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Fontes de Alimentação Chaveadas

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(1)

Fontes de Alimentação Chaveadas

QUALIENERGI

Centro Virtual de Pesquisas em

Qualidade da Energia Elétrica

LEP – Laboratório de

Eletrônica de Potência

(2)

Introdução às Fontes Chaveadas

Prof. Dr. Carlos Alberto Canesin

QUALIENERGI

Centro Virtual de Pesquisas em

Qualidade da Energia Elétrica

LEP – Laboratório de

Eletrônica de Potência

(3)

Fontes Lineares (versus) Fontes

Chaveadas

Eficiência (Rendimento)

V

g

V

T

V

O

+

+

-I

g

I

R

≈ I

g

η = (V

O

·I

R

) / (V

g

·I

g

)

η ≈ V

O

/ V

g

I

R

Fonte Linear: o rendimento depende da tensão de entrada.

(4)

Sistemas baseados em reguladores

lineares

Rede

CA

Carga1

+5V

Carga2

+15V

Carga3

-15V

Transformador de

baixa freqüência Retificadores

Reguladores Lineares

(5)

Sistema de alimentação baseado

em reguladores lineares

Poucos componentes

Robustos

Sem geração de EMI

Ripple reduzido

Pesados e volumosos

Reduzido rendimento

Variação tensão entrada

Tempo de sustentação

(6)

Conversores Chaveados

Idéia básica

Carga

Regulador linear

V

g

Carga

PWM

V

O

+

-V

O

V

g

t

Regulador comutado

(7)

•Rendimento ↑

•Volume e Peso ↓

•Densidade de Potência ↑

•Fator de Potência ↑

•Distorções Harmônicas ↓

•Compatibilidade Eletromagnética.

“C onversor

PEntrada “C onversor” PSaída

Objetivos Fontes

Chaveadas

(8)

Conversores eletrônicos de potência

Circuito

de

potência

Circuito de

comando

Entrada

Saída

(9)

Múltiplas cargas (multi-saída)

+

Fonte

Chaveada

Fonte primária de

energia elétrica

Carga1 ; V

1

Carga2 ; V

2

(10)

Múltiplas cargas e fontes

+

+

Fonte

Chaveada

Fonte

primária1 ; V

1

Carga1 ; V

1

Carga2 ; V

2

Carga3 ; V

3

Fonte

primária2 ; V

2

(11)

Arquitetura de conversores

Carga3 ; V

3

Carga1 ; V

1

Carga2 ; V

2

Fonte1

Fonte2

+

+

-Fonte Chaveada

Bus CC Conversor 1

(CA/CC)

Conversor 2

(CC/CC

bidirec.)

Conversor 3

(CC/CC)

Conversor 4

(CC/CC)

(12)

Fontes primárias de Corrente

Alternada (CA)

Fontes

primárias

Freqüência Tensões

Europa

50Hz

220, 230V (175-265V)

América/Jap.

60, 50Hz

110, 100V (85-135V)

Universal

50-60Hz 110-230V

(85-265V)

Avionics

400Hz 115V

(80-165V)

(13)

Fontes primárias de Corrente

Contínua (CC)

Fontes

primárias

Tensão / célula

Tensões

Baterias

Pb-ácido

2V

(1,75-2,6V)

12-24-48V

Baterias

Ni-Cd

1,2V

(1,05-1,35V)

2,4-6-12V

Baterias

Ni-Metal H

1,2V

(1,05-1,35V)

2,4-6-12V

Baterias

Térmicas

1,87V

(1,2-2,07V)

28V

Painéis solares

0-0,6V

V

pmax

=0,45V

Variável

(14)

Tipos de Cargas Eletrônicas

Tipo Tensões

Circuitos digitais

5V 3,3V (2,7V ; 1,5V)

Circuitos analógicos

+15V -15V 9V 12V

Circuitos de RF

6V 12V

Baterias

2,4V 6V 12V 24V 48V

Acessórios (ventilador)

12V

(15)

Exemplo de arquitetura (I)

5V cc

3,3V cc

15V cc

Bateria

48V

Conversor 1

(CA/CC)

Conversor 2

(CC/CC)

Conversor 3

(CC/CC)

Conversor 4

(CC/CC)

Conversor 5

(CC/CC)

+

-Rede

Alternada

+

Fonte Chaveada usada em

centrais telefônicas

(16)

Exemplo de arquitetura (II)

Conversor 1

(CA/CC)

Conversor 2

(CC/CC)

Conversor 3

(CC/CC)

Conversor 4

(CC/CA)

+

-115 V ca,

400Hz

28 V cc

Gerador (turbina)

Baterias

Fonte Chaveada

usada em Avionics

Gerador Auxiliar (em

(17)

Fonte Chaveada com entrada em CA

CA / CC

Retificador

CC / CC

CC-CC

A

B

A

B

Fonte chaveada

(18)

Fonte Chaveada com Entrada em CC

Sistema de potência com

fonte primária contínua

CC / CC

Regulador

CC / CC

Regulador

Bateria

(19)

Entrada em CA

“Correção ativa do fator de potência”

Conversor CC/CC

Boost (emulador

de resistência)

Conversor CC/CC

(20)

CFP Boost ZCS (ZCZVS)

Prof. CANESIN, UNESP – Ilha Solteira(SP)

Emulação de Resistência e Comutação

Suave

0 vin iin 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 ordem harmônica DHTIin= 3,27% 0.0% 0.28% 0.56% 0.84% 1.12% 1.40% 1.68% 1.96% 2.24% 2.52% 2.80%

i

in: 5A/div;

v

in: 100V/div; 5ms/div vS2 iLr2 0 vS1 iLr1 0 i Lr1 e i Lr2 : 5 A /div ; v S1 e v S2 : 200V/div ; 2 μ s/div

(21)

Retificadores síncronos

Source

Dreno

Gate

p

n

+

n

-Curto circuito

n

+

p

Diodo

parasita

(22)

Retificação síncrona auto-excitada

(V

SAÍDA

<5V) (I)

Retificação

convencional

Retificação

síncrona

(23)

Retificação síncrona auto-excitada

(V

SAÍDA

<5V) (II)

Também em retificadores de meia onda

Retificação

convencional

Retificação

(24)

Reator eletrônico com correção

do fator de potência

Emulador de

resistência

Inversor ressonante

(25)

Reator eletrônico para lâmpada de

descarga de alta pressão

Emulador de

(26)

Aquecimento Indutivo

Retificador

“reduzido filtro”

Inversor ressonante

PANELA PANELA

(27)

Aplicações Atuais e Futuras?

Veículos elétricos

(28)

Aplicações Atuais e Futuras!!

Trens (Superfície e Metrô)

“Trólebus”

(29)

Aplicações Atuais!! e Futuras?

MagLev - Futuro

(30)

Aplicações Atuais e Futuras!!

Carros Elétricos, Híbridos

Células Combustíveis - FC

(31)

Aplicações Atuais!! e Futuras?

(32)

Eficiente

Caro

Complexo

Sistemas multi-saídas:

“n” conv. em paralelo

(33)

Sistemas baseados em somente um

conversor chaveado (

regulação cruzada

)

Uma saída é regulada

As outras são

parcialmente reguladas

Muito importante:

As

impedâncias parasitas associadas a

cada saída devem ser as menores

possíveis

(34)

Os conversores Flyback e Forward com

regulação cruzada

Comportam-se adequadamente se

o trafo estiver bem projetado (um

diodo entre o transformador e a

carga)

Pior:

Filtro L entre trafo e saída

Saídas em distintos modos

(35)

Conversores ressonantes (exemplo)

Conversores quase-ressonantes

comutados com corrente zero (ZCS-QRC)

Convencional

Ressonante

i

S

i

D

i

L

+

-v

S

Potência

dissipada no

transistor

Correntes

i

S

i

D

i

L

v

S

(36)

Comutação suave e reduzido EMI

Tensão no

transformador

Conversor Forward com grampeamento ativo

O grampeamento

ativo evita outros

problemas

(37)

Fonte Chaveada

Reduzido Peso e Volume

Elevada Eficiência

Elevado Hold-up-time

Elevada densidade potência

Variação tensão entrada

Ruído/EMI

Estrutura complexa

(38)

Parâmetros para Especificação de

Fontes Chaveadas

QUALIENERGI

Centro Virtual de Pesquisas em

Qualidade da Energia Elétrica

LEP – Laboratório de

Eletrônica de Potência

(39)

Fonte de Energia

CC ou CA CARGA

CC ou CA Conversor

Especificações Técnicas Principais

Especificações de entrada Funcionamento Especificações de saída

Tipo de fonteTensão máximaTensão nominalTensão mínimaFrequênciaConteúdo harmônico da corrente entradaCorrente de inrush, partidaFlutuações rápidas na tensão de entradaPotencia máximaTensão de saídaRipple de tensãoRegulação estática Regulação dinâmicaRendimentoProteções de entradaProteções de saídaSinais e AlarmesDimensõesNormasTemperaturasVentilaçãoTempo de sustentação

(40)

Especificações de entrada

A fonte de entrada poderá ser em CA, ou, CC

Fontes alternadas

A mais comum é a rede elétrica de distribuição em CAGeradores movidos por motores a combustão

Aerogeradores

Nos casos de conversores conectados à rede CA, deve-se especificar: Tensão nominal (valor eficaz):

- 230 V na Europa

- 240 V no Reino Unido - 110 V nos EE.UU

- 100 V no Japão - 230 V na Austrália

No Brasil existem redes em 127V e 220 V (fase-neutro), preponderando 127V.

(41)

Especificações de entrada

Margens de variação da tensão de entrada:

Em função da hora do dia e do carregamento das redes CA, as tensões

podem variar dentro de certos limites. Desta forma, os conversores devem operar, normalmente, dentro destas faixas de tensão:

- Na Europa: 190 – 265 V - Nos EEUU: 90 – 130 V

Se os equipamentos são portáteis e podem ser deslocados com facilidade

(laptops, carregadores de celulares, etc.) é habitual serem projetados para a denominada “Faixa Universal”: 90-265V. Desta forma, é possível conectar estes equipamentos em qualquer lugar do mundo.

Por motivo de flexibilidade de produção (redução de estoques e

(42)

Especificações de entrada

Freqüência:

A freqüência das redes em CA também são distintas no mundo:

- Na Europa: 50 Hz - Nos EEUU: 60 Hz

- No Japão: Ao norte é 50 Hz e ao Sul é 60 Hz

Normas internacionais restringem o conteúdo harmônico da corrente de

entrada de equipamentos conectados à rede em CA: Fonte

i

e Ex: EN 61000-3-2 (não está

regulamentada no Brasil, infelizmente)

Corrente de Partida (Inrush):

i

e Fonte

Rede

Normalmente, a regulação de frequência é de +/- 3Hz

Conteúdo harmônico da corrente de entrada:

(43)
(44)

Especificações de entrada

Possíveis Flutuações na tensão em CA:

Interrupção

Falha ciclo

Subtensão (“Sag” ou “Dip”)

Sobretensão (“Swell”)

(45)

Especificações de entrada

Fontes em Corrente Continua (CC)

Há diversas fontes em CC, tais como:

- Bateria

- Painel solar

- A saída CC de outro conversor

Baterias

As tensões típicas das baterias dependem de sua constituição:

- Ni-Cd : 1,2V - Pb: 2V

- Ni-Mh: 1,2 V

Obviamente, as tensões usuais são constituídas da associação série de conjunto de células.

(46)

Especificações de entrada

Durante o processo de carga, a tensão da bateria pode se elevar em

relação ao seu valor nominal. Podemos simplificar o modelo supondo que a mesma possuem uma resistência em serie. Por exemplo, para uma bateria de um carro (12 V), durante o processo de carga, poderá chegar a 13,6 V.

Quando se descarregam, as baterias mantêm seu valor de tensão

durante quase todo o tempo. Obviamente, quando está bastante

descarregada, a tensão tem um processo rápido de decrescimento. Se a tensão se reduz muito, a vida média da bateria pode ser reduzida.

A tensão mínima que uma bateria pode se descarregar com segurança

é denominada de “tensão de descarga profunda”. Por exemplo, a bateria de um carro (12 V) pode se descarregar até 10 V, dentro da normalidade.

VBAT 13,6 V

10 V

(47)

Especificações de entrada

Especificações típicas de baterias:

- Carros: 12 V. Variação: 13,6 – 10 V

- Caminhões: 24 V. Variação: 27,2 – 20 V

- Telecomunicações: 48 V. Variação: 54,4 – 36 V

Há um processo de elevação das tensões das baterias de automóveis de 12 V

para maiores tensões. Um padrão para os novos automóveis é de 42 V.

Consórcio 42 V PowerNet: MIT e fabricantes de automóveis

Obviamente, para os carros elétricos há baterias de alta tensão (em torno a

300 V).

(48)

Especificações de entrada Painéis Solares

Os painéis solares são construídos com conexões em série e paralelo

de conjuntos de células fotovoltaicas (tipicamente de silício).

0,5 V

2 V, 3A 1 A

A curva V-I de um painel solar tem a seguinte forma:

Se comportam como fontes de corrente até determinado valor (IPV e VPV). Obviamente, esta característica é alterada com a luminosidade e temperatura. No ponto de inflexão é possível extrair a Máxima Potência (MPP – Maximum Power Point). Ipv 1 A 1 V 10 V L1, T1 L2, T2 MPP Vpv

(49)

Especificações de entrada

Outro conversão com saída CC como fonte de energia de entrada

Em muitas ocasiões existem conversores chaveados em cascata:

CC/CC1 CC/CC2

Entrada Saída

Portanto, as especificações de entrada do conversor CC/CC2 deve

corresponder às especificações de saída do conversor CC/CC1. Desta forma, especificações de entrada típicas podem ser:

- 48 V em sistemas de telecomunicações

- 12 V em sistemas com microprocessadores

(50)

Especificações de Funcionamento

O rendimento é uma das principais especificações de funcionamento dos

conversores chaveados.

Obviamente, o rendimento ideal seria 100%.

Obviamente, rendimento ideal não se aplica à prática, existindo perdas em

condução, de chaveamento, magnéticas, nos diversos elementos que compõe uma fonte chaveada:

Rendimento Conversor Pin Pout Perdas Pin > Pout

P

P

100

%

P

P

P

η

Perd out out in out

<

+

=

=

Nas fontes chaveadas o rendimento pode ser

elevado (pode chegar a 98%).

Os valores típicos de rendimento estão entre

80% e 94%, aproximadamente.

As perdas normalmente se transformam em CALOR

(energia térmica)

(51)

Especificações de Funcionamento Proteções

Durante a operação, podem ocorrer problemas operacionais de funcionamento que

podem afetar a própria operação do conversor chaveado. Para evitar tais problemas são implementadas proteções, tanto na entrada quanto na saída.

Sobre-tensão de entradaSub-tensão na entradaSobre-tensão na saídaSobre-corrente na saídaCurto-circuito na saída Proteções típicas

No caso da ocorrência de algum destes problemas, os circuitos de proteção devem

atuar garantindo a operação segura e a proteção das fontes, e, indiretamente, das cargas alimentadas.

Sinais e Alarmes Usuais

Podem ser implementados diversos sinais e alarmes para alertar sobre possível problemaTambém é usual o uso de LEDs para identificação de: “Operação”, “Standby”, “Falha”,

(52)

Especificações de funcionamento Dimensões

Normas

Uma especificação fundamental é o tamanho/volume: Altura x Largura x

Comprimento

Em aplicações industriais, os tamanhos estão normalizados para que

se possa adaptar aos “racks” convencionais e padronizados.

O usual é se ter a forma de um

“paralelepípedo”, entretanto podem haver formas as mais variadas.

C

L H

Segurança operacional

Compatibilidade Eletromagnética

(53)

Especificações de Funcionamento Temperaturas

Ventilação

Como em qualquer circuito de EP, é necessária a especificação da faixa de

temperatura de trabalho.

A faixa convencional está entre 0ºC e 45ºC, porém, depende da aplicação

(industrial, militar, espacial, etc..).

A fonte chaveada pode ser projetada para trabalhar com convecção natural,

ou, com ventilação forçada. Isto é um dado fundamental para a otimização dos elementos dissipadores de calor.

(54)

Tempo de sustentação (Hold-up time)

Se há interrupção no fornecimento da tensão CA, as fontes chaveadas devem

funcionar normalmente, para determinado tempo de interrupção. Este tempo é denominado de “Tempo de Sustentação”: tempo em que as tensões de saída permanecem dentro da faixa de regulação, durante o período de interrupção.

Os valores típicos para potencia máxima são: 10ms até 20 ms.

Tensão de saída

10 ms

Tensão de entrada

Tensão (tensões) de saída permanecem reguladas dentro do período de 10 ms !!

Especificações de Funcionamento

(55)

Especificações de Saída Potência

Tensão de Saída

A potência máxima de saída determinada fortemente o projeto (estruturas)

para as fontes chaveadas

É um dado fundamental de especificação, e, pode ter uma grande

importância para a seleção da topologia (estrutura) a ser utilizada.

Em geral, o valor da tensão de saída depende da carga que se pretende

alimentar:

Telecomunicações: 48 V, 24 V e 12 V.

Microprocessadores: 3,3 V, 1,5 V, 1,2 V e menores para as

novas gerações.

Equipamentos para automóveis (Radio, CD, etc): 12 V.Equipamentos de áudio: ±70 V.

Circuitos digitais em geral: 5 V, 12 Vetc...

(56)

Especificações de Saída

Regulação estática

Ondulação (Ripple) na Tensão de Saída

A tensão de saída sempre terá uma componente CA superposta à componente CC (

valor médio nominal da tensão de saída).

Esta componente CA é denominada de RIPPLE (ondulação). É possível especificar a

“amplitude do ripple” em valor % em relação ao valor nominal CC.

V0

ΔV0

Especificações típicas são: 1%, 2%, 5%

Em função das condições de operação (tensão de entrada e potência de saída), o valor da

tensão de saída (componente CC) pode variar ligeiramente. Esta variação deve ser relacionada nos dados de especificação das fontes chaveadas em % do valor médio frente a variações da tensão de entrada e da potência (ou corrente) de saída.

Os valores típicos são: 1%, 3%, 5%.

(57)

Especificações de Saída Regulação Dinâmica

Quando há alteração abrupta na tensão de entrada ou na carga, o conversor e o circuito

de controle que regula a tensão de saída não “respondem” imediatamente. A especificação de regulação dinâmica determinada a amplitude da oscilação na tensão de saída e o tempo de estabilização para a mesma.

V

0

[V]

20 40 60 80 100 120 140 160 10 11 12 13 40 ms 90 ms Tempo (ms) Valor nominal: 12V

A oscilações podem chegar a valores até 10% e o tempo de resposta (estabilização)

pode variar entre alguns μs até dezenas de ms. Tais parâmetros dependem

(58)

Estágios de Potência

Conversores CC-CC Isolados

QUALIENERGI

Centro Virtual de Pesquisas em

Qualidade da Energia Elétrica

LEP – Laboratório de

Eletrônica de Potência

(59)

Incorporação de isolamento

galvânico no conversor Abaixador (I)

Não pode porque o

transformador não se

desmagnetiza

L

m

(60)

Incorporação de isolamento

galvânico no conversor Abaixador (II)

Não pode porque o transformador se desmagnetiza

instantaneamente (sobre-tensão infinita)

L

m

D

2

D

1

(61)

Incorporação de isolamento galvânico

no conversor Abaixador (III)

Esta é a

Solução

!

L

m

Fonte de tensão

constante

(62)

Operação em regime permanente de um

elemento magnético com dois enrolamentos

Circuito em

regime

permanente

n

1

: n

2

v

1

v

2

+

-+

-(v

i

/n

i

) = 0

v

i

= n

i

· d

Φ/dt

ΔΦ = Φ

B

-

Φ

A

= (v

i

/n

i

)·dt

B

A

Lei de Faraday:

Em regime permanente:

(ΔΦ)

em um período

= 0

Logo:

Quando se excita o elemento

magnético com ondas quadradas:

“soma de produtos (volts/espiras)·segundos = 0”

(63)

Operação em regime permanente de um elemento

magnético com vários enrolamentos:

exemplo

“Soma de produtos (volts/espiras)·segundos = 0”

(V

1

/n

1

)·d

1

·T - (V

2

/n

2

)·d

2

·T = 0

d

2

= d

1

·n

2

·V

1

/(n

1

·V

2

)

Φ

t

v

i

/n

i T d1·T d2·T

t

+

-V

1

/n

1

Φ

max

V

2

/n

2

Para assegurar a desmagnetização:

d

2

< 1 - d

1

V

1

V

2

n

2

(64)

O conversor Forward (I)

V

g

n

2

n

1

Desmagnetização baseada

na tensão de entrada

V

1

= V

2

= V

g

Tendo-se que:

d’ = d·n

2

/n

1

d’ < 1 - d

Obtemos:

d < n

1

/(n

1

+ n

2

)

d

max

= n

1

/(n

1

+ n

2

)

V

1

V

2

n

2

n

1

(65)

O conversor Forward (II)

V

O

n

2

:n

3

n

1

+

-

v

D2

v

S

+

-v

D1

+

-V

g

v

S max

= V

g

+V

g

·n

1

/n

2

= V

g

/(1-d

max

)

v

D1 max

= V

g

·n

3

/n

1

v

D2 max

= V

g

·n

3

/n

2

d

max

= n

1

/(n

1

+ n

2

)

V

g

·n

3

/n

1

V

O

+

-Durante d·T

V

O

-+

Durante (1-d)·T

V

O

= d·V

g

·n

3

/n

1

(66)

O conversor Forward (III)

i

D2

V

O

V

g

n

2

:n

3

n

1

i

S

i

L

i

D1

i

D3

i

O

i

D2

·n

3

/n

1 T d·T

t

Comando

t

i

L

i

O

d’·T

i

D3

i

D2

i

D1

i

S

t

t

t

t

i

D2

= I

O

·d

i

D1

= I

O

·(1-d)

i

m

= V

g

·T·d

2

/(2·L

m

)

(ref. ao primário)

i

S

= I

O

·d·n

3

/n

1

+ i

m

i

D3

= i

m

(67)

Comparando Abaixador e Forward

Abaixador

50V

100V

2A

1A (médio)

S

D

L

100W

v

S max

=v

D max

=100V

i

S

=1A i

D

=1A i

L

=2A

VA

S

=100VA VA

D

=100VA

VA

S

= 200VA VA

D

= 100VA

Maior V

S max

para o Forward

Forward

50V

2A

100V

1A (médio)

S

D

1

L

100W

1 : 1:1

D

2

D

3

v

S max

=200V

i

S

=1A i

D1

= i

D2

=1A

v

D1 max

= v

D2 max

= 100V

i

L

=2A

(68)

Variação de V

g

vD2

V

O

n

2

:n

3

n

1

+

-v

S

+

-v

D1

+

-V

g

Φ

t

v

i

/n

i

t

+

-V

g

/n

1

Φ

max

V

g

/n

2

Alta V

g

Φ

t

v

i

/n

i

t

+

-V

g

/n

1

Φ

max

V

g

/n

2

Baixa V

g

Φ

t

v

i

/n

i

t

+

-V

g

/n

1

Φ

max

V

g

/

n’

2

Menores tensões máximas

(69)

Existem outras formas de

desmagnetizar o transformador?

Φ

t

v

i

/n

i

t

+

-V

g

/n

1

Φ

max

V

C

/n

1

Grampeador RCD

(RCD clamp)

Mau rendimento

Integração de elementos parasitas

Útil para retificação síncr. auto-exc.

V

C

V

g

L

m

L

d

V

g

(70)

Outras formas de desmagnetizar o

transformador:

Desmagnetização ressonante

Pequena variação de V

g

Integração de elem. parasitas

Útil para ret. sínc. auto-exc.

v

T

t

+

-(Ressonant reset)

v

T

+

-V

g

L

m

L

d

V

g

(71)

Φ

t

v

i

/n

i

t

+

-V

g

/n

1

V

C

/n

1

Dois transistores

Integração de elem. parasitas

Útil para ret. sínc. auto-exc.

Fluxo sem nível CC

Outras formas de desmagnetizar o

transformador:

Grampeamento Ativo

(Active clamp)

V

C

= V

g

·d/(1-d)

V

C

V

g

L

m

L

d

V

g

(72)

Dois transistores

Baixas tensões nos

semicondutores

Outras formas de desmagn. o transf.:

Conversor Forward com dois transistores

Φ

t

v

i

/n

i

t

+

-V

g

/n

1

Φ

max

V

g

/n

1

d

max

= 0.5

V

O

= d·V

g

·n

2

/n

1

(no modo contínuo)

v

S1 max

= v

S2 max

= V

g

v

D1 max

= v

D2 max

= V

g

v

D3 max

= v

D4 max

= V

g

·n

2

/n

1

V

g

n

1

: n

2

S

1

D

4

D

3

D

1

D

2

S

2

V

O

(73)

Incorporação de isolamento galvânico

no conversor Abaixador-Elevador (I)

É muito fácil incorporar o

isolamento galvânico

(74)

Incorporação de isolamento galvânico

no conversor Abaixador-Elevador (II)

A indutância e o transformador podem ser

integradas em um único dispositivo magnético.

Observa-se que este dispositivo magnético é

calculado como uma indutância, não como um

transformador.

Deve armazenar energia.

Normalmente tem entreferro

(75)

O conversor Flyback

(abaixador-elevador isolado)

V

O

+

-v

S

+

-V

g

+

-

v

D

n

1

n

2

“Soma de produtos

(volts/espiras)·segundos = 0”

d·T·V

g

/n

1

- (1-d)·T·V

O

/n

2

= 0

V

O

= V

g

·(n

2

/n

1

)·d/(1-d)

v

D max

= V

g

·n

2

/n

1

+ V

O

= V

g

·(n

2

/n

1

)·/(1-d)

v

S max

= V

g

+V

O

·n

1

/n

2

= V

g

/(1-d)

Máximas tensões

(76)

Comparando Flyback e Abaixador-elevador

Abaixador-elevador

50V

2A

100V

1A (médio)

S

D

L

100W

v

S max

= v

D max

= 150V

i

S

=1A i

D

=2A i

L

=3A

VA

S

= 150VA VA

D

= 300VA

As solicitações elétricas são iguais

v

S max

= v

D max

= 150V

i

S

=1A i

D

=2A

VA

S

= 150VA VA

D

= 300VA

50V

2A

100V

1A (médio)

S

D

100W

Flyback

1:1

(77)

Incorporação de isolamento galvânico

no conversor Elevador

Não

Não

é

é

poss

poss

í

í

vel

vel

incorporar isolamento

galvânico com um único transistor

Com vários transistores

pontes alimentadas

(78)

Introdução ao isolamento galvânico no

conversor ´Cuk (I)

Conversor sem isolamento

galvânico

Dividimos o capacitor em

duas partes

Conectamos ao ponto

médio dos capacitores uma

indutância

(79)

Introdução ao isolamento galvânico no

conversor ´Cuk (II)

Estrutura Final

Substituímos o indutor

por um transformador

(80)

O conversor ´Cuk com isolamento (I)

Balanço “(volts/espiras)·segundos”

L

1

:

V

g

·d·T + (V

g

- V

C1

+ V

C2

·n

3

/n

4

)·(1-d)·T = 0

L

2

:

(V

C2

+ V

C1

·n

4

/n

3

- V

O

) ·d·T - V

O

·(1-d)·T = 0

T

1

:

(V

C1

/n

3

) ·d·T - (V

C2

/n

4

) ·(1-d)·T = 0

V

O

= V

g

·(n

4

/n

3

)·d/(1-d) V

C1

= V

g

V

C2

= V

O

n

3

: n

4

V

g

V

O

V

C1

V

C2

L

1

L

2

T

1

(81)

O conversor ´Cuk com isolamento (II)

Máximas tensões:

v

S max

= V

g

+ V

O

·n

3

/n

4

= V

g

/(1-d)

v

D max

= V

g

·n

4

/n

3

+ V

O

= V

g

·(n

4

/n

3

)·/(1-d)

n

3

: n

4

V

g

V

O

V

g

V

O

L

1

L

2

T

1

L

3

L

4

i

D

i

S

i

O

i

L1

Correntes médias:

i

S

= i

L1

= i

O

·(n

4

/n

3

)·d/(1-d) i

D

= i

L2

= i

O

(82)

O conversor ´Cuk com isolamento (III)

n

3

: n

4

V

g

V

O

V

g

V

O

L

1

L

2

T

1

L

3

L

4

v

L1

+

-v

L4

+

-v

L2

+

-v

L3

-+

d·T

v

L1

= v

L3

= V

g

v

L2

= v

L4

= V

g

·n

4

/n

3

d’·T

v

L1

= v

L3

= -V

O

·n

3

/n

4

v

L2

= v

L4

= -V

O

No MCD: (1-d-d’)·T

v

L1

= v

L2

= v

L3

= v

L4

= 0

(83)

O conversor ´Cuk com isolamento (IV)

Pode-se fazer a integração magnética,

anulando-se os ripples de entrada e saída

t

i

1

n

3

: n

4

V

g

V

O

V

g

V

O

L

1

L

2

T

1

L

3

L

4

v

L1

+

-v

L4

+

-v

L2

+

-v

L3

+

M

1

= L

3

M

2

= L

4

i

1

i

2

t

i

2

(84)

O conversor SEPIC com isolamento (I)

V

g

V

g

V

O

L

1

L

2

L

3

n

2

: n

3

É muito mais fácil o isolamento galvânico

Todas as solicitações elétricas são como no

conversor Flyback

V

g

V

g

V

O

L

1

L

2

(85)

O conversor SEPIC com isolamento (II)

t

i

1

n

2

: n

3

V

g

V

g

V

O

L

1

L

2

L

3

M

1

= L

2

i

1

Pode-se fazer a integração magnética e anular

o ripple da corrente de entrada

(86)

V

g

V

O

V

O

O conversor Zeta com isolamento

t

i

1

L

1

V

g

V

O

V

O

n

1

: n

2

L

1

L

3

L

2

V

g

V

O

V

O

M = L

2

i

1

L

1

L

2

n

1

: n

2

Sem isolamento

Com isolamento

Sem integração magnética

Com isolamento

Com integração magnética

Todas as solicitações elétricas são como no SEPIC, ´Cuk e Abai.-Elev.

(87)

Obtenção de conversores CC/CC isolados

através dos inversores clássicos

(Exemplos)

Inversor

“push-pull”

Conv. CC/CC “push-pull”

Retif. com transf. com ponto médio

Retif. com dois indutores

Conv. CC/CC “push-pull”

Retif. em ponte

(88)

O conversor “push-pull” (simétrico) (I)

Conversor Forward

Conversor Forward

Conversor

“push-pull” (simétrico)

ΔB

B

H

ΔB

B

H

(89)

O conversor “push-pull” (II)

S

2

S

1

n

1

: n

2

n

1

n

1

n

2

n

2

V

g

V

O

L

Circuito equivalente

quando conduz

S

2

:

V

g

·n

2

/n

1

L

V

O

Circuito equivalente

quando conduz

S

1

:

V

g

·n

2

/n

1

L

V

O

O que ocorre quando nenhum dos

transistores conduzem?

(90)

O conversor “push-pull” (III)

L

V

O

i

L

D

1

D

2

i

L1

i

L2

Circuito equivalente quando

não conduzem nem S

1

nem S

2

:

Conduzem ambos

diodos

a tensão no

transformador é nula

As correntes

i

L1

e

i

L1

devem ser tais que:

i

L1

+ i

L2

= i

L

i

L1

- i

L2

= i

Lm (sec. transf.)

V

O

L

(91)

Tensões no conversor

“push-pull”

A tensão v

D

é a mesma que em um conv.

Forward com um ciclo de trabalho

2·d

V

O

= 2·d·V

g

·n

2

/n

1

(modo contínuo)

v

smax

= 2·V

g

v

D1max

= v

D2max

= 2·V

g

·n

2

/n

1

S

2

n

1

n

1

n

2

n

2

V

g

V

O

L

v

D

+

-S

1

+

-

v

D1

+

-v

D2

v

S1

+

-+

-v

S2

D

1

D

2

t

v

S2

t

t

T d·T

t

t

comando

t

v

S1

v

D1

v

D2

v

D

2·V

g

2·V

g

V

g

·n

2

/n

1

2·V

g

·n

2

/n

1

2·V

g

·n

2

/n

1 S1 S2

d

max

= 0.5

(92)

Correntes no conversor

“push-pull”

S

2

S

1

n

1

: n

2

n

1

n

1

n

2

n

2

V

g

V

O

L

i

S1

i

L

D

1

D

2

i

D1

i

D2

i

S2

i

O

Correntes médias:

i

S1

= i

S2

= i

O

·d·(n

2

/n

1

) i

D1

= i

D2

= i

O

/2

t

t

t

i

L

Comando

i

S2

t

i

D1

i

S1

t

T d·T

t

i

D2 S1 S2

d

max

= 0.5

(93)

Um problema apresentado pelo

conversor “push-pull”

S

2

S

1

n

1

n

1

V

g

V

O

i

S1

i

S2

No controle “modo tensão” pode chegar a saturar o

transformador por assimetrias na duração dos tempos de

condução dos transistores

É recomendado o controle no “modo corrente”

ΔB

B

(94)

O conversor em Meia Ponte

(“half bridge”)

A tensão v

D

é a metade que no caso do

“push-pull”

V

O

= d·V

g

·n

2

/n

1

(modo contínuo)

v

smax

= V

g

v

D1max

= v

D2max

= V

g

·n

2

/n

1

V

O

S

2

n

1

n

2

n

2

V

g

L

v

D

+

-S

1

+

-

v

D1

+

-v

D2

v

S1

+

-+

-v

S2

D

1

D

2

V

g

/2

V

g

/2

t

v

S2

t

t

T d·T

t

t

comando

t

v

S1

v

D1

v

D2

v

D

V

g

V

g

V

g

·0.5·n

2

/n

1

V

g

·n

2

/n

1

V

g

·n

2

/n

1 S1 S2

d

max

= 0.5

(95)

Correntes no conversor em

meia ponte

i

D1

i

L

S

2

n

1

n

2

n

2

V

g

L

i

O

S

1

i

D2

i

S1

i

S2

D

1

D

2

V

O

V

g

/2

V

g

/2

Correntes médias:

i

S1

= i

S2

= i

O

·d·(n

2

/n

1

) i

D1

= i

D2

= i

O

/2

t

t

t

i

L

comando

i

S2

t

i

D1

i

S1

t

T d·T

t

i

D2 S1 S2

d

max

= 0.5

Referências

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