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CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA PARASITOLOGIA VETERINÁRIA

TOXICIDADE COMPARATIVA DE ALGUNS INSETICIDAS ORGANOFOSFORADOS E PIRETRÓIDES SOBRE LARVAS

E ADULTOS DE Stomoxys calcitrans Linnaeus, 1758

JOÃO LUIZ CONSTANTE DE MORAES

SOB A ORIENTAÇÃO DO Dr. GONZALO EFRAIN MOYA BORJA

Tese submetida como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Ciências, área de concentração em Parasitologia Veterinária.

Itaguaí, Rio de Janeiro, dezembro de 1990

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E ADULTOS DE Stomoxys calcitrans Linnaeus, 1758

JOÃO LUIZ CONSTANTE DE MORAES

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À minha esposa Maria Luiza

e minha filha Rosane, pelo

apoio, estímulo, dedicação,

compreensão e tolerância

nos momentos difíceis.

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Ao o r i e n t a d o r Prof. G O N Z A L O E F R A I N M O Y A BORJA, pes- q u i s a d o r e p r o f e s s o r da U.F.R.R.J., nossa imensa g r a t i d ã o pe- la valiosa o r i e n t a ç ã o deste trabalho, pela atenção e conside- ração com que sempre nos atendeu e p e l a segurança c o m q u e sua capacidade de p e s q u i s a d o r e x p e r i m e n t a d o nos encaminhou.

Aos colegas D O R A L I C E P E D R O S O e A L F R E D O CORONADO, pe-lo estímupe-lo, apoio e valiosas sugestões, nosso reconhecimento.

Aos P r o f e s s o r e s JOÃO LUIZ H O R A C I O FACCINI E U L I S S E S EUGENIO CONFONIERI CAVALCANTI, membros da comissão de orienta-ção, pela atenção e apoio, nosso agradecimento.

À Universidade Federal do Acre, na pessoa do Prof. SANSÃO RIBEIRO DE SOUZA, p o r ter permitido, como M a g n í f i c o Reitor, que nós realizássemos este Curso de Pós-Graduação, nosso m u i t o obrigado.

Aos colegas do D e p a r t a m e n t o de C i ê n c i a s da N a t u r e z a pela c o m p r e e n s ã o e apoio recebido, nosso agradecimento.

Enfim, a todos os q u e d i r e t a ou i n d i r e t a m e n t e contri- b u í r a m p a r a a realização d e s t e trabalho, nosso reconhecimento.

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JOÃO LUIZ CONSTANTE DE MORAES, filho de João de Mo-raes e Thereza de Jesus MoMo-raes, nasceu a 11 de dezembro de 1933

,

na cidade de Niterói, Estado do Rio de Janeiro.

Ingressou no curso de Medicina Veterinária em 1966, na F a c u l d a d e de V e t e r i n á r i a da U n i v e r s i d a d e F e d e r a l F l u m i n e n - se, concluindo-o em 1969. Em 1972 foi contratado pela

Faculda-de Municipal Faculda-de Filosofia Ciências e Letras Faculda-de São Borja, RS, até 1974. Em 1973, ingressou no curso de Ciências Biológicas ( L i c e n c i a t u r a Plena) da F a c u l d a d e de F i l o s o f i a C i ê n c i a s e Le- tras "Prof. J o s é A u g u s t o V i e i r a " em M a c h a d o , M.G., c o n c l u i n d o - -o em 1976. Foi g e r e n t e do p r o j e t o de D e f e s a e I n s p e ç ã o S a n i - tária A n i m a l no E s t a d o de São P a u l o ( M . A . - D E M A - S P ) no p e r í o d o de 1977/78.

Foi contratado em 1975 pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras "Nove de Julho" em São Paulo, SP, até 1978, como professor de Biologia. Em 1979 foi contratado pela Univer-sidade Federal do Acre (UFAc) como Professor Colaborador. Em 1980 passou para a tabela permanente da UFAc como Professor As-sistente. Foi Chefe do Departamento de Ciências da Natureza da UFAc, de 1981 a 1983. Atualmente é Professor Adjunto do mesmo D e p a r t a m e n t o , onde l e c i o n a Z o o l o g i a .

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Em março de 1985, começou os estudos de Mestrado em Parasitologia Veterinária na Universidade Federa1 Rural do R i o de J a n e i r o .

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Experimentos foram conduzidos na U n i v e r s i d a d e Fede- ral Rural do Rio de J a n e i r o em 1988, para determinar a susce- tibilidade de adultos e larvas de Stomoxys calcitrans à vá-rios inseticidas. Uma colônia foi estabelecida por 6 gera- ções (F6) para a realização dos testes de aplicação tópica e verificação da atividade larvicida dos inseticidas.

Os estudos sobre a toxidade dos vários inseticidas aplicados tópicamente sobre machos e fêmeas de S.calcitrans indicam em ordem decrescente de toxidade : permetrina, diclor- vos, decametrina, coumafós, ronel, fanfur, crufomato e tri-clorfon.

Com relação aos inseticidas aplicados no meio larval, a ordem de toxidez foi a seguinte, em ordem decrescente : di- clorvos, decametrina, permetrina, ronel, coumafós, fanfur, tri-clorfon e crufomato.

A eficácia dos inseticidas contra adultos e larvas de S.calcitrans, foram calculados pelo método de regressão-probito.

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Experiments were conducted in 1988 to determine the

susceptibility of Stomoxys calcitrans larvas and adults to

various insecticides at the Universidade Federal Rural do Rio

de Janeiro and one colony was established for F6 generations

for topical application tests and larvicidal activity.

Studies with several insecticides topically applied

on males and females of S.calcitrans showed the following

to-xicities in descending order : permethrin, dichlorvos,

decame-thrin, coumaphos, ronnel, fanphur, cruphomate and

trichlor-phon.

Studies with various insecticides added to the lar-

val diets showed in descending order the following toxicities:

dichlorvos, decamethrin, permethrin, ronnel, coumaphos, fan-

phur, trichlorphon and cruphomate.

The efficacy of the insecticides against adults and

larval of S.calcitrans were analyzed by the log-probit

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method-RESUMO SUMMARY 1 - INTRODUÇÃO

2 - REVISÃO DE LITERATURA 2 . 1 - C o n t r o l e Q u í m i c o

2.2 - Resistência aos Inseticidas 2 . 3 - A v a l i a ç ã o de I n s e t i c i d a s 2 . 4 - I m p o r t â n c i a E c o n ô m i c a 3 - MATERIAL E MÉTODOS

3 . 1 - A p l i c a ç ã o T ó p i c a de I n s e t i c i d a

3.1.1 - I n s e t i c i d a s , F o r m u l a ç õ e s e T r a t a m e n t o s 3.1.2 - Observações e Análise dos Dados

3.2 - Aplicação dos Inseticidas no Meio Larval de

S. calcitrans

Pags

vii viii 01 04 04 06 07 11 14 15 15 16 19

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4.1 - Testes de Inseticidas com Adultos

4.2 - Testes com Inseticidas Colocados no Meio Larval 5 - CONCLUSÕES 6 - REFERÊNCIAS B I B L I O G R Á F I C A S 7 - A P Ê N D I C E

20

26

45 46

58

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T A B E L A 1 - I n s e t i c i d a s , p e r c e n t a g e m d e i n g r e d i e n t e a t i v o e diluente utilizados nos testes com S.

calci-t r a n s

TABELA 2 - Determinação da DL 50 de oito inseticidas em µ g / m o s c a S. calcitrans e m a p l i c a ç ã o t ó p i c a TABELA 3 - Determinação da DL 50 em µg de

inseticida/gra-ma de peso de inseticida/gra-machos e fêmeas de S. calcitrans, e m a p l i c a ç ã o t ó p i c a

T A B E L A 4 - C o m p a r a ç ã o d a s u s c e t i b i l i d a d e e n t r e d í p t e r o s , c o m r e s u l t a d o s e x p r e s s o s e m µ g d o i n s e t i c i d a , p o r g r a m a d o i n s e t o

T A B E L A 5 - V a l o r e s d a D L 50 ( c o n c e n t r a ç ã o e m p p m ) p a r a oito inseticidas aplicados em meio normal de criação de larvas de S. calcitrans

T A B E L A 6 - C o m p a r a ç ã o d o s v a l o r e s d e D L 50 ( c o n c e n t r a ç ã o em ppm) entre dípteros para inseticidas apli-cados em meio normal de criação de larvas de

S. calcitrans 1 8 23 24 25 27 28

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P a g s . F I G U R A 1 - L i n h a s de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a m a c h o s e fê- m e a s de S. calcitrans (L.) t r a t a d o s topicamen- te c o m f a n f u r F I G U R A 2 - L i n h a s de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a m a c h o s e fê- m e a s de S. calcitrans (L.) t r a t a d o s topicamen- te c o m t r i c l o r f o n F I G U R A 3 - L i n h a s de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a m a c h o s e fê- m e a s de S. calcitrans (L.) t r a t a d o s topicamen- te c o m c o u m a f ó s F I G U R A 4 - L i n h a s de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a m a c h o s e fê- m e a s de S. calcitrans (L.) t r a t a d o s topicamen- te c o m d i c l o r v o s F I G U R A 5 - L i n h a s de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a m a c h o s e fê- meas de S. calcitrans (L.) tratados

topicamen-te c o m c r u f o m a t o

F I G U R A 6 - L i n h a s de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a m a c h o s e fê- m e a s de S. calcitrans (L.) t r a t a d o s topicamen-

te c o m r o n e l

F I G U R A 7 - L i n h a s de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a m a c h o s e fê- meas de S. calcitrans (L.) tratados

topicamen-te c o m d e c a m e t r i n a 29 30 31 32 33 34 35

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m e a s d e S. calcitrans (L.) t r a t a d o s topicamen- te c o m p e r m e t r i n a F I G U R A 9 - L i n h a de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a l a r v a s (L3) de S. calcitrans (L.) t r a t a d o s c o m f a n f u r no m e i o de c r e s c i m e n t o e m l a b o r a t ó r i o F I G U R A 10- L i n h a de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a l a r v a s (L3) de S. calcitrans t r a t a d a s c o m t r i c l o r f o n no m e i o de c r e s c i m e n t o , no l a b o r a t ó r i o F I G U R A 11- L i n h a de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a l a r v a s (L3) de S. calcitrans (L.) t r a t a d o s c o m c o u m a f ó s no m e i o de c r e s c i m e n t o , no l a b o r a t ó r i o F I G U R A 12- L i n h a de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a l a r v a s (L3) de S. calcitrans (L.) t r a t a d a s c o m d i c l o r v o s no m e i o de c r e s c i m e n t o , no l a b o r a t ó r i o F I G U R A 13- L i n h a de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a l a r v a s (L3) de S. calcitrans (L.) tratadas com crufomato no m e i o de c r e s c i m e n t o , no l a b o r a t ó r i o

F I G U R A 14- L i n h a de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a l a r v a s (L3) de S. calcitrans (L.) tratadas com ronel no m e i o de c r e s c i m e n t o , no l a b o r a t ó r i o F I G U R A 15- L i n h a de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a l a r v a s (L3) de S. calcitrans (L.) t r a t a d a s c o m d e c a m e t r i - na no m e i o de c r e s c i m e n t o , no l a b o r a t ó r i o F I G U R A 16- L i n h a de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a l a r v a s (L3) de S. calcitrans (L.) t r a t a d a s c o m p e r m e t r i n a no m e i o de c r e s c i m e n t o , no l a b o r a t ó r i o 36 37 38 39 40 41 42 43 44

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A mosca do estábulo, Stomoxys calcitrans (Linnaeus, 1758) é um dos dípteros mais importante para a pecuária na-cional, pelos prejuízos econômicos que determina e por seu papel como transmissor atual e potencial de várias doenças aos animais domésticos.

A l é m de citada como veiculadora de protozoários, fun- gos, bactérias, riquetsias e virus (BERBERIAN, 1938; HAWKINS et al., 1973; PHILPOOTT et al., 1978; FOIL et al., 1983) a S.calcitrans pode ser hospedeiro intermediário de certos ne-matódeos como larva de Habronema, determinando a chamada "es-ponja" dos equideos (GUIMARÃES, 1984a). A l é m disso, é t a m b é m vetor dos ovos da Dermatóbia hominis (NEIVA et al., 1917); NEEL et al., 1955 ZELEDÓN, 1957).

A origem da S.calcitrans parece ter sido a África (MUIR, 1914), de onde espalhou-se pelo mundo inteiro. Na Amé- rica é citada desde 1776, primeiro na Pensilvânia e depois em todos os estados americanos (BRUES, 1913). Atualmente é en-contrada desde o Canadá até a Argentina. Está presente na

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Europa, em t o d o s os p a í s e s da Á f r i c a , nas i l h a s M a u r i t u i s , M a - deira e Canárias. No Oriente Médio, já foi identificada na P a l e s t i n a e no L í b a n o . N a O c e a n i a , foi e n c o n t r a d a na A u s t r á - lia, Tasmânia e Nova Zelândia. Foi encontrada nas ilhas de Java, no Sudeste da Ásia e nas Filipinas. É citada no Havai, na I n d i a e em c e r t a s r e g i õ e s da U n i ã o S o v i é t i c a (MUIR, 1914).

A S.calcitrans ocorre de preferência em climas tro-p i c a i s , s u b t r o tro-p i c a i s e t e m tro-p e r a d o s . O B r a s i l f a v o r e c e a o c o r - r ê n c i a d e s s a m o s c a , t e n d o em v i s t a s u a l o c a l i z a ç ã o g e o g r á f i c a entre o Trópico de Capricórnio e o Equador, o que o torna um país de clima eminentemente tropical, com regiões de clima s u b t r o p i c a l e t e m p e r a d o .

Na é p o c a em q u e os c a v a l o s e r a m m u i t o u s a d o s na a- gricultura, com a finalidade de transporte, o habitat e de-senvolvimento da S.calcitrans era em montes de estrume de ca-valos, próximos aos estábulos. Essa associação, derivou o n o m e v u l g a r q u e a e s p é c i e tem. C o m a d i m i n u i ç ã o d o s c a v a l o s em n ú m e r o , d e v i d o a s u b s t i t u i ç ã o d o s m e s m o s p o r m á q u i n a s , n a s fazendas, a S.calcitrans adaptou-se a novos limites do habi-tat de c r i a ç ã o (SCHOLL, 1985).

O m a i o r p r o b l e m a e n f r e n t a d o p e l o s e s p e c i a l i s t a s no combate à S.calcitrans, assim como a outros insetos conside-rados "pragas", t e m s i d o a r e s i s t ê n c i a q u e d e s e n v o l v e m aos i n s e t i c i d a s e m p r e g a d o s .

Durante muito tempo, os métodos de combate às moscas consistiam em medidas sanitárias visando a destruição dos criadouros ou das larvas nestes criadouros, associados ao

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combate dos adultos por vários processos mecânicos e químicos. Com a introdução do DDT e outros inseticidas de ação residual e seu uso intensivo contra moscas e mosquitos, foram o b t i d o s a p r i n c í p i o , r e s u l t a d o s e s p e t a c u l a r e s . As m o s c a s p o - rém, possuem a capacidade de se tornarem resistentes aos in-seticidas de longo efeito residual. Assim, após alguns meses, a população de moscas de uma localidade, por seleção natural, torna-se inteiramente refratária. Uma vez resistente a um i n s e t i c i d a c l o r a d o , a r e s i s t ê n c i a a o u t r o s i n s e t i c i d a s c l o r a - dos se d e s e n v o l v e m a i s r á p i d a m e n t e e assim, a s u b s t i t u i ç ã o do DDT por outros produtos não tem resolvido o problema, obri-g a n d o os p e s q u i s a d o r e s a u m a b u s c a i n c e s s a n t e de n o v o s p r o d u - tos.

O p r e s e n t e t r a b a l h o foi e l a b o r a d o c o m o o b j e t i v o de determinar a suscetibilidade das larvas e dos adultos de

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2.1 - Controle Químico

A maior parte dos programas de controle de artrópo-dos, no campo da entomologia veterinária, depende da aplica-ção de inseticidas (GRAHAM & HARRIS, I966). Geralmente são ob-tidos melhores resultados quando o controle químico é usado

em combinação com outros m é t o d o s de controle.

O primeiro pesquisador a estudar o uso de insetici-das no combate às m o s c a s foi W I E S M A N N (1943), citado p o r OLI- VEIRA & M O U S S A T C H É (1947).

LEEUWEN (1944) realizou e x p e r i m e n t o s sobre o p e r í o d o residual do DDT contra Musca doméstica em diferentes tipos de instalações, obtendo bons resultados. GERSDORFF & McGOVRAN (1944) concluíram que DDT apresentou boa efetividade como spray de contato, sozinho ou conjugado com outros inseticidas. O DDT foi testado contra Hematobia irritans sob forma de ae-rossóis e emulsões em gado de corte (WELLS, 1944) e contra S.calcitrans , usando-se diferentes métodos de aplicação

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(BLAKESLEE; 1944: SIMMONS & WRIGHT, 1944). SWEETMAN (1947) considerou o DDT um excelente inseticida no controle de M.do-méstica, S.calcitrans e H.irritans. HANSENS (1951) obteve bons resultados usando DDT em spray residual. HOFFMAN & MONROE (1957) desenvolveram testes para o controle de larvas de M.doméstica em fezes de galinha e de bovino. MATTSON et al. (1955) e METCALF et al, (1959) estudaram a toxidade de diclorvos e triclorfon em M.doméstica.

Os piretróides, compostos sintetizados a partir de extrato de piretro e com capacidade inseticida de ação por c o n t a t o m u i t o ativa, são não v o l á t e i s s o b r e s u p e r f í c i e s iner- tes mas prontamente degradadas pelos sistemas metabolizantes, principalmente em mamíferos e microrganismos do solo. São considerados de baixa toxidade e possuem propriedades toxico-l ó g i c a s m u i t o f a v o r á v e i s (ELLIOT et atoxico-l., 1978).

Foi POTTER (1935) o primeiro pesquisador a apresen-tar um trabalho utilizando piretrinas naturais diluidas em óleo p a r a c o n t r o l e de insetos. Em 1949, S C H E C H T E R o b t e v e u m dos primeiros piretróides denominado aletrina. Outros pire-tróides mais tarde, foram obtidos, com maior estabilidade e maior atividade sobre os insetos. Um piretróide com excep-c i o n a l a t i v i d a d e excep-c o n t r a i n s e t o s s u r g i u e m 1 9 7 4 excep-c o m o n o m e de deltametrina (ELLIOT et al., 1967, 1973 e 1974). BARNES & VERSCHOYLE (1974) afirmaram que mesmo os piretróides potentes são m e n o s t ó x i c o s p a r a os m a m í f e r o s , q u a n d o a d m i n i s t r a d o s p o r via intravenosa, do que os outros inseticidas. Os piretrói-des quando administrados por via oral ou usados externamente

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em mamíferos, são eliminados intatos ou m o d i f i c a d o s p e l o me- tabolismo antes de atingirem regiões sensíveis (ELLIOT et al., 1978).

2.2 - R e s i s t ê n c i a aos Inseticidas

A resistência de insetos à inseticidas é o maior problema encontrado pelos entomologistas (HARRIS, 1964). A resistência das pragas de granja à inseticidas foi amplamente revista p o r M c D U F F I E (1960).

É importante que a resistência seja d e t e c t a d a antes da aplicação das medidas de controle no campo, evitando um completo fracasso.

A resistência da M.doméstica ao DDT foi estudada na Flórida por LINDQUIST & WILSON (1948). SMITH (1952) afirma o aparecimento de resistência ao DDT em M.doméstica, na Europa.

H A R R I S et al. (1966), i n t e n s i f i c o u a r e s i s t ê n c i a pa- ra o ronel em uma colônia de H.irritans, expondo as moscas do inseticida p o r 18 a 28 gerações e criando cada g e r a ç ã o suces- siva a p a r t i r dos sobreviventes.

V e m sendo estudado os m e c a n i s m o s de r e s i s t ê n c i a dos insetos aos o r g a n o f o s f o r a d o s (MATSUMURA & BROWN, 1961: STONE & BROWN, 1969 e G E O R G H I O U et al., 1975).

N o Brasil, no Estado de São Paulo, M E L L O et al.(1961 a,b); MELLO et al. (1962); MELLO & PIGATTI (1961); PIGATTI & M E L L O (1961) e Q U E I R O Z et al. (1962) f i z e r a m ensaios p a r a ve-

rificar a tolerância da M.doméstica aos inseticidas modernos. BASTOS (1973) em condições de l a b o r a t ó r i o v e r i f i c o u

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a resistência de raças de M.doméstica de Fortaleza, Ceará, à a l g u n s i n s e t i c i d a s o r g â n i c o s s i n t é t i c o s .

Já foi estabelecida a resistência cruzada entre DDT e piretróides para a M.doméstica (BUSVINE, 1951) e S.calci-trans (STENERSEN, 1965).

DEVRIES & GEORGHIOU (1980) declararam que a resis-tência a um piretróide pode conferir resisresis-tência cruzada a outros piretróides. BYFORD et al. (1985) confirmaram essa d e c l a r a ç ã o , t r a b a l h a n d o c o m c e p a s de H.irritans.

2.3 - A v a l i a ç ã o d e I n s e t i c i d a s

Existem várias metodologias aplicadas em pesquisa para avaliar a eficácia das drogas usadas como inseticidas BLAKESLEE (1944) testou o efeito residual de DDT contra S.calcitrans em estábulos e LEEUWEN (1944) contra M . d o m é s t i c a .

B L A K E S L E E (1945) a p l i c o u D D T nos d e p ó s i t o s d e g r a m í - neas marinhas e matou 90 a 95% de S.calcitrans adultos em e-mergência. STAGE (1947) desenvolveu experimentos com DDT a-p l i c a d o s c o m s a-p r a y em c o n s t r u ç õ e s c o m o h o s a-p i t a i s e r e s i d ê n c i - as, testando a eficiência deste composto contra moscas, mos-q u i t o s e o u t r o s i n s e t o s d o m i c i l i a r e s . E m Iowa, nos E s t a d o s U n i d o s , D A H M & R A U N (1955) a v a l i a r a m d i v e r s o s c o m p o s t o s o r g â -

nicos fosforados, incluindo diazinon, clortion, isoclortion e pirazinon como spray residual para controle de S.calcitrans. Os r e s u l t a d o s f o r a m i r r e g u l a r e s .

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DRUMMOND (1958) conseguiu mortalidade de S.calci-trans com o uso de coumafós em cobaias tratadas p o r v i a oral ou subcutânea. ROBERT et al.,(1960) relatou que coumafós matou 90% de S.calcitrans durante aplicação por 10 dias por pulverizações em moscas confinadas. KNIPLING & McDUFFIE(I956), citados por WHITE (1971), recomendaram que inseticidas residu-ais devem ser aplicados em estábulos de granjas, cercas de currais, troncos de árvores ou em lugares semelhantes onde as S.calcitrans podem repousar. O inseticida de escolha depende da situação do local. O DDT, por exemplo, foi recomendado pa-ra tpa-ratamento de todos os lugares, exceto de estábulos de granjas de leite ou laticínios, onde os prejuízos de eventual contaminação do leite podem ser altos. DE FOLIART (1963) deu ênfase a i m p o r t â n c i a do uso a n t e c i p a d o de spray preventivamen- te e sugeriu q u e em Wisconsin, as a p l i c a ç õ e s d e v i a m ser fei- tas em junho. Este procedimento, não só p r e v e n i a p r o b l e m a s graves de ocorrência de moscas mas também reduziu o número de aplicações de inseticidas requerido durante o controle comple-to na estação. R e c o m e n d o u que os animais d e v e m ser v a p o r i z a - dos semanalmente. Demonstrou que pulverizações de coumafós à 0,25% produziu bom controle de S.calcitrans em granjas de lei-te. EDDY & ROTH (1961) r e l a t a r a m q u e a dose letal m í n i m a de coumafós em larvas de S.calcitrans recém eclodidas em fezes frescas de bovino foi de 0,25 a 0,5 ppm. BAILEY et al.(1971) consideraram o método de aplicação de inseticidas nas fezes, um dos mais eficazes p o r atingir o c o n t r o l e e f i c i e n t e através da d e s t r u i ç ã o de larvas e adultos. M E D L E Y & D R U M M O N D (1962)

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r e l a t o u q u e t r i c l o r f o n foi e f i c a z c o m o i n s e t i c i d a s i s t ê m i c o contra S.calcitrans. MOUNT et al. (1965) avaliaram 236 com-p o s t o s em l a b o r a t ó r i o e s e l e c i o n a r a m 30 c o m o e f i c a z e s no con- trole da S.calcitrans. HARRIS (1964), determinou em condi-ções de laboratório a suscetibilidade dos adultos de

S.calci-trans, com aplicação tópica de 15 inseticidas e de H.irritans p a r a 9 i n s e t i c i d a s , t e n d o s i d o c o m p u t a d o s os v a l o r e s de d o s e / m o r t a l i d a d e . A N D E R S O N (1966) d e u ê n f a s e a i m p o r t â n c i a de a- p l i c a r i n s e t i c i d a r e s i d u a l a n t e s de i n i c i a r o c r e s c i m e n t o es- t a c i o n a l de p o p u l a ç ã o de m o s c a s . M O U N T et al. (1965) t e s t o u em laboratório 90 compostos contra adultos de S.calcitrans e 181 c o n t r a larvas. Em 1967, o m e s m o p e s q u i s a d o r s e l e c i o n o u 19 compostos que se apresentaram eficazes contra adultos e l a r v a s de S . c a l c i t r a n s .

K N O W L E S & A R T H U R (1966) f i z e r a m a p l i c a ç õ e s d é r m i c a s de f e n t i o n em v a c a s l e i t e i r a s . U m d i a após a a p l i c a ç ã o , 1 0 0 % das S.calcitrans estavam mortas. MOUNT et al. (1966a,b) con-duziram estudos de campo com aerossóis térmicos e não térmi-cos de malation, fention, baigon e naled para controle de

S . c a l c i t r a n s e c o n c l u í r a m ser o b a i g o n o m a i s e f i c i e n t e .

Um outro método utilizado é o de aplicar o insetici-da na própria gaiola onde estão colocainsetici-das as moscas (LEEUWEN, 1944). COLLINS (1966) relatou que testes em gaiolas, indica-ram que o controle efetivo de S.calcitrans pode ser concluído p o r a p l i c a ç ã o a é r e a ( v a p o r i z a ç ã o ) d e i n s e t i c i d a s . C A M P B E L L & R A U N (1970) d e m o n s t r a r a m a e f i c á c i a da a p l i c a ç ã o de i n s e t i c i - das em g r a n j a s de leite, c o m o u s o de a e r o n a v e s , p a r a c o n t r o -

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le de S . c a l c i t r a n s e H . i r r i t a n s .

M c I L V E E N (1972), na F l ó r i d a , d e t e r m i n o u a s u s c e t i b i - lidade de H.irritans para 10 inseticidas aplicados tópicamen-te em m o s c a s c o l e t a d a s no c a m p o e m o s c a s c r i a d a s e m l a b o r a t ó - rio. BLUME et al. (1973) usaram 5 inseticidas aplicados sob a forma de spray, em cavalos, para controle de S.calcitrans e

H.irritans. MEIFERT et al. (1978), usando painéis de fibra de vidro, tratadas com permetrina reduziu a população de

S.calci-trans em 84 a 90% durante 7 a 8 dias em experimento no campo.

FRAZAR & SCHMIDT (1979) testaram em laboratório 17 insetici-das aplicados tópicamente em fêmeas de H.irritans, criainsetici-das em laboratório e 4 inseticidas em S.calcitrans. LANG et al. (1981) descreveu o controle de S.calcitrans numa área de cria-ção de 100 cavalos, numa base aérea nas Filipinas, usando per-m e t r i n c o per-m o e per-m u l s ã o e eper-m spray.

Ú l t i m a m e n t e v e m s e n d o u s a d o b r i n c o s i m p r e g n a d o s c o m inseticidas para controle das moscas (AHRENS & COKE, 1979; W I L L I A M S & W E S T B Y , 1980; H I L L E R T O N et al., 1985).

N o B r a s i l , c o m a f i n a l i d a d e de v e r i f i c a r a t o l e r â n - cia de M.doméstica a inseticida orgânicos sintéticos, MELLO et al. (1961a,b) realizaram vários ensaios com M.doméstica de várias localidades de São Paulo. MELLO et al. (1962) verifi-c o u a a ç ã o de r o n e l s o b r e u m a verifi-c o l ô n i a de m o s verifi-c a s d o m é s t i verifi-c a s re- s i s t e n t e s ao DDT. Os t e s t e s f o r a m f e i t o s p o r a p l i c a ç ã o t ó p i - ca do i n s e t i c i d a no i n s e t o e p o r e x p o s i ç ã o c o n t í n u a d a s m o s - cas ao inseticida. Em condições de laboratório, BASTOS (1973) d e t e r m i n o u as d o s e s l e t a i s dos i n s e t i c i d a s DDT, l i n d a n o , al-

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drin e dieldrin para as moscas domésticas (Musca domestica L.) de Fortaleza, Ce. As moscas foram expostas a resíduos dos in-s e t i c i d a in-s em in-s u p e r f í c i e in-s de vidro.

BECK (1982), realizou experimentos na Universidade Fe-deral Rural do Rio de Janeiro, para determinar a suscetibilida-de suscetibilida-de adultos suscetibilida-de Cochliomyia hominivorax a 10 inseticidas. Ele usou colônias de C.hominivorax criadas em laboratório e os in-s e t i c i d a in-s f o r a m a p l i c a d o in-s t ó p i c a m e n t e .

2 . 4 - I m p o r t â n c i a E c o n ô m i c a

A S.calcitrans é uma das mais importantes pragas de insetos que atacam o gado nos Estados Unidos, Europa e em al-guns países da América do Sul. É um parasito hematófago obri-gatório e se alimenta em animais de sangue quente, podendo ata-car bovinos, cavalos, ovelhas, suinos, cães e até mesmo o ho-mem. É certamente o díptero mais importante para a pecuária nacional pelo seu papel como transmissor de graves enfermida-des ao gado. Quando atacam em grande quantidade, especialmen-te no verão, perturbam os animais a tal ponto que eles permane-cem em contínua atividade,movendo violentamente a cabeça, pa-tas e sacudindo a cauda sem cessar. Como consequência dessa atividade frenética, os animais ficam cansados, não se alimen-tam, emagrecem consideravelmente, o que os tornam predispostos à doenças. As vacas diminuem a produção de leite e chegam mes-mo a se ferir durante os mes-movimentos de defesa. Nos Estados U-nidos, segundo HYSLOP (1938) e MOHLER et al. (1942), citados

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por McILVEEN (1972) a estimativa dos prejuízos causados por S.calcitrans e H.irritans está calculada em 10 milhões de dó-lares anualmente. Naquele país foi feita uma avaliação sobre o nível de controle onde a presença de uma mosca por vaca foi suficiente para reduzir a produção de leite em 0,7% num perío-do de cinco meses (BRUCE & DECKER, 1958). Outra avaliação im-portante é a que fixa em cerca de 25 o número de moscas que visitam um animal por dia (STEELMAN, 1976). PARR (1962) deter-minou que a quantidade de sangue ingerido de cada vez(25,8mg) era três vezes o peso médio da mosca (8,6 mg). BISHOPP (1913) relatou que em zonas infestadas por S.calcitrans, no Texas, houve redução de 40 a 60% na produção de leite FREEBORN et al. (1925) constataram que a S.calcitrans causou 9,26% de que da de produção de leite, em animais confinados. Pesquisas fei-tas por BRUCE & DECKER (1947 e 1951 ); GRANETT & HANSENS (1956 e 1957)e CUTKOMP & HARVEY (1958) revelaram

s e m e l h a n t e i n c l i n a ç ã o f a v o r á v e l à b a i x a p r o d u t i v i d a d e de lei- te e carne, a t r i b u i n d o à p r e s e n ç a de m o s c a s p i c a d o r a s . C H E N G (1958) o b s e r v o u em vacas, u m a u m e n t o c o n s i d e r á v e l de ganho d e peso quando esses animais eram protegidos das moscas picado-ras (S.calcitrans e H.irritans ) com spray composto de repelen-te e i n s e t i c i d a . O e f e i t o de m o s c a s p i c a d o r a s s o b r e a p r o d u - ção de leite se observa muito claramente nas informações de MORGAN & BAILIE (1980). Estes autores observaram as conse-quência de proteger o gado frente às moscas, nas granjas. Em uma granja onde o problema principal era a mosca do estábulo, com o uso de pulverizações de permetrina como controle,

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aumen-tou a p r o d u ç ã o da ordenha, tanto a da m a n h ã como a o r d e n h a da tarde ( de 5,4 a 6,1 kg e de 4,5 a 4,8 kg ). Em 1977 C A M P B E L L et al., estudaram os efeitos da ação parasitária da S.calci-trans no ganho de peso em b o v i n o s m a n t i d o s em invernada.

No Brasil, não existem e s t a t í s t i c a s do p r e j u í z o cau- sado à pecuária pelo ataque de S.calcitrans. Esta mosca tem sido responsabilizada pela disseminação de agentes patogêni-cos do homem e dos animais doméstipatogêni-cos, tanto como hospedeiro intermediário ou transmissor mecânico, como h o s p e d e i r o b i o l ó - gico, devido aos seus h á b i t o s a l i m e n t a r e s e sua ampla d i s t r i - buição geográfica (BRUES, 1913).

GUIMARÃES (1984a) d e c l a r o u que é difícil e s t i m a r os danos causados aos animais pela infestação de S.calcitrans uma vez que os p r e j u í z o s p o d e m a p r e s e n t a r - s e de inúmeras for- mas. A irritação p r o v o c a d a p e l o a t a q u e intenso é o dano m a i s sério. Informa ainda que os pecuaristas que mantém registro de produção leitera de seu rebanho c o n s t a t a m uma q u e d a de 20 a 60% sendo que em alguns casos as vacas secaram completamen-te ou não r e t o r n a r a m à sua p r o d u ç ã o normal.

(27)

A realização dos e x p e r i m e n t o s teve lugar no laborató- rio de E n t o m o l o g i a da área de Parasitologia, no I n s t i t u t o de Biologia da U n i v e r s i d a d e Federal R u r a l do Rio de Janeiro, em Itaguaí, R.J.

A sala onde foram realizados os e x p e r i m e n t o s estava equipada com um aparelho de ar condicionado que mantinha a temperatura ambiente em torno de 26ºC ± 3ºC durante os meses de verão. Nos meses de inverno, a temperatura se manteve em torno de 25ºC ± 3ºC com auxílio de uma estufa elétrica, u s a d a para a q u e c i m e n t o de ambientes. U m h i g r o t e r m ó g r a f o r e g i s t r a v a d í á r i a m e n t e a t e m p e r a t u r a e a u m i d a d e relativa do ar no labo- ratório, m a n t e n d o - s e esta ú l t i m a em torno de 65% ± 10%.

A i l u m i n a ç ã o da sala era feita p o r lâmpadas fluores- centes que eram m a n t i d a s acêsas d u r a n t e um p e r í o d o de 12 ho - ras por dia.

No l a b o r a t ó r i o de E n t o m o l o g i a foi e s t a b e l e c i d a e de- senvolvida uma colônia de S.calcitrans por 6 gerações (F6) em dieta larval composta de c a n a - d e - a ç ú c a r moída, farinha de tri-

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go e f a r i n h a de c a r n e (CHRISTMAS, 1970). Os a d u l t o s e r a m a - l i m e n t a d o s c o m s a n g u e de b o v i n o c i t r a t a d o e m a n t i d o s em g a i o - las de m a d e i r a e t e l a p l á s t i c a m e d i n d o 30 x 30 x 40 cm.

3.1 - A p l i c a ç ã o T ó p i c a de I n s e t i c i d a

G r u p o s de 12 m o s c a s f o r a m t r a t a d a s c o m 1 ul de c a d a inseticida, com 5 repetições por dose. Usou-se nos testes, ma- chos e f ê m e a s v i r g e n s , c o m 3 a 5 d i a s de idade, t o d o s p e r t e n - c e n t e s à 4ª g e r a ç ã o (F4) da c o l ô n i a i n i c i a l .

U m a s p i r a d o r de pó, m o d e l o i n d u s t r i a l , foi a d a p t a d o para ser usado na captura das moscas das gaiolas de criação, p a r a s e r e m s u b m e t i d a s aos t e s t e s . U m a t e l a de n y l o n foi p r e - sa ao t e r m i n a l da m a n g u e i r a do a s p i r a d o r a d a p t a d o , p o r m e i o de u m a tira de b o r r a c h a , de tal f o r m a q u e se f o r m a s s e u m espa- ço na t e l a o n d e f i c a s s e m as m o s c a s s u g a d a s . E s t a s e r a m c o l o - c a d a s i m e d i a t a m e n t e em u m d o s c o p o s do s i s t e m a de a n e s t e s i a p o r CO2 e ali era r e a l i z a d a a s e x a g e m e c o n t a g e m . A i m o b i l i - z a ç ã o das m o s c a s e r a c o n s e g u i d a , u s a n d o - s e o C O 2 p e l o t e m p o m á x i m o de 50 m i n u t o s .

3.1.1 - Inseticidas, F o r m u l a ç õ e s e T r a t a m e n t o s

As soluções do estoque foram preparadas na concentra-ção de 5% para todos os inseticidas (Tabela 1), na base de pe-so do inseticida por volume de acetona, de acôrdo com NEAL (1974). As diluições seriadas subsequentes foram preparadas u t i l i z a n d o - s e a r e l a ç ã o v o l u m e - v o l u m e . As s o l u ç õ e s e s t o q u e

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foram mantidas em frascos volumétricos de 100 ml e as dilui-ções seriadas conservadas em frascos de 25 ml. As soludilui-ções foram mantidas convenientemente tampadas, em refrigerador. Os inseticidas eram removidos do refrigerador uma hora antes do uso e mantidos na temperatura ambiente do laboratório

(McILVEEN, 1972).

Os insetos foram manipulados com uma pinça fina e a aplicação tópica de 1 ul da solução (inseticida + diluente) so-bre o protórax foi realizada, utilizando-se uma microseringa, (Hamilton Company), iniciando-se da concentração mais baixa para a mais alta. A seguir, as moscas foram colocadas em

f r a s c o s de v i d r o de b o c a l a r g a (6,5 x 5,0 cm) e a l i m e n t a d a s c o m s a n g u e c i t r a t a d o d u r a n t e 24 h o r a s .

Em todos os testes foram usados como testemunhos, gru-pos de m o s c a s em q u e f o r a m a p l i c a d o s s o m e n t e o d i l u e n t e .

A p ó s o t r a t a m e n t o u t i l i z a d o c o m c a d a g r u p o de s o l u - ção, o microaplicador era lavado com acetona por seis vêzes e d e i x a d o s e c a r após a r e m o ç ã o do ê m b o l o e da a g u l l h a .

3.1.2.- Observações e Análise dos Dados

A observação da mortalidade dos insetos foi feita 24 h o r a s após a a p l i c a ç ã o do p r o d u t o . A a n á l i s e dos r e s u l t a d o s foi baseada em trabalhos de LEWIS & EDDY (1961): HARRIS(1964) M c I V E E N (1972) e B E C K (1982).

Em cada teste, foi feita a correção da mortalidade dos adultos tratados com os inseticidas pela mortalidade dos

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testemunhos através da fórmula de A B B O T T (1925).

As doses (DL 50) foram calculadas pelo método de

re-gressão-probito, segundo LITCHFIELD & WILCOXON (1949).

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3.2 - A p l i c a Ç ã o de I n s e t i c i d a s no M e i o L a r v a l de S . c a l c i t r a n s

Neste experimento, foram utilizadas larvas de 3º ins-tar provenientes do meio de criação com dieta básica (CHRIST- MAS, 1970).

Os inseticidas (Tabela 1) utilizados nos experimen-tos foram dissolvidos em 5 ml de acetona e misturados com 25 g. do m e i o l a r v a l (dieta b á s i c a ) . Em seguida, o m e i o foi co- l o c a d o em f r a s c o s de v i d r o de b o c a l a r g a (5 x 6,5 cm). A a c e - t o n a foi d e i x a d a e v a p o r a r p a r a d e p o i s ser a d i c i o n a d o ao m e i o 20 m l de água d e s t i l a d a . V i n t e e c i n c o l a r v a s de 3º i n s t a r f o r a m c o l o c a d a s em c a d a frasco, os q u a i s f o r a m em s e g u i d a co- b e r t o s c o m t e c i d o de a l g o d ã o , os q u a i s f o r a m f i x a d o s à b o c a do frasco por tiras de borracha. Os frascos foram mantidos a t e m p e r a t u r a do l a b o r a t ó r i o (25ºC ± 3ºC e 65 a 70% U . R . ) . C o m t o d o s os i n s e t i c i d a s f o r a m f e i t a s q u a t r o d i l u i ç õ e s c o m c i n c o r e p e t i ç õ e s c a d a uma.

Após sete dias foram contadas as pupas, sendo avalia-do o p e r c e n t u a l de m o r t a l i d a d e das larvas.

Os v a l o r e s da DL 50 f o r a m c a l c u l a d o s p e l a a n á l i s e p r o b i t d e s c r i t a p o r L I T C H F I E L D & W I L C O X O N (1949).

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4.1 - T e s t e s de I n s e t i c i d a s c o m A d u l t o s

Os resultados das análises de regressão-probito, obti-dos nos testes de aplicação tópica de oito inseticidas sobre adultos de S.calcitrans, criados em laboratório, são apresen-tados na Tabela 2 com os valores expressos em ug por mosca. Na Tabela 3 esses valores foram expressos em ug por grama do inseto, c o n f o r m e L E W I S & E D D Y (1961).

As linhas de regressão-probito mostrando a relação e n t r e a d o s a g e m e a m o r t a l i d a d e dos a d u l t o s , p o d e m s e r o b s e r - vadas nas figuras 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8.

Na d e t e r m i n a ç ã o da DL 50 dos i n s e t i c i d a s em a p l i c a - ção t ó p i c a c o m ug p o r m o s c a , os d a d o s da T a b e l a 2 n o s m o s t r a q u e a p e r m e t r i n a foi o p r o d u t o m a i s t ó x i c o t a n t o p a r a o m a c h o como para a fêmea, seguido em ordem decrescente de toxidade p e l o d i c l o r v o s e d e c a m e t r i n a . O 4º p r o d u t o m a i s t ó x i c o p a r a o macho foi ronel e para a fêmea foi o coumafós. Seguindo a ordem decrescente de toxidade para ambos os sexos, notamos o

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fanfur, crufomato e triclorfon. A Tabela 2 mostra que houve maior suscetibilidade dos machos em relação às fêmeas para o fanfur, triclorfon, crufomato e ronel (fig. 1, 2, 5 e 6). Pa-ra coumafós, decametrina e permetrina, a maior suscetibilida-de foi das fêmeas (fig. 3, 7 e 8). Machos e fêmeas tiveram a m e s m a s u s c e t i b i l i d a d e p a r a d i c l o r v o s (fig. 4).

Não houve diferença substancial de suscetibilidade entre os sexos, embora os machos tenham apresentado um pouco m a i s de s u s c e t i b i l i d a d e q u e as f ê m e a s .

Examinando-se as figuras 1,2,3,4,5,6,7 e 8 verifica-se que a inclinação das linhas de regressão-probito, tomando-se os valores de dosagens e mortalidade, revela para as fê-meas de S.calcitrans, ter maior inclinação para o fanfur, tri-clorfon, coumafós, ronel e permetrina. Revela para os machos, maior inclinação para diclorvos, crufomato e decametrina, o que indica heterogeneidade da resposta de fêmeas e machos de

S.calcitrans aos inseticidas, determinando com isso, uma

am-pla faixa entre a concentração que causa alta mortalidade e a q u e l a q u e c a u s a b a i x a m o r t a l i d a d e .

Ao exame da Tabela 4 verifica-se que houve maior sus-cetibilidade para fêmea de S.calcitrans e menor para o macho, com fanfur, em relação à C.hominivorax. Para o triclorfon, a

S.calcitrans mostrou-se mais resistente do que a espécie C.ho-minivorax, tanto machos quanto as fêmeas. No teste com couma-fós, comportaram-se como as C.hominivorax. Com relação a

H.irritans, mostrou-se bem mais resistente. Nos testes

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S.calcitrans foi bem menor do que a encontrada em nosso expe-rimento. Ao crufomato, a S.calcitrans mostrou-se mais resis-tente do que a C.hominivorax, porém mais suscetível do que a

H.irritans. Para o ronel, a S.calcitrans foi mais suscetível em relação à C.hominivorax e a M.doméstica. Aproximou-se do grau de suscetibilidade da S.calcitrans e da H.irritans dos t e s t e s de H A R R I S (1964).

Os valores da DL 50 encontrados para decametrina e permetrina em testes com C.hominivorax, M.doméstica e S.calci-trans por ELLIOT et al. (1978) e BECK (1982) foram maiores do q u e os e n c o n t r a d o s n e s t e e x p e r i m e n t o .

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Tabela 2 - Determinação da DL 50 de oito inseticidas em µg/mos- ca S. calcitrans em a p l i c a ç ã o tópica.

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Tabela 3 - Determinação da DL50 de oito inseticidas em microgramas por grama de peso de S. calcitrans

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4 . 2 - T e s t e s c o m I n s e t i c i d a s C o l o c a d o s no M e i o L a r v a l

A Tabela 5 apresenta os resultados obtidos com o uso de inseticidas sobre o meio larval de S.calcitrans. Diclorvos foi o inseticida que apresentou os melhores resultados entre todos os outros inseticidas testados neste experimento, com valores de DL 50 igual a 0,028 ppm. Em ordem decrescente de

e f i c á c i a e n c o n t r a m o s a d e c a m e t r i n a , p e r m e t r i n a , ronel, c o u m a - fós e fanfur. A s l i n h a s de r e g r e s s ã o - p r o b i t o m o s t r a n d o a re- l a ç ã o e n t r e a d o s a g e m e a m o r t a l i d a d e das l a r v a s s ã o o b s e r v a - das nas f i g u r a s 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 16. O t r i c l o r f o n e o c r u f o m a t o a p r e s e n t a r a m DL 50 a l t a em c o m p a r a ç ã o aos de- m a i s i n s e t i c i d a s t e s t a d o s . A DL 50 e n c o n t r a d a em n o s s o e x p e r i m e n t o c o m t r i c l o r - fon foi bem mais alta do que a encontrada por MOUNT et al.

(1965), que foi de 1,82 ppm (Tabela 6). O mesmo pesquisador encontrou para o coumafós, DL 50 igual a 2,69 ppm, bem mais alta do que a que encontramos em nosso experimento. Suspeita-se que esta resistência Suspeita-seja devido ao uso mais frequente d e s t e s i n s e t i c i d a s nos E.U.A.

(40)

Tabela 5 - Valores da DL50 (concentração em ppm) para oito inseticidas aplicados em meio normal de criação de larvas de S. calcitrans.

(41)

Tabela 6 - Comparação dos valores da DL50 (concentração em ppm) entre dípteros para inseticidas aplicados em meio normal de criação de larvas de S. calcitrans.

(42)

F i g u r a 1 - L i n h a s d e r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a m a c h o s e fê- m e a s d e S. calcitrans, t r a t a d o s t o p i c a m e n t e c o m

(43)

F i g u r a 2 - L i n h a s d e r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a m a c h o s e fê- m e a s d e S. calcitrans, t r a t a d o s t o p i c a m e n t e c o m t r i c l o r f o n .

(44)

F i g u r a 3 - L i n h a s de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a m a c h o s e fê- m e a s de S. calcitrans t r a t a d o s t o p i c a m e n t e c o m c o u m a f ó s .

(45)

F i g u r a 4 - L i n h a s de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a m a c h o s e f ê m e a s de S. calcitrans t r a t a d a s t o p i c a m e n t e c o m diclorvos.

(46)

Figura 5 - Linhas de regressão-probito para machos e fêmeas de

S. calcitrans,

tratados topicamen-te com crufomato.

(47)

F i g u r a 6 - L i n h a s de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a m a c h o s e fê- m e a s de S. calcitrans, t r a t a d o s t o p i c a m e n t e c o m

(48)

Figura 7 - Linhas de regressão-probito para machos e f ê m e a s de S. calcitrans, t r a t a d o s t o p i c a m e n t e c o m d e c a m e t r i n a .

(49)

Figura 8 - Linhas de regressão-probito para machos e fêmeas de S. calcitrans, tratados topicamente com p e r m e t r i n a .

(50)

Figura 9 - Linha de r e g r e s s ã o - p r o b i t o para larvas (L3) de S. calcitrans, tratadas com fanfur no m e i o de crescimento.

(51)

F i g u r a 10 - L i n h a de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a l a r v a s (L3) de S. calcitrans, tratadas com triclorfon no m e i o de c r e s c i m e n t o .

(52)

F i g u r a 11 - L i n h a d e r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a l a r v a s (L3) d e

S. calcitrans, t r a t a d a s c o m c o u m a f ó s no m e i o d e c r e s c i m e n t o .

(53)

F i g u r a 12 - L i n h a de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a l a r v a s (L3) de S. calcitrans, tratadas com diclorvos no m e i o de c r e s c i m e n t o .

(54)

F i g u r a 13 - L i n h a de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a l a r v a s (L3) de S. calcitrans, tratadas com crufomato no m e i o de c r e s c i m e n t o .

(55)

Figura 14 - Linha de regressão-probito para larvas (L3) de S. calcitrans, tratadas com ronel no m e i o de c r e s c i m e n t o .

(56)

F i g u r a 15 - L i n h a de r e g r e s s ã o - p r o b i t o p a r a l a r v a s (L3) de

S. calcitrans, t r a t a d a s c o m d e c a m e t r i n a no m e i o

(57)

Figura 16 - Linha de regressão-probito para larvas

(L3) de

S. calcitrans,

tratadas com

(58)

Com base nos resultados obtidos nos estudos efetua-dos, c o n c l u i - s e :

1 . Considerando os valores da DL50, a toxidade dos insetici-das para fêmeas de S.calcitrans, em ordem decrescente,foi: p e r m e t r i n a , d i c l o r v o s , d e c a m e t r i n a , c o u m a f ó s , ronel, f a n -

fur, c r u f o m a t o e t r i c l o r f o n . A t o x i d a d e d e i n s e t i c i d a s p a r a m a c h o s foi a s e g u i n t e , e m o r d e m d e c r e s c e n t e : p e r m e - trina, diclorvos, decametrina, ronel, coumafós, fanfur, c r u f o m a t o e t r i c l o r f o n .

2 . A o r d e m d e c r e s c e n t e de t o x i d e z de v á r i o s i n s e t i c i d a s p a r a as larvas de S.calcitrans foi : diclorvos, decametrina, p e r m e t r i n a , ronel, c o u m a f ó s , fanfur, t r i c l o r f o n e crufoma- to.

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Quadro com nomes c o m e r c i a i s dos i n s e t i c i d a s u t i l i z a d o s no presente trabalho, sua toxidez para mamíferos (ratos) e

s e u u s o c o n t r a a r t r ó p o d o s .

I N S E T I C I D A S NOME C O M E R C I A L

FANFUR - Organofosforado sistêmico, tem sido a m p l a m e n t e u s a d o p o u r - o n no c o n t r o l e da larva de H y p o d e r m a sp. e de p i o l h o s , n o s EUA. É e m p r e g a d o t a m b é m para c o n t r o l e de Oestrus ovis e H. irritans. Sua t o x i d e z é alta ( D L 50=48)

F A M P H U R W A R B E X

COUMAFOS - Organoclorofosforado sistêmico, u s a d o c o m o i n s e t i c i d a e a n t i h e l m í n t i c o . U t i l i z a d o no c o n t r o l e de e c t o p a r a s i t a s de bovinos, ovinos, caprinos, s u í n o s e aves. Sua t o x i d e z por via oral é alta (DL50 = 100mg/kg). C O U M A P H O S ASSUNTOL C O - R A L BAYER 21/199 M U S C A T O X

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RONEL - Organoclorofosforado sistêmico. Eficaz R O N N E L contra endoparasitas e ectoparasitas. Usado

em f o r m a d e s p r a y p a r a c o n t r o l e d e m o s c a s , p u l g a s e b a r a t a s . S u a t o x i d e z e m o d e r a d a por via oral (DL50=1250 a 1700mg/kg).

FENCHLORPHOS NANKOR ETROLENE TROLENE KORLAN D O W - E T - 5 7 E T - 1 4 TRICLORFON - Organoclorofosforado s i s t ê m i c o , age t a m b é m p o r contato, i n g e s t ã o e p o r ae- rosol no c o n t r o l e de e c t o p a r a s i t a s de bo- vinos, o v i n o s e equinos. Sua t o x i d e z p o r v i a o r a l é m o d e r a d a ( D L 50 = 5 0 0 m g / k g ) .

C R U F O M A T O - O r g a n o c l o r o f o s f o r a d o s i s t ê m i c o , a m p l a m e n t e u s a d o nos EUA, p o u r - o n no c o n - t r o l e da larva de H y p o d e r m a sp., em forma de s p r a y para c o n t r o l e de p i o l h o no gado. Sua t o x i d e z por via oral é baixa ( D L 50 = 9 0 0 m g / k g ) . T R I C H L O R P H O N N E G U V O N D I P T E R E X T U G O N RUELENE

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