http://tede.mackenzie.br/jspui/bitstream/tede/4104/5/CAIO%20CANUTO%20MARTINS%20BRAND%C3%83O
Texto
(2) ˜ CAIO CANUTO MARTINS BRANDAO. Exposi¸c˜ ao cambial: um estudo n˜ ao param´ etrico. Disserta¸ca˜o de Mestrado apresentada ao Programa de P´os-Gradua¸c˜ao em Administra¸c˜ao de Empresas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, como requisito parcial a` obten¸ca˜o do t´ıtulo de Mestre em Administra¸ca˜o de Empresas.. Orientador: Prof. Dr. Leonardo Fernando Cruz Basso. S˜ao Paulo 2019.
(3) B817e Brandão, Caio Canuto Martins . Exposição cambial : um estudo não paramétrico / Caio Canuto Martins Brandão. 100 f. ; 30 cm Dissertação (Mestrado Administração de Empresas) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2019. Orientador: Prof. Dr. Leonardo Fernando Cruz Basso Bibliografia: f. 48-55. 1. Exposição cambial. 2. Métodos quantitativos. 3. Modelos não paramétricos. 4. Economia regional. 5. América Latina. I. Basso, Leonardo Fernando Cruz, orientador. II. Título. CDD 658.15. Bibliotecário Responsável: Aline Amarante Pereira – CRB 8/9549.
(4) ˜ CAIO CANUTO MARTINS BRANDAO. Exposi¸c˜ ao Cambial: um estudo n˜ ao param´ etrico. Disserta¸c˜ao de Mestrado apresentada ao Programa de P´os-Gradua¸ca˜o em Administra¸ca˜o de Empresas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, como requisito parcial `a obten¸c˜ao do t´ıtulo de Mestre em Administra¸c˜ao de Empresas.. Aprovada em:. BANCA EXAMINADORA. Prof. Dr. Leonardo Fernando Cruz Basso Institui¸ca˜o: Universidade Presbiteriana Mackenzie Presidente. Prof. Dr. Eli Hadad Junior Institui¸ca˜o: Universidade Presbiteriana Mackenzie. Prof. Dr. Herbert Kimura Institui¸ca˜o: Universidade de Bras´ılia.
(5) Dedico este trabalho ` a Carolina, minha companheira de vida e a melhor amiga neste mundo. Ao filho canino ` minha Samuel, que preenche nossa casa de pureza. A m˜ae Rosana, pai Canuto e irm˜ao Andr´e, que me ensinam di´ariamente o significado de fam´ılia..
(6) AGRADECIMENTOS. Agrade¸co ao professor Leonardo Basso por ser um verdadeiro companheiro na orienta¸c˜ao desta monografia e um grande mestre em sala de aula, sempre apoiando de maneira positiva e contrutiva durante esta caminhada. Aos professores Eli Hadad, Gustavo de Freitas e Emerson Mar¸cal, mestres nas artes da modelagem estat´ıstica e econometria: muito obrigado! Sem vocˆes este esfor¸co seria esp´ urio. ` professora Michele Juc´a, sempre muito carinhosa com sua peculiar mistura de A do¸cura e acidez. Sem d´ uvidas a melhor professora que j´a tive na vida. Aos professor Denis Forte e Wilson Nakamura, meus mais sinceros agradecimentos. Cada um com seu estilo distinto, me incentivam a perseguir a trilha do conhecimento. Ao professor Fl´avio Barboza: tive o prazer de atender ao seu curso ministrado em 2017 no Mackenzie. Com sua ajuda, hoje sou peregrino nas revis˜oes sistem´aticas de literatura e uso do LATEX. Ao professor Herbert Kimura: obrigado por aceitar participar nesta banca de disserta¸ca˜o. Tor¸co para um dia ter o privil´egio de assistir uma aula tua. ` professoras Dim´aria e Maria Luisa, bem como os professores Moori, Mois´es, As Bido e Reynaldo, que integram linhas as outras linhas de pesquisa do curso e tive o prazer de conhecer: agrade¸co pelas contribui¸co˜es na compreens˜ao dos fenˆomenos administrativos. Espero aprender mais com vocˆes no esfor¸co de desfragmentar as vis˜oes de Ciˆencias Sociais Aplicadas. Sou muito grato a` Comiss˜ao de bolsas do Mackenzie e a CAPES pelo suporte neste curso de Mestrado. O cr´edito financeiro ´e manifesta¸ca˜o economica da confian¸ca. Trabalhei muito e tor¸co para ter atingindo as expectativas que me foram depositadas. ` toda equipe da secretaria, limpeza, TI, manuten¸ca˜o predial, biblioteca, administraA tivo, seguran¸ca patrimonial e todas as pessoas que trabalham nesta casa de conhecimento: meus mais sinceros agradecimentos. Em especial `a Tatiane, que em uma despretensiosa liga¸c˜ao no in´ıcio do semestre de 2017.1 me incentivou a solicitar entrar neste curso no regime de aluno especial. ` todos os professores, professoras e colegas de classe da Universidade Presbiteriana A Mackenzie: amo estar com vocˆes e nossa jornada juntos est´a longe do final..
(7) “Mestrado ´e s´o pra mostrar que o sujeito ´e alfabetizado, pois a metade dos que est˜ao na universidade n˜ao sabe ler.” (Darcy Ribeiro).
(8) RESUMO. Esta disserta¸c˜ao consiste em um estudo de m´etodos quantitativos n˜ao param´etricos aplicados na m´etrica financeira de exposi¸c˜ao de empresas ao risco cambial. O objetivo geral ´e efetuar uma compara¸ca˜o estat´ıstica e econˆomica dos resultados gerados utilizando metodologias que preveˆem formas funcionais fixas (param´etricas) e formas funcionais livres (n˜ao param´etricas) em um contexto de economia regional latinoamericana. O trabalho tem como referˆencia principal a metodologia do estudo publicado por Aysun e Guldi (2011), com duas inova¸co˜es: o direcionamento da an´alise para o aˆmbito da economia regional e a proposta de altera¸ca˜o no c´alculo das bandas kernel de suaviza¸ca˜o de regress˜oes. A base de dados secund´arios ´e formada por empresas n˜ao-financeiras de capital aberto dos seguintes pa´ıses: Argentina, Brasil, Chile, Colˆombia, M´exico e Peru, com janela temporal de 18 anos (2000-2018). Os resultados estat´ısticos das modelagens apresentam semelhan¸cas qualitativas, com as t´ecnicas n˜ao-param´etricas encontrando uma propor¸c˜ao bem elevada de firmas expostas em compara¸ca˜o com os modelos param´etricos. Em contrapartida, os coeficientes angulares (exposi¸ca˜o econˆomica) n˜ao apresentam em suas m´edias tendˆencia clara positiva ou negativa. Em suas m´edias absolutas, os resultados n˜ao param´etricos encontram choques cambiais mais suaves no valor de mercado das empresas. A m´etrica de exposi¸ca˜o cambial ´e o ponto de partida para diversas aplica¸c˜oes em finan¸cas coorporativas internacionais, como: busca pelos determinantes de exposi¸ca˜o cambial, eficiˆencia nas estrat´egias de hedge financeiro (derivativos), prote¸c˜ao cambial com hedge operacional (d´ebito estrangeiro, importa¸co˜es/exporta¸co˜es) e estudos de grau de multinacionalidade de mercados. Espera-se contribuir no campo de m´etodos quantitativos aplicados `as finan¸cas com a possibilidade de utilizar formas funcionais livres nas leituras de fenˆomenos administrativos. Palavras-chaves: Exposi¸c˜ao cambial. M´etodos quantitativos. Modelos n˜ao param´etricos. Economia regional. Am´erica latina..
(9) ABSTRACT. This dissertation studies quantitative nonparametric methods applied in the financial metric of companies exchange rate risk exposure. The primary objective aims to draw statistical and economic comparisons between models of fixed functional forms (parametric) and distribution-free models (nonparametric) in a latin american context. This essay is mainly based on the study published by Aysun e Guldi (2011), with two innovations: the shift in the field of analysis to regional economics and the proposition of a different measurement of kernel bandwidths for regression smoothing. The secondary database consists in nonfinancial public companies from the following countries: Argentina, Brazil, Chile, Colombia, Mexico and Peru, within a 18 years long time-line (2000-2018). The model’s statistical results produce qualitative resemblance, with nonparametric methodology’s finding larger proportion of firms exposed to currency risk. However, the regression’s slopes mean (economic exposure) do not appear to have a clear positive or negative prone. In absolute means, the firm’s economic exposure in nonparametric models are far more smooth for currency movements. The exchange rate exposure metric is the starting point for a number of applications in corporate finance, such as: the investigation of determinants for exchange rate exposure, financial hedging strategies efficiency (derivatives), operational currency hedge (foreign currency debt, import/export) and market’s multinationality studies. This study expects to contribute to quantitative methods applied to finance with the possibility of using distribution-free methods in the investigation of administrative phenomenons. Keywords: Exchange rate exposure. Quantitative methods. Nonparametric models. Regional economics. Latin America..
(10) LISTA DE FIGURAS. Figura 1 – Taxas de cˆambio em pa´ıses latinoamericanos selecionados em rela¸c˜ao ao d´olar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 Figura 2 – Evolu¸ca˜o das taxas de cˆambio - Peso Argentino x US D´olar . . . . . . 28 Figura 3 – Evolu¸ca˜o do ´ındice Merval . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 Figura 4 – Evolu¸ca˜o das taxas de cˆambio - Real brasileiro x US d´olar . . . . . . . 29 Figura 5 – Evolu¸ca˜o do ´ındice Bovespa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 Figura 6 – Evolu¸ca˜o das taxas de cˆambio - Peso chileno x US d´olar . . . . . . . .. 31. Figura 7 – Evolu¸ca˜o do ´ındice IGPA. 31. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. Figura 8 – Evolu¸ca˜o das taxas de cˆambio - Peso colombiano x US d´olar . . . . . . 32 Figura 9 – Evolu¸ca˜o do ´ındice IGBC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 Figura 10 – Evolu¸ca˜o das taxas de cˆambio - Peso mexicano x US d´olar . . . . . . . 34 Figura 11 – Evolu¸ca˜o do ´ındice FTSE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 Figura 12 – Evolu¸ca˜o das taxas de cˆambio - Peso peruano x US d´olar . . . . . . . . 35 Figura 13 – Evolu¸ca˜o do ´ındice OMSCI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36.
(11) LISTA DE TABELAS. Tabela 1 – Fun¸co˜es propostas no modelo n˜ao linear . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 Tabela 2 – Diferentes m´etodos de estima¸ca˜o de exposi¸ca˜o cambial - firmas expostas. (%) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 Tabela 3 – Argentina - Resultados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 Tabela 4 – Brasil - Resultados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 Tabela 5 – Chile - Resultados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 Tabela 6 – Colˆombia - Resultados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 41. Tabela 7 – M´exico - Resultados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 Tabela 8 – Peru - Resultados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 Tabela 9 – Compara¸ca˜o de m´etodos para medi¸ca˜o de exposi¸ca˜o cambial - exposi¸ca˜o estat´ıstica (%). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 Tabela 10 – Compara¸c˜ao de m´etodos para medi¸c˜ao de exposi¸c˜ao cambial - significˆancia econˆomica m´edia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 Tabela 11 – Compara¸c˜ao de m´etodos para medi¸c˜ao de exposi¸c˜ao cambial - significˆancia econˆomica absoluta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 Tabela 12 – Eixos de pesquisa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 Tabela 13 – Categorias, classifica¸co˜es e contagem de artigos do portf´olio bibliogr´afico 61 Tabela 14 – Palavras-chave do portf´olio bibliogr´afico. . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 Tabela 15 – Peri´odicos de publica¸ca˜o do portf´olio bibliogr´afico. . . . . . . . . . . . 64 Tabela 16 – Pa´ıs de origem dos pesquisadores em ordem decrescente de n´ umero de publica¸co˜es. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 Tabela 17 – An´alise de conte´ udo dos artigos do portf´olio bibliogr´afico. . . . . . . . 67.
(12) LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS. AIC. Akaike’s Information Criterion. EUA. Estados Unidos da Am´erica. IGBC. Indice General de la Bolsa de Valores de Colombia. IGPA. Indice General de Precios de Acciones. OECD. Organization for Economic Co-operation and Development. MERVAL. Mercado de Valores de Buenos Aires S.A.. MSCI. Morgan Stanley Capital International. ML. Modelo linear. MP. Modelo parcialmente param´etrico. NL. Modelo n˜ao-linear. NP. Modelo n˜ao-param´etrico.
(13) LISTA DE S´IMBOLOS. α. Letra grega alfa. β. Letra grega beta. ∆. Letra grega Delta. . Letra grega epsilon. υ. Letra grega upsilon. e. N´ umero de Euler.
(14) ´ SUMARIO. 1. Introdu¸c˜ ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 15. Projeto de pesquisa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 17. 1.1. Justificativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17. 1.2. Objetivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18. 1.3. Revis˜ao de literatura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19. 1.3.1. Referencial te´orico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19. 1.3.2. Referencial emp´ırico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20. 1.4. Metodologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22. 1.4.1. Modelo linear . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22. 1.4.2. Modelo n˜ao linear. 1.4.3. Modelo parcialmente param´etrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24. 1.4.4. Modelo n˜ao param´etrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24. 1.5 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23. Resultados esperados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 Procedimentos metodol´ ogicos. 2.1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 27. Dados e amostras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27. 2.1.1. Argentina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27. 2.1.2. Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29. 2.1.3. Chile . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30. 2.1.4. Colˆombia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32. 2.1.5. M´exico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33. 2.1.6. Peru . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34. 2.2 3. Softwares utilizados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 An´ alise e discuss˜ ao dos resultados . . . . . . . . . . . . . . . . .. 3.1. 37. Resultados por amostra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37. 3.1.1. Argentina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37. 3.1.2. Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38. 3.1.3. Chile . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39. 3.1.4. Colˆombia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40.
(15) 3.1.5. M´exico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 3.1.6. Peru . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42. 3.2. 4. 41. Resultados consolidados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43. 3.2.1. Significˆancia estat´ıstica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43. 3.2.2. Significancia econˆomica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 Considera¸c˜ oes finais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 46. Referˆ encias1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 49. ˆ APENDICES. 57. Apˆ endice A – Hedge cambial: revis˜ ao sistem´ atica de literatura 58. 1. Apˆ endice B – Argentina - Dados consolidados . . . . . . . . .. 84. Apˆ endice C – Brasil - Dados consolidados . . . . . . . . . . . .. 86. Apˆ endice D – Chile - Dados consolidados . . . . . . . . . . . .. 92. Apˆ endice E – Colˆ ombia- Dados consolidados . . . . . . . . . .. 96. Apˆ endice F – M´ exico - Dados consolidados . . . . . . . . . . .. 97. Apˆ endice G – Peru - Dados consolidados . . . . . . . . . . . .. 99. De acordo com a Associa¸c˜ ao Brasileira de Normas T´ecnicas. NBR 6023..
(16) 15. ˜ INTRODUC ¸ AO. A administra¸ca˜o financeira tem como uma de suas principais fun¸co˜es a compreens˜ao, avalia¸c˜ao e o gerenciamento de riscos, tendo como meta a adapta¸c˜ao e sobrevivˆencia de firmas, buscando a perpetua¸c˜ao ao longo do tempo (LO, 2017). Dentre os diversos fatores geradores de risco, a exposi¸ca˜o cambial reflete um tema pertinente para economias emergentes: as volatilidades de taxas de cˆambio sinalizam as dificuldades competitivas encontradas por pa´ıses em desenvolvimento. As varia¸co˜es na taxa de cˆambio afetam empresas de diferentes maneiras e existem diversas formas de leitura e avalia¸ca˜o dos riscos envolvidos. O tema desta disserta¸ca˜o ´e a modelagem estat´ıstica da associa¸c˜ao entre a altera¸c˜ao no pre¸co de mercado de empresas de capital aberto em rela¸c˜ao `as flutua¸c˜oes na taxa de cˆambio. A leitura deste fenˆomeno chama-se exposi¸ca˜o cambial (ADLER; DUMAS, 1984). A taxa de exposi¸c˜ao reflete o impacto no valor de ativos (passivos) da empresa de acordo com a varia¸c˜ao na taxa de cˆambio (ALLAYANNIS; OFEK, 2001). Estes podem ser definidos como: exposi¸c˜ao de transa¸c˜ao (financeira, contratual) e exposi¸c˜ao competitiva (operacional) (DONG; KOUVELIS; SU, 2014a). Cada tipo de exposi¸ca˜o possui peculiaridades, influenciam o n´ıvel de exposi¸c˜ao de empresas ao risco cambial e variam de acordo com fatores sistem´aticos e end´ogenos. A exposi¸c˜ao ao risco cambial pode (e deve) ser protegida, em uma t´ecnica popularmente conhecida como hedge – termo inglˆes inspirado na simp´atica esp´ecie de ouri¸cos (hedgehog) e seu mecanismo natural de prote¸ca˜o contra amea¸cas ambientais. Como in natura, empresas tamb´em possuem mecanismos orgˆanicos de prote¸c˜ao contra exposi¸ca˜o a`s taxas de cˆambio. O hedge operacional ocorre quando firmas possuem investimentos (financiamentos) em moeda estrangeira, propiciando benef´ıcios de diversifica¸c˜ao cambial. Esta estrat´egia financeira atua diretamente sobre a exposi¸c˜ao ao risco cambial e consiste em fonte de grande vantagem competitiva (HUTSON; LAING, 2014). Divergentemente, as opera¸c˜oes com instrumentos derivativos s˜ao conhecidas como hedge financeiro (ou contratual) e s˜ao, por natureza, sint´eticos (HULL, 2016). A relevˆancia do tema de prote¸ca˜o cambial no contexto brasileiro motivou a aplica¸ca˜o de uma revis˜ao sistem´atica de literatura (ENSSLIN et al., 2015; BARBOZA et al., 2016; ZANELLO et al., 2016) com objetivo de buscar compreens˜ao sobre o assunto e metodologias.
(17) 16. aplic´aveis no aˆmbito nacional. Um total de 13.952 artigos cient´ıficos publicados na u ´ltima d´ecada passaram por uma s´erie de filtros de alinhamento de conte´ udo e relevˆancia cient´ıfica, resultando em 73 artigos que comp˜oe o portf´olio bibliogr´afico e foram sistematizados quantitativamente e qualitativamente. A pesquisa efetuada sobre hedge cambial evidenciou o tema desta disserta¸c˜ao. A exposi¸ca˜o cambial, m´etrica utilizada em avalia¸co˜es sobre efic´acia de estrat´egias de prote¸ca˜o cambial, possui um interessante caminho te´orico e emp´ırico, n˜ao havendo consenso sobre o m´etodo otimizado de mensura¸c˜ao (YIP; NGUYEN, 2012). A abordagem explorada nesta disserta¸c˜ao tem como base o trabalho de Aysun e Guldi (2011), que compara os parˆametros resultados de diversos modelos de exposi¸ca˜o cambial. No entanto, a metodologia aplicada nesta disserta¸c˜ao difere em uma quest˜ao fundamental: a mudan¸ca nas defini¸c˜ao das densidades kernel resultam em bandas mais suaves na inferˆencia n˜ao param´etrica dos dados. As principais raz˜oes para desenvolver este trabalho s˜ao: (i) o impacto de flutua¸co˜es de cˆambio na economia industrial e empresarial latinoamericana, que necessitam aplicar cotidianamente estrat´egias de prote¸c˜ao cambial aos seus fluxos de caixa; (ii) a falta de consenso sobre a metodologia de medi¸ca˜o do fenˆomeno de exposi¸ca˜o cambial; (iii) o estudo aplicado de modelagens n˜ao param´etricas para leitura de fenˆomenos financeiros. Esta disserta¸c˜ao ´e organizada da seguinte forma: primeiro cap´ıtulo apresenta o projeto de pesquisa, justificando a investiga¸ca˜o, tra¸cando objetivos e percorrendo o caminho da literatura te´orica e emp´ırica sobre o tema, bem como os resultados esperados dos testes estat´ısticos propostos. Segundo cap´ıtulo com procedimentos metodol´ogicos e um panorama das economias nacioniais estudadas. O terceiro cap´ıtulo consiste na an´alise e discuss˜ao dos resultados, contendo tanto resultados segmentados por pa´ıs como as leituras consolidadas dos testes. A inclus˜ao do Apˆendice A, que relata a revis˜ao sistem´atica de literatura sobre hedge cambial e foi o agente seminal desta disserta¸ca˜o, tem como objetivo principal completar o argumento de relevˆancia da pesquisa sobre exposi¸c˜ao cambial. Os demais Apˆendices apresentam as tabelas detalhadas de resultados de cada pa´ıs..
(18) 17. 1 PROJETO DE PESQUISA. O desenvolvimento desta pesquisa tˆem in´ıcio nas evidˆencias emp´ıricas e te´oricas de que oscila¸c˜oes nas taxas de cˆambio impactam no valor de firmas por meio das mudan¸cas nos fluxos de caixa futuros, sendo, portanto, fator determinante para a cria¸c˜ao de valor (ALLAYANNIS; OFEK, 2001). Tal quest˜ao motivou a produ¸ca˜o de uma revis˜ao sistem´atica de literatura em hedge cambial, apresentada no Apˆendice A. Deste protocolo de an´alise de literatura emerge o tema de pesquisa deste trabalho. Conforme apresentado na tabela 13 (Apˆendice A), a tem´atica de exposi¸ca˜o cambial figura em 18 dos 73 artigos do porf´olio bibliogr´afico. As flutua¸c˜oes estoc´asticas de taxas de cˆambio tˆem sido quest˜ao de crescente importˆancia na gest˜ao de riscos desde o colapso dos Acordos de Bretton Woods em 1971, que trouxe o car´ater fiduci´ario ao sistema monet´ario mundial e acarretou em altas de volatilidade (YIP; NGUYEN, 2012), sendo o foco deste projeto a compreens˜ao e identifica¸ca˜o destes impactos na administra¸ca˜o de empresas por meio de dados secund´arios n˜ao-cont´abeis. A abordagem quantitativa proposta ´e uma compara¸ca˜o entre m´etodos que pressup˜oe distribui¸c˜oes na popula¸c˜ao estudada (param´etricas) e m´etodos de distribui¸c˜ao livre (n˜ao parametricos). Conforme argumentado por Sprent e Smeeton (2007), de forma alguma deve-se supor que metodologias de distribui¸ca˜o livre s˜ao a melhor ferramenta para todos os casos. No entanto, uma de suas vantagens mora em situa¸c˜oes onde h´a insuficiˆencia te´orica ou limita¸c˜ao de dados. O trabalho publicado por Aysun e Guldi (2011) sobre exposi¸ca˜o cambial ´e um bom exemplo de rela¸ca˜o orgˆanica entre vari´aveis ex´ogenas ainda n˜ao totalmente compreendida pelas teorias de finan¸cas (LO, 2017).. 1.1. JUSTIFICATIVA. A exposi¸ca˜o ao risco cambial prop˜oe-se a medir a elasticidade no pre¸co de mercado de a¸c˜oes de empresas de capital aberto em rela¸c˜ao a movimentos aleat´orios de taxas de cˆambio. (ADLER; DUMAS, 1984) Apesar de ser uma quest˜ao intermitentemente relevante, o biˆenio 2015-2016 elevou a necessidade de avan¸car no estudo de exposi¸ca˜o ao risco cambial no Brasil. O Latin America Economic Outlook (OECD, 2017) apresenta fatores internos, como o rebaixamento do.
(19) 18. Figura 1 – Taxas de cˆambio em pa´ıses latinoamericanos selecionados em rela¸ca˜o ao d´olar. Fonte: OECD/CAF/ECLAC (2017).. rating de cr´edito do pa´ıs e o processo de impedimento presidencial, e fatores externos, como a desvaloriza¸ca˜o do yuan chinˆes, o aumento da taxa de juros no mercado estadunidense pelo Federal Reserve e o Brexit (a sa´ıda do Reino Unido da Uni˜ao Europeia) como determinantes no aumento de volatilidade financeira na regi˜ao. A figura 1 apresenta a evolu¸ca˜o na taxa ´ evidente que todos de cˆambio em sete pa´ıses latino-americanos em rela¸c˜ao ao d´olar. E foram afetados pela conjuntura macroeconˆomica, contudo o Brasil aparece como expoente a partir da crise institucional nacional de 2015. O enigma de exposi¸c˜ao cambial (BARTRAM; BODNAR, 2007) e sua solu¸c˜ao (BARTRAM; BROWN; MINTON, 2010) apresentam as dificuldades na medi¸c˜ao da exposi¸ca˜o cambial por dados secund´arios. Por tratar-se de fator relevante no desempenho financeiro de empresas, urge o desenvolvimento de pesquisas que foquem na compreens˜ao conceitual e modelagem estat´ıstica da sensitividade do valor de mercado das empresas em rela¸ca˜o a flutua¸co˜es nas taxas de cˆambio (DUMAS, 1978).. 1.2. OBJETIVOS. Este projeto pretende contribuir para literatura sobre gest˜ao de risco e desempenho financeiro de empresas sob a problem´atica de exposi¸c˜ao ao risco cambial, tendo como objetivo geral testar a hip´otese que metodologias n˜ao param´etricas s˜ao mais adequadas na medi¸ca˜o estat´ıstica de exposi¸ca˜o cambial por dados n˜ao-cont´abeis. Os modelos selecionados tem como base o trabalho publicado por Aysun e Guldi (2011)..
(20) 19. Os objetivos espec´ıficos desta pesquisa consistem em: • Efetuar testes lineares; • Efetuar testes n˜ao lineares; • Efetuar testes parcialmente param´etricos; • Efetuar testes n˜ao param´etricos; • Comparar os resultados obtidos em testes estat´ısticos de significˆancia.. 1.3. ˜ DE LITERATURA REVISAO. Antes de apresentar os trabalhos que fundamentam esta pesquisa, faz-se necess´aria a distin¸ca˜o formal entre os conceitos de “risco” e “exposi¸ca˜o” no contexto cambial. O termo ”Risco cambial”refere-se a movimentos aleat´orios n˜ao antecipados em taxas de cˆambio (ADLER; DUMAS, 1980), sendo, portanto, referente u ´ nica e exclusivamente a moedas. No contexto de administra¸ca˜o de empresas, de economia industrial, o risco cambial n˜ao ´e precific´avel e n˜ao ´e materialmente diferente de zero (JORION, 1990). Consequentemente, foi elaborada uma m´etrica de avalia¸c˜ao dos impactos do risco cambial no contexto empresarial. A “Exposi¸ca˜o cambial” reflete a elasticidade dos fluxos de caixa corporativos em rela¸ca˜o a movimentos n˜ao aleat´orios nas taxas de cˆambio (ADLER; DUMAS, 1980), sendo esta a tem´atica abordada neste projeto.. 1.3.1 Referencial te´orico. Um ano ap´os a queda dos Acordos de Bretton Woods, Heckerman (1972) ´e pioneiro no esfor¸co de traduzir o risco cambial no contexto empresarial. Utilizando a t´ecnica de fluxos de caixas futuros descontados a valor presente, tenta definir e medir o risco cambial em empresas com opera¸co˜es estrangeiras. Cinco anos mais tarde, Shapiro (1977) aprimora a metodologia proposta por Heckerman adicionando uma fun¸ca˜o de utilidade esperada ao modelo. Ainda com a falha conceitual presente, conclui que a dados cont´abeis n˜ao s˜ao suficientes para capturar o risco cambial. O trabalho de Shapiro contribui bastante em aspectos gerenciais, pois encontra na localiza¸c˜ao geogr´afica e setor da economia fatores muito mais importantes do que itens do balan¸co patrimonial na medi¸ca˜o de risco cambial..
(21) 20. O francˆes Bernard Dumas, em seu artigo nomeado The theory of the trading firm (1978), j´a utiliza o termo ”exposi¸c˜ao cambial”como objeto de estudo. O trabalho visa a busca por determinantes e, posteriormente, tra¸car estrat´egias otimizadas de hedge no campo te´orico de modelagem matem´aticas. Conclui que a complexidade dos determinante e fatores de risco de mercado n˜ao permitem a elabora¸ca˜o de um modelo te´orico unificado. Continuando a busca da defini¸c˜ao e medi¸c˜ao dos efeitos de risco de vari´aveis macroeconˆomicas em empresas, Dumas uniu-se a Michael Adler na produ¸c˜ao de um estudo sobre a quantifica¸ca˜o da exposi¸ca˜o ao risco de infla¸ca˜o em t´ıtulos p´ ublicos de longo prazo Adler e Dumas (1980). Contribu´ı para a teoria na associa¸ca˜o de risco de infla¸ca˜o a aleat´oriedade de eventos n˜ao antecipados e exposi¸ca˜o do t´ıtulo p´ ublico como reflexo deste fenˆomeno. A defini¸c˜ao e medi¸c˜ao de risco cambial no contexto empresarial remete ao artigo Exposure to currency risck (ADLER; DUMAS, 1984). No trabalho, a exposi¸ca˜o cambial ´e capturada por meio de uma leitura estat´ıstica de regress˜ao linear, conforme a equa¸c˜ao 1.. Rit = αit + β1i Rmt + β2i ∆et + it. (1). No modelo 1, o retorno da a¸ca˜o (Rit ) ´e regredido contra o retorno do mercado (Rmt ) e a varia¸ca˜o na taxa de cˆambio (∆et ).. 1.3.2 Referencial emp´ırico. A p´ ublica¸ca˜o de um teste emp´ırico sobre o modelo de Adler e Dumas (1984) ocorre apenas 6 anos ap´os sua elabora¸c˜ao. O estudo de Jorion (1990) utiliza uma amostra de 287 empresas multinacionais dos EUA e relata as dificuldades em identificar a exposi¸c˜ao cambial, contrariando as evidˆencias te´oricas e gerenciais. Conclui atestando que a raridade de estudos sobre o tema deve-se a imprecis˜ao do estimador de exposi¸ca˜o cambial (β2 ). As fontes do enigma da exposi¸ca˜o cambial ´e tema do artigo produzido por Bartram e Bodnar (2007). Nele s˜ao trabalhadas as quest˜oes de haver evidˆencias te´oricas e pr´aticas da exposi¸c˜ao de empresas ao risco cambial, por´em baixas evidˆencias emp´ıricas. Conclui que a captura dos efeitos de taxas de cˆambio nas finan¸cas corporativas ´e uma tarefa dif´ıcil de ser executada por dados secund´arios devido a a¸co˜es gerenciais mitigadoras de risco..
(22) 21. Portanto, a baixa evidˆencia emp´ırica at´e o momento n˜ao ´e uma falha te´orica ou metodol´ogica, e sim um resultado da endogeneidade nas a¸c˜oes de redu¸c˜ao da exposi¸c˜ao cambial. Estrat´egias financeiras e operacionais combatem os impactos financeiros das flutua¸co˜es de taxas de cˆambio nas finan¸cas empresariais (BARTRAM; BODNAR, 2007). Trˆes anos mais tarde, Bartram, Brown e Minton (2010) publicou o trabalho que quantifica o enigma da exposi¸ca˜o cambial. Utilizando uma base de dados com 1.150 firmas de 16 pa´ıses com opera¸c˜oes estrangeiras, os autores identificaram trˆes mecanismos pelos quais as firmas mitigam a exposi¸ca˜o ao risco cambial: pass-through (o repasse de custos ao mercado, clientes e fornecedores), hedge estrat´egico (a¸co˜es operacionais e vendas) e hedge financeiro (instrumentos derivativos e d´ebito estrangeiro). Tal engenho surge como uma tradu¸c˜ao elegante de fenˆomenos de atividades estrangeiras de impotan¸c˜ao e exporta¸c˜ao, pois consegue englobar fatores competitivos, operacionais e pol´ıticas financeiras. Combinados, os trˆes mecanismos reduzem em m´edia 70% o grau de exposi¸ca˜o cambial das empresas (BARTRAM; BROWN; MINTON, 2010). Pass-through e hedge operacional reduzem a exposi¸c˜ao entre 10-15%. Hedge financeiro reduz em torno de 40%. Motivado pela resolu¸c˜ao do puzzle de Bartram, Brown e Minton (2010) e pela mudan¸ca e legisla¸c˜ao brasileira p´os-crise dos subprime em 2008, Rossi Jr (2009, 2011, 2012, 2013) elaborou uma s´erie de estudos sobre exposi¸c˜ao cambial e atividade de hedge em empresas brasileiras. As normas cont´abeis brasileiras passaram a exigir o reporte de valores, posi¸ca˜o e o grau de exposi¸ca˜o nas notas explicat´orias. O estudo que visa calcular a exposi¸ca˜o cambial de empresas brasileiras, tra¸car seus determinantes e uso de derivativos (Rossi Jr, 2011) inicia com a conextualiza¸ca˜o do sistema monet´ario brasileiro, que passou de um regime monet´ario (quasi)fixo para flutuante em 1999, sendo a modelagem aplicada sob este contexto hist´orico. Encontra evidˆencias que ´ a exposi¸c˜ao cambial ´e maior em per´ıodos de recess˜ao econˆomica e sob regime fixos. E consistente com a hip´otese que regimes de moeda flutuantes induzem empresas a gerenciar a exposi¸ca˜o ao risco cambial por meio de mecanismos financeiros, como derivativos e d´ebito estrangeiro. Persistindo na busca de maior compreens˜ao sobre o impacto de flutua¸c˜oes de cˆambio em empresas brasileiras de capital aberto, Rossi J´ unior (2012), testa a hip´otese que a magnitude dos choques de moeda impactam de maneira diferentes nas finan¸cas corporativas. Compara o desempenho do modelo linear proposto por Jorion (1990) com o.
(23) 22. modelo STAR (Smooth Transition Autoregressive), que suavizam os impactos e captura n˜ao linearidades. Os resultados encontrados corroboram com a hip´otese do trabalho, com o modelo STAR mostrando-se mais eficaz na leitura da exposi¸c˜ao cambial.. 1.4. METODOLOGIA. O modelo aplicado neste estudo tem como base o artigo publicado por Aysun e Guldi (2011). O estudo trabalha com uma base de dados robusta, contando com 2584 empresas, dividida em Brasil, Chile, Cor´eia do Sul, M´exico, Turquia e EUA. Prop˜oe-se a comparar modelos lineares (ML), n˜ao lineares (NL), parcialmente param´etricos (PP) e n˜ao param´ericos (NP).. 1.4.1 Modelo linear. O modelo linear aplicado segue o padr˜ao da equa¸c˜ao 1, conforme aplicada por Jorion (1990) e baseada no seminal trabalho de Adler e Dumas (1984). A u ´nica mudan¸ca refere-se `a ortogonaliza¸c˜ao dos retornos do mercado aos varia¸c˜oes das taxas de cˆambio, conforme proposto por Allayannis (1996), apresentado na equa¸c˜ao 2:. Rmt = α1 ∆et + γt. (2). Os res´ıduos (γt ) da equa¸c˜ao 2 s˜ao introduzidos como parˆametro de retornos de ˆ mt ) na equa¸ca˜o 1. Esta t´ecnica tem como objetivo medir exposi¸co˜es absolutas mercado (R dos retornos das empresas em rela¸c˜ao ao mercado. Sendo assim, caso uma firma n˜ao apresente significˆancia estat´ıstica, a leitura a ser feita ´e que tal firma possui exposi¸c˜ao cambial equivalente a exposi¸ca˜o cambial de mercado. O modelo linear testado ´e apresentado na equa¸ca˜o 3: ˆ mt + β2i ∆et + γit Rit = β1i R. (3).
(24) 23. Tabela 1 – Fun¸co˜es propostas no modelo n˜ao linear Fun¸c˜ ao Express˜ ao matem´ atica 2 quadr´atica(et ) ae + be + c c´ ubica(et ) ae3 + be + c Fonte: Elaborado pelo autor (2018).. Fonte (PRIESTLEY; ØDEGAARD, 2007) (BARTRAM, 2004). 1.4.2 Modelo n˜ao linear. Rela¸c˜oes n˜ao lineares de exposi¸c˜ao cambial s˜ao tema de diversos trabalhos. Os fatores determinantes de n˜ao-liearidades no mercado brasileiro foi pesquisada por Rossi Jr (2012). Os resultados apontam que a principal causa de n˜ao-linearidades na exposi¸ca˜o cambial est´a na pol´ıtica de uso de derivativos, com preferˆencia por instrumentos lineares (contratos a termo, futuros e swaps). A hip´otese de ausˆencia de prote¸ca˜o n˜ao-linear (op¸co˜es) ´e corroborada no estudo de Bajo, Barbi e Romagnoli (2014). H´a diversas outras explica¸c˜oes para a presen¸ca de n˜ao-linearidades na exposi¸c˜ao cambial: efeito n˜ao-linear de taxas de cˆambio em fluxos de caixa (STULZ, 2003), o hedge natural de mudan¸ca geogr´afica de produ¸ca˜o e empresas com alta flexibilidade operacional (DONG; KOUVELIS; SU, 2014b) e risco de falˆencia Arnold, Rathgeber e St¨ockl (2014). O modelo aplicado ´e apresentado na equa¸c˜ao 4 segue o trabalho de Aysun e Guldi (2011):. Rit = β1i Rrm + β2i f (∆et ) + + it (4). A equa¸c˜ao 4 tenta capturar a exposi¸c˜ao cambial de firmas em rela¸c˜ao a varia¸c˜ao nas taxas de cˆambio por meio de uma fun¸c˜ao (f (∆t )) conhecida. Esta forma funcional ser´a testada com os modelos constantes na tabela 4. Importante salientar que, seguindo a diretriz de Aysun e Guldi (2011), os testes n˜ao-lineares propostos tem como intuito formar uma linha de base comparat´oria para os modelos n˜ao param´etricos, sendo a leitura te´orica e pr´atica destas fun¸co˜es assunto fora do escopo deste trabalho..
(25) 24. 1.4.3 Modelo parcialmente param´etrico. A literatura relata uma rela¸c˜ao positiva e significante entre os coeficientes de exposi¸ca˜o cambial (magnitude e significˆancia) e amplitude do choque cambial (BARTRAM, 2004; PRIESTLEY; ØDEGAARD, 2007; ROSSI JR, 2012). O modelo parcialmente parametrico proposto por Aysun e Guldi (2011) tenta capturar as caracter´ısticas especificas do choque cambial pelo uso de vari´aveis dummy entre limites conhecidos, conforme a equa¸ca˜o 5:. Rit =αit + β1i Rmt + β2i (∆et ) + β3i D1t ∆et + β4i D1t + β5i D2t ∆et + β6i D2t + it 1 if − 0, 5s < ∆e < 0, 5s et t et D1t = 0, caso oposto 1 if 0, 5s < ∆e et t D2t = 0, caso oposto . (5). 1.4.4 Modelo n˜ao param´etrico. Os trˆes modelos anteriores prop˜oe uma an´alise `a partir de formas funcionais invariantes entre firmas e ao longo do tempo. Tais modelos, quando bem especificados, s˜ao ´otimas ferramentas de an´alise de s´eries temporais. No entanto, qualquer modelo param´etrico, por mais preciso que seja, ´e uma aproxima¸ca˜o do real processo estoc´astico que rege o fenˆomeno hist´orico (FAN; YAO, 2008). Com o intuito de capturas as idiossincrasias na exposi¸ca˜o cambial das firmas ao longo do tempo ser´a estimado um modelo de regress˜ao linear local aplicado em Aysun e Guldi (2011) e proposto inicialmente por Stone (1977). A estima¸c˜ao inicia-se pela regress˜ao linear proposta na equa¸c˜ao 6, no intuito de medir o coeficiente angular do retorno de mercado (βi ):. Rit = βi Rmt + υit. (6). Em seguida calcula-se o retorno excedente no pre¸co de a¸ca˜o da firma i, por meio da equa¸ca˜o 7: ˆ ite = Rit − βˆi Rmt R. (7).
(26) 25. Por fim, ´e poss´ıvel escrever a forma funcional aberta proposta na equa¸ca˜o 8: ˆ e = f (∆et ) + it R it. (8). A forma funcional da fun¸c˜ao que mede o relacionamento entre as vari´aveis das diferen¸cas de taxa de cˆambio f (∆et ) n˜ao ´e conhecida. A metodologia proposta por Stone (1977) aplica um m´etodo de aproxima¸c˜ao de ∆et e Rite utilizando uma s´erie de Taylor de primeira ordem para cada observa¸c˜ao de taxas de cˆambio, tal qual:. f (∆et ) ≈ f (∆ej ) + f 0 (∆ej )(∆t − ∆j ) = aj + bj (∆et − ∆ej ) para cada j.. (9). Em seguida, por meio de uma minimiza¸ca˜o, ajusta-se uma linha para cada observa¸ca˜o de ∆ej : N X e (Rijt − [aj + bj (∆et − ∆ej )])2 Kj. (10). t=1. Na equa¸ca˜o 10, o termo Kj = K(∆et − ∆ej )/h ´e o kernel normal e h e o suavizador de banda da regress˜ao. Ap´os encontrar o parˆametro de exposi¸c˜ao cambial de cada firma, ´e poss´ıvel calcular a m´edia da amostra e compar´a-la `as demais metodologias. Conforme demonstrado pelo trabalho de Rilstone (1991), os erros padr˜ao encontrados na metodologia de regress˜ao linear local (STONE, 1977) s˜ao compar´aveis aos erros padr˜ao encontrados em modelos param´etricos, tornando vi´avel a compara¸ca˜o entre modelos. Al´em disso, Rilstone (1991) tamb´em demonstra que o estimador encontrado ´e consistente e possui distribui¸ca˜o assimptoticamente normal. Este estudo prop˜oe-se a executar um protocolo similar ao efetuado por Aysun e Guldi (2011), por´em com uma altera¸ca˜o no modelo n˜ao-param´etrico. A defini¸ca˜o da banda suavizadora no estudo de referˆencia ´e dado pela seguinte equa¸ca˜o:. h=. σe N5. (11). Esta metodologia suaviza o encaixe da curva de regress˜ao por meio da banda mais ´ amplamente utilizada larga das caldas de cada fun¸c˜ao de densidade de probabilidade. E na literatura por ter sido aplicada no estudo seminal de Rilstone (1991). Foi difundida e ampliada por gerar modelos com bons resultados de minimiza¸c˜ao e maximiza¸c˜ao, com corre¸co˜es adequadas nas fronteiras de eficiˆencia..
(27) 26. A proposta de suaviza¸c˜ao deste estudo ´e baseada nos trabalhos de Li e Racine (2003) e Li e Racine (2004). Difere do estudo de Aysun e Guldi (2011) por ser um m´etodo de valida¸c˜ao cruzada (cross-validation). Esta metodologia define a banda de suaviza¸c˜ao dos kernels `a partir das observa¸c˜oes pontuais e n˜ao do conjunto da regress˜ao. A f´ormula utilizada para defini¸c˜ao das bandas kernal ´e apresentada em seguida.. h=. N 1 X (yi − yˆi ) N i=1. (12). As dedu¸ca˜o te´orica e evidˆencias emp´ıricas publicadas por Li e Racine (2004) indicam que este m´etodo de suaviza¸ca˜o resulta em maior qualidade de ajuste de regress˜ao e modelos preditivos mais acurados.. 1.5. RESULTADOS ESPERADOS. O trabalho publicado por Aysun e Guldi (2011) revela diferen¸cas substˆanciais entre parˆametros de exposi¸ca˜o cambial calculados pelos modelos apresentados. Os modelos ML, NL e PP apresentam diferen¸cas significativas entre si. Por sua vez, modelo NP exibe resultados de exposi¸c˜ao cambial significantemente superiores, conforme apresentado na tabela 2. Tabela 2 – Diferentes m´etodos de estima¸ca˜o de exposi¸c˜ao cambial - firmas expostas. (%). Brasil Chile Cor´eia do Sul Mexico Turquia EUA Firmas com correla¸c˜ao serial. Propor¸ca˜o de firmas com exposi¸c˜ao significativa (%) ML NL PP NP 2,0 2,7 3,3 16,9 5,1 2,1 3,8 28,5 10,8 11,2 15,4 53,1 6,1 3,5 8,1 18,7 5,9 4,0 12,1 44,3 5,4 7,9 10,5 16,2 12/2584 15/2584 8/2584 17/2584. Fonte: (AYSUN; GULDI, 2011) Esperam-se, portanto, resultados similares ao relatados no trabalho de Aysun e Guldi (2011), em que as metodologias n˜ao parametricas apresentam resultados superiores a`s outras trˆes abordagens propostas. No entando, pela utiliza¸c˜ao de modelos de valida¸c˜ao cruzada no c´alculo das bandas kernel, s˜ao esperadas diferen¸cas mais amplas entre metodologias lineares e n˜ao param´etricas..
(28) 27. ´ 2 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS. O objetivo deste cap´ıtulo ´e descrever o procedimento de coleta dos dados utilizados neste trabalho, bem como elaborar um panorama da produ¸c˜ao econˆomica e das taxas cambiais dos pa´ıses considerados no estudo. A avalia¸c˜ao da m´etrica de exposi¸c˜ao cambial proposta utiliza trˆes vari´aveis em frequˆencia di´aria: retorno no pre¸co das a¸co˜es das empresas, retorno do ´ındice de mercado e varia¸c˜ao do cˆambio nacional em rela¸c˜ao ao d´olar. Todas as empresas avaliadas possuem capital aberto e s˜ao n˜ao-financeiras por natureza. Seis pa´ıses distintos figuram no estudo: Argentina, Brasil, Chile, Colˆombia, M´exico e Peru. As taxas de cˆambio s˜ao avaliadas utilizando as cota¸c˜oes relativas ao d´olar (US$).. 2.1. DADOS E AMOSTRAS. Os dados s˜ao coletados da base Capital IQ (CIQ), em Outubro de 2018. A janela de tempo considerada foi de JAN/2000 a` MAI/2018. O argumento para este recorte temporal ´e a necessidade de uma base de dados robusta para valida¸ca˜o de modelos n˜ao-param´etricos, conforme comprovado teoricamente no trabalho de Rilstone (1991).. 2.1.1 Argentina. A economia Argentina passa por momentos delicados. O ano de 2018 deve fechar com um balan¸co de PIB negativo, pr´oximo de -2,8%. A expectativa ´e que a recess˜ao persista no pr´oximo ano, com proje¸ca˜o atual de -1,9% em 2019. O conturbado cen´ario do pa´ıs conta com fuga de capitais estrangeiros, aumentos de taxa de juros, forte infla¸c˜ao e expectativa de aumento no desemprego at´e 2020 (OECD, 2018). O valor do peso argentino ´e um grande indicador das dificuldades competitivas do pa´ıs, conforme pode ser verificado na Figura 2. A moeda perdeu metade do seu valor frete ao d´olar em 2018..
(29) 28. Figura 2 – Evolu¸ca˜o das taxas de cˆambio - Peso Argentino x US D´olar. Fonte: CIQ (2018).. A amostra do mercado de empresas de capital aberto do pa´ıs totaliza 57 empresas. Para efetuar o estudo foi utilizado o MERVAL, ´ındice mais difundido do mercado acion´ario local. Nesta carteira te´orica s˜ao computadas em tempo real um ´ındice ponderado composto por 19 empresas e corresponde ao maior indicador de mercado argentino. A evolu¸c˜ao de cota¸co˜es do ´ındice pode ser verificada na Figura 3. Figura 3 – Evolu¸ca˜o do ´ındice Merval. Fonte: CIQ (2018)..
(30) 29. 2.1.2 Brasil. As expectativas para o futuro da economia brasileira est˜ao otimistas. Passadas as conturbadas elei¸co˜es para o gabinete executivo, o mercado deposita um voto de confian¸ca no novo governo, que acena com reformas estruturais demandadas h´a um bom tempo. As proje¸c˜oes de PIB para 2018 ´e de 1,2%, e a expectativa para 2019 est´a acima de 2%. Apesar das incertezas insitucionais que rondam o pa´ıs, as expectativas de taxas de juros e infla¸ca˜o s˜ao de leve oscila¸ca˜o, mantendo os baixos patamares atuais para o padr˜ao hist´orico brasileiro. No cen´ario externo, ´e poss´ıvel que a crise na Argentina tenha impacto para as contas nacionais, visto que o pa´ıs ´e destino de aproximadamente 7% das exporta¸c˜oes brasileiras. O cen´ario pol´ıtico conturbado entre China e Estados Unidos tamb´em preocupa o pa´ıs, visto que s˜ao os dois maiores parceiros comerciais brasileiros. (OECD, 2018). O cˆambio brasileiro ´e uma moeda de forte oscila¸c˜ao. O mˆes de Setembro/2018 registrou o maior patamar hist´orico em rela¸c˜ao ao d´olar. A evolu¸c˜ao do cˆambio no pa´ıs pode ser observada na Figura 4. Figura 4 – Evolu¸ca˜o das taxas de cˆambio - Real brasileiro x US d´olar. Fonte: CIQ (2018).. O Brasil possui a maior amostra de empresas do estudo. No total, s˜ao 245 empresas n˜ao-financeiras de capital aberto. O ´ındice utilizado para efetuar os testes estat´ısticos ´e o IBOVESPA, composto por 75 empresas que englobam 70% da capitaliza¸ca˜o de mercado e 80% do volume de transa¸co˜es. O hist´orico do IBOVESPA ´e apresentado na Figura 5..
(31) 30. Figura 5 – Evolu¸c˜ao do ´ındice Bovespa. Fonte: CIQ (2018).. 2.1.3 Chile. Historicamente, o Chile possui a economia mais sadia da Am´erica Latina. Possui bom desenvolvimento de mercado, taxas de juros e infla¸c˜ao controladas e ´ındices de crescimentos est´aveis quando comparados com os outros pa´ıses da regi˜ao. Apesar do biˆenio ruim entre 2016/2017, com alta taxa de desemprego e aumento do d´ebito p´ ublico estrangeiro, a proje¸ca˜o para crescimento do PIB em 2018 ´e acima dos 4% e a expectativa para 2019 ´e acima dos 3% (OECD, 2018). Tal qual a maioria dos pa´ıses latinoamericanos, o ano de 2018 apresenta uma tendˆencia de desvaloriza¸c˜ao do cˆambio. A figura 6 apresenta a evolu¸c˜ao mensal do peso chileno em rela¸c˜ao ao d´olar..
(32) 31. Figura 6 – Evolu¸c˜ao das taxas de cˆambio - Peso chileno x US d´olar. Fonte: CIQ (2018).. A amostra de empresas chilenas adequadas para o estudo soma 135 firmas. O ´ındice de referˆencia utilizado ´e o Indice General de Precios de Acciones (IGPA), a principal taxa de referˆencia do mercado, composta por uma pondera¸ca˜o de toda a carteira dispon´ıvel na Bolsa de Comercio de Santiago. A figura 7 corresponde ao desenvolvimento hist´orico do ´ındice de mercado chileno. Figura 7 – Evolu¸ca˜o do ´ındice IGPA. Fonte: CIQ (2018)..
(33) 32. 2.1.4 Colˆombia. O cen´ario econˆomico colombiano passa por desafios de reestrutura¸c˜ao e reformas, que passam a ser responsabilidade do novo governo executivo eleito em 2018. Ap´os uma d´ecada de s´olido crescimento do PIB, findada em 2015 (+3,0%), 2016 (+2,0%) e 2017 (+1,8%) foram anos de crescimentos modestos. O relat´orio do pa´ıs feito pelo ´org˜ao The World Bank (2018) mostra a economia Colombiana alinhada a` expectativa regional, com tendˆencia de crescimento. A moeda nacional ´e o Peso colombiano. Seu hist´orico dos u ´ ltimos 18 anos ´e apresentada na Figura 8. As taxas de cˆambio `a partir de 2015 refletes as dificuldades competitivas no pa´ıs. Figura 8 – Evolu¸ca˜o das taxas de cˆambio - Peso colombiano x US d´olar. Fonte: CIQ (2018).. A amostra colombiana de firmas n˜ao-financeiras de capital aberto soma 40 empresas. Para aplicar os modelos, foi utilizado o Indice General de la Bolsa de Valores de Colombia (IGBC), composto por 38 firmas. A evolu¸ca˜o do IGBC ´e apresentada na Figura 9..
(34) 33. Figura 9 – Evolu¸ca˜o do ´ındice IGBC. Fonte: CIQ (2018).. 2.1.5 M´exico. As expectativas ´e de retomada de crescimento para a economia mexicana nos pr´oximos anos, ap´os anos de baixo investimento e alto desemprego. Passado um bom ciclo virtuoso encerrado em 2015 (+3,3%), 2016 (+2,6%) e 2017 (+2,3%) tiveram crescimentos mais modestos. A proje¸c˜ao para para 2018 (+2,2%) pode marcar o final deste ciclo, que tem expectativa mais positiva em 2019 (+2,8%), segundo o relat´orio Economic Forecast da OECD (2018). Seguindo a tendˆencia regional, as taxas de cˆambio do peso mexicano est˜ao com vi´es de desvaloriza¸ca˜o. A serie hist´orica dos u ´ltimos 18 anos ´e apresentada na Figura 10..
(35) 34. Figura 10 – Evolu¸c˜ao das taxas de cˆambio - Peso mexicano x US d´olar. Fonte: CIQ (2018).. Para efetuar os testes no pa´ıs, foi escolhido o ´ındice mais robusto no quesito de n´ umero de participantes. O FTSE ´e uma carteira te´orica constituida de 41 empresas. A amostra total para o pa´ıs ´e de 80 empresas. A evolu¸ca˜o do ´ındice FTSE consta na Figura 11. Figura 11 – Evolu¸c˜ao do ´ındice FTSE. Fonte: CIQ (2018).. 2.1.6 Peru. O Peru possui uma das economias mais dinˆamicas da Am´erica Latina. Na u ´ ltima d´ecada, apresenta crescimento m´edio de 5,9% do PIB e um contexto de baixa infla¸ca˜o (m´edia.
(36) 35. de 2,9%). Como em toda a regi˜ao, os anos de 2015, 2016 e 2017 foram de instabilidade. Segundo a institui¸c˜ao de desenvolvimento social The World Bank, 2018 deve iniciar a retomada do crescimento para o pr´oximo biˆenio (2018). A moeda nacional chama-se Sol e, dentre a janela de tempo do estudo, apresenta o comportamento mais regular dentre os mercados estudados, conforme apresentado na Figura 12. Figura 12 – Evolu¸c˜ao das taxas de cˆambio - Peso peruano x US d´olar. Fonte: CIQ (2018).. A amostra de empresas peruanas n˜ao-financeiras de capital aberto totaliza 88 firmas. O ´ındice utilizado no estudo ´e o MSCI, parˆametro de referˆencia do mercado peruano, calculado pelo banco de investimentos estadunidense Morgan Stanley. Conta com apenas 3 empresas. Todavia, representa 85% da capitaliza¸ca˜o de mercado da Bolsa de Valores de Lima. O desenvolvimento mensal do ´ındice MSCI ´e demonstrado na Figura 13..
(37) 36. Figura 13 – Evolu¸c˜ao do ´ındice OMSCI. Fonte: CIQ (2018).. 2.2. SOFTWARES UTILIZADOS. Os testes estat´ısticos foram feitos utilizados a linguagem R, por meio do software Rstudio (RStudio Team, 2015). Os cinco testes aplicados - lineares, n˜ao-lineares (fun¸c˜ao quadr´atica e c´ ubica), parcialmente param´etricos e n˜ao-param´etricos - constam no pacote fundamental do pacote statsr. Para aux´ılio no registro, organiza¸ca˜o e apresenta¸ca˜o dos resultados, foi utilizado o software Excel..
(38) 37. ´ ˜ DOS RESULTADOS 3 ANALISE E DISCUSSAO. Este cap´ıtulo ´e dedicado a` apresenta¸ca˜o e an´alise dos resultados dos testes estat´ısticos efetuados. Primeiramente ser˜ao descritos o resultado separados por pa´ıs, com relato das amostras que n˜ao geraram resultados aplic´aveis. Estas s˜ao separadas em dois tipos: Modelos n˜ao-convergentes e Gradientes singulares. Os modelos n˜ao-convergentes correspondem `as falhas nas tentativas de encaixar formas funcionais n˜ao-lineares a`s amostras. Para estes casos, foram aumentadas os n´ umeros de itera¸co˜es para 1 milh˜ao. Modelos que n˜ao conseguiram gerar resultados at´e este limite foram descartados. Gradientes singulares s˜ao matrizes n˜ao-invert´ıveis, n˜ao pass´ıveis de otimiza¸ca˜o para ajuste do modelo. Nestes casos, foram tentados ajustes nos valores iniciais do modelo. Os dados que n˜ao resultaram em modelos funcionais foram descartados da amostra final. S˜ao apresentadas a quantidade de firmas com exposi¸ca˜o estat´ıstica significante aos n´ıveis de 10%, 5% e 1%. Empresas que se encaixam nesta categoria rejeitam a hip´otese de que a varia¸ca˜o cambial n˜ao impacta no seu valor de mercado. Tamb´em s˜ao relatadas as exposi¸c˜oes econˆomicas m´edias de cada modelo. Os parˆametros apresentados representam o valor m´edio dos coeficientes ˆangulares das regress˜oes. No contexto deste estudo, sua leitura econˆomica pode ser interpretada como o impacto proporcional no valor de mercado das empresas a` partir da varia¸ca˜o do cˆambio.. 3.1. RESULTADOS POR AMOSTRA. 3.1.1 Argentina. Os resultados da amostra argentina apresenta baixa rejei¸c˜ao de amostras, com apenas uma empresa exclu´ıda. Dentre os modelos que executam otimiza¸co˜es com formas funcionais, as fun¸c˜oes quadr´aticas apresentam maior ´ındice de exposi¸c˜ao estat´ıstica. Das 56 empresas da amostra final, 55 resultam em modelos n˜ao-param´etricos com significˆancia estat´ıstica abaixo do n´ıvel de 1% de rejei¸ca˜o. A Tabela 3 apresenta a s´ıntese dos resultados..
(39) 38. Tabela 3 – Argentina - Resultados Pa´ıs Argentina Total de firmas da amostra inicial 57 Modelo n˜ao-convergente 1 Gradientes singulares 0 Total de firmas da amostra final 56 Exposi¸c˜ ao econˆ omica Parˆ ametro Erro Padr˜ ao Modelo linear 0.3257 0.5187 Modelo quadr´atico 0.3327 0.4811 Modelo c´ ubico 0.3511 0.5137 Modelo parcialmente param´etrico 0.0661 0.7687 Modelo n˜ao-param´etrico 0.0636 0.1122 Exposi¸c˜ ao estat´ıstica 10% 5% Modelo linear 14 12 Modelo quadr´atico 15 12 Modelo c´ ubico 14 12 Modelo parcialmente param´etrico 10 7 Modelo n˜ao-param´etrico 55 55. 1% 7 8 7 6 55. A s´ıntese de modelos n˜ao-param´etricos apresentam impactos bem suaves em rela¸ca˜o a`s taxas de cˆambio. O erro padr˜ao destas regress˜oes tamb´em apresentam valores baixos. Os resultados consolidados da amostra de empresas argentinas s˜ao apresentadas no Apˆendice B.. 3.1.2 Brasil. A amostra de empresas brasileiras apresenta o maior ´ındice de modelos rejeitados, com um total de 96 formas funcionais n˜ao-convergentes e 11 gradientes singulares, somando formas quadr´aticas e c´ ubicas. Isto leva a exclus˜ao de 54 amostras, o que representa 22,5% do total da base de dados brasileira. Dentre os modelos param´etricos, a forma quadr´atica apresenta maior significˆancia estat´ıstica. J´a o modelo n˜ao-param´etrico resulta em 176 empresas com exposi¸ca˜o cambial no n´ıvel de significˆancia de 1%..
(40) 39. Tabela 4 – Brasil - Resultados Pa´ıs Brasil Total de firmas da amostra inicial 240 Modelo n˜ao-convergente 96 Gradientes singulares 11 Total de firmas da amostra final 186 Exposi¸c˜ ao econˆ omica Parˆ ametro Erro Padr˜ ao Modelo linear 0.0008 0.2180 Modelo quadr´atico 0.0028 0.2158 Modelo c´ ubico 0.0026 0.2174 Modelo parcialmente param´etrico 0.0087 0.2162 Modelo n˜ao-param´etrico 0.1312 0.1182 Exposi¸c˜ ao estat´ıstica 10% 5% Modelo linear 97 85 Modelo quadr´atico 99 86 Modelo c´ ubico 88 77 Modelo parcialmente param´etrico 96 84 Modelo n˜ao-param´etrico 175 174. 1% 75 76 68 74 171. A exposi¸ca˜o econˆomica na modelagem n˜ao-param´etrica apresenta um enorme salto comparado com os demais modelos, passando de m´edias abaixo de 1% para um modelo acima de 13%. A s´ıntese dos resultados ´e apresentada na Tabela 4. A planilha com dados consolidados por empresa consta no Apˆendice C.. 3.1.3 Chile. A amostra de empresas chilenas conta com 33 modelos n˜ao-convergentes e 7 gradientes singulares. Isto resultou em 20 amostras exclu´ıdas, com o banco final totalizando 114 amostras. Os resultados encontrados nos modelos funcionais s˜ao praticamente iguais, com n´ umero de empresas expostas no n´ıvel de 1% de rejei¸c˜ao iguais. J´a o modelo n˜aoparam´etrico encontra exposi¸c˜ao estat´ıstica em 98% das empresas ao n´ıvel de 1%..
(41) 40. Tabela 5 – Chile - Resultados Pa´ıs Chile Total de firmas da amostra inicial 134 Modelo n˜ao-convergente 33 Gradientes singulares 7 Total de firmas da amostra final 114 Exposi¸c˜ ao econˆ omica Parˆ ametro Erro Padr˜ ao Modelo linear -0.0307 0.3362 Modelo quadr´atico -0.0318 0.3359 Modelo c´ ubico -0.0304 0.3361 Modelo parcialmente param´etrico -0.0307 0.3362 Modelo n˜ao-param´etrico 0.0271 0.0471 Exposi¸c˜ ao estat´ıstica 10% 5% Modelo linear 38 34 Modelo quadr´atico 38 33 Modelo c´ ubico 37 34 Modelo parcialmente param´etrico 38 34 Modelo n˜ao-param´etrico 113 112. 1% 26 26 26 26 112. A exposi¸c˜ao econˆomica nos modelos chilenos apresenta resultados curiosos. Os modelos param´etricos tˆem resultados similares, com coeficientes ˆangulares negativos e valores pr´oximos de erros padr˜ao. Por´em o modelo n˜ao-param´etrico apresenta m´edia de exposi¸ca˜o econˆomica positiva, sinal invertido dos demais modelos. A s´ıntese nos resultados ´e apresentada na Tabela 5. A planilha consolidada de empresas pode ser acessada pelo Apˆendice D. 3.1.4 Colˆombia. Os modelos com firmas colombianas tiveram 3 exclus˜oes por resultados n˜aoconvergentes ou matrizes n˜ao-invert´ıveis. No total, a amostra conta com 37 firmas. Os resultados de significˆancia estat´ıstica dos modelos param´etricos s˜ao idˆenticos. J´a os modelos n˜ao-param´etricos apresentam alta taxa de exposi¸ca˜o, com 36 empresas no n´ıvel de 1%. Os resultados est˜ao sintetizados na Tabela 6..
(42) 41. Tabela 6 – Colˆombia - Resultados Pa´ıs Colˆ ombia Total de firmas da amostra inicial 40 Modelo n˜ao-convergente 4 Gradientes singulares 2 Total de firmas da amostra final 37 Exposi¸c˜ ao econˆ omica Parˆ ametro Erro Padr˜ ao Modelo linear 0.2147 0.3602 Modelo quadr´atico 0.2163 0.3601 Modelo c´ ubico 0.2148 0.3601 Modelo parcialmente param´etrico 0.2147 0.3602 Modelo n˜ao-param´etrico 0.0299 0.0457 Exposi¸c˜ ao estat´ıstica 10% 5% Modelo linear 7 6 Modelo quadr´atico 7 6 Modelo c´ ubico 7 6 Modelo parcialmente param´etrico 7 6 Modelo n˜ao-param´etrico 36 36. 1% 6 6 6 6 36. As medidas param´etricas de exposi¸c˜ao econˆomica s˜ao muito pr´oximas, tanto dos parˆametros como nos erros padr˜ao. Em contraste, o modelo n˜ao-param´etrico resultou em coeficientes angulares bem mais suaves e erros padr˜ao bem abaixo dos modelos param´etricos. Os dados colombianos consolidados est˜ao no Apˆendice E.. 3.1.5 M´exico. O conjunto de modelos mexicanos tiveram 15 empresas exclu´ıdas. O modelo n˜ao param´etrico encontrou ind´ıcios de exposi¸ca˜o em 63 empresas ao n´ıvel de 1% de significˆancia, n´ umero bem acima dos modelos param´etricos. Os resultados sintetizados s˜ao apresentados na Tabela 7..
(43) 42. Tabela 7 – M´exico - Resultados Pa´ıs M´ exico Total de firmas da amostra inicial 80 Modelo n˜ao-convergente 24 Gradientes singulares 5 Total de firmas da amostra final 65 Exposi¸c˜ ao econˆ omica Parˆ ametro Erro Padr˜ ao Modelo linear -0.3303 0.3027 Modelo quadr´atico -0.0351 0.3019 Modelo c´ ubico -0.0520 0.3027 Modelo parcialmente param´etrico -0.0520 0.3027 Modelo n˜ao-param´etrico 0.0001 0.0098 Exposi¸c˜ ao estat´ıstica 10% 5% Modelo linear 33 33 Modelo quadr´atico 34 33 Modelo c´ ubico 33 33 Modelo parcialmente param´etrico 33 33 Modelo n˜ao-param´etrico 63 63. 1% 33 33 33 33 62. Pelos modelos param´etricos, os parˆametros de exposi¸ca˜o econˆomica s˜ao bem divergentes, com modelos lineares resultado em choques mais intensos. A leitura dos modelos param´etricos apresenta uma rela¸ca˜o negativa entre varia¸ca˜o cambial e valor de mercado das empresas mexicanas. Por outro lado, os modelos n˜ao param´etricos apresentam uma m´edia positiva baixa. Os dados consolidados de cada empresa est˜ao dispon´ıveis no Apˆendice F.. 3.1.6 Peru. A base de empresas peruana conta com 87 empresas. Destas, 5 foram exclu´ıdas por resultarem em modelos n˜ao convergentes ou singulares. Com isto, a amostra final considerada no estudo totaliza 82 empresas. Os testes n˜ao-param´etricos apresentam ind´ıcios de exposi¸ca˜o cambial em 77 empresas, valor muito superior aos modelos param´etricos, que apresentam resultados similares entre si..
(44) 43. Tabela 8 – Peru - Resultados Pa´ıs Peru Total de firmas da amostra inicial 87 Modelo n˜ao-convergente 8 Gradientes singulares 1 Total de firmas da amostra final 82 Exposi¸c˜ ao econˆ omica Parˆ ametro Erro Padr˜ ao Modelo linear -0.2635 0.4635 Modelo quadr´atico -0.2620 0.4637 Modelo c´ ubico -0.2636 0.4635 Modelo parcialmente param´etrico -0.2992 0.4684 Modelo n˜ao-param´etrico 0.0082 0.0453 Exposi¸c˜ ao estat´ıstica 10% 5% Modelo linear 23 15 Modelo quadr´atico 23 15 Modelo c´ ubico 23 15 Modelo parcialmente param´etrico 23 15 Modelo n˜ao-param´etrico 78 78. 1% 10 10 10 10 77. Os resultados de exposi¸c˜ao econˆomica para a amostra peruana diverge bastante entre modelagens com forma funcional fixa e forma funcional livre. A rela¸c˜ao negativa prevista por modelos param´etricos n˜ao ´e corroborada nos modelos n˜ao param´etricos, que apresentam em sua m´edia rela¸ca˜o positiva. A Tabela 8 apresenta o reumo dos resultados. A planilha com dados completa consta no Anexo G.. 3.2. RESULTADOS CONSOLIDADOS. 3.2.1 Significˆancia estat´ıstica. A significˆancia estat´ıstica na leitura da m´etrica de exposi¸c˜ao cambial pode ser definida como a rejei¸ca˜o de hip´otese de que as varia¸co˜es nas taxas de cˆambio n˜ao impactam no retorno dos ativos (Rossi Jr, 2012). Desta forma, as bases de dados de firmas que apresentam resultados estatisticamente significantes apresentam evidˆencias de que h´a exposi¸ca˜o cambial destas firmas frente `a varia¸c˜oes no d´olar estadunidense. Na tabela 9 s˜ao apresentadas as s´ınteses dos resultados encontrados. Os n´ umeros refletem as porcentagem de firmas com exposi¸ca˜o cambial estatisticamente significante ao n´ıvel de 1%..
(45) 44. Tabela 9 – Compara¸c˜ao de m´etodos para medi¸c˜ao de exposi¸c˜ao cambial - exposi¸c˜ao estat´ıstica (%). Pa´ıs. ML. Argentina Brasil Chile Colˆombia M´exico Peru. 12,50% 40,32% 22,81% 16,22% 50,77% 12,20%. Firmas com correla¸c˜ ao serial. 4/539. NL f(quadr´atica) f(c´ ubica) 14,29% 12,50% 40,86% 36,56% 22,81% 22,81% 16,22% 16,22% 50,77% 50,77% 12,20% 12,20% 3/539. 6/539. PP. NP. 10,71% 39,78% 22,81% 16,22% 50,77% 12,20%. 98,21% 91,94% 98,25% 100,00% 95,38% 98,78%. 7/539. 8/539. Os modelos aplicados aparentam estar corretamente especificados quanto a` forma funcional, dados o baixo n´ umero de firmas com correla¸ca˜o serial. Os resultados encontrados para os diferentes pa´ıses s˜ao qualitativamente similares entre si. As t´ecnicas que prevˆem formas funcionais fixas para analisar o fenˆomeno encontram n´ umeros muito pr´oximo de firmas com evidˆencias de exposi¸c˜ao cambial. Em contraste, os modelos n˜ao-param´etricos tem um salto gigante no ˆexito da busca por exposi¸ca˜o cambial. Este movimento pode ser observado em todos os pa´ıses investigados. O n´ umero de firmas que apresentaram exposi¸c˜ao cambial estatisticamente significante neste s˜ao muito superiores aos publicados no artigo de Aysun e Guldi (2011). Um poss´ıvel motivo para este fenˆomeno s˜ao os diferentes panoramas macroeconˆomicos entre os per´ıodos estudados. A base de dados avaliada por Aysun e Guldi (2011) remete ao per´ıodo entre 1995-2006. Conforme apresentado na Se¸ca˜o 2.1, o per´ıodo selecionado para o presente estudo (2000-2018) cont´em alta volatilidade das moedas estudadas, com vi´es de deprecia¸ca˜o no cˆambio dos mercados selecionados. Conforme relatado no estudo de Bartram, Brown e Minton (2010), a exposi¸c˜ao cambial ´e uma m´etrica muito peculiar. Apesar de contar com diversas evidˆencias te´oricas e pr´aticas (JORION, 1990), durante muito tempo n˜ao foi pass´ıvel de observa¸ca˜o emp´ırica. O estudo que iniciou a compreens˜ao mais aprofundada desta m´etrica foi elaborado por Bartram e Bodnar (2007). O artigo mostra que empresas podem se proteger deste risco de trˆes maneiras: pass-trough (repassar este risco ao mercado), hedge estrat´egico (d´ebito ou opera¸c˜oes estrangeiras) e hedge financeiro (derivativos). O curioso dos resultados nos modelos n˜ao param´etricos ´e que a taxa de empresas significativamente impactadas pela varia¸c˜ao da taxa de cˆambio beira a totalidade..
(46) 45. 3.2.2 Significancia econˆomica. As m´edias encontradas para o impacto econˆomico da exposi¸ca˜o ao risco cambial n˜ao apresenta uma tendˆencia clara de aumento ou redu¸ca˜o quantitativa. H´a, no entando, uma similaridade qualitativa entre as bases de dados estudadas: os modelos n˜ao param´etricos resultam em valores muito diferentes dos modelos de otimiza¸c˜ao que utilizam formas funcionais fixas. O resumo das m´edias encontradas ´e apresentada na Tabela 10. Tabela 10 – Compara¸c˜ao de m´etodos para medi¸c˜ao de exposi¸c˜ao cambial - significˆancia econˆomica m´edia. Pa´ıs. ML. Argentina Brasil Chile Colˆombia M´exico Peru. 0,3264 0,0008 -0,0307 0,1003 -0,0520 -0,2635. NL f(quadr´atica) f(c´ ubica) 0,3344 0,3525 0,0028 0,0026 -0,0318 -0,0304 0,1011 0,1003 -0,0351 -0,0520 -0,2620 0,4437. PP. NP. 0,0728 0,0087 -0,0307 0,1003 -0,0520 -0,2992. 0,0636 0,1376 0,0271 0,0299 0,0001 0,0082. H´a casos muito distintos, como o Brasil, que apresenta valores m´edios bem modestos em modelos param´etricos e o maior valor entre os pa´ıses estudados na modelagem n˜aoparam´etrica. As empresas chilenas apresentam m´edia de exposi¸c˜ao negativa com formas funcionais fixas, o que significam movimentos de deprecia¸c˜ao nas a¸c˜oes das empresas `a partir da aprecia¸c˜ao cambial. Na regress˜ao local n˜ao-param´etrica, est´a m´edia torna-se positiva. O mesmo fenˆomeno ´e encontrado no M´exico. Para investigar a magnitude do impacto em cada amostra, ´e apresentada na Tabela 11 as m´edias absolutas das exposi¸c˜oes econˆomicas. Esta leitura permite identificar um fenˆomeno diferente: os modelos funcionais livres resultam em exposi¸c˜oes mais suaves. Tabela 11 – Compara¸c˜ao de m´etodos para medi¸c˜ao de exposi¸c˜ao cambial - significˆancia econˆomica absoluta. Pa´ıs. ML. Argentina Brasil Chile Colˆombia M´exico Peru. 0,4133 0,2689 0,2300 0,2355 0,4682 0,4438. NL f(quadr´atica) f(c´ ubica) 0,3556 0,3773 0,2721 0,2670 0,2285 0,2297 0,2363 0,2355 0,4696 0,4682 0,4436 0,4437. PP. NP. 0,5436 0,2635 0,2300 0,2355 0,4682 0,4747. 0,0543 0,1377 0,0272 0,0300 0,0002 0,0082.
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