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13.P- PREPOSTOS DE CORRETOR DE SEGURO:

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13.P- PREPOSTOS DE CORRETOR DE SEGURO:

PORTARIA Nº SPS-02, DE 6 DE JUNHO DE 1979

O Secretário da Previdência Social, no uso das suas atribuições, e

CONSIDERANDO a conveniência de atualizar, em face dos Decretos nºs 83.080 e 83.081, de 24/01/79, que aprovaram, respectivamente, os Regulamentos dos Benefícios (RBPS) e do Custeio (RCPS) da Previdência Social, a Portaria nº SPS-9, de 03/11/78, que estabeleceu normas sobre filiação, inscrição e incidência de contribuições, na previdência social,

RESOLVE: Casos especiais

6. O registro do preposto de corretor de seguro na Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e a inscrição de representante comercial ou de profissional liberal nos respectivos conselhos e ordens não elidem, por si sós, a relação empregatícia.

14. Nenhuma declaração das partes, ainda que constante de contrato, que contrarie a lei, o direito ou a realidade dos fatos poderá prevalecer para desfigurar a filiação do segurado a previdência social, na respectiva categoria.

Disposição final

55. Esta portaria substitui a Portaria nº SPS-9, de 03/11/78 e revoga as disposições em contrário. MILTON MARTINS MORAES Secretário.

PORTARIA Nº SPS-9, DE 3 DE NOVEMBRO DE 1978 - DOU DE 13/11/1978

O Secretário de Previdência Social, no uso de suas atribuições, e

CONSIDERANDO a conveniência de atualizar, em face da legislação e das decisões normativas supervenientes, a Portaria nº SPS-29, de 12/09/1975, que estabeleceu normas sobre filiação, inscrição e incidência de contribuições, na previdência social, resolve:

FILIAÇÃO E INSCRIÇÃO - Casos especiais

6. O registro do preposto de corretor de seguro na Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e a inscrição de representante comercial ou de profissional liberal nos respectivos conselhos e ordens não elidem, por si sós, a relação empregatícia.

14. Nenhuma declaração das partes, ainda que constante de contrato, que contrarie a lei, o direito ou a realidade dos fatos poderá prevalecer para desfigurar a filiação do segurado a previdência social, na respectiva categoria.

Disposição final

55. Esta Portaria substitui a Portaria nº SPS-29, de 12/09/1975, e revoga as disposições em contrário.

CELSO BARROSO LEITE Secretário.

Nota: Revogada pela Portaria nº SPS-02, de 6 de junho de 1979.

PORTARIA Nº SPS-29, DE 12 DE SETEMBRO DE 1975 DOU DE 09.10.75

O Secretário da Previdência Social, no uso de suas atribuições e

Considerando que a Lei nº 5.890, de 08.06.73, e o Regulamento do Regime de Previdência Social - RRPS, (Decreto nº 72.771, de 06.09.73), tornaram conveniente consolidar e uniformizar os atos e decisões de caráter normativo em vigor, inclusive como ponto de partida para sua revisão e para a expedição de normas sobre matéria ainda não disciplinada;

Considerando que subsistem dúvidas sobre a filiação previdenciária dos trabalhadores que prestam serviços a empregadores rurais e a empresas agroindustriais e agrocomerciais, assim como sobre o extinto Plano Básico,

R E S O L V E:

1- No trato das questões relacionadas com a filiação, inscrição e incidência de contribuições na previdência social, serão observadas as normas a seguir:

FILIAÇÃO E INSCRIÇÕES - Casos Especiais

7- O registro do preposto de corretor de seguro na Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e a inscrição de representante comercial ou de profissional liberal nos respectivos conselhos e ordens não elidem, por si sós, a relação empregatícia.

10- Nenhuma declaração das partes, ainda que constante de contrato, que contrarie a lei, o direito ou a realidade dos fatos poderá prevalecer para desfigurar a qualificação do profissional ou empregado na respectiva categoria de segurados da previdência social.

Disposição Geral

41- Esta Portaria revoga as Portarias nºs SPS-39, 132, 172, 194 e 199, de 1973, e 131, de 1974, e demais disposições em contrário.

CELSO BARROSO LEITE Secretário.

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1- SAGA SOCIEDADE CORRETORA E ADMINISTRADORA DE SEGUROS LTDA. e outras, solicitam ao Sr. Ministro seja reconsiderado o despacho ministerial exarado no Proc. nº MTPS-128.164/70, que negou genericamente ao preposto de corretor a qualidade de segurado autônomo.

2- Na lição de Arnaldo Sussekind,

Tal como os profissionais liberais, também os agenciadores ou promotores de negócios liberais, ou melhor, de negócios, podem exercer sua atividade como trabalhadores por conta própria ou como empregados. É o que sucede com os corretores de seguros, de capitalização, de imóveis e de outros negócios. (...). Somente cada caso concreto pode ensejar ao intérprete a conclusão de que se trata de empregado ou trabalhador por conta própria . (In Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho , Vl. I, págs. 115/7) .

3- A atividade do preposto como a do corretor está sujeita a prévia habilitação perante a SUSEP Superintendência de Seguros Privados (v. artigo 123, § 3º, do Decreto-Lei nº 73, de 21.11.66). Enquanto preposto, num verdadeiro estágio para acesso ao status de corretor, o angariador de seguros atua de forma autônoma: tem clientela própria, horário livre, não se acha de modo nenhum subordinado ao corretor, ressalvados os ditames gerais da lei, que aliás abrangem a ambos.

4- Temos como símile a situação dos estagiários de advogado componentes do quadro da Ordem dos Advogados do Brasil (artigo 47 da Lei nº 4.215/63), que para efeito de inscrição como autônomos foram equiparados aos solicitadores, aos quais as Resoluções nº CD/DNPS-122 e 332/69, asseguraram aquela inscrição (v. o Parecer nº 509/74, da Assessoria Jurídica da SPS e a Resolução nº 984, de 05.02.74, do Conselho Atuarial).

5- Entretanto, se pode à evidência ser considerado como trabalhador autônomo, pode também o preposto de corretor como todo profissional liberal ser empregado, nos casos em que haja iniludivelmente vínculo empregatício entre ele e a empresa corretora, ou entre ele e um determinado corretor.

6- Com três situações distintas pode deparar-se a Fiscalização frente à empresa, com relação ao preposto de corretor:

a) a do preposto empregado;

b) a do preposto inscrito como autônomo; e

c) a do preposto definível como autônomo, dadas as características de sua atividade, mas não inscrito.

A Fiscalização examinará cada caso concreto para perfeita conceituação das situações que se oferecerem.

Na primeira hipótese será verificado se o preposto se enquadra na definição do artigo 3º da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovado pelo Decreto nº 5.452, de 1º.05.43.

Na segunda hipótese a inscrição comprovará a condição de autônomo.

Na terceira hipótese poderiam estar, por exemplo, os gerentes ou outros funcionários graduados de estabelecimentos bancários, que suplementam suas atividades angariando seguros.

De qualquer modo, o reconhecimento do status de autônomo dependerá da comprovação pelos interessados do preenchimento dos pressupostos de fato estabelecidos nas disposições legais específicas.

7- Com a conclusão de que, para caracterização do preposto de corretor de seguros como autônomo ou como empregado, se faz mister sejam examinadas, em cada caso concreto, a forma e circunstâncias do exercício de sua atividade - submetemos a matéria à consideração do Senhor Secretário.

ALUÍZIO BARATA Assessor. De acordo.

Submeto à consideração do Sr. Ministro, por intermédio da Secretaria Geral. Em 1º de abril de 1975.

CELSO BARROS LEITE Secretário. Despacho do Sr. Ministro:

Aprovando o pronunciamento da Secretaria de Previdência Social, reconsidero o despacho ministerial exarado no Proc. nº 128.164/70, a fim de que a inscrição do preposto de corretor de seguros como autônomo ou como empregado se faça, em cada caso concreto, após exame das condições em que exerce a atividade profissional.

Em 3 de abril de 1975.

L. G. DO NASCIMENTO E SILVA.

PARECER Nº CJ/MTPS-117/74, DE 26 DE ABRIL DE 1974

Proc. nº MTPS-326.711/71.

Previdência. Recurso contra decisão do Secretário da Previdência Social. Intempestividade. A classificação de trabalhador autônomo é individual e depende da inexistência de vínculo empregatício. A simples denominação de preposto não elide, quando caracterizada, a condição de empregado. Improcedência.

(3)

2- As interessadas tiveram ciência da decisão em apreço no dia 17 de setembro de 1971 (fls. 34, mesmo apenso), mas só apresentaram o recurso de fls. 2/12 em 14 de dezembro de 1971, fora, portanto, do prazo de 30 dias, previsto no Decreto nº 60.501/67, art. 307, § 2º, item I.

3- No mérito, pretendem que, para efeito de contribuição previdenciária, os prepostos de Corretor de Seguros, inclusive os seus, sejam enquadrados como autônomos. Como suporte da postulação, apontam a legislação que disciplina a atividade de corretagem de seguros e algumas Resoluções, já revogadas, do Conselho-Diretor do extinto Departamento Nacional da Previdência Social, sobre o ajudante de despachante aduaneiro.

4- A decisão impugnada, contrária ao enquadramento solicitado, apoia-se no parecer de fls. 29 do apenso supracitado, do qual merecem transcrição os seguintes trechos:

A Lei nº 4.594, de 29.12.64, regulando a profissão de Corretor de Seguros, prescreve no art. 12 que o Corretor de Seguros poderá ter prepostos de sua livre escolha. O parágrafo único do referido artigo estabelece, como condição sine qua non, que o preposto seja registrado no Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização, exigência também feita para o exercício da função de corretor.

Da mesma forma, o Decreto-Lei nº 73/66, dispondo sobre o Sistema Nacional de Seguros Privados, regula operações de seguros e resseguros, fixando o critério de habilitação profissional, tanto para o corretor, como para o seu preposto.

Entretanto, a referida lei, em seu Capítulo III, fixando os Direitos e Deveres do Corretor, estabelece no art. 13, verbis:

Art. 13- Só ao Corretor de Seguros devidamente habilitado nos termos desta lei e que houver assinado a proposta deverão ser pagas as corretagens admitidas para cada modalidade de seguro, pelas respectivas tarifas, inclusive em caso de ajustamento de prêmios.

Com isso, verificamos que ao preposto de corretor não assiste o direito de receber as corretagens admitidas para cada modalidade de seguro, mas tão-somente ao Corretor de Seguros.

No mesmo sentido, o Capítulo IV da aceitação das propostas de seguros determina, no art. 18, que as sociedades de seguros só poderão receber proposta de Corretor devidamente habilitado ou diretamente dos proponentes ou seus legítimos representantes .

5- A Superintendência de Seguros Privados SUSEP, em atendimento à nossa solicitação (fls. 26), esclarecendo o objetivo das suas Circulares nºs 2/67 e 18/69, sustenta que, em decorrência dos citados diplomas legais (Lei nº 4.594/64 e Decreto-Lei nº 73/66), o preposto de corretor de seguros tem sido considerados mero mandatário, auxiliar ou aprendiz (fls. 30):

Em decorrência desses diplomas, expediu a SUSEP as Circulares nºs 2/67 e 18/69; a primeira aprova as instruções para registro de Corretor de Seguros e a segunda regula a nomeação e inscrição de Preposto do Corretor de Seguros.

Diante das precitadas normas em vigor, este Departamento, salvo melhor juízo, tem considerado o preposto do Corretor de Seguros (sic) mero mandatário, auxiliar ou aprendiz.

Embora a lei estabeleça que ele poderá substituir o corretor, nos impedimentos ou faltas, não lhe concede, entretanto, a delegação de atribuições .

6- Ademais, com as recentes e necessárias modificações da Lei Orgânica da Previdência Social, o enquadramento do trabalhador autônomo, para fins previdenciários, já está pacífica e adequadamente regulamentado. Eis o que dispõe o Decreto nº 72.771/73, art. 5º, item III:

Art. 5º- Para os efeitos deste Regulamento, considera-se:

... III- trabalhador autônomo:

a) o que exerce habitualmente e por conta própria atividade profissional remunerada;

b) o profissional que presta serviços, sem relação de emprego, a diversas empresas, agrupadas ou não em sindicatos, inclusive o estivador, conferente e assemelhados;

c) o que presta, sem vínculo empregatício, serviço de caráter eventual a uma ou mais empresas; d) o que presta, sem vínculo empregatício, serviço remunerado mediante recibo, em caráter eventual, seja qual for a duração da tarefa.

... 7- Pelas disposições regulamentares supratranscritas, observa-se que a prestação de serviços, mediante remuneração, é o elemento comum. Também fica evidenciado que só ocorrerá a classificação do trabalhador como autônomo se não houver vínculo empregatício.

8- Convém salientar que em cada uma daquelas situações regulamentadas há, pelo menos, um elemento que impossibilita a efetivação do contrato de trabalho entre as partes. Na primeira (alínea a, item III, do art. 5º, do Decreto nº 72.771/73), é a autonomia com que o trabalhador exerce a sua atividade profissional; na terceira e quarta (alíneas c e d), a eventualidade dos serviços; na segunda (alínea b), a diversidade e eventualidade de empresas. Via de regra, elas não entram em contacto com o trabalhador e só necessitam dos seus serviços esporadicamente. Às vezes, como no caso dos navios, na orla marítima, nunca voltam, nem mesmo por coincidência, a utilizar-se do trabalho do mesmo trabalhador.

(4)

10- Por outro lado, é insustentável a tese de que a exigência legal do registro e do controle pela SUSEP da referida profissão o preposto de corretor de seguro por si só possa elidir a condição de empregado. Aí estão os Médicos, os Engenheiros, os Advogados, os Contadores, como exemplo, dentre outros. Todos liberais. Entretanto, o exercício das suas atividades está sujeito a registro prévio e ao controle dos respectivos conselhos e ordens. Mas nada os impede de exercer a profissão, através de contrato de trabalho.

11- Como se vê, a classificação de trabalhador autônomo é individual. Não há de ver, por conseguinte, a simples denominação de preposto, Economista ou Advogado que afastará o trabalhador do campo da proteção da legislação do trabalho.

12- Nessas condições, e considerando que, além de manifestamente intempestiva, a pretensão das interessadas não tem amparo nas normas vigentes, que disciplinam o enquadramento do trabalhador autônomo, para os efeitos da Previdência Social, somos, data vênia, de parecer contrário ao provimento do recurso.

Em 26 de abril de 1974.

MARCELO PIMENTEL Consultor/Jurídico. Despacho do Sr. Ministro:

Aprovo o Parecer nº 117/74, do Dr. Consultor-Jurídico.

Em conseqüência, indefiro o pedido formulado pela SAGA SOCIEDADE CORRETORA E ADMINISTRADORA DE SEGUROS LTDA. e pela CIVAL CORRETORA E ADMINISTRADORA DE SEGUROS LTDA., visando ao reexame de ato do Sr. Secretário da Previdência Social que, baseado em pronunciamento de sua Assessoria Jurídica, bem decidiu pela impossibilidade da conceituação dos prepostos de Corretor de Seguros como trabalhadores autônomos, para fins de sua filiação ao INPS.

À Secretaria da Previdência Social, para conhecer e devolver ao INPS. Em 7 de maio de 1974.

ARNALDO PRIETO.

DESPACHO SPS S/Nº, DE 3 DE SETEMBRO DE 1971

1- Juntada às fls. 9/12 consulta formulada pelas Empresas SAGA - SOCIEDADE CORRETORA E ADMINISTRADORA DE SEGUROS LTDA. e CIVAL CORRETORA E ADMINISTRADORA DE SEGUROS, que veio modificar a apreciação deste Processo nº MTPS-128.164/70. O processo, com a resposta da DOC desta Secretaria (fls. 8) à empresa CIVAL, teve seu assunto perfeitamente atendido. A inclusão da empresa SAGA entre as consulentes impõe outros esclarecimentos, por tratar de matéria de outra natureza.

2- Informa a empresa SAGA que nomeia Prepostos, aos quais repassa parte de sua comissão de corretagem (fls. 9). Desde que esses Prepostos tenham prévio registro na SUSEP (Decreto-Lei nº 73/66), entende o INPS (fls. 25) que seriam segurados autônomos, e assim como os Corretores de Seguros sujeitos a contribuir para a Previdência Social, conforme o disposto no Decreto-Lei nº 959, de 13.10.69, independentemente das respectivas inscrições no INPS.

3- Entretanto, empregados que trabalhem para Corretores de Seguros, não obstante serem denominados Prepostos, não são autônomos, e devem ser considerados como empregados daqueles Corretores, aos quais caberão as responsabilidades previdenciárias perante o INPS. Esse o entendimento que adoto, em consonância com o Parecer nº 155/71 da Assessoria Jurídica (fls. 29/31), que declara não poderem ser considerados autônomos os Prepostos, por lhes faltar a característica essencial para a sua atividade, qual seja o exercício da profissão por conta própria .

4- Determino que seja assim respondida a consulta das Empresas, com a juntada de cópia do Parecer nº 155/71 acima mencionado.

5- Encaminhe-se o processo ao INPS, para ciência, e posterior devolução a esta Secretaria. AROLDO MOREIRA Secretário.

PARECER Nº SPS-155/71, DE 24 DE AGOSTO DE 1971

Proc. nº MTPS-128.164/70.

Preposto de corretor. Consulta sobre seu enquadramento na Previdência Social na qualidade de contribuinte autônomo.

Interessado: CIVAL DISTRIBUIDORES DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. e SAGA SOCIEDADE CORRETORA E ADMINISTRADORA DE SEGUROS LTDA..

A matéria dos autos consubstanciada na consulta de fls. 9, usque 12, consiste em definir a situação de preposto e de corretor no âmbito da Previdência Social, uma vez que as Sociedades em epígrafe entendem que suas funções são idênticas às desempenhadas pelo corretor, cujo enquadramento é como contribuinte autônomo, na forma das Resoluções expedidas pelo extinto Conselho-Diretor do ex-DNPS, como suporte na legislação vigente.

A Lei n 4.594, de 29.12.64, regulando a profissão de corretor de seguros, prescreve no art. 12 que o corretor de seguros poderá ter prepostos de sua livre escolha. O parágrafo único do referido artigo estabelece, como condição sine qua non, que o preposto seja registrado no Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização, exigência também feita para o exercício da função de corretor.

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Entretanto, a referida Lei, em seu Capítulo III, fixando os Direitos e Deveres do Corretor, estabelece no art. 13, verbis:

Art. 13- Só ao corretor de seguros devidamente habilitado nos termos desta Lei e que houver assinado a proposta deverão ser pagas as corretagens admitidas para cada modalidade de seguro, pelas respectivas tarifas, inclusive em caso de ajustamento de prêmios.

Com isso, verificamos que ao preposto de corretor não assiste o direito de receber as corretagens, admitidas para cada modalidade de seguro, mas tão somente ao corretor de seguros.

No mesmo sentido, o Capítulo IV, da aceitação das propostas de seguros , determina no art. 18, que as sociedades de seguros só poderão receber proposta de contrato de seguros por intermédio de corretor devidamente habilitado ou diretamente dos proponentes ou seus legítimos representantes.

Evidenciado está, que as atribuições não são as mesmas para um e outro.

Em decorrência desses direitos e deveres, o Capítulo V fixa as penalidades para o corretor que infringir as disposições da Lei nº 4.594/64.

Aliás, pelo processo nº MTPS-123.100/71, remetido em diligência ao INPS, o ilustre Conselheiro do ex-DNPS, Dr. Leova Bernstein, apresentou proposição ao extinto Conselho-Diretor, cuja cópia anexamos, com a finalidade de baixar Resolução, excluindo o Ajudante de Despachante Aduaneiro do rol dos segurados autônomos por entender que as atribuições por ele exercidas se caracterizam meramente como de dependência e subordinação por conta do Despachante Aduaneiro, incompatíveis, portanto, com o conceito de autônomo.

Em tais condições, opinamos no sentido da não inclusão do preposto de corretor como segurado autônomo por lhes faltar a característica essencial para a sua atividade, qual seja, o exercício da profissão por conta própria.

À elevada consideração do Sr. Chefe desta A.J.. Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1971.

FERNANDO VIANNA BRANDÃO Procurador. SPS/AJ, em 25.08.1971.

1- De acordo.

2- À superior decisão do Sr. Secretário.

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