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Radiol Bras vol.41 número6

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Academic year: 2018

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Radiol Bras 2008 Nov/Dez;41(6):366 A influência da obesidade sobre o fígado e

a função hepática é tema ainda pouco estu-dado e discutido, principalmente no Brasil. O crescente aumento da população obesa, de maneira global, alerta sobre esse grave pro-blema, que hoje em dia se torna de saúde pú-blica. Amplia-se, cada vez mais, o número de pessoas e a faixa etária atingida. A doença hepática não-alcoólica é uma condição clíni-co-patológica comum caracterizada por depó-sitos de lipídios em hepatócitos no parênquima hepático. Um espectro de danos ocorre no parênquima, desde simples esteatose macro-goticular, podendo evoluir para esteato-hepa-tite, fibrose e até cirrose.

Os casos de esteatose hepática não-alcoó-lica que progridem para cirrose têm sido reco-nhecidos como a maior causa de morbidade e mortalidade com potencial para progredir para Resumo de tese / Thesis abstract

falência hepática. Apesar de haver um aumento na prevalência da doença hepática não-alcoó-lica, os critérios para seu diagnóstico continuam pobremente definidos. A utilização da espec-troscopia de prótons na ressonância magnética auxilia na quantificação do conteúdo lipídico hepático e na musculatura da perna (tibial anterior e sóleo), embora venha sendo utilizada apenas em pesquisas. Tivemos como objeti-vos o estudo do metabolismo lipídico de hu-manos obesos por espectroscopia através da ressonância magnética, correlacionando com dados antropométricos, laboratoriais e de biópsias hepáticas.

Neste estudo observacional transversal e prospectivo realizado em obesos, que foram submetidos a cirurgia redutora gástrica pela técnica de Capella no Hospital Professor Ed-mundo Vasconcelos em São Paulo, foram

in-cluídos 27 pacientes analisados no pré- e pós-operatório para descrição dos dados.

Foram constatadas razão masculino/femi-nino geral de 8:19 e faixa etária entre 24 e 55 anos. Os índices de massa corpórea (IMC) eram sempre superiores a 40 kg/m² para in-clusão cirúrgica. Os pacientes obesos que no pré-operatório apresentavam esteatose hepá-tica observada na ressonância magnéhepá-tica e esteatose e/ou esteato-hepatite na biópsia hepática evoluíram com melhora ou resolução no pós-operatório

Em conclusão, em pacientes obesos o grau de esteatose hepática pode ser analisado qua-litativamente e quantitativamente por meio da ressonância magnética com espectroscopia de prótons, assim como o controle pós-tratamento cirúrgico.

Referências

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