II COLÓQUIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS SOCIAIS
DA EDUCAÇÃO
O Governo das Escolas:
Atores, Políticas e Práticas
UNIVERSIDADE DO MINHO - INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DA EDUCAÇÃO
1, 2 E 3 DE OUTUBRO DE 2015
ORGANIZADORES
Virgínio Sá Leonor Torres Guilherme Silva Daniela Silva
ISBN
978-989-8557-57-5
DATA
Outubro 2015
EDIÇÃO DIGITAL
De Facto Editores
Todos os direitos reservados
ÍNDICE DE ARTIGOS
COMISSÃO CIÊNTIFICA COMISSÃO ORGANIZADORA PROGRAMA
Comissão Organizadora
Carlos Gomes Carla Soares Custódia Rocha Daniela Silva Fátima Antunes Fernanda Martins Fernando Ilídio Guilherme Silva Leonor Torres Manuel Silva
Virgínio Sá (Coord.)
Comissão Científica
Alexandre Ventura (Univ Aveiro)
Almerindo Janela Afonso (Univ do Minho) Ana Maria Seixas (Univ Coimbra)
António Bento (Univ Madeira) António Bolivar (Univ Granada) António Neto Mendes (Univ Aveiro) Clementina Cardoso (Univ Londres) Custódia Rocha (Univ Minho)
Dalila Oliveira (UFMG-FE-Belo Horizonte) Daniela Silva (Univ Minho)
Dora Castro (ESE Porto) Elisabete Ferreira (Univ Porto) Fátima Antunes (Univ Minho)
Fátima Chorão Sanches (Univ Lisboa) Fernanda Martins (Univ Minho)
Florbela Sousa (Univ Lisboa) Guilherme Silva (Univ Minho) Henrique Ferreira (ESE Bragança)
Jean-Louis Derouet (IFE-ENS-Lyon) João Barroso (Univ Lisboa)
Jorge Adelino Costa (Univ Aveiro) Jorge Ávila de Lima (Univ Açores) José Verdasca (Univ Évora) Leonor Torres (Univ Minho) Licínio Lima (Univ Minho) Luís Carvalho (Univ Lisboa) Luiz Dourado (UFG-FE Goias) Márcia Aguiar (UFP- Pernambuco) Mª João de Carvalho (UTAD-Vila Real) Manuel Sarmento (Univ Minho)
Mariana Dias (ESE Lisboa)
Romualdo Portela (USP-São Paulo) Theresa Adrião (UNICAMP-FE Campinas) Virgínio Sá (Univ Minho)
ÍNDICE DE ARTIGOS
COMISSÃO CIÊNTIFICA COMISSÃO ORGANIZADORA PROGRAMA
Programa
1 DE OUTUBRO DE 2015
· 09.00 h Abertura do Secretariado
· 09.30 h Sessão de Abertura
· 10.00-11.15 h Conferência de Abertura: Yves Dutercq (Uni- versidade de Nantes) Comentário: Manuel Sarmento (Uni- versidade do Minho)
· 11.15-11.30 h Intervalo
· 11.30-13.00 h Mesa redonda I: Escola pública, gerencia- lismo e desigualdades em educação - Maria João Carvalho (Universidade de Trás os Montes e Alto Douro); Romualdo Portela (USP, S. Paulo); Sofia Viseu (Universidade de Lisboa);
Almerindo Afonso (Universidade do Minho) (Coordenador/
comentador)
· 13.30-14.30 h Almoço
· 14.30-16.30 h Comunicações livres
· 16.30-16.45 h Intervalo
· 16.45-18.45 h Comunicações livres 2 DE OUTUBRO DE 2015
· 09.00-11.00 h Comunicações livres
· 11.00-11.15 h Intervalo
· 11.15-13.00 h Mesa Redonda II - Centralização, descentra- lização, autonomia e (híper)burocracia- João Barroso (Uni- versidade de Lisboa); Jorge Adelino Costa (Universidade de Aveiro); Elisabete Ferreira (Universidade do Porto); Virgínio Sá (Universidade do Minho) (Coordenador/comentador)
· 13.00-14.30 h Almoço
· 14.30-16.30 h Mesa Redonda III- O/A Diretor/a em ação:
estudos- Jean-Louis Derouet (IFE-ENS, Lyon); Custódia Rocha (Universidade do Minho); António Bolivar (Universi- dade de Granada); Leonor Torres (Universidade do Minho) (Coordenadora/comentadora)
· 16.30-16.45 h Intervalo
· 16.45-18.15 h Comunicações livres
· 18.15-19.30 h Conferência: Dalila Oliveira (Universidade Federal de Minas Gerais); Comentário: Fátima Antunes (Uni- versidade do Minho)
· 20.00 h Jantar do Colóquio 3 DE OUTUBRO DE 2015
· 09.00-11.00 h Comunicações Livres
· 11.00-11.15 h Intervalo
· 11.15-12.30 h Conferência de Encerramento: Licínio Lima (Universidade do Minho)
· 12.30-13.00 h Sessão de Encerramento
ÍNDICE DE ARTIGOS
COMISSÃO CIÊNTIFICA COMISSÃO ORGANIZADORA PROGRAMA
O Governo das Escolas: Atores, Políticas e Práticas
As reformas modernizadoras da governação das escolas, ancoradas numa agenda gerencialista de inspiração neoliberal, e materializadas nas propostas de aplicação ao espaço educativo dos cânones da nova gestão pública, constituem uma tendência cujo epicentro se localiza nos países centrais, mas com ineludíveis réplicas nos países periféricos e semi-periféricos onde se inclui Portugal.
De entre os vetores mais salientes dessa modernização conservadora, alimentada pela fabricação de um certo pânico moral, destacam-se uma maior centralização das decisões estratégicas, potenciada pelos novos recursos do taylorismo informático, e frequentemente travestida através de um discurso que procura ocultar o que realmente promove; uma ressemantização de conceitos de forte poder apelativo, com destaque para a descentralização, a autonomia e suas derivações; uma obsessão quan- tofrénica com desdobramentos diversos, incluindo a avaliação dos alunos, dos professores e das escolas; uma desqualificação do controlo democrático e sua substituição pela retórica do controlo do consumidor; uma gestão baseada em evidências, mesmo quando objetivamente faltam evidências que sustentem a consistência das opções tomadas; e, particularmente no caso português, a procura de um rosto em cada escola/agrupamento, devidamente assessorado por pessoas da sua confiança, a quem possam ser assacadas responsabilidades.
Neste cenário, as escolas, enquanto contextos de ação concreta onde confluem distintos agentes e agendas, vão reagindo aos terrores da performatividade, explorando as zonas de incerteza que, apesar de tudo, subsistem, com impactos educativos que ainda não estão inteiramente estudados, mas que podem comprometer a sua sobrevivência como espaço público promotor da convivência democrática, da construção do bem comum e de afirmação da razão comunicativa sensível à sonoridade de todas as vozes.
Mobilizando especialistas de diferentes geografias socioculturais, o II Colóquio de Ciências Sociais da Educação, através de distintos dispositivos organizativos, pretende constituir-se como um fórum de reflexão e de debate, criando as condições para a partilha de inquietações, de experiências, de aspirações e de perplexidades, contribuindo assim para um diálogo, que se espera profícuo, entre “a ciência dos atores e a ciência dos autores”.
ÍNDICE DE ARTIGOS
COMISSÃO CIÊNTIFICA COMISSÃO ORGANIZADORA PROGRAMA
EIXO 01
Globalização, europeização e administração da educação
Globalização, internacionalização e mobilidade acadêmica no ensino superior: um estudo do Programa Ciência sem Fronteiras na UFRB. 26 Alessandra Queiróz de Almeida
Da Política Educativa Nacional e Supranacional às Práticas Curriculares 38
Carla Lacerda
A globalização enlaces e faces nos estudos das organizações educativas 48
Carlos Antonio de Queiroz, Marly Alfaia Simões de Queiroz e Fabiane Maia Garcia
A globalização da educação e os contextos: respeito às diferenças ou atenuação das identidades? 58 Carolina da Costa Santos, Fátima Pereira e Amélia Lopes
O Programa Novas Oportunidades e a aprendizagem ao longo da vida: efeitos da União Europeia em Portugal 65 Daniela Vilaverde e Silva
Quais os efeitos da Globalização na Avaliação Externa de Escolas? 79
Joana Sousa e Natália Costa
A formação de professores no contexto das mudanças do ensino superior: uma perspectiva comparada entre Portugal e o Brasil 86 Maria Rejane Lima Brandim e Marina Graziela Feldmann
Políticas Educacionais de Ampliação da Jornada Escolar: uma perspectiva comparada Brasil e Portugal 95 Marília Beatriz Ferreira Abdulmassih e Antonio Chizzotti
União Europeia e Mercosul: Congruências na Concepção de Qualidade da educação Superior 103
Mary Ane de Souza
ÍNDICE DE ARTIGOS
COMISSÃO CIÊNTIFICA COMISSÃO ORGANIZADORA PROGRAMA
As Relações entre a União Europeia e o Mercosul e o Processo de Integração Universitária Mercosulino 115 Verônica de Lourdes Pieto de Oliveira
Agenda Global e Mercantilização da Educação: Algumas Problematizações Sobre as Políticas Educacionais de Distribuição Massiva de Laptops
Educacionais no Modelo “1:1” 128
Viviane Grimm e Geovana Mendonça Lunardi Mendes
EIXO 02
Organização e gestão pedagógica da escola/agrupamento
Avaliação de Escolas: os efeitos nos processos de mudança e melhoria da escola 140
A. P. Correia, I. Fialho e Virgínio Sá
Organização e gestão pedagógica da escola: das práticas escolares à lógica do seminário integrado do Ensino Médio Politécnico 151 Andrelisa Goulart de Mello e Rosane Carneiro Sarturi
A Escola em Ciclos: Novos Currículos e Velhas Práticas Docentes? 162
Anuska Andreia de Sousa Silva
Políticas Públicas e Educação Infantil: um olhar para a gestão da Lei 12.796 no contexto da escola 173 Camila Moresco Possebon e Rosane Carneiro Sarturi
Gestão pedagógica das escolas públicas paranaenses: entre as políticas educacionais e a redefinição governamental 185 Eliane Cleide da Silva Czernisz, Maria José Ferreira Ruiz e Leise Cristina Bianchini
Noções de Emancipação através do Trabalho: Um Estudo a partir das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica Brasileira 193 Eucaris Joelma Rodrigues Ferreira e Gabriel dos Santos Kehler
Organização e Gestão Pedagógica da escola sob o olhar de licenciandos que participam de um programa de iniciação à docência- PIBID 203 Gláucia Signorelli de Queiroz Gonçalves, Marília Beatriz Ferreira Abdulmassih e Vlademir Marim
A Organização e Gestão Pedagógica Inseridas na Noção de Contrato 213
Henrique Ramalho
A floresta como espaço de aprendizagem: Um complemento à oferta educativa para a infância 224 Isabel Duque, Luana Pinho, Emília Bigotte, Aida Ferreira Figueiredo, Marlene Miguéis, Vera Vale e Ana Coelho
Gestão Democrática na Escola Estatal: Eleições, Práticas e Processos 234 Ivanilso Santos da Silva
Colaboração entre professoras em escolas do pré-primário e primário em Portugal 248
Joana M. B. Pacheco de Castro e José Manuel Matos
A Agregação de Escolas e Agrupamentos e a Possibilidade de Inovação e Melhoria 260
João Esteves Salgueiro
Gestão e Trabalho Pedagógico na Escola nos Discursos de Professores 272
Liliana Soares Ferreira
Contabilidade e seu Objeto de Estudo: do patrimônio a necessidade de uma inserção social 283 Luciana Silva Moraes Sardeiro e João Bosco Pavão
À Procura do Par Pedagógico Perdido: Repensando a Gestão Pedagógica 292
Luís Santos e Joaquim Duarte
As condições de trabalho na escola pública angolana: o conteúdo dos textos normativos e a realidade concreta das escolas 304 Manuel da Cruz Pedro
Do governo das escolas ao governo dos indivíduos Políticas de construção do cidadão social 317 Manuel Dinis P. Cabeça
A Gestão Curricular em Escolas do 1.º Ciclo de um Agrupamento de Escolas: Entre os Projetos, os Discursos e as Práticas 329 Maria Adelina da Conceição Martins
A influência das políticas públicas no desenvolvimento infantil nas primeiras etapas da Educação Básica: limites e possibilidades1 341 Naila Cohen Pomnitz e Nathana Fernandes
Desafios da gestão na escola: a atuação das professoras supervisoras do PIBID/UFSM/Pedagogia 354 Nicole Zanon Veleda
A figura do encarregado de educação e a sua (des)conformidade com o regime das responsabilidades parentais do Código Civil 366 Rossana Martingo Cruz
Repensar as Plataformas de gestão em função dos padrões de qualidade das escolas 379
Rui António Ribeiro Lourenço, Paula Maria Sequeira Farinho, Maria João Delgado e Eva Maria Lacerda Correa
O papel da autoavaliação no processo de melhoria organizativa 397
Teresa de Jesus Correia Paulino dos Santos
A Política Educacional, Projeto Professor Diretor de Turma no Campo Educacional Brasileiro Entre o Local e o Global: A Experiência do Ceará
– Brasil 410
Vagna Brito de Lima e Maria Zuleide da Costa Pereira
Da Avaliação à Intervenção - Uma Experiência de Implementação das Equipas Educativas 422
Zita Esteves, João Formosinho e Joaquim Machado
EIXO 03
Participação, democracia e a nova gestão pública na administração educacional
Políticas Públicas Democráticas nos Sistemas Municipais de Ensino: Interlocução entre Escolas e Conselhos de Educação 435 Andrelisa Goulart de Mello, Marilene Gabriel Dalla Corte, Joacir Marques da Costa, Marina Lara Silva dos Santos Teixeira e Francine Mendonça da Silva
Gestão Gerencial e Gestão Democrática no Programa Nacional Escola de Gestores 447
Anieli Sandaniel, Eliane Cleide da Silva Czernisz e Maria José Ferreira Ruiz
A gestão da educação Municipal: autonomia e participação 459
Anita dos Reis de Almeida, Ione Oliveira Jatobá leal e Ivan Luiz Novaes
Verticalização, práticas profissionais e formação docente no Instituto Federal Farroupilha, Campus São Vicente do Sul. 470 Antônio Carlos Minussi Righes, Márcia Eliana Migotto Araújo e Rosane Carneiro Sarturi
A Avaliação do Desempenho Docente em Portugal e suas principais consequências 481
Carmo Moreira e Manuel A. Silva
O Estágio Supervisionado na Escola Pública Estadual: reflexões sobre a gestão pública e a participação dos professores no processo formativo 492 Cláudia Tavares do Amaral, Maria Geralda Oliver Rosa e Jussara Bueno de Queiroz Paschoalino
Nova Gestão Pública e a ênfase nos resultados: reflexões sobre a atual gestão educacional brasileira 505 Daniela Cunha Terto e Alda Maria Duarte Araújo Castro
Um estudo sobre os Sistemas Municipais de Ensino no Estado do Rio Grande do Sul – Brasil: inter-relações com a lei de gestão democrática e
o contexto escolar 514
Diego Dartagnan da Silva Tormes, Marilene Gabriel Dalla Corte, Rosane Carneiro Sarturi e Marina Lara Silva dos Santos Teixeira
Gestão das Escolas em Africa: análise comparativa do funcionamento das escolas públicas de nível secundário em África do Sul e Cabo Verde. 526 MBangula Katúmua
A qualidade de ensino no Plano Nacional de Educação (2014-2024): desafios à gestão educacional local no Brasil 536 Elisangela Alves da Silva Scaff e Marilia Fonseca
A Governação da Educação: Redes e Lógicas de Ação 546
Emília Vilarinho e Esmeraldina Veloso
A democracia participada das famílias no interior das escolas 557
Eva Gonçalves
Centralidades e periferias na intervenção educacional: a inserção escolar como problema de inclusão social e a escola como instituição
parceira 570
Fátima Antunes e Rosanna Barros
O Novo Modelo de Gestão da Escola Pública e as Práticas de Gestão do Diretor: Opiniões e Perspetivas dos Atores Educativos de uma Escola do
Norte de Portugal 581
Fernanda Martins e Ana Paula Macedo
Planejamento e gestão educacional brasileira nos anos 2000 590
Jailda Oliveira Santos e Luciane Terra dos Santos Garcia
Escola Democrática no Brasil? políticas públicas e conselhos municipais de educação - discursos confluentes 602 Joacir Marques da Costa, Andrelisa Goulart de Mello, Ticiane Arruda da Silva e Marilene Gabriel Dalla Corte
Conselho da Comunidade Educativa-Figura de retórica ou retórica de figuras? 613
João Estanqueiro e Virgínio Sá
A Vez e a Voz dos Pais 619
João Macedo Faria
A evasão estudantil como um desafio para a democratização da educação superior no Brasil 630 José da Silva Santos Junior e Giselle Cristina Martins Real
A autonomia como construção na escola e a participação dos professores 641
Maria Alexandra de Oliveira Antunes Romero
Democratização da Educação e Relação Público-Privada no Plano Nacional de Educação 2014-2024: Confronto de Lógicas 652 Marilda de Oliveira Costa
O processo de [re]construção democrática do projeto político-pedagógico: interlocuções entre escola pública e o conselho municipal de
educação 663
Marilene Gabriel Dalla Corte, Marina Lara Silva dos Santos Teixeira, Luciana Guilhermano da Silva, Francine Mendonça da Silva e Diego Dartagnan da Silva Tormes
Conselho da Comunidade Educativa, Precioso ou Prescindível? Análise do órgão máximo da direção das escolas RAMadeira 676 Paula Gomes da Lage Olim e João Carlos de Gouveia Faria Lopes
O SINAES e suas Implicações na Educação Superior Brasileira 692
Roberto Araújo da Silva e Maria Angélica Rodrigues Martins
Relação dos Alunos com a Escola: Participação e Práticas de Envolvimento Institucional 704
Sílvia Cruz Parreiral
O Papel dos Conselhos Gerais: do enquadramento legal às práticas em contextos escolares distintos 716 Susana Batista
A comunicação como elemento estruturante da mudança nas organizações escolares na nova gestão pública 726 Susana Faria
Tratamentos Semânticos da Noção de Autonomia Escolar e Possibilidades de Contribuição para a Transformação Educacional 738 Talitha Lessa Orestes
O que conta na hora de eleger o diretor 751 Teresa Silva Soares e Maria João de Carvalho
Desenhos e Desenhos: Conselhos Municipais de educação em pauta 759
Virgínia Coeli Bueno de Queiroz Matias e Rosimar de Fátima Oliveira
EIXO 04
Escola pública, políticas de escolha e desigualdades em educação
Concepção de Sustentabilidade Ambiental e as Práticas de Professores em Formação Inicial nas Áreas Rurais Degradadas no Amazonas 770 Ademar Vieira dos Santos e Jascqueson Alves de Oliveira
Inclusão de estudantes com deficiência na Educação Superior: dificuldades na prática pedagógica 780 Aline Pereira da Silva Matos e Susana Couto Pimentel
As políticas educativas na arena da educação: o futuro dos Infantários Públicos na Região Autónoma da Madeira 792 Ana Isabel de Gouveia
As Reformas e os contextos sociais do ensino técnico e profissional em Portugal 801
António Bernardo Pinto, Paulo Delgado e Fernando Diogo
Ensino profissional na escola pública: igualdade de oportunidades ou uma outra forma de legitimação das desigualdades? 813 Ângela Maria de Castro Silva Oliveira e Manuel António Ferreira da Silva
O fazer gestão na escola Farol: dilemas e táticas 826
Danieli Tavares
Infância, educação e direitos: um estudo com crianças nas feiras de Manaus 837
Evelyn Lauria Noronha
“Apagão Docente” no contexto Educacional Brasileiro: endereçamentos ao trabalho e identidade docente, a partir de uma política de formação 850 Gabriel dos Santos Kehler , Álvaro Moreira Hypolito e Eucaris Joelma Rodrigues Ferreira
A evasão na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia: um estudo inicial 860
Janete dos Santos e Leonor Torres
Teorias da aprendizagem: contributos para a compreensão do fracasso escolar 873 Janete dos Santos
Desigualdades na Educação Superior Brasileira: O Enem como política de democratização do acesso 884 Jonas de Paula Oliveira e Giselle Cristina Martins Real
O ensino da matemática no Curso de Pedagogia: a ludicidade como alternativa no ensino e na aprendizagem 895 Jussara Bueno de Queiroz Paschoalino, Cláudia Tavares do Amaral e Maria Geralda Oliver Rosa
O Governo da Infância no Filme Como Estrelas Na Terra 907
Luiza Pereira Monteiro e Sônia Maria Rodrigues
Ensino Médio Politécnico no Rio Grande do Sul: Política Pública e o Jovem 918
Marcia Eliana Migotto Araujo e Antônio Carlos Minussi Righes
Avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb): um estudo nos municípios do Rio Grande do Norte (2009-2013) 928 Maria das Vitórias Ferreira da Rocha e Lincoln Moraes de Souza
Estudar no Ensino Superior A questão da igualdade de oportunidades de sucesso no ensino superior público 939 Maria José Araújo e Fernando Diogo
A dimensão socioeducativa da escola: o papel da Educação Social na relação com as famílias e a comunidade 948 Paulo Delgado, Fátima Correia, Sílvia Azevedo e Teresa Martins
Projetos não-formais de rádio escolar e o combate às desigualdades em educação 957
Rachel Severo Alves Neuberger
Os efeitos do capital econômico, social e cultural no sucesso escolar dos alunos do Instituto Federal do Rio Grande do Norte campus Natal
central 966
Raimundo Nonato Camelo Parente e Maria José Casa-Nova
A (in)visibilidade da escola rural na produção acadêmica portuguesa 979
Renilton Cruz
Trabalho e educação na perspectiva dos jovens egressos da escola de ensino médio rural 991 Renilton Cruz, Renata Cunha e Waldeyzi Willock
A escola de serviço público e a busca de resultados em contexto concorrencial: Um estudo de caso numa escola secundária 1003 Roberto Lopes
“Se essa rua, se essa rua fosse minha...” Infância, Brincadeiras e Educação em Espaços de Vulnerabilidade Social. 1016 Roberto Sanches Mubarac Sobrinho
O jovem estudante do Ensino Médio no contexto das Escolas Municipais de Educação Infantil da cidade de Santa Maria/ Brasil: Investigações
sobre políticas públicas de qualidade 1026
Rosa Maria Bortolotti de Camargo e Rosane Carneiro Sarturi
Gestão do Fracasso Escolar: A escolarização de jovens pobres no Brasil, um estudo com base na tese de Monica Peregrino e na teoria de
Pierre Bourdieu 1038
Rosivaldo Pereira de Almeida
Transição dos Jovens e Adultos do Trabalho para a Escola 1044
Tatiana Rachel Andrade de Paiva e Marco Antônio Cavalcanti da Rocha Júnior
Políticas Públicas de Atendimento da Educação de Jovens e Adultos no Brasil: desafios e potencialidades. 1051 Valéria Aparecida Vieira Velis
EIXO 05
Centralização, descentralização, autonomia e (híper)burocracia
A Realidade de Uma Instituição Escolar Atípica. Contributos Para a Compreensão Organizacional do IFRN a Partir do Ponto de Vista dos Alunos 1064 André Luiz Ferreira de Oliveira
O gerencialismo nas universidades portuguesas: quando o gestor substitui o professor 1078
Catharina Marinho Meirelles
As consequências das avaliações externas em larga escala no trabalho escolar: perspetiva de professores e diretores 1090 Edna Borges e Virgínio Sá
A Autonomia Escolar e o Programa Mais Educação 1100
Elisangela Maria Pereira Schimonek
A Gestão Educacional do Plano de Ações Articuladas (PAR): O papel dos entes federados na trajetória do federalismo brasileiro 1112 Emmanuelle Arnaud Almeida Cavalcanti e Antonio Cabral Neto
O Fundeb Brasileiro como Instrumento de Descentralização de Recursos para Estados e Municípios: a Valorização do Magistério 1123 Fádyla Késsia Rocha de Araújo Alves, Magna França e Janaína Lopes Barbosa
O governo das escolas: estado, escolas e município 1136
Filomena Correia
Autonomia e Governo das Escolas: uma análise aos efeitos (des)centralizadores do contrato de autonomia 1148 Henrique Ramalho
A Ambivalência na Instrumentação da Ação Pública quanto aos Modos de Regulação: A Contratualização da Autonomia das Escolas Revisitada 1160 José Hipólito Lopes
Organização administrativa de projetos em EAD: do Pró-Licenciatura à Universidade Aberta do Brasil 1172 Laura Wunsch e Eduardo Pertille Costa Leite
Agentes de Implementação de Políticas Educacionais: atores, ideias e práticas 1182
Lívia Cristina Ribeiro dos Reis
Políticas e modelos de governança do Ensino Superior em Angola 1194
MBangula Katúmua
Modos de Regulação das Escolas de Educação de Infância do Município de Belo Horizonte: Entre o Controle e a Autonomia 1205 Mércia de Figueiredo Noronha Pinto e Adriana Maria Cancella Duarte
Formação de professores em cursos a distância: interlocuções entre políticas públicas e práticas pedagógicas na educação básica 1219 Naila Cohen Pomnitz, Fernanda Cristófari Machado, Laura Wunsch e Rosane Carneiro Sarturi
A (des)construção da autonomia num agrupamento de escolas: discursos e práticas 1230
Virgínio Sá e Daniela Silva
EIXO 06
Poder local e Educação
A Autarquia e a Escola: dinâmicas de partilha na gestão dos recursos humanos 1243
Armando Paulo Felizardo e Maria João de Carvalho
Poder local e Educação Descentralizar para otimizar processos de ensino-aprendizagem 1255
Carla do Espírito Santo Guerreiro e Manuel Luís Pinto Castanheira
Poder Local e Ensino de História Regional no Maranhão 1267
Dayse Marinho Martins
A Regulação do Poder Central no Processo da Construção das Cartas Educativas e a Homogeneização dos Discursos 1278 Dora Castro, Irene Figueiredo e Fernando Diogo
A dimensão educativa da experiência urbana na construção da cidadania no período do Estado Novo em Cuiabá-Mato Grosso/Brasil 1289 Elizabeth Figueiredo de Sá e Gino Francisco Buzato
A Categoria Cidadania no Contexto Escolar: Endereçamentos Discursivos na Fabricação e Consumo de Identidades Estudantis 1296 Gabriel dos Santos Kehler e Joacir Marques da Costa
A Escola, o Movimento Social e a Política 1305
José Adelson da Cruz
Adesão à transferência de competências na área da educação: O caso dos municípios de Viana do Castelo e de Esposende 1315 Luís Alexandre da Torre Gaivoto, Alice Donat Trindade e André Azevedo Alves
Qualidade Anunciada no Plano Nacional de Educação como Norte para Ações da Política Pública Brasileira 1327 Maria Alice de Miranda Aranda e Franciele Ribeiro Lima
O Plano de Ações Articuladas e a qualidade do ensino municipal de Dourados/MS: reflexões preliminares sobre resultados de uma pesquisa 1338 Maria Isabel Soares Feitosa e Marília Fonseca
Relação Autarquia/Escola. A construção do Projeto Educativo Municipal de Óbidos 1348
Miguel Oliveira, Ana Sofia Godinho e Cláudio Rodrigues
Gestão dos Recursos Públicos para a Educação Infantil: concepções dos secretários municipais de educação e conselheiros do FUNDEB em
municípios do nordeste brasileiro 1361
Patrícia Maria Uchôa Simões, Juceli Bengert Lima e Manoel Zózimo Neto
Planejamento da Educação em Municípios Brasileiros: as Ações de Gestão Educacional em Âmbito Local 1373 Regina Tereza Cestari de Oliveira
A Formação Inicial de Professores do Ensino Básico e as TIC: Um cenário de convergência de políticas e de divergência na concretização 1385 Rosana Martínez Barcellos, Carlinda Leite e Angélica Reis Monteiro
Políticas Públicas para a Educação Infantil e os desafios do poder local frente à universalização 1398 Silviani Monteiro Sathres, Jucemara Antunes e Rosane Carneiro Sarturi
Direito versus obrigatoriedade para a Educação Infantil: um diálogo com a escola pública e os desafios do poder local 1410 Jucemara Antunes, Silviani Monteiro Sathres e Rosane Carneiro Sarturi
EIXO 07
Projetos de escola/agrupamento, lideranças e culturas de autonomia
Práticas de liderança de coordenadores de departamento curricular 1422
Ana Isabel Freitas e Lídia da Conceição Grave-Resendes
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) como desafio aos professores na (Re) construção de Metodologias de trabalho que
facilitem o processo ensino aprendizagem de crianças e adolescentes 1434
Anne Ariadne Alves Menezes Ponce de Leão
De Pé no Chão à Lei 10.639/03 – Estudo Sobre a Aplicabilidade do Ensino Afro-Brasileiro na Rede Municipal de São Luís de Montes Belos -
Brasil 1448
Fernando da Rocha Rodrigues
Educação para o Desenvolvimento de Competências de Sustentabilidade nas comunidades ribeirinhas de Coari – Amazonas. Um estudo com
professores e alunos do Ensino Fundamental 1459
Jascqueson Alves de Oliveira e Patrícia Alexandra Pacheco de Sá
Associação de Escolas e Mega-Agrupamento: da Autonomia Conquistada à Autonomia Confiscada 1468 Luís Santos e Robert Wagner Santos
Formação autônoma e crítica em educação profissional de trabalhadores em saúde no Brasil: a escola pública democrática em risco? 1479 Maria Inês Bomfim e Valeria Morgana Pezin Goulart
O diretor de curso na universidade: líder pedagógico ou gestor administrativo? 1489
Marta Oliveira e Jorge Adelino Costa
Escola Indígena de Povos Indígenas: Políticas de Educação dos Povos Indígenas 1501
Márcia Montenegro e Roberto Sanches Mubarac Sobrinho
A (re)construção da cultura organizacional em mega-agrupamentos de escolas: tensões e contradições 1508 Mário Sanches e Leonor L. Torres
A importância da liderança na formação de turmas como instrumento de combate ao insucesso escolar 1520 Paula Cristina Romão Pereira e Maria de Fátima dos Santos Martins Fradinho
Brincando de “Ser Sateré-Mawé”: contextos lúdicos diversificados como elementos de construção das culturas infantis 1531 Roberto Sanches Mubarac Sobrinho
EIXO 08
O/A Diretor/a em ação: estudos
Situações de conflito, indisciplina e violência: o campo de tensão na gestão de escolas públicas 1543 Angela Maria Martins, Cristiane Machado e Maria Helena Bravo
O Diretor entre muros: um estudo caso. 1556
Élia de Sousa Alves
O Diretor de Escola- contributos para um estudo comparativo entre Brasil e Portugal 1568
Elianeth Dias Kanthack Hernandes e Marília Evangelina Sota Favinha
Da análise de Projetos de Intervenção aos Saberes e Práticas de Diretores de Escolas e Agrupamentos 1580 Filinto Lima, Elisabete Ferreira e Rui Trindade
A Percepção de Gestores Escolares sobre a Participação da Família na Escola 1591
Ione Oliveira Jatobá Leal, Cristiane Regina Dourado Vasconcelos, Anita do Reis de Almeida e Leandro Gileno Militão Nascimento
Práticas de gestão de políticas públicas: uma análise sócio-organizacional do campo escolar em Pernambuco 1602 Jamerson Kemps Gusmão Moura
O Diretor do Centro de Formação de Associação de Escolas e a Formação Contínua de Professores 1613 Jorge Cardoso, Lídia da Conceição Grave-Resendes e Antónia Barreto
O Diretor do Agrupamento de Escolas – entre a realidade e o sonho! 1625
Maria Luísa Supico
Um Estudo Sobre os Diretores das Escolas Não Agrupadas/Agrupamentos dos Distritos de Viana do Castelo e de Braga 1631 Maria Margarida da Rocha Barbosa
Gestão democrática: interlocuções entre ações, políticas públicas e práticas pedagógicas no contexto de uma escola de educação infantil 1644 Naila Cohen Pomnitz e Natália Pergher Miranda
Diretores(as) de Escola nas Barras da Justiça: análise da legislação brasileira e de alguns casos judiciais com a respectiva jurisprudência 1654 Tereza Cristina Albieri Baraldi
O Diretor Escolar em Portugal: Esboço de um Perfil 1666
Virgínio Sá e Guilherme Rego da Silva
Globalização, europeização e administração da educação
EIXO 01
Globalização, internacionalização e mobilidade acadêmica no ensino superior: um estudo do Programa Ciência sem Fronteiras na UFRB.
Alessandra Queiróz de Almeida Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Resumo - O desenvolvimento das tecnologias de comunicação e informação nos anos 90 promoveu alterações significativas das relações entre Estado, mercado e sociedade, ocasionando maior empoderamento aos organismos multilaterais e acentuando o debate sobre o papel da educação da educação superior em um processo de transnacionalização ainda em transição (Morosini, 2014). A partir de 1995, a Organização Mundial de Comércio vem defender áreas em que os países poderiam proceder à internacionalização de serviços educacionais, a exemplo da oferta transfronteiriça (Castro & Neto, 2012). Neste cenário, a influência dos processos de globalização, vem promover uma redefinição do papel Estado (Afonso, 2003). Um Estado envolvido em transformações cujas prioridades se orientam para a actuação em instâncias supranacionais (Antunes, 2005). Na década seguinte, a mobilidade acadêmica passou a ser a principal estratégia de internacionalização, levando as universidades não só a ampliar convênios de cooperação, mas a competir num vasto mercado de serviços educacionais. Este é o panorama em que se insere o presente estudo. Objetivos: Compreender o fenômeno da mobilidade internacional a partir da experiência do Programa Ciência sem Fronteiras; Analisar o impacto do programa na formação de graduação e na própria UFRB. O modelo de análise é qualitativo e o método de Estudo de Caso. A coleta de dados inclui levantamento documental, questionários e entrevistas.A discussão dos resultados será feita a partir de análises estatísticas e de conteúdo.
Palavras-chave: Globalização; Internacionalização; Mobilidade acadêmica;
Programa.
Considerações iniciais
Ao propor uma análise crítica de uma política educativa é fundamental conhecer o espaço-tempo em que ela surge e quais motivações subjazem sua implementação. É preciso compreender que diretrizes determinam o seu público-alvo, o seu porte e em que moldes se dá a sua execução. Por estas razões, uma investigação sobre um programa de mobilidade internacional (neste caso, o Ciência sem Fronteiras) exige, não só dar a conhecer o cenário em que o mesmo está inserido, mas antes de tudo, perceber como este foi construído e como se deu o seu delineamento.
Baseado em fontes de caráter bibliográfico e documental, o presente trabalho pretende chamar atenção para a visão entusiasmada que há em torno do conceito de globalização (que é também a
mais recorrente no senso comum) desenvolvendo uma discussão sucinta com vistas a destacar o quanto é complexa tal definição.
Este estudo pretende ainda tratar de relações entre os impactos que este fenômeno vem provocar e transformações ocorridas no âmbito dos Estado-Nação. Só a partir daí, destacar os principais contornos que a internacionalização da educação passa a ter e que vem destacar a mobilidade acadêmica como a principal estratégia de internacionalização da educação superior.
Por fim, em linhas gerais, apresentar o Programa Ciência sem Fronteiras, com ênfase na modalidade Graduação-Sanduiche, situando-o no contexto brasileiro, mas permitindo articulações entre o que foi apresentado anteriormente e a realidade vivenciada pela UFRB.
A complexa teia da globalização
Nos anos 90 assistimos a consolidação de uma nova ordem mundial, a um novo momento histórico. O aparecimento de novos padrões de comportamento, de comunicação e de consumo, os eventos migratórios cada vez mais constantes, a formação de redes internacionais de cooperação (de natureza comercial e/ou técnico-científicas) e o incremento de parcerias entre organizações, entre pessoas, entre diferentes países, não só na esfera econômica, mas também em nome de ideais comuns (a exemplo da defesa do meio ambiente, dos direitos humanos ou de minorias étnicas) evidenciam o início de um novo tempo. De certo modo, estes e muitos outros processos, são alavancados pelo advento da globalização, e ao mesmo tempo são partes constitutivas desta nova realidade mundial.É nesse contexto que o sociólogo brasileiro Octávio Ianni considera a globalização como um dos grandes desafios postos às ciências sociais:
“Este é um momento epistemológico fundamental: o paradigma clássico, fundado na reflexão sobre a sociedade nacional, está sendo subsumido formal e realmente pelo novo paradigma, fundado na reflexão sobre a sociedade global. O conhecimento acumulado sobre a sociedade nacional não é suficiente para esclarecer as configurações e os movimentos de uma realidade que já é sempre internacional, multinacional, transnacional, mundial ou propriamente global.
(Ianni, 1994: 148).
Em uma perspectiva dominante, esta realidade é concebida como um mundo novo onde os mercados, bens e serviços são concretamente globalizados, implicando em espaços homogêneos, onde a informação e a tecnologia são também mercadorias que podem ser comercializadas (Lastres & Albagli, 1999).
Em uma análise crítica das perspectivas que associam a globalização à idéia de progresso e desenvolvimento (que em alguns aspectos chega a sugerir um caráter mítico ao fenômeno da globalização), Roger Dale afirma:
a “‘globalização” é frequentemente considerada como representando um inelutável progresso no sentido da homogeneidade cultural, como um conjunto de forças que estão a tornar os estados-nação obsoletos e que pode resultar em algo parecido com uma política mundial, e como reflectindo o crescimento irresistível da tecnologia da informação (Dale, 2004: 424) Próximos a esta análise, os autores Castro e Neto salientam que:
A globalização, na maioria das vezes, conclama uma ideia de um processo de conformação de um único mundo em escala planetária, em que a eficácia individual e a competência do mercado são os motores do progresso e do desenvolvimento. Todavia, a globalização não
consegue romper com as desigualdades regionais, e em algumas situações, concorre para o aprofundamento do gap existente entre os países propiciando uma discrepância nas formas como as regiões e os países se inserem nesse processo. (Castro & Neto, 2012: 94)
Como atrás se referiu, a palavra globalização, por si só, não consegue evidenciar o seu real significado não sendo possível apresentar aqui uma discussão de natureza conceitual em torno do termo. De modo a contrariar a perspectiva dominante, que tende a naturalizar e generalizar os impactos da globalização, este estudo propõe seguir no sentido “contrário do que o termo globalização superficialmente conota” (Santos, 2001: 19) tendo como foco os impactos deste fenômeno no campo educativo.
Novas exigências para a educação: novas dinâmicas para os Estados-Nação. Ou o inverso?
As novas formas de acessar e produzir conhecimentos, o consumo crescente de bens e serviços e novas formas de sociabilidade acarretam novas responsabilidades e exigências voltadas para as instituições educativas, especialmente as instituições de ensino superior. Soma-se a isto que os avanços tecnológicos e comunicacionais têm impactos significativos nos requisitos de qualificação e inserção para o mundo produtivo, acompanhados de uma importância cada vez maior do conhecimento, seja local ou globalmente, nos processos de desenvolvimento tecnológico, na competitividade e na inovação. Essas novas necessidades de formação dão à educação superior uma importância cada vez maior em todo mundo e os países são chamados a responder tais exigências.
Desponta assim, o comprometimento das universidades em formar profissionais cada vez mais qualificados e necessários para ocupar funções no mundo do trabalho vigente, cedendo “às ações e recomendações de organismos multilaterais para estruturação de um novo modelo de universidade mundial”. As universidades passam a ficar reféns dos interesses do atual estágio de acumulação do capital, resultando em um modelo acima de tudo, “neoprofissional, empresarial e competitivo”. (Sguissardi & Franco & Morosini, 2005:8)
Educação e qualificação passam assim a ser condicionantes importantes para a competitividade e crescimento econômico, seja no meio privado, seja no meio público, vindo a ser requisito para as novas políticas que se voltam para os processos coletivos de aprendizagem, em blocos que atuam em diferentes redes e que aglutinam diferentes atores (Cassiolato, 1999).
E os principais atores deste processo não são as grandes corporações transnacionais, que não devem lealdade ao Estado-Nação, podendo estabelecer suas corporações em qualquer país visando vantagens oferecidas pelos diferentes mercados. Nesta lógica dominante, “não ser um perdedor — seja como nação, empresa ou indivíduo — é ser o mais inserido, articulado e competitivo possível no cenário global” (Lastres & Albagli,1999:11).
Também não é o Estado-Nação o ator principal na condução deste mega processo, uma vez que diante dos impactos trazidos pelos processos de globalização, o Estado passa a ter novas formas de atuação e a adotar estratégias (a exemplo dos mecanismos de avaliação e regulação) a fim de continuar tendo o controle sobre seus processos educativos, contudo sem deixar de fazer parte de tais redes (Afonso, 2000).
o Estado, em si mesmo, enquanto sujeito histórico e político, continua a existir, por isso, continuamos a precisar de teorias que dêem conta da redefinição do seu papel e que sejam capazes de explicar quais os limites e possibilidades da sua acção no contexto das novas condicionantes megaestruturais (Afonso, 2003: 38)
Nesse sentido, a investigadora portuguesa Fátima Antunes, alicerçada em estudos anteriores, discute três configurações ou formas de atuação do Estado neste novo cenário mundial. Para Antunes, tais configurações atuam de forma parcial, mas fundamentais. Primeiro: o Estado de competição, em que as prioridades são voltadas para as instâncias supranacionais, com o objetivo de promover a competitividade de sua economia e expandir oportunidades de acumulação.
Segundo: O Estado em rede, que atua no sentido de assegurar a intervenção em áreas da vida social em que o controle foge às fronteiras da soberania nacional. Terceiro: o Estado-articulador, que tem suas ações voltadas para a criação de condições de mediação dos interesses sociais.
Neste caso, o Estado não é o único e nem o principal protagonista. Salienta a autora, que estas três configurações/formas de atuação do Estado têm fortalecido o seu protagonismo, colocando-o novamente como ator central na gestação de novas formas de regulação social (Antunes, 2005:39).
Tal compreensão coaduna com uma das teses de Afonso (2000), de que diante da globalização o Estado não se anula, mas passa por uma redefinição do seu papel. Também reforçada pela afirmativa de Morosini (2006: 113) de que vivenciamos a consolidação do Estado avaliativo/regulador/supervisor na educação.
Todavia, o intenso debate contemporâneo em torno do Estado (de sua legitimidade, da sua soberania ou do seu papel...) tem no fortalecimento das organizações transnacionais1 o seu maior catalisador. Entre estas organizações estão: Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), parte integrante do Banco Mundial. Estes sim, são os principais atores deste cenário e que vem de forma decisiva colocar em xeque o poder dos Estados-Nação.
Para além da acelerada financeirização das economias, da maior exposição e, ao mesmo tempo, da maior influência dos eventos externos sobre as economias e políticas dos Estados-Nação, são estes organismos que passam a apresentar novas demandas e exigências, novos mecanismos de orientação e intervenção aos diferentes agentes, sejam eles econômicos, governamentais ou da sociedade. São os organismos multilaterais que na realidade vêm delineando as normas a serem seguidas pelos Estados, especialmente se são dependentes destas agências.
Internacionalização da educação Superior: alguns contornos
1 Conhecidas também como organismos multilaterais, estas entidades foram criadas pelas nações com maior poderio econômico com o objetivo de trabalhar em conjunto para o pleno desenvolvimento das diferentes áreas da atividade humana: política, economia, saúde, segurança, etc. em todo mundo.
O processo de internacionalização surge na Europa em 1945 com o intuito de oferecer assistência técnica para o desenvolvimento dos países destruídos pela Segunda Guerra Mundial, com bases em acordos culturais e científicos. Notadamente, nem sempre as estratégias de internacionalização da educação superior estiveram submetidas às agendas tecnológicas e econômicas, próprias da contemporaneidade e do mundo globalizado, todavia conforme cenário apresentado acima, nas últimas décadas as políticas educativas para a educação superior passaram a estar comprometidas cada vez mais com as orientações dos organismos financiadores.
A internacionalização ressurge com força, como uma tática importante para atender por um lado, a aspectos defendidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), e por outro, a uma forte tendência mercantilista colocada pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Esta organização, em 1995, no âmbito do Acordo Geral de Comércio de Serviços, vem estabelecer quatro campos em que se poderiam proceder à internacionalização dos serviços educacionais: oferta transfronteiriça, a partir de programas de formação ou capacitação organizados, na modalidade presencial ou a distância e na implantação de sistemas de avaliação; consumo no exterior , quando o consumidor cruza a fronteira para participar de cursos de curta ou longa duração; a presença comercial quando o fornecedor cruza a fronteira estabelecendo-se e investindo em um país estrangeiro; e o movimento temporário de pessoas físicas, quando o fornecedor cruza a fronteira, como o deslocamento de professores e outros profissionais da área de educação (Castro & Neto, 2012)
As diretrizes globais para o ensino superior, previstas no marco da Declaração Mundial sobre o Educação Superior para o Século XXI (1998) apontam para a idéia de que a internacionalização deve estar presente até mesmo nos currículos, planos de estudo e nos processos de ensino e de aprendizagem de educação formal, passando a ser incluída como temática prioritária das agendas governamentais. No que tange a mobilidade, ainda segundo o documento, todos os atores devem promover a mobilidade universitária internacional e é necessário o esforço dos estabelecimentos para garantir um reconhecimento justo e razoável dos estudos cursados no exterior. A UNESCO, junto com todos os interlocutores interessados da sociedade, é responsável também por tomar medidas no sentido de mitigar os efeitos negativos da chamada fuga de cérebros, substituindo-a por um processo dinâmico de recuperação dos mesmos (UNESCO, 1998).
É a partir deste documento que há uma mudança significativa no conceito de cooperação internacional. Inicialmente entendida como fonte de financiamento externa, esta passa a assumir uma característica mais ampla, passando a um instrumento para a internacionalização dos sistemas de educação superior e englobando políticas mais ativas, temáticas e prioridades regionais. Por conseguinte, os mecanismos de cooperação passam a ser considerados como um meio para o desenvolvimento institucional e de atividades conjuntas entre as universidades, configurando-se com uma integração com fins mútuos. (Castro & Neto, 2012:74)
É esta idéia que, em 1998, a União Européia vem empreender uma iniciativa pioneira onde Ministros de Educação da França, Alemanha, Itália e Reino Unido, reunidos em Paris, assinam a
Declaração de Sorbonne, tendo como pressuposto atender as demandas de uma sociedade em mudança e com vistas a construção de um Espaço Europeu de Ensino Superior (EEES).
No ano seguinte, 29 ministros assinam a Declaração de Bolonha com objetivo de concretizar, até 2010, a implementação do EEES, que tem, entre outras coisas, a finalidade de estabelecer um espaço de educação comum, que seja coeso, ajustado, competitivo e atrativo para estudantes europeus e de países de outras regiões do mundo. Atualmente mais de 45 países europeus já assinaram o documento.
Esta estratégia de internacionalização, também focada nos movimentos de capitais, de informação e tecnologia, atualmente se amplia para a mobilidade de recursos humanos, especialmente de alta qualificação, demarcando uma transferência internacional de conhecimentos e tecnologias. Lima e outros autores trazem uma reflexão importante acerca desse quadro:
Adotando programas de cooperação e de financiamento, produzindo relatórios, livros brancos e outros textos de natureza político-normativa, decidindo freqüentemente através da nova metodologia da “adesão voluntária” dos governos nacionais a políticas comuns ou, noutros casos, podendo vir a admitir processos de opting-out (ficar-de-fora, ainda que transitoriamente), estabelecendo metas e objetivos a atingir, avaliações intermediárias e recomendações vigorosas, a UE vem-se revelando um autêntico locus supranacional de definição de políticas educacionais de caráter transnacional, com particular destaque, atualmente, para a educação superior. (Lima & Azevedo & Catani, 2008: 9)
Próximo a esta análise Dale (2004), afirma que a agendas para educação têm sido definidas muito mais com base em conjunturas políticas e econômicas do que com base em princípios e processos para a definição e formulação de políticas educativas voltadas para as necessidades nacionais.
A própria expressão internacionalização passa a uma configuração relativamente nova. Segundo García (2009), o termo passa a ser entendido como o processo de desenvolvimento e implementação de políticas e programas para integrar as dimensões internacionais e interculturais das missões aos propósitos e funções das instituições universitárias. Assim, tende a ampliar-se os benefícios resultantes de acordos de cooperação internacional e, consequentemente, o número de convênios formalizados entre as universidades de diferentes países.
Merece destaque a investigação de Lima e Maranhão (2009) sobre as formas mais comuns de ocorrência do fenômeno internacionalização no setor educacional. Segundo as autoras a internacionalização pode ser ativa - quando os países mantêm políticas de Estado voltadas para atração e acolhimento acadêmico, oferecem serviços educacionais no exterior, abrangendo mobilidade de experts em áreas de interesse estratégico, exporta programas e instalam campi no exterior; e passiva – que se caracteriza pela inexistência de uma política criteriosa para envio dos estudantes para o exterior e que os países possuem pouca capacidade instalada (recursos materiais e humanos) para o acolhimento e a oferta de serviços educacionais.
Seguramente a América Latina e o Brasil aproximam-se do modelo de internacionalização passiva, tendo a mobilidade acadêmica como uma das principais formas de internacionalização dos estudos.
Em uma versão mais recente, a Conferência Mundial sobre a Educação Superior (UNESCO, 2009) aponta que, em todos os países do mundo, existem problemas cruciais, entre eles na pertença dos programas, no estabelecimento de acordos de cooperação eficazes, além da necessidade de igualdade de acesso aos benefícios no que diz respeito à cooperação internacional. Nesta dimensão o aumento crescente das ações e fomentos destes organismos tiveram/tem a finalidade de promover novas formas de cooperação e integração com a argumentação de que o sucesso na concretização desses projetos e os esforços na produção de conhecimentos acerca do tema representam compromisso com o desenvolvimento humano e social (Morosini, 2014: 398).
Os novos contextos da mobilidade acadêmica internacional
Considerando que a mobilidade não é um traço específico da atualidade, Araújo afirma que ela surge como um novo contorno, porque se molda às próprias transformações econômicas e sociais que se verificam no mundo após a década de 90, podendo assim ser assumida como um estilo de vida, não apenas de determinados grupos, mas das sociedades inteiras pertencendo, inclusive, aos mundos privados dos indivíduos. A autora salienta ainda que em geral, a mobilidade compreende uma série de fatores e processos que estão na base de um sistema produtivo e, ao mesmo tempo, no cotidiano das pessoas, englobando todo um complexo sistema de transporte, gestão do espaço e do tempo, interações sociais e ambientais, até dinâmicas geográficas mais específicas (Araújo, 2004:1) .
Embora o debate sobre a temática da internacionalização tenha se intensificado nas últimas décadas, a mobilidade acadêmica internacional não é um fenômeno novo. Na Antiguidade, estudantes de diversas regiões do mundo buscaram conhecimentos na Academia de Platão, no Liceu de Aristóteles e na biblioteca de Alexandria. Desde a criação das universidades medievais os estudantes praticavam peregrinações em busca dos melhores professores que pudessem lhes dar o conhecimento que desejavam. Do mesmo modo, a valorização de professores renomados por parte das universidades para atrair estudantes talentosos não é algo recente na História, assim como sempre existiu o desejo de estudantes para acessar as melhores universidades ou centros de conhecimento. Há inclusive, registros de que no século XIII, em universidades européias, professores e estudantes já se deslocavam entre diferentes países com interesse de trocar informações e difundir saberes (Guadilla, 2010).
Buscando investigar a história da mobilidade na educação superior, Knight e Wit (1995) apresentaram um panorama dividido em três períodos: a) da Idade Média ao período renascentista; b) do século XVIII à Segunda Guerra Mundial; c) da Segunda Guerra até a década de 90. Estes autores descreveram estes períodos da seguinte forma:
No primeiro período, os motivos para a mobilidade eram os mais variados como: o uso do latim, como língua comum; um programa de estudo e sistemas uniformes. A maioria dos acadêmicos pertencia à elite do seu país de origem e mais tarde assumiriam cargos mais elevados. O segundo período apresenta elementos significativos, como a exportação dos sistemas de educação superior (em particular, das potências coloniais para as colônias e, só mais tarde, para os novos
Estados independentes) e a mobilidade internacional (tanto de alunos como de docentes). Os autores chamam atenção para o fato de que neste período já havia acordos de cooperação internacional. Muitas universidades ficaram conhecidas mundialmente nesta época, algumas delas tornaram-se referência de qualidade, sendo assim reconhecidas no meio acadêmico até os dias de hoje. No terceiro e último período, os mesmos autores apontam que houve uma expansão do intercâmbio no ensino internacional, entretanto localizado nos Estados Unidos e na antiga União Soviética (as super potências que emergiram da guerra). E ainda que, como o mundo ocidental não era uma prioridade para a cooperação acadêmica, nesta altura novos programas de internacionalização do ensino superior foram praticamente incipientes.
É válido ressaltar que programas de mobilidade internacional, genericamente nomeados de intercâmbio, podem incluir ainda estágios lingüísticos, realização de disciplinas isoladas ou high school. Tem sido cada vez mais freqüente a busca por programas de mobilidade internacional, mesmo aqueles promovidos por agências ou financiados pelas próprias famílias ou intercambistas, estando assim voltados para estudantes de meios sociais favorecidos (Nogueira et al, 2008: 357).
Assim, conforme indica Altbach (2009), a desigualdade social também se expressa em termos de mobilidade, o que nos leva a possível reflexão sobre como a globalização pode afetar o ensino superior nos países em desenvolvimento. De um lado, estes países ainda viverão as consequências da expansão deste nível de formação ao longo das próximas décadas. E, por outro, as iniciativas ligadas à internacionalização da educação são predominantemente estabelecidas pelo e com os países desenvolvidos, que tem realidades muito diferentes de países como o Brasil.
Desta maneira é possível afirmar que a mobilidade estudantil não envolve, apenas, o movimento de deslocamento; ela é muito mais ampla, pois é social e envolve estruturas, meios, culturas e significados (Castro & Neto, 2012: 76).
O Programa Ciência sem Fronteiras (CsF)
No Brasil, até 1990, a mobilidade internacional decorria de políticas públicas voltadas para a educação superior, predominantemente financiada pelas agências públicas de fomento à pesquisa e limitada a acadêmicos vinculados aos cursos de pós-graduação stricto sensu. De 1990 em diante, as experiências de estudo internacionais passaram a ocorrer cada vez mais cedo.
Apenas a partir de 2010, é possível perceber a materialização de uma política de internacionalização da educação superior, através da criação de duas universidades instituídas com base em acordos de cooperação internacional: a Universidade Federal da Integração Latino- americana (UNILA) e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), fundada por membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O Programa Ciência Sem Fronteiras (CsF), instituído pelo Decreto Presidencial nº. 7642 de 13 de dezembro de 2011, fruto do empenho conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior- CAPES).