Disponível Realizável Programa Previdencial Programa Administrativo Programa de Investimentos Renda Fixa Renda Variável Investimentos Imobiliários Operações com Participantes Permanente Imobilizado Total do Ativo Exercício Anterior 1.379 3.556.860 295.496 312 3.261.052 2.561.545 604.634 51.425 43.448 588 588 3.558.827 R$ mil Balanço Patrimonial Ativo
Exercício Atual 6.152 4.240.526 269.321 513 3.970.692 2.584.980 1.237.246 46.413 102.053 718 718 4.247.396 Exigível Operacional Programa Previdencial Programa Administrativo Programa de Investimentos Exigível Contingencial Programa Previdencial Programa Administrativo Programa de Investimentos Exigível Atuarial Provisões Matemáticas Benefícios Concedidos Benefícios a Conceder ( - ) Provisões Mat. a Constituir Reservas e Fundos
Equilíbrio Técnico Resultados Realizados Superávit Técnico Acumulado Reserva de Contingência Reserva para Revisão de Plano Fundos Programa Previdencial Programa Administrativo Programa de Investimentos Total do Passivo R$ mil Balanço Patrimonial Passivo
Exercício Anterior 7.600 5.895 1.662 43 31.303 13.170 112 18.021 3.234.038 3.234.038 2.414.884 1.307.909 (488.755) 285.886 100.475 100.475 100.475 100.300 175 185.411 141.492 40.974 2.945 3.558.827 Exercício Atual 10.288 6.901 1.905 1.482 50.854 32.356 102 18.396 3.572.807 3.572.807 2.734.210 1.127.045 (288.448) 613.447 310.438 310.438 310.438 284.218 26.220 303.009 247.225 52.862 2.922 4.247.396 Descrição PROGRAMA PREVIDENCIAL ( + ) Recursos Coletados ( - ) Recursos Utilizados ( - ) Constituições de Contingências ( - ) Custeio Administrativo
(+/-) Resultados dos Invest. Previdenciais ( - ) Constituições de Provisões Atuariais ( - ) Constituições de Fundos
( = ) Déficit/Superávit Técnico do Exercício PROGRAMA ADMINISTRATIVO ( + ) Recursos Oriundos de Outros Programas ( + ) Receitas
( - ) Despesas
( - ) Constituições de Contingências
( + ) Result. dos Investimentos Administrativos ( = ) Constituições de Fundos
PROGRAMA DE INVESTIMENTOS ( + ) Renda Fixa
(+/-) Renda Variável
( + ) Investimentos Imobiliários ( + ) Operações com Participantes ( - ) Relacionados com o Disponível ( - ) Relacionados com Tributos ( - ) Constituições de Contingências ( - ) Custeio Administrativo
(-/+) Resultados Transferidos de Outros Progr. ( = ) Constituições de Fundos
R$ mil Demonstração de Resultados de Exercício
Exercício Anterior 136.441 (224.149) (13.555) (6.800) (21.237) (152.258) (50.258) (331.816) 12.722 1.505 (13.221) (1) 150 1.155 304.605 (330.030) 5.441 6.343 (20) (1) (1.255) (5.922) 21.087 248 Exercício Atual 157.971 (250.213) (36.594) (7.381) 790.682 (338.769) (105.733) 209.963 14.434 1.620 (14.760) (3) 10.597 11.888 348.945 441.972 5.060 12.720 (25) 0 (363) (7.053) (801.279) (23) Descrição ( - ) Programa Previdencial ( + ) Entradas ( + ) Recursos Coletados ( + ) Recursos a Receber ( + ) Outros Realizáveis/Exigibilidades ( - ) Saídas ( - ) Recursos Utilizados ( - ) Utilizações a Pagar ( + ) Utilizações Futuras ( - ) Constituições/Revers. de Contingências ( - ) Programa Administrativo ( + ) Entradas ( + ) Receitas ( + ) Receitas a Receber ( + ) Outros Realizáveis/Exigibilidades ( + ) Constituições/Revers. de Contingências ( - ) Saídas ( - ) Despesas ( + ) Despesas a Pagar ( - ) Despesas Futuras ( - ) Permanente ( - ) Constituições/Revers. de Contingências ( + ) Programa de Investimentos ( + ) Renda Fixa ( - ) Renda Variável ( + ) Investimentos Imobiliários ( - ) Operações com Participantes (+/-) Relacionados com Disponível ( + ) Relacionados com Tributos
( + ) Constituições/Revers. de Contingências ( = ) Fluxo nas Disponibilidades
( = ) Variação nas Disponibilidades
R$ mil Demonstração de Fluxos Financeiros
Exercício Anterior (97.364) 142.943 136.441 5.901 601 (240.307) (224.149) (4) 3 (16.157) (11.786) 1.635 1.505 78 49 3 (13.421) (13.221) 52 (122) (130) 0 100.244 130.100 (36.092) 8.424 (2.413) (13) 1 237 (8.906) (8.906) Exercício Atual (82.469) 185.153 157.971 26.284 898 (267.622) (250.213) 0 0 (17.409) (13.240) 1.681 1.620 0 61 0 (14.921) (14.760) 182 (201) (130) (12) 100.482 325.510 (189.427) 10.072 (45.846) 12 149 12 4.773 4.773
A Fundação CEEE apresenta as demonstrações contábeis
consolidadas e pareceres relativos ao exercício de 2009.
DEMONSTRATIVO ANUAL EXERCÍCIO 2009
Missão: Oferecer, desenvolver e administrar soluções de previdência complementar, com transparência, presteza e segurança, apoiando a política de recursos humanos das empresas e garantindo qualidade de vida aos empregados e dependentes.
HUMBERTO FAÇANHA DA COSTA FILHO PRESIDENTE
C.P.F. 163.909.620-53
GERSON CARRION DE OLIVEIRA DIRETOR FINANCEIRO
C.P.F. 191.729.400-00 JEFERSON LUIS PATTA DE MOURA
DIRETOR DE SEGURIDADE C.P.F. 360.117.700-53 MANUEL ANTONIO RIBEIRO VALENTE
DIRETOR ADMINISTRATIVO C.P.F. 117.884.880-91
ROSÁLIA APARECIDA RODRIGUES DA ROSA CONTADORA
C.P.F. 428.150.700-06 CRC/RS 45.257
Fundação CEEE de Seguridade Social - ELETROCEEE Rua dos Andradas, 702 Porto Alegre RS 90020-004
(51) 3027 3100 Fax (51) 3228 5325 www.fundacaoceee.com.br Atendimento (ligação gratuita): 0800 51 2596 PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Srs. Administradores da
Fundação CEEE de Seguridade Social – ELETROCEEE Porto Alegre - RS
1. Examinamos os Balanços Patrimoniais Consolidados da Fundação
CEEE de Seguridade Social – ELETROCEEE, em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, e as respectivas Demonstrações de Resultados do Exercício Consolidado e dos Fluxos Financeiros Consolidado, correspondentes aos exercícios findos naquelas datas, elaborados sob a responsabilidade da sua Administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas Demonstrações Contábeis.
2. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as Normas de
Auditoria aplicáveis no Brasil, e compreenderam:
a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos,
o volume de transações e os sistemas, Contábil e de Controles Internos, da Fundação;
b) a constatação, com base em testes, das evidências e registros que
suportam os valores e informações contábeis divulgados;
c) a avaliação das práticas e estimativas contábeis mais
representativas, adotadas pela Administração da Fundação, bem como da apresentação das Demonstrações Contábeis tomadas em conjunto.
3. Em nossa opinião, as Demonstrações Contábeis, referidas no
parágrafo 1, representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, as posições, patrimonial e financeira da Fundação CEEE de Seguridade Social - ELETROCEEE, em 31 de dezembro de 2009 e de 2008, o Resultado de suas Operações e os seus Fluxos Financeiros, referentes aos exercícios findos naquelas datas, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Porto Alegre, 12 de fevereiro de 2010.
RUSSELL BEDFORD BRASIL - AUDITORES INDEPENDENTES CRCPR Nº 2906/O-5
Pedro Nunes de Gouveia
Contador CRCPR Nº 22632/O-9/S-RS João Raimundo Klein
Contador CRCRS Nº 41070/O-3
DEMONSTRATIVO ANUAL EXERCÍCIO 2009
PARECER DO CONSELHO FISCALRELATIVAMENTE AO EXERCÍCIO DE 2009
PARECER: Os membros do Conselho Fiscal da Fundação CEEE de Seguridade Social – ELETROCEEE, em cumprimento às disposições legais e estatutárias, tendo acompanhado e analisado a gestão econômico-financeira da Entidade ao longo do exercício de 2009, mediante exame e interpretação dos balancetes mensais, dos relatórios dos controles internos e dos sistemas operacionais vinculados ao gerenciamento dos ativos e dos compromissos atuariais. Examinado também o Balanço Patrimonial consolidado, a Demonstração de Resultados do Exercício consolidado, a Demonstração do Fluxo Financeiro consolidado e respectivas Notas Explicativas as Demonstrações Contábeis, os Demonstrativos dos Resultados da Avaliação Atuarial dos Planos de Benefícios correspondentes às respectivas Patrocinadoras, com os correspondentes pareceres da consultoria atuarial externa, assim como o parecer da auditoria independente, aprova as Demonstrações Contábeis do exercício que reproduzem a situação patrimonial, financeira e atuarial da Entidade, naquela data.
Porto Alegre, vinte e dois de março de 2010.
Conselheiros Titulares:
João Roberto de Azevedo Jorge Eduardo Bastos Antônio da Silva Andrade Regina Telli
Secretária:
Adriana Reichmann
Conselheiros Suplentes:
Darlan da Silva Oliveira Clarita Maraschin Coutinho Carlos Alberto Vogt Rocha Roberto de Azevedo Ferreira
PARECER DO CONSELHO DELIBERATIVO
RELATIVAMENTE AO EXERCÍCIO DE 2009
“O Conselho Deliberativo, em cumprimento às disposições legais e estatutárias e baseado nos Pareceres do Conselho Fiscal da Fundação CEEE de Seguridade Social – ELETROCEEE, da Consultoria Atuarial Externa e da Auditoria Externa Independente, delibera aprovar as Demonstrações Contábeis do exercício de dois mil e nove, entendendo que as mesmas reproduzem a situação patrimonial, financeira e atuarial da Entidade, naquela data”.
Porto Alegre, vinte e nove de março de dois mil e dez.
Paulo de Tarso Dutra Lima Antônio de Pádua Barbedo
Luis Carlos Saciloto Tadiello Cláudio Grimaldi Pedron
Elemar José Heck Cláudio Canalis Goulart
Sigryd de Beirão, Secretária Executiva
NOTAS EXPLICATIVAS 1.CONTEXTO OPERACIONAL
A FUNDAÇÃO CEEE DE SEGURIDADE SOCIAL - ELETROCEEE é uma Entidade Fechada de Previdência Complementar, multipatrocina-da, pessoa jurídica de direito privado, de fins não lucrativos, com autonomia financeira e administrativa, instituição social para efeito da alínea “C”, do inciso VI, do Artigo 150, da Constituição Federal, estando seu Estatuto e Regulamento enquadrados nas disposições estabeleci-das pelas Leis Complementares n.ºs 108/01 e 109/01, de 29 de maio de 2001, com a finalidade de administrar e executar planos de benefícios de natureza previdenciária. Autorizada funcionar pelo então Ministério de Previdência e Assistência Social, através da Portaria n.º 1.953, de 21 de dezembro de 1979.
As Patrocinadoras da Fundação CEEE são: as suas Patrocinadoras de Origem, a Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT e a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D, as Patrocinadoras Fundação CEEE de Seguridade Social - ELETROCEEE, Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica – CGTEE, AES SUL Distribuidora Gaúcha de Energia S/A, Rio Grande Energia S/A – RGE e a Companhia Riograndense de Mineração – CRM. Os Instituidores são: o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio Grande do Sul – SENGE/RS, o Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul – SINPRO/RS e o Sindicato dos Trabalhadores em Administração Escolar no Rio Grande do Sul - SINTAE/RS.
A Fundação CEEE em 31 de dezembro de 2009, consolidou um expressivo número de participantes, assistidos, pensionistas e designados (dependentes), conforme demonstrado no quadro abaixo:
A Fundação CEEE apresenta as notas explicativas às
demonstrações contábeis relativas ao exercício de 2009.
DEMONSTRATIVO ANUAL EXERCÍCIO 2009
2.APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis vigentes no Brasil e em conformidade com as normas estabelecidas pela Resolução MPS/CGPC n.º 05, de 30 de janeiro de 2002, e alterações posteriores.
3.PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS ADOTADAS
Os registros contábeis são realizados, separadamente, por plano de benefícios, gerando balancetes contábeis individualizados;
As receitas de contribuições e despesas de benefícios são registra-das diretamente nos balancetes contábeis dos respectivos planos de benefícios (fluxo primário);
Os resultados de investimentos são contabilizados no balancete de operações comuns (fluxo secundário) e transferidos aos planos de benefícios através da rubrica de segregação de planos, na proporção do montante dos recursos garantidores de cada plano, calculado pelo sistema de cotas, exceto os investimentos em operações com partici-pantes que possuem marcação real;
As receitas e as despesas são registradas pelo regime de competên-cia;
Para cobertura do custeio administrativo, os recursos são transferidos do programa previdencial de cada plano de benefícios para o plano de gestão administrativa, de acordo com o limite estabelecido nos seus respectivos planos de custeio, e do programa de investimentos no valor necessário para o ressarcimento das suas respectivas despesas;
Os investimentos efetuados no mercado de renda fixa são registrados pelo valor de aquisição dos títulos, acrescidos dos rendimentos ! ! ! ! ! ! Descrição RENDA FIXA
Títulos de Respons. do Gov. Fed.
Aplic. em Instituições Financeiras Títulos de Empresas RENDA VARIÁVEL Mercado de Ações Fundos de Investimentos Outros Investimentos INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS Edificações
Direitos em Alienações de Inv. Imobil.
OPERAÇÕES COM PARTICIPANTES
Empréstimos
Total Realizável Prog. Investimentos
Exercício Anterior 2.561.545 287.510 2.213.387 60.648 604.634 430.646 173.988 0 51.425 21.098 30.327 43.448 43.448 3.261.052 R$ mil Composição Consolidada da Carteira de Investimentos
Exercício Atual 2.584.980 1.714.768 806.323 63.889 1.237.246 697.870 250.657 288.719 46.413 20.129 26.284 102.053 102.053 3.970.692 !
4.1 - RENTABILIDADE DOS INVESTIMENTOSA rentabilidade nominal
do ano de 2009, auferida na carteira de investimentos, deduzidas dos gastos de administração, foi de 23,53%, que descontada a inflação calculada pelo INPC/IBGE de 4,11%, resultou numa rentabilidade real líquida de 18,65%, portanto 107,22% acima da meta real de gestão (9% ao ano) e 210,83% acima da meta real atuarial (6% ao ano).
Todos os segmentos atingiram as metas estipuladas na Política de Investimentos 2009, tendo como destaque o segmento consolidado de Renda Variável, que no acumulado do período auferiu uma rentabilidade nominal de 78,34%.
4.2 - TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS - RESOLUÇÃO CGPC Nº 04/2002
Em atendimento ao artigo 8º, da Resolução CGPC n.º 04, de 30 de janeiro de 2002, informamos abaixo a composição das carteiras próprias e fundos exclusivos, consolidados, dos títulos e valores mobiliários em 31 de dezembro de 2009, classificados por faixa de vencimento e com marcação a mercado.
95 1.088 307 2.631 4.121 1.750 4.917 Planos de Benefícios 3.615 -1.978 5.593 294 6.805 398 -100 304 802 40 965 150 -90 221 461 16 632 297 -26 140 463 28 720 213 -213 2 352 37 -37 -CEEE Único CGTEE Único CRM Prev Senge Prev. Participantes Ativos Ex-Autárquicos CTPs* Assistidos Total Pensionistas Designados
*Participantes em Complementação Temporária de Proventos: considerados, na FUNDAÇÃO CEEE, como ativos, aguardando carências para percepção do benefício.
TOTAL 4.984 1.088 523 5.274 11.869 2.130 14.727 Descrição 179 -179 -336 Sinpro Prev. Ceee Prev AES Sul Único RGE Único
Quantidade de Participantes, Assistidos, Pensionistas e Designados
auferidos de acordo com a precificação a mercado;
As ações adquiridas no mercado à vista são registradas pelo custo de aquisição, acrescido de despesas de corretagens e outras taxas incidentes, sendo avaliadas pelo valor de mercado, considerando-se a cotação de fechamento do mercado do último dia do mês em que a ação tenha sido negociada na bolsa de valores;
Os fundos de renda fixa e de renda variável são atualizados pelo valor da cota calculada pelo custodiante, tendo como critério de precificação o mesmo adotado na carteira própria dos respectivos segmentos, exceto no fundo Investidor Institucional, cuja cota é calcula pelo gestor;
Os Investimentos Imobiliários são registrados pelo custo de aquisição e atualizados com base em reavaliações, conforme estabelece a legislação vigente. As depreciações são calculadas pelo método linear e registradas mensalmente, à taxa anual de 10% para instalações e 2% para os prédios, de acordo com o definido na Resolução CGPC n.º 5/2002. Nos casos de reavaliações dos imóveis, a depreciação será calculada pelas taxas estabelecidas em função do tempo de vida útil remanescente de cada bem, definidas em laudos técnicos de avaliação;
Na conta de Operações com Participantes são registrados os empréstimos concedidos, suportados por contratos de mútuo, regidos por cláusulas e condições específicas. A concessão de empréstimo é realizada aos seus participantes e assistidos com recursos dos seus respectivos planos de benefícios a taxas pré-fixadas. A apropriação das receitas ocorre mensalmente, por ocasião do provisionamento de cada parcela;
Os bens imobilizados são depreciados mensalmente, pelo método linear, com base nas taxas anuais definida pela Resolução CGPC n.º 05/2002, sendo móveis/utensílios e máquinas/equipamentos a 10%, e veículos, computadores e periféricos a 20%.
4. DEMONSTRATIVO SINTÉTICO DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS
A carteira de investimentos consolidada da Fundação CEEE, em 31 de dezembro de 2009, estava assim constituída:
!
!
!
4.3 – RENDA FIXA - DESTERCEIRIZAÇÃO
A movimentação percebida do segmento de renda fixa, entre as carteiras de títulos de responsabilidade do governo federal e instituições financeiras, é decorrente da aprovação pelo Conselho Deliberativo da Revisão da Política de Investimentos de 2009, no mês de agosto de 2009, resultando na extinção de quatro de seis fundos exclusivos, no segmento de renda fixa, administrados por instituições financeiras. Os recursos passaram para gestão interna da carteira própria da Fundação CEEE, com o objetivo de redução dos custos com taxas de administração e melhoria de performance. A transferência dos papéis que compunham a carteira dos extintos fundos exclusivos para a carteira própria ocorreram ao longo do último trimestre de 2009.
4.4 – RENDA VARIÁVEL - CRESCIMENTO DO SEGMENTO
O crescimento de 104,62% do segmento em renda variável no exercício de 2009, comparado com a posição do exercício anterior, é decorrente da valorização do mercado de ações que auferiu rendimentos na ordem de 78,34% nominal, bem como, da aplicação em Fundos de Investimentos em Participações que totalizaram em 2009 o valor de R$ 288.719 mil. Descrição Patrocinador CEEE - D CEEE - D CEEE - GT CEEE - GT AES SUL RGE
Total Contrib. Contratadas
Exercício Anterior 73.667 78.960 50.561 54.193 12.595 12.595 282.571 R$ mil Composição Consolidada das Contribuições Contratadas
Exercício Atual 72.509 67.649 46.430 49.766 9.458 9.458 255.270 Sigla do Plano de Benefícios Único da CEEE CeeePrev Único da CEEE CeeePrev Único da AES SUL Único da RGE
4.5 – EMPRÉSTIMOS A PARTICIPANTES – OFERTA DE CRÉDITO DE LONGO PRAZO
A Fundação CEEE, a partir de maio de 2009, ampliou o prazo de concessão da carteira de empréstimos aos participantes e assistidos de 36 para 72 meses. Em comemoração aos 30 anos da entidade, por período pré-determinado de noventa dias, iniciado em 17 de dezembro de 2009, aprovou conceder empréstimos em até 120 meses. As taxas aplicadas foram pré-fixadas que variavam de acordo com o prazo de concessão do empréstimo. Esta decisão resultou no crescimento na carteira de empréstimos na ordem de 134,88%, comparado com o exercício anterior.
4.6 – REAVALIAÇÃO DOS IMÓVEIS
Em dezembro de 2007, a carteira imobiliária da Fundação CEEE, composta por lojas, conjuntos comerciais, boxes de estacionamento, prédios e terrenos, foi reavaliada a valores de mercado por empresa especializada. As avaliações foram feitas de acordo com os padrões da Norma Brasileira para Avaliação de Bens, da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, além dos critérios definidos em legislação específica pela Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social. O resultado positivo apurado na reavaliação dos imóveis foi registrado contabilmente, no mês de dezembro de 2007.
5 – PROVISÃO DE DIREITOS CREDITÓRIOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA
Em atendimento à Resolução CGPC n.º 05/2002, a Fundação CEEE constituiu provisões referentes aos direitos creditórios de liquidação duvidosa, atendendo ao item 31 e seus respectivos critérios, do anexo “E”, da referida Resolução. O montante provisionado é de R$ 7.416 mil, e refere-se à inadimplência da carteira de empréstimos a participantes, de aluguéis de terceiros, de alienações de imóveis, de contribuições de participantes e de valores a receber das patrocinadoras (ações judiciais dos participantes em Complementação Temporária de Proventos e outros).
6 – COMPOSIÇÃO DO GRUPO DE CONTAS “OUTRAS”
Em atendimento à letra “m” - item 21, do Anexo “E”, da Resolução CGPC n.º 05/2002, informamos que a composição da conta “Outras Exigibilidades”, do Programa Previdencial, refere-se a valores de impostos/contribuições a recolher, valores a devolver a participantes, consignações e rubricas de entidades associadas descontadas nas folhas de benefícios dos participantes a pagar. No Programa Administrativo, a composição da conta “Outras Exigibilidades”, refere-se a consignações descontadas em folha de pagamento dos colaboradores e credores diversos a pagar. No grupo de resultados do programa administrativo, o grupo de contas “Outras Receitas”, refere-se a receitas financeiras decorrentes de refere-seguros e no grupo “Outras Despesas Administrativas”, refere-se a despesas de administração do plano de seguros.
7 - CONTRIBUIÇÕES CONTRATADAS
Nessa rubrica estão registrados os Contratos Particulares de Confissão de Dívidas, Constituição de Garantias Reais, Ajustes de Pagamentos de Obrigações e Outras Avenças, firmado entre a Fundação CEEE e as patrocinadoras CEEE - D, CEEE - GT, AES SUL e RGE, relativamente a débitos contraídos até julho de 1995.
Os contratos das Patrocinadoras CEEE - D e CEEE - GT serão saldados em amortizações mensais, até julho de 2018, possuindo em garantia o artigo 6º, da Lei Estadual nº 12.593, de 13 de setembro de 2006, e interveniência às suas contas bancárias pela Fundação CEEE. Os contratos das Patrocinadoras AES SUL e RGE serão saldados até julho de 2012, tendo como garantias a interveniência às suas contas bancárias. As parcelas mensais são calculadas tomando-se como base o saldo devedor, atualizado pelo INPC/IBGE do mês anterior, dividindo-se o resultado obtido pelo número de parcelas remanescentes, acrescido de juros mensais de 9% a.a.
1. Saldos disponíveis dos fundos exclusivos, com aplicação diária.
2. Aplicações em fev/06, jan/07, dez/07 e jul/09, respectivamente, com amortizações mensais;
3. Aplicações em nov/06, dez/09 e abr/08, respectivamente, estando o segundo em fase de amortização.
N a tu re z a : T ít u lo s P ri v a d o s Descrição
LFT- Letras Financ. Tesouro
LTN - Letras Tesouro Nacional
NTN - Notas Tesouro Nacional
1
Oper. Compromissadas (Over)
CDB CCB Debêntures DPGE 2 FIDC 3 CRI TOTAL Vcto 2010 2011 2012 2013 2014 2010 2011 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2017 2020 2024 2035 2045 2010 2010 2011 2015 2012 2013 2014 2015 2020 2014 2010 2012 2013 2015 2016 2019 2024 R$ mil Demonstrativo de Títulos e Valores Mobiliários
Valor de Custo 93.294 36.570 11.095 10.417 12.635 22.577 102.264 94.913 7.351 1.380.138 147.134 556.376 48.297 5.806 58.662 168.018 186.231 94.626 54.672 2.784 57.532 298.393 298.393 21.007 20.007 1.000 90.000 90.000 80.255 9.946 20.000 4.458 45.506 345 43.000 43.000 96.761 16.000 24.277 37.500 18.984 49.289 19.607 18.088 11.594 2.254.401 Valor de Mercado 122.145 53.715 13.522 12.293 15.981 26.634 118.967 110.642 8.325 1.674.840 201.041 701.699 55.608 6.653 62.536 211.844 220.175 95.904 56.825 3.142 59.413 298.492 298.492 21.745 20.707 1.038 90.002 90.002 85.345 12.236 22.831 4.459 45.646 173 44.122 44.122 63.888 1.639 14.514 29.022 18.713 50.691 18.383 18.171 14.137 2.570.237 N a tu re z a : T ít u lo s P ú b li c o s
10.2 - FUNDO ADMINISTRATIVO – PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA
O Fundo Administrativo tem por finalidade proporcionar autonomia administrativa em relação à gestão dos recursos financeiros destinados ao custeio administrativo.
Em 27 de janeiro de 2004, o Conselho Deliberativo aprovou a criação do Plano de Gestão Administrativa - PGA, que tem por objetivo a consolida-ção dos recursos e despesas administrativas dos planos de benefícios, mantendo-se os registros e controles de forma segregada.
O Fundo Administrativo é formado pelo resultado líquido dos recursos oriundos do Programa Previdencial dos Planos de Benefícios, deduzi-das as despesas administrativas do período, acrescido pelo resultado líquido do Plano de Seguros e pelo saldo do Ativo Permanente, como também pela remuneração de investimento proporcional ao patrimônio do respectivo fundo.
Foi aprovada pelo Conselho Deliberativo, em 23 de dezembro de 2009, a distribuição do saldo, em 31 de dezembro de 2009, do fundo do Plano de Seguros para os Fundos Administrativos dos Planos de Benefícios em janeiro de 2010, utilizando-se como critério a proporção do valor total dos prêmios de seguros, pagos mensalmente pelos segurados, pertencentes a cada um dos Planos de Benefícios, em relação à totalidade dos prêmios recebidos.
10.3 - FUNDO DE INVESTIMENTOS
O Fundo do Programa de Investimentos tem por objetivo fazer frente ao saldo devedor dos empréstimos contraídos pelos participantes que vierem a falecer. É constituído pela receita de seguros cobrada nas parcelas de empréstimos, deduzidas as despesas de sinistros e acrescida pelo rendimento auferido na carteira de empréstimos.
11 - CUSTEIO ADMINISTRATIVO
As despesas administrativas dos planos de benefícios são
determina-Plano
Único da CEEE CeeePrev Único da AES SUL Único da RGE Único da CGTEE Total Fundo Previdencial 170.002 30.302 21.707 14.885 10.329 247.225 R$ mil Compromisso Futuro 126.870 0 18.159 12.161 8.578 165.768 Compromisso Passado 43.132 30.302 3.548 2.724 1.751 81.457 Fundo Previdencial Descrição Benefícios Concedidos Benefícios do Plano
( - ) Contrib. do Patroc. S/Benefícios Benefícios a Conceder
Benefícios do Plano com Geração Atual Contribuição Definida
Benefício Definido
( - ) Contrib. do Patroc. S/Benef. Ger. Atual ( - ) Outras Contrib. da Geração Atual ( - ) Provisões Matemáticas a Constituir ( - ) Serviço Passado
Total do Exigível Atuarial
Exerc. Anterior 2.414.884 2.478.244 (63.360) 1.307.909 1.411.038 118.323 1.292.715 (31.833) (71.296) (488.755) (488.755) 3.234.038 R$ mil Composição Consolidada do Exigível Atuarial
Exerc. Atual 2.734.210 2.804.149 (69.939) 1.127.045 1.215.609 157.075 1.058.534 (26.302) (62.262) (288.448) (288.448) 3.572.807
Os Pareceres Atuariais, integrantes dos referidos demonstrativos, refletem que a situação financeiro-atuarial consolidada da Fundação CEEE, em 31 de dezembro de 2009, apresenta um superávit técnico de R$ 310.438 mil.
O saldo da Provisão Matemática a Constituir dos Planos Únicos da CEEE, da AES SUL, da RGE e da CGTEE, será pago em 132 meses (11 anos), por meio de taxa suplementar de contribuição, cobrada das Patrocinadoras, sobre a folha total de salário dos empregados celetistas participantes desses planos. A partir de fevereiro de 2010, as taxas a vigorarem são: 30,72% à Patrocinadora CEEE-GT e CEEE-D; 10,51% à AES SUL, 17,86% à RGE e 4,23% à CGTEE.
Para o Plano CeeePrev, a Provisão Matemática a Constituir é calculada financeiramente, tendo por base o valor Provisão Matemática a Constituir relativa ao mês de outubro de cada ano, dividindo-a pelo prazo a decorrer até 2022, gerando parcelas fixas durante 12 meses. No exercício de 2009, as parcelas de janeiro a outubro eram de R$ 3.409 mil, e a partir de novembro as parcelas passaram a ser de R$ 1.858 mil.
10 - FUNDOS
10.1 - FUNDO PREVIDENCIAL
A Fundação CEEE possui um Fundo Previdencial, que tem por objetivo resguardar o patrimônio dos planos de benefícios frente ao nível de demandas judiciais dos participantes, que poderão ter impacto nos compromissos futuros dos planos. Estes Impactos referem-se ao valor necessário à garantia de pagamento do acréscimo do benefício (compromisso passado), além do reflexo dessa diferença no cálculo das Provisões Matemáticas de Benefícios Concedidos. A reversão do fundo ocorrerá quando do êxito da Fundação CEEE nas ações judiciais, como também na medida em que as decisões judiciais forem ocorrendo e atendam os requisitos definidos para a provisão no exigível contingencial, e, após a liquidação de sentença, do respectivo compromisso integralizado no valor das Provisões Matemáticas do plano. Segue abaixo quadro com a composição do Fundo Previdencial em dezembro de 2009.
Descrição
Programa Previdencial Programa Administrativo Programa de Investimentos Total Exigível Contingencial
Exercício Anterior 13.170 112 18.021 31.303 R$ mil Composição Consolidada das Contribuições Contratadas
Exercício Atual 32.356 102 18.396 50.854 R$ mil Exigível Contingencial 8.1 - PROGRAMA PREVIDENCIAL
Estão registrados os valores de prováveis perdas sobre as reclamatórias de benefícios referentes às postulações de c o m p l e m e n t a ç ã o d e a p o s e n t a d o r i a , a u x í l i o d o e n ç a , complementação/suplementação de aposentadoria, pensão e restituição de contribuição, questionados judicialmente. Há, também, os valores relativos a direitos dos planos de benefícios não solicitados pelos participantes, quando de seus desligamentos das Patrocinadoras. A Fundação CEEE adota como critério para o registro dessas contingências provisionar ações avaliadas juridicamente como provável perda e que podem impactar negativamente o resultado da entidade.
8.2 - PROGRAMA ADMINISTRATIVO
Estão registrados os valores referentes às prováveis perdas, predominando ações de reclamatórias trabalhistas promovidas por ex-colaboradores da Fundação CEEE, conforme critério mencionado na nota 8.1.
8.3 - PROGRAMA DE INVESTIMENTOS
Estão registradas as pendências judiciais referentes:
8.3.1 - CSLL - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO
Essa provisão refere-se à CSLL incidente sobre o superávit técnico ocorrido nos planos de benefícios nos exercícios de 1999 e 2001. A Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – ABRAPP ingressou com Ação Judicial Coletiva questionando a cobrança indevida desta contribuição, na qual a Fundação CEEE é parte integrante.
8.3.2 - REGULARIZAÇÃO DE IMÓVEIS
Foram provisionados os valores referentes à escrituração, averbação e INSS sobre a construção, bem como os custos estimados para a adequação das instalações de acordo com as normas vigentes do complexo do Centro Administrativo Engenheiro Noé Mello de Freitas, alienados à Patrocinadora CEEE-GT.
8.3.3 - ITBI – IMPOSTO DE TRANSMISSÃO DE BENS INTERVIVOS
Valores referentes a aquisições de salas e box do imóvel na Av. Farrapos n.º 235, não depositados judicialmente.
9 - RESERVAS TÉCNICAS
As Reservas Técnicas estão registradas de acordo com os Demonstrativos dos Resultados da Avaliação Atuarial – DRAA’s dos Planos de Benefícios, emitidos em 10 de fevereiro de 2010, pela Empresa Jessé Montello - Serviços Técnicos em Atuária e Economia LTDA., sob a responsabilidade do atuário José Roberto Montello - MIBA 426, tomando por base o balancete contábil em 31 de dezembro de 2009.
8 – EXIGÍVEL CONTINGENCIAL
De acordo com a Resolução CGPC n.º 05/2002, contingências são incertezas que dependem de eventos futuros, podendo impactar na situação econômico-financeira da entidade. Em atendimento a este ato normativo, a Fundação CEEE apresenta no seu Exigível Contingencial o registro de provisões de caráter previdencial, administrativo e de investimentos.
recebido pela Fundação CEEE em 14 de maio de 2009. O referido relatório abordava dois itens: a) Plano de Custeio – Dimensionamento e Execução: que foi concluído pelos fiscais não existir irregularidades, e; b) Destinação de Resultados: que também foi concluído que a entidade está procedendo de acordo com o regulamento do plano de benefícios, onde então encerrou a verificação fiscal relativo a este quesito.
No entanto, o DETEC solicitou em 30 de abril de 2009, informações que comprovassem o cumprimento da paridade contributiva entre partici-pantes e a patrocinadora, sendo respondido pela entidade em junho de 2009. Até o presente momento não houve manifestação da SPC.
12.4.2 – Planos Únicos da CEEE, AES SUL e RGE
Quanto ao Relatório de Fiscalização dos Planos Únicos: da CEEE - Relatório de Fiscalização nº 004/2008/SPC/ESRS; da AES Sul - Relatório de Fiscalização n.º 015/2008/ESRS e da RGE - Relatório de Fiscalização n.º 025/2008/ESRS, até o presente momento não houve manifestação da SPC.
12.5 – AUDITORIA DE BENEFÍCIOS
Por deliberação do Conselho Deliberativo, foi contratada em 23 de agosto de 2006, empresa de Auditoria Externa para avaliar o sistema aplicado na concessão de Benefícios e modelagem do banco de dados, entre outros. O relatório preliminar foi entregue em setembro de 2007, e a Fundação CEEE questionou a consistência do trabalho apresentado. O relatório final foi encaminhado pela auditoria externa à Fundação CEEE em novembro de 2008, estando em fase de avaliação com o encerramento previsto para junho 2010.
12.6 – RESOLUÇÃO CGPC Nº 26/2008
A Resolução n.º 26, de 29 de novembro de 2008, dispõe sobre as condições e os procedimentos a serem observados na destinação e utilização de superávit e no equacionamento de déficit dos planos de benefícios de caráter previdenciário.
12.6.1 – Plano único da RGE
O Plano Único da RGE apresentou superávit de 42,19% em relação às Provisões Matemáticas, sendo 25%, alocado em Reserva de Contingências e 17,19% em Reserva para Revisão de Plano.
O superávit desse plano vem mantendo-se acima de 25% das Provisões Matemáticas desde 2003, apesar das adequações realiza-das no plano de benefícios ao longo desses anos.
No parecer atuarial emitido pelo responsável técnico do plano, item 3, datado de 10 de fevereiro de 2010, destaca que caso seja adotada as premissas biométricas e taxa de juros atuariais em consonância com a Resolução CGPC nº 26 de 29 de setembro de 2008, o superávit técnico passa a ser inferior a 25% do total das Provisões Matemáticas, portanto passível de realizar as adequações pertinentes citadas na referida Resolução.
12.6.2 – Planos Únicos da CEEE - D e CEEE - GT, da CGTEE e da AES SUL
Na Avaliação Atuarial de dezembro/2009, os Planos Únicos da CEEE - D e CEEE - GT, da CGTEE e da AES SUL, apresentaram superávits inferiores a 25% das Provisões Matemáticas, sendo totalmente alocados na Reserva de Contingência.
12.6.3 – Planos CeeePrev, CRMPrev, SENGE Previdência e SINPRORS Previdência
No CeeePrev, CRMPrev, SENGE Previdência e SINPRORS Previdência o resultado das reavaliações atuariais de dezembro de 2009 apresentam as Provisões Matemáticas iguais ao Ativo Líquido, face a natureza dos respectivos planos de benefícios.
12.7 - ALTERAÇÃO REGULAMENTAR NO CeeePrev
A Secretaria de Previdência Complementar - SPC, aprovou em 28 de janeiro de 2009, por meio da Portaria nº 2.723, as seguintes adequa-ções regulamentares no plano de benefício do CeeePrev: reajuste anual dos benefícios desvinculado à rentabilidade do plano, possibili-tando a atualização pelo INPC do IBGE positivo integral ocorrido no ano anterior; o salário de participação, para cálculo dos benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, passou a ser calculado pela média aritmética simples dos salários de participação dos últimos doze meses, excluído o 13º salário, atualizado pelo índice de reajuste do plano; e, no resgate de poupança, o participante poderá resgatar no mínimo 80% e no máximo 100% da Conta Identificada da Patrocinadora - CPI.
das proporcionalmente à participação e ao envolvimento operacional da estrutura administrativa da Fundação CEEE nos respectivos planos, definida em tabela de rateio avaliada e aprovada anualmente pelo Conselho Deliberativo. Essas despesas são cobertas pelos Programas Previdencial dos Planos de Benefícios e Investimentos, exceto as despesas diretas e indiretas do Plano de Seguros (PS), que são cobertas integralmente pelo respectivo Plano.
A cobertura das despesas administrativas dos Planos Únicos das Patrocinadoras CEEE -D, CEEE - GT, AES SUL, RGE e CGTEE é 15%, calculadas sobre a contribuição previdenciária normal.
Para o Plano CeeePrev o custeio administrativo é coberto por Fundo Administrativo instituído quando da sua criação e taxa de administração de 9,3%, que é calculada sobre a contribuição básica de benefícios programáveis e contribuição básica de riscos.
Para o Plano CRMPrev a cobertura das despesas administrativas é realizada por meio da taxa de administração de 0,4%, calculada sobre o salário de participação.
Para o Plano Instituidor SENGE Previdência a cobertura das despesas administrativas foi realizada por meio da taxa de administração mensal cobrada dos participantes, de R$ 4,48 até março de 2009, e de R$ 4,75, a partir de abril de 2009.
Para o Plano Instituidor SINPRORS Previdência a cobertura das despesas administrativas foi realizada com base na taxa de administra-ção decrescente variando de 4% a 2%, incidente sobre a contribuiadministra-ção programada, cobrada dos participantes.
12 - FATOS RELEVANTES
12.1 – ADESÃO SINTAE AO SINPRO-RS PREVIDÊNCIA – Plano Instituidor
Em 13 de novembro de 2009, foi aprovada na Secretaria de Previdência Complementar – SPC pela Portaria nº 3.152, a adesão do SINTAE-RS – Sindicato dos Trabalhadores em Administração Escolar do RS ao plano de benefícios SINPRORS PREVIDÊNCIA.
12.2- RESOLUÇÃO CGPC N.º 19/2006 - ADEQUAÇÃO PLANO CGTEE
A Secretaria de Previdência Complementar - SPC aprovou em 02 de março de 2009, por meio da Portaria 2.796, alteração regulamentar do Plano Único da CGTEE visando adaptá-lo ao disposto na Resolução CGPC n.º 19, de 25 de setembro de 2006 e na Instrução SPC n.º 15, de 18 de janeiro de 2007, que ficara pendente de aprovação no ano de 2008 na Secretaria de Previdência Complementar – SPC, face a espera de manifestação formal do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais – DEST, exigido pela SPC. Com a destacada aprovação a Fundação CEEE adequou todos os planos de benefícios sob sua administração a Resolução CGPC nº 19/2006.
12.3 - PLANO ÚNICO DA RGE – FECHAMENTO A NOVAS ADESÕES
Em março de 2009, a Fundação CEEE encaminhou à Secretaria de Previdência Complementar - SPC processo para alteração regulamen-tar no Plano Único da RGE, visando regularizar o fechamento a novas adesões ao plano. A Secretaria devolveu o processo exigindo declara-ção de concordância do órgão de supervisão e controle da patrocinado-ra no Estado do Rio Gpatrocinado-rande do Sul. A RGE alega não existir esse órgão a nível estadual, porém não emitiu até o momento a formalização necessária para andamento do processo.
12.4 –SECRETARIA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR – FISCALIZAÇÃO
12.4.1 – Plano CeeePrev
A Secretaria de Previdência Complementar – SPC comunicou em 12 de maio de 2009, o encerramento da ação fiscal do Plano de Benefícios do CeeePrev, registrado no Relatório de Fiscalização nº 019/2007/ESRS, exceto quanto aos itens 3.2.4 - Custeio – Contribuições Amortizantes e 3.4 – Apuração do Resultado, face estar aguardando manifestação do Departamento de Análise Técnica – DETEC.
O Plano CeeePrev foi novamente fiscalizado no período de 02 de dezembro de 2008 a 13 de março de 2009, originando o Relatório de Fiscalização nº 004/2009/ESRS, datado de 27 de abril de 2009,
12.8 – MUDANÇA NO PERFIL DE GESTÃO DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS
A Fundação CEEE com base nas mudanças estruturais ocorridas na economia, dentre elas a crise internacional e redução dos juros básicos pelo Banco Central do Brasil, desenvolveu estudo sobre as formas de gestão dos recursos garantidores dos planos de benefícios e novas alternativas de investimentos, objetivando uma performance superior ao mínimo atuarial e à meta de gestão. Com base neste trabalho foi proposta Revisão da Política de Investimentos, sendo aprovada pelo Conselho Deliberativo em agosto de 2009.
O resultado do trabalho culminou na extinção de quatro de seis fundos exclusivos no segmento de renda fixa administrados por instituições financeiras e transferência dos recursos para gestão da carteira própria da entidade. Esta decisão significou maior independência na gestão dos investimentos, diminuição nos custos com taxa de administração e incremento na performance da carteira de investimentos. Como alternativas de investimentos foram direcionados recursos para crédito privado, fundos de investimentos em participações, aluguel de ações, diversificação no segmento de imóveis, programa de crédito de longo prazo aos participantes, dentre outros.
12.9 - RESOLUÇÃO CMN Nº 3.792/2009
Em 24 de setembro de 2009 foi divulgada a Resolução CMN nº 3.792 que estabeleceu as novas diretrizes de aplicação de recursos garanti-dores dos planos administrados pelas entidades fechadas de previdên-cia complementar. Esta norma criou dois novos segmentos de aplica-ções, os investimentos estruturados e no exterior, além dos já conheci-dos renda fixa, renda variável, imóveis e operações com participantes. Estabeleceu maior responsabilidade aos administradores, determinan-do a certificação obrigatória determinan-dos dirigentes e demais participantes no processo decisório dos investimentos, maior ênfase nos processos de gestão de riscos, flexibilização dos limites e elevada preocupação nos controles internos, dentre outros.
12.10 – NOVO REGRAMENTO CONTÁBIL PARA 2010
O Conselho de Gestão da Previdência Complementar – CGPC divulgou a Resolução nº 28, em 26 de janeiro de 2009, que dispõe sobre os procedimentos contábeis das entidades fechadas de previdência complementar, detalhada na Instrução SPC nº 34 de 24 de setembro de 2009.
Estes atos normativos estabelecem a nova planificação das demonstra-ções e procedimentos contábeis que vigorarão em 2010. Consagrando estas alterações o Conselho Federal de Contabilidade divulgou a Resolução nº 1.272 em 22 de janeiro de 2010, aprovando a NBC TE 11 - Norma Brasileira de Contabilidade Técnica, primeiro normativo emitido pelo respectivo órgão, sobre procedimentos técnicos de entidades fechadas de previdência Complementar.
A Resolução determinou também a criação do Plano de Gestão Administrativo – PGA de forma obrigatória a todas as EFPCs, com seu respectivo regulamento aprovado pelo Conselho Deliberativo.
12.11 – RESOLUÇÃO DO CGPC Nº 29/2009 – CRITÉRIOS E LIMITES DO CUSTEIO ADMINISTRATIVO
Em 31 de agosto de 2009, o Conselho de Gestão de Previdência Complementar - CGPC divulgou a Resolução nº 29, que dispõe sobre os critérios e limites para custeio das despesas administrativas pelas EFPC, revogando a Resolução CPC nº 01 de 09 de outubro de 1978, que determinava o limite das fontes de custeio na ordem de 15% sobre as receitas previdenciais.
A nova Resolução estabeleceu as seguintes fontes de custeio: contribu-ições dos participantes e patrocinadores/instituidores, reembolso das
patrocinadoras/instituidores, resultado dos investimentos, receitas administrativas, fundo administrativo, dotação inicial e doações, como também limites para cobertura das respectivas despesas, sendo estas prerrogativas do Conselho Deliberativo da entidade.
Para as entidades regidas pela Lei Complementar nº 108/2001, caso em que Fundação CEEE esta inserida, a Resolução definiu que o Conselho Deliberativo deverá estabelecer o limite anual de recursos destinados aos conjuntos dos planos de benefícios, entre: i) até 1% de taxa de administração sobre os investimentos; ii) até 9% de taxa de carregamento (contribuição administrativa). Estabeleceu também critérios quantitativos e qualitativos das despesas administrativas e acompanhamento pelo Conselho Fiscal, dentre outras.
12.12 – CRIAÇÃO DA PREVIC
Em 23 de dezembro de 2009 foi criada a Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC, Lei nº 12.154, vinculada ao Ministério da Previdência Social, que atuará como entidade de fiscaliza-ção e de supervisão das atividades das entidades fechadas de previ-dência complementar e de execução das políticas para o regime de previdência complementar. Altera também a denominação do então Conselho de Gestão de Previdência Complementar - CGPC para Conselho Nacional de Previdência Complementar – CNPC que terá a função de órgão regulador do regime de previdência complementar e cria a Câmara de Recursos da Previdência Complementar, instância recursal e de julgamento das decisões citadas nos incisos III e IV do artigo 7º, da Lei acima citada.
13 - EVENTOS SUBSEQUENTES
13.1 - AJUSTES PREVISTOS PARA O PLANO ÚNICO DA PATROCINADORA CGTEE
Em 14 de dezembro de 2009 foi aprovado pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – DCGEE, a alteração regulamentar que prevê reajuste nos valores dos benefícios de pagamento de renda mensal, em janeiro de cada ano, pela variação positiva do Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, ocorrida de janeiro a dezembro do ano anterior, que não implica em acréscimo de Provisões Matemáticas. A alteração regulamentar foi inserida no Portal da PREVIC em 13 de janeiro de 2010.
A Patrocinadora CGTEE e seus órgãos de fiscalização estão avaliando o texto regulamentar que prevê a manutenção do teto da Previdência Social nos níveis vigentes antes da Emenda Constitucional nº 41, atualizados mensalmente. Este ajuste afetará o valor de referência da Previdência e implica em acréscimo de compromissos do Plano, impactando nas Provisões Matemáticas.
Em decorrência do resultado do plano obtido na avaliação atuarial de dezembro de 2009, e da publicação da Resolução CGPC nº 26/2008, que estabelece normas para destinação e utilização do superávit dos planos de benefícios, caso ocorra aprovação pelos órgãos competentes da Patrocinadora, será necessário estabelecer a fonte de custeio correspondente à cobertura do acréscimo das Provisões Matemáticas.
13.2 – NOVO PLANO DE BENEFÍCIOS - PATROCINADORA CGTEE
Em atendimento as diretrizes estabelecidas no Planejamento Estratégico da Fundação CEEE aprovada pelo Conselho Deliberativo, relativamente ao Programa de Expansão, a entidade desenvolveu plano de benefícios sob medida para atendimento das demandas da Patrocinadora CGTEE, compatível com as suas políticas de recursos humanos de ofertar aos seus novos colaboradores um plano de contribuição definida. O plano está em fase de decisão na Patrocinadora.
HUMBERTO FAÇANHA DA COSTA FILHO PRESIDENTE
C.P.F. 163.909.620-53
JEFERSON LUIS PATTA DE MOURA DIRETOR DE SEGURIDADE C.P.F. 360.117.700-53
GERSON CARRION DE OLIVEIRA DIRETOR FINANCEIRO
C.P.F. 191.729.400-00
MANUEL ANTONIO RIBEIRO VALENTE DIRETOR ADMINISTRATIVO C.P.F. 117.884.880-91
ROSÁLIA APARECIDA RODRIGUES DA ROSA CONTADORA
C.P.F. 428.150.700-06 CRC/RS 45.257
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