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PROPOSTAS METODOLÓGICAS E USO DAS TECNOLOGIAS EM EAD

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PROPOSTAS

METODOLÓGICAS E

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PROPOSTAS METODOLÓGICAS E

USO DE TECNOLOGIAS EM EAD

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OMUNICAÇÃO E

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Como citar esse texto:

ALVES, Carina. Propostas Metodológicas e Uso das Tecnologias em EaD. Diretoria de Extensão e Pós-Graduação. Anhanguera Educacional, 2011.

Publicação: Outubro de 2011.

© DIREITOS RESERVADOS

Proibida a reprodução total ou parcial desta publicação sem o prévio consentimento, por escrito, da Anhanguera Educacional. DIRETORIA DE EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO

Silvio Cecchi

Correspondência/Contato

Alameda Maria Tereza, 2000, Valinhos, São Paulo CEP. 13.278-181

PREPARAÇÃO GRÁFICA

Lusana Veríssimo

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APRESENTAÇÃO

AULA 2

FUNDAMENTOS DA COMUNICAÇÃO E

INTERAÇÃO

OBJETIVO

Esta aula tem por objetivo analisar as possibilidades de uso das tecnologias no processo educativo, identificando, especialmente, o uso da Internet como uma ferramenta potencial na mediação do processo de ensino e aprendizagem à distância.

1. INTRODUÇÃO

Você já prestou atenção como, atualmente, estamos cercados de aparelhos que facilitam e muito a nossa comunicação? A história do homem constituiu-se permanente no esforço de comunicar-se. Para que os homens passassem a viver em sociedade, a comunicação tornou-se imperativa, porque somente através da comunicação os homens conseguem expressar sentimentos, ideias, conceitos e evoluir como ser humano interativo, ensinando e aprendendo em contato com o outro. Hoje, podemos avaliar o nível de progresso das sociedades humanas e, com confortável margem de segurança, podemos dizer que a capacidade de comunicação entre a população pertencente a ela. A sociedade atual é reflexo do aprimoramento dos processos de comunicação entre os homens.

Hoje, estamos imersos num processo cotidiano de múltiplas possibilidades comunicativas, não sendo possível qualquer opção em contrário. Somos, portanto, seres eminentemente comunicativos. De acordo com Maturana e Verden-Zoller (1995,

p. 9), a existência humana se apoia num espaço relacional denominado “conversar”

(comunicar), que são as interações que ocorrem entre a linguagem, fenômeno biológico relacional e as emoções, classe de condutas do domínio das ações. O conversar (comunicar) permeia todo o viver humano, o qual se processa em uma rede de conversações (comunicações).

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distinguiremos conhecimento de informação, pois ter acesso a milhares de informações não representa ter conhecimento. Para concluir, discutiremos o que é a

chamada “sociedade da informação”, como ela se constitui e algumas de suas perspectivas, através de ferramentas de comunicação, interação e, até mesmo, colaboração, desenvolvida por meio de algumas tecnologias da informação e da comunicação utilizadas na educação a distância.

2. INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO E CONHECIMENTO

A quantidade de informação gerada ano após ano cresce consideravelmente, assim como as pessoas que acessam, geram e compartilham conteúdos com as demais. A este grupo, hoje, imerso na informação, acordou-se chamar de sociedade da informação ou sociedade do conhecimento. Nesta sociedade, a quantidade de informações disponíveis é quase ilimitada e sua peculiaridade é o caráter geral e ilimitado de acesso a elas.

Nesta vertente, é sempre importante definirmos os termos informação e conhecimento, e distingui-los, pois, muitas vezes, apesar de distintos, aparecem como sinônimos. Assim, utilizaremos as definições de Setzer (2008), que nos trás que a informação é uma abstração informal (isto é, não pode ser formalizada por meio de uma teoria lógica ou matemática), que está na mente de alguém, representando algo significativo para essa pessoa, e o conhecimento é uma abstração interior, pessoal, de algo que foi experimentado, vivenciado, por alguém. Nesse sentido, o conhecimento não pode ser descrito, o que se descreve é a informação. Também não depende apenas de uma interpretação pessoal, como a informação, pois requer uma vivência do objeto do conhecimento. Assim, o conhecimento está no âmbito puramente subjetivo do homem ou do animal. Parte da diferença entre estes reside no fato de que um ser humano pode ter consciência de seu próprio conhecimento, sendo capaz de descrevê-lo, parcial e conceitualmente, em termos de informação.

A permissão para construção dessa sociedade do conhecimento ou sociedade da informação se deu por mudanças significativas nos veículos de comunicação, onde hoje, nos deparamos com as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTICs), também referida como ferramentas de comunicação em massa.

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aqui, podemos estabelecer uma analogia, onde o professor também tem disponíveis recursos variados, que permite ao seu aluno obter um maior número de informações e conhecimentos importantes para a sua formação. Podemos dividir as tecnologias da informação e da comunicação em:

Meio Clássico:

Meio impresso: os livros, os guias didáticos com exercícios e todas as formas de utilização da impressão em papel.

Meio de Comunicação em Massa:

Rádio – seu uso como transmissor de informação não é recente. O número de emissoras atuantes em todo o território nacional é tão grande que podemos dizer que seu alcance é praticamente total e torna-se relativamente fácil conseguir espaço tanto nas emissoras estatais quanto nas puramente comerciais. Nesses programas, a capacidade de exposição verbal do locutor é uma das condições fundamentais. Os programas, ao vivo ou produzidos e editados previamente, podem seguir as modalidades com as quais os ouvintes já estão acostumados, como: Entrevista – onde atuam, necessariamente, duas ou mais pessoas. Sendo os papéis divididos entre o entrevistador e o entrevistado. O entrevistador, não necessariamente um especialista no assunto, tem o papel de extrair deste as informações pertinentes à matéria que se pretende transferir ao ouvinte. Debate ou mesa-redonda – onde um moderador dirige o debate sobre um tema entre dois ou mais especialistas. Seu papel é orientar as discussões de forma a não ser perdido o objetivo principal. Ambos exigem preparação cuidadosa.

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estabelecido, substituindo o professor pelo aparelho de TV, porém com a desvantagem de não permitir a interatividade, pela ausência (física) do docente. Devemos considerar a televisão é um veículo importante que não pode ser ignorado nas propostas de educação a distância em momentos oportunos para sua utilização.

Dentro dos veículos de comunicação, Scheer (1999) apresenta as tecnologias de áudio, de vídeo e computacionais, além dos elementos de multimídia e hipermídia.

As tecnologias de áudio podem constituir excelente recurso de apoio aos cursos de EaD, apresentando uma variedade de veículos que vai desde o telefone até os sistemas mais complexos de audioconferência.

Correio de voz (secretária eletrônica) – o uso de teleatendimentos com menus de opções, onde o estudante pode deixar mensagens para os instrutores e os professores podem deixar mensagens para um ou mais alunos, é muito comum hoje. Sua vantagem principal está nas facilidades de acesso a telefones e a desvantagem é o tamanho limitado das mensagens.

Fita de áudio – recurso barato e fácil de duplicar, que permite disponibilizar palestras, debates e instruções aos alunos. Muito utilizado nos cursos de línguas estrangeiras. Sua principal vantagem é que, para o aluno utilizá-la, precisa de equipamento de baixo custo e que pode ser transportado. No entanto, há a necessidade de preparação e planejamento detalhado. Porém, tem como desvantagem a falta de interatividade e elementos visuais.

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As tecnologias de vídeo tornaram-se o grande avanço e o diferencial da EaD atualmente. Compreendendo desde as fitas de vídeo para leitura em aparelhos de videocassete comuns até as formas mais elaboradas de transmissão via satélite ou telefone, como as teleconferências e videoconferências, e as transmissões de vídeo sob demanda (streaming on demand) e em tecnologia de transmissão ao vivo na WEB (streaming live).

Fita de vídeo e ou DVD – recurso de baixo custo dos aparelhos de videocassete e da locação em lojas especializadas, teve grande importância nos anos de 1990. Apesar do avanço dos DVDs atualmente, ainda há muitas variedades de fitas de vídeo no mercado, sobre diversos assuntos. O recurso permite o desenvolvimento de matéria que exija a visualização, como em práticas laboratoriais, técnicas de produção e aprendizagem de fenômenos. A produção desse material exige equipamentos, instalações, pessoal especializado e planejamento didático e visual detalhado, na forma de um roteiro que facilite sua montagem final. A principal vantagem da fita de vídeo e do DVD é o fato de estar disponível ao aluno para que ele acesse o conteúdo quantas vezes forem necessárias e nos momentos oportunos a ele. Contudo, é importante salientar a falta de interatividade como fator de desvantagem. Atualmente, a fita de vídeo vem sendo substituída rapidamente pelo DVD (digital vídeodisc).

Teleconferência via satélite – é muito utilizada em algumas instituições de EaD para comunicação e transferência de informações, assim como para aulas. Exigem equipamentos de preço elevado para a transmissão e antena parabólica, receptor e aparelho de televisão para a recepção. O equipamento de geração e transmissão depende também de uma antena parabólica, que emite sinais de áudio e vídeo para um satélite (uplink), e este retransmite para as estações terrenas de recepção. Trata-se de uma variante da emissão via televisão aberta ou a cabo. Na maioria das instituições, há falta de interatividade entre o professor e o aluno no momento presencial de transmissão.

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permitindo a interatividade. A comunicação é considerada síncrona, porquanto se caracteriza por, pelo menos, dois interlocutores simultâneos e com igual capacidade de comunicação. Um aspecto que limita o crescimento deste recurso é que os custos dos equipamentos são ainda relativamente altos e, a eles somam-se os de transmissão, normalmente atrelados aos serviços das companhias de telecomunicação. A vantagem da videoconferência é a possibilidade de os alunos dialogarem com professores e tutores, fazendo perguntas e esclarecendo dúvidas, dispensando o deslocamento de um professor ou de um grupo de docentes para a localidade onde estão os alunos.

Videoconferência na Internet – atualmente, essa modalidade está muito difundida, pois apresenta custos relativamente baixos. Contudo depende das velocidades normais de transmissão da Internet (banda) convencional. Requer uma câmera e uma placa de digitalização e transmissão de áudio e vídeo, bem como um microfone, com instalação de softwares específicos. Este recurso permite a interatividade

Multicast – existem variações na forma de transmissão das chamadas

videoconferências em “multicasting” interativo. Nelas, a transmissão dá-se de forma alternada, mediante liberação controlada e um-a-um da transmissão para os participantes em pontos remotos. Há otimização do recurso de comunicação (banda), com mínima perda de interatividade.

As tecnologias computacionais com a popularidade do computador e acesso a Internet, como meio de interação e remessa de materiais na EaD tem aumentado consideravelmente. Dentro desta tecnologia, temos disponíveis vários recursos que nos permitem a comunicação e até mesmo a interação em dois momentos distintos: um assíncrono, ou seja, sem sincronismo no diálogo; e outro síncrono, propiciando uma comunicação mais dinâmica. Essa concepção trata-se da comunicação em rede. Assim destacamos na comunicação de rede:

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modalidade de comunicação é versátil e permite a possibilidade de acesso em hora e local oportuno ao aluno, bastando a conexão à Internet e condições adequadas de software e hardware para a conexão.

Chat (Bate-papo) e conferências na Internet – é possível estabelecer

comunicação síncrona na Internetconvencional, por meio do denominado chat ou do mecanismo chamado whiteboard ou videoconferência. O chat (IRC – Internet Relay Chat) é uma comunicação textual remota, que permite dois ou mais interlocutores participando de uma sala. A comunicação se processa pela digitação das mensagens e de seu recebimento “em tempo real”, em uma tela

compartilhada. Contudo, a velocidade de transmissão das mensagens depende da Internet. Esse veículo de comunicação depende de marcação de horários de atendimento pelos professores.

World Wide Web – o World Wide Web, WWW ou, WEB, abriu novo cenário

para a EaD, proporcionando a intensificação da rede global de computadores, a Internet. Trata-se da possibilidade de uso de softwares de navegação, os browsers, com interface gráfica de janelas. O uso do computador possibilitou o apoio ao ensino e à aprendizagem, com o desenvolvimento de softwares didáticos e ambientes com recursos hipermídia, ou seja, multimídia mais hipertexto. (NIELSEN, 1997). Existem milhões de websites, com informações de todas as áreas do conhecimento e, para facilitar a orientação no ciberespaço, vários mecanismos de busca foram desenvolvidos e estão disponíveis, como o GOOGLE (www.google.com.br). Este recurso nos permite criar páginas de cursos com o uso dos chamados editores de HTML. Recentemente, também surgiram diversos ambientes de gerenciamento para criação, manutenção e acompanhamento de cursos na web.

Os ambientes de aprendizagem colaborativa, com o desenvolvimento da hipermídia, permitiram a geração de aplicações instrucionais (coursewares), típicas aplicações multimídia de treinamento, ou de criarem ambientes com interfaces de imagens visuais ricas e diferentes, que podem intensificar a compreensão de conceitos complexos, mediante mecanismos adequados ao processo de ensino e aprendizagem.

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respostas interpretáveis pelo programa. Contudo, é considerado como parte de um ambiente que favorece pouco a iniciativa do aluno e são muito especializados em relação aos objetivos pedagógicos. A concepção básica deste ambiente está embasada no diálogo interativo e a aprendizagem consiste no sujeito (aluno) realizar a sequência de procedimentos associados a determinados conceitos. Esses ambientes favoreceram o surgimento do termo e-learning, também conhecido por muitas outras designações, que está diretamente relacionado com a formação e o ensino on-line. Podemos caracterizar o e-learning como uma atividade de fins de formação, realizado estando o educador e os educando em lugares geograficamente distantes e que utiliza, como suporte de comunicação, as novas Tecnologias de Informação e de Comunicação, com especial atenção para as que têm por base redes de Telecomunicações e de Computadores.

Portais Educacionais – os portais de conteúdo genérico têm como objetivo a satisfação de seus usuários, já um portal voltado para a educação preocupa-se com o resultado de seu trabalho. Ele deverá promover a aprendizagem dos jovens internautas. Os portais educacionais, hoje, são muito utilizados por crianças e jovens do Ensino Fundamental e Médio, onde a escola está disponível na rede, com todos os seus serviços, e os alunos pesquisam, estudam, conversam e até divertem-se, de forma construtiva e orientada. Os portais têm como função, também. oferecer aos pais a possibilidade de acompanhamento das notas, das tarefas escolares e dos trabalhos de seus filhos. Para o corpo docente, esses portais oferecem espaço para trocas de experiências, acompanhamento fora da sala de aula dos seus alunos, cursos e novidades na área de educação. Os portais permitiram as escolas criarem, produzirem e hospedarem uma homepage, oferecerendo a participação em projetos educacionais, além da possibilidade de disponibilizar boletins e diário de classe, dar assessoria financeira e de marketing, enfim, uma série de serviços.

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ambiente, a qualidade do processo educativo depende de vários fatores, como: o envolvimento do aprendiz; a proposta pedagógica; os materiais veiculados; a estrutura e qualidade de professores, tutores, monitores e equipe técnica; assim como das ferramentas e recursos tecnológicos utilizados no ambiente, um processo que envolve uma equipe multidisciplinar.

Importante:

Em consonância com a evolução dos AVAs e com a realidade educacional, e na tentativa de alinhar as produções de materiais didáticos que servissem como referenciais para as mais variadas ofertas de cursos na modalidade em educação a distância, o Ministério da Educação, em 2007, conceitua Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) como: programas que permitem o armazenamento, a administração e a disponibilização de conteúdos no formato web. Destacando:

1. aulas virtuais;

2. objetos de aprendizagem; 3. simuladores;

4. fóruns;

5. salas de bate-papo;

6. conexões a materiais externos; 7. atividades interativas;

8. tarefas virtuais; 9. animações;

10. textos colaborativos (wiki).

Segundo Mckimm, Jollie e Cantillon (2003 apud PEREIRA 2007, p. 6), o Ambiente Virtual de Aprendizagem consiste em um conjunto de ferramentas eletrônicas voltadas ao processo ensino-aprendizagem. Os principais componentes

Saiba Mais:

Leia o artigo:

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incluem sistemas que podem organizar conteúdos, acompanhar atividades e, fornecer ao estudante suporte on-line e comunicação eletrônica.

Um AVA rico e que contribui com a aprendizagem do aluno possui vários recursos de transmissão da informação como: como videoaulas, áudio, textos (PDF ou E-books) e animações, para a promoção e o desenvolvimento de habilidades e aquisição de conceitos, assim como interatividade, respeito ao ritmo de aprendizagem e individualidade, onde o aluno pode administrar o seu tempo e sua melhor forma de

estudar.

Ambiente de Realidade Virtual

Realidade virtual já teve muitos outros nomes além de ambientes virtuais como: ciberespaço, telepresença, realidade artificial. Realidade virtual significa usar a tecnologia de um computador para criar um mundo tridimensional simulado que um usuário pode manipular e explorar enquanto tem a impressão de que está nele. Consiste em uma simulação do espaço-tempo, uma animação do ponto de observação, em contexto interativo e tempo real. Proporciona ao participante a interação com um ambiente simulado tridimensional, ou seja, 3D. Formalmente, pode apresentar-se como sinônimo de ambientes virtuais imersivos. Na verdade, ainda não existe realidade virtual totalmente imersiva. Há três tipos de simulação de realidade (ADAMS, 1994; FEIJÓ, 1998). A passiva, que proporciona ao usuário exploração automática e sem interferência por meio do ambiente 3D, onde a rota e as visitas são explícitas e exclusivamente controladas pelo software. A exploratória, onde a exploração é dirigida pelo usuário por intermédio do ambiente 3D. Nesta simulação, o participante pode escolher a rota e as visitas, mas não pode interagir com entidades contidas na cena 3D. E, por fim, a interativa, que além de proporcionar uma exploração dirigida pelo usuário, as entidades virtuais, do ambiente 3D, respondem e reagem às ações do participante. Pela realidade virtual, consegue-se criar ambientes para a construção do aprendizado (WINN, 1993; SOUZA et al., 1997; POMPEU, 1999). O fato de o aprendiz vivenciar as experiências, participando ativamente delas, torna-o um agente ativo de seu

Conheça um

ambiente de realidade virtual, acessando o link:

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próprio aprendizado. No campo educacional, a realidade virtual está apenas começando e as aplicações dos ambientes virtuais estão cada vez mais claras e possíveis. Podem ser listadas diversas razões para o uso dos ambientes virtuais na educação. Segundo Pantelidis (1998), estes ambientes produzem motivação; permitem a observação de uma grande distância; permitem que deficientes físicos possam participar em experimentos; promovem oportunidade de introspecção; proporcionam liberdade ao aprendiz para proceder a uma experiência durante um tempo livre, não fixado como horário regular de aula; produzem experiências com tecnologias modernas; e requerem interação, encorajando a participação ativa, ao invés da passividade.

3.

INTERAÇÃO

E

COLABORAÇÃO

FERRAMENTAS DISPONÍVEIS

Certamente, hoje se sabe que o domínio do processo de ensino e aprendizagem ocorre através do trabalho colaborativo entre discentes e discentes e/ou entre docentes e discentes, se concretizando, frequentemente, pelo trabalho em equipe. Desta forma, nos cursos a distância, os estudos e aprimoramento das ferramentas de atendimento ao aluno caminham cada vez mais no incentivo à colaboração entre os participantes, para que seja formado um grupo de aprendizagem que possibilite a troca de experiências e conhecimentos.

A educação a distância é extremamente dependente da mediatização realizada pelas tecnologias que estão cada vez mais avançadas, onde a interação é viabilizada por ferramentas técnicas de comunicação. Já na Antiguidade, ao analisarmos historicamente, encontramos iniciativas de intercambiar informações e veicular orientação, instruções, entre pessoas fisicamente e/ou geograficamente distantes.

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As NTIC provocaram uma revolução no campo da educação, sendo a característica principal que impulsionou sua aplicação na EaD a possibilidade de manter, de forma fácil e rápida, a interação professor-aluno. Essa interação pode ser realizada por diversos recursos técnicos, utilizando-se de forma síncronas e assíncronas.

Lembrando:

 Síncronas: professor e aluno devem utilizar o meio no mesmo instante.

 Assíncronas: a interação pode se dar independente da presença de ambos, sendo realizada em momentos distintos.

A disponibilidade de mecanismos de mediação síncronos ou assíncronos só é possível com o surgimento da Internet, e é a combinação destes mecanismos a torna um meio flexível e dinâmico para o estabelecimento da EaD.

Com a explosão da Internet, naturalmente foi possível à difusão da EaD em todo o mundo, devido à diversidade de ferramentas de interação que possui, além de seu baixo custo e da popularização alcançada desde a década de 90, tornando-se parte indispensável na vida das pessoas.

A Internet tem ainda muito que evoluir no aspecto tecnológico e, sobretudo no que diz respeito à sua democratização, tornando possível o acesso de camadas da população de baixa renda.

A Internet possibilita o rompimento de barreiras geográficas de espaço e tempo, permitindo o compartilhamento de informações em tempo real, propiciando o estabelecimento de cooperação e comunicação entre grupos de indivíduos.

As ferramentas disponíveis através da Internet são:

Hypertext Markup Language - HTML: é uma de exibição e manipulação de

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com outras linguagens como Java, VBscript, PHP, JavaScript, permite o acesso a diversas outras ferramentas que surgiram originalmente e se encontram integradas a uma página HTML. Um gestor de EaD pode contar com inúmeras ferramentas administrativas para gerenciar os cursos e também permitir interação entre professor e aluno. Através da integração da HMTL com mais linguagens, e também com Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBD), como LMS (Moodle), são construídos os ambientes virtuais de aprendizagem, proporcionando ao aluno adentrar em uma Sala de Aula Virtual. Os documentos HTML são apresentados e manipulados por aplicativos que possibilitam a navegação entre as páginas, denominados de Browsers. Na Internet, diversos browsers estão disponíveis, o que possibilita grande variedade de recursos e a integração com Plugins, permitindo adicionar novas funções ao navegador, como o Macromedia Flash, trazendo a visualização de conteúdo animado.

Fórum: são discussões assíncronas realizadas por mensagens, tratando sobre diversos assuntos e temas para o aluno emitir seu conhecimento, com possibilidade de contra-argumentação e opiniões emitidas por outros usuários, formando um processo dinâmico de debates. Segundo Fischer (2000), um fórum pode ser classificado por assuntos, tendo as mensagens relacionadas em ordem cronológica, mantendo uma organização hierárquica das mensagens, podendo identificar a sequência da discussão e a que assunto está relacionado. Os fóruns se tornam uma ferramenta importante para o desenvolvimento da EaD e pode ser acessado a qualquer momento por alunos e tutores. É um recurso onde o aluno emite opinião, mas também esclarece suas dúvidas, através de leitura de concepções abordadas pelos demais membros do grupo, permitindo a construção do conhecimento através dos pares. A utilização do fórum necessita recursos motivacionais para que o aluno participe, pois muitas vezes ele não se sente motivado a participar por apresentar timidez em expor suas ideias ao grupo. Para Giannella, Salles e Struchiner (2001), o fórum é uma ferramenta importante para a construção colaborativa de conhecimento. Ao analisar e comentar as posições de seus colegas, o aluno poderá decidir se deseja manter sua opinião inicial ou modificar sua posição acerca do tema justificando sua decisão.

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e-mail causou grande impacto nas relações de comunicação entre pessoas e organizações, reduzindo substancialmente os custos com a comunicação e aumentando a velocidade de transmissão da informação. O e-mail tem se tornado comumente utilizado para o envio de simples mensagem para um amigo, como para campanhas de marketing com recursos gráficos sofisticados com animações em Flash. Na EaD, o e-mail exerce um papel fundamental, na interface entre alunos e professores, alunos e alunos e, até mesmo, professores e professores, englobando todos os envolvidos.

Chat: conhecido também como bate-papo, é mais uma ferramenta que pode ser usada na EaD, possibilitando discussões síncronas por via textual, onde os alunos participantes do chat, identificados pelos seus nomes ou por pseudônimos, podem enviar e ler mensagens, estabelecendo uma discussão em grupo, e até trocar mensagens de forma reservada e particular. Por se tratar de um mecanismo aberto, não existe controle de software sobre o que será discutido, ou mesmo na ordem da discussão. Desta forma, o professor exerce um papel fundamental para o bom aproveitamento deste instrumento. Sendo assim, é um recurso que exige muita atenção do docente para identificar os alunos que não estão participando e motivá-los a interagir e evitar desvios temáticos na discussão, conduzindo o grupo, sempre que necessário, a retomar o objetivo pretendido. Esta ferramenta permite o armazenamento de toda a discussão realizada e a disponibilização do conteúdo, para que um aluno que não participou do evento possa se inteirar do que foi discutido ou, até mesmo, examinar com mais cuidado a discussão realizada.

Lista de Discussão: trata-se de um recurso interessante nos cursos a distância, por possibilitar o envio de correspondências eletrônicas a um único endereço, que serão repassadas a um grupo de endereços cadastrados em um servidor de listas. Desta forma, o trabalho no envio de mensagens para um determinado grupo é reduzido e é possível a interação dos membros, com o envio de dúvidas ou comentários que se deseja compartilhar com os demais integrantes. As listas de discussões podem ser livres, mas também permite um moderador, ou seja, estando sujeitas à aprovação antes do repasse para o grupo.

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presencial, quando isso acontece, usamos o popular quadro negro e o giz, e, assim, desenhamos esquemas e/ou gráficos, proporcionando, visualmente, uma sequência lógica para o fluxo das informações que se quer transmitir. Assim, o quadro branco busca reproduzir esta situação com uma janela em branco, onde se pode escrever, desenhar, colar dados e imagens, sendo compartilhado para os demais participantes dispersos geograficamente.

Hoje, uma gama considerável de tecnologias está disponível nos diversos cursos e ambientes de EaD existentes no mundo todo, sendo impossível catalogar toda sua extensão. Muitas, para interação, já foram citadas anteriormente, tais como: videoconferência, multicast, realidade virtual e ambientes virtuais de aprendizagem. Todas essas ferramentas permitiram a expansão da EaD, com mais qualidade e autonomia no processo de aprendizagem e construção do conhecimento do alunos, tornando-o ativo neste percurso.

4. VAMOS PENSAR?

Análise o texto e, acessando o link abaixo, elabore uma proposta de

ambiente de aprendizagem colaborativa:

Disponível em: http://penta.ufrgs.br/pgie/sbie99/acac.html. Acesso em:

28 ago. 2011.

6. PONTUANDO

A importância da evolução da comunicação para a humanidade e o

progresso social.

As tecnologias da informação e comunicação.

Comunicações clássicas, em massa e em redes.

Ferramentas de acesso à comunicação.

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7. REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS

ADAMS, L. Visualização e realidade virtual. São Paulo: Makron Books, 1994. ANDRADE, A. F.; BEILER, A. Análise de ferramentas computacionais colaborativas visando aprendizagem a distância. 1999. Disponível em: <http://c5.cl/ ieinvestiga/actas/tise99/html/papers/ ferramentas>. Acesso em: 30 ago. 2011.

BITTENCOURT, D. F. A construção de um modelo de curso “lato sensu” via internet – a experiência com o curso de especialização para gestores de instituições de ensino técnico UFSC / SENAI. 1999. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1999. Disponível em: <http://www.eps.ufsc.br/disserta99/denia/>. Acesso em: 04 set. 2011.

CARDOSO NETO, C. Tecnologia para EAD: videoconferência. Disponível em: <http://www.cciencia.ufrj.br/educnet/videconf.htm>. Acesso em: 01 set. 2011.

CUNHA, L. M.; CAMPOS, F. C. A.; SANTOS, N. Educação a distância: padrões para projetos de sistemas. 1999. Disponível em: <http://c5.cl/ieinvestiga/actas/tise99/ html/ papers/projetos>. Acesso em: 29 jan. 2011.

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FISCHER, G. S. Um ambiente virtual multimídia de ensino na WEB, com transmissão ao vivo e interatividade. 2000. Dissertação (Mestrado em Informática) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2000.

GIANNELLA, T. R.; SALLES, J. A. G.; STRUCHINER,M. Seminário de educação a distância na área de saúde: umaexperiência de aprendizagem online. In: Simpósio Brasileiro de Informática naEducação. Anais. Vitória: UFES, 2001.

MATURANA, H. R., VERDEN-ZÖLLER, G. Amor y Juego: Fundamentos Olvidados de lo Humano desde el Patriarcado a la Democracia. 4. ed. Santiago: Instituto de Terapia Cognitiva, 1995.

NIELSEN, J,. How users read on the web. 1997. Disponível em:

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OLIVEIRA, J. C. TVS: um sistema de videoconferência. 1996. Dissertação (Mestrado) – PUC-RJ, Rio de Janeiro, 1996.

PANTELIDIS, V. S. Reasons to use Virtual Reality in Education. VR in the Schools, Greenville, v. 1, n. 1, p. 9, jun. 1995.

PEREIRA, F. A. Gerenciando Projeto de Software em Empresas com Diferentes Níveis de Maturidade. 2006, 63f. Monografia (Curso de Ciencia da Computação) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2007.

POMPEU, R. C. Um Estudo sobre Ambientes Virtuais de Apoio ao Ensino e Aprendizagem de resistência de Materiais. Curitiba, 1999. 89f. Dissertação (Mestrado em Métodos Numéricos em Engenharia) – Setor de Ciências Exatas e Setor de Tecnologia, Universidade Federal do Paraná.

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SCHEER, S. Multimeios em EAD. In: MARTINS, O. B. Educação a distância: um debate multidisciplinar. Curitiba: UFPR, 1999.

SETZER, V. W. Dado, informação, conhecimento e competência. Datagrama Zero, n. 0, dez. 99. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/dez99/F_I_art.htm>. Acesso em: 13 set. 2011.

SOUZA, P. C.; WAZLAWICK, R. S.; HOFFMANN, A. B. Um ambiente construtivista em realidade virtual para aprendizagem em engenharia civil. Revista de Ensino de Engenharia, São Paulo, n. 18, p. 24-30, 1997.

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Referências

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