Prof. Msc. Fábio Cruz
Máquinas elétricas são dispositivos capazes
de converter energia elétrica em energia mecânica e vice-versa.
Geradores: convertem energia mecânica em
elétrica.
Motores: convertem energia elétrica em
mecânica.
A indústria é responsável por cerca de 41% do
consumo de energia elétrica do país.
Tipos de Motores
Máquina Assíncrona
Campo magnético no interior de uma solenóide.
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento
A bússola tende a se alinhar à linha de indução na tangencial, fazendo com que o pólo norte aponte para o sentido do campo.
Unidade: Tesla (T) Também chamado densidade de fluxo magnético.
1 fase campo magnético pulsante
I
H
Campo girante
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento
Temporalmente:
Espacialmente:
sinusoidal
pulsante
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento
hR
hS hT
Htotal Campo girante – 3 fases
hR
hS hT
Htotal
Htotal
Htotal
Campo girante – 3 fases
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento
H w
VELOCIDADE DE ROTAÇÃO DO CAMPO GIRANTE
P: número de pólos
Velocidade Síncrona
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento
Fluxo Magnético
Definição: Grandeza que mede o número de linhas de indução que atravessam a área de uma espira imersa num campo magnético. Matematicamente, temos:
Lei de Faraday: a variação do fluxo magnético através de um circuito gera uma f.e.m. induzida ( ).
Esta fem é responsável pelo surgimento da corrente induzida.
Formas de variar o fluxo magnético:
1. Alterando a intensidade do campo magnético. 2. Variando a área
3. Variando o ângulo entre o vetor densidade de campo e vetor área
(1)
(2)
(3)
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento
Variação do Fluxo Magnético
A
B
a
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento Variação do Fluxo Magnético
“Sempre que uma bobina é atravessada por um fluxo magnético variável, gera-se uma f.e.m. induzida, que cria uma corrente induzida, que tende a opor-se à causa que lhe deu origem”
Rotação do corpo A (que cria o campo magnético) A
L a
f variável, que atravessa a bobina L [f = B.S.cosa c/ a variável] f.e.m.i 0
Ii 0 - a bobine L, é um fio com as extremidades curto circuitadas
Lei de Lenz-Faraday: i d fem N dt f
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento Variação do Fluxo Magnético
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento
Força magnética em condutores Máquinas CA - Princípio de Funcionamento Força magnética em condutores
A
B
a Indução de tensão na bobina do rotor
Corrente na bobina do rotor
Força magnética wS wS wR wR wR = wS ?
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento Escorregamento
Se wR wS
a não varia
f constante
não existe femi nem Ii
wR < wS
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento Escorregamento
Diferença wR – wS ESCORREGAMENTO
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento Escorregamento Velocidade síncrona – ns (campo girante) Velocidade assíncrona – n (rotor) S S n n n s Escorregamento:
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento Escorregamento
(0º) (60º) (120º) +
INVERSÃO DE FASES
Máquinas CA - Princípio de Funcionamento Inversão de fases
R.: nrotor = 1152 rpm.
1) Determine o escorregamento de um motor com velocidade nominal de 1720, 4 pólos e 60 Hz.
3) Um motor trifásico de indução de 6 pólos é alimentado com tensão de 220V, 50 Hz e gira a 950 rpm. Qual o seu escorregamento?
1)s = 4,44%. 2)1710 rpm 3) Perdas Joule (estator) Perdas ferro 3 RSI2S Perdas Joule (rotor) 3 RRI2R Perdas Mecânicas Estator Rotor Fonte Elétrica Mecânica Pmec = wnTn Máquinas CA - Potência e perdas
1)Qual o rendimento de um motor que fornece 75kW no eixo e retira 90kW da rede?
Exercícios
Máquinas CA –
Características Torque-Velocidade Máquinas CA – Características Torque-Velocidade
Satisfação da variedade de binários de carga em motores de indução em gaiola
Máquinas CA –
Características Torque-Velocidade
Categoria N
- Conjugado de partida normal - Corrente de partida normal - Pequeno valor de escorregamento em regime permanente. Categoria H
- Conjugado de partida elevado - Corrente de partida normal - Pequeno valor de escorregamento em regime permanente. Categoria D
- Conjugado de partida elevado - Corrente de partida normal - Alto valor de escorregamento em regime permanente. T n T n T n T n T n T n
Gruas, guinchos, guindastes, tapetes rolantes (carga cte)
Moínhos de rolos, bombas de pistão, plainas, serras de madeira
Ventiladores, misturadores, exaustores, bombas centrífugas, compressores
Fresadoras, mandriladoras Forno rotativo Volantes (binárioa carga 0) 1/8 1/4 1/2 3/4
Máquinas CA –
Características Torque-Velocidade
Máquinas CA
A carcaça é a estrutura que tem a função de suporte do conjunto (feito de ferro fundido, aço ou alumínio injetado) e com aletas para refrigeração.
Máquinas CA
Partes do motor de indução
CARCAÇA Máquinas CA
Partes do motor de indução Máquinas CA Partes do motor de indução
ENROLAMENTO DE ESTATOR
Máquinas CA
Partes do motor de indução Máquinas CA Partes do motor de indução
Rotor gaiola de esquilo
• Constituído de chapas de aço magnético com barras condutoras espaçadas entre si.
• Construção simples.
• Mais robusto e de menor custo entre todos os motores de indução. • Tipo mais utilizado.
Rotor tipo bobinado Máquinas CA
Partes do motor de indução
Núcleo de chapas
◦ Constituído por um núcleo ferromagnético laminado, que nas cavidades do qual são colocados os enrolamentos alimentados pela rede de corrente alternada trifásica.
Máquinas CA
Partes do motor de indução
Estator : laminado e enrolamento
Máquinas CA
Partes do motor de indução Máquinas CA Partes do motor de indução
Definição: Combinação de dois mais materiais isolantes usados num equipamento elétrico.
Composição: fio magnético, isolação de fundo de ranhura, isolação de fechamento de ranhura, isolamento entre fases, verniz e/ou resina de impregnação, isolação do cabo de ligação, isolação de solda.
Qualquer componente que esteja em contato com a bobina é considerado fazendo parte do sistema de isolação.
Máquinas CA
Partes do motor de indução
Formado por um condutor de cobre
redondo ou retangular, isolado com a aplicação de uma película termorígida (esmalte), com fibras, ou ainda com papel.
Garantir boa isolação mecânica, térmica
e elétrica (elevada rigidez dielétrica) dos fios.
Máquinas CA
Máquinas CA
Partes do motor de indução
Motores que trabalham em ambientes
desfavoráveis ou mesmo agressivos devem ser providos de um grau de proteção.
A norma brasileira NBR 6146 define os vários
graus de proteção que os motores elétricos podem apresentar, por meio das letras características IP, seguida por dois algarismos.
IP - Internal Protection – NBR IEC 60529
Máquinas CA
Grau de proteção - IP
Grau de proteção contra penetração de corpos sólidos estranhos e contato acidental.
1o Algarismo
Algarismo Indicação
0 Sem proteção
1 Corpos estranhos acima de 50mm 2 Corpos estranhos acima de 12mm 3 Corpos estranhos acima de 2,5mm 4 Corpos estranhos acima de 1,0mm
5 Proteção contra acúmulo de poeiras prejudiciais ao motor.
6 Totalmente protegido contra poeira.
Máquinas CA
Grau de proteção - IP
Grau de proteção contra penetração de água no interior do motor.
2o Algarismo
Algarismo Indicação
0 Sem proteção
1 Pingos de água na vertical.
2 Pingos de água até a inclinação de 15o com a vertical.
3 Pingos de água até a inclinação de 60o com a vertical.
4 Respingos em todas as direções. 5 Jatos de água em todas as direções. 6 Água de vagalhões. 7 Imersão temporária. 8 Imersão permanente. Máquinas CA Grau de proteção - IP Máquinas CA Placa de identificação