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D.CIVILV Propriedade mod 1

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Academic year: 2021

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(1)
(2)

OBJETIVO

Conhecer o instituto da propriedade

e seus elementos constitutivos.

(3)

ROTEIRO

Introdução Conceito Elementos constitutivos Caracteres da propriedade Objeto da propriedade Espécies de propriedade

(4)

ROTEIRO

Introdução Conceito Elementos constitutivos Caracteres da propriedade Objeto da propriedade Espécies de propriedade

(5)

Introdução

A propriedade está tratada no CC, no título III, do livro III da parte especial do CC, dos artigos 1.228 até o 1.276

(6)

Evolução histórica

No inicio das civilizações as formas

originárias da propriedade tinham feições comunitárias (ex. indígenas);

Nos primórdios da cultura romana a

propriedade era da cidade. Cada individuo possuía uma restrita porção de terra.

(7)

Evolução histórica

Posteriormente esta propriedade coletiva deu lugar a propriedade da família e assim, à propriedade privada.

Propriedade individual sobre os objetos necessários à existência de cada um;

Propriedade individual sobre os bens de uso particular, suscetíveis de serem trocados

(8)

Evolução histórica

Propriedade individual sobre os objetos necessários à existência de cada um;

Propriedade individual sobre os bens de uso particular, suscetíveis de serem trocados

(9)

Evolução histórica

Propriedade dos meios de trabalho e de produção;

Propriedade individual nos moldes capitalistas

(10)

Evolução histórica

Na idade média os feudos foram dados como usufruto condicional a certos

beneficiários que se comprometiam a prestar serviços.

Com a revolução francesa (1789) somem os últimos traços do feudalismo.

(11)

Evolução histórica

Modernamente, a configuração da

propriedade dependeu do regime político (comunismo/socialismo x capitalismo)

Ao lado das restrições voluntárias ao direito de propriedade (superfície, usufruto, etc)

aparecem aquelas oriundas de imposição estatal

(12)

Introdução

A configuração do instituto da propriedade recebe direta e profunda influencia dos

regimes políticos/ sistema jurídico em que é concebido

Assim, o conceito de propriedade e sua proteção estão submetidos a um intenso processo de relativização

(13)

Introdução

A origem do vocábulo é incerta: uns

entendem que deriva do latim: proprietas, que por sua vez deriva de proprius, que designa algo que pertence a uma pessoa

Assim, propriedade indicaria toda a relação jurídica de apropriação de um bem corpóreo ou incorpóreo

(14)

Introdução

Então, em sentido amplo, o direito de

propriedade recai sobre coisas corpóreas e incorpóreas

recaindo exclusivamente sobre coisa

corpórea tem a denominação de domínio, que significa sujeitar, dominar,

(15)

Introdução

Propriedade x Domínio

A propriedade é um direito complexo que se instrumentaliza pelo domínio, possibilitando ao seu titular o exercício da faculdade de

usar, gozar, dispor e reivindicar a coisa que lhe serve de objeto (art. 1228)

(16)

Introdução

Fundamento jurídico do domínio

MHD aponta que há grande divergência entre os autores sobre a legitimidade da propriedade. A corrente doutrinária mais sólida a esse

(17)

Introdução

A propriedade é inerente à natureza do

homem, sendo condição de sua existência e pressuposto de sua liberdade.

O homem transforma seus atos de apropriação em direitos que são

assegurados pela sociedade, mediante normas jurídicas

(18)

Introdução

Assim, a propriedade, decorrente da própria natureza do ser humano, que visa atender às suas necessidades, além da função

social e pelo serviço que presta à sociedade civilizada justifica plenamente a existência jurídica da propriedade. (MHD)

(19)

Introdução

Restrições à propriedade no CC

Restrições relativas aos direitos de vizinhança Preservação do meio ambiente, terras

(20)

Introdução

O fortalecimento do Direito Constitucional no âmbito das relações privadas: função social da propriedade.

Restrições impostas com o intuito de coibir abuso e impedir que o exercício do direito de propriedade acarrete prejuízo ao bem estar social

(21)

Introdução

Assim, a CF/88 (art. 5º, XXII), reconhecendo o direito de propriedade, determina que o

mesmo seja exercido atendendo-se à sua função social.

(22)

Introdução

Em consonância, o art. 1.228 e §§ afasta o individualismo e coíbe o uso abusivo da

propriedade, que deve ser utilizada para o bem comum

(23)

Introdução

Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que

(24)

Introdução

§ 1o O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas

finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade

com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio

ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das

(25)

Introdução

§ 1o O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas

finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade

com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio

ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das

(26)

Introdução

§ 3o O proprietário pode ser privado da coisa, nos casos de desapropriação, por necessidade ou utilidade pública ou

interesse social, bem como no de requisição, em caso de perigo público iminente.

(27)

Introdução

§ 3o O proprietário pode ser privado da coisa, nos casos de desapropriação, por necessidade ou utilidade pública ou

interesse social, bem como no de requisição, em caso de perigo público iminente.

(28)

Introdução

§ 4o O proprietário também pode ser privado da coisa se o imóvel reivindicado consistir

em extensa área, na posse ininterrupta e de boa-fé, por mais de cinco anos, de

considerável número de pessoas, e estas nela houverem realizado, em conjunto ou separadamente, obras e serviços

considerados pelo juiz de interesse social e econômico relevante.

(29)

Introdução

§ 4o O proprietário também pode ser privado da coisa se o imóvel reivindicado consistir

em extensa área, na posse ininterrupta e de boa-fé, por mais de cinco anos, de

considerável número de pessoas, e estas nela houverem realizado, em conjunto ou separadamente, obras e serviços

considerados pelo juiz de interesse social e econômico relevante.

(30)

Introdução

§ 5o No caso do parágrafo antecedente, o juiz fixará a justa indenização devida ao

proprietário; pago o preço, valerá a sentença como título para o registro do imóvel em nome dos possuidores.

(31)

Introdução

§ 5o No caso do parágrafo antecedente, o juiz fixará a justa indenização devida ao

proprietário; pago o preço, valerá a sentença como título para o registro do imóvel em nome dos possuidores.

(32)

Introdução

Assim, busca-se o equilíbrio entre o direito de propriedade, como uma forma de

satisfação de interesses particulares, e sua função social, que visa atender ao interesse público e ao cumprimento de deveres para com a sociedade

(33)

ROTEIRO

Introdução Conceito Elementos constitutivos Caracteres da propriedade Objeto da propriedade Espécies de propriedade

(34)

Conceito

O art. 1.228 do CC, não oferece uma definição de propriedade limitando-se a enunciar os poderes do proprietário:

(35)

Conceito

Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que

(36)

Conceito

Trata-se, portanto, de um direito real

complexo, compreendendo as faculdades de usar, gozar e frui, bem como de dispor e

(37)

Conceito

Segundo Carlos Roberto Gonçalves, trata-se do mais completo dos direitos subjetivos, a matriz dos direitos reais e o núcleo do direito das coisas.

(38)

Conceito

Para MHD, o direito de propriedade é o

direito que a pessoa natural ou jurídica tem, dentro dos limites normativos, de usar, gozar e dispor de um bem, corpóreo ou incorpóreo, bem como de reivindicá-lo de quem

(39)

ROTEIRO

Introdução Conceito Elementos constitutivos Caracteres da propriedade Objeto da propriedade Espécies de propriedade

(40)

Elementos constitutivos

O direito de usar a coisa; O direito gozar ou usufruir; O direito de dispor.

(41)

Elementos constitutivos

O direito de usar a coisa

É o jus utendi. É o direito de tirar dela todos os serviços que ela pode prestar, sem que haja alteração de sua substância.

O titular do jus utendi pode utilizá-lo/ deixar de utilizá-lo, conforme lhe convier

(42)

Elementos constitutivos

O jus utendi é o direito de usar a coisa,

dentro das restrições legais afim de se evitar o abuso de direito.

Pode sofrer, portanto, limitações em função do bem estar da coletividade.

(43)

Elementos constitutivos

O direito gozar ou usufruir

É o direito de explorar economicamente a

coisa. O jus fruendi exterioriza-se na percepção dos frutos e na utilização dos produtos da coisa

(44)

Conceito

Art. 1.232. Os frutos e mais produtos da

coisa pertencem, ainda quando separados, ao seu proprietário, salvo se, por preceito jurídico especial, couberem a outrem.

(45)

Elementos constitutivos

O direito de dispor

O jus abutendi ou disponendi equivale ao

direito de dispor da coisa o poder aliená-la a título oneroso (venda) ou gratuito (doação)

(46)

Elementos constitutivos

O direito de dispor abrange também

:

- O poder de consumir a coisa;

- O poder de gravá-la com ônus (penhor hipoteca, servidão), e

(47)

Elementos constitutivos

Exemplo

:

uma casa

direito de usar: habitar dela gozar: alugar;

(48)

Elementos constitutivos

Rei vindicatio

É o poder que tem o proprietário de mover ação para obter o bem de quem injustamente o

(49)

ROTEIRO

Introdução Conceito Elementos constitutivos Caracteres da propriedade Objeto da propriedade Espécies de propriedade

(50)

Características da propriedade

Caráter absoluto

Por sua oponibilidade erga omnes e também por ser o mais completo de todos os direitos reais, podendo seu titular desfrutar e dispor da coisa como quiser, sujeitando-se apenas à

limitações de interesse público (art. 1.228 §§ 1º e 2º)

(51)

Conceito

Art. 1.231. A propriedade presume-se plena e exclusiva, até prova em contrário.

(52)

Caracteres da propriedade

Exclusividade

A mesma coisa não pode pertencer com

exclusividade e simultaneamente a duas ou mais pessoas.

No caso de condomínio, os condôminos são conjuntamente titulares do direito

(53)

Caracteres da propriedade

Exclusividade

O condomínio implica em uma divisão abstrata da propriedade, cabendo a cada condômino

(54)

Caracteres da propriedade

Perpetuidade

A perpetuidade do domínio resulta do fato de que ele subsiste independentemente de

exercício, enquanto não sobrevier causa

extintiva legal ou oriunda da vontade do titular. Portanto não se extingue pelo não uso.

(55)

Caracteres da propriedade

Elasticidade

Orlado Gomes apresenta, ainda, a elasticidade pois o domínio pode ser distendido ou

contraído em seu exercício, conforme lhe

adicionem ou subtraiam poderes destacáveis. (P. Ex. usufruto)

(56)

ROTEIRO

Introdução Conceito Elementos constitutivos Caracteres da propriedade Objeto da propriedade Espécies de propriedade

(57)

Objeto da propriedade

Quanto ao objeto

Podem ser objeto da propriedade tudo aquilo que dela não for excluído por força de lei.

Podem ser objeto do domínio os bens corpóreos (móveis ou imóveis)

(58)

Objeto da propriedade

Limitações

Apesar de poder ser delimitada

horizontalmente, a propriedade pode

apresentar controvérsia quanto à sua extensão vertical.

(59)

Objeto da propriedade

Limitações

Qual seria o limite do domínio quanto ao

subsolo e ao espaço aéreo correspondente à propriedade delimitada na superfície?

(60)

Objeto da propriedade

Limitações

(61)

Objeto da propriedade

Art. 1.229 A propriedade do solo abrange a do espaço aéreo e subsolo correspondentes, em

altura e profundidade úteis ao seu exercício, não podendo o proprietário opor-se a atividades que sejam realizadas, por terceiros, a uma altura ou profundidade tais, que não tenha ele interesse legítimo em impedi-las.

(62)

Objeto da propriedade

Limitações

Assim, o titular da propriedade imobiliária pode edificar obras altas, levantar antenas, pode

impedir que haja construções de seus vizinhos, colocação de postes que possibilitem a

passagem de fios, tendo o direito de excluir tudo o que interfira com o aproveitamento da coisa.

(63)

Objeto da propriedade

Limitações

Porém não pode impedir a passagem de um

avião, a passagem de cabos aéreos de energia elétrica, assim como impedir a instalação de

dutos subterrâneos a serviço da utilidade pública, ou metrô.

(64)

Objeto da propriedade

Limitações

Pois nestes casos não tem nenhum interesse em impugnar a realização de trabalhos que se efetuem a uma certa altura ou profundidade de tal modo que não acarrete risco para sua

(65)

Objeto da propriedade

Art. 1.286 Mediante recebimento de indenização que atenda, também, à desvalorização da área

remanescente, o proprietário é obrigado a tolerar a passagem, através de seu imóvel, de cabos,

tubulações e outros condutos subterrâneos de serviços de utilidade pública, em proveito de

proprietários vizinhos, quando de outro modo for impossível ou excessivamente onerosa.

(66)

Objeto da propriedade

Limitações

O poder público pode, dependendo da

localização, impor restrições tais como limites de altura à construção, recuo do alinhamento ou impedir certos tipos de edificações,

(67)

Objeto da propriedade

Limitações

Quanto ao subsolo, as minas, jazidas,

monumentos arqueológicos e outros têm autonomia jurídica, sendo incorporados ao patrimônio da União. (art. 84/Código de

mineração, art. 76/CF (EC 06/95) e art. 1.230 /CC)

(68)

Objeto da propriedade

Art. 1.230. A propriedade do solo não

abrange as jazidas, minas e demais recursos minerais, os potenciais de energia hidráulica, os monumentos arqueológicos e outros bens referidos por leis especiais.

(69)

Objeto da propriedade

Art. 1.230, Parágrafo único:

O proprietário do solo tem o direito de explorar os recursos minerais de emprego imediato na construção civil, desde que não submetidos a transformação industrial, obedecido o disposto em lei especial.

(70)

Objeto da propriedade

Desta forma, tudo o que se incorpora ao

solo, desde que não possa ser retirado sem destruição de sua substância, bem como

tudo que se empregar no imóvel visando sua exploração ou conforto se constitui parte

(71)

Objeto da propriedade

Art. 1.231.

A propriedade presume-se plena e exclusiva, até prova em contrário.

Art. 1.232.

Os frutos e mais produtos da coisa pertencem, ainda quando separados, ao seu proprietário, salvo se, por preceito jurídico especial,

(72)

Objeto da propriedade

E a propriedade imaterial?

A propriedade imaterial é regulada como uma relação de domínio do mesmo teor de um bem corpóreo.

A CF, em seu art 5º, XXVII e XXIX, admite a propriedade imaterial situando-a no mesmo plano da propriedade sobre coisas corpóreas

(73)

Objeto da propriedade

Art. 5º

XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.

(74)

Objeto da propriedade

Art. 5º, XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às

criações industriais, à propriedade das

marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e

Referências

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