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PALAVRA REVELADA PALAVRA VIVA

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Academic year: 2022

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Dr. Tiago Moisés

PALAVRA REVELADA – PALAVRA VIVA (Jo.5:39,40; 2 Cor.3:6)

PARTE 2:

FALSIFICAÇÕES E INDIVIDUALIZAÇÕES DAS

PROFECIAS DAS ESCRITURAS

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Vim afim de dar testemunho da Verdade.

Pois, a Verdade é a luz dos homens, Nela encontra-se a vida.

A vida por Jesus, a resplandecente Estrela da manhã, Que ilumina nossos corações,

Para expulsar neles as trevas.

Afim que da escuridão que cobre a terra, Vejamos no horizonte

O resplendor da glória de Deus, Que vai nascendo sobre nós.

Pois, Ele cedo vem

Cristo, a esperança da nossa glória, E estaremos com Ele nos ares.

Tendo em vista tal promessa, Despojamo-nos de toda vaidade Sejamos cingidos da Verdade,

E aguardemos com confiança Aquele que diz:

EIS QUE CEDO VENHO!

Todos os direitos de reprodução reservados; senão com a autorização expressa do Autor.

1ª Edição JUNHO DE 2020 IMPRESSO EM ANGOLA

Pela Obra do MINISTÉRIO DO ÚLTIMO TEMPO ESSA BROCHURA NÃO PODE SER VENDIDA

Visite o nosso site:

www.ministeriodoultimotempo.org

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1. CAMINHANDO PARA UMA NOVA ORDEM MUNDIAL

A mensagem apostólica desperta a nossa inteligência sobre o facto de que no último tempo, uma grande Apostasia se instalará na terra e levará o mundo numa grande revolta contra Deus, liderada (ao seu tempo) pelo Homem do pecado, o Ímpio, o Filho da perdição ou simplesmente o Anticristo. Esse adversário do Cristo que, na sua vinda, vai se opor e se levantar contra tudo que se chama Deus ou é objecto de adoração, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, apresentando-se como Deus. Entenda-se, pois, que durante o reinado desse Ímpio, cuja autoridade é identificada como "a besta", todo culto ao Deus-Criador será interditado e substituído por "um culto de personalidade"

ao Anticristo. Assim como aconteceu na Babilônia antiga, no tempo de Daniel.

Apostasia significa: colocar-se fora de... negar ou renunciar na fé. Hoje, o espírito anticristo está a trabalhar na terra para preparar essa NOVA ORDEM MUNDIAL. Isto é: um mundo liderado por satanistas, que renuncia e rejeita a fé em Deus e Seus preceitos, para que se cumpre a profecia:

“A terra está contaminada pelos seus próprios habitantes; afinal, a humanidade desobedeceu às leis, violou os decretos e quebrou a Aliança eterna” (Is.24.5) Falo de uma Nova Ordem Mundial cujo efeitos já se fazem sentir:

Homossexualidade, pedofilia, zoofilia e outras uniões do género; são uma clara negação do casamento instituído por Deus, e cujo propósito é multiplicar a raça humana a emancipação e a doutrina da paridade; são uma recusa do preceito divino sobre a submissão da mulher ao seu marido; as novas leis sobre "direitos da criança" aniquilaram a autoridade dos pais sobre os seus próprios filhos, incitando-os ao desrespeito e impedindo-os de honrar os seus pais, como o ordena a Palavra de Deus, etc. Esses são apenas alguns exemplos do desprezo que o mundo tem exprimido ultimamente e de maneira inequívoca contra Deus e Sua Palavra.

Por seu lado, a Igreja do Cristo, no meio das nações, conhece uma grande invasão dos anticristos (inimigos da Verdade) camuflados em servos de Deus, que transtornam escandalosamente o Evangelho do Cristo. Arrebatando multidões a se afastar, negar ou renunciar na doutrina primitiva da fé de Jesus.

Este é o mistério do pecado que já opera.

Permitindo assim que, essa nova ordem mundial já se faz sentir hoje nas igrejas também. Aí onde muitos crentes já adoram homens no lugar do Cristo.

Enquanto vemos uma preocupação crescente dos sacerdotes e líderes religiosos de se assentar e comer na mesa dos reis do que a do Cristo;

obedecendo mais aos homens do que a Deus.

Neste fim dos tempos das nações, o casamento Igreja-Estado tornou-se tão íntimo e intenso, que a coisa acabou por desviar completamente a Igreja do Cristo no meio das nações, da sua vocação primeira de “Noiva” do Cristo. Se bem que essa Igreja seduzida, que se transformou numa mulher adúltera, honra mais as alianças feitas com os reis da terra, do que obedecer aos decretos e preceitos divinos.

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Isso demonstra visivelmente que Satanás já está a preparar os homens para quebrar completamente toda aliança com Deus. Hoje, mais do que nunca, os homens estão prontos a adorar um homem que se faz passar por Deus, no templo de Deus. Como já acontece em muitos movimentos desse cristianismo corrompido, hoje em dia. O MUNDO JÁ ESTÁ PREPARADO PARA A NOVA ORDEM MUNDIAL. Mas, ainda há UM que, do meio do mundo, resiste contra esse plano do Maligno: o ESPÍRITO SANTO que prepara a ESPOSA DO CRISTO para as bodas do Cordeiro.

Compreendem, pois, que o arrebatamento da Igreja acontecerá em meio dessa grande apostasia, antes da grande revolta. Então, virá o Anticristo e sua nova ordem mundial será manifesta na terra. A marca da besta também.

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2. AS FALSAS INTERPRETAÇÕES DOS EVENTOS PROFÉTICOS DO FIM DOS TEMPOS E A CORREÇÃO DO ENSINO APOSTÓLICO

Consideramos com atenção esta profecia da Escritura de 2Tessalonicenses, no capítulo 2, lendo do versículo 1 a 6:

“1 Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamo-vos, irmãos, 2 que não vos movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto. 3 Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, 4 aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando- se como Deus. 5 Não vos lembrais de que eu vos dizia estas coisas quando ainda estava convosco? 6 E agora vós sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. 7 Pois o mistério da iniquidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora; 8 e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda”

A interpretação da Palavra Profética por uma mente não iluminada, ou uma boca não autorizada para anunciar essas coisas, acaba sempre por produzir heresias. Com consequências prejudiciais à fé do povo santo, nas promessas de Deus contidas nessas profecias. O que faz vagar no tempo e no espaço, um povo que caminha indiscutivelmente fora do pensamento e dos caminhos já traçados pelo Senhor.

A compreensão desta pregação do apóstolo Paulo revela que, muitas pessoas na igreja, na época, foram vítimas de um falso ensino sustentado por uma má interpretação da profecia das Escrituras. Essa coisa perturbou o bom senso…

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a boa percepção ou compreensão do que é dito na Palavra da profecia a qual está ligada a fé dos santos.

Na verdade, este falso ensino gerou uma certa confusão na Igreja entre: o advento (vinda) do Senhor para o arrebatamento da Igreja (a nossa reunião com Ele) e o Dia do Senhor. A ordem cronológica de realização dessas coisas foi assim transtornada. Pois, tal interpretação, colocava o Dia do Senhor antes do advento do Senhor. Isto é, antes do arrebatamento dos santos. Isso confundiu ou perturbou completamente o entendimento dos santos no Conselho de Deus para a salvação de Seu povo.

Portanto, é importante que a Igreja saiba em que consiste esse "Dia do Senhor", descrito nas profecias como: uma devastação do Todo-Poderoso, um dia cruel, um dia de raiva e fúria ardente, que reduzirá a Terra a solidão, e exterminará seus pecadores ( Is 13: 6-9); um dia de vingança, quando o Senhor se vinga de seus inimigos e faz vítimas (Jer.46.10); um dia sombrio que cairia sobre as nações (Ez.30.3); um grande e terrível dia, um dia de julgamento em que o sol e a lua estão escurecidos, e as estrelas retiram seu brilho (Joel 1.15;

2.31 e 3.14,15) ; um dia de infortúnio que será trevas e não luz, trevas e sem graça (Am.5.18-20); um dia em que todas as nações receberão justa retribuição de acordo com suas obras (Ob.1.15); dia do sacrifício do Senhor, em que serão castigados os oficiais, e os filhos do rei, e todos os que não se vestem de trajes da justiça. Dia de indignação, de tribulação e de angústia, dia de alvoroço e de assolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas, dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortificadas e contra as torres altas.Dia em que o Senhor angustiará os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o seu sangue se derramará como pó, e a sua carne como esterco; dia em que nem prata nem ouro poderá livrar os impios, quando pelo fogo do zelo do Senhor será devorada toda a terra, e que sobre todos os moradores da terra virá uma destruição total e apressada (Sof.1.7,14-18); um dia grande e terrível (Mal.4.6).

É evidente que, já naquela época (assim como hoje também), toda a criação tendo sido submetida à inutilidade, os santos que ainda estão na terra possam suspirar e, também, sofrer na carne as dores do parto a que toda a criação está sujeita. Mas, chegar a vislumbrar nos sofrimentos do tempo presente e interpretar que a humanidade estaria já a viver no “Dia do Senhor”, é certamente colocar O DIA DA VINGANÇA antes mesmo que O ANO DA GRAÇA seja consumado. Ora, quanto a nós, nunca devemos esquecer que o arrebatamento é uma recompensa para os santos, que são assim poupados dos terríveis juízos do Senhor que serão derramados sobre a terra, neste dia da Sua ira contra os ímpios que destroem a terra.

É exactamente a mesma coisa que está acontecendo hoje: a crise causada por essa pandemia (muito mediatizada) que atingiu a terra, gerou um clima de pânico generalizado que não poupou ninguém: grandes e pequenos, ricos e pobres, poderosos e fracos... ninguém foi poupado. Nas igrejas, esse medo produziu visões, sonhos e profecias atribuídas a Deus e revelando o fim iminente do

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mundo, a marca da besta que já estaria sendo aplicada aos homens na terra, por satanistas e outros globalistas que querem estender esta marca sobre toda a terra, por meio de um chip eletrónico, ou que procurariam exterminar a raça negra da África por meio de uma vacina. Visões e profecias que afirmam que o anticristo já estaria na terra no momento em que vivemos, etc. Essas mensagens falsas e alarmantes, compartilhadas em abundância nas redes sociais, também abalaram o bom senso de muitos crentes; que se deixaram perturbar ao ponto de acreditar que já estamos a viver o dia da vingança de nosso Deus.

No entanto (conforme o falamos repetidamente, de acordo com as profecias das Escrituras), é impossível que essas coisas aconteçam sem que o Senhor Jesus venha primeiro arrebatar Sua Igreja. Entenderam agora?

Sendo assim, e concordando com Ecl.1.9-11 e 3.15, é para que os da minha geração se lembram do que aconteceu anteriormente, na era primitiva da Igreja, que trago essa verdade à vossa memória.

Portanto, era necessário, na época, que a unção do Espírito Santo agindo sobre Paulo, a boca autorizada de Deus para ensinar os gentios na fé e na Verdade, reconfortasse o modo de pensar dos santos. E acabasse com o distúrbio causados ao entendimento deles, por esses falsos doutores que (atrevidamente) tentavam apoiar seus falsos ensinamentos na doutrina ensinada pelos apóstolos do Senhor; para confundir as pessoas. É por isso que Paulo escreve aqui: “... quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós...”.

Na pregação dele, Paulo nos leva de volta ao objetivo de nossa corrida: a vinda do Senhor e nossa reunião com Ele pelo arrebatamento, primeiro.

Portanto, compreendemos na actual pregação de Paulo de 2Tes.2.1-8, esta ordem cronológica dos eventos proféticos; conforme revelada no Conselho de Deus, revelado na Palavra Profética:

2.1. APOSTASIA OU A GRANDE REVOLTA CONTRA DEUS:

"Apostasia" significa: "estar longe de". E define-se como um distanciamento definitivo e deliberado de algo. Ou, uma negação da sua fé anterior ou doutrina.

Na terra, o mundo está definitivamente e deliberadamente se afastando de tudo o que é ensinado na Palavra de Deus. E estabelecendo uma nova ordem mundial que quebra a aliança com Deus e transgride deliberadamente Suas leis. A Igreja se deixa seduzir e rejeita sua fé anterior; afastando-se da doutrina que é o fundamento dessa fé. A verdade tropeça publicamente; a justiça desapareceu; e a salvação está longe de nós.

Os profetas profetizam a mentira. Porque, Satanás se transformou em anjo de luz no nosso meio; e seus ministros substituíram a profecia da herança do Reino dos céus, por uma outra espécie de “profecia” visando meramente a conquista do reino material. É assim que a Igreja se colocou ao serviço de Mamom. Os sacerdotes tornaram-se "proprietários" dessas igrejas edificadas de acordo com

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seus próprios modelos, e sobre as quais eles mesmo dominam, segundo seu belo prazer ou vontade.

A apostasia anunciada para o fim dos tempos e denunciada nas escrituras de 2Tim.3,1-8; 2Tim.4.3,4; 1Jo.2.18,19, etc. já tomou forma, hoje. Nas igrejas, as pessoas têm a devoção apenas na aparência, mas negam a palavra de Deus, que é a força da verdadeira piedade. E como se não bastasse, temos homens maus que se recomendaram a si mesmo no ministério; resistem à Verdade de Deus e fazem guerra contra os verdadeiros servos de Deus. O povo que tomou prazer na mentira, deixou de suportar a sã doutrina. O desejo de ouvir coisas agradáveis fez com que esses falsos adoradores agregassem para si uma multidão de mestres, de acordo com seus próprios desejos. Pelo que desviaram os ouvidos da verdade e voltaram às fábulas.

Nesta última hora, vários anticristos emergiram do meio da Igreja e, abandonando a verdadeira fé e a doutrina deste Salvador que nos redimiu, começaram a ensinar doutrinas de demônios... heresias da perdição.

No entanto, quero também atrair a atenção sobre o facto da apostasia anunciada nas Escrituras se cumprir em dois tempos ou fases. Pois, é de suma importância que os santos eleitos saibam diferenciar: a apostasia generalizada que (na primeira fase) já se manifesta na terra neste tempo que antecede o advento do Senhor e o arrebatamento da Igreja;

dessa outra apostasia ou grande rebelião contra Deus, que se instalará sobre toda terra quando o Homem do pecado aparecer, o Ímpio ainda conhecido como o Anticristo que está por vir sobre a terra; da qual fala Paulo no versículo 3.

A primeira é a obra do espírito anticristo, que anima os anticristos – inimigos da Verdade (1Jo.2.18,19); agindo por meio da sedução para destruir a fé da Igreja, durante esta batalha espiritual entre a Igreja e o grande dragão vermelho.

Enquanto a segunda é obra do próprio Anticristo (sob sua orientação) durante sua vinda, manifestação e curto reinado totalitário na terra.

Na verdade, não se trata de duas apostasias diferentes; mas antes, do agravamento daquilo que começou quando a Igreja ainda está na terra e prosseguirá até no reinado do Anticristo. Portanto, é sob o reinado do Homem do pecado, o Filho da perdição, que a apostasia atingirá o seu pico ou se completará plenamente. É por isso que Paulo especifica que, antes do arrebatamento (ou a nossa reunião com o Senhor), o mistério da iniquidade já está em acção: “restando tão-somente que seja afastado aquele que agora o detém. Então, será plenamente revelado o perverso.”

Entendem, então, que o Espírito Santo (o Espírito de Cristo) agindo na Igreja que ainda está na terra é mais poderoso do que o espírito do anticristo que está e age no mundo.

Por este motivo, insistimos em dizer o seguinte: embora já estejam visíveis (manifestos) todos os elementos que contribuem para o estabelecimento de uma nova ordem mundial, que irá liderar o mundo sem Deus e contra tudo o que se identifica com Ele; Satanás não pode fazer mais além, até o

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arrebatamento ainda ter ocorrido. O anticristo não pode vir ainda e começar a reinar na terra, até que a nossa reunião com o Senhor tenha ocorrido.

Aleluia!

2.2. A VINDA DO SENHOR E O ARREBATAMENTO DA IGREJA:

Como já o dissemos repetidas vezes, esses dois eventos coincidem e são realizados ao mesmo tempo. E lembrem-se disso: o advento do Senhor e o arrebatamento do Senhor são realizados no meio da apostasia. Sim, ainda que o Senhor, pelo Espírito Santo, cumpre a promessa da restauração de todas as coisas, é isso que acontecerá: “Muitos se purificarão, e se embranquecerão, e serão acrisolados; mas os ímpios procederão impiamente; e nenhum deles entenderá; mas os sábios entenderão.” (Dan.12.10)

Sim, a obra de restauração da Igreja não acabará com a apostasia que se estabeleceu na terra. Assim como Elias não poderia terminar com a apostasia em Israel em seu tempo. Existe, porém, uma pequena " Igreja dos inteligentes"

dentro de uma grande "Igreja dos ímpios": eis aqui a Noiva (Esposa) que será arrebatada! Aqui está a lição a reter sobre todo o que foi dito aqui, na figura do reino de Judá, dentro do reino apóstata de Israel. Quem são os inteligentes?

Senão, aqueles que têm o temor de Deus; enquanto os ímpios são os que O desprezam.

2.3. A MANIFESTAÇÃO DO HOMEM DO PECADO OU O ÍMPIO:

Está ficando cada vez mais fácil compreender esse ensino apostólico sobre os eventos proféticos do fim dos tempos. Portanto, entendemos neste dia que, a apostasia que já começou com o mistério da iniquidade que já está agindo, atingirá seu auge durante o reinado do Anticristo-homem.

Enquanto isso, a Igreja do Cristo é arrebatada para não experimentar o pior.

Então, o mundo verá aparecer "o homem do pecado, o filho da perdição “. Não se trata aqui de um espírito, mas sim, de um homem. Este é o Anticristo. Não é uma força invisível, mas uma pessoa física. Aqui está: “aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus.”

Naquele momento, sobre a terra, será interrompido todo culto exaltando o Deus de Abraham, de Isaque e de Jacó. O mundo inteiro adorará obrigatoriamente um deus falso que se erguerá e reinará na terra; pelo poder de Satanás. Titular de um poder totalitário, que será manifestado por uma unção dupla falsa:

A falsa unção real: “…esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder”

A autoridade e dignidade de “Rei dos reis e Senhor dos senhores”, só foram concedidas a Cristo por unção divina, como Único soberano sobre

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a criação de Deus (1Tim.6.15; Apoc.17.14 e 19.16). É essa dignidade que o Anticristo usurpará neste tempo que caracteriza o seu reinado totalitário de “uma semana”: esse tempo que se estende do arrebatamento ao fim da grande tribulação.

Lembrai-vos dessas palavras do diabo quando tentava Jesus? “Então o Diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e A DOU A QUEM EU QUISER(Lc.4.5,6)

Compreendem agora que, o aparecimento deste ímpio se fará com a eficácia e todo o poder de Satanás; príncipe deste século presente. Então, o Anticristo (o “adversário” do Cristo) tentará usurpar a glória do Cristo, sendo “um falso rei dos reis do mundo e senhor dos senhores da terra”, durante seu curto reinado. Porque a unção real sobre ele é diabólica. E quem se opõe à sua autoridade corre o risco de enfrentar perseguição implacável, ódio dos homens e, na pior das hipóteses, morte.

Como aconteceu com Daniel, e aos seus três companheiros na Babilônia, cuja sobrevivência deveu-se somente à uma intervenção do próprio Deus.

A falsa unção profética:

Assim como os sinais e milagres confirmam a unção do profeta, o ministério desse “falso cristo” ou “falso profeta” também é caracterizado por “sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos. Tanto assim que muitos pensarão lidar com um verdadeiro mensageiro de Deus.

É naquele período de tempo que a marca da besta será imposta aos homens.

Agora não! Não, não e não! Agora não! Naqueles dias, todos aqueles que não receberam o amor da Verdade para serem salvos (a Igreja dos iníquos) passarão pela grande tribulação.

2.4. O DIA DO SENHOR:

Entenderam agora o que justifica esse grande e terrível dia da vingança de nosso Deus? O mundo rejeitou e desprezou o Criador para honrar e adorar um homem. Pelo que, as nações e toda a terra beberão, até a última gota, o cálice da ira do Cordeiro.

É neste "Dia do Senhor" que o próprio Anticristo será destruído. Assim como Paulo o sublinha nesta maravilhosa pregação: “esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda”. Mais uma vez, quem lê deve ter cuidado. Porque, é aqui onde surge a confusão das heresias da perdição, na boca daqueles que querem falar sobre essas coisas sem ter recebido a devida autoridade do Senhor. Reparem que o apóstolo Paulo fala, nessa profecia, de dois adventos do Senhor:

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No versículo 1, onde esse advento de nosso Senhor Jesus Cristo está ligado à nossa reunião com Ele, pelo arrebatamento. Em cumprimento da profecia de Isaías 26.20:

“Vai, pois, povo meu, engra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti: esconde- te só por um momento, até que passe a ira.”;

Enquanto no versículo 8, o advento do Senhor é motivado por Sua vingança, contra o Anticristo (o Perverso ou Impio, o homem do pecado, o filho da perdição) e todos os ímpios. Tal como o Senhor o predisse na boca de todos os Seus santos profetas.

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3. A PROMESSA DA VINDA DO ESPOSO E A FALSA MENSAGEM DO ÚLTIMO TEMPO

Hoje, eu sou obrigado a gritar em voz alta para denunciar as falsas mensagens do último tempo, anunciadas por espíritos de mentira para enganar os eleitos e lhes afastar da corrida que nos leva para a sala das bodas.

Sim, Satanás decidiu confundir completamente o entendimento das almas em falta de discernimento, que não conseguem se apegar exclusivamente às escrituras. Hoje, grande é essa confusão semeada na compreensão do Conselho de Deus por pessoas que afirmam ter sido iluminadas, mas que na verdade (como essas virgens loucas da parábola) viram seu coração sem inteligência mergulhar de novo na escuridão. Por falta de azeite para alimentar suas lâmpadas. Pois a carne para nada serve. O Espírito Santo é que vivifica a Palavra das Escrituras.

De facto, afirmar hoje que o Senhor Jesus já teria vindo e foi-se sem o arrebatamento ter ocorrido, é testemunhar contra o próprio Senhor. Pois, foi Ele mesmo quem afirmou inequivocamente o seguinte, no dia do anúncio desta promessa:

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e VOS TOMAREI PARA MIM MESMO, para que ONDE EU ESTIVER ESTEJAIS VÓS TAMBÉM.”(Jo.14.1-3)

Dizer que Jesus teria vindo à terra e terminado sua carreira "encarnando-Se"

naquele que essas pessoas olham e apresentam à Igreja de Cristo como o anjo de Laodicéia, testemunha do obscurantismo espiritual em que esses tolos vivem. Trata-se neste caso de uma completa falta de compreensão do Conselho de Deus, assim como de um incrível desrespeito do que está escrito. Pelo que, presumindo serem sábios, essas gentes ficaram verdadeiramente e completamente loucas. E eu não posso ficar calado diante de tanta maldade.

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Em nenhum lugar está escrito que O Senhor Jesus regressaria à terra como profeta ou pregador. Suas próprias palavras dirigidas a esses primeiros discípulos (nossos pais na fé) são claras:

1. Elas (as palavras do Senhor) nos revelam ou indicam para onde Ele está indo e o que Ele vai fazer:

“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.”

2. Elas nos anunciam o Seu regresso ou advento; assim que Ele concluir a preparação das bodas:

“E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez”

3. Elas nos revelam o objetivo principal de Seu regresso, que é o arrebatamento dos Seus, que Ele deve trazer com Ele na glória (Casa) do Pai.

“e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”

Portanto, se antigamente, a parábola das dez virgens a respeito da loucura de algumas delas ainda poderia ser mal compreendida; hoje toda dúvida a respeito esfumou-se. Porque muitas dessas "virgens" proclamaram literalmente sua loucura, perdendo-se sozinhas nessas quimeras que são ensinadas e aceite por todos aqueles que não receberam o amor da verdade para serem salvos.

O próprio Senhor não confirmou a Escritura que diz que: todos os assuntos serão resolvidos com a deposição de duas ou três testemunhas (Mat.18.16)? A doutrina apostólica também (2Cor.13.1; 1Tim.5.19, Heb.10.28); em confirmação da Lei (Deut.17.6 e 19.15).

Pelo que, vou para o segundo testemunho: o de João17.24. Pode acontecer que alguns tolos questionem a promessa que Jesus fez aos seus discípulos; na primeira Escritura. No entanto nesta, o Senhor tendo consumado a obra que foi-Lhe dado para realizar na terra, faz aqui um relatório conciso para o Pai, que O mandatou.

E nesta exposição, Ele menciona todos aqueles que receberam e creram em Sua Palavra primeiro, tendo o cuidado de incluir também todos aqueles que irão crer Nele mais tarde, pelas palavras ou testemunhos desses primeiros discípulos (versículo 20).

Qualquer pessoa preocupada com a verdade pode ler e entender claramente o que Jesus está pedindo ao Pai aqui:

“Pai, desejo que onde eu estou, estejam comigo também aqueles que me tens dado, para verem a minha glória, a qual me deste; pois que me amaste antes da fundação do mundo.”

Qualquer outro ensinamento ou doutrina que tenha como objectivo demonstrar que o Noivo já veio e foi embora sem que o arrebatamento da Noiva tenha ocorrido, não tem fundamento nas Escrituras. Pior… é testemunhar contra o próprio Deus e apresentar Jesus Cristo como um mentiroso aos olhos do mundo e da Sua própria Igreja, que espera por Ele; em meio as provações e tribulações de todos os tipos, aos quais somos submetidos todos os dias. Tendo por único refúgio, a consolação gerada pela esperança que

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depositamos nessa promessa do próprio Senhor. Ele que começou por nos tranquilizar assim: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.” (Jo.14.1)

Se a lei pune as falsas testemunhas com a morte, o que podem imaginar da punição que pode ser reservada para essas pessoas?

Ora, que ainda não findei sobre este assunto. Porque, ainda temos um terceiro testemunho dado pelos anjos do céu no Act.1.9-11:

“Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, HÁ DE VIR ASSIM COMO PARA O CÉU O VISTES IR.”

Que diremos então? No testemunho dos anjos, no dia em que Jesus foi elevado para o céu, depois de dar ordens aos apóstolos, podemos reter o seguinte:

Jesus foi elevado para o céu, longe dos olhos do mundo e dos religiosos que rejeitaram Sua Palavra (a doutrina do Pai). No entanto, Seus discípulos O viram ir naquela nuvem. Ora, os anjos revelaram aos apóstolos que Esse mesmo Jesus (não um outro, senão O mesmo que foi para o céu – quem lê presta atenção a isso) virá da mesma maneira que os discípulos, O viram ir para o céu.

Ó, vós, que andai aí a afirmar que Ele já veio! Porque não o viram? E, se O viram chegar, o que está fazendo ainda na terra? Porque, se na verdade O Senhor Jesus já veio, significa dizer que o arrebatamento já ocorreu também. Será que Ele vos reprovou ou anatematizou, justamente a vós que vos gabais de serem os únicos discípulos Seus, andando na verdade neste tempo do fim? Pobres mentirosos! Arrependam-se enquanto ainda têm o tempo e a oportunidade que a nossa mensagem ou pregação vos proporciona!

Quanto à vós que amais a verdade, exorto-vos a comparar agora essas palavras dos anjos às próprias palavras do Senhor, e entenderão a simples verdade:

aquando do Sua vinda (ou advento), Ele nunca pisará jamais o solo de qualquer país que seja. Ele virá sobre as nuvens (tal como havia partido). E sobre essas nuvens, os eleitos se reunirão para o arrebatamento. Aleluia! Aqui está a Verdade contida no testemunho dos Seus primeiros profetas: as verdadeiras testemunhas de Jesus da primeira geração. Como o confirma as Escrituras de 1Tes.4.16-18:

“16 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.

17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. 18 Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”

Aqui está, pois, o testemunho do apóstolo Paulo, confirmando antes de tudo o que o próprio Senhor prometeu, o que os anjos revelaram aos discípulos que O viram partir, e o que ensinamos, também nós, neste dia, pela verdadeira

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mensagem do último tempo: Ele voltará nos ares; não na terra, na carne de um pregador ou profeta. Nós também seremos arrebatados sobre as nuvens, como Ele o foi naquele dia; e não reunidos ou congregados em igrejas ou ajuntamentos denominados "igrejas da mensagem". Nós iremos ao Seu encontro nos ares; e não numa assembleia dos “irmãos da mensagem". E sempre estaremos com o Senhor. Não com o "mensageiro". Portanto, consolem-se com essas palavras, vós que pertenceis ao Noivo Jesus!

Não se deixem, pois, perturbar, confundir ou desanimar por essas falsas mensagens do último tempo. Digo e repito, assumindo minha responsabilidade perante a Igreja do Senhor nesta última hora da última geração: NÃO ACREDITEM NESSAS FALSAS MENSAGENS! Cristo regressou a terra na carne de um profeta e depois foi-se sem arrebatar a Sua Igreja? Isto é anticristo!

Acreditem no meu testemunho ou morrem no vosso pecado.

O terceiro testemunho (ou acontecimento) associado à vinda de Cristo e ao arrebatamento da Igreja é sem dúvida: a RESSURREIÇÃO de todos esses santos que morreram ou adormeceram na fé em Jesus Cristo.

Em 1Tes.4.15, lemos o seguinte:

“Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que NÓS, OS QUE FICARMOS VIVOS PARA A VINDA DO SENHOR, DE MODO ALGUM PRECEDEREMOS OS QUE JÁ DORMEM.”

Portanto, entendamos que, de acordo com os ensinamentos do próprio Senhor, retomados aqui pelo Seu apóstolo: aqueles que serão encontrados vivos na terra, quando o Senhor voltar para o arrebatamento de Sua Igreja, não precederão os que dormiram na fé. E ele continua nos versículos 15 a 17 que já mencionamos acima, que quando chegar o momento e a voz do arcanjo se fazer ouvir, ao mesmo tempo que a trombeta de Deus soará, o Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.

Perceberam agora como é que a mentira dessa falsa mensagem é completamente exposta? Para que o Senhor desça do céu, a voz do arcanjo deve ser ouvida e a trombeta soar. Só os santos eleitos poderão ouvir essas duas coisas. Se são tão santos e eleitos como pretendem, como é que não ouvirão a voz do arcanjo nem a trombeta que assinala o arrebatamento tocar?

E se ouvirão, não foram nos ares porquê? Ou estarão também a alegar que a ressurreição dos mortos já ocorreu aquando do ministério do "profeta de Malaquias 4", como vocês o chamam? Que mentira! Que estupidez!

Afirmar isso, na figura de Israel, é como insinuar que Moisés entrou no Egito, de acordo com a promessa de Deus, depois saiu e foi-se embora, deixando para trás os ossos de José. Perceberam aquilo? Essas gentes se enganam na escolha de tipos. E depois, se enganam e se baralham mais nas interpretações erradas que fazem dos mesmos.

Se bem que, no final, ficaram perdidos no tempo e no espaço. Se Cristo veio e foi-Se, e a ressurreição dos mortos e o arrebatamento já ocorreram, em que se baseiam então a fé e esperança dessas pessoas? Que esposa se alegraria em

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ver o seu noivo renunciar a todas as promessas relacionadas ao casamento ou união deles? Pensam que se tornaram sábios: na realidade ficaram loucos.

Aplicar isso, na figura de Israel, é como afirmar que Moisés entrou no Egito, foi ter com o Faraó, e depois saiu do país, deixando para trás a descendência de Abraão: esses filhos de Israel que esperava o cumprimento desta promessa durante séculos. Que mentira grotesca contra Deus! Que testemunhos falsos!

Se a palavra anunciada por anjos teve seu efeito, e se todas as transgressões e toda desobediência recebeu a justa retribuição, de que pior castigo vocês acham que será julgado merecedor quem, pelo seu falso testemunho, contraria ou ultraja a Palavra que nos foi anunciada pelo próprio Senhor ; confirmado pelos anjos ; e depois por aqueles que O ouviram. Como podem escapar, todos aqueles que acreditam nessas mentiras? Não são realmente dignos de morte aqueles que fazem essas coisas?

Na Escritura de 2Tes.2.1, o apóstolo Paulo nos deixou um aviso solene contra as mentiras dessas pessoas que falsificam a mensagem da vinda de Cristo, quando ele diz:

“Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele…”

Pois que? Todo aquele que lê atentamente entenderá que não se pode falar da vinda do Senhor, sem falar do NOSSO ENCONTRO (reunião) COM ELE. Estes são dois acontecimentos simultâneos, coincidentes e que não podem ser separados. Pois, quem fala, anuncia ou confirma o advento ou vinda do Senhor, confirma, anuncia ou fala inevitavelmente do arrebatamento da Esposa. Agora, quem diz arrebatamento, também diz ressurreição dos santos. Quer ele menciona isso ou não! São eventos relacionados que não podem ser dissociados ou separados, entendem?

Assim como no tempo dos apóstolos, pessoas como Himeneu e Fileto desviaram-se da verdade e perturbaram a fé de alguns, dizendo que a ressurreição já havia ocorrido (2 Tim. 2,16-18), assim acontece também neste tempo do fim, com esses vãos faladores que destroem a fé de certas pessoas no arrebatamento. Dizendo-lhes que não devemos mais esperar a vinda do Senhor. Pois Ele já teria vindo na carne do "profeta" para concluir Sua obra e retirou-se, abandonando a Igreja no mundo e agrupando os eleitos na

"mensagem". Que absurdo!

Reparem que são esses mesmos pregadores que, noutrora, defendiam que o profeta era o "Elias que devia vir" para preparar a segunda vinda do Cristo.

Depois, deram uma interpretação singularmente errônea à profecia de Mal.4.6, na qual (segundo eles) "Elias" seria a condição da salvação no último tempo. Eis que, de repente, semelhantes a animais irracionais, vítimas das suas interpretações estapafúrdias da profecia bíblica, e levados pelo seu instinto ou inclinação idólatra; eles empurraram esta excentricidade, transformando Elias no próprio Jesus Cristo.

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Entenderam agora o engano? Esse homem que eles querem hoje apresentar à Igreja como sendo a encarnação do Senhor Jesus Cristo, é o mesmo que eles se esforçaram tanto ontem, em apresentar à Igreja como sendo o Elias que estava por vir.

É verdade que “Elias” já veio para trazer de volta o coração dos filhos à fé dos pais, como está escrito – Pelo que, dediquei acima um capítulo inteiro para explicar essas coisas aos santos -. Mas, de acordo com a interpretação errônea da Palavra, eles começaram a ensinar que “Elias” se tornou a condição de salvação para todos os que nele creem; e de perdição para todos os que, mesmo crendo em Jesus Cristo e na promessa da Sua vinda, não recebe (portanto, não aceita) o "Elias" de Malaquias 4. Que aberração!

Todo aquele que se adora na Igreja e que não seja Jesus Cristo é um anticristo, porém, um demónio. Na verdade, é um demónio que é adorado nesses círculos.

Um demónio a quem deram o nome de um servo de Deus que marcou sua idade; para encobrir a impostura.

Não temos aqui uma prova tangível da manifestação desse espírito maligno que anima a era de Laodicéia? Uma igreja que se acredita rica e enriquecida e que não precisa de nada, quando, na realidade, ela caiu em pobreza, miséria, nudez e, acima de tudo, cegueira espiritual?

Mas eis que, hoje, o Senhor dá aos eleitos o "colírio" da Palavra, por meio do nosso testemunho desta gloriosa mensagem profética da vinda do Senhor.

Colírio destinado a fazer com que, dos olhos do seu entendimento, caiam essas grandes escamas da cegueira espiritual.

Louvado seja o Senhor que, pelo Espírito, nos visitou nesta última hora do desfecho dos tempos dos gentios (ou das nações), para restaurar todas as coisas. Ao trazer de volta a Verdade de Deus em todo o seu brilho ou esplendor, para a compreensão de todos os que amam a Deus e querem adorá- Lo em verdade e em Espírito. Que toda glória, honra e adoração sejam restituídas a Deus, agora e para todo sempre!

Cristo, no corpo de Jesus de Nazaré, e na condição do Segundo e último Adão, já venceu a morte e libertou o homem do pecado. Tendo cumprido a redenção por meio do Seu sangue derramado. Porque voltaria Ele de novo em carne humana e pisaria de novo esta terra no corpo do mesmo Adão? Nunca leram que Ele se ofereceu de uma vez por todas. E que a partir daí, não há mais sacrifícios pelo pecado? Um terceiro Adão não existe no Conselho de Deus.

Aquele que esses obreiros fraudulentos vos apresentam é um demônio. Sim, ouviram muitíssimo bem: o terceiro Adão é um demônio, a quem deram subtilmente o nome de um servo de Deus que viveu nesta geração. Para vos arrastar na idolatria e depois na morte.

Foi por isso que eu vos dizia: afirmar que Jesus Cristo se encarnou de novo num profeta, e veio à terra, e depois regressou sem que o arrebatamento acontecesse, é como se você estivesse a dizer aos filhos de Israel que, no Egito, aguardavam o cumprimento da promessa divina feita a Abraão, para libertá-los do jugo do Faraó que, o Senhor veio no Egito e saiu abandonando-os ali.

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É como se alguém tivesse levantado no meio da assembleia de Israel, no deserto, após a morte de Moisés, para lhes dizer: não é mais questão de entrar em Canaã! Vamos ficar no acampamento ou no lugar onde Moisés nos deixou no deserto quando ele morreu! Este é doravante o vosso destino final! Não, Deus não disse tal coisa. Tal mensagem não concorda com o que o Senhor disse a Abraão, Isaque e Jacó. Não foi isso que José fez jurar a seus irmãos: abandonar seus ossos no deserto? Não! Garanto-lhe que tal profeta teria sido punido de morte em Israel. Mas nós, na Igreja das nações (outrora chamados gentios ou pagãos), toleramos esse tipo de profetas. Ai de vocês que acreditam e ensinam tais mentiras!

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4. A PROMESSA DO ENVIO DO PROFETA ELIAS NA PROFECIA DE MALAQUIAS 4.5 e 6

Muitas são as interpretações que foram ouvidas sobre esta profecia. Tanto é assim que, no final, alguns fizeram disso um dogma particular e pernicioso na Igreja; enquanto outros simplesmente a ignoraram.

Do que se trata exactamente? Este é o objecto de nossa meditação de hoje, no presente capítulo.

Não são os profetas esses homens que falaram da parte de Deus, animados pelo Espírito Santo? Como podemos ignorar ou desprezar uma única profecia das Escrituras; sabendo que a profecia nunca foi produzida pela vontade humana? Pelo que toda a profecia das Escrituras deve merecer a nossa atenção;

incluindo a de Malaquias, que faz hoje o objecto da nossa meditação.

Não entender algo não o torna ruim. De todo! O que é perigoso é a interpretação particular (ou raciocínio humano) que alguém pode fazer de uma profecia; a ponto de fazê-la dizer o que ela realmente não diz. Tal doutrina se torna perniciosa e mortal. Pela ruína daqueles que acreditam nela. Portanto, é mais do que tempo para os eleitos conhecerem toda a verdade: o que é e o que não é sobre esta profecia que é inevitável na compreensão do Propósito de Deus que se cumpra neste último tempo. Sendo que está escrito:

" Não desprezeis as profecias, mas ponde tudo à prova. Retende o que é bom”

(1Tes.5.20,21)

Portanto, não é bom tratar profecias (especialmente das escrituras) com desdém simplesmente porque não as entendemos. Não podemos rejeitar algo que é dito na profecia das Escrituras simplesmente porque não concordamos com a interpretação que algumas pessoas fazem dela. Não podemos simplesmente ignorar uma profecia das escrituras, porque a julgamos menos útil. Se foi Deus quem realmente falou, Seu povo que compõe a Igreja deve prestar atenção nisso.

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Além disso, a Igreja de Cristo confrontada à Palavra da profecia da Escritura deve sempre ter em mente a advertência contida no livro de Habacuque (Hab.2.2,3). Sendo que: no tempo marcado, a profecia deve ser tornada legível e decifrável para a compreensão de todo o povo de Deus.

Porque, independentemente do tempo da demora, o que está escrito lá certamente se cumprirá. E o Justo deve viver na fé disso. Isso é para começar.

Segundo: é importante também (como o dissemos repetidamente no nosso testemunho) nunca esquecer a advertência do apóstolo Pedro (2Pe.1.19-21), que nos exorta a prestar atenção a essa palavra de profecia, como a uma lâmpada que ilumina nossa caminhada no meio da escuridão espiritual. Embora tendo cuidado para não acrescentar, nela, o nosso próprio raciocínio.

É por isso que insisto hoje na importância de se compreender a promessa da profecia de Malaquias 4: 5 a 6.

Precisamos reter isso para começar: é sabido que Elias é o profeta que restaurou o altar de Deus em Israel perdido e vencido pela idolatria, no tempo do rei Acabe (1 Reis 18). O que permitiu ao povo de Deus perceber, naquele dia, a diferença entre o Eterno-Deus e o falso deus do povo:

“E Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal, segui-o. O povo, porém, não lhe respondeu nada” (1R.18.21)

O ministério de Elias, o servo de Deus, tinha, portanto, o propósito de trazer o coração do povo de volta a Deus. Este Grande Deus que se manifesta somente diante do altar erigido na Sua presença; de acordo com o Seu próprio modelo.

“Responde-me, ó Senhor, responde-me para que este povo conheça que tu, ó Senhor, és Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração.” (1R.18.37)

O povo viu o sinal poderoso e reconheceu que o Senhor era Deus; e não Baal.

“Quando o povo viu isto, prostraram-se todos com o rosto em terra e disseram: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus! (1R.18.39)

Pelo que, foi a manifestação de Deus (ou o poderoso sinal) que fez o povo confessar que o Senhor é Deus. O milagre é um sinal para os incrédulos;

enquanto a Palavra é um sinal para os crentes. Não se iluda que, se um milagre não tivesse acontecido naquele dia, essas pessoas teriam glorificado o Senhor.

Eis que a adoração a Baal havia endurecido o coração dos filhos de Israel, a ponto de torná-los incrédulos na Palavra do Senhor.

Essa coisa começou sob a inspiração ou instigação de Jeroboão, que colocou ídolos na Samaria e casas nos altos em todo o novo reino de Israel. Depois, esse rei-usurpador criou sacerdotes tirados de todo o povo e que não pertenciam aos filhos de Levi, e estabeleceu festividades ou celebrações religiosas de acordo com sua própria vontade. Tudo isso para impedir o povo de ir adorar em Jerusalém e converter-se a Roboão (1R.12.25-33). A corrupção espiritual que começara nos dias de Jeroboão, tomou assim proporções

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alarmantes e caóticas em Israel, nos dias de Acabe e sua esposa Jezabel (uma princesa pagã que se tornara rainha em Israel). Ora, todos sabemos que cada vez que os filhos de Israel se afastavam da Lei de Seu Deus, o Senhor lhes enviava um dos Seus profetas para trazê-los de volta a Ele. No tempo de Acabe, portanto, era preciso trazer o coração de Israel de volta para Deus. E Deus usou para esse fim, o profeta Elias.

Mas, como a profundeza chama outras profundezas, vamos olhar de perto essa coisa para ver e compreender o seguinte: embora o ministério de Elias tivesse, naquele dia, restaurado o altar do Senhor em Israel; seria muito tolo acreditar que o profeta Elias também restaurou a fé de Deus em Israel. Ou ainda, que ele conseguiu restaurar esse povo na aliança com Deus, naquele dia. Nunca cometem tamanho erro de julgamento!

Porque, é importante notar aqui que a incredulidade dos filhos de Israel não foi quebrada pela mensagem de Elias no Monte Carmelo. Pelo contrário, eles só acreditaram por causa do sinal poderoso que manifestou a presença de Deus no meio deles. Como está escrito: "o povo VIU ISTO, prostraram-se todos... e disseram ...". Não por causa da fé na Palavra de Deus! Eles (os filhos de Israel) creram porque viram. Não porque eles ouviram. Agora se diz: Bem- aventurados são os que creem (na Palavra) sem ver (sinais). Felizes aqueles que entendem isso!

Lembrai-vos de Moisés, quando disse ao Senhor Deus: “Eles não vão escutar, nem sequer vão fazer caso do que eu disser…”. E o Senhor deu-lhe um primeiro sinal: "Isto é para que eles creiam que te apareceu o Senhor, o Deus de seus pais…”. Depois, um segundo sinal e lhe disse: "Se acontecer eles não acreditarem em ti e não fizerem caso do primeiro sinal, acreditarão no segundo". E ainda, um terceiro sinal: o da água do rio que se torna sangue na terra, caso eles não acreditem nos dois primeiros (Ex.4.1-9). Aleluia!

Portanto, vemos que os sinais tinham por finalidade: quebrar a incredulidade daqueles que não creem na mensagem da Palavra que Deus lhes enviava. Não se esqueçam que esses filhos de Israel haviam passado quatrocentos anos num país pagão; evoluindo no meio da sua idolatria. Isso explica o endurecimento desses corações que só podiam ser trazidos de volta a Deus por uma poderosa manifestação divina confirmada por sinais.

Não é a mesma lógica com relação à fé. A fé vem pelo ouvir a mensagem da Palavra de Deus (Rom 10,17). Sendo gerada pela Palavra de Deus, a fé só pode ser restaurada pela Palavra e não por sinais ou milagres. É óbvio que (mesmo nos nossos dias) muitos são os que viram a mão poderosa de Deus operando sinais a seu favor, mas nem por isso obedeceram à Palavra de Deus.

Temos também um exemplo claro disso, com Israel, que foi liberto da escravidão no Egito pela mão forte do Senhor. Mas a maioria deles morreram no deserto. Podemos logo atribuir fé em Deus a este povo? Não! Um outro exemplo inegável é o de Jesus de Nazaré que operou sinais poderosos aos olhos de todo o Israel. Apesar de tudo, aquele povo O rejeitara.

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Tendo chegando a esse entendimento das coisas, voltamos agora ao que eu estava a dizer, tocando o profeta Elias, e compreendemos o seguinte: é irrefutável o facto de Elias ter restaurado o altar; de acordo com a vontade de Deus. Caso contrário, Deus nunca se teria manifestado naquele dia (lembrai- vos do altar de Caim e de Abel). No entanto, a Elias e ao seu ministério em Israel não podem ser atribuídos à obra de restaurar Israel na sua fé original; isto é, na aliança rompida com Deus. Definitivamente, NÃO!

O ministério de Elias não acabou com a adoração de Baal. Quando partiu deste mundo, Elias deixou Israel com um altar restaurado; mas não com uma completamente restaurada no Senhor, Deus de Israel. Se a fé dos filhos de Israel tivesse sido restaurada, Elias nunca teria dito: "Eu sou o único que sobrou".

“Respondeu ele: Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos exércitos; porque os filhos de Israel deixaram o teu pacto, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada; e eu, somente eu, fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem.” (1R.19.10 e14)

Entenda, pois, isto, homem irmão, e que Deus lhe dê entendimento: quando foi que Elias mostrou o seu zelo pelo Senhor? Senão no confronto de Monte Carmelo. Quem abandonou a aliança de Deus? Os filhos de Israel! Quem derrubou os altares de Deus e matou os profetas de Deus à espada? Os filhos de Israel! Quem estava tentando tirar a vida de Elias? Os filhos de Israel! Como eles ainda poderiam tentar tirar a vida do profeta de Deus, se a fé em Deus já havia sido restaurada? Na realidade, não foi. Somente o Deus do impossível se reservara para si mesmo, sete mil homens no meio de todos aqueles apóstatas.

É aqui e agora que quero responder a esse "branhamista" que escreveu um artigo sobre mim na internet, pedindo-me para reconhecer que eu não era o

“Eliseu” da Igreja que viria depois de “Elias”. E que ele mesmo o seria! Pois, essas pessoas, não são apenas cegadas por uma flagrante falta de inteligência sobre o Conselho de Deus, mas também, animadas por um espírito de briga incrível. Falando arrogantemente das coisas que eles não sabem.

Sim, Elias havia ungido Hazael como rei da Síria, Jeú como rei sobre Israel e Eliseu, como profeta, em seu lugar. Convém, todavia, sublinhar aqui que, essa autoridade extraordinária foi dada ao profeta Elias, em Israel e não em Judá.

Porquê? Porque que não havia em Israel uma verdadeira unção real.

Sendo que o rei reinante era um usurpador não pertencendo na linhagem da realeza designada por Deus. E, como não havia, nem Deus verdadeiro, nem rei estabelecido por Deus, nem sacerdote, nem lei; O Senhor usou a única unção disponível: a unção profética para fazer cumprir Sua vontade em Israel, naquela época.

Lembrem-se de que nos dias de Elias, Israel era um reino dividido, a maioria do povo tendo sido levado no erro e na rebelião sob a liderança de Jeroboão.

Acabe, filho de Onri, reinou vinte e dois anos sobre Israel em Samaria, e fez o que era mau aos olhos do Senhor. Mais do que todos os reis de Israel que haviam reinado antes dele.

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Prestam atenção nisso, ó homens amantes da verdade em todas as suas profundezas! Acabe representou o sétimo reinado sobre Israel desde que esse reino abandonou seu primeiro amor no reinado de Davi (representado por Roboão, filho de Salomão). Portanto, podemos contar: 1) Jeroboão, da tribo de Efraim, que reinou vinte e dois anos (1R.11,26; 12,20); 2) Nadabe, filho de Jeroboão, que reinou dois anos (1R.15.25); 3) Baasa, filho de Aías, da casa de Issacar, que reinou vinte e quatro anos (1R.15,27,33); 4) Elá, seu filho, que reinou (1R.16.8,10); 5) Zinri, servo de Elá, que reinou sete dias (1R.16.9-20); 6) Onri, que reinou dezoito anos; sendo seis anos à partir de Tirza (1R.16.23);

depois veio Acabe, filho de Orin, que reinou vinte e dois anos (1R.16.29).

Foi, portanto, neste reino maioritário, mas apóstata, que Elias, o tisbita, de Gileade, exerceu seu ministério. Não no reino de Judá!

Enquanto isso, em Judá, o pequeno reino vizinho (um reino dentro de um reino), temos uma linhagem com uma unção real legítima e de procedência divina: 1) Roboão, filho de Salomão, filho de Davi, que reinou por dezassete anos (1R.14.21); Abião, na mesma linhagem, que reinou três anos (1R.15.2,8,9).

O que perfaz vinte anos. Enquanto faltava ainda dois anos no reinado de Jeroboão, Deus colocou Asa filho de Abião, filho de Roboão, de Salomão e de Davi no trono de Judá. Observe bem isso: Asa reinou sobre Judá por quarenta e um anos (1R.15.8,10). Ou seja, seu reinado em Judá começou no tempo do reinado de Jeroboão em Israel, e durou até os três primeiros anos do reinado de Acabe (1R.16.29). Acabe que morreu durante o reinado de Josafá, rei de Judá, filho de Asa.

Do rei Josafá, vocês se lembrarão disso:

“Ora, Jeosafá, filho de Asa, começou a reinar sobre Judá no quarto ano de Acabe, rei de Israel. Era Jeosafá da idade de trinta e cinco anos quando começou a reinar, e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Azuba, filha de Sili.

E andou em todos os caminhos de seu pai Asa; não se desviou deles, mas fez o que era reto aos olhos do Senhor.” (1R. 22.41-43)

Assim, enquanto Israel estava corrompendo seus caminhos, e o Senhor Deus trouxe o coração dele de volta, pela unção profética em Elias; Judá foi restaurada na aliança pela unção real em Asa (2Cr.14.2-4 ... e 15.8-15), e é essa mesma unção real que permaneceu em Josafá, seu filho; para que Judá permaneça na aliança.

De Israel e Judá, convém se lembrar do que está escrito no profeta:

“Agora, pois, ó moradores de Jerusalém, e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha. Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? e por que, esperando eu que desse uvas, veio a produzir uvas bravas?

Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, e será devorada; derrubarei a sua parede, e será pisada; e a tornarei em deserto; não será podada nem cavada, mas crescerão nela sarças e espinheiro;

e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela. Pois a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercessem juízo, mas eis aqui derramamento de sangue; justiça, e eis aqui clamor.” (Is.5.3-7)

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O Senhor-Deus se queixou de Israel, que é uma videira infrutífera, apesar de tudo o que Deus faz por ela. E o Senhor toma os homens de Judá como testemunha entre Ele e Israel. Judá não é um reino dentro de um reino? Assim, o Senhor Deus revela a diferença: Israel é a vinha do Senhor dos Exércitos;

enquanto os homens de Judá são a planta das delícias de Deus.

Pois nunca se esqueçam de que, enquanto Israel corrompia os seus caminhos;

Judá permaneceu fiel à aliança de Deus; em Jerusalém e seu templo; bem como ao descendente de Davi, que estava sentado no trono de acordo com a vontade expressa de Deus.

Pelo que insisto, nunca se esqueçam disso, vocês que gostam de procurar figuras no Antigo Testamento para explicar o inexplicável! Corrompendo, deste modo, o vosso próprio entendimento nessas coisas que vocês ensinam mal, para fazer tropeçar também essas almas que corromperam o seu entendimento diante de Deus.

Israel era um reino teocrático, no qual, Deus era O Verdadeiro Rei. E a vontade de Deus para o Seu povo se manifestava: na revelação dada por um profeta;

e na autoridade exercida pelo rei. Portanto, entendamos que o profeta e o rei foram ambos ungidos por Deus. No entanto, a unção do profeta era temporária; enquanto a do rei era permanente. E para que consta: se a unção do profeta, manifestada na revelação da vontade de Deus aos homens, poderia ser questionável e sua palavra rejeitada; o mesmo não podia acontecer com a unção do rei manifestada na sua autoridade sobre a nação. E qualquer um que se opusesse à unção real atraia sobre ele a ira do rei; correndo o risco de ser morto pelo juiz da nação. Pelo que, a palavra da profecia podia ser ignorada ou rejeitada, e o profeta morto, mas a autoridade do rei que governava por decreto não podia ser questionada. Em Israel, no tempo de Acabe, o rei não era um ungido de Deus, enquanto o profeta Elias o era. Por esta razão, embora que Elias restaurasse o altar de Deus, somente a autoridade da unção real poderia subjugar o povo e restaurar a fé no Senhor- Deus em Israel.

Ora bem, Acabe não tinha essa autoridade sobre a nação. Foi Jezabel que exercia a soberania sobre Israel em seu lugar e em seu nome. Foi ela quem escrevia as cartas (decretos) em nome de Acabe e as selou com o nome de Acabe. Foi Jezabel que exercia autoridade sobre os anciãos e magistrados de Israel em nome de Acabe. Foi ainda Jezabel quem decidia quem deveria viver ou morrer, autoridade que só pertencia ao rei. Tal como a coisa nos é exemplificada no litígio da vinha de Nabote (1R.21.7-15). Lembrem-se que foi também junto da Jezabel que Acabe foi se queixar de Elias, quando este matou os profetas de Baal; e foi Jezabel quem decidiu o destino que seria reservado a Elias (1R.19.1,2). Não Acabe, percebem?

Entretanto, no pequeno reino de Judá, o rei Asa, descendente de Davi, era portador da unção real e da autoridade divina que essa unção lhe conferia. Ele foi ajudado pelo ministério de Azarias, filho de Obede, o profeta.

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E se, em Israel, não havia acordo entre o rei usurpador e o profeta de Deus, portanto, entre a unção profética e a unção real; em Judá, as duas unções estavam em perfeita harmonia. Todavia, foi a unção real de Asa, na confirmação do que havia sido revelado pela unção profética, que pôs fim à idolatria em Judá. Nessa mesma época ou tempo em que, para Israel, não havia nem Deus verdadeiro, nem sacerdote que ensinasse, nem lei. (2Cr.14.2-5 e 15.1-16).

Se em Israel que havia rejeitado a aliança do Senhor, o profeta de Deus podia sofrer a ira do rei que dominava sobre o povo, até ser rejeitado, tal não podia acontecer de modo algum em Judá (a planta das delícias de Deus no meio da vinha), onde o profeta e o rei concordavam para a glória de Deus. Aqui, o Senhor enviava Sua Palavra ao rei ungido, o legítimo detentor da autoridade de Deus sobre Seu povo. E a fé era assim restaurada: pela unção e a autoridade real.

Entendam, portanto, ó homens sem inteligência, essa grande diferença que existia entre Israel e Judá: se em Israel, Deus podia enviar um profeta para falar ao seu povo perdido; em Judá, o Senhor usava diretamente o rei para restaurar a autoridade divina sobre Seu reino e Seu povo. Autoridade que o profeta (mesmo Elias) não possuía sobre a nação de Deus.

Razão pela qual Elias restaurou o altar e trouxe de volta o coração deste povo a Deus, mas não pôde, no entanto, restaurar Israel na aliança de Deus. Porque, na verdade, é Jezabel (a falsa profetisa) que detinha a autoridade real em Israel, e a exercia em nome e lugar de Acabe, seu marido.

Conclusão: a unção profética traz o coração do povo de volta a Deus, mas é a unção real que restaura a aliança rompida com Deus.

Estabelecendo assim o reino de Deus entre os homens. O rei pode ser profeta e juiz de Deus diante do Seu povo; mas o profeta não é juiz. Ele é apenas um mensageiro. Não cabe, pois, ao profeta determinar quem deve viver e quem deve morrer. Nunca esqueça isso! Nunca!

Pois que, é uma figura para os tempos presentes em que, a fé não pode ser restaurada pela simples autoridade da palavra de um profeta. A revelação dada a um profeta deve ser confirmada pela Palavra de Cristo (o Rei Jesus), que nos foi dada, e pela autoridade das Escrituras. Lembrando-nos o Senhor ter dito: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão” (Mat.24.35); ou ainda ter sublinhado que: “a Escritura não pode ser anulada” (Jo.10.35).

Compreendemos então que as Palavras de Jesus (os “Assim diz o Senhor”), são decretos reais que ninguém pode contestar, ao risco de perder sua vida.

Sendo assim, para que haja uma verdadeira restauração, é preciso que a unção do profeta concorda com a unção das Escrituras. Pois a unção profética traz o coração de volta na Palavra de Cristo. E, é Este último, pela Sua palavra, que restaura a nossa fé. Sendo Ele mesmo, o Autor e o Consumador dessa fé para a salvação das almas.

Que o inteligente entenda e retém isso: Só existe uma verdadeira restauração quando a fé repousa no “Assim diz o Senhor” pela autoridade das Escrituras; e

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não pelo “assim diz o profeta”. Nenhum profeta tem essa autoridade de

“legiferar” ou “decretar”, seja o que for, na Igreja do Cristo que é o Reino de Deus. Jamais! Bem-aventurados os entendidos!

Tendo compreendido perfeitamente o que aconteceu com Elias, no passado, podemos também compreender o que foi determinado no Propósito de Deus, e que foi realizado na Igreja, no tempo dos gentios (ou nações); quando se cumpriu a mui controversa promessa de Mal.4.5,6:

“Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; e ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.”

a) “Ele converterá o coração dos pais aos filhos”

Esta primeira parte da profecia se cumpriu em Israel. Onde o dogmatismo religioso ditado pelo judaísmo tinha infirmado a Palavra de Deus por causa das tradições dos homens; baseado em fábulas judaicas e genealogias sem fim.

“E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus. Hipócritas! bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios;

o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem.” (Mat.15. 6- 9)

Repararam no que está dito no versículo 8? O coração deste povo está longe de Deus. Convinha, portanto, trazer esse "coração" de volta a Deus.

Para realizar o que foi escrito, sendo que: Israel não podia oferecer sacrifícios a Deus em qualquer lugar; somente no local escolhido e indicado por Deus (Deut.12.13,14).

Pelo que, O Senhor enviou-lhes um mensageiro andando no espírito e no poder de Elias, para trazer de volta o coração Naquele que vinha depois dele, mas que estava diante dele e muito maior que ele: Jesus Cristo (O Tabernáculo ou Templo do Deus vivo). É neste Nome que Deus se aproxima dos homens e os homens de Deus. É no Filho que o Pai se revela aos homens.

Doravante, é em Cristo que o culto deveria ser dirigido a Deus: "Tudo o que você pedir ao Pai EM MEU NOME ...". Este é o altar da nova aliança que o espírito de Elias apresentou a Israel naquele dia. Este é o mistério da nossa fé:

Deus está em Jesus Cristo, reconciliando o mundo consigo mesmo. É naquele altar que o coração de Israel deveria ser reconduzido. E essa promessa se cumpriu em João Baptista (Mat.11.12-14 e 17.10-13; Mc.9.11-13; Lc.1.13-14).

E João Baptista lhes disse: “para que ele (Jesus) fosse manifestado à Israel, é que vim”.

Trazendo de volta o coração dos pais perdidos no dogmatismo das tradições judaicas ao testemunho de seus filhos: esses "filhos" que tinham o testemunho de Jesus; o tão esperado Messias para a salvação.

Que diremos a respeito disso? Aqui está a unção profética trazendo o coração do povo de volta a Deus, e introduzindo a unção real que restauraria esse povo na nova aliança de Deus com os homens. E, ao mesmo tempo, restabelecer o Reino de Deus no meio do Seu povo. Observem bem

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essa coisa e nunca se esqueçam: a unção profética introduz a unção real.

Pois somente o rei (Jesus neste caso) pode restabelecer o Reino de Deus entre os homens.

E aqui estão os dois testemunhos:

• João Baptista pela unção profética:

“Naqueles dias apareceu João, o Baptista, pregando no deserto da Judeia, dizendo:

Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” (Mat.3.1,2)

• Jesus Cristo pela unção real:

"Mas, se pelo Espírito de Deus eu expulso os demônios, logo é chegado a vós o reino de Deus." (Mat.12.28)

A grande diferença entre a unção profética e a unção real se manifesta no

“ASSIM DIZ O SENHOR” na boca do profeta, e “NA VERDADE, NA VERDADE, EU VOS DIGO”, na boca do rei.

Prestem atenção ao que é dito em Lucas 1, versículo 17:

“Ele avançará na presença do Senhor, no mesmo espírito e poder de Elias, com o propósito de fazer voltar o coração dos pais a seus filhos e os desobedientes à sabedoria dos justos, deixando um povo preparado para o Senhor.”

Esta revelação do anjo é uma citação da profecia de Malaquias 4. Mas que para no meio do versículo 6, bem antes da conjunção: "e". Remetendo assim para mais tarde, a conclusão da segunda e última parte desta mesma profecia. Tal como aconteceu com todas as profecias de dupla referência (ou cumprimento).

A mais conhecida delas sendo, sem dúvida, a de Isaías 61.1,2. Pois enquanto a lia, na sinagoga de Nazaré, Jesus de Nazaré parou no meio da profecia. Antes de anunciar naqueles que estavam lá que o que acabava de ser ouvido, é o que estava se cumprir naquele dia.

Entretanto, aquando da primeira vinda do Senhor, Israel não reconheceu esse homem andando com o Espírito e o poder de Elias, mas, como não bastasse, eles o trataram como bem o entenderam.

Vamos ler atentamente, a pergunta dos discípulos e a resposta de Jesus em Mat.17.10.11:

“Perguntaram-lhe os discípulos: Por que dizem, então, os escribas que Elias deve vir primeiro? Respondeu Ele: Na verdade Elias há-de vir, e restaurará todas as coisas."

Essa resposta de Jesus causou grande confusão no entendimento de muitos sobre "Elias, o restaurador do altar" (profeta); confundi-lo com "o restaurador da aliança com Deus" (rei).

Portanto, entendamos o seguinte: o ensino recebido em Israel era que "Elias"

viria primeiro; antes da aparição de Cristo. Jesus diz que ele tinha que vir e

"restaurar todas as coisas". O que dizem as Escrituras? Elias chegou ao monte Carmelo e depois de construir o altar, ele orou: “seja manifestado hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que por tua ordem tenho feito TODAS ESTAS COISAS!” Ao dizer "todas estas coisas", ele se referia a estas coisas relacionadas com o altar e o sacrifício. Como podemos o ver no 1Reis18.30 a 36.

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