queda de 1,3%. Tanto em São Paulo como em Minas Gerais as chuvas recém começaram, e não devem ser suficiente para aumentar a captação ainda em setembro. Após as chuvas se regularizarem, é preciso pelo menos de sessenta dias para a qualidade e disponibilidade do capim melhorarem.
Por outro lado, a elevação dos custos continuam limitando a suplementação dos animais.
Em Minas Gerais prevê-se queda de 3,4% na captação em setembro. Em Goiás a captação deve aumentar 2,5% em setembro, em função principalmente da região de Goiânia. A maioria dos laticínios da região de Catalão e de Rio Verde ainda está com a captação em queda.
Para avaliar a captação mensal de leite utilizamos um índice que mede a variação do volume captado por empresa e por estado mês a mês. O índice Scot de Captação de Leite é apresentado para São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Nordeste geral (Ceará, Alagoas e Maranhão).
O resultado por estado é obtido através da ponderação das captações mensais dos laticínios consultados, que refletem no índice de captação, com base 100 em março/11.
Quando a captação aumenta ou diminui, em relação ao último levantamento, o índice se comporta da mesma forma.
Já os índices para o Brasil e Nordeste são ponderados pela participação ajustada de cada estado pesquisado nas produções do país e do Nordeste, respectivamente, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em São Paulo, a maior parte dos laticínios e cooperativas consultados está prevendo estabilidade na captação de setembro.
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www.scotconsultoria.com.br 2.2.2. Região Sul
No Paraná, apesar de alguns laticínios preverem queda na captação em setembro, na média a tendência é de alta.
A seca limita o aumento da captação, tanto no Paraná como em Santa Catarina.
No Rio Grande do Sul as pastagens de inverno estão se esgotando, o que fez com que o ritmo de captação em setembro seja mais
comedido que em agosto. Alguns produtores estão fenando o que resta do capim.
É preciso considerar também a retirada dos bovinos das áreas onde serão plantados grãos em 2012/2013. O plantio do milho começou no Sul do país.
Para setembro está previsto aumento na captação de 1,2% no Paraná e 0,9% no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina a previsão é de queda de 2,1%.
2.2.3. Região Nordeste (NE)
A seca ainda prejudica a captação na Bahia. No Sul do estado a condição das pastagens está um pouco melhor, mas ainda está aquém do desejável.
A perspectiva era de alta de 0,4% na captação em agosto, mas na consolidação dos dados caiu 1,3%.
Não só na Bahia, mas também em Pernambuco e nos outros estados do Nordeste, a falta de chuva tem prejudicado a atividade leiteira. Esperava-se chuva em setembro, que não aconteceram.
Na Zona da Mata, onde a produção de leite é menos significativa, as chuvas estão levemente abaixo da média.
No Agreste nordestino, importante região produtora, as chuvas estão muito abaixo da média histórica.
Na zona de transição entre o Agreste e o Sertão nordestino, principal área de produção de leite, o volume de chuvas em setembro foi insignificante. A situação é crítica nesta região.
Por fim, no Sertão nordestino, a situação é de ausência total de chuvas. Falta comida para o gado e algumas fazendas estão sem água para consumo animal.
A demanda por lácteos está boa no Ceará, e com a oferta restrita, a expectativa é de alta nos preços. A concorrência entre os laticínios está acirrada.
Estima-se para setembro queda na captação de 5,4% na Bahia e 8,6% em Pernambuco.
Para setembro está previsto aumento na captação de 1,2% no Paraná e 0,9% no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina a previsão é de queda de 2,1%.
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Nos estados que compõe o grupo Nordeste (Ceará, Alagoas e Bahia), espera-se alta de 0,2%, em função da maior captação registrada por um grande laticínio.
2.2.4. Brasil
Esperava-se aumento de 0,5% na média de produção brasileira em agosto, entretanto, com o ajuste na Bahia o aumento caiu e foi de 0,3%.
Em setembro é esperada queda de 1,2%.
A seguir está o resumo do índice de captação nos estados pesquisados, nos últimos doze meses.
Estima-se para setembro queda na captação de 5,4% na Bahia e 8,6% em Pernambuco.
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www.scotconsultoria.com.br Figura 3.
Índice de captação por estado e a média brasileira.
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br Março de 2011 = base 100.
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www.scotconsultoria.com.br 2.3. Índice Scot de Custo de Produção do Leite
O Índice Scot para o custo de produção de leite subiu 2,0% em setembro.
Analisando as variações dos preços dos insumos em setembro, tivemos as altas puxadas pelo grupo de defensivos, concentrados proteicos, fertilizantes e concentrados energéticos, cujos reajustes médios foram de 6,4%, 1,8%, 1,6% e 1,5%, nesta ordem. Contrapondo as altas, os preços dos suplementos minerais caíram 1,3%, na média dos produtos computados no índice.
Na tabela 5, o resumo da variação dos preços de alguns componentes do índice de custo.
Tabela 5.
Variação mensal média do preço de alguns grupos de insumos utilizados na composição do Índice de Custo da Pecuária de Leite em setembro/12.
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Veja a variação mensal do Índice Scot nos últimos doze meses na figura 4.
Figura 4.
Variação mensal do Índice Scot de custo de produção de leite.
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Os últimos seis meses foram de alta para os insumos que compõem os custos de produção, analisados segundo o Índice Scot, puxando para cima a média de 2012.
Defensivos Concentrados protéicos Fertilizantes Concentrados energéticos Sanidade Suplementos minerais
+6,4% +1,8% +1,6% +1,5% +0,8% -1,3%
O Índice Scot para o custo de produção de leite apresentou alta de 2,0% em setembro.
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Desde o início do ano (janeiro a setembro), o aumento no custo de produção da pecuária leiteira, segundo o Índice Scot, foi de 10,9%. No mesmo período, considerando a praça de São Paulo, a cotação do litro de leite caiu 0,7%. Ou seja, a margem para o produtor diminuiu.
2.4. Balança comercial de lácteos e mercado internacional 2.4.1. Importação
Em agosto o Brasil importou US$44,7 milhões em produtos lácteos, 21,6% mais que em julho (MDIC).
Em relação a agosto de 2011, as importações foram 10,4% menores. A categoria de produtos que mais contribuiu para o incremento das importações foi o leite em pó. O aumento foi de 48,2%.
As compras de leite em pó foram provenientes do Uruguai, 4,3 mil toneladas e da Argentina 3,3 mil toneladas.
No total, a Argentina contribuiu com 47,4% do total de lácteos importado, o Uruguai com 42,5% e a França com 2,9%. O Chile não exportou nada para o Brasil em agosto.
Na figura 5 está o volume de leite em pó integral importado pelo Brasil, mês a mês.
Figura 5.
Importações brasileiras de leite em pó - em mil toneladas.
Fonte: MDIC / Interpretado pela Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
A categoria de produtos que mais contribuiu para o incremento das importações foi o leite em pó. O aumento foi de 48,2% em relação a julho.
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www.scotconsultoria.com.br 2.4.2. Exportações
Em agosto o Brasil exportou US$7,6 milhões em produtos lácteos, 3,2% mais que em julho (MDIC). Em relação a agosto de 2011, as exportações caíram 11,4%.
O que mais contribuiu para o incremento das exportações foi o leite em pó, totalizando US$4,2 milhões.
Os principais importadores do produto brasileiro foram Filipinas (15,7%), Angola (12,2%) e Arábia Saudita (11,4%).
Tabela 6.
Balança comercial de lácteos (janeiro a junho) - em mil US$.
Fonte: MDIC / Compilado pela Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
2.4.3. Mercado internacional
Na Europa o preço médio da tonelada do leite em pó está em US$3.837,50. Alta de 8,1% frente à primeira quinzena de setembro. Na comparação com setembro de 2011 os preços estão 1,9% menores.
Figura 6.
Preço médio do leite em pó na Europa em 2011 e 2012 em US$/tonelada.
Fonte: MDIC / Compilados pela Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Ano Exportação Importação Saldo
2006 85.913,69 80.377,94 5.535,75 2007 93.676,90 81.937,58 11.739,32 2008 278.806,81 123.005,38 155.801,43 2009 98.960,86 149.698,33 -50.737,47 2010 75.740,03 173.224,05 -97.484,03 2011 52.137,74 314.396,20 -262.258,47 2012 59.840,00 395.659,63 -335.819,63
...em agosto o Brasil exportou US$7,6 milhões em produtos lácteos, 3,2% mais que em julho. Em relação a agosto de 2011, as exportações diminuíram 11,4%.
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Na Oceania a tonelada de leite em pó integral está cotado em US$3.150,00 (preço médio).
Este valor está 0,8% maior que o verificado na primeira quinzena de setembro, mas é 9,7% menor que o de setembro do ano passado. As negociações de leite em pó estão aumentando na Oceania e a produção está absorvendo grande parte do leite. Entretanto a demanda e a procura estão equilibradas.
Há indícios de que a produção de leite será maior nesta temporada que à verificada na temporada anterior.
Figura 7.
Preço médio do leite em pó na Oceania em 2011 e 2012 em US$/tonelada.
Fonte: MDIC / Compilados pela Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
A tendência de alta persiste para a próxima quinzena na Europa e na Oceania. A tendência de alta persiste para a próxima quinzena na Europa e na Oceania.
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3.
A
TACADO E
VAREJO DE PRODUTOS LÁCTEOS
o mercado atacadista de produtos lácteos os preços subiram 0,3%, em média, em relação à primeira quinzena de setembro.
Esta alta é devido, em grande parte, à redução da produção nas principais bacias leiteiras. Com isso, os estoques das indústrias caíram.
O grupo do leite em pó liderou a alta.
A embalagem com 25kg está cotada, em média, em R$275,63. Um aumento de 4,7% em relação à quinzena anterior. Na comparação com o mesmo período de 2011, o produto está 11,2% mais caro. A tabela 7 mostra os preços médios dos produtos lácteos no atacado.
N
No mercado atacadista de produtos lácteos os preços subiram 0,3%, em média, em relação à primeira quinzena de setembro.
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www.scotconsultoria.com.br Tabela 7.
Preços médios dos lácteos no mercado atacadista (média de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Paraná) em R$/embalagem.
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Produtos (preço médio) setembro/11 setembro/12 (1ª quinzena) (preço médio) mínimo máximo setembro/12 (2ª quinzena) médio
Achocolatado (200g) 0,69 0,69 0,45 0,93 0,71
Bebida láctea encartada (litro) 2,77 3,40 3,25 3,54 3,40
Bebida láctea ensacada (litro) 1,37 1,30 1,10 1,65 1,39
Coalhada (200 g) 0,79 0,96 0,60 1,37 0,99
Creme de leite (200g) 1,27 1,15 0,85 1,46 1,20
Iogurte natural (200ml) 0,91 1,05 0,75 1,37 1,00
Leite B pasteurizado saquinho (litro) 1,59 1,42 1,20 1,65 1,42
Leite C pasteurizado saquinho (litro) 1,53 1,39 1,15 1,80 1,39
Leite condensado (395g) 1,91 1,92 1,75 2,19 1,99
Leite em pó desnatado (400g) 4,98 4,57 4,20 5,30 4,93
Leite em pó desnatado (kg) 10,55 10,51 10,00 16,00 11,42
Leite em pó integral (400g) 4,70 4,63 4,20 5,40 4,63
Leite em pó integral (25kg) 246,61 263,93 250,00 337,50 273,93
Leite em pó integral instantâneo (400g) 4,70 4,67 4,32 5,65 5,12
Leite em pó integral (kg) 11,08 10,78 10,00 13,50 11,13
Leite fermentado (80g) 0,40 0,50 0,38 0,58 0,50
Leite longa vida desnatado (litro) 1,92 1,84 1,68 2,05 1,85
Leite longa vida integral (litro) 1,92 1,84 1,68 2,05 1,85
Manteiga com sal (500g) 5,71 6,05 3,95 7,90 6,09
Manteiga com sal (200g) 2,48 2,63 1,70 3,57 2,60
Manteiga com sal (kg) 11,79 12,39 10,00 15,90 12,34
Manteiga sem sal (kg) 11,36 13,90 9,00 17,83 13,19
Queijo gorgonzola (kg) 23,71 24,92 20,00 27,26 24,09
Queijo minas frescal (kg) 10,20 11,17 8,17 18,28 11,49
Queijo minas padrão (kg) 15,19 15,64 10,90 19,00 15,21
Queijo muçarela (kg) 12,95 12,27 9,90 17,90 12,64 Queijo parmesão (kg) 21,73 20,65 17,00 22,90 19,39 Queijo prato (kg) 13,52 14,09 11,20 21,90 14,39 Queijo provolone (kg) 17,07 17,99 15,00 19,90 17,55 Requeijão (200g) - 2,32 1,75 2,79 2,35 Requeijão (250g) 2,63 2,88 2,25 3,62 2,93 Requeijão (250g) light 2,98 3,22 2,90 3,56 3,25 Requeijão (3,6kg) 37,42 39,68 30,60 58,40 40,48 Requeijão (kg) 11,08 10,60 9,00 12,50 10,70 Ricota fresca (kg) 6,80 7,09 5,00 9,00 7,20
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www.scotconsultoria.com.br Tabela 8.
Preços dos lácteos no mercado atacadista em São Paulo e Goiás - em R$/embalagem na segunda quinzena de setembro.
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Produtos Médio Mínimo SP Máximo Médio Mínimo GO Máximo
Achocolatado 0,75 0,55 0,93 10,75 10,50 11,00
Bebida láctea litro- encartado 3,40 3,25 3,54 - - -
Bebida láctea litro - ensacado 1,37 1,20 1,50 - - -
Coalhada 200 g 1,07 0,99 1,37 - - -
Creme de leite 200g 1,26 1,00 1,46 0,88 0,85 0,90
Iogurte natural 200ml 1,02 0,75 1,37 - - -
Leite B pasteurizado saquinho litro 1,43 1,30 1,55 - - -
Leite C pasteurizado saquinho litro 1,28 1,25 1,32 - - -
Leite condensado 395g 2,00 1,90 2,08 1,67 1,59 1,75
Leite em pó desnatado 0,4kg 4,75 4,20 5,29 4,45 3,68 4,98
Leite em pó desnatado kg 10,25 10,10 10,40 9,88 9,75 10,00
Leite em pó integral 0,4 kg 4,30 4,20 4,45 - - -
Leite em pó integral 25 kg 260,83 257,50 265,00 268,75 262,50 275,00 Leite em pó integral instantâneo 0,4 kg 4,99 4,32 5,65 4,45 3,68 4,98
Leite em pó integral kg 10,91 10,30 12,35 10,75 10,50 11,00
Leite fermentado 80g 0,50 0,38 0,58 - - -
Leite longa vida desnatado litro 1,90 1,75 2,05 1,74 1,80 1,94
Leite longa vida integral litro 1,90 1,75 2,05 1,74 1,80 1,94
Manteiga com sal 0,5kg 6,70 5,80 7,90 5,80 5,60 6,50
Manteiga com sal 200g 2,72 1,70 3,57 2,60 1,72 3,30
Manteiga com sal kg 12,64 10,00 15,90 - - -
Manteiga sem sal kg 13,56 9,00 17,83 - - -
Queijo gorgonzola kg 26,13 25,00 27,26 20,50 20,00 21,00
Queijo minas frescal kg 12,43 8,17 18,28 10,85 9,70 12,00
Queijo minas padrão kg 16,16 12,82 19,00 14,50 14,00 15,00
Queijo muçarela kg 13,18 10,00 17,90 11,40 11,00 11,80 Queijo parmesão kg 19,24 17,00 22,90 20,50 20,00 21,00 Queijo prato kg 14,79 11,20 21,90 12,50 11,00 14,00 Queijo provolone kg 17,55 15,00 19,90 17,00 17,00 17,00 Requeijão 200g 2,42 1,92 2,79 - - - Requeijão 250g 2,99 2,35 3,62 - - - Requeijão 250g light 3,26 2,95 3,56 - - - Requeijão 3,6 kg 43,77 36,00 58,40 - - - Requeijão kg 10,67 9,00 12,00 - - - Ricota fresca kg 7,16 5,00 8,00 7,45 5,90 9,00
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www.scotconsultoria.com.br Tabela 9.
Preços dos lácteos no mercado atacadista de Minas Gerais e Paraná* - em R$/embalagem na segunda quinzena de setembro.
*Incluímos o Paraná.
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Semelhantemente ao mercado atacadista, o preço no varejo subiu em média 0,3%.
A redução do estoque das indústrias é um dos fatores que encarecem os preços para os varejistas, que repassam a alta ao consumidor final. No varejo, a alta de preços foi liderada pelo grupo dos queijos. Em São Paulo, o queijo minas frescal está cotado em R$24,20. Este valor está 8,3% maior em relação à primeira quinzena de setembro. As tabelas 10 e 11 mostram os preços dos produtos lácteos no varejo.
Produtos MG PR
Médio Mínimo Máximo Médio Mínimo Máximo
Achocolatado 0,75 0,60 0,85 - - -
Bebida láctea litro- encartado - - - -
Bebida láctea litro - ensacado 1,42 1,10 1,65 - - -
Coalhada 200 g 0,88 0,70 1,20 - - -
Creme de leite 200g 1,20 1,00 1,40 - - -
Iogurte natural 200ml 0,92 0,89 0,95 - - -
Leite B pasteurizado saquinho litro 1,41 1,20 1,65 1,25 1,20 1,45 Leite C pasteurizado saquinho litro 1,35 1,15 1,45 1,20 1,10 1,40
Leite condensado 395g 2,09 1,80 2,19 - - -
Leite em pó desnatado 0,4kg 4,80 4,50 5,30 - - -
Leite em pó desnatado kg 13,30 10,60 16,00 - - -
Leite em pó integral 0,4 kg 4,70 4,20 5,40 4,50 4,10 4,90
Leite em pó integral 25 kg 301,25 265,00 337,50 282,50 265,00 310,00
Leite em pó integral instantâneo 0,4 kg 4,60 4,30 5,30 - - -
Leite em pó integral kg 12,05 10,60 13,50 11,30 10,00 12,00
Leite fermentado 80g - - - -
Leite longa vida desnatado litro 1,79 1,70 1,92 1,71 1,68 1,75
Leite longa vida integral litro 1,79 1,70 1,92 1,71 1,68 1,75
Manteiga com sal 0,5kg 5,42 3,95 6,25 - - -
Manteiga com sal 200g 2,38 1,74 2,87 - - -
Manteiga com sal kg 11,68 10,50 12,50 - - -
Manteiga sem sal kg 11,90 11,80 12,00 - - -
Queijo gorgonzola kg - - - -
Queijo minas frescal kg 9,95 8,50 11,00 - - -
Queijo minas padrão kg 14,11 10,90 16,50 - - -
Queijo muçarela kg 12,05 9,90 13,50 11,50 9,50 13,00 Queijo parmesão kg 18,50 17,00 22,50 - - - Queijo prato kg 13,60 12,50 14,41 - - - Queijo provolone kg - - - - - - Requeijão 200g 2,18 1,75 2,60 - - - Requeijão 250g 2,80 2,25 3,25 - - - Requeijão 250g light 3,20 2,90 3,50 - - - Requeijão 3,6 kg 36,50 30,60 42,50 - - - Requeijão kg 10,75 9,00 12,50 - - - Ricota fresca kg 6,67 6,00 8,00 - - -
No varejo, a alta foi liderada pelo grupo dos queijos.
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www.scotconsultoria.com.br Tabela 10.
Preços dos lácteos no varejo em São Paulo - em R$/embalagem.
*A partir deste relatório, a muçarela de búfala foi incluída no levantamento. Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
A partir deste relatório, o levantamento de preços dos produtos lácteos no varejo também consideram Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.
Produtos setembro/11 setembro/12 (1ª quinzena) setembro/12 (2ª quinzena) (preço médio) (preço médio) mínimo máximo médio
Achocolatado (200ml) 1,35 1,30 0,73 1,99 1,31
Coalhada (200g) 1,17 1,37 0,99 1,46 1,17
Creme de leite (250g) 2,13 2,39 1,61 2,92 2,33
Iogurte natural (200ml) 1,28 1,35 0,99 3,10 1,48
Leite A (litro) 3,09 3,04 2,09 3,50 3,04
Leite B pasteurizado (litro) 2,08 2,07 1,59 2,55 2,07
Leite C pasteurizado (litro) 2,18 1,89 1,39 1,25 1,89
Leite condensado (395g) 2,69 3,05 2,29 3,69 2,93
Leite em pó integral (kg) 16,63 19,69 9,98 31,50 20,28
Leite fermentado (80g) 0,67 0,72 0,41 1,01 0,71
Leite longa vida desnatado (l) 2,38 2,32 1,75 3,20 2,35
Leite longa vida integral (l) 2,38 2,32 1,75 3,20 2,35
Manteiga (200g) 3,91 4,31 2,49 6,80 4,43
Queijo Gorgonzola (kg) 48,78 46,14 28,90 68,90 47,61
Queijo Minas Frescal (kg) 18,61 22,34 5,90 49,96 24,20
Queijo Minas Padrão (kg) 29,17 30,80 22,90 45,89 31,41
Queijo Muçarela (kg) 25,88 26,36 12,49 46,00 25,72
Queijo Muçarela de Búfala (kg) - 56,84 31,98 91,80 56,55
Queijo Parmesão (kg) 48,49 47,52 26,90 81,79 48,52
Queijo Prato (kg) 27,18 30,39 18,90 47,65 29,99
Queijo Provolone (kg) 36,92 35,28 19,90 68,45 35,09
Requeijão (250g) 4,18 4,60 2,83 6,80 4,72
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www.scotconsultoria.com.br Tabela 11.
Preços dos lácteos no mercado varejista em Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro - em R$/embalagem (2ª quinzena de setembro/12).
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Os estoques de leite longa vida em poder da indústria estão reduzidos.
Segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Leite Longa Vida (ABLV), isso não acontecia desde o final do ano passado.
No atacado, a alta do leite longa vida em relação à primeira quinzena de setembro foi de 0,6%. O produto foi vendido, em média, por R$1,85 por litro. Na comparação com a segunda quinzena de agosto, a alta foi de 1,9%.
No varejo o preço médio do leite longa vida subiu 1,0% no período. O litro ficou cotado em R$2,35 nos supermercados. O maior aumento de preços no varejo em relação ao atacado elevou a margem de comercialização em 0,5 ponto percentual, ficando em 26,9%. Observe na figura 8.
Produtos Médio Mínimo Máximo Minas Gerais Médio Mínimo Paraná Máximo Médio Rio de Janeiro Mínimo Máximo
Achocolatado (200ml) 1,39 1,19 1,65 1,44 0,72 2,08 1,44 0,99 1,95
Coalhada (200g) - - - 0,94 0,86 1,09 - - -
Creme de leite (250g) 2,42 1,58 3,42 1,95 1,26 2,66 2,39 1,86 2,99
Iogurte natural (200ml) 1,51 1,06 2,11 1,58 0,86 2,94 1,73 1,16 2,34
Leite C pasteurizado (litro) - - - 2,15 1,75 2,67 - - -
Leite condensado (395g) 2,79 2,58 3,14 2,83 1,98 3,95 3,00 2,28 3,59
Leite em pó integral (kg) 22,42 17,45 27,45 22,25 12,45 31,63 20,49 16,48 23,98
Leite fermentado (80g) 0,78 0,60 0,95 0,76 0,41 1,24 0,96 0,68 1,40
Leite longa vida desnatado (l) 2,09 1,65 2,48 2,17 1,67 3,49 2,53 2,35 2,99
Leite longa vida integral (l) 2,09 1,65 2,48 2,19 1,65 3,49 2,61 2,18 3,39
Manteiga (200g) 3,90 3,78 3,99 3,92 2,51 4,25 4,83 3,69 5,99
Queijo Gorgonzola (kg) - - - 48,65 27,90 69,00 52,20 31,39 85,90
Queijo Minas Frescal (kg) - - - 25,07 11,45 35,92 23,43 15,99 38,80
Queijo Minas Padrão (kg) - - - 36,01 29,10 46,98 32,33 26,90 41,23
Queijo Muçarela (kg) - - - 24,95 13,97 40,26 28,42 17,90 35,71
Queijo Muçarela de búfala (kg) - - - 42,14 41,93 42,35 - - -
Queijo Parmesão (kg) - - - 51,13 33,99 77,05 64,87 38,90 85,92 Queijo Prato (kg) - - - 28,04 10,90 39,97 30,41 19,00 38,18 Queijo Provolone (kg) - - - 38,70 16,60 77,11 34,91 28,70 46,90 Requeijão (250g) 4,29 3,45 5,20 4,41 2,93 6,35 5,19 3,99 6,35 Ricota (kg) - - - 14,35 7,35 21,97 15,64 13,23 18,91 No atacado, a alta do leite longa vida em relação à primeira quinzena de setembro foi de 0,6%. No varejo o preço médio do leite longa vida subiu 1,0% no período.
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www.scotconsultoria.com.br Figura 8.
Margem de comercialização do leite longa vida no mercado varejista em relação ao mercado atacadista - em %.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
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4.
C
ONSIDERAÇÕES SOBRE O CLIMA
previsão meteorológica indica volume razoável de chuvas na região Sul, parte da região Sudeste, região Centro-Oeste e Norte do país no final de setembro e primeiros dias de outubro.
No Nordeste, as chuvas ficam restritas a faixa litorânea, Sul da Bahia e interior de Pernambuco. Os volumes não devem ultrapassar 20 milímetros no período (figura 10).
Figura 9.
Previsão de chuvas entre os dias 27 de setembro a 4 de outubro de 2012 - em milímetros.
Fonte: IGES / COLA / Compilados pela Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Para o restante da primeira quinzena de outubro, a previsão é de que as chuvas diminuam, concentrando-se em maior volume na região Sul do país e parte da região Sudeste (Sul).
Os volumes de chuvas aumentam no Norte do país (em azul no mapa abaixo). Também deve chover em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Veja a figura 11.
A
No Nordeste, as chuvas ficam restritas a faixa litorânea, Sul da Bahia e interior de Pernambuco.
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www.scotconsultoria.com.br Figura 10.
Previsão de chuvas entre os dias 5 e 13 de outubro de 2012 - em mm.
Fonte: IGES / COLA / Compilados pela Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Na região central do país, a previsão é de tempo seco.
Em algumas áreas, como no interior do Nordeste e Norte de Minas, não chove há mais de 120 dias. Veja a figura 12.
Em algumas áreas, como no interior do Nordeste e Norte de Minas, não chove há mais de 120 dias.
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www.scotconsultoria.com.br Figura 11.
Dias sem chuvas - referência até 27 de setembro de 2012 - em dias.
Fonte: INMET / CPTEC / Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Após a escassez de chuva que predominou na maior parte do Brasil durante agosto, o cenário mudou no final da estação de inverno, com a entrada de uma frente fria no Sul do país.
A situação do solo está melhor no Sul onde choveu nos últimos meses. No restante do país, precipitação acumulada em setembro, varia entre 20mm e 50mm.
Na figura 13 está o mapa de precipitação acumulada (1/9 a 26/9). Nas áreas em branco não choveu.
Após a escassez de chuva que
predominou na maior parte do Brasil durante agosto, o cenário mudou no final da estação de inverno...
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www.scotconsultoria.com.br Figura 12.
Precipitação acumulada entre os dias 1/9 e 26/9 - em mm.
Fonte: INMET / CPTEC / Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
A previsão climática de consenso para o trimestre outubro, novembro e dezembro de 2012 continua indicando maior probabilidade de ocorrência de chuvas abaixo da faixa normal no centro-leste da Região Norte e oeste da Região Nordeste.
Na Região Sul, a maior probabilidade é de chuvas acima da normal. Esta previsão também se aplica ao sul das Regiões Centro-Oeste e Sudeste.
Para a grande área central do Brasil e boa parte da Região Nordeste, a previsão indica o padrão climatológico, com igual probabilidade de chuva para as três categorias (abaixo, normal e acima da normal climatológica). A previsão climática de consenso para o trimestre outubro, novembro e dezembro de 2012 continua indicando maior probabilidade de ocorrência de chuvas na categoria abaixo da faixa normal no centro-leste da Região Norte e oeste da Região Nordeste.
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www.scotconsultoria.com.br Figura 13.
Previsão de chuvas para outubro/novembro e dezembro de 2012 - em mm.
Fonte: INMET / CPTEC / Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
As temperaturas estão previstas dentro do padrão climatológico para o sul do País, ressaltando-se que ainda podem ocorrer incursões de massas de ar frio e declínio das temperaturas durante a primavera. O mesmo pode ocorrer na faixa litorânea do Nordeste.
Nas demais áreas do Brasil, as temperaturas podem variar de normal a ligeiramente acima da normal climatológica.
Na figura 15 está o mapa de registros de geadas entre os dias 24 e 27 de setembro.
As temperaturas estão previstas dentro do padrão climatológico para o sul do País, ressaltando-se que ainda podem ocorrer incursões de massas de ar frio e declínio das temperaturas durante a primavera.
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www.scotconsultoria.com.br Figura 14.
Mapa de ocorrência de geadas no Brasil - dia 24 a 27 de setembro.
Fonte: INMET / Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
Geou nos três estados da região Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As geadas podem prejudicar a produção de leite pelo comprometimento das pastagens.
É preciso ficar de olho também nas áreas já semeadas com grãos (safra 2012/2013).
Geou nos três estados da região Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
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5.
MERCADO DE GRÃOS E FARELOS
5.1. Milho
Queda nos preços do milho em setembro.
Com os números da safra norte-americana 2012/2013 praticamente consolidados e a colheita da segunda safra na reta final no Brasil, a maior disponibilidade de milho no mercado interno falou mais alto. Em Campinas-SP, a saca de 60kg fechou cotada em R$30,00 (28/9). Uma queda de 14,3% no acumulado do mês.
Esse preço está 3,2% menor na comparação com o mesmo período do ano passado. Veja a figura16.
Figura 15.
Preço médio do milho na região de Campinas-SP em R$/saca de 60kg.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Nas demais regiões, a contração do preço em setembro na
comparação com agosto variaram entre 2,6% no Triângulo Mineiro, até 17,6% no Mato Grosso.
Tabela 12.
Preços médios do milho grão - em R$ por saca de 60kg.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Região set/11 ago/12 set/12 Variação (ago/12 x jul/12)
Campo Mourão-PR 24,94 29,84 27,00 -9,5% Campinas-SP 30,30 34,13 30,00 -12,1% Dourados-MS 22,37 25,41 23,00 -9,5% Triângulo Mineiro 25,96 27,72 27,00 -2,6% Rio Verde-GO 22,16 24,28 23,00 -5,3% Sorriso-MT 18,03 19,43 16,00 -17,6%
Luis Eduardo Magalhães-BA 24,54 28,59 26,00 -9,1%
Queda nos preços do milho em setembro.
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Em termos de oferta, o cenário está mais confortável no Centro-Oeste. De acordo com os números da Companhia Nacional de
Abastecimento (CONAB), no Mato Grosso, a produção de milho safrinha aumentou 107,2% em 2011/2012, frente à safrinha anterior.
Tabela 13.
Produção de milho de segunda safra nas principais regiões produtoras - em mil toneladas.
Fonte: CONAN / Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Com os preços do milho em queda, o foco do agricultor mudou. Os negócios diminuíram nas últimas semanas de setembro. O produtor está de olho no clima para o plantio da safra 2012/2013. No Sul do país, o plantio do milho de primeira safra começou.
Perspectivas e considerações sobre o mercado do milho
- Expectativa é de que a queda de preço continue em função da maior oferta no mercado interno.
- O desempenho vai depender das exportações daqui para frente. - As exportações brasileiras de milho seguiram em ritmo forte nas primeiras semanas de setembro, depois do recorde histórico de agosto deste ano, quando foram embarcadas 2,76 milhões de toneladas do grão. A média diária até a terceira semana de setembro ficou em 166, 2 mil toneladas, frente a 120,06 mil toneladas diárias em agosto.
- As exportações impedem quedas maiores no mercado interno. É preciso considerar que o preço médio da tonelada de milho exportado em setembro diminuiu ligeiramente.
- Avanço da colheita do milho norte-americano diminuiu a procura pelo milho brasileiro. Até o dia 24 de setembro, 39,0% da área de milho (2012/2013) havia sido colhida nos Estados Unidos.
- Na região Sul do Brasil, o cenário é de preços mais firmes, em função da quebra na produção de verão e necessidade de compra de outras regiões.
- O indicador ESALQ/CEPEA para o milho fechou cotado em R$31,10 por saca de 60kg no dia 26 de setembro. Uma queda de 5,9% no acumulado do mês.
Safrinha 2010/2011 2011/2012 Variação
Mato Grosso 7.253,40 15.025,90 107,2%
Paraná 6.201,30 10.338,10 66,7%
Mato Grosso do Sul 3.115,00 5.715,40 83,5%
Goiás 2.912,20 4.197,50 44,1% São Paulo 979,30 1.504,20 53,6% Expectativa é de que a pressão de baixa continue sobre os preços do milho em função da maior oferta no mercado interno.
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- Na BM&FBovespa, os contratos de milho com vencimento em novembro fecharam cotados em R$29,88 por saca (26/9). Uma previsão de queda em relação a setembro.
Figura 16.
Preços do milho no mercado físico e mercado futuro (BM&FBovespa) - em R$/saca de 60kg.
Fonte: BM&FBovespa / Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
5.2. Soja
Os preços da soja caíram no mercado internacional e no brasileiro em setembro.
Em Paranaguá-PR, a soja fechou o mês cotada em R$87,00 por saca de 60kg. Uma queda de 3,3% ao longo do mês.
Figura 17.
Preço da soja grão em Paranaguá-PR - em R$/saca de 60kg.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Os preços da soja caíram no mercado internacional e no brasileiro em setembro.
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A pressão de baixa no mercado interno vem do enfraquecimento da demanda, da queda na cotação no mercado internacional e da expectativa de produção recorde para a próxima temporada.
No Brasil, a expectativa é de que a área de soja aumente entre 5,0% e 8,0% em 2012/2013, frente à 2011/2012.
No Mato Grosso, maior produtor nacional, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) estima um crescimento de 8,5% na área com soja em 2012/2013, totalizando 7,89 milhões de hectares no estado.
A produção do estado na safra a ser plantada a partir de outubro está estimada em 24,13 milhões de toneladas, frente o recorde colhido em 2011/2012, de 21,36 milhões de toneladas.
No Paraná, o Departamento de Economia Rural (DERAL) fala em um crescimento de 4,0% na área de soja na temporada 2012/2013. As chuvas nas últimas semanas em setembro devem favorecer o início da semeadura da soja da nova temporada, previsto para o começo de outubro.
A produção de soja deve aumentar também na Argentina. Veja a tabela 16.
Tabela 14.
Produção de soja nos principais países - em milhões de toneladas.
Fonte: USDA (setembro12) / Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Os aumentos da produção brasileira e argentina devem diminuir, em parte, o “buraco” deixado pela quebra da produção norte-americana na safra atual.
No relatório de setembro, o USDA estimou a produção norte-americana de soja em 71,69 milhões de toneladas em 2012/2013, frente a 83,17 milhões de toneladas colhidas em 2011/212. Até o dia 24 de setembro, 22,0% da área de soja 2012/2013 havia sido colhida nos Estados Unidos (USDA).
Perspectivas e considerações sobre o mercado de soja
- Fica a preocupação com o clima na América do Sul. Não existe margem para quebras na temporada 2012/2013. Caso contrário, a menor oferta e os estoques reduzidos se refletiriam em forte aumento de preços. Países 2011/2012 2012/2013 Variação Brasil 66,5 81,0 21,8% Argentina 41,0 55,0 34,1% Estados Unidos* 83,2 71,7 -13,8% Mundo 237,1 260,5 9,9% Até o dia 24 de setembro, 22,0% da área de soja 2012/2013 havia sido colhida nos Estados Unidos (USDA).
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- É preciso considerar que a soja vai ser plantada mais tarde, em especial nas regiões Centro-Oeste e Sul do país. Isto significa que a colheita deve atrasar.
- A expectativa é de mercado ligeiramente mais frouxo, com possibilidade de recuos dos preços da soja em curto e médio prazo. O avanço da colheita nos Estados Unidos diminuiu (um pouco) a pressão do lado da oferta.
- Porém, até o início da colheita da soja na América do Sul, a partir de janeiro de 2013, e de dados consolidados acerca da safra no Brasil e na Argentina, o mercado está sujeito a grandes variações de preços.
5.3. Farelo de soja
Alta de 2,9% no preço do farelo de soja em São Paulo em agosto. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em setembro, a tonelada do farelo de soja ficou cotada em R$1.420,00 no estado (preço médio).
As cotações estão em alta desde dezembro do ano passado. De lá para cá, o preço médio subiu 116,4%. O pecuarista está pagando 111,1% mais pelo alimento na comparação com o mesmo período do ano passado.
Figura 18.
Preço médio do farelo de soja em São Paulo - em R$/tonelada.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Em curto prazo, os recuos de preços verificados para a soja grão devem tirar a sustentação do mercado de farelo de soja.
Além disso, as exportações brasileiras de farelo de soja devem diminuir a partir de setembro, com os estoques menores. Na tabela 17 estão os preços em setembro, de alguns alimentos concentrados e uma comparação com o mesmo período de 2011.
O pecuarista está pagando 111,1% mais pelo alimento na comparação com o mesmo período do ano passado.
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www.scotconsultoria.com.br Tabela 15.
Preços médios de alguns alimentos concentrados - em R$.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Com a queda do preço do milho e reação do preço do leite ao produtor em alguns estados, a relação de troca melhorou em setembro para o pecuarista.
Para o farelo de soja, o poder de compra do pecuarista segue prejudicado.
Tabela 16.
Relação de troca: milho e farelo de soja versus leite ao produtor (leite padrão em São Paulo) - em kg de alimento/litro de leite.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
mês/ano Milho grão farelo de soja
set/11 1,73 1,35 out/11 1,77 1,32 nov/11 1,85 1,35 dez/11 1,83 1,32 jan/12 1,64 1,24 fev/12 1,81 1,21 mar/12 1,83 1,22 abr/12 2,07 1,10 mai/12 2,20 0,94 jun/12 2,15 0,85 jul/12 1,74 0,66 ago/12 1,55 0,64 set/12 1,76 0,62
Alimentos setembro/11 setembro/12 Variação
Farelo de algodão 28 SP 438,00 804,00 83,6% Farelo de algodão 38 SP 563,00 908,00 61,3% Farelo de algodão 28 MG 477,00 832,00 74,4% Farelo de algodão 38 MG 580,00 945,00 62,9% Farelo de algodão 28 GO 474,00 815,00 71,9% Farelo de algodão 38 GO 553,00 916,00 65,6% Farelo de algodão 28 MT 445,00 807,00 81,3% Farelo de algodão 38 MT 540,00 902,00 67,0% Farelo de amendoim SP 606,00 950,00 56,8% Caroço de algodão BA 475,00 670,00 41,1% Caroço de algodão SP 482,00 700,00 45,2% Farelo de soja RS 610,00 1.290,00 111,5% Farelo de soja SP 673,00 1.420,00 111,0% Farelo de soja MG 650,00 1.417,00 118,0% Farelo de soja MS 600,00 1.446,00 141,0% Farelo de soja GO 582,00 1.303,00 123,9% Farelo de soja PR 622,00 1.405,00 125,9% Farelo de girassol SP 425,00 615,00 44,7% Ureia pecuária 1.914,00 2.174,00 13,6%
Polpa cítrica peletizada 364,00 381,00 4,7%
Com a queda no preço do milho e reação em alguns estados do preço do leite ao produtor, a relação de troca melhorou em setembro para o pecuarista.
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www.scotconsultoria.com.br 5.4. Farelo e caroço de algodão
Mais um mês de alta para o farelo de algodão.
Em São Paulo, segundo levantamento da Scot Consultoria, a tonelada do alimento com 28% de proteína bruta está cotada em R$804,00 (preço médio).
Desde março os preços subiram 106,0% no estado (figura 20).
Figura 19.
Preço médio do farelo de algodão (28% de proteína bruta) em São Paulo - em R$/tonelada.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
A pressão vem da alta do farelo de soja e da boa demanda pelos subprodutos do algodão, em especial pelos confinadores de bovinos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o farelo de algodão está 83,7% mais caro.
A expectativa em curto prazo é de preços firmes para o farelo e para o caroço. Além da boa demanda, os estoques destes insumos diminuíram.
No caso do caroço de algodão até a metade de setembro, 86% da produção do Mato Grosso havia sido vendida, com algumas algodoeiras sem nenhum estoque( IMEA).
Tabela 17.
Comercialização de pluma e caroço de algodão no Mato Grosso - safra 2010/11.
Fonte: IMEA / Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Mês Pluma de algodão Caroço de algodão
ago/2012 56,0 80,0
set/2012 66,0 86,6
A pressão vem da alta do farelo de soja e da boa demanda pelos subprodutos do algodão, em especial pelos confinadores de bovinos.
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6.
MERCADO DE FERTILIZANTES
s vendas de fertilizantes no Brasil totalizaram 3,45 milhões de toneladas em agosto, segundo a Agência Nacional para Difusão de Adubos (ANDA).
Este volume é 32,3% maior que o entregue em julho último. Na comparação com agosto do ano passado, as vendas de adubos aumentaram 10,8%.
Este é o maior volume mensal entregue ao consumidor final dos últimos anos.
Figura 20.
Vendas de fertilizantes no Brasil - em milhões de hectares.
Fonte: ANDA / Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
De janeiro a agosto, foram entregues 17,79 milhões de toneladas de adubos ao consumidor final, 4,8% ou 822,7 mil toneladas a mais, frente ao mesmo período de 2011.
A expectativa para 2012 é de que as vendas fiquem entre 29 milhões e 30 milhões de toneladas.
A boa demanda dá sustentação às cotações no mercado brasileiro. Além disso, atrasos nos desembarques nos portos, fretes mais caros, entre outros fatores, encarecem o produto.
6.1. Preços de adubos
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em setembro, os preços dos fertilizantes nitrogenados subiram, em média, 0,5% em relação a agosto.
Para os potássicos e fosfatados as altas foram, respectivamente, de 1,1% e 2,7% no período.
A
Em agosto foi verificado o maior volume mensal de adubos entregue ao consumidor final dos últimos anos.
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Em curto prazo a expectativa é de mercado firme. Aumentos não estão descartados.
Tabela 18.
Preços médios dos fertilizantes em São Paulo - em R$/tonelada.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Perspectivas para o mercado de fertilizantes
- A demanda brasileira está boa e, a demanda norte-americana está em baixa. O mercado local está com excesso de oferta e exportação em queda.
- Os preços no mercado internacional vão de estáveis a queda. - No Brasil, houve bastante antecipação das compras de adubos no primeiro semestre para o plantio da safra 2012/2013, principalmente no Centro-Oeste. O produtor estava capitalizado e temeroso com relação à alta de preços. Ou seja, a demanda em setembro e outubro pode ser menor que o previsto.
- Em longo prazo, passado o plantio da safra de verão, a demanda por adubos deve voltar no primeiro trimestre de 2013, com a safrinha e cana-de-açúcar e plantio da próxima safra (2013/2014) nos Estados Unidos.
Produto setembro/11 setembro/12
Sulfato de amônio 849,00 878,00 Ureia agrícola 1.216,00 1.294,00 Nitrato de amônio 951,00 927,00 Cloreto de potássio 1.315,00 1.454,00 Superfosfato simples 735,00 816,00 MAP 1.433,00 1.533,00 DAP 1.399,00 1.561,00 04-14-08 788,00 894,00 08-28-16 1.172,00 1.328,00 Em curto prazo a expectativa é de mercado (fertilizantes) firme. Aumentos não estão descartados.