Muita luz e paz em sua vida!
Com carinho,
Ricardo Melo
Como ter uma vida leve e feliz
Série
Como ter uma
vida leve e feliz
Série
Como ter uma
vida leve e feliz
Série
Nosso muito bom dia!
Ricardo Melo
Belo Horizonte - MG Editora Namastê
www.institutoricardomelo.com.br Facebook: institutoricardomeloofi cial Email: [email protected] Central de Atendimento: (31) 3226-8010
Editoração: Kelly Purifi cação Concepção de capa: Fábio Gomes
Foto: pxhere Diagramação e arte: Andréa Esteves Transcrição e Revisão: Voluntários das Pílulas do Evangelho
em especial Daniela Ataides, Silvia Astone, Rosângela Baeta, Rosana Baeta, Julia Barreto e Rachel Marotta
© 2019 - IRM Instituto Ricardo Melo Todos os Direitos Reservados
FICHA CATALOGRÁFICA
Melo, Ricardo
M528v Como ter uma vida leve e feliz/Ricardo Melo . – Belo Horizonte : Gráfi ca O Lutador, 2019.
176 p. (Nosso muito bom dia!) ISBN:
1.Cura pela fé. 2.Felicidade-aspectos religiosos. I.Título.
CDU 265.8
Índice
Apresentação ... 9
Como ser realizado e feliz? ... 11
Ter razão ou ser feliz? Eis a questão ... 21
Que tal ser muito mais feliz agora? ... 27
Escolha ser feliz ... 35
Não tenha medo se ser feliz! ... 41
Arrisque-se a ser feliz ... 53
Seja mais feliz ... 59
Descubra a chave para uma vida extraordinária e feliz ... 65
Renove-se: aceite o convite para uma vida mais feliz! ... 73
Quais “nãos” você precisa dizer para ser mais feliz? ... 83
Descubra e siga sua missão para ser muito feliz .... 95
Dinheiro traz felicidade ...103
Amar é a maior descoberta sobre como ser
mais feliz ...119 A suprema felicidade ...127 Os segredos dos relacionamentos felizes ...133 Quer ser muito mais? Então adote um
animal de estimação? ...151 Cinco dias infalíveis para sermos felizes ...161 Uma linda história sobre felicidade ...169
Querido(a) amigo(a),
Nosso muito bom dia!
Muito bom dia!
Eu agradeço por você ter adquirido o nosso livro, assim você está ajudando uma instituição as-sistida pelo Instituto Namastê.
Apresento aqui com muito carinho, “Pílulas do Evangelho” selecionadas para tratar a Felicida-de.
Como ser realizado
e feliz?
O que faz você feliz? O que realmente é ca-paz de fazer com que você vença todas as suas di-ficuldades, os seus medos, os seus receios e, assim, sentir-se mais livre, com uma vida repleta de sig-nificado e de harmonia? O que realmente pode lhe trazer energia, motivação e entusiasmo para que você possa amar sua vida com todas as possibili-dades?
Meu amigo, todos sabemos que felicidade é um conceito relativo. Pergunte para 10 pesso-as diferentes o que é felicidade, e cada uma vai projetá-la pelo seu nível de consciência, pelo seu nível de percepção, acreditando que aquilo é real. Consequentemente, você não pode medir seu ní-vel de felicidade pelo que os outros acham. Prova-velmente, se você perguntar para seu pai, sua mãe, seu marido, sua esposa ou um amigo qual é a opi-nião que têm sobre o que você deveria fazer para ser uma pessoa mais feliz, certamente ia ter uma lista. As pessoas são boas em falar para os outros o que devem fazer; têm facilidade em falar: “Eu, se fosse você, faria isso”, “Nossa! Eu, se fosse você, faria aquilo”. A grande questão é que nem sempre
aquilo que o outro pensa que lhe faz feliz realmen-te lhe faz feliz.
Acho que a primeira coisa importante a fa-lar é o conceito de felicidade, pelo menos no mun-do acadêmico. Não sei se você sabe, mas, muitos anos atrás, publiquei meu sexto livro “Lições da vida para ser feliz” e, para isso, pesquisei muito. É um tema muito fascinante para mim. Adoro falar dele nos cursos, porque acredito muito que, quan-to mais refletimos sobre o que nos faz feliz, sobre o que nos traz paz, harmonia e como podemos compartilhar isso com a humanidade, é claro que temos mais consciência e chance de usufruir da vida com mais intensidade.
O que é felicidade? Felicidade é um estado de espírito, é um estado de conexão com a pleni-tude. Sentir-se feliz é ter um estado psicológico mental com uma sensação de realização profunda, que vai muito além de sensações de prazer. Feli-cidade é algo que está relacionado a sua forma de se enxergar no mundo, à conexão e à consciência que você tem do seu lugar no mundo. Isso quer dizer que, se você sente que sua vida é bem vivida, que vive seus dias de maneira bacana, que respeita
seus valores fundamentais, que tem feito escolhas que realmente fazem sentido, muito provavelmen-te senprovavelmen-te uma sensação maravilhosa de bem-estar, de entusiasmo e de motivação para seguir adiante, mesmo nos dias em que não tenha tanto prazer. É possível eu estar feliz sem ter muito prazer? Claro que é! Vou dar um exemplo. Às vezes você tem que se levantar às 4 horas da manhã para fazer uma viagem a trabalho. Isso acontece comigo direto! Não vou falar que dá um prazer enorme levantar às 4 horas da manhã quando se dorme à meia-noi-te, uma hora, como é meu caso. Nós levantamos com sono. Então, fisicamente não é prazeroso, mas internamente é uma felicidade enorme. Por quê? Você levanta de madrugada para fazer uma via-gem para trabalhar, para fazer uma coisa em que acredita. Essa é a ideia. Às vezes, quando vivemos uma vida feliz, passamos por situações que não são tão prazerosas, mas isso não significa que você não vai estar em paz.
O problema é exatamente o inverso: achar que prazer é felicidade e começar a lutar para ter prazer em vez de construir felicidade. Essa con-fusão é perigosa e leva muita gente a se perder na vida em busca de prazer. As pessoas buscam
sen-sualidade, se entregam ao sexo desvairadamente, sentem carência, saem com alguém ou têm um namorado ou uma namorada que só dá problema. Quantas vezes já passamos por esse tipo de histó-ria ou conhecemos pessoas que atraem, em algum momento da vida, namorados ou se casam com alguém que só lhes traz problema? Às vezes pa-ramos para pensar: “Meu Deus, o que vi naquela pessoa?” Não enxergamos e não entendemos, mas nosso lado frágil e nosso lado carente buscavam prazer; havia a ideia de não estarmos sozinhos, de termos alguém para beijar, tocar, fazer amor, fazer companhia. Porque buscávamos prazer e, através dele, felicidade, o que é perigoso. Nem sempre prazer lhe leva a felicidade. Muitas pessoas desco-brem isso pagando um preço caro demais.
Então, o que lhe faz feliz? Essa é minha per-gunta. Eu queria convidar você a me responder. Vou começar. Faz-me muito feliz ter a chance de compartilhar com vocês essas ideias. Como isso faz parte da minha missão, deixa-me muito feliz. Outra coisa que me faz feliz é brincar com minha filha, estar com minha esposa, estar com minha família, estar com meus cachorros. E você? O que lhe faz feliz? Estar feliz está muito mais
relacio-nado a situações que estão ao seu alcance do que, necessariamente, às que estão longe. Ter consciên-cia do que lhe faz feliz exercita o espírito de grati-dão, e, todas as vezes em que nos sentimos gratos, a vida nos manda mais abundância. Essa é uma lei divina, creia você ou não. Exercitar a gratidão é outra coisa que me faz feliz também. Todos os dias acordo agradecendo a Deus. Então tenha sua lista de gratidão com 10 itens que você mais pode agradecer por ter na vida. Você pode lê-la todos os dias, ao acordar e, ao mesmo tempo, agradecer por tudo de bom que lhe acontecer no dia anterior, o que é muito importante, e agradecer antecipada-mente pelo que de bom ainda vai lhe acontecer. Amanhã é sábado, e terei muitas atividades. É dia de tratamento espiritual, dia de estar com ami-gos, então, já vou levantar-me agradecendo, como sempre. “Obrigado, Senhor, pelo maravilhoso sá-bado que hei de ter. Não sei o que vai acontecer, mas vai ser bom”. Essa é a ideia, esse é o estado de espírito, entende? Você se alinha com um nível de percepção mais elevado, com uma conexão mais elevada de gratidão.
Descubra, meu amigo, o que lhe faz feliz! Sorrir, levar alegria a outras pessoas é muito
im-portante. Às vezes esquecemos de agradecer por-que estamos muito preocupados em nos por-queixar, reclamar ou pedir. Às vezes nos esquecemos de que agradecer é muito mais saudável, gostoso e poderoso que pedir. Você não pode esquecer que, na oração do Pai Nosso, quando nos ensina a orar, depois de louvar a Deus na primeira parte, Jesus começa dizendo: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje...”. Jesus agradece primeiro para, depois, pe-dir todo o restante, a proteção, para nos livrar das tentações, e assim por diante. Agradecer também nos faz feliz.
Quando colocamos nossa atenção naquilo que nos faz bem, naquilo que nos traz paz, quan-do colocamos nossa energia naquilo que nos vai fazer bem e às pessoas ao nosso redor, não sobra espaço para tristeza, para pensamentos negativos, para depressão. Somos responsáveis por construir nosso bem-estar. Somos responsáveis por cons-truir as gratidões que vamos viver durante o dia, as palavras bacanas que vamos oferecer a alguém. Podemos construir isso, não depende de ninguém, concorda? Você pode ser uma pessoa generosa, in-dependentemente do que lhe aconteceu. Hoje você pode começar com mais otimismo e bom humor,
independentemente do que viveu em algum mo-mento da sua vida. Hoje é um momo-mento diferente, hoje é um novo dia, e amanhã vai ser um dia ainda mais novo! Então, nada lhe impede de ser feliz, a não ser você mesmo.
Ter razão ou ser feliz?
Eis a questão!
Meu amigo, ter razão ou ser feliz? Eis a questão! Você sabe que esse, talvez, seja um dos grandes conflitos que todos nós enfrentamos a todo momento em nosso cotidiano? Até que pon-to vale a pena você lutar para ter razão, para mos-trar que a sua opinião é certa, para tentar mosmos-trar ao outro que ele realmente está errado? E até que ponto realmente vale a pena você optar por ser feliz e, às vezes, se calar, silenciar, deixar passar, ceder no sentido de ser flexível, para que as coisas caminhem bem? Eu sei que esse é um ponto que não é tão fácil de ser determinado porque cada caso é um caso.
Em alguns momentos, sem dúvida alguma, por força das circunstâncias, é necessário sim que você seja firme. Imagine, por exemplo, um pai educando um filho e a cada vez que o filho fizes-se uma birra “ah, não. Eu quero fizes-ser feliz, eu estou tranquilo aqui, não quero meu filho triste nem chorando nem chateado” e ele cedesse? Essa crian-ça vai se tornar um adolescente sem limite, um adulto sem limite e, certamente, um ser humano
muito malcriado, porque faltou limite. Em alguns momentos, claro que é necessário, sim, ser firme e abrir mão do prazer do caminho mais fácil. Exata-mente o que Jesus fala de ser firme para se manter na porta estreita que não é fácil de passar. Mas, em contrapartida, a porta estreita é que liberta, que traz paz e alegria. Esse processo de educação é só um simples exemplo. Você sabe, em contrapartida, que também não pode levar tudo a ferro e fogo. Um bom pai e uma boa mãe vão trabalhar a ponto de entender que, às vezes, ceder um pouco para que a criança ou o adolescente tenha aquilo que deseja - desde que não seja algo que vá ferir os li-mites da sua educação - acaba sendo também uma forma de educar. Isso gera reciprocidade, gera uma forma de o beneficiado - nesse meu exem-plo, a criança ou o adolescente - ter condições de verificar que não pode só reclamar dos seus pais, porque eles também cedem, ajudam e apoiam.
Quando se leva isso para o dia a dia, às ve-zes, a coisa fica mais complicada, principalmente, quando há sentimentos mais fortes envolvidos: homem e mulher, vida conjugal, sentimentos afetivos; relação profissional, com sentimento de disputa entre colegas de trabalho, chefe e
funcio-nário, funcionário com funciofuncio-nário, ou chefe com chefe; sentimentos de disputa até no meio religio-so. É curioso, mas nós temos muita vaidade. A vaidade ainda é muito forte para ver quem apa-rece mais, quem chama mais atenção, quem tem mais respeito pelas outras pessoas, quem manda mais, quem fala melhor de Jesus, o melhor repre-sentante, a melhor religião. Ou seja, sem perceber, as pessoas que lutam por isso não se dão conta de que estão sendo prisioneiras do próprio ego. E só de querer lutar para mostrar que são os melhores já estão dizendo claramente que não o são. No en-tanto, Jesus mostrou simplicidade, assim como os grandes líderes espirituais mostram simplicidade. Há algumas situações que são mais fortes emocio-nalmente e nós temos a tendência a perdermos as estribeiras, brigando, batendo boca, sem abrirmos mão do nosso ponto de vista para deixar claro que temos razão. Mas, meu Deus: você quer ter razão ou quer ser feliz?
Ser feliz significa, às vezes, ser flexível; ser feliz significa calar em um determinado momento para falar com mais sobriedade no momento se-guinte; ser feliz, às vezes, significa sim dar um pas-so atrás com serenidade, sabendo que você vai ter
condições de dar dois ou três passos adiante com muito mais segurança; ser feliz significa perdoar, compreender a limitação do outro, não exigir de quem não possa nos oferecer; ser feliz significa descobrir o prazer de viver de uma maneira leve. Vive, de uma maneira cada vez mais leve, aquele que tem a alma mais em paz. E tem a alma mais em paz, curiosamente, aquele que vive de uma ma-neira cada vez mais leve. Uma coisa leva à outra.
Até que ponto vale a pena você lutar para ter razão nos lugares em que está ou nas relações nas quais se encontra? Até que ponto vale a pena você pensar que quer ser feliz e que, pelo menos, vai ser um pouco mais flexível para ver o resultado? Você vai perceber que, embora não seja uma questão matemática - porque cada caso é um caso -, via de regra um coração mais leve e mais doce, que aprende a ser firme quando necessário, mas sem perder a sua doçura, é um coração muito mais li-vre e certamente mais feliz. E aí? Você quer ter ra-zão ou ser feliz? Qual é a sua escolha? Pense nisso!
Que tal ser muito
mais feliz agora?
Amigo querido, o que lhe impede de ser feliz agora? Muitas pessoas vivem postergando a própria felicidade. Espero que não seja seu caso, mas é muito comum pessoas dizerem: “Ah, vou ser feliz quando...” - e aí vem a condição - “eu me apo-sentar; meu filho melhorar; eu me casar ou des-casar; minha saúde melhorar; eu tiver um novo emprego; eu mudar de cidade”. E a lista é intermi-nável! Cada um de nós, se não tomar cuidado, cria uma lista de fatores condicionantes para ser feliz, e é aí que mora o problema. Felicidade é um estado de espírito, e não um estado de conquista. Tanto isso é verdade que vemos pessoas que conquistam muitas coisas e não são felizes, porque o seu es-tado de espírito não está vibrando nessa sintonia. Assim, se ficarmos com essa ideia de que só vamos ser felizes quando algo acontecer, ignoraremos que a hora de ser feliz é agora.
A melhor hora de nos realizarmos existen-cialmente é sim, por incrível que pareça, no mo-mento presente. Alguém pode falar: “Mas minha situação é muito difícil. Tenho muitas dores com
que lidar”. Amigo, você e toda a humanidade. Não quero comparar a dor de ninguém, porque cada um sabe onde o sapato aperta, mas, se nada acon-tece por acaso - e o mesmo Deus que lhe criou, me criou e criou a humanidade toda -, naturalmente o Senhor da Vida sabe que todos temos o mesmo po-tencial de nos libertarmos das nossas dores, de des-pertarmos a consciência para a nossa luz interior.
Lembre-se de que, mesmo que você não te-nha ainda a vida dos seus sonhos, você pode ser o ser humano dos seus sonhos. Isso nos faz muito mais felizes. É muito sério, vou dar este exemplo simples: uma pessoa que desperta para a simplici-dade pode santificar o ato de lavar prato, de varrer a casa, de caminhar para o trabalho. Não pode? Claro que pode! Imagine você feliz lavando pratos, limpando a casa. “Que bom! Mais um dia! Tenho minha casa, tenho onde morar e estou limpando tudo. Muito obrigado, meu Deus!” E isso lhe traz uma realização profunda. Ou seja, uma atitude simples, que é fazer a limpeza da casa, lhe deixa muito feliz. Agora, imagine uma pessoa que não consegue se conectar com o momento presente, uma pessoa cuja ficha ainda não caiu, uma pessoa que está no “só vou ser feliz quando”, ou seja, uma
pessoa cuja mente está no futuro. Ela se levanta e limpa a casa emburrada: “Tenho que limpar a casa e fazer o almoço de novo”. Ou vai trabalhar recla-mando: “Puxa vida! Não queria trabalhar agora. Se eu pudesse, ficava em casa. E ainda tenho que caminhar”. As situações são as mesmas, mas o olhar diferente muda o estado de felicidade. Até pesquisas já mostraram isso.
Há algumas formas de nos conectarmos com a felicidade no momento presente. Uma delas é a gratidão antecipada. O que é isso? Você agra-dece a Deus quando acorda: “Muito obrigado, Se-nhor, pelo lindo dia que vou ter e por tudo que me acontecer”. Se você agradece, já valida a quantida-de quantida-de coisas boas que lhe vão ocorrer. Poquantida-dem per-guntar: “E se não acontecerem coisas boas”? Você já agradeceu e novamente vai agradecer as apren-dizagens. Lembre-se de que uma pessoa lúcida faz um problema grande se tornar pequeno, ao passo que uma pessoa sem lucidez sente que todo pro-blema é gigante. Qual é o seu caso?
Outra alternativa é fazer uma lista de gra-tidão. Quantas coisas maravilhosas você tem e pelas quais pode agradecer? Ponha na sua lista 10
itens, 10 pessoas, 10 situações, desde a sua saúde, a sua vida, a sua família, os seus animaizinhos, o seu trabalho, a sua espiritualidade. Quantas coisas magníficas você tem na sua vida agora, apesar de todos os problemas? Se começar a colocar um foco em sua vida, você poderá ver quão rica ela já é. Ela não vai ser, ela já é, mas nem sempre você lhe dá o devido valor. Muitas vezes, infelizmente só quan-do perdemos algo é que lhe damos valor. Então, não deixe para depois, se você pode começar a ser mais feliz agora.
Para fecharmos essa reflexão, gosto de lem-brar a fala do Espírito da Verdade, na quarta par-te de “O Livro dos Espíritos”, a partir da Pergunta 920, em que Allan Kardec, junto à espiritualidade superior, traz informações preciosas. Os amigos espirituais dizem que todos, embora estejamos em um mundo de provas e expiações, podemos e devemos trabalhar nossa vida e nossa maneira de olhá-la, para diminuirmos nossas necessidades e sermos, sim, mais felizes. Assim, a pessoa que deixa Deus entrar na sua vida e se conecta com a simplicidade do momento presente, que deixa que a gratidão a guie no seu cotidiano, sem dúvida, vai descobrir uma felicidade incrível que está ao seu
alcance só esperando por ela. Olhe que coisa linda! Vamos lá? Para que perder tanto tempo? Vamos ser felizes agora, trabalhar a gratidão a Deus e a conexão com o momento presente? Nossa existên-cia é muito espeexistên-cial para a desperdiçarmos com essa história de “quando isso acontecer”.
Escolher ser feliz vale a pena. Viver é fazer escolhas, e uma das escolhas mais importantes que eu e você podemos fazer é ser feliz. Escolher ser feliz significa que, na hora em que você se levan-ta, exatamente como aconteceu hoje, o primeiro pensamento que lhe vem à mente é agradecer a Deus por mais um dia. Não importa o que este-ja lhe acontecendo, você fala: “Hoje eu sou feliz!” Ou: “Vou me fazer feliz”, “se estiver chovendo, se o dia estiver nublado ou se estiver sol, eu vou ser fe-liz”, “se houver pessoas para me criticar ou pessoas para me apoiar, eu vou ser feliz”, “se eu tiver proble-mas financeiros, vou dar o meu jeitinho e vou ser feliz”. Não importa o que lhe aconteça. Felicidade é um estado de espírito, um estado mental de recep-tividade, de alinhamento com energias nobres do bem, uma escolha. No entanto, muitas vezes acha-mos que felicidade é resultado de situações aleató-rias, randômicas, que acontecem na matéria. “Ah, estou me sentindo bem, porque aconteceu A, B e C”, “porque fulano apareceu”, “porque hoje estava com o clima X”, “porque isso ocorreu”. Na reali-dade, as pessoas felizes escolhem ser felizes, mas
felicidade também depende do ambiente em que se está inserido e, por isso, é tão mutável.
Conhecemos muitas pessoas com proble-mas graves ligados à vida material ou probleproble-mas profundos em várias áreas, e muitas delas têm se iluminado de tal maneira que percebemos que re-almente felicidade é uma questão de escolha. Há pessoas que abriram sua alma para o Evangelho há muito tempo - e vou deixar bem claro que o Evan-gelho não é sinônimo de religião, mas sim um “modus vivendi”, uma maneira de viver, um es-tado de espírito. Há pessoas que compreenderam que são os únicos responsáveis pelo próprio bem--estar ou malbem--estar e que ninguém lhes faz felizes ou infelizes, sem que haja seu consentimento. Não existem vítimas na vida. Como diz a lei de causa e efeito e como diria Joanna de Ângelis, “todos são herdeiros de si mesmos”.
Quando você escolhe ser feliz, você está precondicionando sua mente a ver o lado bom das coisas, está precondicionando a si mesmo a ter uma resiliência forte, ou seja, a ter a capacidade de se recuperar de qualquer dificuldade. Acima de tudo, quando realmente escolhe ser feliz, a pessoa
começa a se sentir muito melhor. Dificuldades? Sim, elas vão acontecer, mas, apesar de qualquer dificuldade, de qualquer frustração consigo ou com quem está ao seu redor, apesar de todas as adversidades por que eventualmente esteja pas-sando, é preciso ter gratidão a Deus, gratidão e reconhecimento de como a vida já é bela. Então, escolha ser feliz, aconteça o que acontecer. É claro que é muito mais fácil fazer essa escolha com fé e com nossas mãos cheias de trabalho no campo do bem.
Desejo que essas reflexões possam ditar a tônica da sua vida e que a presença divina no seu coração possa lhe oferecer todo conforto, carinho e serenidade de que precisa. Que a alegria seja a máxima que vai lhe ajudar todos os dias.
Não tenha medo
de ser feliz!
Supere esse medo e
deixe brilhar a sua luz!
Você tem medo de ser feliz? Você já parou para pensar quantas pessoas têm receio de ser fe-lizes, não aceitam a própria luz e ainda abraçam a escuridão? É muito estranho, você não acha? Quantas pessoas preferem os vícios, preferem cul-tivar maus hábitos, preferem falar mal das outras pessoas, preferem ver defeito em tudo e em todos? Quantas pessoas ainda preferem se aproximar de más companhias? Quantas pessoas ainda prefe-rem o prazer de curto prazo que a alegria genuína da alma de longo prazo que o Evangelho ensina? Meu amigo, felicidade é muito mais que abrir a boca para dizer que quer ser feliz. É um estado de espírito, uma proposta de vida, uma maneira de viver, de observar e sentir a vida em um novo pa-tamar.
Os medos acabam impedindo-nos de dar passos importantes rumo à nossa felicidade. As incertezas sobre o futuro que costumamos nutrir na nossa alma, os receios sobre o que nos pode acontecer – que, na maior parte das vezes, nunca se concretizam - incomodam bastante e nos
im-pedem de caminhar. Um deles é sintomático, e é importante ser olhado com muito carinho, para tentarmos compreender o que está acontecendo: o receio de ser feliz. Permita-me fazer um parêntese: podemos ter medo de várias coisas, mas prudência é saudável, já que nos auxilia a ter uma existência um pouco mais equilibrada. Para não sermos atro-pelados, é prudente olharmos para os dois lados da rua. Então, prudência é saudável, mas medo não, medo trava.
Pois é, meu amigo, o medo de ser feliz nada mais é que um processo da alma que nos orienta a permanecer no estado em que nos encontramos, muitas vezes de infelicidade. Há pessoas que vem de maneira ansiosa, tensa, temerosa, que vi-vem relacionamentos difíceis, que vivi-vem proble-mas graves na área afetiva, que acabaram de ter familiares desencarnados, que têm dificuldades na área profissional, às vezes foram demitidas ou trabalham em um lugar de que não gostam, ou simplesmente não se sentem confortáveis com a vida que possuem. Não importa o que esteja acon-tecendo: o desconforto é interno, e aí, por mais que tudo esteja presente, por algum motivo, esses nossos irmãos de caminhada não se movimentam,
têm receio de dar o próximo passo para sair desse círculo de desconforto. É como se, inconsciente-mente, houvesse uma trava, uma espécie de cor-rente que os segurasse a um sofrimento que na-turalmente não querem, mas, ao mesmo tempo, fazem muito pouco para dele se libertar. É o medo de ser feliz, é o receio do novo. É o receio de aban-donar o conhecido, por mais incômodo que seja, e dar o próximo passo rumo ao desconhecido, ainda que tudo mostre que o desconhecido tende a ser melhor.
A mesma coisa acontece na questão profis-sional: a pessoa reclama do que tem e pensa que, para melhorar, terá de fazer um monte de coisas e, assim, sente-se cansada, desanimada e acha que não vai conseguir. Ou, então, quando muito, dá o primeiro passo, mas vem a primeira dificuldade, e o desânimo logo abate sua alma. Isso não pode. O medo de ser feliz, na minha opinião, nada mais é que a falta de conhecimento do próprio potencial e de entender que a vida é um processo, que um pas-so leva ao seguinte e que não há caminhada longa sem os pequenos passos. Por mais que seja difícil enxergar um futuro melhor que o momento atual, meu amigo, é preciso dar passos com consciência.
Que afastemos para sempre o receio e a preguiça de dar os próximos passos e de ser feliz, porque nossa família merece que sejamos felizes e merecemos ser seres humanos mais felizes. A humanidade precisa que sejamos pessoas mais fe-lizes, porque, assim, nossa luz vai iluminar todos no mundo espiritual e no mundo terrestre. Afinal, estamos totalmente interligados. Como diz a física quântica, somos um único ser. Por isso, nada de ficarmos apegados ao passado. Vamos dar o pró-ximo passo sem nenhum medo de ser feliz. Pelo contrário, vamos fazer a nossa parte para sermos felizes agora!
Então, o convite para você é: largue esse medo de ser feliz não importa o que aconteceu no passado, largue suas culpas e arrependimentos e siga adiante. Se Deus que é Deus não nos jul-ga, por que você vai perder tempo julgando a si e aos outros? “Ah, mas eu não sei o que vou fazer.” Ore, mentalize seu anjo da guarda que está ao seu redor. Veja como Deus já é presente na sua vida. Sinta essa energia e perceba que as intuições vão chegar até você. É como ondas de rádio: se está bem sintonizado, capta a estação que quer; porém, se a sintonia está ruim, não capta. Esse também é
o nosso caso. Tenho certeza de que, se cuidarmos da nossa intuição, se fizermos nossas preces, se meditarmos, se serenarmos nossa mente, vamos nos conectar com o que há de mais sagrado den-tro da nossa alma, vamos sentir o primeiro passo que devemos dar, o segundo, o terceiro, e assim por diante.
Não tenha medo de ser feliz, de amar, de servir. Não tenha medo de sorrir, mesmo que as pessoas ao seu redor não entendam e lhe achem tolo. Com o perdão da sinceridade, tolos, infeliz-mente, são os nossos irmãos que se julgam mais inteligentes ou interessantes, que vivem julgando as pessoas escondidos atrás de crenças limitantes e de uma máscara de orgulho que, cedo ou tarde, vai cair, na maior parte dos casos, de forma dolorosa. Quem será o tolo: quem ama ou aquele que foge de praticar o amor? Fica a pergunta para que você reflita e encontre sua resposta.
Eu gostaria agora de falar sobre a diferen-ça entre prazer e felicidade. Prazer diz respeito às sensações do corpo; felicidade é a sensação da alma. Prazer é passageiro, porque tudo que diz res-peito ao nosso corpo vai e vem com muita rapidez;
felicidade é perene, é constante. Não é à toa que Jesus sempre nos convidou à felicidade da alma, a beber a água que Ele tinha a oferecer, para que nunca mais voltássemos a ter sede. Longe de mim querer fechar esse assunto, mas este ponto mere-ce nossa atenção: traga à tona a luz do Evangelho. Lógico! Jesus disse três frases famosas: “Batei e abrir-se-vos-á”, “Buscai e achareis”, “Pedi e obte-reis”. Se aprendermos a fazer a nossa parte, a dar o passo que nos levará ao seguinte, um dia acor-daremos, olharemos para trás e falaremos: “Meu Deus, como eu caminhei!” O grande problema é que boa parte de nós quer tudo perfeito de uma hora para outra. E é mais ou menos assim também com a pessoa que está angustiada com vários pro-blemas familiares. Ela se alimenta da ilusão de um dia acordar, ter todos seus problemas resolvidos e ficar feliz. Como ela sabe que isso não existe, a sensação de que vai demorar muito, que é difícil e complicado faz com que fique sem energia para dar o primeiro passo. Como não dá o primeiro passo, consequentemente não consegue dar o se-guinte, e o problema nunca se resolve.
O Evangelho nos traz uma esperança. Jesus disse que, se fizermos a nossa parte, com certeza,
atrairemos aquilo de que necessitamos. O mun-do espiritual sublime nos mostra que somos cer-cados por uma nuvem invisível. O que isso quer dizer? Se formos pessoas otimistas e positivas que, mesmo em meio à dor e à dificuldade, damos um passo após o outro, fazemos a nossa parte, nos es-forçamos de verdade para sermos seres humanos melhores, tenhamos certeza de que amigos espiri-tuais nos protegem, nos amparam, nos inspiram e não nos vão deixar esmorecer. Agora não tem jeito para quem fica de braços cruzados, reclamando da vida, com medo do futuro, apegado à dor do pre-sente sem fazer nada e, ainda assim, com a ilusão de que as coisas vão mudar. Concorda? Não faz sentido. É o que sempre falo: pé de jaca dá jaca, pé de melancia dá melancia e pé de laranja dá laran-ja. Ou seja, vamos colher o fruto da semente que plantarmos.
Nos últimos 20 anos, no campo da psico-logia positiva, todas as pesquisas realizadas por neurocientistas de universidades renomadas do mundo mostram que a felicidade das pessoas está relacionada a servir. Não tem jeito. Quer ser feliz? Ame ser útil. Isso não é gostoso? Quer ser feliz? Aprenda a tratar bem os animais, a natureza e seja
uma pessoa grata. Quer ser feliz? Descubra hoje, mesmo em meio a dificuldades, como você pode ser grato, útil, como pode servir à vida e ser uma ponte entre as almas. Pelo que dá para perceber, só é possível sermos felizes se abrirmos mão de velhas crenças e jogarmos fora o medo de ser feliz. Mui-ta gente vive escondida nas suas armaduras. Não é verdade? Armadura sim: cabeça-dura, fechada, coração bloqueado, porque está enxergando a vida dolorida, não tenho dúvida disso. As pessoas difí-ceis que conhecemos - inclusive nós mesmos - são assim porque há muita sensibilidade que ainda não foi trabalhada e cuidada em sua alma.
Quando Jesus fala «deixai brilhar a vossa luz» ou quando consideramos a teoria junguiana da individuação – a pessoa descobre seu papel no mundo, se reconhece como um ser divino, de luz, que pode e deve fazer diferença na sua vida e na humanidade –, lembramos da promessa eterna do Evangelho de que somos a luz do mundo, o sal da terra. É isso que Jesus falou. A pessoa equilibrada e serena emana luz. A pessoa equilibrada e sere-na, com tranquilidade, perdoa, passa por cima dos próprios problemas, é otimista, ri de si mesma, faz piada com as suas dificuldades afetivas, de saúde
e até financeiras. Ao contrário, a pessoa triste e amargurada, muitas vezes se sente como um dos piores seres humanos do mundo. Converse com alguém com baixa autoestima que você vai ver se não estou falando a verdade. Nós nos esquecemos de quem somos.
Acorde o Eu Sagrado dentro de você! Acor-de sua luz divina! Deixe-a brilhar! Faça aquilo que lhe cabe sem erros, sem medos, para que todos ao seu redor se inspirem e possam crescer também. A sua luz serve ao mundo! Inspire as pessoas em dificuldade! Não tenha vergonha da sua luz! Se essa luz é bonita, genuína, generosa, bondosa, se se importa com seu semelhante, com certeza é uma luz que tem de ser cultivada. E a nossa humani-dade, nessa fase de transição, precisa de pessoas como você, que estão se espiritualizando, que se importam com o outro, que cuidam dos animais, que cuidam da natureza e procuram viver de ma-neira harmoniosa e feliz. Que Deus lhe permita, com certeza, brilhar cada vez mais sua luz para que tudo flua da melhor maneira possível.
Arrisque-se a
ser feliz
Vamos conversar sobre sua capacidade de correr riscos saudáveis, de se abrir para vencer os medos, desafiar sua zona de conforto, crescer es-piritualmente e ser mais feliz? Vou lhe fazer uma pergunta inevitável: você é uma pessoa aberta a correr riscos? Você é uma pessoa aberta a sair da sua zona de conforto, viver experiências novas, fa-zer coisas diferentes daquelas que tem feito? Ou você é aquela pessoa conservadora, que quer que a mudança aconteça, mas continua andando no mesmo caminho e no mesmo lugar?
Dificilmente você vai encontrar uma pessoa que não reclame de coisa alguma. Por exemplo, problemas financeiros: “Ah, está faltando dinheiro para pagar a conta de água”, “minha vida financei-ra é apertada”, “estou desempregado”. Talvez sejam problemas de saúde: “Ah, estou com dor no meu corpo”, “estou com um problema de saúde grave”. Talvez problemas de desencarne: “Ah, meu pai morreu”, “minha mãe morreu”. Talvez, seja dificul-dade de autoestima: “Ah, será que eu dou conta?”, “Ricardo, será que eu consigo?”, “acho que todas as pessoas conseguem, menos eu”. Talvez de
depres-são: “Ah, a vida não tem sentido”, “ah, a vida não tem significado”, “não consigo sair de onde estou”. Não é assim que as pessoas falam?
Então, meu amigo, seja lá qual for a sua queixa, tenha certeza de que tudo começa a se resolver quando você aceita correr o risco de ser feliz, de sair da sua zona de conforto e de dar o pri-meiro passo. É necessária muita coragem para sair da zona de conforto, mesmo que ela seja ruim, lhe prejudique e lhe faça ser uma pessoa mais triste. Mas, ainda assim, é como uma prisão, e as pessoas se acostumam, infelizmente, a ficar prisioneiras de si próprias. Assim, é isso que precisam vencer.
O nosso amado Evangelho nos ensina a não duvidarmos da presença de Deus em nós e nos ensina a dar um passo além. Quando vejo as be-lezas que Chico Xavier sempre nos trouxe, as bele-zas que Mahatma Gandhi ofereceu à humanidade com seu exemplo de luz, os feitos de Yogananda lá no oriente e a vida de Francisco de Assis, um gigante da alma, percebo que eles foram capazes de arriscar a ser felizes e de romper seus medos. Todos eles também tinham receios. Não se sinta menor ou diminuído porque você tem um
proble-ma, ou está carente, ou está com medo. Todos nós, vivendo essa experiência material, temos momen-tos de fragilidade. O que não pode é nos entre-garmos a eles, como se fossem os únicos a serem vivenciados.
Eu lhe convido a se arriscar a ser feliz. Ar-risque-se a ler um livro novo ou a mudar de lugar. Clarice Lispector fala que, se não consegue mudar de vida, a pessoa pode mudar de cadeira em que se senta na mesa. Um dia você consegue mudar, de repente, de calçada, em vez de conseguir mudar de rua. Às vezes, você não consegue mudar de rua, mas muda, pelo menos, a calçada em que anda, até que consiga mudar de uma forma muito além do que imaginava. Mas tudo começa com o primeiro passo, tudo começa com o primeiro risco que você se permite assumir.
Arrisque-se a sorrir mais! Arrisque-se a perdoar! Algumas pessoas guardam mágoas tão profundas e não se arriscam a perdoar. Arrisque--se a amar! ArrisqueArrisque--se, de verdade, a desenvolver um amor incondicional, a procurar compreender quem lhe rodeia, a dar o melhor da sua alma, mes-mo que as outras pessoas não lhe reconheçam de
maneira suficiente. Não importa! Você vai estar fazendo a sua parte! Corra riscos saudáveis para ser feliz, para sair da sua zona de conforto e dar um passo além de onde você está. Para crescer es-piritualmente, você precisa estar aberto a ser bem diferente. Então, não tenha medo de correr riscos. Tenha medo de continuar como está, de perder toda sua existência e desencarnar olhando para trás, arrependido do tempo que perdeu. Arrisque--se a ser feliz! Você não vai se arrepender!
Quer ter uma vida mais feliz? Para falar sobre isso, gostaria de apresentar uma pesquisa muito interessante feita pelo doutor Richard Davi-dson, da Universidade de Wisconsin. Ele ganhou fama mundial nos últimos anos, quando come-çou a pesquisar o cérebro de pessoas que diziam ser felizes. O seu intuito era entender as seguin-tes perguntas: O que leva uma pessoa a ser feliz? Quais são os fatores predisponentes à verdadeira felicidade? E algumas descobertas foram extraor-dinárias! Eu sou fã incondicional dessas questões porque vejo a ciência corroborando aquilo que a espiritualidade superior sempre diz.
Primeiro ponto: foi descoberto o homem mais feliz do mundo. É verdade! Não sei se vo-cês conhecem a história do Matthieu Ricard, um monge francês que hoje vive no Nepal e que teve seu cérebro amplamente pesquisado, vasculha-do e ficou conhecivasculha-do como o monge mais feliz do mundo. Durante o processo de meditação, ele transforma completamente sua estrutura cerebral, inclusive aquela parte do cérebro responsável pela
felicidade. O que isso quer dizer? Se você meditar, de verdade, você vai ser mais feliz. As pesquisas mostram que pessoas que meditam 30 minutos por dia por pelo menos duas semanas, pouco mais de sete horas, automaticamente já começam a mu-dar a estrutura cerebral e se sentem mais felizes. Nós já sabemos disso.
Quem vive no momento presente, no aqui e agora, seguindo o que Jesus ensinou é mais feliz. Em Mateus 6, temos o versículo 34: “Não vos in-quieteis pelo dia de amanhã. Cuidai de cada dia”. Lembra-se? Deixe que cada dia cuide de si mesmo, porque Jesus nos ensinava a viver no presente. E a meditação é uma forma prática de se fazer isso. Então, um dos itens para que você seja mais feliz é: medite. Ao meditar, você se liberta das ansieda-des ligadas ao futuro, de medos, angústias, receios que ainda lhe prendem ao passado. Olha que coisa mais linda: a ciência da felicidade!
Outro ponto importante a mencionar que a ciência tem demonstrado é que, para ser mais feliz, você precisa servir. Exatamente isso: nós não aprendemos com Jesus que quanto mais amamos e doamos mais recebemos? Não é isso que a
es-piritualidade superior sempre nos recorda: a im-portância de servir, de se doar? Há exemplos ma-ravilhosos como o de Chico Xavier, o de Madre Teresa e de tantos outros, mostrando a doação. Te-mos também a fala incrível de Francisco de Assis: “Somente um homem bom sabe como é bom ser bom”. Hoje a ciência prova isso. A ciência demons-tra que nossa estrutura cerebral estimula a parte responsável pela felicidade quando nos doamos aos outros.
A doutora Elizabeth Dunn mostrou, em sua pesquisa publicada em 2013, que, se você com-pra coisas, o seu estado de com-prazer e felicidade é passageiro. “Comprei um novo celular”, “troquei de carro”, “comprei uma nova camisa”, “vou fazer uma viagem” são compras. Isso traz uma sensação efêmera, passageira de felicidade, que na verdade não é felicidade, é prazer. Porque prazer é o que vem e vai. A felicidade é um estado de espírito que está associado à ideia de se doar. Quando você vive experiências profundas e bonitas com sua família, com animais, com a vida, você está construindo uma vida realmente feliz. Daí a importância de re-almente amar os outros, de ter um tempo voltado para a caridade, de fazer o bem. Se você faz isso
de maneira sistemática e constante, está se predis-pondo a ser muito mais feliz.
Olha que coisa mais linda, duas dicas espe-ciais, lembrando os ensinamentos de Jesus. Apren-da a meditar. E, além disso, faça o bem, a cariApren-da- carida-de, se doe. Uma hora na semana, quem sabe duas. Faça o Evangelho no Lar, porque você vai alimen-tar sua alma, sua fé, o que é fundamental à nossa conexão com Deus e doe-se. O que eu quero dizer, meu amigo, é que em vez de pegar seu foco e colo-car na tristeza e na queixa, coloque-o na solução. Em vez de combater a tristeza, fortaleça o que lhe faz feliz. Em vez de combater o desânimo, fortale-ça o que lhe traz motivação. Em vez de combater qualquer coisa que você não queira, coloque sua atenção naquilo que realmente você quer. Na rea-lidade, supere seus limites! Vá ser muito mais feliz iluminando a humanidade ao seu redor.
Descubra a chave
para uma vida
extraordinária e feliz
Meu amigo, por que muitas vezes boa par-te de nós par-tem a par-tendência de boicotar os próprios sonhos e de se apegar a dificuldades do passado? Por que muitas pessoas, mesmo sendo bastante ca-pazes, esforçadas, mesmo sabendo o que querem, por algum motivo e inconscientemente, se pren-dem ao passado? Algumas, pela culpa; outras, pelo arrependimento; outras, remoem histórias; outras, pela posição de vítimas na qual se colocam. Por que isso acontece? Mas mais importante que o porquê é o que podemos fazer para nos libertar-mos dessa tendência e aprenderlibertar-mos a ser felizes aqui e agora. Ficar preso ao passado, a ciclos que já se foram e que precisam ser fechados definiti-vamente não vai ajudar ninguém a ser mais feliz.
Todos queremos ser felizes, e logicamente cada um faz a melhor escolha disponível em dado momento. Quando vivemos uma experiência, até por questão de zona de conforto, é natural que nos vinculemos a ela, mesmo que não seja tão positi-va assim. Quanto mais uma pessoa é apegada às experiências que possui, mais repete na própria
mente as coisas que acontecem, mesmo tempos depois de elas terem ocorrido, ainda mais se forem experiências negativas. Nós nos sentimos assim, também já me senti assim. Imagine uma situação do passado com seu pai, com sua mãe, no seu ca-samento, com seus filhos, em relação à sua saúde que lhe incomoda. Você concorda com que, mes-mo não se dando conta, vez ou outra você se pega na cama, tomando banho ou mesmo fazendo um lanche pensando na situação incômoda de novo, depois de novo e de novo? Você encontra um ami-go e repete a mesma história de novo anos depois. Bem, o que acontece? Você fica prisioneiro dessa situação. É lógico!
Se você respira uma história que já passou, relembra situações que não existem mais, pensa, sente, fala e ainda age sob o impacto dessa experi-ência, o que você pode esperar? Ficar prisioneiro dela. Então, definitivamente não! Nosso incons-ciente é sábio do ponto de vista de fazer as me-lhores escolhas possíveis, as que podem nos bene-ficiar, mas precisa ser direcionado. Ele tem uma capacidade incrível de retenção de informações, mas precisa de um capitão. Esse navio do incons-ciente precisa de um capitão consincons-ciente, senão
pode naufragar. É importante entendermos isso. E é aí que entra sua força de vontade e sua consciên-cia para viver no aqui e agora. Não importa o que aconteceu ontem: reinvente-se, renove-se. Deus lhe dá o direito de um novo dia.
Fala-se tanto de mindfulness hoje no mun-do! O que é mindfulness? É a mente alerta no mo-mento presente. Não importa o que aconteceu ontem, ontem já foi. Mesmo que sejam dores pro-fundas, histórias que não se fecharam, é impor-tante continuarmos seguindo em frente. Pessoas que vivem o passado se culpam, remoem histó-rias e não experimentam o presente. Elas perdem a oportunidade de continuar a viver. Veja quan-tas pessoas são prisioneiras de histórias que não existem mais, mas que as mantêm vivas nas suas mentes. Por causa disso, ficam tristes, sua autoes-tima diminui, seu sistema imunológico fica afe-tado, adoecem, entram em depressão e, em casos extremos, tentam até se matar. Por exemplo: “Eu não aguento mais essa vida! Eu preciso sair daqui”. Mude o direcionamento da sua vida mental, mas não tire sua vida física, direcione-se ao próximo passo possível, pergunte-se qual é o possível próxi-mo passo que pode dar para ser mais feliz. Talvez
seja focar sua respiração, focar a atenção conscien-te em cada passo que vai dar, focar a prece, focar a próxima palavra. Estou falando sério! E também não adianta ir para o futuro. Os ansiosos que vi-vem no amanhã, que pensam “quem sabe, talvez possa acontecer” acabam entrando no mesmo rolo existencial, porque que quem vive no futuro sofre do mesmo jeito.
Portanto, amigo querido, traga sua atenção para o presente. Nosso amado Evangelho é claro em relação a isso. Jesus nos fala: “Não vos inquie-teis, pois, pelo dia de amanhã, mas deixeis que cada dia cuide de si mesmo. Pois basta a cada dia seu próprio mal”. Jesus nos ensina a voltar para o momento presente. O passado é muito importan-te para nós, é nossa bagagem de vida, mas já foi. O que faz diferença na sua vida não é o que lhe aconteceu, e sim o que você faz com aquilo que lhe aconteceu. Não é o que nos ocorre que determi-na quem nos tordetermi-namos, mas a leitura que fazemos das nossas experiências passadas é que determina como nos sentimos e como vamos nos sentir.
Seja uma pessoa mais lúcida. Preste atenção no aqui e agora. Pratique a gratidão. Faça uma lista
de 10 coisas por que vale a pena agradecer. Foque sua mente na gratidão, porque ela protege a alma, a mente e seu psiquismo. A gratidão lhe liberta da queixa inútil, da culpa, da ansiedade e coloca sua mente no momento presente da melhor forma possível, tomando consciência dos valores aben-çoados que você já possui, independentemente dos desafios que naturalmente tenha de vivenciar. Há muitas pesquisas acadêmicas que mostram como nosso cérebro pede gratidão pelo bem-estar que ela traz para nosso corpo, até do ponto de vista neurológico e psicobioquímico. O que falar, então, da parte espiritual? Gratidão para todos nós. No coração onde mora a gratidão, também habitará sempre a felicidade.
Renove-se:
aceite o convite para
uma vida mais feliz!
Se tem uma coisa que eu amo na vida, prin-cipalmente quando nossos amigos espirituais nos recordam em seus ensinamentos, é que amanhã é um novo dia, sempre é hora de recomeçar, de se renovar, não importa o que tenha acontecido! A renovação é um dos grandes presentes que o Senhor da Vida nos deu. Ao nos criar com o livre--arbítrio, com o direito de fazermos escolhas, o Senhor da Vida nos ofereceu também o direito de escolhermos coisas novas, o direito de nos reno-varmos continuamente. O que isso quer dizer na prática? Não importa o que você fez ontem; hoje, se achar que o que fez ontem não foi legal, você pode começar de novo. Não importa os equívocos que tenham acontecido até agora, se você decidir mudar o rumo da sua vida hoje, sempre é hora de fazer diferente. Embora, não seja nenhuma no-vidade o que estou falando, é muito importante você se recordar desta realidade: nós vivemos em um mundo, em uma realidade psíquica, em que nós cometemos ainda muitos erros existenciais. Nós cometemos muitas falhas, exatamente
por-que o nosso eu humano ainda é muito ligado à matéria.
Nós falhamos muito por vários motivos. As nossas memórias atávicas que trazemos do pas-sado, que nos acompanham, a nossa ligação com essa ilusão de que infelizmente não somos parte de um grande todo, tudo isso ainda faz com que cometamos muitos equívocos na vida. Nós pen-samos coisas negativas e entregamo-nos à falta de ânimo, muitos têm pensamentos de depressão, de tristeza e, em casos mais graves, de suicídio. Quem nunca teve uma sensação de apatia e de desânimo em algum instante da existência? Isso significa ser humano, significa estar vivendo uma existência humana. E a existência humana é isso, não tem jei-to: transitória e ilusória! São os grandes “mas” da vida. Todos nós passamos por esse tipo de experi-ência, e é por isso que recomeçar é fundamental. É por isso que se lembrar de que você sempre pode recomeçar é essencial.
Pense em quantos amigos nós conhecemos que, infelizmente, vivem dominados pelo dragão da culpa. A culpa é como uma espécie de cupim existencial que corrói nosso estado de paz interior.
Uma pessoa que se culpa por alguma coisa que acha que deveria ter feito ou por alguma coisa que fez simplesmente fecha os olhos para a renovação do presente. E, ao invés de fazer diferente agora, ela fica rememorando e recontando a velha histó-ria que já se foi e que não tem como ser mudada na sua mente, mas que pode ser reescrita agora. Pense nisso: renovar-se significa também abrir as portas da sua alma para a esperança de um novo porvir. Assim, por mais difícil que seja nossa existência material, por mais complicadas que sejam nossas relações, o Senhor da Vida nos deu esperança em um mundo melhor, em um futuro melhor. Mas quando essa esperança se materializa? Na hora em que passamos a viver a vida no momento presen-te. Dessa maneira, renovar-se significa você trazer sua atenção que, às vezes, está perdida naquele futuro esquecido e trazer a mente de volta para o presente.
Meu amigo querido, você tem a chance de, mais uma vez, refletir sobre sua vida e trazê-la para o momento presente. Desfrute da renovação que cada dia lhe traz. Renove-se! Hoje é dia de você renovar seus pensamentos, seus sentimentos, sua capacidade de amar. Olha que coisa mais linda e
importante: hoje talvez seja o dia de você renovar sua relação com sua família, de falar “eu te amo” se você não falou, de falar “me perdoe” se você sente que isso deve ser dito. Hoje é o dia de você reno-var sua fé na vida, é dia de renoreno-var sua fé em você mesmo! O importante é nunca nos esquecermos de que esse presente nos foi dado por Deus. Isso é livre-arbítrio, é uma escolha. O dia nasce para todo mundo. Como a noite chega, o dia nasce. Mas escolher se renovar depende de cada um.
E aí, qual é sua escolha: viver de passado como um museu ou começar a se renovar? Qual é a sua escolha: viver de futuro como um filme de ficção científica ou começar realmente a viver sua vida no momento presente, encontrando Deus aqui e agora, em cada dificuldade, vendo-o e sen-tindo-o também através de cada dificuldade, de cada momento alegre, fazendo com que sua alma cresça mais feliz?
Que você se sinta inspirado, é o que eu de-sejo. Não custa nada lembrar que você pode fazer o Evangelho no Lar por 15, 20 minutos todos os dias. Não é uma vez ou outra, não! Todos os dias! Tenha um momento seu com Deus, com boas
lei-turas, uma oração. Isso fortalece tanto as famílias, fortalece tanto o nosso ser, trazendo-nos sereni-dade. Você pode fazer sua prática de gratidão an-tecipada. Sempre vou repetir isso: agradeça pelo bem que vai lhe acontecer, pelo mal que não lhe aconteceu. Agradeça antecipadamente! Isso vai proteger você do mau humor e do pessimismo. E faça o bem! Não importa a quem, faça o bem! Não importa se você vai ser reconhecido, se as pessoas vão agradecê-lo, não importa o que vai acontecer lá fora, fazer o bem vai lhe fazer bem dentro da sua alma e, com certeza, vai proteger seu coração do ressentimento, da tristeza, da falta de ânimo que, infelizmente, acabam agarrando as pessoas que nunca se renovam, que sempre vivem na culpa, não fazem o bem e utilizam a dificuldade externa como justificativa para não fazer a mudança que lhes cabe realizar no momento presente.
Então, vamos lá! Vamos assumir a respon-sabilidade que nos cabe. Que todos nós sejamos muito mais felizes. O Evangelho nos relembra es-ses ensinamentos de Jesus o tempo todo, para que nós possamos fazer aquilo que nos cabe realizar! Viva intensamente o momento de hoje! Renove- se!
Quais “nãos” você
precisa dizer para ser
Eu gostaria de conversar, com muito ca-rinho e muita atenção, a respeito de um assunto fundamental para o equilíbrio das nossas vidas: a importância de saber dizer “não” para muitas coi-sas que nos rodeiam. Saber dizer “não” é extrema-mente importante para que possamos encontrar paz e leveza e vivermos nossas vidas. Muitas vezes falamos do “sim” que nossa existência necessita: dizer “sim” a uma vida equilibrada, dizer “sim” ao perdão, dizer “sim” a seguir em frente - como se diz em inglês, move on, ir adiante apesar das dificulda-des. Quando um ciclo se fecha, quando fechamos um ciclo existencial, às vezes temos a tendência de ficar remoendo o passado e ficamos presos a ele. Nada disso! Move on! Vá adiante! Diga “sim” para o novo ciclo que se avizinha na sua vida, mas, aci-ma de tudo, meu amigo, saber dizer “não” é fun-damental para que os “sins” da nossa existência possam se manifestar.
Se não soubermos dizer “não” para as más companhias, acabaremos sendo certamente mui-to mal-influenciados em nossas escolhas. Se não
soubermos dizer “não” para os maus pensamen-tos, dificilmente teremos energia suficiente para construirmos uma vida equilibrada e feliz, sóbria e saudável. Se não soubermos dizer “não” para o nosso egocentrismo, infelizmente nosso egoísmo sempre vai assumir o controle. Preste atenção ao seu lado. Sério! Pare um pouquinho e comece a pensar em pessoas que você conhece que pode-riam estar muito mais em paz do que estão, que poderiam ter uma vida muito mais harmoniosa do que têm. Por que não é assim? Porque não sa-bem dizer “não”. Não dizem “não” para os maus comportamentos, não dizem “não” para muitas situações que são negativas por estarem acomoda-das com a vida atual. E é o que acontece conosco também. Tomemos muito cuidado com isso. Não adianta rezarmos e enchermos nossas bocas de palavras bonitas, preces maravilhosas, se não te-mos coragem de tomar as decisões que nos cabem. A esse respeito, Jesus é muito claro, como sempre: “Seja o seu dizer ‘sim’ sim, ‘não’ não”. Ele sabia muito bem que, para crescermos espiritu-almente, temos que nos posicionarmos, sairmos de cima do muro. E é lógico que, quando falamos “não” para algumas situações na vida,
desagrada-mos muitas pessoas, principalmente aquelas que não compreendem as escolhas que estamos fa-zendo. Mas, desculpem-me, não tem jeito. Quem quer agradar todo mundo acaba não agradando ninguém e, o que é pior, ainda nega sua própria essência. Então, tomemos muito cuidado!
Eu lhe convido a dizer “não” para tudo aqui-lo que lhe tem impedido de experimentar a paz interior, para tudo aquilo que lhe tem impedido de ser quem realmente é. Pense na vida extraordiná-ria que lhe aguarda se tiver coragem de dizer “sim” para as grandes oportunidades que a vida lhe traz, para os convites extraordinários que a vida lhe proporciona. Mas também tenha coragem de di-zer “não”, doa a quem doer, para aquilo que não faz mais sentido. Se não tivermos coragem de dizer “não” para nossos velhos hábitos, definitivamen-te não poderemos esperar que o mundo espiritual se manifeste a nosso favor. Afinal, se estamos nos negando a fazer algo que nos cabe para melhorar nossa existência, como esperar que Deus faça por nós? Não faz sentido, não é verdade? Pensemos nisso com carinho. Por isso insisto em que fazer retiros - pode ser um autorretiro espiritual na sua casa, onde você pode criar o seu momento com
Deus na intimidade do seu lar - nos ajuda a identi-ficar muitos comportamentos que temos no piloto automático, fora desses momentos de paz interior, os quais nos aprisionam a comportamentos nega-tivos. É importante sairmos do olho do furacão.
Há comportamentos que acabam sendo ali-mentados de maneira negativa e nos impedem de ser felizes, porque nossa mente ainda é dominada pelo ego. Quer dizer, há um monte de pessoas ma-ravilhosas que, muitas vezes, sofrem com a mente turbulenta, agitada, prisioneira do futuro ou sem-pre pensam em questões do passado, sem conse-guir conectar-se com o momento presente. Por quê? Porque não estão sabendo dizer “não” para o excesso de pensamentos, porque não sabem dizer “não” para os apelos do próprio ego. E isso tam-bém acontece comigo e com você. Dessa forma, desejo que possamos refletir muito a esse respeito. Aliás, mais que refletir, devemos agir. Que tenha-mos coragem para agir, que tenhatenha-mos fé suficiente em Deus para nos orientar. E que tenhamos tam-bém coragem para tomar decisões fundamentais e afastar aquilo que nos está impedindo realmente de ser felizes e de ter a nossa linda luz comparti-lhada com todo o mundo.
Que possamos continuar juntos, meu ami-go, dizendo “não” para a intolerância, “não” para a discriminação, “não” para os julgamentos, “não” para o ego adoecido e que tem feito com que nos-sa humanidade ainda esteja enferma, apenos-sar de tantos recursos belíssimos que o mundo maior nos oferece todo dia. Se cada um de nós fizer um pouco, no futuro certamente teremos feito muito a ponto de modificar nosso mundo e torná-lo um lugar melhor para todos nós.
O grande remédio
para a alma ser feliz
Quero conversar com você sobre uma das mais importantes pílulas ou um dos mais impor-tantes medicamentos - se é que posso utilizar esse termo - para que você tenha uma saúde plena, para que tenha felicidade, alegria, bem-estar e re-almente uma sensação profunda de alinhamento com Deus. Eu me refiro à congruência moral.
Muitos anos atrás, quando começava na própria lida espírita, eu tive a oportunidade de ler o livro de um médico australiano que tinha feito muito sucesso nos Estados Unidos. Aliás, reco-mendo muito a vocês. O livro se chama “Espiri-tualidade Essencial”. O Dr. Roger Walsh fala so-bre a grande quantidade de pessoas que adoecem, pessoas que não são felizes não por causa de pro-blemas econômicos, por causa de perdas ou por causa dessas situações que normalmente estamos habituados a justificar as possíveis causas do nosso mal-estar, e sim por falta de congruência moral. Aquilo me chamou muito a atenção porque vinha de um médico. O livro, inclusive, tinha sido indi-cado pelo reitor da Universidade de Harvard e por
várias outras academias americanas de pesquisa. Walsh, nessa obra, sabiamente mostrou que pesso-as incoerentes criam nelpesso-as própripesso-as um sistema de falta de autoaceitação que as predispõe a se torna-rem pessoas mais enfermas e, consequentemente, mais infelizes.
Todas as vezes que você fala que vai fazer alguma coisa e não faz é como se estivesse dizen-do que não pode confiar em si mesmo. Todas as vezes que você diz “não vou falar mal do fulano”, mas fala, você está dizendo para si mesmo que não é uma pessoa confiável, você não está sendo con-gruente moralmente, porque fala uma coisa e faz outra. Todas as vezes que você pensa em algo bom mas fala algo ruim é como se estivesse dizendo a si e ao seu corpo que ainda não está pronto para realmente confiar em si mesmo. Falou Roger Wal-sh: “Se você quer ser feliz e ter uma vida saudá-vel, além de todas as coisas boas que você já faz, lembre-se: seja uma pessoa congruente”. Eu lem-brei, na mesma época, de Mahatma Gandhi, que disse que se conhece o poder de um ser humano pela sua capacidade de ser congruente com aquilo que pensa, aquilo que diz, aquilo que sente e aqui-lo que faz. Eu me lembrei também de uma fala de
Kardec, no capítulo 17 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, sobre os caracteres do homem de bem, mostrando que o ser humano de bem tem congruência moral.
O que você pode fazer para ser uma pessoa mais alinhada com seus propósitos sagrados de vi-ver? Todos temos imperfeições, temos problemas, mas não estou falando disso. Estou falando de um desejo genuíno e profundo de você acreditar na sua luz interior, de se dar ao direito de crescer, de evoluir, de aprender com tudo isso, mas sen-do congruente, aprendensen-do a enxergar a presença de Deus dentro de si mesmo em cada passo dado, procurando aprender, ao máximo, tudo aquilo que a vida pode trazer.
Então, pense coisas boas, fale coisas boas, trabalhe seus sentimentos para que se sinta bem melhor e, claro, transforme isso tudo em atitudes proativas, positivas. Não importa se você está do-ente, se você tem problema financeiro, se você está chateado com alguém, lembre-se de que a congru-ência moral vai fortalecer sua força de vontade, vai elevar sua vibração, vai atrair boas energias e, com certeza, vai lhe fazer sentir-se muito mais
forte para superar a situação ruim por que esteja passando, além de se sentir muito bem. Você vai conseguir se olhar no espelho e ter a sensação de “Uau, meu Deus! Eu estou dando conta de fazer o meu eu sagrado viver de maneira muito mais ali-nhada com meu eu humano. Muito obrigado”. E vai ficar feliz em poder agradecer.
Descubra e siga sua
missão para ser muito
Você sabe qual é o seu propósito de vida? Você tem uma missão no mundo? Você tem cons-ciência de como você é importante para o mundo? Você está alinhado com seu propósito para o mun-do? Esse é o grande ponto que gostaria de discutir com você. Falar de missão é falar de propósito de vida, e falar de propósito de vida é falar do que podemos deixar de marca neste mundo.
Nós nos acostumamos a associar missão a missionário. É mais ou menos assim: só tem mis-são quem é missionário. Isso é complicado, por-que, acima de tudo, há Jesus, mas existiram outros grandes líderes espirituais, pessoas que fizeram coisas muito nobres e, claro, também são missio-nários. Na realidade, quando falamos de missão em um contexto existencial, estamos falando de qualquer pessoa: eu, você, seu vizinho, seu paren-te, enfim, qualquer um de nós tem um propósito. O que é um propósito de vida? É um porquê maior, é a causa maior que nossa alma abraça e em que acredita. É por esse propósito que nos doa-mos, deixando amor, dedicação, carinho,
conheci-mento. Esse propósito se torna nossa missão. Vou lhe dar um exemplo: Albert Sabin é o criador da vacina contra a poliomielite e dedicou toda a sua vida à medicina. Quando descobriu essa vacina, acabou sendo um dos principais responsáveis por doar os direitos dela para que toda a humanidade pudesse usá-la para erradicar a poliomielite. En-tão, ele foi um missionário. Albert Schweitzer, ga-nhador do prêmio Nobel da Paz em 1952, foi um grande médico alemão que trabalhou no Gabão, África. Ele se doou para auxiliar almas e pessoas a se recuperarem fisicamente de muitas enfermida-des. Enfim, podia viver no conforto de sua vida na Alemanha. Era muito culto, erudito, mas fez tudo sem nenhum propósito de chamar a atenção do mundo, simplesmente teve sua missão e a abraçou.
Por sua vez, a dona Joaninha, da casa vizi-nha, da rua de baixo, que se dedica aos filhos, que se doa aos filhos, que é uma ótima mãe, que ensina o Evangelho, que tem uma paciência que só Deus sabe explicar com seus filhos difíceis - alguns, in-felizmente, ainda se entregam a vícios -, que sen-te um amor maravilhoso e não desissen-te, também é uma missionária. Claro que é! E como é! E o seu Zé, que, de repente, abriu uma empresa pequena
que cresceu e hoje emprega centenas de pessoas, não é um empresário qualquer, é um homem res-ponsável, que paga um bom salário, que ensina grandes valores aos seus funcionários, à sua equi-pe e ajuda a resolver o problema de milhares de pessoas por meio dos seus serviços, dos seus pro-dutos, com toda a dignidade do mundo, também tem sua missão.
Veja você que não importa o que faça, não importa sua profissão, não importa se está em-pregado ou desemem-pregado, não importa se é pai, mãe ou filho, não importa se vai ser presidente da república, um grande cientista ou um líder reli-gioso maravilhoso, não importa se simplesmen-te você vai passar pela vida desapercebidamensimplesmen-te. Aos olhos do mundo, você pode não deixar sua marca, mas, quando descobre sua missão, aquilo que faz seu coração vibrar, aos olhos de Deus nós crescemos muito. Sabe por quê? Porque sua alma fica mais feliz. Aquela pessoa que tem coragem de seguir sua missão, apesar das dificuldades e da opinião contrária dos outros, é uma alma mais fe-liz, é uma alma mais autêntica, é uma alma mais generosa. Via de regra, quem encontra sua missão se enche de tanta alegria que deseja muito ajudar
outras pessoas a encontrar a missão delas, porque é assim que funciona.
Os budistas chamam de bodhisattvas as al-mas que crescem espiritualmente, atingem um determinado nível e só vão conseguir ser felizes amando outras almas. Na doutrina espírita, nós chamamos isso de prática do amor por via da ca-ridade e da terapia. O cristianismo nos mostrou isso através dos ensinamentos de Jesus. Quando a pessoa é feliz, ela faz um grande favor à humani-dade, porque ajuda outras pessoas a se inspirarem, a serem felizes também. Então, meu amigo, descu-bra sua missão, siga sua missão: “Como faço para descobrir minha missão”? Observe seu coração, observe aquilo que vem nas suas intuições, porque normalmente o nosso papel no mundo está ligado ao nosso plano cármico. Não é do nada, existe um propósito. Às vezes, estamos tão ocupados com bobagem, correndo atrás de dinheiro, brigando para ter razão em relação a outras pessoas que nos esquecemos de ouvir aquela fala silenciosa que ecoa na nossa alma e nos convida a fazer algo diferente, especial em um determinado caminho. Não existe missão mais ou menos bonita, caminho
melhor ou pior; existe sua missão, seu caminho, seu propósito.
Que a bondade divina lhe inspire muito a encontrar sua missão, lhe inspire muito a encon-trar seu caminho. E você que já encontrou, per-maneça nele espalhando luz, amor, bondade e ajudando outros seres humanos a descobrir sua missão também. Assim, sua felicidade despertará a felicidade do outro e, com certeza, a felicidade do outro passa a ser também sua própria felicida-de. Olhe que coisa linda! Quando isso acontece, não importa se há doença, problema financeiro, dificuldades com outras pessoas, você é capaz de superar tudo, porque tem um porquê muito maior.