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Maria José Delgado Fagundes | Inovação e Responsabilidade Social
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Octávio Nunes | Comunicação Institucional
C O N T E Ú D O T É C N I C O D E S U S T E N T A B I L I D A D E , R E D A Ç Ã O E R E V I S Ã O
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AVISO DE CONFORMIDADE
De acordo com o Código de Conduta da INTERFARMA (Revisão 2016), esta publicação se caracteriza por:
– Ter conteúdo histórico e educacional sobre Saúde Pública;
– Estar disponível na internet sem restrição;
– Não ter valor comercial; – Ser distribuída gratuitamente. www.Interfarma.org.br/biblioteca
5 Apresentação 7 Prefácio 9 Introdução
10 Metodologia
12 O setor farmacêutico em números 16 Perfil das empresas
18 Origem das empresas
19 Plantas industriais e sede no Brasil
20 Áreas de atuação
21 Inovação
24 Obstáculos à inovação
28 Acesso e cuidados com o paciente
29 Maximização do acesso a terapias
30 Estímulo ao uso racional de medicamentos
34 Investimentos sociais
36 Modalidades de Investimento Social Privado
38 Investimento Social Privado com recursos próprios
40 Investimento Social Privado com incentivo fiscal
42 Investimento Social Privado ligado ao negócio
44 Voluntariado 45 Doações
Sumário
52 Empregabilidade 54 Diversidade e inclusão 55 Diversidade de gênero 56 Empoderamento feminino 60 Equidade racial62 Pessoas com deficiência
64 Ética e transparência
66 Código de Ética/Conduta
66 Pacto Global da ONU
67 Relatório de Sustentabilidade/Social
68 Engajamento de públicos de interesse
72 Meio ambiente
73 Iniciativas internas de gestão ambiental
75 Iniciativas externas de gestão ambiental
78 Governança 80 Considerações finais
Apresentação
Há nove anos, a INTERFARMA assumiu o compromisso de dar transparência à atuação de suas associadas na área da sustentabilidade. Desde então, apesar das oscilações e crises políticas e econômicas que afetaram o país, o setor se manteve constante nos esforços e investimentos dirigidos aos campos social, ambiental e econômico.
Como não poderia deixar de ser, tanto a atuação quanto os resultados foram, evidentemente, impactados pelo cenário conjuntural e foi necessário que o eixo dos investimentos também se adaptasse e se moldasse às circunstâncias. Isso fez com que o pêndulo ora se movimentasse mais fortemente para a área social, ora se deslocasse para inovação, ações com colaboradores, ou fortalecimento da ética e
compliance.
Foram muitas e diferenciadas as
estratégias que a indústria farmacêutica adotou para enfrentar os desafios que
surgiram no caminho. Contudo, a imagem no retrovisor é nítida: o compromisso com a sustentabilidade não apenas se manteve como se expandiu e se multiplicou.
Em 2010, quando o primeiro relatório de responsabilidade social – nome que adotava na época - trouxe à tona os dados sociais e ambientais do ano anterior, o total de iniciativas no setor chegava a 300. Na edição atual, ultrapassamos a marca de 7 mil ações, viabilizadas com um investimento total de cerca de R$ 2,2 bilhões – orçamento equivalente ao do município de Cuiabá (MT) para 2018.
O ano passado foi emblemático também por outras razões. Cientes de que sua responsabilidade para com a sociedade transcende a missão de promover e zelar pela saúde de milhões de brasileiros, os laboratórios se descolaram do imobilismo econômico do país e assumiram um papel ativo para ajudá-lo a sair da crise.
É o que se depreende do crescimento das iniciativas implementadas em todas as áreas abrangidas pelo relatório. Do aumento das campanhas de saúde voltadas à conscientização da população, das inovações em tecnologia, das ações para reduzir o impacto ambiental das atividades produtivas, da extensão do
compliance a todos os públicos e, ainda, dos programas para promover a inclusão social e o empoderamento feminino. Aliás, nesse quesito, a INTERFARMA acaba de fazer a lição de casa ao contratar, pela primeira vez em sua história, uma mulher para assumir a presidência-executiva da associação.
Boa leitura!
Juan Gaona Elizabeth de Carvalhaes
O Relatório de Sustentabilidade 2018/Ano Base 2017 da INTERFARMA é o resultado de um exercício. Um exercício praticado pelas 33 empresas respondentes de como buscar a calmaria em meio à turbulência ou, em outras palavras, de como atravessar tempos difíceis.
No ano passado, os laboratórios
farmacêuticos encontraram uma maneira de vencer os desafios conjunturais e seguir em frente, dando continuidade às ações de sustentabilidade. Como se houvesse um acordo tácito de que seria necessário somar esforços e fazer o melhor possível para ampliar os benefícios à população e ao negócio.
Chama a atenção neste relatório a maneira harmônica e relativamente equilibrada com que as empresas investiram em todas as áreas contempladas na publicação. Não houve redução de programas e tampouco de investimentos em nenhum segmento. Ao contrário, houve um crescimento significativo em vários deles.
É verdade que o desempenho
financeiro obtido pelas farmacêuticas no ano passado contribuiu para os bons resultados do relatório. Impulsionado pelo envelhecimento da população,
lançamento de novos medicamentos, aumento da conscientização da população com relação à prevenção de doenças, o setor cresceu 11,73% no comparativo com 2016, segundo dados da IQVIA, empresa de auditoria e pesquisa do mercado farmacêutico.
Mas é bom nos determos também para analisar o que a retomada dos investimentos em sustentabilidade significa, depois de um 2016 com perfil oposto: sinaliza confiança no país e também no dinamismo e capacidade de superação do próprio setor.
Além disso, reforça mais uma vez o compromisso da indústria farmacêutica com a população e com as pessoas que podem ser beneficiadas pela sua atuação, a exemplo das mais de 527 milhões que foram impactadas pelos 7.193 programas e iniciativas implementados no ano passado.
Prefácio
Maria José Delgado Fagundes
Introdução
Este não foi, porém, um movimento
isolado do setor. Segundo o ranking
Estadão Empresas Mais, realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA) e a consultoria Austin Rating, no ano passado, muitas companhias se mantiveram em compasso de espera para não colocar os negócios em risco. Outras, no entanto, se reorganizaram para um novo ciclo de desenvolvimento, investindo em inovação, colaboradores, aumento da produtividade, diversidade, transparência, melhores práticas de gestão e governança, influenciando positivamente o segmento em que atuam.
A indústria farmacêutica enquadrou-se no segundo grupo, conforme revelam os resultados deste relatório. O número de ações de sustentabilidade implementadas pelo setor duplicou em 2017, saltando de 3.584 no ano anterior para 7.193 – uma média de 218 iniciativas por empresa, considerando todos os segmentos avaliados nesta publicação.
Campanhas de promoção à saúde e conscientização sobre o uso correto de medicamentos se multiplicaram e cresceram 319%. Ações dirigidas a colaboradores foram 159% mais Não é usual iniciar um relatório de
sustentabilidade de 2017 falando sobre 2016, mas o fato é que aquele foi um ano atípico nas ações socioeconômicas e ambientais do setor farmacêutico.
Em meio a uma superposição de crises no país – econômica e ética para citar duas – e de indefinições políticas, houve uma retração dos investimentos dos laboratórios em várias áreas, sobretudo a social. O que se observou foi uma concentração das ações e aportes de recursos em inovação – como estratégia clara para manter a
competitividade - e em ética e compliance,
um inevitável movimento de autoproteção diante da avalanche de denúncias de corrupção, envolvendo principalmente políticos e empresas, e de uma lei mais estrita em relação a estas últimas.
Em 2017, embora muitas dessas questões permanecessem sem solução – algumas até se agravaram, como o desemprego em alta que afetou mais de 13 milhões de pessoas, a condenação de líderes políticos notórios e as denúncias de ilícitos atingirem a cúpula do Governo – a indústria farmacêutica voltou a impulsionar projetos e a diversificar investimentos. As iniciativas cresceram em todas as áreas mapeadas por este Relatório de Sustentabilidade, bem como os financiamentos.
numerosas. Programas de compliance
e relacionamento com diversos públicos aumentaram 94% e iniciativas na área social cresceram 59%.
Essa tendência repetiu-se também em relação a grande parte dos investimentos. O dispêndio total do setor com
sustentabilidade se aproximou de R$ 2,2 bilhões, registrando queda de 31% causada por um único fator: redução de mais de 44% nos recursos destinados a iniciativas com fornecedores.
Porém, quando analisados individualmente, os aportes cresceram em todas as áreas: 170% em investimentos sociais, 139% em inovação, 103% em ações para ampliar o acesso da população a medicamentos e vacinas, 88% em cuidados com o
paciente, 63% em compliance, 29% em
empregabilidade, 28% em meio ambiente, assim por diante.
Explicações mais detalhadas para entender o dinamismo que ocorreu no setor
farmacêutico talvez possam ser encontradas nos resultados do Estudo Agenda 2018 – realizado pela consultoria Deloitte com gestores de 750 empresas no país, de 36 setores.
Segundo a pesquisa, toda vez que se vivencia um período de crise e retração econômica como ocorreu no país, as companhias se reinventam. Passam por uma fase de inovação, criação, mudança
estratégica, investimento em tecnologia e ajuste em seu ambiente interno, buscando melhor posicionamento no mercado e caminhos para dar continuidade aos negócios.
Outro aspecto importante do estudo merece destaque: de acordo com os analistas da Deloitte, diante de um ano complexo, especialmente no primeiro semestre de 2017, as expectativas positivas que vinham de 2016 foram represadas. Soma-se a isso o fato de as instituições políticas estarem desacreditadas. Frente a esse cenário, as empresas decidiram agir e assumir um protagonismo importante para tirar o País do grave período recessivo em que se encontrava.
Metodologia
O Relatório de Sustentabilidade
INTERFARMA 2018/Ano Base 2017 é o oitavo produzido pela Associação desde 2010. A publicação é anual, exceto a terceira edição, lançada em 2013 com dados de 2011 e 2012.
O atual relatório apresenta os resultados de questionários online respondidos por 33 laboratórios associados, com dados referentes a 2017. A coleta das informações foi feita em 2018.
Como a adesão das empresas é voluntária e variável de um relatório para outro, um dos grandes desafios da publicação é manter uma base de dados coerente, que retrate o setor com fidelidade e possibilite que seus avanços e recuos sejam
mensuráveis e comparáveis.
Graças à participação de um grupo de 15 empresas em todas as edições e de seis laboratórios em sete delas, é possível contar com uma série histórica robusta e bem consolidada.
Outra situação desafiadora no cômputo dos dados: as participantes não
serem obrigadas a responder todas as questões. Em alguns casos, o número pequeno de respostas pode reduzir a representatividade dos resultados. Foi isso que aconteceu neste relatório com algumas perguntas sobre “Inovação”. Em relação à estrutura, o relatório continua tendo como base temas harmonizados com os princípios do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU). São sete blocos de questionários que abordam os seguintes tópicos: perfil das empresas; inovação; acesso e cuidados com o paciente; investimentos sociais
privados; empregabilidade; ética e transparência e governança.
A cada edição, o relatório passa por um processo de revisão em conjunto com a Comissão de Responsabilidade Social da INTERFARMA para ser aperfeiçoado. Nas últimas publicações, novas temáticas foram incorporadas e outras aprofundadas, com o objetivo de aumentar o
conhecimento e obter maior clareza sobre a atuação do setor farmacêutico nas esferas econômica, social e ambiental. Nesta edição, os questionários foram ampliados e tornaram-se mais específicos ao abordar a questão da Diversidade e Inclusão nas empresas, que integra o bloco sobre Empregabilidade. Foram acrescentadas novas perguntas sobre igualdade de gêneros e inclusão das Pessoas com Deficiência. Pela primeira vez, o relatório passou a reportar também informações sobre equidade racial nos laboratórios.
A INTERFARMA espera, assim, que o retrato do setor farmacêutico que começou a traçar em 2010 adquira contornos cada vez mais claros e
transparentes. E, sobretudo, que dê conta de traduzir da melhor maneira possível o esforço empreendido pelas empresas para implementar as mais de sete mil iniciativas que foram viabilizadas no ano passado.
33,6
milhões
investidos em programas de uso racional de medicamentos
R$ 2,2 bilhões
investidos em sustentabilidade
O setor farmacêutico em números
7.193
projetos desustentabilidade
527
milhões de pessoas beneficiadas por ações de
sustentabilidade
3,1
milhões
de pessoas beneficiadas por ações sociais
1,4
milhões
de pessoas atendidas nos SACs82
%
possuem programas de acesso a medicamentosR$ 37,2
milhões
investidos em programas de acesso [2016 – R$ 18 milhões]84%
possuem programas de inovação91%
possuem programas de estímulo ao uso responsável de medicamentos243
campanhas de prevenção e conscientização para promoção da saúde4.447
voluntários no setor66
%
têm programas de Investimento Social Privado59%
desenvolveram P&D no país420
estudos clínicos
3.350
iniciativas educacionais para profissionais da saúdeR$ 343
milhões
investidos em inovação [2016 – R$ 143,5 milhões]267
projetos relacionados ao uso correto de medicamentos72%
mantêm programas de voluntariadoR$ 31
milhões
investidos em ações sociais [2016 – R$ 11,4 milhões]R$ 11,8
milhões
investidos em ações ambientaisR$ 62,3
milhões
investidos em programas para colaboradores16%
de turnover (rotatividade de funcionários)335 mil
horas de treinamento para funcionários215
milhões de litros de água reciclada3,4 milhões
de unidades de medicamentos e vacinas doadas76%
contam com programas de diversidade e inclusão67
projetos de meio ambiente83%
têm programas de gestão ambiental549
iniciativas de empregabilidade [2016 – 212 projetos]59%
de insumos de fabricação recicladosR$ 1,5
milhão investidos em programas relativos à ética94
%
observam princípios de governança corporativa116 mil
pesquisas de satisfação com consumidores81
%
consultam stakeholders para apoiar decisões100
%
possuem iniciativas de combate à corrupção100%
possuem Código de Conduta1.920
iniciativas relativas à ética [2016 – 987 projetos] [2016 – 72%]80%
têm iniciativas para reduzir emissão de gases de efeito estufa [2016- 61%]O Relatório de Sustentabilidade da
INTERFARMA 2018/Ano Base 2017 compila e analisa os dados reportados por 33 empresas associadas à entidade – 62% dos 53 laboratórios que a integravam no ano passado.
Percentualmente, é a maior participação desde que o relatório começou a ser publicado há oito anos, empatando com a adesão obtida em 2015/Ano Base 2014. Numericamente, a atual edição conta com um laboratório a menos que a anterior. Um grupo composto por 15 empresas tem sido constante e fiel à empreitada de reportar e dar visibilidade aos dados de sustentabilidade do setor farmacêutico. São laboratórios que participaram das oito edições realizadas até o momento, incluindo esta.
Além de beneficiar o conjunto da indústria, dando transparência às suas contribuições e possibilitando que sejam expostas a
todos os stakeholders e para a opinião
pública, conseguem, paralelamente, acompanhar seus avanços individuais e pontuar as áreas nas quais podem ainda se desenvolver.
Abbott, Astellas, Chiesi, Daiichi-Sankyo, Eli Lilly, Glaxo, Merck, MSD, Novartis, Novo Nordisk, Pfizer, Roche, Sanofi, Servier e Shire são as que figuram no topo do
ranking de participações. Outras seis empresas contribuíram em sete edições. É o caso da Bayer, Boehringer, Bristol, Janssen, Takeda e Zambon.
Perfil das empresas
Por meio de seus
relatórios de
sustentabilidade, a
indústria farmacêutica
consolida, desde 2010,
um banco de dados
amplo e consistente
sobre os resultados de
sua atuação nas áreas
econômica, social e
ambiental
Abbott AbbVie Amgen Astellas Bagó Bayer Besins Biomarin Bristol-Myers Squibb Boehringer Ingelheim Celgene Chiesi Daiichi Sankyo Ferring Galderma GlaxoSmithKline Grünenthal Empresas participantes deste relatório Janssen Lilly Lundbeck Merck S.A. MSD Novartis Novo Nordisk Pfizer Roche Sanofi Servier Shire Takeda Teva UCB Zambon
Ferring particiou em seis edições. Actelion, AstraZeneca, Bagó, Besins, Galderma, Lundbeck e Genzyme aderiram a cinco, e um grupo de seis laboratórios marcou presença em quatro relatórios. São eles: AbbVie, Allergan, Amgen, Biogen, Celgene e Grünenthal.
Vale lembrar que, a partir de 2016/Ano Base 2015, a Genzyme passou a reportar os dados em conjunto com a Sanofi, de cujo grupo faz parte. E a AbbVie participou de todos os relatórios desde que chegou ao Brasil, em 2014.
Além do número expressivo de adesões, outra boa notícia desta edição foram as participações, pela primeira vez, dos laboratórios Teva e UCB e o retorno da empresa Bagó, ausente desde 2015/Ano Base 2014. Bayer, Biomarin, Galderma e Zambon, que ficaram fora da edição anterior, também voltaram a reportar. Essas iniciativas contribuem para ampliar e dar consistência ainda maior ao banco de dados que registra a atuação do setor farmacêutico e os resultados que dela decorrem nas esferas econômica, social e ambiental – os pilares da sustentabilidade.
Origem das empresas
100% das empresas participantes do relatório são multinacionais, com predominância das originárias nos Estados Unidos (35%). Em seguida, estão as
dinamarquesas, francesas e suíças, com participação de 12% cada, e as procedentes da Alemanha, Irlanda, Israel, Japão e Reino Unido, que correspondem a 6% do total cada.
País de origem das empresas
12% Suíça 35% Estados Unidos 12% Dinamarca Irlanda 6% Reino Unido 6% Alemanha 6% França 12% Israel 6% Japão 6%
85% São Paulo 12% Rio de Janeiro 3% Bahia Sede no Brasil
Plantas industriais e sede no Brasil
Do universo total de participantes, 72% (24 empresas) possuem fábrica no Brasil. Algumas operam com mais de uma unidade, perfazendo um conjunto de 29 plantas, distribuídas por São Paulo (62%), Rio de Janeiro (24%), além de Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.
As sedes administrativas também estão concentradas majoritariamente no Estado de São Paulo (28 laboratórios). Quatro empresas estão instaladas no Rio de Janeiro e uma na Bahia.
58% Exclusivamente medicamentos 42% Outros 8,8% Cosméticos 3,5% Outra 17,5%
Produtos para saúde (Medical Devices) 7,0% Alimentos 1,8% Defensivos agrícolas 3,5% Produtos veterinários
Áreas de atuação
O contingente de empresas que atuam em outros segmentos além do farmacêutico elevou-se de 36% a 42% no último ano. Esses dados reafirmam uma tendência crescente entre as companhias do setor de diversificar suas atividades.
Atuação das empresas
Como comparativo, há apenas três anos, 85% produziam apenas medicamentos. Com uma economia instável e cheia de incertezas como a nossa, a diversificação pode ter sido a estratégia encontrada pelas empresas para crescer e reduzir riscos. Produtos para saúde é a segunda área de escolha de 17,5% das farmacêuticas.
Em 2017, o setor farmacêutico caminhou na direção contrária do País em termos de inovação. Enquanto o ajuste fiscal aplicado pelo governo promoveu um corte de 44% no orçamento para custeio e investimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, os recursos que os laboratórios destinaram a inovação cresceram 139% em relação ao ano anterior.
De todos os setores elencados nesse relatório, o de inovação foi o que recebeu o maior aporte de recursos - R$ 343,3 milhões no total - investidos no financiamento de 279 projetos. O dinamismo da indústria farmacêutica no tocante à inovação faz parte da
essência do setor e de suas estratégias de diferenciação, conquista de mercado e
agregação de valor. Esse modus operandi
foi reconhecido inclusive na pesquisa do anuário Valor Inovação Brasil 2018, realizada pelo jornal Valor Econômico em parceria com a consultoria Strategy&, da PwC.
No ranking elaborado pelo estudo com empresas de 21 setores, o farmacêutico
Inovação na indústria
farmacêutica
Apesar das dificuldades
estruturais do País,
84% dos laboratórios
implementaram
programas de inovação e
realizaram 420 pesquisas
clínicas
ocupa a segunda colocação entre os que possuem maior nível de investimento em inovação, atrás apenas dos bancos.
É um feito notável considerando-se as dificuldades que as companhias enfrentam para inovar no Brasil.
Mesmo subindo cinco pontos no Índice Global de Inovação 2018 – publicado pela Universidade Cornell, INSEAD e Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI [https://nacoesunidas. org/agencia/ompi/]) – o País ocupa o 64º lugar entre 126 economias.
É uma posição que o distancia não apenas dos líderes mundiais de inovação, como também dos latino-americanos - Chile, Costa Rica e México – e dos Países emergentes. A China assumiu a 17ª posição no mesmo estudo, tornando-se uma das 20 economias mais inovadoras do mundo. Índia está no 57º lugar e a África do Sul ocupa o 58º.
Apesar de conviver com um cenário estrutural difícil, 59% das empresas promoveram atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no País. O número de pesquisas clínicas realizadas por laboratórios farmacêuticos no ano passado subiu 40% na comparação com 2016. As companhias participantes do relatório desenvolveram 420 estudos clínicos, estratégicos para a validação de novos medicamentos e terapias – 183 patrocinados e 237 próprios.
Tipos de inovação na indústria farmacêutica
Inovação em modelo de negócio
Aperfeiçoamento de produtos Desenvolvimento de novos produtos Inovação em processos
65%
33%
52%
75%
Em relação ao tipo de inovação realizada, os dados apontam para um equilíbrio entre as modalidades: 85% desenvolveram ou aperfeiçoaram produtos, 75%
aprimoraram processos de produção ou de atividades de suporte e 65% investiram na melhoria dos modelos de negócio, por exemplo, redistribuindo a comercialização de produtos entre empresas do grupo. Nesta pergunta, os participantes puderam assinalar mais de uma opção.
Comparados ao ranking elaborado pelo
Valor Inovação, os resultados também surpreendem. Além de inovar mais que a maioria dos setores, o farmacêutico é mais ousado no tipo de inovação que realiza. Tanto no estudo do jornal quanto no levantamento desse relatório, predominaram os investimentos voltados ao aperfeiçoamento de processos e
Onde ocorre a inovação de processos
Atividades novas ou significativamente aperfeiçoadas de suporte a processos, como sistemas para planejamento e controle da produção, medição de desempenho, controle da qualidade, compra, manutenção ou computação/infraestrutura de TI
Método novo ou significativamente aperfeiçoado de fabricação ou produção Sistema logístico ou método de entrega novo
ou significativamente aperfeiçoado
48%
31% 21%
serviços – uma modalidade considerada mais rotineira e conservadora.
Porém, as diferenças entre as empresas do Valor e os laboratórios se acentuam quando se cotejam as inovações consideradas não rotineiras ou incrementais: no anuário do Valor Econômico apenas 18% das empresas
desenvolveram novas tecnologias – já entre as farmacêuticas, o índice foi de 52%. Além disso, 16% adotaram novos modelos de negócios em comparação com 65% dos laboratórios. Somente 9% promoveram inovações radicais em tecnologia e modelos de negócios.
Barreiras à inovação
O que se depreende dos dados reportados pelos laboratórios é que realizar atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil é uma corrida com muitos obstáculos e desfecho imprevisível. Uma medida da dificuldade está no grande número de projetos que ficaram incompletos no ano passado: 122. Outros 18 foram abandonados no meio do caminho. As empresas estimam que cerca de 180 mil pacientes poderiam ter sido beneficiados se os projetos tivessem sido concluídos. Na raiz do problema, apontam
principalmente os entraves regulatórios e os longos prazos para aprovação de pesquisas clínicas - dois fatores amplamente conhecidos da indústria farmacêutica e contra os quais o setor luta há décadas.
Perdem com isso os pacientes, o governo, a indústria, pesquisadores e profissionais da área, além da ciência e do desenvolvimento do País, que não consegue melhorar seu patamar de competitividade global.
O Brasil participa atualmente de pouco mais de 1% dos estudos clínicos mundiais,
ocupando a 15ª posição nesse ranking. O
País leva em média um ano para emitir um parecer de aprovação de um estudo clínico, o dobro da média mundial.
Como as pesquisas são multicêntricas e conduzidas em vários Países ao mesmo
tempo, o Brasil perde o timing para
participar, mesmo dispondo de centros de pesquisa e profissionais de excelência, e etnia variada - ingredientes que
pesquisadores de todo o mundo valorizam nesses estudos.
Comparando-se os fatores que dificultam, retardam, geram abandono de pesquisa ou impedem as empresas de inovar, surgem duas causas preponderantes: dificuldades regulatórias e demora para aprovação de pesquisas clínicas.
No caso das empresas que não inovaram em 2017, destacam-se como impeditivos os riscos econômicos e os custos elevados da inovação em 70% das respostas.
As dificuldades para
inovar geraram atrasos
ou abandono de 140
pesquisas clínicas em
diversas áreas, que
poderiam ter beneficiado
cerca de 180 mil
Fatores que dificultam a inovação Causas de atrasos em projetos Causas de abandono de projetos 3,57% 2,78% 3,03% 5,36% 5,56% 6,06% 30,36% 33,33% 33,33% 14,29% 16,67% 15,15% 0% 0% 0% 5,36% 5,56% 6,06% 19% 8,33% 9,09% 12,50% 11,11% 6,06% 14,29% 8,33% 15,15% 7,14% 8,33% 6,06%
Fraca resposta dos consumidores em relação ao novo produto Dificuldades de cooperação com outras empresas/instituições Dificuldades regulatórias e/ou normativas
Demora para aprovação de pesquisa clínica Falta de pessoal qualificado Dificuldades de financiamento Resultados insatisfatórios de testes Custos elevados da inovação Riscos econômicos Outros
Com inovação e criatividade, GSK leva informação de
qualidade a mais de 32 mil profissionais de saúde
Projeto gerou mais de 55 mil interações com o público
Democratizar a informação científica e permitir o acesso de profissionais da saúde a conteúdos de qualidade foram os principais motivadores da GSK no Brasil para criar o projeto Highlights de Congressos Internacionais. A iniciativa foi desenvolvida como piloto em 2016, durante o Congresso Americano de Alergia (AAAAI), no formato de broadcast.
Desde então, foi aperfeiçoada até chegar ao modelo atual, que consiste na montagem de um estúdio de TV no local dos eventos. Ao final de cada dia, são gravadas entrevistas de cinco minutos com convidados internos e externos, que resumem os principais assuntos apresentados. Os vídeos são disponibilizados no portal médico da GSK.
Criado por uma equipe multidisciplinar da empresa, com participação das áreas médica, excelência comercial, marketing e força de vendas, o projeto alia o imediatismo da informação com o conhecimento de experts de renome internacional. Em 2017, mais de 32 mil
profissionais de saúde acessaram os 33 vídeos produzidos – com um impacto de 55 mil interações com o público por meio de redes sociais, e-mails marketing para divulgar os vídeos, além dos acessos ao portal.
Para a GSK, possibilitar ao profissional da saúde de todo o Brasil acesso ao conteúdo de congressos internacionais reforça o compromisso da empresa de criar valor para a sociedade. Os principais eventos transmitidos em 2017 foram: American Thoracic Society Meeting (ATS), realizado em Washington; European Respiratory Society Meeting (ERS), e o European AIDS Conference, em Milão. Em 2018, a iniciativa será expandida para outros eventos das áreas respiratória, HIV e infecto pediatria/vacinas.
O projeto rendeu à empresa uma vitória na categoria Ouro do 2017 Winning Performance Awards Emerging Markets, uma premiação interna promovida pela GSK entre as suas 150 unidades no mundo.
Acesso e uso correto de medicamentos – dois tópicos fundamentais para a
indústria farmacêutica e que compõem os indicadores FarmaSustentável, específicos do setor – ainda são uma grande
preocupação para gestores e integrantes da cadeia de saúde no mundo todo. Cerca de dois bilhões de pessoas ao redor do planeta não têm acesso a medicamentos essenciais, o que produz miséria, sofrimento e mortes evitáveis, segundo o relatório “Dez Anos de Saúde
Os recursos investidos
pelos laboratórios
para ampliar o
acesso da população
a medicamentos
cresceram 100% e
beneficiaram mais de
500 milhões de pessoas
Pública 2007-2017”, da Organização Mundial de Saúde (OMS).Na avaliação da agência, a falta de acesso a medicamentos é um dos mais complexos problemas de saúde pública, bem como os caminhos para revertê-lo. Preço é uma causa fundamental, basta lembrar que no Brasil remédios pagam mais de 30% de imposto, a carga tributária mais alta do mundo.
Porém, pesam também, segundo a OMS, as características do sistema de saúde de cada País, a infraestrutura, taxas e tarifas, questões regulatórias e ainda um elenco de outras variáveis.
Apesar de o Governo Federal ter adotado algumas iniciativas importantes, como o Programa Farmácia Popular, cerca de 70% dos medicamentos consumidos pelos brasileiros são comprados do próprio bolso. Criado como uma alternativa de acesso da população aos medicamentos essenciais, o programa promoveu um grande avanço. Porém, no ano passado, sofreu alterações que, segundo o setor, podem comprometer sua sustentabilidade no médio e longo prazos.
Iniciativas para ampliação do acesso 50% 50% 45% Programa de prevenção e conscientização da população Auxílio às autoridades de saúde na adequação de gestão dos recursos
Programas de incentivo à população de baixa renda
Maximização do acesso a
terapias
No que diz respeito à indústria farmacêutica, houve no ano passado um grande empenho dos laboratórios para facilitar o acesso da população a medicamentos. 82% das empresas estruturaram programas específicos com essa finalidade, totalizando 48 projetos. Para viabilizá-los, foram investidos R$ 37,2 milhões – 103% a mais que em 2016. A realização de campanhas de prevenção, conscientização e promoção da saúde foi a principal estratégia das empresas na área de acesso. O número de iniciativas quase triplicou, passando de 58 para 243 campanhas dirigidas à população, em especial ao público acima de 18 anos. Essas ações alcançaram cerca de 508 milhões de pessoas, contabilizados nesses dados também os resultados de imprensa e mídias sociais.
Já os Serviços de Atendimento ao Cliente (SAC), que desempenham papel preponderante como canal direto de comunicação com os pacientes,
registraram 1,4 milhão de atendimentos no ano.
A interlocução com o Governo foi outro foco importante da atuação dos laboratórios, que buscaram contribuir para uma melhor gestão dos recursos
destinados à assistência farmacêutica. Em seguida, vieram as iniciativas voltadas à população em situação de vulnerabilidade social que, no ano passado, mobilizaram menos empresas que em períodos anteriores.
18% Não (6) 82% Sim (27)
Programas para ampliação do acesso a medicamentos
Estímulo ao uso racional de
medicamentos
Segundo o Ministério da Saúde (MS), cerca de 70% dos pacientes com hipertensão, diabetes ou dislipidemias não conseguem controlar suas doenças, mesmo tendo diagnóstico e prescrição médica. O órgão apurou que isso ocorre porque 82% dos pacientes de doenças crônicas fazem o tratamento de forma incorreta: 54% pulam doses, 33% usam os remédios em horários errados, 21% adicionam doses não prescritas e 13% não chegam sequer a iniciar o tratamento. Além disso, um em cada três pacientes abandona o tratamento.
Erros no uso de medicação custam ao mundo US$ 42 bilhões por ano, conforme estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). Uma dimensão de como o problema sobrecarrega o Sistema Único de Saúde (SUS) é reportada em uma pesquisa realizada em novembro de 2017 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). De acordo com os pesquisadores, a cada real investido no fornecimento de fármacos, o governo gasta cinco reais para tratar morbidades relacionadas ao seu mau uso.
A falta de conscientização sobre os possíveis efeitos adversos de
medicamentos faz do Brasil o recordista mundial em automedicação. 72% dos
brasileiros se medicam por conta própria e 40% fazem autodiagnóstico pela internet, conforme pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ). Desses, 63,84% têm formação superior. No cômputo do Ministério da Saúde, a automedicação levou para o hospital mais de 60 mil pessoas entre 2010 e 2015.
A questão é tão séria que, no ano passado, 91% dos laboratórios desenvolveram
programas para incentivar o uso correto de medicamentos. O total de projetos saltou de 55 em 2016 para 267 no ano passado. A dotação de recursos cresceu 88%, atingindo R$ 33,6 milhões.
91% dos laboratórios
implementaram
programas para
estimular o uso correto
de medicamentos pela
população, com ações
que envolveram todos os
segmentos da cadeia de
saúde
De acordo com a Política Nacional de Medicamentos do Ministério da Saúde, os requisitos para promover o uso racional são tão complexos que precisam contar com a participação de diversos atores, como pacientes, profissionais de saúde, formuladores de políticas públicas, comércio, governo e a própria indústria – exatamente o leque de interlocutores com os quais a indústria trabalha para atenuar o problema.
Apenas para profissionais da saúde, o setor farmacêutico promoveu no ano passado 3.350 programas estruturados de educação, que envolveram cerca de 415 mil pessoas em todo o País.
Capacitação de profissionais do varejo e orientação a distribuidores foram focos que também se expandiram. No primeiro caso, foram mobilizados 2.500 profissionais
responsáveis, direta ou indiretamente, pela manipulação, fracionamento ou dispensa de medicamentos. No segundo, mais de 20 mil distribuidores, com o objetivo de assegurar armazenagem, distribuição, comercialização e descarte adequados. De todos os públicos, as empresas direcionam a maior parte de seus
esforços para os usuários, disponibilizando informações relevantes por meio do SAC, programas de suporte a pacientes e sites. Mais de um milhão de pessoas foram beneficiadas por essas iniciativas em 2017.
Iniciativas para uso racional de medicamentos 48% 66% 78% 97% Capacitação de profissionais do varejo Orientação a distribuidores Educação para profissionais de saúde Informações para usuários 91% Sim (30) 9% Não (3)
Estímulo ao uso racional de medicamentos
Janssen apoia capacitação de profissionais de saúde pública em
modelo de tratamento humanizado para pacientes com HIV/AIDS
Projeto produziu também um manual de
referência para serviços de saúde
O projeto Apoio à Clínica Ampliada, Gestão Participativa e Adesão no CRT (Centro de Referência e Treinamento) DST/AIDS-SP faz parte do Programa de Apoio à Humanização na Saúde da Johnson & Johnson, que capacita profissionais de saúde pública sobre a aplicação dos princípios da Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde, que se traduz em tratamento digno, eficiente e de qualidade.
Desenvolvido pela Janssen em parceria técnica com o Centro de Estudos da Faculdade de Medicina Social da Santa Casa (CEALAG) e com o Centro de Referência e Treinamento CRT-DST/ AIDS da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o projeto tem como foco o desenvolvimento de um modelo de trabalho humanizado para tratamento de pacientes com HIV/AIDS como parte da estratégia de aumentar a adesão do paciente ao tratamento.
Na primeira fase, em 2015 e 2016, foram realizadas 64 horas de capacitação presencial para mais de 60 gestores e
profissionais de saúde do CRT. Além disso, foram elaboradas e publicadas guias para orientar a gestão do trabalho humanizado para serviços que atendem pessoas vivendo com HIV e aids no Estado de São Paulo. Na segunda fase, em 2017 e 2018, foram elaborados e implementados planos de ação alinhados com o planejamento estratégico do CRT-DST/AIDS 2015-2018 e com os princípios da Humanização para consolidar a clínica ampliada e a gestão participativa no CRT e aumentar a adesão dos pacientes ao serviço e à terapia antirretroviral (TARV). Além disso, foi produzido um “Manual de Boas Práticas em Adesão e Retenção de Usuários em Serviço Ambulatorial para PVHA” (Pessoas Vivendo com HIV/aids). No total, mais de 150 profissionais e gestores de saúde foram capacitados e três serviços do CRT impactados.
AstraZeneca, Bristol-Myers Squibb e Pfizer se unem
para auxiliar pacientes com câncer de pulmão
O projeto de parceria beneficiou mais de 900 pessoas
Com o objetivo de auxiliar pacientesque enfrentam o câncer de pulmão, as farmacêuticas AstraZeneca, Bristol-Myers Squibb e Pfizer se uniram em uma parceria inédita, cujo objetivo é ajudar os pacientes que enfrentam o câncer de pulmão a obter, de forma mais rápida, a correta identificação da doença, iniciando assim o tratamento mais adequado com maior agilidade. A parceria une as plataformas de exames das três companhias e reduz o tempo de espera pelos resultados de 60 dias para apenas 14 dias úteis. Como os testes são fundamentais para auxiliar os médicos na decisão terapêutica que melhor se enquadra para cada pessoa, a diminuição do prazo acelera o início do tratamento, aumentando a probabilidade de melhores resultados. Outra vantagem para o paciente é que, com uma única amostra tumoral, é possível realizar todos os testes disponibilizados pelos três laboratórios – os testes EGFR, BRAF, KRAS e NRAS do Programa ID, da AstraZeneca; o teste PD-L1 da plataforma I-O Detect,
da Bristol-Myers Squibb; e os rearranjos dos genes ALK e Ros1, Programa Pfizer Alvo, da Pfizer.
Entre agosto e dezembro de 2017, o projeto beneficiou 919 pessoas. Os exames foram totalmente
custeados pelas empresas e realizados por laboratórios cadastrados,
dando suporte aos médicos ao propiciar precisão diagnóstica para o embasamento das decisões terapêuticas.
Funcionários das três farmacêuticas unidos por uma causa comum
Investimentos Sociais Privados
realizou em média 10,7 programas. Além de projetos próprios, as companhias contribuíram, apoiaram ou firmaram parceria com 204 entidades e associações. No total, as ações de ISP impactaram 3,1 milhões de pessoas.
Como comparativo, as 116 organizações que responderam ao Censo 2016 do GIFE (Grupo de Institutos Fundações e Empresas), o mais recente, viabilizaram 775 projetos, uma média de 6,7 por organização, inferior à registrada pelos laboratórios. Em contrapartida, os investimentos foram expressivamente maiores, R$ 2,9 bilhões, ainda que tenham caído 18% em relação ao censo anterior de 2014. Os investimentos individuais das organizações do GIFE variaram de R$ 250 mil a R$ 500 milhões. Entre as participantes desse relatório, a faixa de aportes se situou entre R$ 12,4 mil e R$ 4,2 milhões.
Uma abordagem mais detalhada sobre a atuação social do setor farmacêutico revela que, em 47% das empresas, essa área conta com o envolvimento direto do CEO ou presidente. Em 66% delas, o processo decisório sobre a destinação dos recursos
A indústria concentrou
95% dos recursos
e iniciativas de
Investimento Social
Privado na área da Saúde
e, em segundo lugar,
em ações voltadas à
Educação
Os Investimentos Sociais Privados (ISP) da indústria farmacêutica cresceram 170% no ano passado em relação a 2016, quando a crise econômica do País provocou uma queda acentuada nos recursos destinados à área. Os aportes de 2017 totalizaram R$ 30,8 milhões, retornando ao patamar de 2015.
As 21 empresas que declararam possuir estratégia definida para ISP – 66% das participantes do relatório – implementaram 226 projetos, expandindo em 60% o número de iniciativas em relação ao ano anterior. Cada laboratório
se concentra na alta gerência, comitê diretivo, diretoria ou equivalente. Nessa pergunta as empresas puderam escolher mais de uma opção.
Apesar das decisões estratégicas contarem com a participação da alta cúpula da maioria das empresas, apenas 42%
utilizam indicadores para monitoramento dos projetos sociais e seus resultados.
25% Não (8) 75% Sim (24)
22% Não (7) 78% Sim (25)
Entre as empresas que participaram do Censo GIFE, o índice foi de 99%.
As respostas dos laboratórios reforçam ainda uma tendência crescente na ação social corporativa, já identificada também pelo GIFE: o alinhamento entre o investimento social e o negócio, tema que passou a integrar a agenda estratégica daquela entidade. Área social com o negócio Áreas social, ambiental e econômica Alinhamento entre as áreas
Modalidades de Investimento
Social Privado
No ano de 2017, os investimentos sociais ligados ao negócio atingiram o percentual mais alto desde que as modalidades de ISP passaram a ser contabilizadas no relatório 2015/Ano base 2014, sendo que 75% das iniciativas da indústria enquadraram-se nessa categoria no ano passado. Na sequência, vieram, respectivamente, os projetos desenvolvidos com recursos próprios e os que utilizaram incentivos fiscais como a Lei Rouanet. Essas duas últimas categorias se mantiveram no mesmo patamar de 2016.
Segundo a pesquisa BISC (Benchmarking do Investimento Social Corporativo), coordenada pela organização da
sociedade civil Comunitas, o processo de alinhamento dos investimentos sociais aos negócios vem ocorrendo de forma acelerada nos últimos anos. Com base em informações de 268 empresas e 18 institutos/fundações empresariais (dados de 2016 compilados em 2017), verificou-se que 75% dos respondentes destinaram mais da metade dos seus investimentos para essa modalidade de projetos sociais.
Com um modus operandi já
constatado em relatórios anteriores, a indústria farmacêutica direcionou seus investimentos e iniciativas sociais majoritariamente para a área da Saúde,
que liderou mais uma vez o ranking, e
Educação em segundo lugar. No ano passado, no entanto, chamou atenção a concentração quase integral dos recursos nas ações de Saúde. Com exceção de Educação, os aportes para outros focos foram pequenos e pulverizados.
18% Via incentivo fiscal (33) 29% Com recursos próprios (54) 75% Ligado ao negócio (139)
Projetos sociais conforme o tipo de investimento na indústria farmacêutica
7,7 Milhões de reais
Via incentivo fiscal
10,7 Milhões de reais Com recursos próprios 12,4 Milhões de reais Ligado ao negócio 30,8 Milhões de reais Áreas prioritárias de
Investimento Social Privado
95% 14% 24% 24% 0% 24% 24% 10% 24% 62% 24% 29% 14% Saúde Meio ambiente Geração de trabalho e renda Formação para o trabalho Esportes Educação Desenvolvimento comunitário/de base
Defesa dos direitos
Cultura e artes Comunicações Assistência social Apoio à gestão do terceiro setor Acessibilidade
Investimento Social
Privado com recursos
próprios
Os 54 projetos de ISP
desembolsados pelas próprias empresas correspondem a 29% das ações, mas os recursos para financiá-las consumiram 34,5% do orçamento total para a área, a segunda maior fatia. Em 2017, as verbas saltaram de R$ 4,9 milhões para R$ 10,7 milhões – incremento de 119%. Desse montante, R$ 3,7 milhões foram provenientes da matriz ou de sua fundação ou instituto no exterior.
Esse tipo de ISP foi viabilizado por 52% das empresas, porém, a adesão das companhias vem decrescendo ao longo do tempo. Eram 66% dos laboratórios em 2015, passaram a 56% em 2016 e agora caíram quatro pontos percentuais.
Nessa categoria predominam as ações dirigidas à comunidade, seguidas das que beneficiam colaboradores e pacientes. Considerando os nichos de atuação, as iniciativas são menos concentradas. Saúde e educação continuam sendo áreas líderes e
Áreas de atuação 79% 21% 7% 21% 0% 50% 29% 7% 21% 64% 29% 21% 7% Saúde Meio ambiente Geração de trabalho e renda Formação para o trabalho Esportes Educação Desenvolvimento comunitário/de base
Defesa dos direitos
Cultura e artes Comunicações Assistência social Apoio a gestão do terceiro setor Acessibilidade
Públicos beneficiados 4% 15% 19% 0% 0% 4% 4% 7% 0% 0% Poder público Pacientes Colaboradores Fornecedores Distribuidores Profissionais da saúde Saúde suplementar Estabelecimento de saúde Imprensa Profissionais do varejo
assistência social também tem participação relevante. Além disso, ainda que em menor número, surgem projetos voltados para o meio ambiente, esportes, cultura e artes, defesa dos direitos, desenvolvimento comunitário e formação profissional. Crianças de 2 a 12 anos, adolescentes e jovens de 18 a 25 anos são os focos principais, em igual proporção, do trabalho social financiado pelo caixa das empresas.
48%
Comunidade/ Sociedade
Investimento Social
Privado com incentivo
fiscal
Das empresas respondentes, 33% fizeram uso de incentivos fiscais no ano passado. Dois anos antes, a modalidade envolveu 67% das participantes. O número de projetos implementados (33) manteve-se estável em relação a 2016 (34), mas os recursos deram um salto de 130%, passando de R$ 3,3 milhões para R$ 7,6 milhões.
Áreas de atuação 89% 11% 67% 0% 44% 0% 33% 0% 22% 22% 33% 33% 22% 22% Saúde Outros Meio ambiente Geração de trabalho e renda Formação para o trabalho Esportes Educação Desenvolvimento comunitário/de base
Defesa dos direitos
Cultura e artes Comunicações Assistência social Apoio à gestão do terceiro setor Acessibilidade
Considerando o orçamento total destinado pela indústria farmacêutica a ISP, as ações incentivadas detêm a menor fatia, 24,5%. Contudo, o setor tem bom desempenho quando comparado com os resultados do Censo GIFE 2016. Dos R$ 2,9 bilhões investidos pelas respondentes daquele estudo, apenas 14% foram viabilizados por meio de incentivos fiscais.
Nessa modalidade de investimentos sociais, continuam predominando na indústria farmacêutica as ações de saúde, sendo que cultura, artes e esportes aparecem na sequência, nesta ordem. Educação, desenvolvimento comunitário e assistência social atraíram em média um terço das empresas.
Em relação aos destinatários, as iniciativas se voltaram, em igual proporção, à
comunidade, profissionais de saúde e pacientes. Em menor parcela, foram
beneficiados ainda os estabelecimentos de saúde. Público beneficiado 4% 26% 4% 0% 0% 22% 4% 15% 0% 0% Poder público Pacientes Colaboradores Fornecedores Distribuidores Profissionais da saúde Saúde suplementar Estabelecimento de saúde Imprensa Profissionais do varejo 26% Comunidade/ Sociedade
Crianças a partir de dois anos e adolescentes até os 17 foram os alvos prioritários do ISP com incentivo fiscal.
Investimento Social
Privado ligado ao negócio
Líder na destinação de recursos,
primeiro do ranking em número
de projetos e depositário do interesse de maior número de empresas. Esse foi o perfil que essa modalidade de ISP assumiu em 2017.
Os R$ 12,4 milhões que 65% das empresas participantes do relatório investiram em iniciativas ligadas ao negócio representam um montante 288% maior do que havia sido investido no ano anterior. Eles foram direcionados ao financiamento de 139 ações, ou 75% de todos os projetos sociais que o setor implementou. Saúde, acessibilidade para pessoas com deficiência, assistência social e educação foram os nichos principais de atuação, nessa sequência, que beneficiaram em especial o público mais estratégico para os laboratórios: pacientes, a sociedade e profissionais de Áreas de atuação 33% 4% 0% 4% 4% 6% 12% 2% 0% 0% 10% 4% 6% 17% Saúde Outros Meio ambiente Geração de trabalho e renda Formação para o trabalho Esportes Educação Desenvolvimento comunitário/de base
Defesa dos direitos
Cultura e artes Comunicações Assistência social Apoio à gestão do terceiro setor Acessibilidade
Público beneficiado 7% 30% 2% 0% 0% 19% 5% 12% 0% 0% Poder público Pacientes Colaboradores Fornecedores Distribuidores Profissionais da saúde Saúde suplementar Estabelecimento de saúde Imprensa Profissionais do varejo 26% Comunidade/ Sociedade
saúde. Nessa modalidade de ISP, o poder público aparece, pela primeira vez, com uma pontuação um pouco maior que nas outras, embora não seja expressiva. Diferentemente também do que
ocorreu nos outros tipos de ISP, as ações privilegiaram a faixa etária compreendida entre 18 anos e 60 anos ou mais.
Voluntariado
Manter um programa formal de voluntariado é uma prática bem consolidada na indústria farmacêutica. Embora o número de empresas adeptas da iniciativa tenha oscilado nos últimos anos, o patamar de adesão tem se mantido elevado.
No ano passado, 72% das respondentes afirmaram dispor de um programa dessa natureza. Como comparativo, no Censo GIFE 2016, a média registrada é de 60%, sendo que as empresas (82%) são mais propensas a ter programas que institutos e fundações (69%).
Embora o Brasil não tenha uma tradição fortemente arraigada de trabalho
voluntário, esse tipo de atuação está aumentando no País. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 7,4 milhões de pessoas realizaram trabalho voluntário em 2017 - equivalente a 4,4% da população de 14 anos ou mais. O aumento foi de 12,9% em comparação com 2016.
No universo das empresas participantes desse relatório, a curva de engajamento de funcionários em programas de voluntariado é descendente. As
respondentes reportaram um total de 4.447 colaboradores nos programas corporativos – contingente equivalente a 14,4% da força de trabalho, composta por 30.806 pessoas.
Mantém ou apoia ações de voluntariado no Brasil 82% 73% 72% 68% 78% 2013 2014 2015 2016 2017
Colaboradores envolvidos nos programas/ações de voluntariado 5.421 5.098 4.465 4.447 5.487 2013 2014 2015 2016 2017
Doações
Além de desenvolver projetos próprios ou apoiar programas de ISP de terceiros, 26% das empresas fizeram também doações de medicamentos e vacinas, em um total de 102 mil unidades disponibilizadas. ONGs e postos públicos de saúde foram os principais destinatários das ações.
Nos últimos anos, ocorreu uma diminuição significativa no total de laboratórios
engajados em doações – eram 32% em 2016 e 67% em 2015. No entanto, no ano passado, o montante doado quase triplicou em relação ao ano anterior, perfazendo mais de R$ 3,4 milhões.
Em outro tipo de ação, com participação de 58% das empresas, foram doados cerca de 24,4 mil itens diversos para projetos de terceiros, como alimentos, brinquedos, computadores, materiais escolares, de higiene, entre outros.
De acordo com os respondentes da pesquisa BISC (Benchmarking do Investimento Social Corporativo), nos últimos dez anos, o número de colaboradores envolvidos nos programas de voluntariado passou de 41.000 para 62.842. A proporção de funcionários participantes dos programas empresariais manteve-se em torno de 10 a 12% no período.
Porém, para dar uma ideia de como essa iniciativa ainda pode crescer na indústria farmacêutica, em 2013 o setor contava com 1.000 voluntários a mais e eles representavam 17,7% do quadro funcional.
Projeto Descoberta do Conhecimento apoiado pela AbbVie
estimula o interesse por Matemática e Língua Portuguesa
Programa beneficiou 300 crianças e adolescentes
e educadores de 500 escolas públicas
Empenhada em apoiar a melhoria de indicadores educacionais brasileiros, a AbbVie uniu forças com o Projeto Arrastão para desenvolver o Projeto Descoberta do Conhecimento. O objetivo é estimular o interesse de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social pelas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa. A ONG, que atua nas áreas de Campo Limpo, Vila Andrade e Capão Redondo, em São Paulo, focou na criação
de um projeto que promovesse o desenvolvimento educacional por meio de pedagogias inovadoras. Entre elas destacam-se a elaboração de práticas e ações lúdicas que promovam compreensão de textos, paixão por leitura, atividades musicais, interação com culinária e educação financeira. Após um ano de projeto, os resultados foram bastante expressivos: os
educandos participantes do Descoberta do Conhecimento obtiveram notas 30% mais altas nas duas disciplinas-foco, Matemática e Língua Portuguesa, em
comparação com colegas de classe que não participam do projeto (Índice Prova Brasil SAEB 2017). Além disso, 300 crianças e adolescentes foram diretamente beneficiados pelas aulas e atividades; 30 jovens do Projeto Arrastão receberam formação como contadores de histórias e 30 professores foram treinados e desenvolvidos
para aplicar as atividades do projeto, impactando 500 escolas públicas.
Crianças e jovens aprendem por meio de práticas pedagógicas inovadoras
Ação social da Besins Healthcare propicia qualidade
de vida a jovens em tratamento de câncer
Iniciativa beneficiou 40 famílias em
situação de vulnerabilidade
Possibilitar acesso à informação e entretenimento a jovens com câncer e seus familiares foi o foco do projeto desenvolvido pela Besins Healthcare. Os pacientes são assistidos pela AHPAS (Associação Helena Piccardi de Andrade Silva), que oferece transporte gratuito, especializado e regular a jovens carentes com câncer durante o período de tratamento médico na cidade de São Paulo.
Em alinhamento com a missão da AHPAS de melhorar a qualidade de vida dos jovens em um período difícil, a farmacêutica doou tablets, notebooks e celulares para 40 famílias. O principal resultado alcançado pela iniciativa, segundo a empresa, foi melhorar o convívio social dos jovens durante o tratamento, levando às suas vidas entretenimento, diversão e informação.
Jovens em tratamento receberam doação de notebook, tablets e celulares
Chiesi apoia Projeto Música nos Hospitais e
iniciação musical de crianças do Guri Santa Marcelina
Iniciativas promovem inclusão social e
melhora do ambiente hospitalar
Democratizar o acesso à música,
oferecendo aos jovens oportunidade de inserção no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, propiciar bem-estar e melhor qualidade de vida a pessoas no ambiente hospitalar são os principais pilares do Projeto Música nos Hospitais da Santa Marcelina Cultura, apoiado pela Chiesi.
A formação dos jovens, que ocorre anualmente, envolve técnicas de palhaços e repertórios específicos que os capacitam a interagir com pacientes e profissionais das instituições de saúde. Durante esse período, eles levam música a corredores e leitos da rede de saúde Santa Marcelina, um dos maiores complexos de hospitais e ambulatórios do país.
Os jovens que participam do projeto são alunos do Guri Santa Marcelina - um programa de educação musical e inclusão social - e da EMESP Tom Jobim. No ano passado, foram realizados 20 workshops, que
possibilitaram a formação de 41 alunos.
Ao todo, foram feitas 49 apresentações musicais para um público de 8.518 pessoas. Além dos alunos, o programa beneficiou pacientes, familiares e colaboradores dos hospitais, Casas de Saúde, APSs (Atenção Primária à Saúde) e Unidades da Rede Lucy Montoro.
A Chiesi apoia também os grupos infantis do Guri Santa Marcelina. São dez grupos – sete com formação erudita, duas populares e um coral de familiares – em 46 polos de ensino na Grande São Paulo. No total, os conjuntos reúnem 390 alunos de toda a rede do Guri Santa Marcelina, composta por mais de 13 mil alunos, selecionados por meio de audições.
Lilly e United Way desenvolvem programa de mentoria
para jovens em situação de vulnerabilidade
Ação beneficiou também 50 pessoas em situação de rua
“Lilly e United Way - Unidas pela educação de jovens! ” é o nome do programa de mentoria que a farmacêutica desenvolveu em parceria com a maior organização filantrópica do mundo. O projeto da United Way convida jovens em situação de vulnerabilidade social a conhecer a realidade de uma empresa e a desenvolver projetos em encontros semanais que duram cerca de 3hs. Os funcionários da empresa, por sua vez, ministram aulas sobre temas específicos, que variam a cada programa de mentoria.
Em 2016, o tema escolhido foi “Minha vida financeira” e, em 2017, “Ser a mudança”. No primeiro encontro, os jovens decidiram ajudar pessoas em situação de rua com a entrega de alimentos, itens de higiene pessoal e livros e “ser a mudança” na vida delas, que não têm nem as necessidades básicas atendidas.
Durante sete encontros, trabalharam em equipe, tiveram contato com profissionais de várias áreas na Lilly, criaram um compromisso com o próximo, consciência social e
desenvolveram o projeto com o apoio dos voluntários da empresa.
Estabeleceram como meta realizar uma campanha de arrecadação e montagem de 50 kits com alimentos, itens de higiene pessoal e livros para entregar aos moradores de rua.
Ao final do projeto, a meta foi
superada com folga. No total, os jovens arrecadaram e entregaram mais de 150 kits. A iniciativa mobilizou 30 voluntários funcionários da Lilly, 20 jovens entre 15 e 17 anos que fazem cursos em ONGs parceiras da United Way e beneficiou mais de 50 pessoas em situação de rua.
Jovens participantes do programa acompanhados de voluntários da Lilly
Projeto Carreta Novartis da Saúde já atendeu mais
de 66 mil pessoas em 398 cidades do país
Ação faz parte do compromisso da empresa com a
eliminação da hanseníase no mundo
A hanseníase é considerada um
problema de saúde pública há décadas. Embora tenha sido controlada na maior parte do mundo, continua a afetar cerca de 200 mil pessoas por ano, especialmente em países como o Brasil, Índia e Indonésia. Para reverter essa situação, a Novartis assumiu o compromisso de combater a doença junto com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Há mais de 25 anos, a Novartis realiza uma série de ações destinadas a reduzir o estigma social de pacientes com hanseníase, evitando a deficiência causada pela patologia, melhorando o acesso a medicamentos e facilitando a integração social dessas pessoas. Em parceria com a OMS, a Novartis fornece, desde 2000, a poliquimioterapia (PQT) para o tratamento da doença. A medicação, que está disponível gratuitamente na rede pública, cura a hanseníase, interrompe sua transmissão e previne as deformidades que pode causar. Ao todo, foram doadas 40
milhões de unidades mundialmente, curando mais de 4,5 milhões de
pacientes, com um investimento de US$ 60 milhões.
No Brasil, a Novartis reforça sua atuação com um projeto de cidadania corporativa que colabora para a eliminação da
hanseníase por meio da educação, diagnóstico e tratamento da doença. Desde 2013, o Projeto da Carreta Novartis da Saúde já atendeu 66.510 pessoas em 398 cidades de todo o Brasil. Desse total, 1.473 foram diagnosticadas com a doença e encaminhadas para tratamento. A iniciativa conta com o apoio profissional do Ministério da Saúde, CONASS
(Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do CONASEMS (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde).
Carreta da Saúde leva educação, diagnóstico e tratamento a todo o país
Sanofi apoia projeto de prevenção a doenças do coração
Colaboradores da empresa participam como voluntários
A fim de conscientizar a população sobre a saúde cardiovascular, a Sanofi patrocina, via Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura) e verba da empresa, o projeto Movidos pelo Coração, desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Por meio da arte e da cultura,
atividades físicas e oficinas de culinária, o Movidos pelo Coração educa a
população – adultos, jovens e crianças – sobre a saúde do coração e conscientiza sobre os riscos que representam
doenças como hipertensão, colesterol elevado, diabetes, alcoolismo, estresse, entre outras.
O projeto, iniciado em 2016, inclui a prestação de serviços de saúde com foco na prevenção de doenças cardiovasculares e diabetes. A Sanofi apoiou disponibilizando 2 mil exames gratuitos de colesterol total e fracionado, glicemia, circunferência abdominal e pressão arterial. Em 2016, o projeto foi realizado em Fortaleza (CE) e Belo Horizonte (MG), e, em 2017, no Rio de Janeiro (RJ),
e três edições em São Paulo (SP), beneficiando cerca de 20 mil pessoas. Outras 300 foram treinadas em TECA-L (Treinamento de Emergências Cardiovasculares para Leigos).
Em torno de 70 colaboradores da Sanofi atuaram como voluntários nas edições do Movidos pelo Coração realizadas em 2017 em São Paulo (SP), no Parque Villa-Lobos e no Centro Educacional Unificado (CEU) Paraisópolis.
Voluntários da Sanofi realizam testes para verificar a saúde do coração na população
Desde 2014, a atuação da indústria farmacêutica em relação a colaboradores e os esforços para aperfeiçoar o seu ecossistema interno vêm aumentando progressivamente. No ano passado, mais uma vez, os laboratórios destinaram a essa área o segundo maior orçamento entre os sete setores analisados no relatório – superado apenas por inovação. Os R$ 62,3 milhões injetados em ações para atrair, desenvolver e reter talentos representaram um aumento de 29% em relação a 2016. Também em número de projetos (549 no total) a área de empregabilidade ocupou a segunda posição, ficando atrás apenas
das ações dirigidas à ética e compliance. Se
fizermos, no entanto, um corte histórico, 2017 foi o ano em que as iniciativas dirigidas a colaboradores foram as mais numerosas desde que o relatório da INTERFARMA começou a ser publicado. Cresceram 159% em relação a 2016 e mais do que duplicaram desde 2014.
Os laboratórios
promoveram cerca
de 335 mil horas de
treinamentos e ações
de capacitação, que
mobilizaram mais de 30
mil colaboradores
Empregabilidade
Evolução de investimentos e projetos para colaboradoresR$ 11 milhões 204 projetos R$ 42 milhões 228 projetos R$ 48 milhões 212 projetos R$ 62 milhões 549 projetos 2014 2015 2016 2017