AA\806312PT.doc AP/100.642/1-48
ASSEMBLEIA PARLAMENTAR PARITÁRIA ACP-UE
Comissão do Desenvolvimento Económico, das Finanças e do Comércio
26.2.2010 AP/100.642/1-48
ALTERAÇÕES 1-48
Projecto de relatório (AP/100.642/A)
sobre o impacto financeiro e económico das alterações climáticas nos países ACP
Co-relatores: Buti Manamela (África do Sul) e Frank Engel
Proposta de resolução
Alteração 1 Kader Arif Considerando A
Proposta de resolução Alteração
A. Considerando que, ao longo da história, sempre houve alterações do clima global, que são um fenómeno natural, mas que a rapidez e a magnitude do aquecimento global actualmente verificadas são tais que a sua ligação com a actividade humana não pode ser posta em dúvida,
A. Considerando que, ao longo da história, sempre houve alterações do clima global, mas que a rapidez e a magnitude do aquecimento global actualmente
verificadas são tais que a sua ligação com a actividade humana não pode ser posta em dúvida,
Or. fr
Alteração 2 Elie Hoarau Considerando A
Proposta de resolução Alteração
A. Considerando que, ao longo da história, sempre houve alterações do clima global, que são um fenómeno natural, mas que a rapidez e a magnitude do aquecimento global actualmente verificadas são tais que a sua ligação com a actividade humana não pode ser posta em dúvida,
A. Considerando que, ao longo da história, sempre houve alterações do clima global, que são um fenómeno natural, mas que a rapidez e a magnitude tanto do
aquecimento global como da perda de biodiversidade observadas são tais que a sua relação de causalidade com as actividades humanas e os modelos de desenvolvimento económico preconizados actualmente pelas sociedades humanas não pode ser posta em dúvida,
Or. fr
Alteração 3 Kader Arif
Considerando A-A (novo)
Proposta de resolução Alteração
A-A. Considerando que as alterações climáticas constituem uma séria ameaça à redução da pobreza, aos direitos
humanos, à paz e à segurança, à disponibilidade de água e alimentos e à prossecução dos Objectivos de
Desenvolvimento do Milénio (ODM) em muitos países em desenvolvimento,
Or. fr
Alteração 4 Elie Hoarau Considerando C
Proposta de resolução Alteração
C. Considerando que o impacto financeiro e económico destas alterações se fará sentir em muitos sectores, incluindo a produtividade agrícola e pecuária, as actividades marinhas, os fluxos turísticos, as infra-estruturas físicas e os serviços de saúde,
C. Considerando que as consequências humanas, sociais, financeiras e
económicas destas alterações se farão sentir na realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénioem muitos sectores, incluindo a agriculturae a pecuária, as actividades marinhas, os fluxos turísticos, as infra-estruturas físicas e os serviços de saúde; e podem ameaçar de extinção muitos povos autóctones, ilhas e florestas que constituem um património mundial tanto material como imaterial,
Or. fr
Alteração 5
Enrique Guerrero, Kader Arif Considerando D
Proposta de resolução Alteração
D. Considerando que há um consenso geral de que os países em desenvolvimento estão bastante expostos a riscos resultantes das alterações climáticas e que estas últimas têm um potencial suficiente para reduzir ou mesmo aniquilar as tendências globais do desenvolvimento, ao destruírem o potencial produtivo no conjunto do mundo em desenvolvimento,
D. Considerando que há um consenso geral de que os países em desenvolvimento são os que menos têm contribuído para as alterações climáticas, mas são os que estão a sofrer as suas piores
consequências e que as alterações
climáticas têm um potencial suficiente para reduzir ou mesmo aniquilar as tendências globais do desenvolvimento, ao destruírem o potencial produtivo no conjunto do mundo em desenvolvimento,
Or. en
Alteração 6 Kader Arif Considerando E
Proposta de resolução Alteração
E. Considerando que a fragilidade das finanças públicas e os elevados níveis de dívida pública que caracterizam os países em desenvolvimento tornam-nos
vulneráveis a choques exógenos;
considerando que a forte dependência destes países da produção do sector primário enquanto fonte principal do rendimento nacional deixa-os bastante expostos a riscos e alterações climáticas,
E. Considerando que a fragilidade das finanças públicas, os elevados níveis de dívida pública e a forte dependência das monoculturas de exportação que
caracterizam os países em
desenvolvimento tornam-nos vulneráveis a choques exógenos; considerando que a forte dependência destes países da produção do sector primário enquanto fonte principal do rendimento nacional deixa-os bastante expostos a riscos e alterações climáticas,
Or. fr
Alteração 7
Enrique Guerrero, Kader Arif Considerando F
Proposta de resolução Alteração
F. Considerando que, ao nível das famílias, as alterações climáticas reduzirão a
segurança financeira, social e física
individual, fazendo aumentar a pobreza e a vulnerabilidade, enquanto que, a nível
“macro”, virão provavelmente a aumentar a necessidade de despesas públicas, reduzindo entretanto as fontes de receitas pública,
F. Considerando que, ao nível das famílias, as alterações climáticas reduzirão a
segurança financeira, social e física
individual, fazendo aumentar a pobreza e a vulnerabilidade, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, enquanto que, a nível “macro”, virão provavelmente a aumentar a necessidade de despesas públicas, reduzindo entretanto as fontes de receitas públicas,
Or. en
Alteração 8 Elie Hoarau Considerando G
Proposta de resolução Alteração
G. Considerando que as alterações climáticas poderão fazer aumentar a
escassez de recursos como terras habitáveis e água potável, desencadear conflitos, insegurança e fluxos migratórios, aumentando assim a instabilidade no mundo em desenvolvimento e afectando a segurança geral dos países desenvolvidos,
G. Considerando que as alterações climáticas poderão fazer aumentar a escassez de recursos como terras habitáveis, água potável e terras
cultiváveis, e favorecer a emergência de novos conflitos, insegurança e fluxos migratórios, problemas susceptíveis de acentuar ainda mais a instabilidade à escala do planeta,
Or. fr
Alteração 9 Kader Arif Considerando G
Proposta de resolução Alteração
G. Considerando que as alterações climáticas poderão fazer aumentar a
escassez de recursos como terras habitáveis e água potável, desencadear conflitos, insegurança e fluxos migratórios, aumentando assim a instabilidade no mundo em desenvolvimento e afectando a segurança geral dos países desenvolvidos,
G. Considerando que as alterações climáticas poderão fazer aumentar a
escassez de recursos como terras habitáveis e água potável, desencadear conflitos, insegurança e fluxos migratórios,
Or. fr
Alteração 10
Buti Manamela, Frank Engel Considerando G-A (novo)
Proposta de resolução Alteração
G-A. Considerando que a produção agrícola, que emprega 70% da população dos países menos desenvolvidos, já está ameaçada pelo aumento das temperaturas e pelas variações dos níveis de
precipitação, que contribuem para o decréscimo e a imprevisibilidade dos rendimentos; considerando, por outro lado, que as práticas agrícolas
insustentáveis concorrem para uma degradação potencialmente permanente dos solos,
Or. en
Alteração 11
Buti Manamela, Frank Engel Considerando G-B (novo)
Proposta de resolução Alteração
G-B. Considerando que a quase totalidade dos mil milhões de pessoas subnutridas que se calcula existirem em todo mundo vive em zonas rurais e depende da disponibilidade de terra arável e dos rendimentos agrícolas para o seu sustento e, por conseguinte, para a sua
sobrevivência,
Or. en
Alteração 12
Buti Manamela, Frank Engel Considerando G-C (novo)
Proposta de resolução Alteração
G-C. Considerando que as actividades marinhas estão a sofrer alterações que decorrem da subida do nível do mar e do aumento da acidez dos oceanos, que prejudicam a biodiversidade,
comprometendo o rendimento dos
pescadores locais, as receitas da indústria turística costeira e a diversidade das carteiras comerciais dos países costeiros;
considerando que o turismo à escala industrial é, muitas vezes, ambientalmente insustentável em si mesmo e deve, por isso, ser repensado,
Or. en
Alteração 13
Buti Manamela, Frank Engel Considerando G-D (novo)
Proposta de resolução Alteração
G-D. Considerando que as consequências das alterações climáticas para as
actividades agrícolas e marinhas representam uma grave ameaça à segurança alimentar,
Or. en
Alteração 14
Buti Manamela, Frank Engel Considerando G-E (novo)
Proposta de resolução Alteração
G-E. Considerando que os perigos agudos que se crê estarem associados às
alterações climáticas são, muitas vezes, imprevisíveis e devastadores, e podem destruir a produção do sector primário, as infra-estruturas físicas e as indústrias do turismo, bem como provocar uma grande perda de vidas humanas,
Or. en
Alteração 15
Buti Manamela, Frank Engel Considerando G-F (novo)
Proposta de resolução Alteração
G-F. Considerando que os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento estão frequente e fortemente sujeitos a perigos agudos e, além disso, apresentam a desvantagem geográfica adicional da sua pouca altitude, que os coloca em perigo de invasão gradual pelas águas do mar e, em última instância, de ficarem totalmente submersos,
Or. en
Alteração 16
Buti Manamela, Frank Engel
Considerando G-G (novo)
Proposta de resolução Alteração
G-G. Considerando que a instabilidade das condições climáticas significa, para algumas regiões, serem classificadas como zonas de “alto risco”, reduzindo, assim, a sua atractividade para o investimento directo estrangeiro,
Or. en
Alteração 17 Elie Hoarau Considerando H
Proposta de resolução Alteração
H. Considerando que os actores económicos que prosseguem
vigorosamente na realização dos seus interesses próprios, em detrimento do clima global, do ambiente local, habitats e bem-estar social, raramente são
responsabilizados pelos prejuízos que causam,
H. Considerando que os actores económicos que prosseguem
vigorosamente na realização dos seus interesses próprios, em detrimento do clima global, do ambiente local, habitats e bem-estar social, raramente são
responsabilizados pelos prejuízos que causam, e que, por conseguinte, deveria existir um tribunal internacional que punisse severamente os comportamentos nocivos desses actores,
Or. fr
Alteração 18
Enrique Guerrero, Kader Arif N.º 1
Proposta de resolução Alteração
1. Toma nota dos resultados da
Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, realizada em Copenhaga, nos dias 7 a 18 de Dezembro de 2009, a qual mostrou que, apesar de se estar próximo da unanimidade quanto aos tipos de desafios, o acordo é muito menor
1. Lamenta o malogro da Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações
Climáticas, realizada em Copenhaga, nos dias 7 a 18 de Dezembro de 2009, a qual mostrou que, apesar de se estar próximo da unanimidade quanto aos tipos de desafios, o acordo é muito menor quanto às formas
quanto às formas de os enfrentar; de os enfrentar;regista que, durante as negociações em Copenhaga, a UE não cedeu nos seus objectivos, pelo que apela à Comissão e aos Estados-Membros para que mantenham o seu compromisso de alcançar um acordo ambicioso no México;
Or. en
Alteração 19
Buti Manamela, Frank Engel N.º 1
Proposta de resolução Alteração
1. Toma nota dos resultados da
Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, realizada em Copenhaga, nos dias 7 a 18 de Dezembro de 2009, a qual mostrou que, apesar de se estar próximo da unanimidade quanto aos tipos de desafios, o acordo é muito menor quanto às formas de os enfrentar;
1. Toma nota dos resultados da
Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, realizada em Copenhaga, nos dias 7 a 18 de Dezembro de 2009, a qual mostrou que, apesar de se estar próximo da unanimidade quanto aos tipos de desafios, o acordo é muito menor quanto às formas de os enfrentar; lamenta a falta de clareza quanto ao estatuto jurídico do acordo de Copenhaga e
convida a UE, enquanto actor principal, a assumir cabalmente a sua
responsabilidade na continuidade dos esforços para alcançar um objectivo vinculativo de redução global das emissões em 2010;
Or. en
Alteração 20
Charles Goerens, Louis Michel N.º 1-A (novo)
Proposta de resolução Alteração
1-A. Lamenta o carácter não vinculativo das conclusões da Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações
Climáticas realizada em Copenhaga e espera que seja possível chegar a uma solução vinculativa na próxima
conferência das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, a realizar em Cancún, em Novembro de 2010;
Or. fr
Alteração 21 Elie Hoarau N.º 2
Proposta de resolução Alteração
2. Reconhece os substanciais esforços globais que têm sido feitos para limitar o aquecimento global a um nível em que o seu impacto ainda possa ser tratado através de medidas reactivas;
2. Reconhece que é urgente desenvolver esforços substanciais a nível mundial, especialmente nos países mais
industrializados e desenvolvidos,para limitar o aquecimento global através de medidascoordenadas, convergentes, ambiciosas e voluntaristas;
Or. fr
Alteração 22
Enrique Guerrero, Kader Arif N.º 2
Proposta de resolução Alteração
2. Reconhece os substanciais esforços globais que têm sido feitos para limitar o aquecimento global a um nível em que o seu impacto ainda possa ser tratado através de medidas reactivas;
2. Reconhece os substanciais esforços globais que têm sido feitos para limitar o aquecimento global a um nível em que o seu impacto ainda possa ser tratado através de medidas de atenuação e de adaptação;
Or. en
Alteração 23
Buti Manamela, Frank Engel N.º 3
Proposta de resolução Alteração 3. Nota que, entre os impactos das
alterações climáticas nos países em desenvolvimento, haverá reduções do seu potencial produtivo, reduções das
exportações e das receitas públicas, tornando mais frágeis as suas economias;
3. Nota que, entre os impactos das alterações climáticas nos países em desenvolvimento, haverá reduções do seu potencial produtivo, reduções das
exportações e das receitas públicas, tornando mais frágeis as suas economias;
insiste na aplicação de medidas de apoio a práticas agrícolas produtivas e
sustentáveis locais, com o objectivo de aumentar a segurança alimentar e evitar a erosão e o esgotamento dos solos;
Or. en
Alteração 24
Kader Arif, Jo Leinen N.º 4
Proposta de resolução Alteração
4. Solicita à UE e aos países ACP que explorem fontes de energias alternativas limpas, avaliando o impacto que a sua produção poderá vir a ter sobre a disponibilidade e o preço da satisfação das necessidades básicas, incluindo a alimentação, o seu impacto sobre as populações locais, incluindo os meios de subsistência e quaisquer possíveis movimentos migratórios, assim como a viabilidade da produção total de energia a partir de fontes alternativas, tendo em conta o consumo de energia necessário para gerar esse resultado;
4. Solicita à UE e aos países ACP que invistam em fontes de energias alternativas limpase em tecnologias destinadas a melhorar a eficiência energética, para poderem usufruir de todas as vantagens da sua utilização em termos de mercados de trabalho, de segurança energética, biodiversidade e, por conseguinte, de segurança alimentar; sublinha, em particular, a necessidade de generalizar a utilização das energias renováveis,
nomeadamente de energia solar, bem como dos métodos de produção agrícola menos exigentes em consumo de água;
encoraja igualmente a Comissão a apoiar soluções inovadoras, como a criação de
"cinturas verdes" em redor das cidades, para dar resposta às necessidades alimentares básicas das populações urbanas dos países em desenvolvimento;
Or. fr
Alteração 25 Elie Hoarau
N.º 4
Proposta de resolução Alteração
4. Solicita à UE e aos países ACP que explorem fontes de energias alternativas limpas, avaliando o impacto que a sua produção poderá vir a ter sobre a disponibilidade e o preço da satisfação das necessidades básicas, incluindo a alimentação, o seu impacto sobre as populações locais, incluindo os meios de subsistência e quaisquer possíveis movimentos migratórios, assim como a viabilidade da produção total de energia a partir de fontes alternativas, tendo em conta o consumo de energia necessário para gerar esse resultado;
Suprimido
Or. fr
Alteração 26 Elie Hoarau N.º 4-A (novo)
Proposta de resolução Alteração
4-A. Solicita à UE e aos países ACP que realizem conjuntamente, e à UE que financie em grande escala um vasto programa público de investigação que envolva empresas inovadoras e centros de investigação especializados no
desenvolvimento de novas tecnologias eficientes de exploração de fontes de energias renováveis e de outras fontes de energia limpas, cujas patentes e
procedimentos de fabrico seriam
acessíveis, sem encargos, aos empresários e às empresas públicas da UE e dos países ACP;
Or. fr
Alteração 27 Jo Leinen
N.º 5
Proposta de resolução Alteração
5. Solicita à UE que facilite a
transferência de tecnologias limpas para os países ACP e que apoie a investigação e desenvolvimento de tecnologias análogas nos próprios países ACP, eventualmente através do estabelecimento de uma
iniciativa ACP-UE no domínio da energia;
5. Solicita à UE e aos países ACP que desenvolvam parcerias tecnológicas com vista a facilitar a utilização de tecnologias limpas nos países ACP e que apoie a investigação e desenvolvimento de tecnologias análogas nos próprios países ACP, eventualmente através do
estabelecimento de uma iniciativa ACP-UE no domínio da energia;
Or. en
Alteração 28
Buti Manamela, Frank Engel N.º 5
Proposta de resolução Alteração
5. Solicita à UE que facilite a transferência de tecnologias limpas para os países ACP e que apoie a investigação e
desenvolvimento de tecnologias análogas nos próprios países ACP, eventualmente através do estabelecimento de uma
iniciativa ACP-UE no domínio da energia;
5. Solicita à UE, no âmbito da sua cooperação para o desenvolvimento, que facilite a transferência de tecnologias limpas para os países ACP e que apoie a investigação e desenvolvimento de tecnologias análogas nos próprios países ACP, eventualmente através do
estabelecimento de uma iniciativa ACP-UE no domínio da energia; num contexto mais amplo, sublinha a necessidade de
clarificar e aperfeiçoar os direitos de propriedade nos países ACP, incluindo os direitos de propriedade intelectual, para criar um potencial de desenvolvimento suplementar baseado na propriedade privada e na sua utilização na produção e como garantia;
Or. en
Alteração 29 Elie Hoarau N.º 6
Proposta de resolução Alteração 6. Salienta a necessidade de os actores
económicos privados dos países da UE terem um comportamento socialmente responsável quando estão presentes em países ACP, nomeadamente, no que toca ao respeito pelo ambiente e o habitat em que operam e do qual as populações dependem;
6. Salienta a necessidade de os actores económicos privados dos países da UE terem um comportamento socialmente responsável quando estão presentes em países ACP, nomeadamente, no que toca ao respeito pelo ambiente e o habitat, aos direitos sociais e laborais das populações, aos recursos naturais e aos espaços naturais, à fauna e à flora dos países em que operam e de que as populações dependem;
Or. fr
Alteração 30 Kader Arif N.º 6
Proposta de resolução Alteração
6. Salienta a necessidade de os actores económicos privados dos países da UE terem um comportamento socialmente responsável quando estão presentes em países ACP, nomeadamente, no que toca ao respeito pelo ambiente e o habitat em que operam e do qual as populações dependem;
6. Salienta a necessidade de os actores económicos privados dos países da UE terem um comportamento socialmente responsável quando estão presentes em países ACP, nomeadamente, no que toca ao respeito pelo ambiente e o habitat em que operam e do qual as populações dependem; insiste, em particular, na necessidade de introduzir melhorias no domínio da responsabilidade social das empresas no domínio da exploração dos recursos naturais;
Or. fr
Alteração 31
Charles Goerens, Louis Michel N.º 7
Proposta de resolução Alteração
7. Solicita que os fundos para actividades ligadas ao clima sejam de carácter
7. Solicita que os fundos para actividades ligadas ao clima representem montantes
adicional relativamente aos compromissos a longo prazo assumidos pelos doadores em matéria de níveis de ajuda pública ao desenvolvimento (APD), e que sejam mantidos registos cuidadosos, a fim de evitar que os fundos da APD sejam contados em duplo para constituir quotas de financiamento no domínio das
alterações climáticas;
adicionais relativamente aos
compromissos a longo prazo assumidos pelos doadores em matéria de níveis de ajuda pública ao desenvolvimento (APD), e que sejam mantidos registos cuidadosos, a fim de evitar que os fundos da APD sejam contados em duplo para constituir quotas de financiamento no domínio das alterações climáticas;
Or. fr
Alteração 32
Buti Manamela, Frank Engel N.º 7
Proposta de resolução Alteração
7. Solicita que os fundos para actividades ligadas ao clima sejam de carácter
adicional relativamente aos compromissos a longo prazo assumidos pelos doadores em matéria de níveis de ajuda pública ao desenvolvimento (APD), e que sejam mantidos registos cuidadosos, a fim de evitar que os fundos da APD sejam contados em duplo para constituir quotas de financiamento no domínio das
alterações climáticas;
7. Solicita que os fundos para actividades ligadas ao clima sejam de carácter
adicional relativamente aos compromissos a longo prazo assumidos pelos doadores em matéria de níveis de ajuda pública ao desenvolvimento (APD), e que sejam mantidos registos claros dos fundos
atribuídos no âmbito destas duas vertentes distintas;
Or. en
Alteração 33 Elie Hoarau N.º 7
Proposta de resolução Alteração
7. Solicita que os fundos para actividades ligadas ao clima sejam de carácter
adicional relativamente aos compromissos a longo prazo assumidos pelos doadores
7. Solicita que os fundos para actividades ligadas ao clima sejam de carácter
adicional, não se substituindo aos compromissos a curto, médio e longo
em matéria de níveis de ajuda pública ao desenvolvimento (APD), e que sejam mantidos registos cuidadosos, a fim de evitar que os fundos da APD sejam contados em duplo para constituir quotas de financiamento no domínio das
alterações climáticas;
prazo assumidos pelos países doadores em matéria de níveis de ajuda pública ao desenvolvimento (APD), e que sejam mantidos registos cuidadosos, a fim de evitar que os fundos da APD sejam contados em duplo para constituir quotas de financiamento no domínio das
alterações climáticas; essa contagem seria facilmente realizável se se criasse um fundo internacional de luta contra os efeitos das alterações climáticas inteiramente gerido, liderado e administrado pela ONU;
Or. fr
Alteração 34
Charles Goerens, Louis Michel N.º 7-A (novo)
Proposta de resolução Alteração
7-A. Lembra que os compromissos internacionais assumidos em matéria de Objectivos de Desenvolvimento do Milénio só poderão ser respeitados se os países industrializados respeitarem o seu compromisso de aumentar a ajuda pública ao desenvolvimento (APD) para 0,7% do PIB;
Or. fr
Alteração 35
Charles Goerens, Louis Michel N.º 7-B (novo)
Proposta de resolução Alteração
7-B. Considera que uma forma de taxa internacional sobre as transacções financeiras poderia ajudar os países
industrializados a honrar os seus compromissos em termos de APD e permitiria aos países em desenvolvimento fazer face aos compromissos assumidos no quadro da adaptação às alterações climáticas;
Or. fr
Alteração 36 Elie Hoarau N.º 8
Proposta de resolução Alteração
8. Declara que, a longo prazo, os montantes apresentados na Cimeira de Copenhaga e em outros fóruns para lutar contra o impacto das alterações climáticas nos países em desenvolvimento não devem provir apenas de fundos públicos da UE, mas também de imposições fiscais aos actores económicos privados;
8. Declara que, a longo prazo, os montantes apresentados na Cimeira de Copenhaga e em outros fóruns para lutar contra o impacto das alterações climáticas nos países em desenvolvimento, cujo financiamento deve ser garantido pelos países mais ricos, que são os maiores produtores de dióxido de carbono, correm o risco de não serem suficientes, e que, por conseguinte, deve ser criada, o mais brevemente possível, uma taxa mundial efectiva sobre as transacções financeiras e o transporte internacional de
mercadorias;
Or. fr
Alteração 37
Buti Manamela, Frank Engel N.º 8
Proposta de resolução Alteração
8. Declara que, a longo prazo, os montantes apresentados na Cimeira de Copenhaga e em outros fóruns para lutar contra o impacto das alterações climáticas nos países em desenvolvimento não devem provir apenas de fundos públicos da UE, mas também de imposições fiscais aos actores económicos privados;
8. Declara que, a longo prazo, os
montantes necessários para lutar contra o impacto das alterações climáticas nos países em desenvolvimento não podem ser mobilizados pelos Estados unicamente através do recurso a fundos públicos, devendo também o sector privado contribuir para reunir recursos;
Or. en
Alteração 38
Enrique Guerrero, Kader Arif N.º 8
Proposta de resolução Alteração
8. Declara que, a longo prazo, os montantes apresentados na Cimeira de Copenhaga e em outros fóruns para lutar contra o impacto das alterações climáticas nos países em desenvolvimento não devem provir apenas de fundos públicos da UE, mas também de imposições fiscais aos actores económicos privados;
8. Declara que, a longo prazo, os montantes apresentados na Cimeira de Copenhaga e em outros fóruns para lutar contra o impacto das alterações climáticas nos países em desenvolvimento não devem provir apenas de fundos públicos da UE, mas também de imposições fiscais aos actores económicos privados; saúda as iniciativas de alguns Estados-Membros respeitantes à aplicação de taxas
voluntárias sobre as emissões da aviação e da marinha, destinadas ao
financiamento dos custos de mitigação e de adaptação às alterações climáticas nos países em desenvolvimento, e convida todos os Estados-Membros a
considerarem a aplicação de taxas semelhantes;
Or. en Alteração 39
Kader Arif N.º 9
Proposta de resolução Alteração
9. Salienta que os montantes mobilizados para a atenuação dos piores efeitos da crise financeira, ao serem injectados na economia real, já constituem um limite máximo de esforço do financiamento público e da dívida pública na UE e que, doravante, deverá existir um princípio do
“responsável-pagador”, além do princípio do “poluidor-pagador”;
Suprimido
Or. fr
Alteração 40 Elie Hoarau N.º 9
Proposta de resolução Alteração
9. Salienta que os montantes mobilizados para a atenuação dos piores efeitos da crise financeira, ao serem injectados na economia real, já constituem um limite máximo de esforço do financiamento público e da dívida pública na UE e que, doravante, deverá existir um princípio do
“responsável-pagador”, além do princípio do “poluidor-pagador”;;
9. Insiste em que deverá existir um princípio do “responsável-pagador”, além do princípio do “poluidor-pagador”,e em que este princípio do
"responsável.pagador" deve ser aplicado por um tribunal internacional competente na matéria;
Or. fr
Alteração 41
Buti Manamela, Frank Engel N.º 9
Proposta de resolução Alteração
9. Salienta que os montantes mobilizados para a atenuação dos piores efeitos da crise financeira, ao serem injectados na economia real, já constituem um limite máximo de esforço do financiamento público e da dívida pública na UE e que, doravante, deverá existir um princípio do
“responsável-pagador”, além do princípio do “poluidor-pagador”;
9. Recomenda a aplicação do princípio do
“responsável-pagador” como extensão lógica do princípio do “poluidor-pagador”;
Or. en
Alteração 42
Enrique Guerrero, Kader Arif N.º 10
Proposta de resolução Alteração
10. Recorda as Conclusões do Conselho Europeu de 10 e 11 de Dezembro de 2009,
10. Recorda as Conclusões do Conselho Europeu de 10 e 11 de Dezembro de 2009,
segundo as quais, o Conselho Europeu
“salienta a importância de renovar o contrato económico e social entre as instituições financeiras e a sociedade que estas servem e de assegurar que o público em geral aproveite os benefícios nos tempos favoráveis e esteja protegido dos riscos”, acrescentando que “encoraja o FMI a analisar toda a panóplia de opções na sua revisão, incluindo as taxas de seguro, os fundos de resolução, os
mecanismos de capital contingente e uma taxa mundial sobre as transacções
financeiras”
segundo as quais, o Conselho Europeu
“salienta a importância de renovar o contrato económico e social entre as instituições financeiras e a sociedade que estas servem e de assegurar que o público em geral aproveite os benefícios nos tempos favoráveis e esteja protegido dos riscos”, acrescentando que “encoraja o FMI a analisar toda a panóplia de opções na sua revisão, incluindo as taxas de seguro, os fundos de resolução, os
mecanismos de capital contingente e uma taxa mundial sobre as transacções
financeiras”; apela à UE para que respeite integralmente as recomendações no sentido de que sejam aplicados instrumentos financeiros novos e alternativos;
Or. en
Alteração 43 Kader Arif N.º 11
Proposta de resolução Alteração
11. Salienta que a abordagem escolhida pelo Conselho Europeu é adequada, não só na sequência da crise financeira e económica mundial, como também relativamente às entidades que
provocaram esta crise e aos países em desenvolvimento, ao tratar-se do
financiamento da atenuação e adaptação às alterações climáticas;
Suprimido
Or. fr
Alteração 44 Elie Hoarau N.º 11
Proposta de resolução Alteração
11. Salienta que a abordagem escolhida Suprimido
pelo Conselho Europeu é adequada, não só na sequência da crise financeira e económica mundial, como também relativamente às entidades que
provocaram esta crise e aos países em desenvolvimento, ao tratar-se do
financiamento da atenuação e adaptação às alterações climáticas;
Or. fr
Alteração 45
Enrique Guerrero, Kader Arif N.º 12
Proposta de resolução Alteração
12. Solicita à UE e aos Estados-Membros detentores de lugares individuais no G20 que encetem negociações com os seus parceiros do G20 e da OCDE e, mais em geral, no âmbito das instituições
financeiras globais, a fim de chegar a acordo sobre a necessidade de uma taxa global cuja receita venha a ser utilizada exclusivamentepara a luta contra os piores efeitos das alterações climáticas;
12. Solicita à UE e aos Estados-Membros detentores de lugares individuais no G20 que encetem negociações com os seus parceiros do G20 e da OCDE e, mais em geral, no âmbito das instituições
financeiras globais, a fim de chegar a acordo sobre a necessidade de uma taxa global cuja receita venha a ser utilizada para financiar bens públicos mundiais, incluindo a luta contra os piores efeitos das alterações climáticas;
Or. en
Alteração 46
Buti Manamela, Frank Engel, Charles Goerens N.º 12-A (novo)
Proposta de resolução Alteração
12 -A. Verifica, com preocupação, que, para além da África do Sul, nenhum outro Estado ou grupo de Estados ACP tem lugar à mesa do G20; declara que não é possível desenvolver um novo
modelo de governação global sustentável sem uma maior participação de África, das Caraíbas e do Pacífico;
Or. en Alteração 47
Buti Manamela, Frank Engel N.º 12-B (novo)
Proposta de resolução Alteração
12-B. Convida os países ACP e da UE a reexaminarem os sistemas económicos e os modelos de produção existentes, adaptando-os de modo a que possam contribuir para reduzir os problemas ambientais a nível global;
Or. en Alteração 48
Buti Manamela, Frank Engel N.º 12-C (novo)
Proposta de resolução Alteração
12-C. Convida os países ACP e da UE a aplicarem as boas práticas internacionais na elaboração da sua legislação nacional respeitante ao desenvolvimento
sustentável, reduzindo as emissões de carbono, promovendo tecnologias energéticas não poluentes e incentivando a utilização de energias renováveis;
Or. en