• Nenhum resultado encontrado

ANTONIO CARLOS MONTEIRO

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "ANTONIO CARLOS MONTEIRO"

Copied!
59
0
0

Texto

(1)

Universidade de Brasília

Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas Departamento de Administração

ANTONIO CARLOS MONTEIRO

COMUNICAÇÃO COM STAKEHOLDERS NO PROJETO ESTRATÉGICO

DO EXÉRCITO INTEGRADOR

Capital do Brasil – DF 2019

(2)

ANTONIO CARLOS MONTEIRO

COMUNICAÇÃO COM STAKEHOLDERS NO PROJETO ESTRATÉGICO

DO EXÉRCITO INTEGRADOR

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão de Projetos, pelo Departamento de Administração da Universidade de Brasília - UnB.

Orientador: Prof. Dr. João Carlos Neves de Paiva.

Brasília – DF 2019

(3)

ANTONIO CARLOS MONTEIRO

COMUNICAÇÃO COM STAKEHOLDERS NO PROJETO ESTRATÉGICO

DO EXÉRCITO INTEGRADOR

A Comissão Examinadora, abaixo identificada, aprova o Trabalho de Conclusão do Curso de Administração da Universidade de Brasília do aluno

ANTONIO CARLOS MONTEIRO

Prof. Dr. João Carlos Neves de Paiva Orientador

Prof. Ms. Maurício Abe Machado Eng. Dr. Emerson Magnus de A. Xavier Professor-Examinador Professor-Examinador

Brasília, 12 de setembro de 2019

(4)

Dedicação à minha família;

aos meus pais (in memoriam), Carlos e Norma, exemplos de bondade, honestidade e responsabilidade que marcaram minha vida;

à minha esposa pelo amor, carinho e conforto dispensados;

ao meu filho, luz da minha vida e grande inspirador;

à minha irmã pelo amor, amizade e generosidade;

ao meu cunhado e sobrinhos pela amizade, carinho e respeito.

(5)

Agradecimentos

a Deus, o Supremo Arquiteto do Universo, que nos criou e nos proporciona tudo nesta vida;

aos meus pais (in memoriam) Carlos e Norma, exemplos de bondade, honestidade e responsabilidade que marcaram minha vida;

à Camila, minha esposa pelo amor, carinho e conforto dispensados;

ao Junior, meu filho luz da minha vida e grande inspirador;

à Ana Lucia, minha irmã pelo amor, amizade e generosidade;

ao Exército Brasileiro e à UnB pela oportunidade.

aos Professores Aldery, Evaldo, Ivan, João Gabriel, José Marcio, Kimura, Marilson, Denys, Machado, Maurício Abe, Rabelo e Siegrid, corpo docente do Curso de MBA em Gestão de Projetos, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade – FACE, da UnB pela amizade, cordialidade e conhecimentos ministrados ; ao orientador, Prof. João Carlos, irmão fraterno, amigo e sincero;

aos examinadores, Professores Emerson e Maurício Abe, pela ajuda, amizade e disponibilidade;

à secretária Maraflor pelo apoio e presença constante.

ao amigo Alair Barbosa da Silva pela amizade, apoio e convivência diária;

aos amigos do Grupo 5: Joceilson, Lisandro e Marcio pela amizade, cordialidade e vitórias alcançadas;

aos companheiros de turma pela fraternal convivência ; e ao Jornalista e Prof. Sandro Gomes pela zelosa formatação e revisão gramatical desde 1999.

(6)

"Profissional de talento é aquele que soma dois pontos de esforço, três pontos de talento e cinco pontos de caráter."

Roland Barthes (1915-1980)

(7)

RESUMO

Por meio das pesquisas bibliográfica e de campo, tem -se como objetivo geral propor melhor comunicação entre os stakeholders no PEE INTEGRADOR. No primeiro capítulo, convém apresentar a contextualização, o problema, os objetivos geral e específicos, além das justificativas acadêmica, pessoal, organizacional e social, incluindo a estruturação deste estudo. No segundo, evidenciam-se as conceituações de comunicação e organizações, além de comunicação empresarial, ressaltando o surgimento deste e suas funções, narrando as suas condições atuais de mercado, além descrever os conceitos de stakeholders; e estudar o surgimento do Projeto INTEGRADOR e seu propósito. No terceiro, há os métodos e as técnicas de pesquisa: tipologia e descrição geral dos métodos de pesquisa, caracterização da organização, setor ou área, indivíduos objeto do estudo , população e amostra ou Participantes da pesquisa, caracterização e descrição dos instrumentos de pesquisa e procedimentos de coleta e de análise de dados. Já no último capítulo, o resultado e discussão. Foi possível constatar que a grande maioria dos stakeholders possui experiência sobre o projeto e conhece muito bem o Prg PROTEGER. A capacidade de comunicação é muito boa. Os artefatos e métodos utilizados com maior frequência são: reunião, e-mail e apresentações; são muito boas as expectativas dos stakeholders com o projeto. Já com o programa as expectativas não são tão boas.

Palavras chave: comunicação. Stakeholders. Projeto estratégico. Exército INTEGRADOR.

(8)

LISTA DE ABREVIATURAS

ago agosto

art. artigo

Dr. Doutor

ed. edição

p. página

Prof. Professor

(9)

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 Experiência dos stakeholders no PEE INTEGRADOR

Gráfico 2 Experiência dos stakeholders no PEE INTEGRADOR fase 2 Gráfico 3 Capacidade de comunicação dos stakeholders no Projeto Gráfico 4

O senhor pode identificar alguns artefatos e métodos de comunicação utilizados na sua comunicação com os integrantes do PEE INTEGRADOR?

Gráfico 5 O senhor utilizaria algum software de gestão para acompanhar as atividades realizadas pela equipe do PEE INTEGRADOR?

Gráfico 6 Quais são as maiores dificuldades encontradas no PEE INTEGRADOR?

Gráfico 7 Para solucionar algum conflito no PEE INTEGRADOR, o que o senhor faria para solução do problema?

Gráfico 8 As entregas no PEE INTEGRADOR foram plenamente atendidas?

Gráfico 9 O atraso nas entregas ocasionou mudança no escopo do PEE INTEGRADOR?

Gráfico 10 Minha expectativa sobre o Prg PROTEGER é a melhor possível?

Gráfico 11 Minha expectativa sobre o PEE INTEGRADOR são as melhores?

Gráfico 12 O senhor tem necessidade de comunicação com algum integrante do Prg PROTEGER ou de outros Projetos?

Gráfico 13 Quais as mudanças que o senhor acredita que deverão realizar para se adaptar às mudanças provocadas pelo PEE INTEGRADOR?

(10)

LISTA DE SIGLAS

ABERJE ABNT CCOp CCOTI Ch EME Ch EPEx CI

CSNU CF DQBRN DF ECA EPEx EME EPEx EETer EB EV FAAP FTer FAAP FGV GLO GVA LC MEM PrgEE PEE sic SISCOT SISCOTI SISNAC

Associação Brasileira de Comunicação Empresarial Associação Brasileira de Normas Técnicas

Centro de Coordenação de Operações

Centro de Coordenação de Operações Terrestres Interagências Chefe do Escritório de Projetos do Exército

Chefe do Estado-Maior do Exército Comunicação Interna

Conselho de Segurança das Nações Unidas Constituição Federal

Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear Distrito Federal

Escola de Comunicações e Artes

Escritório de Projetos do Exército Brasileiro Estado Maior do Exército

Estratégia Nacional de Defesa Estruturas Estratégicas Terrestres Exército Brasileiro

Estudo de Viabilidade

Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade Força Terrestre

Fundação Armando Alvares Penteado Fundação Getúlio Vargas

Garantia da Lei e da Ordem Garantia da Votação e Apuração Lei Complementar

Material de Emprego Militar Programa Estratégico do Exército Projeto Estratégico do Exército

sic erat scriptum (assim estava escrito no original) Sistema de Coordenação de Operações Terrestres

Sistema de Coordenação de Operações Terrestres Interagências Sistema Nacional de Comunicações Críticas

(11)

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 Tabela 2 Tabela 3 Tabela 4 Tabela 5 Tabela 6

- Classificação desta pesquisa

- 1ª Parte: Experiência dos stakeholders no PEE INTEGRADOR - 2ª Parte: Capacidade de comunicação dos stakeholders no Projeto - 3ª Parte: Complexidade do PEE INTEGRADOR

- 4ª Parte: Expectativa dos stakeholders no PEE INTEGRADOR - 5ª Parte: Visão de futuro dos stakeholders PEE INTEGRADOR

(12)

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 12

1.1 Contextualização ... 12

1.2 Problema ... 12

1.3 Objetivos ... 13

1.3.1 Geral ... 13

1.3.2 Específicos ... 13

1.4 Justificativas... 13

1.5 Estruturação ... 14

2 REVISÃO TEÓRICA ... 15

2.1 Comunicação ... 15

2.1.1 Conceituações ...1 5 2.2 Organizações ... 16

2.2.1 Definições ... Erro! Indicador não definido. 2.3 Comunicação organizacional... 17

2.3.1 Surgimento ... 17

2.3.2 Conceitos ... 18

2.3.3 Funções ... 21

2.3.4 Condições atuais de mercado ... 22

2.3.5 Comunicação interna ... 24

2.4 Stakeholders ... 25

2.5 Projeto INTEGRADOR ... 26

2.5.1 Surgimento ... 26

2.5.2 Propósito ... 29

3 MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA ... 31

3.1 Tipologia e descrição geral dos métodos de pesquisa ... 31

3.2 Caracterização da organização, setor ou área, indivíduos objeto do estudo ... 31

3.3 População e amostra ou Participantes da pesquisa ... 33

3.4 Caracterização e descrição dos instrumentos de pesquisa ... 33

3.5 Procedimentos de coleta e de análise de dados ... 34

4 RESULTADO E DISCUSSÃO ... 35

5 CONCLUSÃO ... 47

REFERÊNCIAS ... 49

APÊNDICE 1 – QUESTIONÁRIO A STAKEHOLDERS DO PROJETO ESTRATÉGICO DO EXÉRCITO INTEGRADOR ... 52

APÊNDICE 2 - STAKEHOLDERS INTERNOS DO PEE INTEGRADOR...56

APÊNDICE 3 - ORGANOGRAMA DO PRGEE PROTEGER...57

ANEXO - PORTFÓLIO DO PROGRAMA ESTRATÉGICO DO EXÉRCITO PROTEÇÃO DA SOCIEDADE - PROTEGER ... 58

(13)

1 INTRODUÇÃO

O Programa Estratégico do Exército Proteção da Sociedade - PROTEGER - foi criado por intermédio da Portaria 45 -EME, de 17 de abril de 2012, com a denominação de Projeto Estratégico do Exército Sistema Integrado de Proteção de Estruturas Estratégicas Terrestres (PEE PROTEGER), a fim de capacitar o Exército Brasileiro a atuar na proteção de Estruturas Estratégicas Terrestres (EETer) do país, implementando medidas de prevenção e/ou atuação em caso de contingência, quando determinado pelo Governo Federal. Essa foi a base para a permanente cooperação interagências e ampliação de capacidades do EB para a proteção da sociedade.

Convém apresentar a contextualização, o problema, os objetivos geral e específicos, além das justificativas acadêmica, pessoal, organizacional e social, incluindo a estruturação deste estudo.

1.1 Contextualização

Cada vez mais a comunicação está presente nas vidas humanas, seja como indivíduo ou em organizações. É uma ação característica do ambiente que causa a relação por meio de diversos canais e meios, objetos de análise neste trabalho.

A comunicação com os stakeholders no Projeto Estratégico do Exército (PEE) INTEGRADOR é um tema para ser discutido, pois não se deseja o gasto de recurso público pela falta de comunicabilidade entre as partes interessadas.

Esta monografia se diferencia das demais, uma vez que ainda não foi objeto de análise da academia brasileira, ou mesmo inves tigado de maneira integral por militares envolvidos no Programa Estratégico do Exército de Proteção da Sociedade (PrgEE PROTEGER) ou ainda em particular no PEE INTEGRADOR.

1.2 Problema

Pretende-se responder à indagação problemática: como está o processo d e comunicação com stakeholders no âmbito do PEE INTEGRADOR?

(14)

1.3 Objetivos

1.3.1 Geral

Propor melhor comunicação entre os stakeholders no PEE INTEGRADOR.

1.3.2 Específicos

Entender as conceituações de comunicação;

compreender as definições de organizações;

relatar o surgimento de comunicação organizacional, seus conceitos, suas funções e as condições atuais de mercado;

destacar a finalidade de comunicação interna;

descrever os conceitos de stakeholders; e

estudar o surgimento do Projeto INTEGRADOR e seu propósito.

1.4 Justificativas

A escolha por este tema deve-se a sugestão do Escritório de Projetos do Exército (EPEx)1 da confecção de um estudo mais complexo sobre a gestão dos PEE, neste caso, o INTEGRADOR, também se engloba nesta justificativa a participação do autor no PEE INTEGRADOR. Além, de que o estudo contribuirá com futuros trabalhos acadêmicos e com processos de melhorias na comunicação com stakeholders nos PEE, possibilitando aprofundar o conhecimento, vislumbrando a realidade sobre o tema, que possibilitará ao Exército Brasileiro (EB) ampliar suas capacidades de proteção à sociedade brasileira, com base no Art. 142, da Constituição Federal de 1988 e na Lei Complementar 97 de 9 de junho de 1999.

Neste contexto, há valor deste assunto para a sociedade, pois mostra a atuação do Estado, por intermédio do EB, visando à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem.

1 Organização Militar do Exército Brasileiro que a tua como órgão de coordenação executiva do Estado Maior do Exército (EME) para fins de governança do Portfólio Estratégico do Exército, constituindo-se no escritório de projetos de mais alto nível da Força.

(15)

1.5 Estruturação

O presente documento está estruturado da seguinte forma: n o primeiro capítulo, convém apresentar a contextualização, o problema, os objetivos geral e específicos, além das justificativas acadêmica, pessoal, organizacional e social, incluindo a estruturação deste estudo. No segundo, evidenciam-se as conceituações de comunicação e organizações, além de comunicação empresarial, ressaltando o surgimento deste e suas funções, narrando as suas condições atuais de mercado, além descrever os conceitos de stakeholders; e estudar o surgimento do Projeto INTEGRADOR e seu propósito. No terceiro, há os métodos e as técnicas de pesquisa: tipologia e descrição geral dos métodos de pesquisa, caracterização da organização, setor ou área, indivíduos objeto do estudo , população e amostra ou Participantes da pesquisa, caracterização e descrição dos instrumentos de pesquisa e procedimentos de coleta e de análise de dados. Já no último capítulo, o resultado e discussão.

(16)

2 REVISÃO TEÓRICA

A fim de compreender este capítulo, evidenciam-se as conceituações de comunicação e organizações, além de comunicação empresarial, ressaltando o surgimento deste e suas funções, narrando as suas condições atuais de mercado.

2.1 Comunicação

2.1.1 Conceituações

Conceituar comunicação é importante, porque explanará o sentido deste vocábulo, considerado palavra chave para uma compreensão mais apurad a acerca da contextualização proposta.

Lucien Sfez (2000, p. 38) conceitua a comunicação da seguinte forma:

“Poderíamos assim conceber a comunicação como „contato‟, como „energia‟, como

„informação‟ ou como „memória‟”.

A comunicação está presente em nosso ambiente social. Em uma conversa com o vizinho, um gesto de aprovação ou reprovação, em espetáculo de balé, e tantos outros exemplos. Não conseguimos separar nossa vida da comunicação (...) comunicação é um fenômeno emergente que não pode ser reduzido a atos singulares ou sujeitos preexistentes porque as três seleções, que constituem comunicação, são interligadas circularmente (FERREIRA, 2007, p. 221).

Segundo Gustavo Gomes de Matos (2009, p. 2), comunicação significa

"tornar comum, partilhar, repartir e trocar opiniões":

Comunicar bem não é só transmitir ou só receber uma informação.

Comunicação é troca de entendimento e sent imento, e ninguém entende outra pessoa sem considerar além das palavras, as emoções e a situação em que fazemos a tentativa de tornar comuns conhecimentos, idéias (sic), instruções ou qualquer outra mensagem, seja ela verbal, escrita ou corporal (MATOS, 20 09, p. 2).

Carlos Alberto Rabaça e Gustavo Guimarães Barbosa (2002) entendem que comunicar é a participação, interação e troca de mensagens.

Comunicação é troca de entendimento e sentimento. O ato de comunicar está além da simples transmissão de informaçõe s, é na realidade um processo pelo qual se instaura uma compreensão recíproca e se forma um sentido compartilhado, resultando em um entendimento sobre as ações que os sujeitos envolvidos são levados a assumir juntos ou de maneira convergente (KOLLROSS, 200 8).

Comunicar, ou comunicação é a ampliação de cultura por meio de troca de entendimentos e sentimentos, havendo interação entre os participantes.

(17)

Depois de ficar explicado o sentido do vocábulo comunicação, é imprescindível explanar outra palavra com grande peso: organizações.

2.2 Organizações

É notório destacar as definições de organizações, requisito para uma rápida compreensão do estudo em epígrafe.

As organizações são instituições sociais, cuja ação desenvolvida por membros é conduzida por objetivos e são projetados como sistemas de atividades e autoridade, previamente estruturados e coordenados e atuam interativamente com o meio ambiente que as cerca (MORAES, 2004).

É o agrupamento de cidadãos, os quais se aglomeram em forma de associação, determinando propósitos comuns a todos os seus membros, segundo Francisco José Lacombe e Gilberto Luiz José Heilborn (2003).

Uma organização é uma convenção de esforços pessoais, cuja finalidade é conquistar propósitos coletivos. Por intermédio de uma organização é po ssível perseguir e alcançar objetivos que seriam inatingíveis para uma só pessoa (MAXIMIANO, 1992).

O conceito de organização é de estrutura formal como conjunto de órgãos, cargos e tarefas com o estabelecimento de padrões de execução e treinamento de operários (CHIAVENATO, 2003).

Seguindo Margarida Kunsch (2003), a expressão organização é utilizada para um agrupamento planejado de pessoas que desempenham funções e trabalham conjuntamente para atingir objetivos.

“A organização é a coordenação de diferentes atividades de contribuintes individuais com a finalidade de efetuar transações planejadas com o ambiente”

(CHIAVENATO, 2004, p. 296).

Como o ser humano social, entende-se a sua necessidade de interação com outros e organizações. É assim que uma organizaç ão pode ser definida como um grupo de pessoas constituído deliberadamente com o intuito de atingir determinados objetivos (SANTOS, 2008).

Anna Maris Pereira Moraes (2004) entende como sistema de pessoas, que se

(18)

associam para realizar propósitos, mediante estruturas e funções por meio de processos, no contexto humano e social e em continuidade temporal.

Após relatar as definições de organização, chegou o momento de explorar a comunicação organizacional:

2.3 Comunicação organizacional

2.3.1 Surgimento

Descrever resumidamente acerca da evolução histórica da comunicação organizacional torna-se imprescindível para o entendimento deste trabalho por estar em sintonia com esta linha de raciocínio.

Conforme Wilson da Costa Bueno (2003), desde 1990 a comunicação organizacional se evoluiu tanto que passou a ser observada estrategicamente para as organizações, isto é, tornou-se peça chave para os grandes negócios. Ao mesmo tempo em que a comunicação nas organizações brota barreiras, os profissionais destinados a comandar esse departamento também sofreram alterações, passando a serem mais capacitadas, com visão abrangente e com conhecimento na área de comunicação. Com essa modernização, as empresas passaram a ter identidade e as atividades relacionadas à comunicação foram tratadas de maneira integrada. A empresa começou a se relacionar com seus diversos públicos e as organizações passaram a criar uma autêntica cultura de comunicação e atendimento, com consequente valorização dos públicos internos e a adoção de atributos fun damentais, como profissionalismo, ética, transparência, agilidade e exercício pleno da cidadania (BUENO, 2003).

Com o desenvolvimento e a ampliação da comunicação organizacional no Brasil, esse setor é considerado um importante instrumento de inteligência empresarial. Nessa vertente, a comunicação organizacional se desenvolveu e se tornou ferramenta fundamental e estratégica para as organizações que se preocupam em atingir bons negócios.

Após ter adentrando brevemente no surgimento da comunicação organizacional é essencial partir para a outra fase, isto é, seus conceitos:

(19)

2.3.2 Conceitos

É importante conceituar a comunicação empresarial, porque, a partir dos anos 1990, a comunicação empresarial passou a ser uma ferramenta estratégica de resultados das empresas. A imagem passou a ser um dos ativos mais importantes da empresa, sendo considerado o principal diferencial competitivo entre as organizações num mercado em que a concorrência é tão acirrada.

A comunicação interna é aquela dirigida ao público interno da organização - principalmente funcionários - cujo principal objetivo é promover a máxima integração entre a organização e seus empregados. Uma comunicação eficaz requer habilidades para interpretar, ouvir, usar, e aceitar estilos diferentes de comunicaçã o que tendem a proporcionar atitudes mais adequadas em diferentes situações na rotina da empresa. A excelente comunicação interna pode ser considerada um ativo da empresa, pois tende a criar um ambiente propício à criatividade, à inovação e à aprendizagem (MELO, 2012).

Devemos dar destaque à Comunicação Interna porque ela é a base de sustentação para qualquer processo bem-sucedido de Comunicação Integrada. Sem ela, falta sustentabilidade para qualquer outro processo de comunicação. Como poderá uma empresa f alar de responsabilidade social ou fazer com que seus consumidores acreditem em seus produtos e serviços se seus funcionários desconhecem ou não participam das decisões internamente (CLEMEN, 2005, p. 18).

Comunicação interna é a estratégia que visa facilit ar o fluxo de informações úteis a gestão, viabilizando que os interesses da liderança sejam difundidos entre todos os colaboradores. A comunicação interna é uma atividade meio, o que significa que ela cumpre um papel restrito na organização. Se a estratégi a for mal concebida, a melhor prática de comunicação não surtirá nenhum efeito (FERNANDES, 2019).

A comunicação interna engloba todas as práticas e processos comunicativos de uma determinada organização com o seu público interno (funcionários, colaboradores, acionistas). Sendo estabelecida de forma correta, além de resultados positivos nas áreas administrativa, mercadológica e econômica, consegue tomar o ambiente de trabalho mais harmonioso e agradável para todos que constituem a empresa. Criar um planejame nto estratégico padronizando seus veículos de comunicação, a organização consegue passar informações importantes, de forma organizada, clara e objetiva para seu público interno, evitando o surgimento de suposições e comentários errôneos, deixando os funcio nários seguros e motivados, estabelecendo uma imagem harmoniosa e clara que transmite confiabilidade e credibilidade (COMUNICAÇÃO, 2019).

(20)

No dia a dia da Comunicação Interna de uma organização, a definição que podemos dar é a de que ela funciona como auxíl io para que haja um bom fluxo de informações, estratégicas ou não. Ela percorre de forma clara, transparente, objetiva, toda a organização. É uma atividade mediadora entre a empresa e os colaboradores internos e seu resultado é impactante para que se alcan ce os objetivos da empresa e para que haja, efetivamente, mudança de comportamentos (PIGUIN; SALLES, 2019).

Segundo Ana (2019), mestre em Comunicação pela ECA/USP, a seguir algumas definições para a Comunicação Interna (C.I.):

- Um sistema de informação paralela e não substitutivo do fluxo de documentação funcional que circula por uma empresa e necessário para o seu desenvolvimento, por quanto se constitui em um valioso instrumento para a melhoria da gestão e para a análise da sua própria organização e estrutura.

- Uma ferramenta estratégica para compatibilização dos interesses dos empregados da empresa, através do estímulo ao diálogo, à troca de informações e de experiências e à participação de todos os níveis.

- Um sistema participativo de comunicação na e mpresa cujo objetivo principal é comprometer os colaboradores com os resultados da organização.

- Tem a ver com como transmitir mensagens coletivas com eficácia e em consonância com os objetivos de Marketing Interno.

- Todo o esforço deliberado e planejado com objetivos definidos para viabilizar toda a interação possível entre a organização e seus empregados, usando ferramentas da comunicação institucional e até da comunicação mercadológica.

- Conjunto de meios, processos, funções, conteúdos e comportamentos que geram oportunidades para que se estabeleça a convergência entre os valores e objetivos da empresa e os de seus colaboradores, a CI é, simultaneamente, decorrente da cultura da organização e elemento que consolida os valores próprios dessa cultura. Desempenha, portanto, papel preponderante na formação do clima organizacional e na construção da imagem institucional diante do público interno.

- Sistema de comunicação entre a organização e seu público interno é o conceito mais simples, mas não simplista. .. pressupõe obrigatoriamente um sistema de mão dupla, estruturado, dinâmico e proativo, capaz de disseminar o fluxo de informações que a organização tem interesse em compartilhar e que o colaborador precisa saber.

A comunicação está na fronteira de vários campos do conhecimento:

linguística, fonética, teoria da comunicação, psicologia, sociologia, etc., dificultando a discussão e a escolha de definições aplicáveis ao tema.

Se comunicar é promover significações e manifestações, a comunicação, em

(21)

geral, tem caráter multidisciplinar e pode ter uma postura direta ou indireta e isso dependerá da cultura organizacional da entidade. Assim, compreende -se por comunicação; processo de construção e disputa de sentidos (LIMONGI -FRANÇA, 2008).

Ao se tratar de comunicação, é necessário promover o entendimento de alguns elementos básicos:

(i) emissor: sujeito quem dirige a mensagem;

(ii) receptor: objeto a que a mensagem é dirigida;

(iii) canal: meio pelo qual a mensagem é enviada, quem decide sobre o canal é o emissor (fonte);

(iv) mensagem: unidade básica da comunicação, sendo o produto real da codificação da fonte (emissor). O processo da comunicação não se resume a entender as palavras: há que entender também o significado;

(v) informação: conteúdo da mensagem;

(vi) código: transformação convencionada, e reversível, de elemento a elemento. A diferença entre linguagem e código é o fato de que a linguagem é desenvolvida durante um período de tempo e o código obedece a regras específicas;

(vii) sinal: signo antecipadamente convencionado ou inteligível que transmite a informação;

(viii) ruído: distorção na transmissão da mensagem; e

(ix) sistema: conjunto complexo organizado por partes interativas (PIERÓN, 1993).

A comunicação é um processo de troca de informações entre p essoas. É uma forma de interação social, um jeito de romper o isolamento. E é justamente ao romper este isolamento que se pode mobilizar pessoas em torno de uma meta, de uma causa, de um movimento qualquer em prol do bem comum.

Henri Pierón (1993) ainda apresenta a comunicação como um transmissor de informação. Os processos de comunicação - nas organizações empresariais - não são apenas maneiras de perpetuar e disseminar a cultura da empresa, repassando os padrões de trabalho, resoluções de problemas e de r elacionamento interpessoal. São também formas pragmáticas de estabelecer e cumprir objetivos e metas.

Na realidade, ao proceder a informação a um grupo de trabalho, o que se deseja organizar é o fluxo de informações relativas aos processos da empresa, voltado ao cumprimento de seus objetivos.

Hoje é possível mensurar pontos de contato e integração de diversas

(22)

ferramentas de comunicação e falar de forma sinérgica para atingir os objetivos de uma organização que não se encontra apenas em processo de troca, m as também de construção e manutenção de uma imagem corporativa que deve ser fruto de relacionamentos com públicos externo, interno e a sociedade em que está inserida.

Depois de apresentar alguns conceitos de comunicação interna, agora é a vez de comentar sobre suas funções estratégicas, tema do próximo tópico.

2.3.3 Funções

Torna-se vital esboçar as funções da comunicação interna, baseando -se em autores consagrados desta área: Gustavo Gomes de Matos, Paulo Clemen, Jacinto Corrêa, Andrea Maggessi, Benedito Catanhede, Forte e Ramos.

A dinâmica organizacional somente é possível quando a organização assegura que todos os seus membros estejam devidamente conectados e integrados. É exatamente por esta razão que uma das finalidades mais importantes do desenho organ izacional é assegurar e facilitar o processo de comunicação e de tomadas de decisão.

Pesquisa destaca função estratégica da comunicação interna nas empresas brasileiras. A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), através de seu Instituto de Pesquisas (Databerje), constatou, em sua Pesquisa de Comunicação Interna 2005, a consolidação da relevância estratégica que as empresas brasileiras têm dispensado à comunicação com seus colaboradores internos. Dentre as principais conclusões, a pesquis a revelou que a comunicação corporativa está cada vez mais profissionalizada e é identificada - por 74% - como área estratégica nas empresas recebendo - de 80% - maiores investimentos e sendo até mesmo alçada - por 46% - ao grau de distinção de vice-presidência, diretoria ou superintendência. Em 35% das empresas, o setor foi distinguido como uma gerência, e em 18,8% dos casos, a área de comunicação é uma assessoria, coordenadoria ou departamento. A amostra envolveu 117 organizações, classificadas entre as 5 00 maiores empresas do Brasil, de acordo com levantamento da Revista Exame. Juntas, elas empregavam mais de 1 milhão de funcionários e os grupos aos quais pertenciam faturaram, em 2004, acima de 260 bilhões de dólares. O estudo foi coordenado por Paulo Nas sar, diretor-presidente da Aberje e também professor da ECA-USP, e Suzel Figueiredo, diretora da Aberje e professora da FAAP.

Ainda hoje, talvez o mais difícil seja as organizações perceberem a função estratégica da Comunicação Interna para a geração de resultados, e essa percepção só mudará quando as empresas souberem lidar com as suas Pessoas, que prefiro chamar de Cidadãos Corporativos (CLEMEN, 2005, p. 19).

Para serem eficientes e obter resultado, as estruturas de comunicação interna não podem correr o risco de concentrar a comunicação em uma única mídia - muito menos se ela for exclusivamente digital.

(23)

Para ser democrática e ter valor, a comunicação precisa realmente ser socializada na empresa, o que só é possível com a adoção de um mix de ferramentas, cada qual com sua função estratégica, capaz de contar com uma logística que entregue a mensagem onde quer que o funcionário esteja e no menor tempo possível (CORRÊA;

MAGGESSI; CATANHEDE, 2009, p. 63).

Como reflexo das transformações sociais, a comunicação p assa a pressupor responsabilidade entre o emissor e o receptor da mensagem; define o processo mediante o qual a organização pretende influir na conduta das pessoas, pela transmissão de significados, incluindo também um feedback. O bom relacionamento entre a organização e seus públicos de interesse possibilita decisões mais seguras por parte dos profissionais de relações públicas e de marketing, mediadores desse processo e construtores da eficácia no tratamento das informações. O domínio da essência da infor mação interna e externa parece ser o grande desafio atual dos administradores. O relacionamento externo da organização reflete o tratamento dado internamente à comunicação, sendo que esta adquire uma função estratégica com a qual as relações públicas podem contribuir muito. A idéia (sic) é fazer que as organizações conheçam primeiro a si mesmas para, então, comunicarem -se melhor com seus públicos externos (FORTES; RAMOS, 2011, p. 21).

Uma vez apresentadas as funções da comunicação organizacional, agora será a vez de retratar as atuais condições de mercado no próximo tópico:

2.3.4 Condições atuais de mercado

É devido o relato das novas condições de mercado quanto à comunicação interna com o propósito de elevar a compreensão desta análise.

Não é mais possível conceber e executar planos, projetos e programas isolados de comunicação institucional, mercadológica, de administração interna ou externa, pois uma estratégia comunicacional integra todos os setores da organização e envolve todos os seus participantes. Quando o grupo é envolvido nas estratégias, mesmo sendo limitados, os colaboradores sentem que fazem parte do todo e, consequentemente, passam a dar mais de si além de sentirem reconhecidos. A partir daí a comunicação passa a fluir e se torna mais aberta.

A imagem pública de uma organização passou a representar um fator estratégico tão importante quanto os produtos e serviços. As empresas querem ser reconhecidas não apenas por sua marca ou por suas atividades específicas, mas por sua atuação como empresas cidadãs. Nesse contexto, a comunicação ocorrerá não mais por meio de algo que se diz para um mercado passivo, mas pela qualidade das relações que serão estabelecidas com esses atores e pela credibilidade gerada por

(24)

uma rede de relações articuladas pela empresa com seus clientes, funcionários, fornecedores etc.

“O processo de transmissão de informações e o respectivo entendimento do significado pelos envolvidos” (SILVA, 2004, p. 33), permitindo que as pessoas demonstrem suas ideias, sentimentos e valores para os outros de forma simples, aumentando, dessa forma, as possibilidades para conseguirem alcançar seus objetivos comuns. Ideia esta que pode ser aproveitada pelas organizações na busca de sua comunicação eficaz.

O cenário atual é trajado por um ambiente instável e sujeito a mudanças.

Nesse panorama, as organizações precisam ser ágeis e flexíveis. A aprendizagem organizacional, comunicação, desenvolvimento de equipes, mudança de padrões e culturas constituem palavras de ordem para aquelas organização que de sejam continuar a serem competitivas. Na atual era, a reorganização de pensamento e aprendizagem faz lembrar que a comunicação resgata a contribuição das pessoas e que a coletividade torna o sistema mais produtivo:

A comunicação e em uma organização deve s er entendida de uma maneira integral, reconhecida como presente em todas as ações de uma organização ou entidade configurando de maneira permanente a construção de sua cultura e identidade, marcando um estilo próprio e, por fim, suas formas de projetar-se ao exterior (RESTREPO, 1995, p.

92).

As organizações passam por mudanças velozes e intensas e isso tem reflexo imediato no ambiente de trabalho e nas pessoas. O mundo moderno se caracteriza por tendências que envolvem globalização, tecnologia, informação, foco no cliente, qualidade, produtividade, dentre outros fatores. Todas essas tendências afetam e continuarão a afetar a maneira pela qual as organizações utilizam a força de trabalho das pessoas. Esses fatores também influenciam a gestão que por sua vez r epassa para os colaboradores o posicionamento de mercado e estilo administrativo e metas a serem obtidas.

É necessário analisar e compreender a estratégia organizacional, num ambiente de incertezas e complexidade, não mais como um exercício de previsão conduzido por um grupo limitado de formadores de opinião, mas com um planejamento estratégico com o foco voltado para o grupo de colaboradores, em cujo centro está a comunicação.

(25)

Não são poucas as organizações que vêm investindo grandes somas de recursos no incremento dos meios tecnológicos que visam a intensificar o volume de trocas de informação. Este é um esforço de melhoria dos aspectos estruturais que pode contribuir positivamente para a comunicação. Contudo, os recursos tecnológicos não podem ser empregados para substituir a interação pessoal ou para servirem como principal elemento de promoção da socialização dos indivíduos.

O poder de contribuição dos recursos tecnológicos tende a ser limitado quando seu uso é realizado de modo abusivo ou não adequadam ente sistematizado, gerando ruídos, o que pode até mesmo enfraquecer a qualidade da comunicação.

Assim, as organizações, em seu esforço de gestão da comunicação, reforçam a capacidade de promover estudos visando ao gerenciamento do excesso de hierarquia, formalismo, centralização de autoridade e de distâncias de poder, pois esses itens podem minar as condições para que diferentes participantes da organização possam desenvolver um maior senso de engajamento, além de um maior domínio de seu trabalho.

2.3.5 Comunicação interna

Destacar o propósito da comunicação interna é altamente relevante, já que servirá de apoio para explicar o ponto crucial desta análise, por se tratar da meta da comunicação, o que será de grande proveito para alcançar o objeto deste estud o.

A comunicação interna é categórica para manter a saúde organizacional, cuja finalidade é comunicar os acontecimentos a todos os funcionários de uma organização, tendo como objetivo essencial firmar a imagem positiva da empresa na mente de seus colaboradores (PASQUALINI, 2006).

Esta comunicação contribui para o desenvolvimento e a manutenção de um clima positivo, favorável ao cumprimento das metas estratégias da organização – conclui Gaudêncio Torquato (2004).

A comunicação interna oportuniza a troca de i nformações, colaborando para a constituição do conhecimento, expresso nas atitudes das pessoas. É essencialmente um processo que conglomera a comunicação administrativa, fluxos, barreiras, veículos, redes formais e informais, promovendo a interação social e excita a credibilidade, agindo para manter vida da identidade organizacional (MARCHIORI,

(26)

2008).

Juarez Bahia (1995) também enriquece este estudo quanto à comunicação interna:

A comunicação interna tem a integração como objetivo principal, ou seja, pretende transmitir o pensamento, as decisões e ações da empresa aos funcionários, com rapidez e clareza, demonstrando as posições que seus coordenadores assumem diante de determinadas situações (BAHIA, 1995, p. 31).

Uma vez entendido que a comunicação interna oportuniza a troca de informações, contribuindo para o desenvolvimento da organização, agora serão salientados os conceitos de stakeholders, o surgimento do projeto INTEGRADOR e seu propósito.

2.4 Stakeholders

“Um indivíduo, grupo ou organização que possa afetar, ser afetado ou sentir-se afetado por uma decisão, atividade ou resultado de um projeto” (GOMES, 2012) ou "grupos que sem seu apoio a organização deixaria de existir" (BARONI, 2019).

Gabriel Meira (2019) também conceitua stakeholder:

É uma pessoa ou um grupo que possui participações, investimentos ou ações e que possui interesse em uma determinada empresa ou negócio. Stake em inglês significa interesse, participação, risco.

Enquanto Holder significa aquele que possui. O termo stakeholder também pode significar partes interessadas, sendo pessoas ou organizações que podem ser afetadas pelos processos e projetos de uma empresa.

“É formulação e a implementação pelos administradores de processos que satisfaçam os grupos interessados na empresa” (SILVEIRA; YASHINAGA; BORBA, 2005) ou “é gerencial no amplo sentido do termo, pois ela não apenas descreve situações existentes ou prediz relacionamentos de causa e efeito, ela também recomenda atitudes, estruturas e práticas que, tomadas em conjunto, constituem o gerenciamento dos stakeholders” (DONALDSON; PRESTON, 1995). Para auxiliar na compreensão deste assunto, há o Apêndice 2:

(27)

2.5 Projeto INTEGRADOR

2.5.1 Surgimento

O Programa Estratégico do Exército Proteção da Sociedade - PROTEGER - foi criado por intermédio da Portaria 45-EME, de 17 de abril de 2012, com a denominação de Projeto Estratégico do Exército Sistema Integrado de Proteção de Estruturas Estratégicas Terrestres (PEE PROTEGER), a fim de capacitar o Exército Brasileiro a atuar na proteção de Estruturas Estratégicas Terrestres (EETer) do país, implementando medidas de prevenção e/ou atuação em caso de contingência, quando determinado pelo Governo Federal. Essa foi a base para a permanente cooperação interagências e ampliação de capacidades do EB para a proteção da sociedade.

Ainda em 2012, foi realizado o Estudo de Viabilidade (EV) e elaborado o escopo inicial do projeto. Estes documentos serviram de b ase para que o Chefe do Estado-Maior do Exército (Ch EME) emitisse a Portaria 192-EME, de 21 de novembro de 2012 e aprovasse a Diretriz de Implantação do Projeto PROTEGER.

Em novembro de 2014, ante ao agravamento da conjuntura financeira desfavorável, que não permitiu o cumprimento do cronograma físico -financeiro inicial do projeto, elencou como prioritário o desenvolvimento e a implantação do Sistema de Coordenação de Operações Terrestres Interagências (SISCOTI), traduzidos, naquela oportunidade em três tarefas básicas: implantação do Centro de Coordenação de Operações Terrestres Interagências Móvel (CCOTI Mv), particularmente o seu projeto piloto no Comando Militar do Leste, de modo a permitir a sua experimentação nos Jogos Olímpicos e Para olímpicos Rio 2016; o desenvolvimento do software INTEGRADOR de sistemas denominado à época de PROTETOR; e a realização das diversas fases de engenharia que culminarão na construção do Centro de Coordenação de Operações Terrestres Interagências em Brasília (CCOTI/Bsa).

Priorizou também a aquisição de material de comunicações e reparos em centros de operação para apoio aos atuadores nas operações de segurança dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, o apoio às ações de implementação do Sistema Nacional de Comunicações Críticas (SISNAC), o apoio à construção de uma sala cofre no Centro Integrado de Telemática do Exército visando ao armazenamento dos

(28)

dados que irão trafegar pelo SISCOTI e a conclusão das demandas administrativas relativas ao projeto.

Em dezembro de 2015, o Chefe do EPEx (Ch EPEx) determinou a realização de estudos para a implementação, a partir do ano 2016, da reestruturação do Escritório, incluindo o redesenho do portfólio do Exército, com a edição de normas para gestão do portfólio e programas estratégi cos.

A fim de contribuir na definição do supracitado portfólio, o Ch EPEx determinou que a equipe do Projeto realizasse estudos no sentido de verificar se o PEE PROTEGER se enquadrava melhor na situação de “Projeto” ou de “Programa”, realizando, em decorrência, as necessárias mudanças em seu escopo e planejamento para atender à nova situação, adequando, dentro do possível, as informações contidas na documentação elaborada.

Considerar, ainda, no estudo supracitado, o posicionamento da Força que, em face das restrições orçamentárias impostas pelo Governo Federal e da aplicação da metodologia de priorização de projetos, decidiu reduzir, substancialmente, os recursos financeiros destinados ao PEE PROTEGER para o período de 2016 a 2019.

O Ch EPEx concedeu o prazo de seis meses para a realização do estudo e consequente elaboração da nova solicitação de mudança, a ser apresentada ao Ch EME.

O estudo foi realizado conjuntamente com a Seção de Acompanhamento, Controle e Integração do EPEx, chegando -se a conclusão que a melhor situação era a de realizar a transformação de “Projeto” para “Programa” PROTEGER.

Após o estudo, a gerência do Projeto sentiu a necessidade de elaborar planejamentos para uma melhor adequação do escopo inicialmente previsto para o Projeto, não somente fruto da transformação para Programa, mas, principalmente um melhor alinhamento com a evolução das demandas operacionais do país, chegando -se a conclusão, da necessidade de priorizar tarefas e ampliar o escopo das ações previstas no subprojeto proteção da sociedade.

Assim, coerente com os estudos supracitados, chegou -se a conclusão de que o nome do Projeto deveria ser mudado de Projeto Estratégico do Exército Sistema Integrado de Proteção de Estruturas Estratégicas Terrestres para Programa Estratégico do Exército Proteção da Sociedade, visando ampliar a capacidade do

(29)

Exército Brasileiro de coordenar operações na proteção da sociedade, destacando -se a realização de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e Garantia da Votação e Apuração (GVA) em pleitos eleitorais; coordenação de segurança e atuação em grandes eventos; ações de prevenção e combate ao terrorismo e a proteção de Estruturas Estratégicas Terrestres (Infraestruturas Críticas) em situação de crise, quando demandados pelo governo federal; apoio a defesa civil em caso de calamidades naturais ou provocadas, inclusive envolvendo áreas contaminadas por agentes químicos, biológicos, radiológicos e nucleares, dentre outras ações subsidiárias.

Buscando um melhor alinhamento institucional, uma melh or aderência com a doutrina e a legislação em vigor e a fim de melhorar a comunicação do Programa, foram realizadas algumas redefinições semânticas, cujas alterações principais se encontram listadas a seguir, dentre outras:

- O Sistema de Coordenação de Operações Terrestres Interagências (SISCOTI) perdeu o seu termo “interagências” passando a ser designado por SISCOT.

- O software INTEGRADOR de sistemas, denominado anteriormente por

“PROTETOR”, passou a ser designado por “INTEGRADOR”, traduzindo melhor sua finalidade.

- Os Centros de Coordenação de Operações Terrestres Interagências (CCOTI) passaram a ser denominados de Centros de Coordenação de Operação (CCOp), designação prevista no Manual de Operações em Ambiente Interagências (EB20 -MC- 10.201) e coerente com a demanda legal prevista no Art. 15 da Lei Complementar 97, de 09 de junho de 1999.

Em 2017, o Projeto Estratégico do Exército Sistema Integrado de Proteção de Estruturas Estratégicas Terrestres (PEE PROTEGER) passou a denominar Programa Estratégico do Exército Proteção da Sociedade – PROTEGER (PrgEE PROTEGER) e face das restrições orçamentárias impostas pelo governo federal, o projeto sentiu a necessidade de reduzir seu escopo limitando-se a alcançar as entregas relativas ao SISCOT e aos módulos relacionados às ações de prevenção e combate ao terrorismo e de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN).

O Anexo mostra o portfólio do PrgEE PROTEGER que ilustra as

(30)

possibilidades de emprego do PrgEE e Apêndice 3, o organograma do PrgEE PROTEGER.

Nesse contexto, o SISCOT é o Subprograma que integrará os Centros de Coordenação previstos no Programa, denominados Centros de Coordenação de Operações (CCOp), verdadeiras ferramentas para a integração e coordenação.

2.5.2 Propósito

O avanço frenético das tecnologias existentes traz uma enorme preocupação para a Força Terrestre. Desta forma, o PEE INTEGRADOR foi criado com a preocupação de aproximar o nível tecnológico alcançado com o estado da arte.

O Problema

– Dificuldade de integrar dados e informações para se obter prognósticos, alarmes e conhecimentos relativos aos temas de proteção da sociedade e proteção das Estruturas Estratégicas Terrestres (EETer), associada à dificuldade de coordenar operações em ambiente interagências.

Afeta

– o bem-estar da população brasileira em razão do

– cenário de incertezas, com ameaças difusas e assimétricas, revestindo -se de elevada complexidade, no âmbito nacional e no exterior, com riscos decorrentes de causas naturais e de amplo espectro, de possíveis ameaças de o rigem humana, tais como sabotagens, crime organizado e ataques terroristas, dentre outras; e

– inexistência de um sistema que integre de forma adequada as atividades de prevenção, de antecipação e de emprego operacional, visando a minimizar ou mitigar os riscos e as ameaças.

Uma boa solução seria

– a construção de um software que concentre as informações relativas à segurança das EETer e as disponibilize de forma oportuna para atuação coordenada da Força Terrestre na proteção delas.

O PEE INTEGRADOR visa ao fornecimento de maior eficácia na execução das ações de integrar, produzir e compartilhar as informações e conhecimentos entre o Exército Brasileiro e as agências e órgãos parceiros, com o objetivo de aumentar a eficácia das ações na proteção da sociedade; efetivar a Gestão da Produção do

(31)

Conhecimento com a modificação estrutural das soluções existentes; fornecer atualizações de licenças de software e atualizações técnicas recomendadas pelo fabricante de modo a manter o sistema dentro das melhores condiçõe s de utilização;

fornecer serviço de adequação e remanejamento do atual sistema, contemplando a criação e atualização dos ambientes de produção, visando a os novos ambientes operacionais para atenderem às novas necessidades institucionais; fornecer serviço de criação/revisão das Unidades de Informação da base de conhecimento instalada, modificando a abrangência do sistema; fornecer serviço de criação/revisão de ontologias.

Chegou o momento dos métodos e técnicas de pesquisa utilizados para esclarecer como é a comunicação dos stakeholders no PEE INTEGRADOR.

(32)

3 MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA

Torna-se essencial informar a tipologia e descrição geral dos métodos de pesquisa, a caracterização da organização, setor ou área, indivíduos objeto do estudo , a população e amostra ou participantes da pesquisa, a caracterização e descrição dos instrumentos de pesquisa, além dos procedimentos de coleta e de análise de dados.

3.1 Tipologia e descrição geral dos métodos de pesquisa

Para o alcance dos objetivos propostos, foi realizada uma pesquisa, por meio da aplicação de um questionário estruturado. O presente estudo caracteriza -se como uma pesquisa descritiva, pois identificará os fatores determinantes e responsáveis na comunicação com o stakeholders no PEE INTEGRADOR.

O método de abordagem refere-se ao processo do raciocínio adotado, neste caso o método fenomenológico, que não é dedutível nem indutivo, preocupa -se com a descrição direta da experiência tal como ela é.

Quanto ao método de procedimentos, refere-se às etapas concretas da pesquisa, foi empregado o método do estudo de caso, método qualitativo que consiste, geralmente, em uma forma de aprofundar uma unidade individual, serve para responder questionamentos que o pesquisador não tem muito controle sobre o fenômeno estudado.

Se o método é o “caminho” a técnica é o “modo de caminhar”, segundo Marconi e Lakatos (2007, p. 62), “a técnica de pesquisa é um conjunto de preceitos ou processos de que se serve uma ciência ou arte; é a arte prática.”

3.2 Caracterização da organização, setor ou área, indivíduos objeto do estudo

As técnicas de pesquisa são os procedimentos operacionais que servem de mediação prática para a realização das pesquisas conduzidas mediante diferentes metodologias, que precisam ser compatíveis com os métodos adotados. Portanto, a técnica está subordinada ao método, sendo auxiliar imprescindível.

Segundo Severino (2007, p. 124) e Lakatos (2007, p. 62), “as técnicas de pesquisa são as seguintes, entre outras: documentação, entrevista, questio nário, observação e análise de conteúdo.”

Referências

Documentos relacionados

A pesquisa pode ser caracterizada como exploratória e experimental em uma primeira etapa (estudo piloto), na qual foram geradas hipóteses e um conjunto de observáveis, variáveis

Com intuito, de oferecer os gestores informações precisas atualizadas e pré-formatas sobre os custos que auxiliem nas tomadas de decisões corretas, nos diversos

Uma das importantes controvérsias, em termos de orientação ideológica, por parte do primeiro governo Lula consiste, justamente, na aprovação de uma Reforma da Previdência que

The leaf descriptors proposed for Amazon chicory allowed the characterization and differentiation of creole genotypes evaluated in the present study, thus highlighting the limb

De seguida, vamos adaptar a nossa demonstrac¸ ˜ao da f ´ormula de M ¨untz, partindo de outras transformadas aritm ´eticas diferentes da transformada de M ¨obius, para dedu-

A entrega dos zapatos deberá producirse nun prazo máximo de 10 días a contar desde o día seguinte a aquel en que se produciu a elección do modelo de zapatos..

Conclui que "considerar que o módulo urbano seria obstáculo ou limite mínimo para a aquisição originária da propriedade via usucapião extraordinário, além

Afterwards remove the needle bearing, the clutch body and 1st speed synchronizer ring, sliding sleeve and plungers.. Cuidado para que os pinos não sejam expelidos pela ação