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Arq. NeuroPsiquiatr. vol.12 número1

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Academic year: 2018

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A N Á L I S E S D E R E V I S T A S

T O P O G R A F I A D A S P R O J E Ç Õ E S C E N T R A I S D O S I S T E M A O L F A T I V O ( T O P O G R A P H I E D E S P R O J E C -TIONS CENTRALES DTT SYSTÈME OLFACTIVE). A. HuGELIN, M. BoNVOLLET, R. DAVID

e P. DELL. Rev. Neurol., 87:459-463, 1952.

Os impulsos aferentes, sensoriais ou sensitivos, atingem áreas específicas e não específicas, onde participam dos mecanismos centrais de integração. Com o obje-tivo de pôr em evidência as projeções não específicas das vias olfativas, os A A . apresentam um estudo feito em preparações de encéfalo isolado de gato e em preparações sob a ação do Flaxedil.

A neuronografia se baseou na introdução de um par de eletrodos concéntricos em cada bulbo olfativo do animal em estudo e outro par no encéfalo, deslocan-do-se milímetro a milímetro no interior do parênquima. A s excitações variavam de 1 a 3 impulsos próximos, com duração de 1 mseg e potencial de 1-3 V , e as respostas eram captadas pelos eletrodos cerebrais, levadas a um oscilógrafo ca-tódico e fotografadas. A s posições sucessivas do eletrodo cerebral foram exami-nadas sistemàticamente em cortes seriados corados pela tionina e pelo Weigert.

A s experiências demonstraram que os impulsos olfativos atingem a córtex piriforme e prepiriforme, área pré-amigdaliana e núcleo amigdalóide, septo pelú-cido e hipotálamo anterior. A maior parte das formações talâmicas, subtalâmi-cas, hipotalâmicas posteriores e mesencéfalo-tegmentais é atingida pelos impulsos olfativos. H á , também, projeções cerebelosas, sobretudo próximas à fissura pri-mária. O hipocampo recebe contingente importante dessas projeções.

Citando os trabalhos de Moruzzi, Magoun e Taylor, segundo os quais o es-tado de vigília depende da integridade das formações reticulares bulbomesenccfᬠlicas, a qual é ativada pelas vias aferentes sensoriais, os A A . frisam que os im-pulsos olfativos também terminam em parte na formação reticular do tronco ce-rebral, contribuindo para sua ativação e, portanto, para a manutenção do estado de vigília. Refutam a influência, atribuída por Gastaut, dos impulsos olfativos sobre o comportamento, em particular no setor afetivo, embora não esclareçam suficientemente seu ponto de vista.

Ressalta do presente estudo que, possìvelmente, ao hipocampo cheguem ape-nas projeções indiretas, pois a latências variáveis registradas sugerem a heteroge¬ neidade das vias.

C. T I M O I A R I A

E F E I T O D O B R O M E T O D E H E X A M E T Ô N I O S Ô B R E A C I R C U L A Ç Ã O C E R E B R A L N A H I P E R T E N S Ã O ( E F F E C T O F H E X A M E T I I O N I U M B R O M I D E O N T H E C E R E B R A L C I R C U L A T I O N I N H Y P E R T E N S I O N ) . H . A . D E W A R , S. G. O W E N e A . R . J E N K I N S . Brit. M . J.,

2 : 1 0 1 7 - 1 0 1 8 ( 7 novembro) 1953.

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complexas. Evidentemente, é da maior importância o conhecimento do comporta-mento na circulação coronaria e na cerebral. Trabalhos anteriores de outros au-tores evidenciaram que, em cães com hipertensão renal experimental, a resistência vascular na circulação coronaria decresce ligeiramente pela ação do hexametônio, de forma que o fluxo coronario médio é mantido. N a investigação presente, os A A . estudaram 6 pacientes hipertensos, todos com alterações do fundo de ôlho do grau I V ( K e i t h - W a g e n e r - B a r k e r ) , com exceção de um caso de hipertensão maligna, em que a retinopatia era mais pronunciada. Registraram, através do método do óxido nitroso, o fluxo sangüíneo cerebral antes e depois do uso do hexametônio. Concluíram que, apesar da tensão arterial média cair de 30%, não ocorreram alterações significativas do fluxo sangüíneo cerebral, de modo a eviden-ciar uma queda paralela na resistência cerebrovascular. E m 4 pacientes em que o consumo de oxigênio foi determinado, não observaram alterações importantes em relação aos valores prévios.

R . M E L A R A G N O F I L H O

E N C E F A L O P A T Í A P E L A R O N T G E N T E R A P I A . D O I S C A S O S D E S Í N D R O M E S H I P E R C I N É T I C O - A F Á S I C A D O T I P O K R A M E R E P O L L N O W . C O N T R I B U I Ç Ã O C L Í N I C A ( E N C E F A L O P A T Í A D A T E R A P I A R O E N T G E N . D U E C A S I D I S Í N D R O M E I P E R C I N E T I C O - A F A S I C A D E L T I P O D I K R A M E R E P O L L N O W . C O N T R I B U T O C L I N I C O ) . G. C A R R I E R I . Giorn. Psichiat. e Neuropatol.,

81:245-257, 1953.

ü A . considera demonstrado que o tecido nervoso pode ser lesado pelos raios rõntgen e que os disturbios podem aparecer depois de um período de laténcia variável entre alguns meses e alguns anos. A sintomatologia varia com a sede, gravidade e difusão das lesões anatômicas, que podem atingir as células nervosas, glia e vasos. O acidente parece ser excepcional, pois ainda não foram descritos 100 casos; mas chama a atenção para vários fatos, entre os quais o número cres-cente de casos publicados, embora a técnica de aplicação dos raios seja pràti-camente a mesma. O A . apresenta dois casos estudados clinipràti-camente. O primeiro é o de menina de 7 anos de idade, sem antecedentes dignos de nota, e que, para tratar uma tinha, foi submetida à rontgenterapia; 3 meses depois, apresentou di-minuição do rendimento escolar durante um mês, findo o qual se instalou brusca-mente um estado de agitação motora, com rápida e progressiva redução da lin-guagem, com as características de uma afasia mais ou menos total, verificando-se depois alexia e agrafía, ü caso evoluiu para cuua completa, após alguns meses, ü segundo paciente é um menino de 5 anos de idade, também submetido à ront-genterapia para tratamento de tinha, e que, 3 a 4 meses depois, apresentou cri-ses convulsivas epileptiformes prevalentes no lado esquerdo; alguns dias após entrou em estado de mal; medicado, saiu do estado de mal, porém ficou mudo e apresentou crises periódicas de agitação motora; o distúrbio da linguagem pare-cia ser afásico com componente sensorial; o paciente permaneceu neste estado du-rante 3 meses, após os quais os distúrbios da linguagem começaram a regredir, desaparecendo completamente.

O A . considera a semelhança com a síndrome de Kramer e Pollnow. Con-sidera como fator etiológico os raios X , por não encontrar outra causa aparente demonstrável clínica ou laboratorialmente. Mostra que, na literatura, os casos em que o período de latência é curto, se referem a crianças irradiadas para o tra-tamento de tinhas, como se tal fato tivesse relação com a idade do paciente e com a técnica de aplicação.

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E P I L E P S I A A F E T I V A ( A F F E C T I V E E P I L E P S Y ) . L . V A N D E R H O R S T . J . Neurol., Neurosurg. a. Psychiat, 16:25-29, 1953.

O têrmo "epilepsia afetiva" foi introduzido por Bratz e Falkenburg em 1904, para descrever crises que, lembrando os pródromos e aura das verdadeiras epi-lepsias, eram acompanhadas não» por convulsões epilépticas, mas por distúrbios emotivos. O interêsse por essas crises tornou-se menor quando verificou-se que tais casos tinham uma origem orgânica. Contudo, com a importância atual dos aspectos psicológicos das epilepsias, esse tipo de crise passou a merecer a atenção de clínicos e investigadores.

O A . descreve um caso de paciente de 23 anos, com crises do tipo minor, em que o olhar se tornava vago e havia desvio dos olhos, ligeiros movimentos dos lábios, ligeiro declínio da consciência e então o paciente apresentava intensos dis-túrbios emotivos. Repentinamente iniciava discursos em pseudo-linguagem, com acentuada mímica e gestos. Suas crises foram sempre estereotipadas. A p ó s exa-me clínico e provas compleexa-mentares, foi firmado o diagnóstico de tumor frontal e à cirurgia foi encontrada massa resistente situada profundamente na região íronto-temporal. F o i feita desoompressão subtemporal e radioterapia. A s crises continuaram a se repetir, e seu estado mental foi-se deteriorando gradativamente; 8 anos após, apresentava sinais de hipertensão craniana, vindo a falecer. O exame anátomo-patológico demonstrou a presença de um glioblastoma multiforme que se estendia da região subcalosa do lobo frontal, ao septum pellucidum, fórnices, hipo-campo, tálamo, hipotálamo, núcleo lenticulado e córtex da ínsula. O rinencéfalo era a região mais atingida pela lesão.

Discutindo os achados anatômicos, o A . procura relacionar a situação da le-são com os sintomas apresentados pelo enfêrmo, lembrando que j á Papez, em 1937, afirmava que o hipocampo, através do fórnice, hipotálamo, núcleo anterior do tálamo, giro cingulado e suas conexões, constituíam um sistema auto-regulador do temperamento do indivíduo, participando de sua expressão emocional.

J . A R M U R U S T - F I G U E I R E D O

O C O R R Ê N C I A D E " S I N T O M A S C O N T Í N U O S " E M E P I L É P T I C O S ( O C C U R R E N C E O F ' C O N T I N U O U S S Y M P T O M S " I N E P I L E P T I C P A T I E N T S ) . J. S. S C O T T e R . L . M A S L A N Ü . Neurology,

3:297-301, 1953.

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E P I L E P S I A C A R D Í A C A S I M U L A N D O S Í N D R O M E D E A N G I N A ( C A R D I A C E P I L E P S Y S I M U L A T I N G T H E A N G I N A L S Y N D R O M E ) . E . R . J A N G I G I A N . A m . J . Psychiat., 1 1 0 : 3 4 - 4 0 ( j u -lho) 1953.

O A . descreve o caso de um indivíduo que, durante 4 meses, apresentava -ataques recorrentes de dor subesternal, precipitada pelo esfôrço, excitação ou re-feições pesadas, ocorrendo geralmente duas a três vêzes por semana. Tinham iní-cio súbito e paroxístico, com intenso mal-estar cardíaco, acompanhado de mêdo mórbido da morte. Os exames clínicos e eletrocardiográfico nada revelaram. O A . observou que o paciente apresentava, por um ou dois segundos antes da crise -aguda de dor subesternal, uma sensação particular de náusea, que caracterizou como "aura". E m virtude desta, da característica episódica irregular das crises, do início súbito, do mal-estar cardíaco e da exaustão que se seguia ao ataque, -suspeitou da existência de disritmia cerebral, que foi confirmada pelo E E G .

Ins-tituído o tratamento pela fenil-hidantoína, não só os sintomas desapareceram co-m o taco-mbéco-m o E E G se norco-malizou. A supressão do co-medicaco-mento deterco-minou a volta dos sintomas e da disritmia.

O A . discute a possibilidade da existência de uma entidade denominada epi-lepsia cardíaca, análoga à epiepi-lepsia abdominal.

J O Y A R R U D A

A N Ó X I A C E R E B R A L E C O N V U L S Õ E S ( C E R E B R A L A N O X I A A N D C O N V U L S I V E D I S O R D E R S ) . B . C . C O U R V I L L E e J. M . N I E L S E N . Bull. Los Angeles Neurol. S o e , 18:59-73 (junho)

1953.

Os A A . fazem uma revisão dos vários aspectos da possível relação entre a anóxia cerebral e a produção de crises convulsivas. O problema é estudado sob vários ângulos: 1) a freqüência de convulsões como sintoma de anóxia aguda; 2 ) a relação da anóxia aguda com a produção de disritmias; 3 ) o efeito dos cianetos, que resultam em anóxia histotóxica, na produção de crises convulsivas; 4 ) a ocorrência de convulsões na anóxia pré-natal experimental; 5) a freqüên-cia de convulsões como manifestação assofreqüên-ciada aos estados espásticos e de defi-ciência mental conseqüentes à anóxia neonatal; 6) as evidências histológicas de anóxia cerebral em lesões focais epileptógenas do córtex; 7) a relativa

freqüên-cia da epilepsia nos primeiros filhos, os quais áão mais sujeitos à anóxia neo-natal.

J. A . L E V Y

E S T U D O E L E T R E N C E F A L O G R Á F I C O D A D O E N Ç A A S M Á T I C A N A C R I A N Ç A ( É T U D E É L E C T R O E N ¬ C E P H A L O G R A P H I Q U E D E L A M A L A D I E A S T H M A T I O . U E C H E Z L ' E N F A N T ) . R . P A N Z A N I

e M . T U R N E R . P e d i a t r i c 7:638-646 (maio) 1953.

Os A A . estudaram quarenta crianças asmáticas com idade compreendida entre 3 e 14 anos, comparando dados clínicos e eletrencefalográficos. Êste confronto ele¬ tro-clínico permitiu aos A A . encontrar, em cêrca de 50% dos casos, alterações

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H E M O R R A G I A S U B A R A C N Ó I D E A E M E T Á S T A S E S P A R T I N D O D E S A R C O M A M E D U L A R E M U M A C R I A N Ç A ( S U B A R A C H N O I D H E M O R R H A G E A N D T U M O R I M P L A N T S F R O M S P I N A L S A R C O -M A I N A N I N F A N T ) . I . M . T A R L O V

e

E . B . K I E N E R .

Neurology,

3 : 3 8 4 - 3 9 0

(maio) 1953.

Apresentação de um caso raro sob vários aspectos: uma criança de três

me-ses e meio, que apresentou, sùbitamente, déficit nos membros superiores e, alguns

dias depois, nos inferiores, momento em que foi notado um quadro de irritação

meníngea. O liqüido lombar foi hemorrágico e xantocrômico e a perimielografia

mostrou parada em T

2

do contraste injetado por via lombar. O estado geral

era péssimo e a criança morreu antes de ser operada. A necrópsia mostrou

tra-tar-se de meningossarcoma. Foi verificada a presença de células tumorais em

numerosos pontos do revestimento meníngeo, tanto da medula como do tronco

en-cefálico, cerebelo e cérebro.

Os tumores medulares são muito raros nas crianças; até 1951 haviam sida

descritos 2 2 casos. H á na literatura 1 0 casos de hemorragia subaracnóidea

es-pontânea produzida por tumor medular; o caso atual é o único verificado em

criança.

A N T O N I O B . L E F È Y R E

E N C E F A L O P A T Í A A P Ó S I N O C U L A Ç Ã O C O M V A C I N A P E R T U S S I S - D I F T É R I C A ( E N C E P H A L O P A T H Y F O L L O W I N G D I P H T H E R I A - P E R T U S S I S I N O C U L A T I O N ) .

J.

M . S U T H E R L A N D .

Arch. Dis.

Childhood, 2 8 : 1 4 9 - 1 5 0 (abril) 1953.

Apresentação de um caso de encefalopatía conseqüente a vacinação mista

per-tussis-diftérica. Criança de 1 1 meses que, 1 0 dias após ter recebido a última

dose de vacina profilática pertussis-diftérica, apresentou paraplegia crural

flá-cida. O exame de liquor apenas mostrou como anormalidade elevação da taxa

de proteínas ( 3 8 m g / 1 0 0 m l ) e reação de Pandy positiva. Alguns dias após o

início da moléstia apareceram sinais de libertação piramidal, mais evidentes em

um dimídio. A o s 4 0 dias de evolução o quadro clínico iniciou a regressão,

vol-tando o paciente à normalidade em poucos dias. Foi feita apenas medicação

sin-tomática.

F R A N C I S C O G . N E V E S

E S T U D O E L E T R E N C E F A L O G R Á F I C O D E R E C É M N A S C I D O S E C R I A N Ç A S Q U E S O F R E R A M T R A U M A -T I S M O I N -T R A C R A N I A N O A O N A S C E R ( E L E C -T R O E N C E P H A L O G R A P H I C S -T U D I E S O F I N F A N -T S A N D C H I L D R E N W H O A C Q U I R E D I N T R A C R A N I A L I N J U R I E S A T B I R T H ) . O . M O R S T A D E

B .

R .

K A A D A .

Neurology,

3 : 5 4 4 - 5 4 9 , 1953.

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predominância nítida dos focos à esquerda, fato que os A A . apenas registram, não o conseguindo relacionar a qualquer fator etiológico.

M . I . V A L E N T E

A N Á L I S E E L E T R O M I O G R Á F I C A D A A Ç Ã O D A S I N F I L T R A Ç Õ E S E S T E L A R E S N O T R A T A M E N T O D A S P A R A L I S I A S F A C I A I S P E R I F É R I C A S ( A N A L Y S E É L E C T R O M Y O G R A P H I Q U E D E L ' A C T I O N D E S I N F I L T R A T I O N S S T E L L A I R E S D A N S L E T R A I T E M E N T D E S P A R A L Y S I E S F A C I A L E S P E R I P H É ¬ R I Q U E S ) . F . I S C H e C. T R E U S S A R D . Rev. Neurol., 87:463-464, 1952.

ü bloqueio do simpático cervical tem mostrado valor na terapêutica de vá-rias entidades patológicas, inclusive das paralisias faciais periféricas. Os A A . es-tudaram pelo eletromiografia os efeitos da infiltração estelar em 14 casos de pa-ralisia facial periférica de etiologías diversos e os obtidos em 16 outros, nos quais se provocou vasodilatação facial por meio de histamina e calor.

Utilizando-se de agulhas de Bronk, traçaram eles o E M G do músculo frontal do lado paralisado antes da infiltração ganglionar. Em 4 casos não apareceram potenciais de ação ao esfôrço máximo de contração, verificando-se fibrilação, que denotava a denervação do músculo. Nos 10 restantes havia atividade elétrica fraca (uma ou poucas unidades-motoras). Depois da infiltração (sem tirar os eletro-dos) fêz-se novo E M G . Nos 4 casos sem potencial antes do bloqueio não houve modificação do traçado, a não ser aumento da freqüência de amplitude e do nú-mero de unidades-motoras, encontraram-se, em 8 dos 10 casos, pelo menos 2 dêsses elementos e, em 3, apenas um.

Em 8 doentes foi feito o E M G do músculo frontal, injetando-se depois his-tamina intradèrmicamente, ao redor dos eletrodos. D e 4 casos onde não havia atividade elétrica, 3 não se alteraram após a histamina, mas em um surgiu uma unidade-motora. Nos outros 4, em que o E M G revelava atividade elétrica, houve melhora nítida. Em outra série de 8 pacientes, registrou-se o E M G do músculo frontal antes e depois da aplicação de compressas quentes ou aquecimento do músculo. Em 2 casos, sem atividade elétrica, não houve modificação; em 4 a melhora foi nítida e em um, moderada.

Concluem que as infiltrações estelares agem pela vasodilatação e aumento do calor local, mas não esclarecem o mecanismo pelo qual esses fatores determinam a melhora observada; a ação não pode ser apenas local, pois o aumento da fre-qüência revela a existência de mecanismo que envolve ação central sôbre o neu-rônio. O E M G tem interesse prognóstico para a terapêutica por infiltração por-quanto a ausência de atividade elétrica do músculo antes da intervenção faz pre-ver fracasso terapêutico.

C. T I M O I A R I A

L I M I A R E S E L E T R O M I O G R Á F I C O S E M M Ú S C U L O S R E I N E R V A D O S ( E L E C T R O M Y O G R A P H I C P A T -T E R N S I N R E I N N E R V A -T E D M U S C L E ) . M . D . Y A H R , E . H E R Z , J . M O L D A V E R e H . G R U N D F E S T . Arch. Neurol, a. Psychiat., 63:728 (maio) 1950.

Para determinar as modificações eletromiográficas após completa reinervação, foram estudados 76 pacientes com secção e sutura de nervos periféricos das ex-tremidades 3-5 anos depois do acidente. Pela primeira vez se fêz contrôle eletro¬ miográfico tão tardio em casos semelhantes.

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determinados pela contração voluntária (não verificaram as ondas polifásicas des-critas por outros autores). Potenciais altos e espontâneos, ocorreram apenas em algumas áreas do mesmo músculo, o que indica haver fibras reinervadas e fibras não inervadas. A cronaxia dêsses músculos era 1 0 vêzes maior que a normal. Ressalta o fato de as fibras musculares ainda não reinervadas não terem sido substituídas por tecido fibroso. N o segundo grupo (maior parte dos casos) não ocorreram potenciais espontâneos, mas, à contração voluntária, havia espículas de elevado potencial, isoladas ou associadas a outras de menor potencial. A espícula de grande potencial é trifásica e varia de 2 - 1 5 m V . A s maiores amplitudes apa-receram nos músculos pequenos, o que também se dá normalmente. Os músculos desse grupo mostraram déficit motor jias cronaxias normais, o que indica falta de massa muscular e não falta de inervação.

Baseados na observação de que a regeneração nervosa cria novos padrões ana-tômicos, pois os axônios se relacionam com as fibras musculares de modo diverso do anterior, e de que a amplitude das descargas é a expressão direta do tamanho da unidade motora, os A A . admitem que esses potenciais elevados dos músculos reinervados são o resultado da reconstituição das unidades motoras em unidades de número maior de fibras.

C. T I M O I A R I A

D I A G N Ó S T I C O D A M E N I N G I T E A G U D A N A I N F Â N C I A ( D I A G N O S I S O F A C U T E M E N I N G I T I S I N I N F A N C Y ) . J . C. H A W O R T H . Lancet, 1:911-958 (maio) 1953.

Os A A . , considerando que é ainda bastante alta a mortalidade nos casos de meningites purulentas nas crianças, apesar do tratamento corretamente realizado pelos antibióticos, procuram analisar as causas dêste prognóstico relativamente mau. Concluem que um dos mais importantes fatôres desta alta mortalidade vem a ser o diagnóstico tardio. Estudam 5 0 crianças com idade inferior a 1 2 meses, com o diagnóstico de meningite purulenta aguda; 1 3 dêstes casos não apresenta-vam nenhum dos sinais clàssicamente descritos como característicos das meningites agudas. Chamam a atenção para um sinal de grande valor, que é a tensão da fontanela bregmática; porém, êste sinal pode estar ausente em crianças desidra¬ tadas. Os sinais mais freqüentemente verificados foram: rigidez de nuca, fonta-nela tensa, Kernig e desvio dos olhos. Os sintomas mais freqüentemente relatados foram: vômitos, irritabilidade, anorexia, sonolência e convulsões.

Os A A . chamam a atenção para o mau significado prognóstico das convul-sões e lembram a necessidade de ser feito precocemente o exame de liqüido cefa¬ lorraqueano, sem esperar o aparecimnto de todo o cortêjo de sinais clínicos das meningites.

A . A N G H I N A H

N E O P L A S I A S I N T R A - R A Q U I D I A N A S D A R E G I Ã O C E R V I C A L ( I N T R A S P I N A L N E O P L A S M S I N T H E C E R V I C A L R E G I O N ) . J. H . W E B B , W . M c K . C R A I G e J. W . K E R N O H A N . J. Neu¬

rosurg., 10:360-366 (julho) 1953.

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ultrapassou 40 mg/100 ml em apenas 14 dos 83 casos em que foi determinada; nos demais as taxas eram mais elevadas, correspondendo os maiores valores àqueles casos onde fora demonstrada a existência de bloqueio completo do canal raquea¬ no. A citometria, determinada em 110 casos, foi menor que 5 por mm3

em 79 casos e igual ou maior nos demais, raramente ultrapassando o número de 10; não há referências ao estudo dessas células. Em 19 casos a punção lombar determi-nou aumento da intensidade das dores e da fraqueza muscular e acentuação do comprometimento sensitivo.

A . S P I N A F R A N Ç A N E T T O

S Í N D R O M E D E A R A N - D U C H E N E C A U S A D A P O R U M A P A Q U I M E N I N O I T E C A R C I N O M A T O S A . E . P . T O R T E L L A , R . R . D E V I Ñ A L S , C. L . D E G R I G N O N e J. B . R O D R I G U E S - A R I A S .

Actas Luso-Españ. Neurol, y Fsiquiat., 4:334-344 (novembro) 1952.

A s síndromes amiotróficas mielopáticas de origem metastática são raras. Os A A . relatam a observação de um paciente que apresentou afonia progressiva e raquialgia, e, quase um ano após, paresia braquial esquerda e amiotrofia na mão; posteriormente, sinais semelhantes à direita, acompanhados de paresia facial, ble¬ faroptose esquerda e disfagia. Oito anos antes fôra feita ablação da mama es-querda por neoplasia maligna. A o exame neurológico foi observado: paresia bra-quial bilateral, mãos tipo Aran-Duchenne, hiperreflexia profunda, alterações da sensibilidade superficial, particularmente térmica, ao nível de C7- T1 e mais ní-tida à esquerda, síndrome de Claude Bernard-Horner à esquerda, paresia facial central, lesão discreta do hipoglosso à direita e apraxia. O exame do líqüido ce¬ talorraqueano revelou xantocromia, dissociação albumino-citológica e bloqueio. A radiografia da região cérvico-torácica foi normal. O quadro se agravou progres-sivamente, falecendo a paciente um mês depois. A necropsia mostrou: metasta-ses pulmonares, hepáticas, cerebrais e raquidianas na zona C8- T4, com bloqueio subaracnóideo (paquimeningite cervical). Os A A . admitem a propagação das cé-lulas cancerosas até as meninges através da sua rêde venosa, pois as raízes pos-teriores estavam mais lesadas.

W B R O T T O

C E R V I C O B R A Q U I A L G I A E A R T R O S E U N C O V E R T E B R A L ( C E R V I C O B R A Q U I A L G I A Y A R T R O S I S D E L A S A R T I C U L A C I O N E S U N C O V E R T E B R A L E S ) . F. V . , R A V E S T . R e v . Méd. de Chile, 81:

287-293 (maio) 1953.

A dor cervicobraquial tem sido explicada por herniação de discos interverte-brals cervicais, à semelhança do que ocorre na região lombar; o autor, baseado nos estudos de Sèze e col. e de Mason, chama a atenção para o papel das arti-culações uncovertebrais em relação à patogenia dessas dôres. Essas artiarti-culações são diartroses que formem a parede anteromedial do conduto de conjugação das vértebras cervicais, mantendo relação direta com a raiz nervosa que passa pelo conduto. Sua importância se liga à sua situação, impedindo que uma hérnia de disco intervertebral comprima a raiz correspondente. Processos patológicos dessas articulações, entretanto, podem afetar a raiz nervosa; isto ocorre com freqüência na artrose, onde osteófitos crescem para a luz do conduto de conjugação. A com-pressão do conteúdo do conduto pode determinar alterações vasculares locais, com edema e aparecimento de sintomatologia radicular. Alterações do disco interver-tebral podem facilitar o aparecimento da artropatia, destacando-se, entre essas alterações, a sua hérnia, com compressão da cápsula articular.

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articular escápulo-umeral, defesa muscular cervical e limitação dolorosa dos mo-vimentos da região, predominando no lado comprometido; alterações objetivas da sensibilidade foram raras. Os achados radiográficos da coluna cervical correspon-deram a diminuição da lordose fisiológica, alterações dos espaços intervertebrals (diminuição da altura e reação proliferativa dos corpos vertebrais adjacentes) e alterações artróticas uncovertebrais. Estas foram verificadas em 17 casos e se caracterizavam por diminuição do espaço articular, condensação óssea das super-fícies articulares e proliferações osteofítieas de crescimento predominantemente posterior, estreitando o orifício de conjugação correspondente; correspondiam aos espaços intervertebrals C5- C6 e/ou C6- C7.

A . S P I N A F R A N Ç A N E T T O

I M P R E S S Õ E S D A S C I R C U N V O L U Ç Õ E S E M C R A N I O G R A M A S D E P A C I E N T E S C O M C E F A L É I A ( C O N V O L U T I O N A L M A R K I N G I N T H E S K U L L R O E N T G E N O G R A M S O F P A T I E N T S W I T H H E A D A -C H E ) . L . M . D A V I D O F F e H . G A S S . A m . J. Roentgenol., 61:317-323 (março) 1949

O trabalho focaliza um aspecto craniográfico cuja interpretação é ainda muito discutida e sôbre o qual não existe até agora um ponto de vista uniforme. T r a -ta-se das impressões digitais, tão freqüentemente encontradas nos craniogramas e consideradas como indicativas de hipertensão craniana. Tais impressões são veri-ficáveis no fim do primeiro ano de vida extra-uterina, quando as fontanelas e suturas iniciam suas sinostoses; tornam-se mais acentuadas aos 7 anos de idade mais ou menos e permanecem bem evidentes até à idade dos 14 anos; no adulto são observadas com certa freqüência mesmo até aos 60 anos. Observando as ra-diografias de crânio praticadas na Headache Clinic do Monlefiore Hospital, os A A . verificaram a existência de impressões digitais com grande freqüência; daí, realizarem pesquisa com finalidade de apurar se as impressões digitais tinham ou não significação patológica. N a literatura, aliás pequena, as opiniões eram divergentes.

Foram estudadas radiografias do crânio de 100 pacientes, separados segundo o sexo e a idade; para estudo comparativo, foram radiografados 100 indivíduos que não sofriam de cefaléia e se mostravam perfeitamente hígidos. A s impres-sões digitais foram classificadas em 4 graus, de acordo com a intensidade, tendo sido observado que ocorriam indistintamente tanto em pacientes com cefaléia, como em indivíduos hígidos. Impressões digitais foram encontradas com bastante fre-qüência em craniogramas de adultos (em 45-46% dos casos) sem maior significação patológica. A acentuação das impressões digitais ocorreu, sem significação clíni-ca, em cerca de 15% dos pacientes adultos; impressões digitais ligeiramente acen-tuadas foram vistas em indivíduos com mais de 60 anos de idade, em aproxima-damente 20% dos casos, não tendo significado patológico. Esse aspecto radioló-gico ocorre com maior freqüência nos craniogramas de mulheres.

C . P E R E I R A D A S I L V A

A S Í N D R O M E D E C A B E L L O C A M P O S N O D I A G N Ó S T I C O D A M E N I N G O C E L E I N T R A T O R Á C I C A ( E L . S Í N D R O M E D E C A B E L L O - C A M P O S E N E L D I A G N Ó S T I C O D E L M E N I N G O G E L E I N T R A T O R Á C I C O ) .

O. F. N O G U E R A . A c t a Radiol. Interamer., 2:13-20 (julho-dezembro) 1952.

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Acentua o A . a importância para a radiologia clínica da síndrome descrita por Cabello de Campos, permitindo o diagnóstico radiológico de meningocele intra¬ torácica que, só era diagnosticada após intervenção cirúrgica. A intervenção re¬ sultava de êrro de interpretação radiológica, pois era considerada como tumor de extirpação necessária, mas que na realidade é tumor inócuo, cuja extirpação, mui-tas vêzes, acarreta a morte por perfuração do saco hemiario ou por infecção.

A meningocele intratorácica aparece associada, geralmente, à neurofibromatose da pele, o que pode conduzir o radiologista a interpretar a imagem tumoral como a de neurofibroma, o que é raro. E ' possível a ocorrência da meningocele intra-torácica sem neurofibromatose da pele, como também podem ser observados casos de neurofibromatose cutânea, com tumorações intratorácicas de outra natureza, mas, nessa eventualidade, não há anomalias de desenvolvimento da coluna ver-tebral.

O trabalho é documentado com radiografias de dois casos observados por Cabello de Campos e de um caso diagnosticado pelo A .

C. P E R E I R A D A S I L V A

I N C I D Ê N C I A C O M P A R A T I V A D E C E F A L É I A P Ó S - P U N Ç Ã O L O M B A R P A R A A N E S T E S I A F E I T A C O M A G U L H A S D E C A L I B R E 2 0 E 2 4 ( T H E C O M P A R A T I V E I N C I D E N C E O F P O S T L U M B A R P U N C -T U R E H E A D A C H E F O L L O W I N G S P I N A L A N E S -T H E S I A A D M I N I S -T E R E D -T H R O U G H 2 0 A N D 2 4 G A U G E N E E D L E S ) . L . M . H A R R I S e M . H . H A R M E I . . Anesthesiology, 1 4 : 3 9 0

-3 9 7 (julho) 195-3.

us A A . estudam 1.040 doentes submetidos a raquianestesia com pantocaína hiperbárica e nupercaína hipobárica ( 3 9 casos), utilizando agulhas de punção de calibre 2 4 ( 5 2 9 doentes) e 2 0 ( 5 1 1 pacientes); 149 pacientes ( 1 4 , 3 % ) apresentaram cefaléia, sendo 8 8 ( 5 9 % ) devido a causas como sinusite e enxaqueca e 6 1 ( 4 1 % ) classificadas como cefaléia pós-punção lombar. Desses 6 1 pacientes, 1 9 , 7 % mos-traram sinais de meningismo. Us A A . puderam concluir que a incidência da ce-faléia diminui de 5 0 % quando se usa agulha mais fina (nº 2 4 ) , é inversamente proporcional ao volume de fluido intravenoso administrado durante a operação, aumenta com o aparecimento de vômitos e quando a operação é realizada com o paciente em posição supina, é maior nos jovens, nas mulheres e na mão de pun-cionadores inespertos. D e maneira geral, diversos fatores como idade, sexo, local da operação, nível da punção, duração da operação, deixam de influir sôbre a incidência da cefaléia quando se usam agulhas finas. Os demais fatores relata-dos necessitam ainda maior observação, com número maior de pacientes, para sua positivação. Êste trabalho concorda, assim, com nossa experiência sôbre o interêsse de usar-se agulhas finas nas punções raquidianas.

J . M . T A Q U E S B I T T E N C O U R T

M E C A N I S M O D A S V A R I A Ç Õ E S D A P R E S S Ã O D O L Í Q Ü I D O C E F A L O R R A Q U I D I A N O P E L A I N D U Ç Ã O D E V A R I A Ç Õ E S N O V O L U M E D O F L U I D O ( T H E M E C H A N I S M O F T H E C H A N G E I N C E R E B R O S P I N A L F L U I D P R E S S U R E F O L L O W I N G A N I N D U C E D C H A N G E I N T H E V O L U M E O F T H E F L U I D S P A C E ) . H . W . R Y D E R , F . F . E S P E Y , F . D . K U N B E L L , E . J . P E N K A , A . R O S E ¬ N A U E R , B . P O D O L S K Y e J. P . E V A N S . J . Lab. Clin. Méd., 4 1 ( 3 ) : 4 2 8 , março,

1953.

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A introdução de alguns milímetros de liqüido no canal raquidiano determinava elevação da pressão liquórica e a retirada de quantidade semelhante, sua dimi-nuição; a normalização da pressão ocorria espontâneamente em alguns minutos, com velocidade maior nos primeiros segundos. Se o volume em questão era maior tornava-se necessário retirar ou introduzir certo volume de liqüido para que a pres-são liquórica retornasse aos níveis iniciais; em tais casos, porém, o volume era menor que o inicialmente introduzido ou retirado. Êsses fatos foram verificados tanto em pacientes com pressão liquórica normal, como elevada; quer na punção lombar, quer na ventricular. Em pacientes com hipertensão liquórica, o volume a ser retirado ou introduzido para restabelecer a pressão inicial era menor que nos pacientes com pressão liquórica normal; em casos de hipertensão venosa esse v o -lume era menor que nos casos com pressão venosa normal. Essas diferenças, em-bora pequenas, se mostraram significativas pelo estudo estatístico.

Como a introdução de liqüido no espaço subaracnóideo ou sua retirada pro-voca o funcionamento da barreira hemoliquórica no sentido de compensar a va-riação ocorrida na pressão e como o volume total do conteúdo intracraniano é constante em uma dada pressão, deve haver, por parte de algum dos seus elemen-tos, uma variação que compensa a modificação provocada. D o conteúdo intra-craniano, o elemento que mais diretamente pode ser responsabilizado por essa rea-ção imediata de compensarea-ção é a rêde vascular, que sofreria uma alterarea-ção recí-proca à provocada. Essa interpretação pode ser justificada pelo fato de a reação de compensação ser imediata, antes que a barreira hemoliquórica esteja funcionan-do e por ser menor o volume que se necessita retirar ou introduzir para deter-minar retorno de pressão aos níveis iniciais. Dessa verificação decorre que, ao se avaliar alterações da pressão do conteúdo fluido craniospinal, trabalha-se com uma só variante, cujas variações determinariam o funcionamento da barreira num ou noutro sentido, visando compensar a pressão, não importando qual tenha sido o valor inicial desta, o valor da pressão venosa ou a natureza do processo de que o paciente é portador.

A . S P I N A F R A N Ç A N E T T O

E X P L O R A Ç Ã O M A N O M É T R I C A D O C A N A L R A Q U I D I A N O . ( L A E X P L O R A C I Ó N M A N O M É T R I C A D E L C A N A L R A D U Í D E O ) . R. A . P . B L A N C O , A . F. F O R C A D E e H . M O L O S E T T . Anales

de la Facultad de Medicina de Montevideo, 38(1-2):31-4-4 (janeiro-feverciro) 1953.

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X A N T O C R O M I A D O L Í Q Ü I D O C E F A L O R R A Q U I D I A N O . I I : D E S C R I Ç Ã O P R E L I M I N A R D E N O V A S S U B S T Â N C I A S C O R A D A S ( X A N T H O C R O M I A O F T H E C E R E B R O S P I N A L F L U I D . I I : P R E L I -M I N A R Y D E S C R I P T I O N O F S E V E R A L N E W C O L O R E D S U B S T A N C E S ) . R . -M . N . C R O S B Y

e G . L . "WEILANU. Arch. Neurol, a. Psychiat., 6 9 : 7 3 2 - 7 3 6 (junho) 1953.

A t é o presente tem sido estudada a xantocromia do liqüido cefalorraquidiano causada pelos pigmentos derivados da bilirrubina e hemoglobina; nos casos em que estes não são encontrados não se procurou identificar a natureza do pigmento que a determina. N o presente estudo, os A A . cuidaram da identificação de tais pig-mentos; para isso submeteram as amostras (num total de 2 0 0 ) a diversos proces-sos de extração e análise, conseguindo identificar, pelo menos, três tipos novos de pigmento. Em cêrca de 8 0 % dos casos foi possível extrair, com mistura de éter dietílico e ácido acético, pigmento que, à análise cromatográfica, se separou em três porções (amarelo-Iimão, verde e castanho-esverdeada), que se mostraram em parte etersolúveis e em parte hidrossolúveis; a secagem do material mostrava re-síduo amarelo acastanhado, semelhante a lípido; pela análise espectrográfica foi verificada faixa de absorção contínua, sugerindo a presença de vários compostos em cada fração; em nenhuma havia ferro ou núcleos pirrólicos. Nas amostras res-tantes foi possível identificar um tipo de pigmento que se caracterizava pela des-truição à adição de ácidos concentrados, e outro, solúvel sòmente em água; am-bos também não continham ferro ou bilirrubina.

Clinicamente, ao primeiro tipo correspondiam casos de hidrocefalia comunican-te incomunican-terna, certas neoplasias intracranianas, encefalomalácias associadas à hipercomunican-ten- hiperten-são craniana e casos de liqüido loculado no espaço subaracnóideo encefálico; ao segundo tipo, doenças degenerativas da medula espinal em fase ativa e bloqueio do canal raquidiano; certas meningites serosas (formas pseudo-tumorais) e certos casos de distensão do espaço subaracnóideo na criança, ao terceiro tipo.

A provável origem dêsses pigmentos é interpretada pelos A A . como devida a destruição de tecido no sistema nervoso central, o que explicaria sua natureza se-melhante a Jípidos e o aparecimento transitório em fase ativa da moléstia ou de hipertensão intracraniana. Parece ser diversa a natureza dos pigmentos deposita-dos no liqüido cefalorraquidiano, conforme provenham da destruição de tecido en-cefálico ou medular.

A . S P I N A F R A N Ç A N E T T O

D I A G N Ó S T I C O C I T O L Ó G I C O D E C É L U L A S T U M O R A I S N O L Í Q Ü I D O C E F A L O R R A Q U I D I A N O ( C Y T O -L O G I C D I A G N O S I S O F T U M O R C E -L -L S I N C E R E B R O S P I N A -L F -L U I D ) . C . P . -L A R S O N , J. T . R O B S O N e C . C . R E B E R G E R . J. Neurosurg., 1 0 : 3 3 7 - 3 4 1 (julho) 1953.

Us A A . estudaram as células do liqüido cefalorraquidiano, em csfregaços co-rados pelo método de Papanicolaou, em 2 2 casos em que fôra pedida a pesquisa de células tumorais. Estas foram identificadas em 5 casos; dos 1 7 restantes, ape-nas em um foi ulteriormente confirmada a hipótese de tumor, em dois permane-ceu a suspeita, sem confirmação, e nos demais ela foi afastada. Nos 5 casos as-sinalados não há referência aos demais caracteres do líqüido cefalorraquidiano; nes-tes foi a existência do tumor comprovada cirùrgicamente ou pela necrópsia.

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após aspiração e reinjeção do líqüido raqueano. O caráter das células permite, muitas vêzes, identificar o tipo de tumor.

A . S P I N A F R A N Ç A N E T T O

H I P O G L I C O R R A Q U I A D E O R I G E M N Ã O I N F E C C I O S A : N E O P L A S I A M E N Í N G E A D I F U S A ( H Y P O ¬ G L Y C O R R H A C H I A O F N O N - I N F E C T I O U S O R I G I N : D I F F U S E M E N I N G E A L N E O P L A S I A ) . L . B E R G . Neurology, 3 : 8 1 1 - 8 2 4 (novembro) 1953.

Revisão de 5 7 casos da literatura ( 5 apresentados no presente trabalho pelo próprio A . ) , 4 3 dos quais apresentavam glicorraquia inferior a 4 0 m g / 1 0 0 mi; tais casos eram de neoplasia meníngea difusa primária ou metastática.

O mecanismo dessa hipogucorraquia é discutível, citando o A . como prováveis as hipóteses de alterações da barreira hemoliquórica pela extensão do processo e a da maior metabolização da glicose pelas células neoplásticas (fato j á demons-trado para células neoplásticas de modo g e r a l ) .

A finalidade do trabalho é salientar a importância clínica dêsse dado, mòr-mente quando associado a certas síndromes, como as de hipertensão intracraniana, irritação meníngea, alterações mentais de natureza orgânica e comprometimento múltiplo de pares cranianos ou raízes espináis, nas quais a etiología infecciosa está afastada ou é pouco provável. E ' necessário, nesses casos, explorar a hipótese de neoplasia meníngea difusa.

A . S P I N A F R A N Ç A N E T T O

C R O M A T O G R A F I A D E S E P A R A Ç Ã O E M P A P E L , D O S A M I N O Á C I D O S L I V R E S D O L Í Q Ü I D O C E F A L O R ¬ R A Q U I D I A N O ( L A C R O M A T O G R A F I A D I R I P A R T I Z I O N I SU C A R T A D E G L I A M I N O - A C I D I LI¬ B E R I N E L L I Q U I D O C E F A L O - R A C H I D I A N O ) . D . K E M A L I e G. P O R C E L A T T I Acta Neu¬

rol., 8:321-344 ( m a i o - j u n h o ) 1953.

Pela cromatografía bidimensional em papel foi estudado o conteúdo de amino-ácidos livres no líqüido cefalorraquidiano de 100 indivíduos. Êstes eram hígidos ou portadores de síndromes neurológicas ou psiquiátricas, acompanhadas ou não de alterações liquóricas. Os aminoácidos encontrados e as respectivas concentra-ções nem sempre corresponderam ao que foi descrito por outros autores; a ex-plicação do fato se liga a diferenças de técnica e de volume de liqüido cefalorra-queano submetido aos processos preparatórios da análise. Também houve diferen-ça na concentração encontrada para cada aminoácido, ligada ao tipo de diluente orgânico utilizado. N o s líquores de indivíduos normais foram isolados e dosados glicina, alanina e valina; em certos casos, ou com o emprêgo de maiores volumes de liqüido, foi possível identificar também ácido aspártico, ácido glutâmico, leu¬ cina, arginina e histidina. Dêstes, alguns puderam ser evidenciados habitualmente

(associados ou não a aumento da taxa de glicina, alanina e valina) no grupo de pacientes portadores de síndromes neurológicas ou psiquiátricas não acompanha-das de alterações do líqüido cefalorraquidiano. Diminuição acompanha-das taxas normais foi verificada em reações meníngeas; em certos casos de tumores intracranianos, au-mento de ácido glutâmico e ácido aspártico; em um caso de siringomielia, a pre-sença provável de serina.

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T E S T E S S O R O L Ó G I C O S E L I Q U Ó R I C O S P A R A A R E A G I N A S I F I L Í T I C A A P Ó S T R A T A M E N T O U A N E U ¬ R O L U E S ( B L O O D A N D S P I N A L F L U I D T E S T S F O R R E A G I N A F T E R T R E A T M E N T O F N E U R O -S Y P H I L I -S ) . E. W . T H O M A S . J . A . M . A . , 153:718-722 (24 outubro) 1953.

Para Dattner como para outros autores, o conceito de sucesso no tratamento da neurossífilis se baseia no desaparecimento da pleocitose Jiquórica após 3 ou 4 meses, não entrando em linha de conta a positividade das reações específicas; no sentido de elucidar êsse conceito, o A . reviu os protocolos da evolução dessas rea-ções no sangue e liquor de neuroluéticos tratados pela malária e pela penicilina;

181 pacientes submetidos à malarioterapia foram seguidos por 5 a 14 anos e 213, submetidos à penicilinoterapia, foram acompanhados por 5 a 8 anos e meio.

A s reações sorológicas permaneciam positivas em 80-84% dos pacientes após 5 anos e em 70%, após 10 anos; no líqüido cefalorraquidiano, após 5 anos, a posi-tividade ocorria em 63% dos pacientes e em 27,7%, após 10 anos.

O título de positividade variou bastante, para o mesmo caso, tanto entre as diversas reações empregadas, como para a mesma, observada sucessivamente; êsse fato, observado com relação às reações praticadas no sôro, foi menos nítido e ocorreu em freqüência menor no líquor. Em vista disso, o A . sugere que, neste, as reaginas não são tão influenciadas por outros fatôres, como ocorre no sangue, uma vez que se admita, como faz o A . , a natureza complexa da reagina do sôro; esta seria constituída por mais de um anticorpo, podendo, por isso, ser influen-ciada por outros fatores além da sífilis.

Apesar da positividade das reações permanecer após longo tempo, não é ne-cessário repetir a terapêutica, mesmo quando o título da positividade seja alto; éste fato pôde ser verificado pela influência não significativa sofrida pelos títulos em casos submetidos a nova série terapêutica. Em nenhum dos pacientes houve recidiva, conforme se pode julgar pela pleocitose e outros dados liquóricos além <1as reações específicas, após 2 anos de terminado o tratamento.

A . S P I N A F R A N Ç A N E T T O

P R I M E I R O S R E S U L T A D O S D A D O S A G E M D E T I A M I N A E R I B O F L A V I N A N O L Í Q Ü I D O C E F A L O R R A Q U I D I A N O ( P R I M I R E S U L T A T I D E I D O S A G G I D I A N E U R I N A E D I R I B O F L A V I N A N E L L I Q U I -D O C E F A L O - R A C H I -D I A N O ) . L . L . B A R B I E R I e G. G A I S T . Arch, di Neurochir. ( B o

-lonha), 1:293, 1952.

O conteúdo de tiamina e riboflavina do líqüido cefalorraquidiano foi determi-nado em 30 indivíduos, dos quais 6 normais e os restantes portadores de proces-sos neurológicos diverproces-sos. A taxa de tiamina nos indivíduos normais foi 4,8 a 8,8 y por 100 ml e a de riboflavina, 6,8 a 16 y por 100 ml. Em casos singulares de tromboflebite do seio cavernoso, trombose da carótida interna, estenose do aqueduto de Sílvio, demência senil, atrofia cortical e neurite óptica, foi encontra-da diminuição de ambas, chegando mesmo ao desaparecimento. Em 6 casos de epilepsia e em 4 de aracnoidite optoquiasmática houve redução da taxa de tiami¬ na em alguns casos, desaparecimento associado a valores discretamente acima do normal da taxa de riboflavina. Desaparecimento completo ou quase completo da tiamina associado a aumento de riboflavina foi encontrado em 7 casos de tumores intracranianos. Em caso de aracnoidite tuberculosa ambas estavam aumentadas.

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A N T I C O R P O S E S P E C Í F I C O S N O L Í Q Ü Í D O C E F A L O R R A Q U I D I A N O N A M E N I N G I T E T U B E R C U L O S A ( S P E C I F I C A N T I B O D I E S I N S P I N A L F L U I D F R O M M E N I N G E A L T U B E R C U L O S I S ) . Y . T O D A ,

T. I N O U E e Y . M O R I . Ann. T u b e r c ( J a p ã o ) , 3 : 1 1 3 - 1 1 8 (dezembro) 1952.

Estudo das reações de floculação e de fixação do complemento no líqüido ce-falorraquidiano com antígenos de extrato de bacilo de tuberculose. Êste antígeno era preparado segundo a técnica desenvolvida por Hada, Momoi, Inoue, Kashi¬ hara e Nagao. O comportamento das reações foi estudado do ponto de vista quan-titativo no liqüido de indivíduos hígidos, portadores de tuberculose pulmonar e portadores de neurotuberculose. Nos primeiros foram negativas e nos pacientes com neurotuberculose, positivas. A positividade se instalava precocemente, perma-necendo elevada até os estádios finais, quando havia evolução fatal, e caía rapi-damente, quando a evolução se fazia para cura. Em todos, o tratamento teve como base a estreptomicina administrada por vias muscular e raqueana.

A . S P I N A F R A N Ç A N E T T O

O L Í Q Ü I D O C E F A L O R R A Q U I D I A N O N A M O L É S T I A D E W E I L . J. M . T . B I T T E N C O U R T , M . O . C O R R Ê A , T . F U J I O K A , J. T R A N C H E S I e B. B E D R I K O W . Rev. Inst. Adolfo L u t z ,

1 2 : 1 4 5 - 1 6 1 , 1952.

Estudo do quadro liquórico em 2 0 casos de leptospirose icteroemorrágica ob-servados no Hospital das Clínicas da Fac. Med. da Univ. São Paulo, todos icté-ricos, nenhum com meningismo, mas vários com sintomatologia neurológica (cefa-léia, vômitos). Em 1 9 casos as reações de soroaglutinação foram positivas para moléstia de Weil e, em um, para febre canícola. Baseados nos dados da litera-tura, os A A . revêem os achados obtidos na análise de 2 7 amostras de liquor dêsses 2 0 casos, colhidos em estádios diversos da moléstia, pela via suboccipital. Encon-traram, em todos, alterações liquóricas caracterizadas por xantocromia variável, mas constante, tendendo ao tom amarelo-canário, diferente da observada nas he-morragias subaracnóideas, com tom amarelo-avermelhado; à análise espectrogrᬠfica correspondia à bilirrubina, ao passo que, nos processos hemorrágicos, à he-moglobina e substâncias oriundas de sua desintegração direta; não guardava re-lação com a bilirrubinemia e ocorria precocemente; hipercitose variável, regredin-do à medida que a moléstia evolui, estanregredin-do a percentagem de polimorfonucleares neutrófilos em proporção direta com o grau de hipercitose; em 1 1 casos não ha-via hipercitose; hiperproteinorraquia discreta em alguns casos, com reações coloi¬ dais de tipo variável; as taxas de cloretos e glicose foram normais; a de uréia guardava relação direta com a do sangue e a pesquisa de bilirrubinas foi nega-tiva em todos os casos; hipertensão liquórica foi observada em apenas um caso.

A . S P I N A F R A N Ç A N E T T O

N E U R O B R U C E L O S E N A C R I A N Ç A ( N E U R O B R U C E L O S I S E N E L N I Ñ O ) . J . M . V A L D E S , C. P I A N ¬ T O N I e A . S. S E G U R A . Arch. Argent, de Pediat., 3 9 : 1 6 5 - 1 7 5 (abril) 1953.

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dindo as meninges. Todos os casos com sintomatologia neurológica apresentavam alteração liquórica, tendo havido, porém, casos de liqüido cefalorraquidiano altera-dos sem sinais neurológicos (neurobrucelose pré-clínica). O início da sintomatolo-gia neurológica adveio um a quatro meses após o início da moléstia, no período agudo, por conseguinte, quando os germes e os produtos tóxicos circulando po-diam atacar e lesar o sistema nervoso e seus envoltórios. Essas lesões foram as seguintes: paralisias de nervos cranianos (terceiro e sexto), sinais meningíticos, sinais de hipertensão intracraniana, convulsões, hemiparesia e sinais de comprome-timento global do encéfalo.

J. M . T A Q U E S B I T T E N C O U R T

T U B E R C U L O S E M I L I A R E M E N I N G I T E T U B E R C U L O S A ( T U B E R C U L O S E M I L I A I R E E T M É N I N G I T E T U B E R C U L E U S E ) . P A R A F , F I N E T e L A C C O U R R A Y E . Bull. et Mém. Soc. Méd. H ô p .

Paris, 69:559-562 (29 maio e 5 junho) 1953.

A terapêutica estreptomicínica cura a tuberculose miliar em 7 a 8 semanas, mas não evita a complicação meningoencefálica. P o r êsse motivo é de boa norma realizar punções raquidianas sucessivas e exames do liqüido cefalorraquidiano nos casos de tuberculose miliar, no interêsse de diagnosticar precocemente o início da complicação meníngea e instituir rapidamente a terapêutica intratecal.

Os A A . relatam 3 casos de tuberculose miliar com exames de liqüido cefalorraquidiano normais que, após a cura clínica, vieram a apresentar meningite. A c r e -ditam êles que pequenos focos parameníngeos ocultos e latentes não destruídos pelo tratamento sistêmico venham posteriormente a exacerbar-se, produzindo me-ningite. Para evitar esta complicação, os A A . propõem novo esquema de trata-mento da tuberculose miliar, constituído de estreptomicina por via sistêmica du-rante 3 meses e injeções intra-raqueanas dudu-rante os 2 primeiros meses, duas a três vêzes por semana, mesmo quando não haja alteração do liqüido cefalorraqui-diano, para destruir os focos parameníngeos.

Discutindo o trabalho, Bernard relata que, em sua experiência, todos os ca-sos de meningites são precedidos de alterações liquóricas. P o r isso recomenda exames sistemáticos de liquor no curso e no fim do tratamento da tuberculose miliar. Casos de meningites como complicação tardia da tuberculose miliar são muito raros, pois mesmo durante a infecção miliar só 40% dos pacientes apresen-tam meningites. P o r êsse motivo aconselha só instituir traapresen-tamento intratecal após o aparecimento de alterações liquóricas, usar a isoniazida no tratamento da tuber-culose miliar, que, por ser muito difusível, pode chegar aos focos parameníngeos mesmo quando introduzida por via sistêmica e alargar o prazo de tratamento da tuberculose miliar para 8 meses, fazendo exames sistemáticos do liqüido cefalorra-quidiano para diagnosticar precocemente a complicação meníngea antes do apare-cimento da sintomatologia neurológica.

J. M . T A Q U E S B I T T E N C O U R T

F I L M E C I S T E R N O G R Á F I C O D A S M E N I N G I T E S T U B E R C U L O S A S ( L E F I L M C I S T E R N O G R A P H I Q U E D E S M É N I N G I T E S T U B E R C U L E U S E S ) . E. B E N H A M O U , F . D E S T A I N G e M . T I M S I T .

Presse Méd., 60:1751-1755 (25 dezembro) 1952.

(17)

cefalografia, que pode, também, fornecer indicações úteis nesse sentido, porque

constitui um método estático, enquanto a cisternografia é essencialmente dinâmica.

A técnica empregada consistiu em puncionar pacientes em decúbito latei*al com

inclinação caudal de 15º,

a

fim de que o fundo de saco durai ficasse em nível

mais elevado que a cabeça. A p ó s injeção de ar, o paciente era colocado em

de-cúbito dorsal, para a bolha de ar passar para a face anterior do fundo de saco.

Em seguida, a mesa era basculada até atingir uma inclinação cefálica de 40°, com

o que a bôlha gasosa sobe para os espaços ventrais do tronco cerebral, atingindo

as cisternas pontina, interpeduncular e quiasmática, passando daí para os sulcos

intergirais frontais. Praticavam radiografias depois de 10, 20 segundos, 1, 5 e

10 minutos do término da báscula. E m geral, ao fim de 10 segundos as

cister-nas basais estavam completamente injetadas e no 5' minuto o ar j á passava para

os sulcos frontais.

Relativamente aos aspectos radiológicos, verificaram modificações discretas de

forma das cisternas (dilatações cisternais), retardamento do trânsito da bôlha

ga-sosa e de sua evacuação. Atribuem maior significado à falta de enchimento das

cisternas, o que traduz bloqueio basilar. E m um de seus casos, em que a

cister-nografia fôra normal no 3º mês de tratamento, verificaram, após recaída, bloqueio

das vias cisternais com parada da bôlha gasosa na cisterna pré-pontina.

Com relação às formas evolutivas, distinguem quatro formas de meningite

tu-berculosa: Forma livre comum, em que as cisternas são permeáveis e o exame

clínico não revela alterações neurovegetativas importantes, as curvas biológicas

são satisfatórias, o fundo de ôlho é normal e o E E G mostra apenas leves

alte-rações; essas formas representam o contingente mais importante das formas

curá-veis da meningite tuberculosa e uma das mais freqüentes. Forma livre com

so-frimento cerebral, em que as cisternas são também permeáveis, mas a intensidade

das alterações clínicas, vegetativas em particular, a hiperalbuminorraquia e a hi¬

poclororraquia, a estase papilar e os distúrbios do E E G atestam a existência de

uma encefalite ou diencefalite; alguns casos podem evoluir para a cura. Bloqueio

basilar sem sofrimento cerebral: são aquelas formas em que as cisternas estão

bloqueadas, mas não há sinais de sofrimento cerebral; nessas formas são

obser-vadas curas aparentes e a hidrocefalia é freqüentemente verificada. Bloqueio com

sofrimento cerebral: correspondem às formas mais graves da meningite

tuber-culosa.

Quanto ao prognóstico, a impermeabilidade cisternal tem prognóstico mais

gra-ve (54% de mortalidade), enquanto a permeabilidade permite um prognóstico

me-nos reservado (36% de mortalidade).

Com relação à terapêutica, a cisternografia associada à eletrencefalografia

permite avaliação mais completa dos dois elementos essenciais da meningite

tu-berculosa: o componente mecânico e o componente encefalítico. O componente

me-cânico é j á anunciado pela elevação da albuminorraquia; êle permitirá a

orien-tação dos tratamentos locais. São os bloqueios laquéanos e, principalmente,

ba-silares que obrigam a recorrer sistematicamente à punção suboccipital injetando

estreptomicina e rimifon. A presença de palidez papilar, exprimindo tendência à

atrofia e obstrução da cisterna optoquiasmática, leva à indicação da sonda de

Cairns; a dilatação ventricular demonstra necessidade de punções ventriculares

re-petidas. O componente encefalítico é problema angustiante, representando o fator

essencial das mortes súbitas.

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A A N Á L I S E E S T A T Í S T I C A A P L I C A D A A O E S T U D O D E C E R T O S P R O B L E M A S D O P R O G N Ó S T I C O D A M E N I N G I T E T U B E R C U L O S A ( L ' A N A L Y S E S T A T I S T I Q U E A P P L I Q U É E À L ' É T U D E D E C E R -T A I N S P R O B L È M E S D U P R O N O S -T I C D E L A M É N I N G I -T E -T U B E R C U L E U S E ) . C . S. S O U Z A .

Imprensa Méd. ( L i s b o a ) , 17:469-481 (agôsto) 1953.

ü A . faz um estudo estatístico dos resultados do tratamento da meningoen-cefalite tuberculosa desde o advento da estreptomicina. Assinala que no cálculo da mortalidade devem ser excluídos os casos de óbito dentro dos 6 primeiros dias após o início do tratamento (casos atendidos j á em estado desesperador). A s cifras assim corrigidas de mortalidade foram as seguintes: 1947, 53% ( o trata-mento consistiu em estreptomicina por via intratecal exclusiva e prolongada até a cura, na maioria dos casos); 1948, 54% (nesse ano o A . j á utilizou também a via intramuscular); 1949, 56% (também via m i s t a ) ; 1950, 72% (êsse aumento da mortalidade ocorreu apesar de terem sido associados o P A S e o T B1) ; 1951, 53%

(estreptomicina, P A S intratecal e também heparina na raque em alguns casos). N o segundo semestre de 1952 começou a ser empregada a hidrazida do ácido iso-nicotínico, o que fêz a mortalidade baixar a 40%, diminuindo também o periodo ae tratamento necessário para normalização do líquor; a mortalidade apenas nos casos tratados com hidrazida e estreptomicina foi de 23%. O A . conclui preconi-zando o uso inicial da hidrazida em grandes doses, associada à estreptomicina intramuscular e algumas vezes mesmo intratecal; após 2 meses, interromper o an-tibiótico para evitar resistência; pela mesma razão, suspender a hidrazida no fim de 3 a 4 meses, recomeçando então a estreptomicina; 30 a 60 dias após, voltar a empregar a hidrazida. ü A . ainda verificou estatisticamente que: a ) nos ca-sos em que o tratamento foi iniciado antes do aparecimento dos sinais meníngeos, a importância da precocidade terapêutica foi evidente; nos casos com 5 ou mais dias de doença esta influência foi menos nítida; b ) o tratamento tardio influiu significativamente no desenvolvimento de seqüelas; c ) a coexistência de granu-lia interveio ligeiramente como fator agravante do prognóstico.

H . C A N E L A S

Q U I M I O T E R A P I A D A T U B E R C U L O S E M I L I A R E M E N Í N G E A ( C H E M O T H E R A P Y O F M I L I A R Y T U -B E R C U L O S I S A N D T U -B E R C U L O U S M E N I N G I T I S ) . L . R . R O S E N , P. A . K l L -B O U R N E , S. F E R A B E E e R . H . H I G H . Pediatrics, 12:38-56 (julho) 1953.

(19)

e descrevem como reação do organismo à introdução intratecal da estreptomicina, o aparecimento de vômitos, cefaléia, tremores, surdez, febre s raramente convul-sões. A introdução intra-raquidiana de P A S só produz vômitos.

J. M . T A Q U E S B I T T E N C O U R T

I N J E Ç Ã O I N T R A T E C A L D E A G E N T E S H I D R O S C Ó P I C O S P A R A A L Í V I O D E D O R E S I N C U R Á V E I S ( T H E I N T R A T H E C A L I N J E C T I O N O F H Y D R O S C O P I C A G E N T S F O R T H E R E L I E F O F I N T R A C T A B L E P A I N ) . R. B . A I R D e J. S E I F E R T . J. Nerv. a. Ment. Dis., 116:912 (dezembro)

1952.

Revendo o processo de injeção intraraquidiana de álcool (método de D o -gliotti) no tratamento de dôres incuráveis, os A A . procuraram encontrar outras substâncias capazes de produzir efeitos semelhantes, mas, que por suas propriedades físicas, fôssem menos defusíveis e tivessem ação mais específica sôbre as f i -bras nervosas condutoras da sensibilidade dolorosa. Nesse sentido foram estuda-das substâncias hidroscópicas mais viscosas, de pêso específico maior e cuja ca-pacidade de dissolver lípidos fôsse menor, com o fito de diminuir a ação sobre as fibras mielinizadas. ü etilercoglicol e o dietilenoglicol foram estudados, com-parando-se sua ação à dos álcoois etílico e metílico.

üs estudos da ação dessas diferentes drogas foram efetuados cm rãs decor-ticadas, cães e gatos, empregando concentrações diversas e verificando a capaci-dade de resposta dos membros posteriores à excitação cutânea elétrica (sensibi-lidade táctil) e dolorosa. O tempo necessário para o desaparecimento da capaci-dade de resposta a tais estímulos foi também verificado. Melhores resultados foram obtidos com pequenas concentrações de dietilenoglicol, sendo mais rápido o desaparecimento de respostas à excitação cutânea dolorosa, e maior o intervalo entre o desaparecimento de uma e outra com o emprêgo do glicol. Verificações anátomo-patológicas mostraram alterações semelhantes para ambas as drogas, de acordo com as observadas anteriormente por A i r d e Naffziger. A injeção intra-raquidiana dessas substâncias em cães de grande porte e em pacientes portadores de dôres incuráveis produziu efeitos colaterais e comprometimento motor bilate-ral, embora fossem colocados em proclive e no decúbito latebilate-ral, correspondente às raízes cuja lesão se desejava produzir. T a l fato foi explicado pelo colabamento do espaço subaracnóideo da região, produzido pela retirada prévia do liquor da porção caudal do espaço por punção em nível mais rostral ao da punção por onde se injetava a droga. Em vista disso, em cães de grande porte, os A A . passaram a introduzir ar, previamente, de modo a formar uma câmara hipertensiva gasosa na porção caudal do espaço subaracnóideo, antes de introduzir álcool ou glicol. Com esta técnica os efeitos se limitaram mais à parte sensitiva, foram mais lo-calizados e as alterações motoras, mínimas. Com o glicol as lesões foram mais limitadas e específicas que com o álcool etílico. O exame anátomo-patológico

mos-trou lesões mais extensas ao nível das raízes posteriores e gânglios espináis, não

acompanhadas de alterações da medula.

Êsses resultados experimentais levaram os A A . a iniciar o emprêgo dessa técnica em pacientes com dôres incuráveis, cujo resultado será motivo de publica-ção ulterior.

A . S P I N A F R A N Ç A N E T T O

A R A C N O I D I T E D A F O S S A P O S T E R I O R ; A P R E S E N T A Ç Ã O D E C A S O C U R A D O P O R I O D O T E R A P I A S U B A R A C N Ó I D E A ( U N C A S O D l A R A C N O I D I T E D E L L A F O S S A C R A N I A N A P O S T E R I O R E G U A ¬ R I T O D O P O J O D O T E R A P i A S O T T O A R A C N O I D E A ) . G. A . B U S C A I N O . A c t a Neural., 8: 361 (maio-junho) 1953.

(20)

outras etiologías possíveis e tendo em vista a melhora obtida com iodoterapia

in-travenosa. Foram feitas 7 injeções intra-raquidianas de Triod (segundo esquema

que o A . não relata), com as quais houve regressão completa do quadro.

O A . analisa a ação da iodoterapia intra-raquidiana segundo as idéias de V .

M . Buscaino: ação farmacológica local e mobilização dos processos de defesa do

organismo por reação dop centros neurovegetativos e do sistema retículo-endote¬

lial intratecal. H á boa revisão bibliográfica sobre a aracnoiditc da fossa craniana

posterior e seu tratamento pela injeção intra-raqueana de iôdo.

A . S P I N A F R A N Ç A N E T T O

T E R A P Ê U T I C A D A S I R I N G O M I E L I A C O M I N J E Ç Õ E S I N T R A - R A Q U I D I A N A S D E V I T A M I N A ( S U L L A T E R A P I A V I T A M Í N I C A E N D O R A C H I D E A D E L L A S I R I N G O M I E L I A ) . F . P A R Í A N T E .

Acta

Neurol., 8:345 (maio-junho) 1 9 5 3 .

Apresentação de 3 casos de pacientes portadoras de siringomielia, submetidas

a terapêutica intra-raquidiana com complexo B . Êste era injetado por via lombar

cada 3 ou 4 dias, perfazendo um total de 1 5 injeções, em doses progressivas até

atingir 2,0 ml a partir da 4ª injeção. A recuperação foi progressiva, iniciando-se

após as primeiras injeções e permanecendo apenas pequenas alterações da

sensibi-lidade térmica na ocasião da alta; em dois casos, após certo tempo, tornou-se

in-dicada a repetição do tratamento.

O A . discute as melhoras obtidas pelo prisma do metabolismo celular, sem,

entretanto, tirar conclusões por falta de dados experimentais ou morfológicos que

as sustentem.

A . S P I N A F R A N Ç A N E T T O

LESÕES C U T Â N E A S E M N E U R O L U É T I C O : C U R A R Á P I D A C O M A S S O C I A Ç Ã O D E V A C I N A , B I S M U T O E I N J E Ç Õ E S I N T R A - R A Q . U E A N A S D E I Ô D O ( L E S I O N I C U T A N E I N N E U R O L U E T I C O : G U A R I ¬ G I O N E R Á P I D A C O N , A S S O C I A Z I O N E D I V A C C I N O , B I S M U T O , I O D O E N D O R A C H I D E ) . D . V E N T R A .

Acta Neurol.,

8 : 3 6 9

(maio-junho)

1 9 5 3 .

Relato de caso de taboparalisia com alterações tróficas nos membros

inferio-res, resistente aos tratamentos clássicos, inclusive pela penicilina, submetido a

es-quema terapêutico que se tem mostrado eficaz em outros casos. Consta da

asso-ciação de piretoterapia, iodoterapia intra-raquidiana e bismutoterapia. A febre é

provocada por injeções intravenosas de vacina antitífica em doses suficientes

para determinar reação hipertérmica ao redor de 3 9 º C ; as injeções intra-raquidia¬

nas de iôdo e a bismutoterapia eram feitas segundo os moldes habitualmente

se-guidos pelo A . (não referidos no presente trabalho). O tratamento obedece a

certa ordem cronológica: no primeiro dia é feita a vacina por via intravenosa;

no segundo, a injeção intra-raquidiana de iôdo e, no terceiro, o bismuto por via

intramuscular. Seguem-se 2 ou 3 dias de repouso, após os quais é repetida a

terapêutica, até um total de 1 0 séries, podendo ser efetuados até dois ciclos

tera-pêuticos em um ano.

(21)

D O R M I S O N , N O V O T I P O D E H I P N Ó T I C O . S E U U S O T E R A P Ê U T I C O E M P A C I E N T E S P S I Q U I Á T R I C O S . ( D O R M I S O N , A N E W T Y P E O F H Y P N O T I C . ITS T H E R A P E U T I C U S E I N P S Y C H I A T R I C P A T I E N T S ) . P. R . A . M A Y e F. G . E B A N G H . A m . J . Psyehiat, 1 0 9 : 8 8 1 - 8 8 8

(junho) 1 9 5 3 .

Dormison (metilparfinol) é um novo tipo de hipnótico que difere dos demais,, pela constituição química sem relação com os opiáceos, barbitúricos ou hidrato de cloral; assemelha-se ao paraldeído. Estudos farmacológicos mostraram que o Dor-mison tem elevada margem de segurança, é de curta ação e ràpidamente metaboli-zado, capaz de induzir rápida acalmia e sono, sem efeitos tóxicos ou cumulativos-Tem ainda grande ação potencializadora sôbre o pentobarbital sódico; quando am-bos medicamentos são administrados simultâneamente em animal, obtém-se sono-profundo por 2 4 a 4 8 horas, enquanto que, com a mesma dose de pentobarbital sem Dormison, o efeito duraria somente 4 a 6 horas.

Os A A . resumem os resultados favoráveis obtidos por vários pesquisadores tratando grupos mistos de pacientes com moléstias orgânicas ou leves desordens psiquiátricas, fazendo uso de grandes doses (até 2,5 g ) e provando a grande se-gurança do preparado. Os A A . experimentaram o medicamento em 1 5 0 pacien-tes da secção de agitados do hospital psiquiátrico, nos quais os barbitúricos e o paraldeído haviam fracassado. Experimentaram-no, igualmente, como sedativo em pacientes agitados. Fizeram uso da forma em elixir para facilitar a dosagem. Constante vigilância e registro de horas de sono, assim como a avaliação subje-tiva do paciente e outros dados foram cuidadosamente obtidos, analisados e clas-sificados, de acôrdo com o diagnóstico, dose e eficiência do medicamento.

Os A A . concluem ser o Dormison, sem dúvida, o medicamento de escolha para pacientes psicóticos, idosos, senis e arterioscleróticos. Como sedativo em pacien-tes agitados não se mostrou eficiente. O perigo do hábito foi considerado menor do que com os outros medicamentos, dada sua ação ultracurta e a falta do efeito¬ eufórico. Os A A . chamam a atenção para a capacidade do Dormison potencializar outros hipnóticos, não devendo ser dado para pacientes em uso de barbitúricos e nos intoxicados por outros hipnóticos.

J O Y A R R U D A

E F E I T O D E D É F I C I T S E N S I T I V O P R E G R E S S O S Ô B R E O A P A R E C I M E N T O D E H E R P E S S I M P I . E S A P Ó S S E C Ç Ã O D A R A I Z D O T R I G Ê M I O ( E F F E C T O F P R E V I O U S T R I G E M I N A L S E N S O R Y L O S S O N T H E A P P E A R A N C E O F H E R P E S S I M P L E X F O L L O W I N G T R I G E M I N A L H O O T S E C T I O N ) . C . A . C A R T O N . J . Neurosurg., 1 0 : 4 6 3 - 4 6 8 (setembro) 1953.

Estudando portadores de trigeminalgia submetidos a secção da raiz sensitiva do 5º par por via temporal extradural, o A . pôde verificar a alta incidência de erupção herpética cutâneo-mucosa após a intervenção cirúrgica; dos 4 7 operados» 4 4 tiveram essa complicação. Mais interessante ainda foi o fato observado de, em pacientes que antes de neurotomia retrogasseriana apresentavam uma área de sensibilidade comprometida em virtude de operação pregressa, como neurotomia periférica ou alcoolização, a erupção herpética respeitar essa área.

Referências

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