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(1)

CARACTERIZAÇÃO DA CARACTERIZAÇÃO DA QUALIDADE DE ESGOTOS QUALIDADE DE ESGOTOS QUALIDADE DE ESGOTOS QUALIDADE DE ESGOTOS

Maria do Carmo Lourenço da Silva

(2)

SUMÁRIO SUMÁRIO

•• Definição de termos Definição de termos

•• Introdução Introdução

•• Principais poluentes Principais poluentes

•• Parâmetros de caracterização Parâmetros de caracterização

•• Parâmetros de caracterização Parâmetros de caracterização

– Físicos Físicos –

– Químicos Químicos –

– Biológicos Biológicos

(3)

MOTIVAÇÃO MOTIVAÇÃO

• Devido ao Ciclo Hidrológico a água

água potável potável é um recurso renovável

renovável.

• Entretanto pela ação crescente

• Entretanto pela ação crescente

da poluição não-

renovável!!!!! (previsão)

(4)

CICLO HIDROLÓGICO

(5)

DESAFIO ATUAL

DESAFIO ATUAL POLUIÇÃO POLUIÇÃO

(6)

DESAFIO ATUAL DESAFIO ATUAL

E o que fazer?

Simples, fechar todas as indústrias e manter o equilíbrio ecológico na Terra?

Vida mais natural como era no tempo de nossos POLUIÇÃO

POLUIÇÃO

Vida mais natural como era no tempo de nossos AVÔS?

Qual

Qual a solução a solução? ?

(7)

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Tecnologias limpas Tecnologias limpas

alternativas para os processos convencionais de produção.

Menor geração de resíduos líquidos e sólidos Menor geração de resíduos líquidos e sólidos

Diminuição no consumo de energia e de água Diminuição no consumo de energia e de água

Redução na perda de energia e aproveitamento da energia gerada Redução na perda de energia e aproveitamento da energia gerada

Produção de produtos duráveis e que possam ser reciclados Produção de produtos duráveis e que possam ser reciclados

(8)

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO

Poluição Poluição

Alteração

Alteração indesejável nas indesejável nas características físicas, características físicas, químicas ou biológicas da químicas ou biológicas da

atmosfera, litosfera ou atmosfera, litosfera ou

Poluição das Águas Poluição das Águas

Alteração

Alteração de suas de suas

características por ações ou características por ações ou

interferências, sejam elas interferências, sejam elas naturais ou provocadas pelo naturais ou provocadas pelo atmosfera, litosfera ou

atmosfera, litosfera ou hidrosfera que cause ou hidrosfera que cause ou possa causar danos à saúde, possa causar danos à saúde,

a sobrevivência ou as a sobrevivência ou as atividades dos seres atividades dos seres humanos e outras espécies humanos e outras espécies

ou ainda deteriorar ou ainda deteriorar

materiais.

materiais.

naturais ou provocadas pelo naturais ou provocadas pelo homem. Causam impactos homem. Causam impactos

estéticos, fisiológicos ou estéticos, fisiológicos ou

ecológicos.

ecológicos.

(9)

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO

TRATAMENTO DE EFLUENTES TRATAMENTO DE EFLUENTES

Visa à remoção da poluição presente (inorgânica ou

orgânica) pelo uso de orgânica) pelo uso de operações unitárias e

processos químicos, biológicos e físicos, para posterior

lançamento nos corpos

receptores.

(10)

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO

DEFINIÇÃO DE TERMOS DEFINIÇÃO DE TERMOS

ESGOTO

ESGOTO – despejosdespejos dosdos diversosdiversos usosusos dada águaágua (doméstico,(doméstico, comercial,

comercial, industrial,industrial, agrícola,agrícola, entreentre outros)outros)..

ESGOTO

ESGOTO SANITÁRIOSANITÁRIO – despejosdespejos constituídosconstituídos dede esgotosesgotos domésticos

domésticos ee industriaisindustriais lançadoslançados nana rederede públicapública..

domésticos

domésticos ee industriaisindustriais lançadoslançados nana rederede públicapública..

RESÍDUO

RESÍDUO LÍQUIDOLÍQUIDO INDUSTRIALINDUSTRIAL – ÉÉ resultanteresultante dosdos processosprocessos industriais

industriais ee possuipossui característicascaracterísticas própriaspróprias (inerente(inerente aoao processo

processo dede fabricação)fabricação)..

ESGOTO

ESGOTO DOMÉSTICODOMÉSTICO – parcelaparcela maismais significativasignificativa dosdos esgotosesgotos sanitários

sanitários..

(11)

PRINCIPAIS POLUENTES PRINCIPAIS POLUENTES

1.

1. OrgânicosOrgânicos biodegradáveisbiodegradáveis (gorduras,(gorduras, carboidratoscarboidratos ee proteínas)

proteínas);;

2.

2. OrgânicosOrgânicos refratáriosrefratários (agrotóxicos,(agrotóxicos, detergentesdetergentes sintéticos,sintéticos, petróleo

petróleo ee seusseus derivados)derivados);;

3.

3. MetaisMetais;;

4.

4. NutrientesNutrientes (sais(sais dede nitrogênionitrogênio ee fósforo)fósforo) 5.

5. OrganismosOrganismos patogênicospatogênicos (bactérias,(bactérias, fungos,fungos, vírusvírus ee helmintos)

helmintos);;

6.

6. SólidosSólidos emem suspensãosuspensão;;

7.

7. CalorCalor;;

8.

8. RadioatividadeRadioatividade..

(12)

PARÂMETROS DE QUALIDADE PARÂMETROS DE QUALIDADE

Esgoto Sanitário Esgoto Sanitário

• Não interessa a determinação de todos compostos:

• Parâmetros indiretos ou globais que definem a QUALIDADE:

Dificuldade de execução das análises;

Não são utilizáveis como elementos de projetos e operação.

físicos físicos

biológicos biológicos

químicos químicos

(13)

PARÂMETROS DE QUALIDADE PARÂMETROS DE QUALIDADE

• Temperatura; cor;

• Odor; turbidez

Físicos

• Sólidos totais; matéria orgânica; nutrientes

Químicos

• Sólidos totais; matéria orgânica; nutrientes

• Alcalinidade; pH; cloretos, óleos e graxas.

Químicos

• Coliformes termotolerantes

E. coli

Biológicos

(14)

PRINCIPAIS PARÂMETROS PRINCIPAIS PARÂMETROS

Para esgotos predominantemente

domésticos, devido a sua importância são:

•• Sólidos; Sólidos;

•• Sólidos; Sólidos;

•• Indicadores de matéria orgânica; Indicadores de matéria orgânica;

•• Nitrogênio; Nitrogênio;

•• Fósforo; Fósforo;

•• Indicadores de contaminação fecal. Indicadores de contaminação fecal.

(15)

PARÂMETROS FÍSICOS PARÂMETROS FÍSICOS

Temperatura Temperatura

•• SuperiorSuperior àà dada águaágua dede abastecimento

abastecimento;;

•• InfluênciaInfluência nana atividadeatividade

Cor Cor

•• CINZACINZA (esgoto(esgoto fresco)fresco)

•• CINZACINZA ESCUROESCURO OUOU PRETOPRETO (esgoto

(esgoto séptico)séptico)

Odor

•• InfluênciaInfluência nana atividadeatividade

Odor

microbiana microbiana;;

•• SolubilidadeSolubilidade dosdos gasesgases éé afetadaafetada;;

•• ImportanteImportante nana viscosidadeviscosidade dodo líquido

líquido..

Esgoto fresco: oleoso, desagradável;

Esgoto séptico: fétido (H2S e outros produtos de decomposição)

Efluente industrial:

característico para o processo

(16)

PARÂMETROS FÍSICOS PARÂMETROS FÍSICOS

Turbidez Turbidez

• Medida da dificuldade de um feixe de luz atravessar uma certa quantidade de água.

• Causada pelos sólidos em suspensão;

• Esgoto mais fresco e concentrado aumenta turbidez.

• Esgoto mais fresco e concentrado aumenta turbidez.

• Essa medição é feita com o turbidímetro ou

nefelômetro, que compara o espalhamento de um feixe de luz ao passar pela amostra, com o de um feixe de

igual intensidade, ao passar por uma suspensão padrão.

• Quanto maior o espalhamento, maior será a turbidez.

(17)

PARÂMETROS QUÍMICOS PARÂMETROS QUÍMICOS

SÓLIDOS SÓLIDOS

Todos os contaminantes contribuem para a carga de sólidos (gases dissolvidos).

Classificação Classificação Classificação Classificação

• 1. Quanto ao tamanho e estado: sólidos em suspensão; sólidos dissolvidos.

• 2. Quanto às características químicas: sólidos voláteis;

sólidos fixos.

• 3. Quanto à decantabilidade: sólidos sedimentáveis;

sólidos não sedimentáveis.

(18)

PARÂMETROS QUÍMICOS PARÂMETROS QUÍMICOS

SÓLIDOS SÓLIDOS

• Classificação pelo tamanho: forma mais simplificada para o caso específico dos esgotos.

• Classificação pelas características químicas: T = 550 °C,

• Classificação pelas características químicas: T = 550 °C, fração orgânica é oxidada (sólidos voláteis), enquanto que a inorgânica é representada pelos sólidos fixos.

• Classificação pela decantabilidade: Sólidos sedimentam

em 1 hora (realizado em cone de Imhoff). A fração que

não sedimenta usualmente não é expressa nos

resultados da análise.

(19)

Distribuição dos sólidos no esgoto Distribuição dos sólidos no esgoto

bruto bruto

TOTAIS 1000 mg/L

Suspensos Dissolvidos

Suspensos 350 mg/L

Fixos 50 mg/L

Voláteis 300 mg/L

Dissolvidos 650 mg/L

Fixos 400 mg/L

Voláteis 250 mg/L

(20)

Propriedades dos sólidos Propriedades dos sólidos

Sólidos Suspensos Sólidos Suspensos

• Provocam o aumento da turbidez;

• Impedem a penetração da luz no corpo receptor;

• Formam escuma superficial;

• Responsável por depósito de lodo;

• Responsável por depósito de lodo;

• Geração de maus odores (condições anaeróbias nos depósitos de lodo);

• Diminuição do volume útil nos reservatórios e lagos;

• Um dos principais parâmetros para avaliação dos

esgotos domésticos e eficiência das unidades de

tratamento

(21)

Propriedades dos sólidos

Sólidos

Sólidos Sedimetáveis Sedimetáveis::

• Eficiência das unidades de tratamento.

Sólidos Suspensos Voláteis Sólidos Suspensos Voláteis Sólidos Suspensos Voláteis Sólidos Suspensos Voláteis

• Expresso como % dos sólidos suspensos

(22)

INDICADORES DE MATÉRIA INDICADORES DE MATÉRIA

ORGÂNICA ORGÂNICA

Principal causadora da poluição hídrica

Consumo de O2 dissolvido – OD –

pelos

microrganismos

Utilização e estabilização do substrato orgânico

Proteínas, carboidratos, gorduras e óleos, uréia, surfactantes,

pesticidas, fenóis e outros compostos

Composição típica de um esgoto Composição típica de um esgoto

Forma e Tamanho Forma e Tamanho Particulada e solúvel Particulada e solúvel Biodegradabilidade Biodegradabilidade

Inerte e Inerte e Biodegradável Biodegradável

CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO

(23)

Métodos de análise Métodos de análise

INDIRETOS INDIRETOS

– Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO);

– Demanda Última de Oxigênio (DBO

u

);

– Demanda Química de Oxigênio (DQO).

– Demanda Química de Oxigênio (DQO).

DIRETOS DIRETOS

– Carbono Orgânico Total (COT)

(24)

Demanda Bioquímica de Oxigênio Demanda Bioquímica de Oxigênio

Retrata a quantidade de O

Retrata a quantidade de O

2 2

necessária para estabilizar necessária para estabilizar biologicamente a matéria orgânica carbonácea e biologicamente a matéria orgânica carbonácea e

nitrogenada presente em uma amostra.

nitrogenada presente em uma amostra.

• Convenção: Proceder análise até 5º dia e sob 20 °C

• DBO padrão = DBO

20

• DBO padrão = DBO

520

• INTERPRETAÇÃO: DBO típica = 300 mg/L (domésticos)

• Métodos de análise:

DBO direta; DBO direta;

Método da diluição; Método da diluição;

Método manométrico.Método manométrico.

(25)

Procedimento analítico Procedimento analítico

DBO DIRETA DBO DIRETA

• Quando a DBO das amostras for < 7 mg/L;

• Ajusta-se T das amostras (duplicata) para 20 °C e aera-se com ar difuso de forma a manter [OD] próximo da saturação ;

saturação ;

• Enchem-se as garrafas de DBO. Em uma delas determina-se [OD] imediatamente e as outras são incubadas por 5 dias a 20 °C.

• Após 5 dias, determina-se [OD].

• DBO (mg/L) = ([OD1] – [OD5])/P

• P = fração volumétrica decimal da amostra

(26)

Procedimento analítico Procedimento analítico

MÉTODO DA DILUIÇÃO MÉTODO DA DILUIÇÃO

1. ÁGUA DE DILUIÇÃO 1. ÁGUA DE DILUIÇÃO

livre de substâncias tóxicas;

pH 6,5 a 8,5. (Tampão fosfato – pH 7);

Condições osmóticas apropriadas fosfatos de K e Na (tampão), sais de Ca e Mg;

Nutrientes sais adicionados para tamponar e manter as condições osmóticas (K, Na, Ca, Mg), FeCl3, MgSO4 e NH4Cl;

Na, Ca, Mg), FeCl3, MgSO4 e NH4Cl;

Semente microrganismos necessários.

•• Branco: correção que leva em conta a MO presente na água de diluição.Branco: correção que leva em conta a MO presente na água de diluição.

Cálculos para Diluição da Amostra Cálculos para Diluição da Amostra

Conc. Ideal (%) = 1200/DQO Amostra ( 1200 = DBO média esgotos domésticos)

Preparar 5 diluições, sendo:

1 amostra = faixa da conc. ideal (CI) 2 amostras = faixa de conc. inferior 2 amostras = faixa de conc. superior

(27)

Procedimento analítico Procedimento analítico

MÉTODO DA DILUIÇÃO MÉTODO DA DILUIÇÃO

Exemplo: amostra com DBO = 300

Exemplo: amostra com DBO = 300 mgmg OO22/L/L CI = 1200/300=4%

Obtenção dos volumes das amostras Conc. (%) = (Vamostra / Vfrasco) * 100 Exemplo: Para concentração = 4%

Exemplo: Para concentração = 4%

Exemplo: Para concentração = 4%

Exemplo: Para concentração = 4%

4% = (Vamostra / 750 mL) * 100 Vamostra = 30 Ml Considerações:

Considerações:

Realizar cálculos em amostras que:Realizar cálculos em amostras que:

Produzam deflexão de OProduzam deflexão de O22 > 2 > 2 mgmg /L/L

Mínimo 0,5 Mínimo 0,5 mgmg / L de OD (final de incubação)/ L de OD (final de incubação)

DBO (mg/L) = (OD1 – OD5)/P P = fração volumétrica decimal da amostra

(28)

Procedimento analítico Procedimento analítico

FATORES INFLUENTES FATORES INFLUENTES

Concentração de OD;

Nutrientes;

Temperatura (20 ºC ± 0,1);

pH (neutro);

Duração da análise (20 dias para

INTERFERÊNCIAS INTERFERÊNCIAS

Traços de MO (vidrarias e materiais limpos e

desengordurados);

Ar (vidro fica imerso em água);

Luz (guardar amostras no escuro);

Substâncias tóxicas (sementes

Duração da análise (20 dias para completa oxidação, entretanto 5 dias corresponde a 70% de oxidação);

Tóxicos (Hg, Zn, Cd, Pb, cianetos, formaldeído...):

colapso do sistema enzimático;

Microrganismos.

Substâncias tóxicas (sementes adaptadas a tais substâncias);

Acidez ou alcalinidade.

CONSERVAÇÃO AMOSTRAS CONSERVAÇÃO AMOSTRAS

Local escuro;

Conservar a baixas temperaturas;

Determinação imediata.

(29)

Procedimento analítico Procedimento analítico

Método manométrico Método manométrico

Determinação da DBO pela medida da variação da pressão do oxigênio dissolvido.

Quando os microrganismos transformam O2 em CO2, não se observa mudança de pressão pois 1 CO2, não se observa mudança de pressão pois 1 mol de O2ocupam o mesmo volume.

As pastilhas de NaOH retiram o CO2, e o transforma em Na2CO3) que provoca uma redução da pressão.

O meio deve permanecer em agitação para permitir o equilíbrio do OD na fase gasosa e no líquido.

(30)

DBO: analisar ou não analisar?

DBO: analisar ou não analisar?

LIMITAÇÕES DO TESTE LIMITAÇÕES DO TESTE

Teste demorado (sem sentido prático para controle operacional de ETE)

Valores baixos (biomassa não

VANTAGENS VANTAGENS

Indicação aproximada da fração biodegradável do efluente;

Indicação da taxa de

Valores baixos (biomassa não adaptada ao efluente)

Variabilidade da relação DBOu/DBO5 (função do despejo/mesmo despejo ao longo da linha de tratamento)

Metais pesados e tóxicos (morte microbiana)

Indicação da taxa de degradação do efluente;

Indicação da taxa de consumo de O2 em função do tempo;

Determinação aproximada da quantidade de O2 necessário para estabilização biológica da matéria orgânica presente.

(31)

Demanda Química de Oxigênio

Demanda Química de Oxigênio -- DQO DQO

Mede a quantidade total de O

Mede a quantidade total de O22 necessária para oxidação da necessária para oxidação da MO utilizando agente oxidante forte.

MO utilizando agente oxidante forte.

Reação

Reação: CaHbOc + Cr2O7-2 + H+ Cr+3 + CO2 + H2O Características

Características Características Características

• Não faz distinção entre a MO biodegradável e a MO inerte;

• Substâncias inorgânicas são oxidadas;

Cl

Cl-- ClCl22 (eliminada pela adição de Hg(eliminada pela adição de Hg22SOSO44););

NO

NO22-- NONO33-- (eliminada pela adição de ácido (eliminada pela adição de ácido sulfâmicosulfâmico)) Fe

Fe+2+2 FeFe+3+3

• Rapidez (2 a 3 horas).

(32)

Procedimento Analítico Procedimento Analítico

•• MÉTODOS MÉTODOS DE DE ANÁLISE ANÁLISE

Determinação Determinação em em escala escala micro micro;;

– Determinação colorimétrica.

METODOLOGIA METODOLOGIA

METODOLOGIA METODOLOGIA

Adicionar dicromato de potássio em excesso;

Digestão da amostra (150 ºC por 2 horas);

Titulação com sulfato ferroso amoniacal usando ferroína como indicador ou medida da absorbância no comprimento de onda indicado.

(33)

Carbono Orgânico Total

Carbono Orgânico Total -- COT COT

• Determinação dos compostos orgânicos voláteis ou não, naturais ou sintéticos, dissolvidos ou em suspensão presentes nas águas superficiais ou nos efluentes.

• O princípio do método está baseado na oxidação

• O princípio do método está baseado na oxidação catalítica a 950 °C das substâncias carbonáceas produzindo CO

2

que é quantificado num analisador de infravermelho.

• O carbono de origem mineral é eliminado

previamente ou dosado separadamente.

(34)

ÓLEOS E GRAXAS ÓLEOS E GRAXAS

Pouco solúveis em água Pouco solúveis em água

Trazem problemas ao tratamento de

efluentes

METODOLOGIA METODOLOGIA

Aplicada às substâncias que são extraídas pelo hexano e que não

tratamento de

efluentes hexano volatilizam e durante que não a evaporação.

Substâncias: ácidos

graxos, ceras, sabões e

óleos

(35)

NITROGÊNIO NITROGÊNIO

N2 (atmosfera)

N orgânico (dissolvido ou

suspensão)

Origem natural Origem natural

Proteínas;

Clorofila;

Outros compostos biológicos.

MEIO AQUÁTICO

Amônia Nitrito

Nitrato

biológicos.

Origem antropogênica Origem antropogênica

Esgotos domésticos;

Resíduos industriais;

Excrementos de animais e fertilizantes.

(36)

Importância do Nitrogênio Importância do Nitrogênio

Para as

Para as ETE’sETE’s

Nutriente;

Nitrificação: NH3 NO2- NO3- (consumo de O2 e

alcalinidade);

Poluição das águas Poluição das águas

Eutrofização (excesso de nutrientes que gera

crescimento acelerado);

Nitrificação: NH3 NO2- alcalinidade);

Denitrificação: NO3- N2 (economia de O2 e

alcalinidade e deterioração da decantabilidade do

lodo).

Nitrificação: NH3 NO2- NO3- (consumo de OD no corpo receptor);

NH3 é tóxica para fauna e flora aquática;

Presença indica o estado de poluição (NH3 e Norg

recente, NO3- antiga).

(37)

Métodos de Análise Métodos de Análise

Amônio e nitrogênio orgânico Amônio e nitrogênio orgânico Método de

Método de Kjeldahl Kjeldahl

• Decomposição da amostra em ácido sulfúrico para conversão do Norg em NH4+;

para conversão do Norg em NH4+;

• Resfriamento da amostra, diluição e alcalinização pela adição de base forte;

• Destilação e coleta da amônia liberada em solução ácida;

• Titulação para determinar a concentração.

(38)

Métodos de Análise Métodos de Análise

Amônia Amônia

Eletrodo seletivo – membrana permeável a gás, na qual há difusão de amônia (pH = 11).

Colorimétrico – reação da amônia com

hipoclorito e fenol forma um composto de

coloração azul (indofenol)

(39)

Métodos de Análise

Nitritos Nitritos

Cromatografia de íons

Colorimétrico – formação de composto vermelho-violeta produzido a pH = 2-2,5 pelo acoplamento de difenilamida diazotizada com N-(1-naftil)-

etilenodiamina dihidroclórica

Nitratos Nitratos Nitratos Nitratos

Espectrofometria de UV λ = 220 e 275 nm

Cromatografia de íons

Eletrodo de íons – membrana líquida (troca-iônica)

Redução com Cd – Redução do nitrato a nitrito e determinação colorimétrica

(40)

FÓSFORO

ORTOFOSFATOS (diretamente

disponível)

POLIFOSFATOS (moléculas complexas)

Fosfato orgânico

Origem

Origem Importância: Importância:

Origem natural:

Origem natural:

Dissolução de compostos de solo;

decomposição da matéria orgânica

Origem Origem

antropogênica:

antropogênica:

Esgotos domésticos;

detergentes,

resíduos industriais, excrementos de

animais e fertilizantes.

Importância:

Importância:

Não apresenta problemas de ordem sanitária;

Elemento nutriente para o crescimento

de algas e microrganismos .

(41)

Métodos de Análise

Ortofosfatos Ortofosfatos

Colorimétrico – Molibdato de amônio em condições ácidas forma complexo amarelo (> 30 mg/L) e com

adição de vanádio é obtida uma coloração mais intensa (< 30 mg/L).

adição de vanádio é obtida uma coloração mais intensa (< 30 mg/L).

Fósforo total Fósforo total

Espectrometria de emissão em plasma indutivamente

acoplado (ICP-AES).

(42)

INDICADORES DE CONTAMINAÇÃO INDICADORES DE CONTAMINAÇÃO

FECAL FECAL

Esgoto doméstico apresenta alguns agentes infecciosos (bactérias, fungos, vírus, protozoários

e helmintos)

Entretanto concentração de

patogênicos/unidade de volume é pequena.

Dificuldade na detecção laboratorial

Organismos indicadores não são patogênicos

Indicação de contaminação por fezes humanas e de animais

Grupo usado: bactérias do grupo coliforme

(43)

Características Características

Grande quantidade nas fezes humanas e de animais homeotérmicos ; Resistência similar a maioria das bactérias patogênicas intestinais;

Técnicas bacteriológicas são rápidas e econômicas.

COLIFORMES TOTAIS

COLIFORMES TOTAIS – – CT CT

Características: Gram (-), bastonetes, fermentam a lactose com produção de gás a 35,0 +/- 0,5 ºC

de gás a 35,0 +/- 0,5 ºC

Quatro gêneros: Escherichia, Klebisiella, Citrobacter e Enterobacter.

COLIFORMES TERMOTOLERANTES

COLIFORMES TERMOTOLERANTES -- CTER CTER

Grupo de bactérias indicadoras do trato intestinal humano e de animais.

Teste realizado a uma temperatura elevada 44,5 +/- 0,2 ºC por 24 horas.

Espécie típica: Escherichia coli

(44)

Quantificação dos organismos coliformes Quantificação dos organismos coliformes

FERMENTAÇÃO EM TUBOS MÚLTIPLOS FERMENTAÇÃO EM TUBOS MÚLTIPLOS

Fazer diluição em série das amostras

Transferir 1 mL para tubos de fermentação com meio de cultura lactosado e tubo invertido.

Para CT levar incubação a 35,0 ± 0,5 ºC por 24 horas

Para CTer levar incubação a 35,0 ± 0,5 ºC por 3

Para CTer levar incubação a 35,0 ± 0,5 ºC por 3 horas e então incubar a 44,5 ± 0,2 ºC 24 horas

Presença de gás no tubo: POSITVO

Expressar os resultados para cada diluição como uma fração: Nº tubos (+) / Nº total de tubos

Estimativa da densidade de coliformes distribuição de Poisson NMP / 100 mL

(45)

TESTE PRESUNTIVO TESTE PRESUNTIVO

Caldo lactosado 24-48 h à 35,0 +/- 0,5 °C

Produção de gás Produção de gás

Teste positivo para coliforme Teste positivo para coliforme

Ausência de gás Ausência de gás Teste negativo Teste negativo para coliforme para coliforme

TESTE CONFIRMATIVO TESTE CONFIRMATIVO

Meio E.C.

24-48 h à 44,5 +/- 0,5 °C

Produção de gás teste positivo

para C.TER.

Ausência de gás teste positivo para

C.TER.

Caldo lactosado verde brilhante 24-48 h à 35,0 +/- 0,5 °C

Produção de gás teste positivo para

C.T.

Ausência de gás teste positivo para

C.T.

(46)

Quantificação dos organismos coliformes Quantificação dos organismos coliformes

MEMBRANA FILTRANTE MEMBRANA FILTRANTE

Passar volume conhecido da

amostra por uma

membrana filtrante de porosidade conhecida.

porosidade conhecida.

Bactérias ficam em contato com ágar (membrana filtrante) o qual contém nutrientes.

Após incubação as colônias de coliformes são contadas.

(47)

Quantificação dos organismos coliformes Quantificação dos organismos coliformes

MÉTODO CROMOGÊNICO MÉTODO CROMOGÊNICO

Detecção e identificação da E. coli usando meios e substratos definidos (enzima b-glucoronidase - (enzima b-glucoronidase - característica da espécie).

No sistema Colilert, a presença de E. coli é indicada pela emissão da fluorescência azul.

(48)

obrigada obrigada

Maria do Carmo Lourenço [email protected]

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