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2ª Aula - Conceituando

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Academic year: 2021

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AULA 02

A Contabilidade de Custos faz parte da Contabilidade Gerencial

CONCEITO

Contabilidade de Custos é uma técnica para identificar, mensurar e informar os custos dos produtos e/ou serviços. Ela tem a função de gerar informações precisas e rápidas para a administração, para a tomada de decisões (CREPALDI, 2010, p. 2).

Fonte: Crepaldi, 2010.

Quando falamos em Balanço Patrimonial, a empresa comercial tem em seu ativo circulante – estoque de mercadorias e outros estoques. Em se tratando de uma empresa industrial, teremos em seu ativo circulante: Estoque de produtos Acabados, Estoque de Produtos Acabados, Estoque de Matéria Prima e Outros Estoques.

OBJETIVOS DA CONTABILIDADE DE CUSTOS

Resolver os problemas mais complexos de estoques e em registrar detalhada e

convenientemente as informações operações sobre as operações realizadas pela

empresa, para oportuna composição dessas informações sob diversas formas

objetivando:

Proceder à operação detalhada dos resultados; Auxiliar o controle dos gastos;

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CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS: CUSTOS DIRETOS, CUSTOS FIXOS E

VARIÁVEIS.

CUSTOS DIRETOS – São custos diretos aqueles relacionados diretamente com a produção

do produto (bem ou serviço), no qual podemos ter uma medida fiel do gasto realizado. Por exemplo, a quantidade de matéria-prima utilizada na produção de um bem é algo mensurável. Podemos determinar o custo da matéria-prima utilizada na produção, mesmo que tenhamos vários produtos.

Exemplos de custos diretos: Matéria-prima, embalagens, materiais de consumo, mão-de-obra etc.

MATERIAIS DIRETOS. São os materiais que se incorporam (se identificam) diretamente aos

produtos. Exemplo: matéria-prima, embalagem, materiais auxiliares, tais como cola, tinta, parafuso, prego etc.

MÃO-DE-OBRA DIRETA. Representa custos relacionados com pessoal que trabalha

diretamente na elaboração dos produtos, por exemplos, o empregado que opera um torno mecânico. A mão-de-obra direta não deve ser confundida com a de um operário que supervisiona um grupo de torneios mecânicos.

CUSTOS FIXOS – São os custos incorridos para se fabricar o produto (bem ou serviço), que

não têm relação com a quantidade produzida, ou seja, seu valor não varia mesmo que se produza mais ou menos bens ou serviços. Ex.: Aluguel da fábrica, manutenção, limpeza da fábrica etc.

CUSTOS VARIÁVEIS – São custos que variam conforme a produção. Uma maior

quantidade produzida implica em maiores custos, assim como uma menor quantidade produzida implica em uma redução dos custos. Ex.: Matéria-prima, mão-de-obra, energia elétrica da fábrica etc.

CUSTO INDIRETO – É o custo que não podemos determinar com precisão sobre cada

produto, por isso ele é rateado ou alocado com base em algum critério. Por exemplo, não sabemos quanto de energia elétrica cada produto consome ao ser produzido. A energia elétrica da fábrica pode, então, ser rateada pelos produtos fabricados, com base nas quantidades produzidas ou em outro critério, como número de horas de mão-de-obra, por exemplo.

RATEIO. Representa a alocação de custos indiretos aos produtos em fabricação, segundo

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Exemplos de custos indiretos: Energia elétrica da fábrica, água consumida na fábrica, lubrificantes das máquinas, salários dos supervisores ou gerentes da fábrica etc.

 Toda vez que existir custos indiretos obrigatoriamente terá que se ter um critério de Rateio para atribuir parte do gastos aos produtos.

 Quando não haverá custos indiretos numa produção? R:

CUSTO DE TRANSFORMAÇÃO. Representam o esforço empregado pela empresa no

processo de fabricação de determinado item (mão-de-obra direta e indireta, energia, horas de máquina etc.). Não incluem matéria-prima nem outros produtos adquiridos prontos para consumo.

CUSTOS PRIMÁRIOS. São a soma simples de matéria-prima e mão-de-obra direta. Não são

a mesma coisa que custo direto, que é mais amplo, incluindo, por exemplo: materiais auxiliares, energia elétrica etc.

CUSTO MARGINAL. É o acréscimo de custo que a empresa incorre para produzir uma

unidade adicional do produto.

CUSTO DE PRODUÇÃO NO PERÍODO: É a soma dos custos incorridos no período dentro da

fábrica. Ex. Dentro do mês. (Março).

CUSTO DE PRODUÇÃO ACABADA: É a soma dos custos contidos na produção acabada no

período. Pode conter Custos de produção também de períodos anteriores existentes em unidades que só foram completas no presente período.

Ex. Produtos iniciados no período anterior e terminados no período seguinte e iniciados e terminados no mesmo período. (iniciados em Janeiro e terminados em Fevereiro; iniciados em Fevereiro e terminados em Fevereiro).

CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS: É a soma dos custos incorridos nos produtos que só agora

estão sendo vendidos. Pode conter custo de diversos períodos. Ex. (Produtos vendidos em Fevereiro que foram fabricados em meses anteriores).

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SEPARAÇÃO ENTRE CUSTOS E DESPESAS

CUSTOS – São os gastos relacionados à produção, como matéria-prima, energia elétrica da

fábrica, aluguel da fábrica, mão-de-obra destinada à produção etc. Em empresas não industriais, são os gastos efetuados com mercadorias compradas para revenda ou serviços prestados.

DESPESAS – São gastos de administração, vendas, financiamento etc. não diretamente

relacionados à atividade produtiva. Assim, o aluguel dos escritórios da empresa, ao contrário do aluguel da fábrica, é despesa. Os salários dos administradores e funcionários do escritório da empresa são despesas, assim como a energia elétrica do escritório, materiais de escritório etc.

ATENÇÃO:

Considerar como Despesas quando:

 Valores Irrelevantes dentro dos gastos totais da empresa não devem ser rateados. Ex. Gastos com departamento de Pessoal.

 Valores Relevantes, porém repetitivos a cada período, onde sua maior parte é considerada como despesas. Ex. Administração centralizada (Administração e Fábrica).

 Valores cujo rateio é extremamente arbitrário.

Ex. Salário da diretoria. (poderia se fazer a divisão de houvesse um sistema de apontamento do tempo).

DOS ENCARGOS FINANCEIROS:

Devem ser contabilizados como Despesas e não como Custos. Ex. Encargos sobre financiamento de algum item da produção.

ONDE TERMINAM OS CUSTOS DE PRODUÇÃO?

No momento em que o produto está pronto para a venda. (Atenção com Embalagens).

OS GASTOS DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS NOVOS

Dois tratamentos diversos têm sido dados aos gastos com pesquisas de produtos novos: despesa do período e investimento para amortização na forma de custo dos produtos elaborados futuramente.

No primeiro caso, muito utilizado no Brasil em face, principalmente, de sua aceitação para efeito do IR, não há ativação, e todos os gastos são descarregados na conta de resultado no período em que são incorridos.

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No segundo, são alocados na forma de ativos diferidos para serem distribuídos aos bens e serviços quando de sua produção, é claro que para essa amortização deve a empresa ter elaborado uma boa previsão das quantidades a serem vendidas do item.

Quando desse tratamento, essa amortização transforma-se num custo de produção como se fosse uma depreciação de equipamentos.

Os problemas decorrentes desse critério de ativação de gastos com pesquisa são vários, desde o grau de certeza do real aproveitamento e do sucesso do trabalho até a definição de valor a ser apropriado por unidade. Quando uma pesquisa contabilizada como ativo chega a condição de um insucesso, há a necessidade de sua amortização integral nesse período.

Em virtude desse problema de aleatoriedade e até de certa arbitrariedade nas formas de contabilização e transformação em despesas, há uma grande tendência, hoje entre os Auditores Independentes, de forçar a eliminação dessa alternativa. Tem havido, em alguns países, como nos EUA, definições formais já a esse respeito. O tratamento desses valores como despesas é atualmente mais indicado. Entretanto, para fins gerenciais, internos, pode-se ativar para posterior amortização.

GASTOS DENTRO DA PRODUÇÃO QUE NÃO SÃO CUSTOS

Inúmeras vezes ocorre o uso de instalações, equipamentos e mão-de-obra da produção para elaboração de bens ou execução de serviços não destinados à venda. São exemplos disso os serviços de manutenção do prédio, reforma e pintura de equipamentos não fabris etc. com o uso do pessoal da manutenção da fábrica. Também a produção de máquinas ou dispositivos e moldes para a produção de outros bens ou uso próprio da empresa encontra-se nesse problema.

Se a empresa faz uso de seu Departamento de Produção para também fazer reparos em máquinas do Departamento de Contabilidade, por exemplo, ou se usa do pessoal ocioso da produção para ampliar as instalações de seu Departamento de Vendas, não pode incluir esses gastos nos custos dos produtos desse período. Deve ser feito um apontamento da Mão-de-Obra e dos materiais utilizados, e esse montante será tratado como despesa ou imobilização, dependendo do que tiver sido realizado. Além disso, também uma parte dos custos indiretos deverá ser adicionada aos serviços realizado dentro dos mesmos critérios em que basearia a empresa caso um produto tivesse sido fabricado.

Dentro desse mesmo esquema estariam as fabricações de máquinas para uso próprio ou então elaboração de dispositivos, ferramentas, e, outros itens de uso fabril, mas não de consumo imediato.

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Necessário se torna ter sempre em mente que existe a Materialidade, e, por isso não estarão dentro desse tratamento específico pequenos consertos ou serviços que demandem recursos da produção em proporção ínfima.

RESUMO:

Os princípios contábeis geralmente aceitos são observados para a elaboração de Balanços e Demonstrações de Resultados, auditados pelo Fisco e pela Auditoria Externa (Independente) e têm aplicação também na Contabilidade de Custos. Assim é necessário conhecer a Realização, a Competência, O Custo Histórico, a Consistência, o Conservadorismo e a Materialidade, entre Outros.

São Custos de Produção os gastos incorridos no processo de obtenção de bens e serviços destinados a venda, e somente eles. Não se incluem nesse grupo as despesas financeiras, as de administração e as de vendas; e é bastante difícil em algumas situações a perfeita distinção entre elas.

PRINCÍPIOS E CONCEITOS CONTÁBEIS APLICADOS À CONTABILIDADE DE

CUSTOS

REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: os ativos são registrados pelo valor de entrada. Os

custos de produção são lançados pelo valor de compra para que, no balanço, os estoques apareçam pelos valores dos custos de produção. CONTABILIDADE DE CUSTOS Registro pelo Valor Original

REALIZAÇÃO: o lucro só é reconhecido quando da realização da receita, ou seja, quando

da entrega do produto ao cliente.

COMPETÊNCIA: as despesas devem ser registradas no período em que elas foram incorridas.

Exemplo: Despesas Administrativas, Comerciais e Tributárias.

CONFRONTAÇÃO: as despesas são especificamente ligadas às receitas. Exemplo: Custo

da Mercadoria Vendida e a Comissão de Vendedores.

CONSISTÊNCIA: Entre vários critérios que existem para se fazer o registro contábil, a

empresa deve escolher um deles e adotá-lo de forma consistente, não podendo mudá-lo no período.

PRUDÊNCIA: Na dúvida em como proceder a um lançamento contábil, devemos ser

cautelosos. Exemplo: na dúvida sobre tratar um gasto como ativo ou como despesa, devemos considerá-lo uma despesa.

OBJETIVIDADE: os itens considerados de pequeno valor não devem consumir muitos

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CUSTOS DE PRODUÇÃO (Conta Sintética)

1. Custos Diretos (conta Analítica) Material Direto (MD)

Matéria Prima Consumida Material Secundário Consumido Embalagem aplicada no produto Outros Materiais diversos

Mão de obra direta Salários e Ordenados Prêmios de Produção Gratificações Férias 13º Salário Contribuição Previdenciária FGTS

Aviso Prévio e Indenizações Assistência Médica e Social Seguro de Acidentes de Trabalho Outros Encargos Trabalhistas

2. Custos Indiretos de Fabricação (conta Analítica) Mão de Obra Indireta

Materiais Indiretos Aluguel

Depreciação das Máquinas Gastos de Manutenção Consumo de Água e Luz

Gastos com Transporte do Pessoal Gastos com Refeitório

Vigilância

Ferramentas de Curta duração IPTU

Gastos com veículos da Fábrica Material de Escritório

Referências

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