RBEn, 32 : 48-0, 1979
ESTUDO D E ALCOOLISMO E TABAGISMO ASSOCIADOS
COM A TUBERCULOSE PULMONAR
�.
Mrcia Cron Ruffino
RBn/05
RUFFNO, M.e. - studo de alcoolismo e tabagismo associados com a tuberculose pul monaro Rev. Bras. Enf.; DF. 32 : 48-60, 1979.
1 . INTRODUQAO
A tuberculose continua sendo um serio problema de Saude PUblica em muitos paises, sendo que, a Organiza;ao Mundial de Saude (WHO, 1964) assina lava que a tuberculose persistia como problema da maior importancia em qua se todos os paises.
Varios autores tem evidenciado al guns elementos como constituindo fato res risco para a tuberculose.
FELDMAN ( 196 1) , assinala que 0 alcoolismo e um fator que altera nega tivamente a resistencia individual.
Na literatura encontramos alguns autores que apontam 0 alcoolismo como possivel fator risco associ ado a tuber culose (OLIN, 1966 ; OLIN, 1966 a; ROB BINS, 1969 ; BANNER, 1973) ,
Quanto ao tabagismo, varios auto res ten assinalado sua Importancia com rela;ao a tuberculose (LOWE, 1956 ; EDWARDS, 1957) .
Em vista do exposto, pretendemos no presente trabalho estudar 0 alcoolis mo e tabagismo como possiveis fatores risco da tuberculose pulmonar em nosso melo.
2 . OBJETIVOS
Avaliar a assocla;ao entre 0 al coolismo e habito de fumar com a tu berculose pulmonar.
3 . MATERIAL E METOS
A metodologia utlllzada fol a de caso-controle, segundo modelo apregoa do por MacMAHON & PUGH ( 1970 ) ; FORATINI ( 1976) .
3 . 1 Casos
Defini;ao: Foi chamado de caso de tuberculose pulmonar, os pacientes n tern ados em hospitais especializados
• Docente da Escola de Enfermagem de Ribeir.o Preto, USP. Departameno de Enfermagem Geral e specializada. Trabalho aprsenado no XX eBEn - Belem - 1978.
RUFFINO, M.O. - Estudo de alcolismo e tabagismo associados com a tuberculose pul monaro Rev. Bs. Ef.; DF, 32 : 48-60, 1979.
(dentro do Estado de Sao Paulo) , em tratamento com tuberculostaticos.
Fonte : Portadores de tuberculose pulmonar, internados no SanatOrio Nes tor Goulart dos Reis, em Americo Bra siliense - Araraquara, Estado de Sao Paulo, e pacientes inten ados no Abrigo Ana Diedericksen, Ribeirao Preto, Esta do de Sao Paulo.
Criterio de Sele;io : Pacientes de ambos os sexos, qualquer ra;a ou cor, do grupo etario de 10 a 80 anos, que ti vessem condi;oes de lucidez para res ponder a entrevista.
Tamanho amostral : Foram entre vistados um total de 427 pacientes.
3 . 2 Controles
Detini;io : Pacientes internados em um servi;o de assistencia medica, com outras patologias, que nao fosse a tu berculose.
Fonte : Pacientes intern ados no Hos pital das Clinicas de Ribeirao Preto.
Tamanho da amostra : Foram en trevistados 427 controles, ou seja, 0 nu mero correspondente ao numero de casos.
3 . 3 Variaveis que foram pareadas
Para cad a caso, tomou-se um con trole, pare ado com respeito as seguintes variaveis : idade, sexo, estado civil, pro cedencia.
3 . 4 Alcoolismo e tabagismo obser·· vados nos grupos casos e con troles
Tabagismo : Quanto ao habito de fumar, no momento da entrevista os pacientes eram classificados em fuman tes e nao fumantes. Aos fumantes fol perguntado qual 0 tempo que apresen·· tou 0 habito de fumar precedendo a
doen;a (em meses) ; qual a media de cigarros fumados por dia no ultimo ana precedendo a doen;a, media essa que fol classlficada em 0, 1-4; 5-14; 15-24 cigarros por dla. Foi investigado tam bem qual 0 tipo de cigarro u11izado, classificado em : papel, palha, cachimbo, outro.
Ingestio alc06lica : Foi perguntado qual 0 habito de ingestao de alcool no periodo que precedeu a doenga (periodo menor de 2 anos e periodo de 2 a 4 anos-.
Os entrevistados foran divididos em abstenios, bebedores noderados, be bedores excessivos e bebedores adictos
(classifica;ao essa adaptada daquela apregoada por RCONI, 1959) .
Quanto ao tipo de bebida predoni nantenente ingerida, foi classificado base ado nas bebidas passiveis de serem consumidas em nissa area, ou sej a : aguardente, cerveja, vinho e outros.
Quanto ao ritmo de ingestao, foi classificada como : mensal ou ocasional, semanal, diario.
Foi investigado tambem, qual 0 ha bito de ingestao precedendo 0 diagnos tico por um periodo de 2 a 4 anos.
3 . 5 Outras variaveis observadas nos grupos casos e controles
Profissao Religiio Cor Instru;ao
categoria de intenagio
Grau de evolu;ao da doenga - Caso.S Diagnostico - Controles.
3 . 6 Instrumento de nedida
Foi realizada atraves de uma entre vista pessoal com 0 paciente, dirigida no sentido de preencher un questio nario pre-estabelecldo.
RUINO, M.O. - studo de alcoolismo e tabagismo asociados com a tuberculose pul monaro ev. Bs. Ef.; DF, 32 : 48-60, 1979.
Para entrevistar os casos, bem como os controles, foi utilizado um protocolo de lnvestiga;ao (Anexo 1) .
s entrevistas (com 0 caso estudo e com 0 seu controle) , foram feitas to das pela mesma pessoa.
Os quesitos do question arlo versa ram especificamente sobre identifica;ao pessoal do caso, com as variaveis que foram pareadas e a
q
uelas que foram medidas.3 . 7 Metodo Estatistico Foi usado 0 teste X2.
4 . RESULTADOS E DlSCUSSAO
Na tabela 1 e apresentada a distri bui;ao dos casos e controles, segundo 0 sexo e grupo etario. Foram entrevista das 854 pessoas, sendo 214 do sexo mas culino ( casos e/ou controles) e 213 do sexo feminino ( casos e/ou controles) .
Na tabela 2 e apresentada a distri but;ao dos casos e dos controles, segun do estado civil e procedencia.
o tempo que apresentou habito de fumar precedendo a doen;a, assim como a media de cigarros fumados por dia (no ultimo ana que precedeu 0 diag nostico da doen;a) e 0 tipo e/ou forma de tabaco predominantemente utilizado pelos casos e con troles, sao
apresenta-Apresenta
hablto de Casos
fumar
SIM 233
NAO 194
TOTAL 427
que resultou ao teste de associa;ao um I = 6,07 (p
<
0,05) , isto e, existe uma associa;ao entre habito de fumar e a doen;a (estatistlcamente significan te com un 00 de 5 % ) .50
dos respectivamente nas tabelas 3, 4 e 5.
Na tabela 6 e apresentada a distri bui;io dos casos e controles, segundo 0 habito da lngestao alcoolica no periodo men or que 2 anos precedendo ao diag nostlco da doen;a ; a dlstrlbul;ao se gundo a mesma variavel, para 0 periodo compreendldo entre 2 a 4 anos prece dendo ao diagnostico e vlsto na tabe la 7.
A dlstrlbul;ao dos casos e/ou con troles (habituados a ingestao alcoollca ) . segundo 0 ritmo e tlpo de bebida pre dominantemente consumida, nos ultt mas 2 anos precedendo ao diagnostico, e no periodo de 2 a 4 anos precedendo ao diagnostlco, sao apresentadas respecti vamente nas tabelas 8 e 9.
o grau de classifica;ao dos casos de tuberculose lntenados (segundo a Na tional TuberculosIs Association - NTA) e visto na tabela 10.
Tabagismo :
A partir da tabela 3, verifica-se qU! a porcentagem de nio fumantes e maior nos controles ( 53,86% ) que entre )S casos (45,43 % ) .
Reconstrulndo com os dados da ta bela 7, uma tabela 2x2, como a tabela abaixo, teremos :
Con troles Total
197 430
230 424
427 854
eviden-RUFFINO, M.O. - studo de alcoolismo e tabagismo associados com a tuberculose pul monaro Rev. Bras. Enf.; DF, 32 : 48-60, 1979.
ciasse diferenga estatisticamente signi ficante (X2 = 11,92 ; 0,10
<
p<
0,20) .s dados da tabela 4 como un todo, nao evidenclam diferen;a esta tisticamente significante (X2 = 7,00; 0,05
<
p<
0,10) , ou seja, nao existe diferenga entre casos e con troles quan to ao numero de cigarros fumados por dia (entre os fumantes ) .Da mesma forma, nao exlstiu dife renga significante quanto ao tipo de ta baco consumido entre casos e con troles
(tabela 5 ) (X2 = 3,55; 0,10
<
p<
0,20) .Concluimos portant6, que parece haver associagao entre hablto de fumar e tuberculose ( enquanto classificados como fumantes e nao fumantes) .
Hablto de
ingestao alc06lica
SIM
NAO
TOTAL
que resultou ao teste de assocla;ao un X2 = 21,30 (p
<
0,01 ) , lsto e, existe uma assoclagao entre 0 habito de beber e a tuberculose pulmonar (estatisticamente signlficante) .Anallsando a tabela 6 como un todo, obtemos un Xl = 41 ,65 (p
<
O,O } )Hibito de
ingestao alc06lica
Moderado
Excessivo
Adicto
TOTAL
Se tomarmos apenas os fumantes, nao existe contudo diferen;a quano o tempo que apresenta habito de fumar e/ou quanta ao tipo de tabaco consu mido entre os casos e os con troles.
A lcoolismo :
Na tabela 6, verifica-se que a por centagem de abstemios e maior nos controles (70,96 % ) que entre os casos (55,73% ) , dados estes referentes o ha bito de ingestao alc06lica no periodo de 2 anos ou menos precedendo 0 diagn6s tico.
Reconstruindo com os dados da ta bela 10, uma tabela 2x2, teremos :
Casos
189
238
427
Controles
124
303
427
Total
313
541
854
sendo que existe diferenga significante, sendo que esta diferen;a parece ser mai· evidente para os bebedores excessivo..
Se retirarmos da tabela 6, 0 grupo dos abstemios, e analisarmos apenas os bebedores, teremos :
Casos
126
48
15
189
Con troles
111
10
3
124
Total
237
58
18
RFlNO, M.e.
--
. studo de alcolismo e tabagismo asociados com a tuberculose pul monaro ev. Bs. Enf. ; DF, 32 : 48-60, 1979.que resulta ao 'teste de assocla�ao um Analisando-se a tabela como um to X2 � 21,26-(p
e
sendo que nova do, teste de assocla�ao nos da evlden
mente a 'dlferen�a
<
0,01)7,
mats eVldente no elas de
gropo dos ' bebedores excesslvo
<
e "
s. te,
0
que existe assocla�ao slgnlflcan pols X2 = 27,57 (p 0,01 ) . De novo, Na tabela Verlf1C.-se que a por a evldencla malor para grupo dos
centagem mal>r nos
controles
d
de abstetnios % )
e
bebedores excesslvos.
;
(70",256
que entre os casos Reconstrulndo e
a tabela 0
7, de forma
(57,37
'R'
% l ados es s
b
'referentes
>
ao ha a perm1tlr a analise dos grupos de be
b�W de lngestio aJc
td
llca, no periOdo de bedores (ellmlnando os abstenios) te2 4 alos prec'ede liagnostico. mos :
abi>
de
Casos Controles Total
ingestao alcoollca
MOderado 118 104 222
xcesslvo 49 21 70
Adicto 15 2 17
TTL 182 127 309
!so nos da um X2 = 12,64 (p 0,01) ao tempo que apresenta hablto de ta
havendo portanto associa�ao slgnlflcan
<
bagismo.
te entre diferentes
)
e ihabltos de ingestao 1 . 2 Entre os fumantes, nao ha di alcool1ca (por 2 a 4 anos antes do feren�a entre casos e con troles quanto dl.gnostico tuberculose pulmonar . ao tipo de tabaco consumldo.
o:re contudo que a malor dlferen;a
2 . Ha associa�ao entre alcoolismo
encontra-se no gruo dos adlctos.
e,
e tuberculose pulmonar. Dado que sao nao abstemios (is to
2 . 1 No periodo menor que 2 anos .que sao bebedores) nao ha diferen�a
que precede doen�a, mats forte signlflcante quano ao tipo de bebida
assocla�ao entre tuberculose pulmonar consumida e/ou rltmo de lngestao en
e
e a
bebedores excesslvos. a
tre os casos e controles (tabelas 8 e 9 ) .
2 . 2 a
No periodo de 2 a 4 anos que Concluimos assim,
m
que ha associa precede doen�a) e mais forte a asso�ao entre alcoolis o e tuberculose pul
cia�ao entre tuberculose pulmonar e monaro Entre os casos predomlna os
bebedores adlctos. alcoolatras excessivos menor que 2 anos
2 . 3 Entre os alcoolatras, nio precedendo ao dlagnostico ; para 0 pe
diferen�a slgnlf1cante quanto ao tipo riOdo de 2 a 4 anos precedendo dlag·
M,
n6stico predoninam os alcoolatras adlc .. de beblda consumlda e/ou ritmo de in gestao entre os casos e controles. tos
6 .
entre os casos.
0
7 . REFER�NCIAS BIBLIOGRaFICAS
CONCLUS6ES
1 . Ha associa�ao entre tabagismo BANER, A. S. - Pulmonary function in
chromic alcoholism. Amer. Rev. Resp.
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1 . 1 Entre os fumantes, nao ha dl WARDS,
108
J. (4)
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LSIS EIGHH 'PORT - Worl
d
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�
TBA 1 - DISTRBUICAO DE CASOS (PACIENTES COM TUBERCULOSE PULMONAR) E CONTROLES (NAo POR- cTORS DE TUBERCULOSE PULMONAR) , SEGUNO 0 SEXO E GRUPO ETARIO.
s �
§ z
CASS CONTROLES
� 9
DADE
f �
MASCULINO FEMININO MASCULINO FEMININC' 1 0 . .
N.O
%
N.O % N.o%
N.O %= 1
10 -20 9 4,20 49 23,00 9 4,20 49 23,00
� �
20 - 30 45 21,02 4 30,04 45 21,02 64 30,04 l �
E
30 - 40 54 25,23 38 17,84 54 25,23 38 17,84 .. �
.
040 - 50 56 26.16 31 14,55 56 26,16 31 14,55
I D
50 - 60 29 13,55. 15 7,04 29 13,55 15 7,04
� �
60 - 70 18 8,41 13 6,10 18 8,41 13 6,10
w o
, 0
70 - 80 3 1,40 3 1,40 3 1,40 3 1,40
.. �
t a
' 0TOTL 214 100,00 213 100,00 214 100,00 213 100,00
� D
- j
S a
O D. q n TABELA 2 - DISRIBUICAO DE CASOS (PACIENTES COM TUBERCULOSE PULMONAR) E CONTROLES (NAO POR-
a
TORS DE TUBERCULOSE PULMONAR) , SEGUNDO 0 ESTADO CIVL E PROCEDlNCIA.
0
E
0CASOS CONTROLES
�
�STO CIVIL
l
ZqNA RURAL ZONA RUAL ZONA RUAL ZONA RURL )
0
N.O
%
N,o%
N.O % N.O%
a
D
SOLTERO 26 23,85 125 39,30 26 23,85 125 39,30
E
CASO 55 50,45 144 45,28 55 50,45 144 45,28
g
AMSIO 14 12,84 19 5,97 14 12,84 19 5,97
J
.
OUTOS 14 12,84 30 9,43 14 12,84 30 9,43 0 "
D
TOTAL 109 100,00 318 100,00 109 100,00 318 100,00 0
ll
TABELA 3 - DISTRIBUIQAO DE CASOS (PORTADORES DE TUBERCULOSE PULMONAR) E CONTROLES (NAO
PORTADORES DE TUBERCULOSE PULMONAR) , SEGUNDO 0 TEMPO QUE APRESENTOU HABITO DE
FUMR PRECEDENDO A DOENYA.
CASOS COTROLES
TEPO (em anos)
N.o % N.o %
0 194 45,43 230 53,86
0 - 0,5 1 0,23 0 0,00
0,5 - 1 0 0,00 1 0,23
1 - 2 7 1,64 3 0,70
2 - 5 25 5,85 13 3,04
5 -10 27 6,32 26 6,09
10 -20 52 12,18 51 11,94
20 + 121 28,34 103 24,12
TOTAL 427 100,00 427 100,00
TABLA 4 -DISTRIBUIyAO DE CASOS (PACIENTES COM TUBERCULOSE PULMONAR) E CONTROLES (NAO POR TADORES DE TUBERCULOSE PULMONAR) , SEGUNDO NUMERO mDIO DE CIGARROS FUMADOS POR DIA.
EDIA DE CIGARROS FUMA - CASOS CONTROLES
S POR DIA NO ULTIMO
ANO PRECEDENDQ A DOENQA N.O % N.O %
0 194 45,43 230 53,86
1 - 4 41 9,60 37 8,66
5 - 14 101 23,65 92 21,54
15 - 24 91 21,31 68 15,92
TOTAL 427 100,00 427 100,00
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-:
TABELA 5 - DISTRmUIQAO DE CASOS (PORTAORES DE UBERCULOSE PULMONAR) E CONTROLES (NAO PORTADORES DE TUBER CULOSE PULMONAR) , SEGUNDO 0 TIPO E/OU FORMA DE
TABACO CONSUMIDO.
TIPO E/OU FORMA DE CASOS COTROLES
TABACO CONSUMlO
N.o % N.o %
CIGARRO DE P APEL 178 76,39 149 75,63
CIGARRO DE PALHA 45 19,31 45 22,84
CAHIBO 10 4,29 3 1,52
TOTAL 233 100,00 197 100,00
TABELA 6 - DISTRmUIQAO DE CASOS (PACmTES COM UBERCULOSE PULMONAR) E CONTROLES ( NAO PORTADORES DE TUBER CULOSE PULMONAR) , SEGUNO 0 HAEITO DE INGESTAO ALC06LICA, NO PERiODO MENOR QUE DOIS ANS PRECE
DENDO AO DIAGN6STICO.
HAEITO DE INGESTAO CASOS CONTROLES
ALC>LICA
N.o % N.o %
ABSMIOS 238 55,73 303 70,6
BEBEDOR MODERADO 126 29,50 111 25,99
BEBEDOR EXECESSIVO 48 11,24 10 2,34
BEBEDOR ADICTO 15 3,51 3 0,70
T'AL 427 100,00 427 100,00
TABELA 7 -DISTRmUIQAO DE CASOS (PORTORES' DE TUBERCULOSE PULMONAR) E COOLES (NAO PORTADORES DE UBER CULOSE PULMONAR) SEGUNDO 0 EITO DE INGESTAO ALC06LICA, NO PERiOO DE DOIS A QUARO NOS PRECE DENDO AO DIAGN6STIO.
---EITO DE INGESTAO ALC6LICA
ABSMIS
BEBEDOR MODERAO BEBEDOR EXCESSIVO BEBEDOR DICTO
TOTAL
N.O
245 118 49 15
427
CASOS
%
57,37 27,63 11,47 3,511)0.10
CONTROES
N.O %
300
ioE
104 24,35
21 4,:l1
2 0,'13
427 '110,00
'BA e -DISlBUIC!O D' CASOS ('Oa:t� DE BERCOLO· PMONaR) E OQNTRQB mAO
OlTAORES Dl B�SE
pMRl
BOS A 1NGS�Ko LCOIOA, SEGDO O10 E O
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n TABELA 9 - DISTRIBUIQAO DE CASOS (PORTADORES DE TUBERCULOSE PULMONAR) E CONTROLES (NAO �
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PORTADORES DE TUBERCULOSE PULMONAR) HABITUADOS A INGESTAO ALC06LICA, SEGUNDO 0
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RITMO E TIPO DE BEBIDA PREDOMINANTEMENTE CON SUMIDA * .
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CASOS CONTROLES
1 9
BEBIDA RTMO
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N.O % N.O % l � ..
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Mensal 7 3.84 8 6,29 . Q
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AGUARDETE Semanal 44 24,17 76.91 % 27 21,25 65,76 %
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Diario 89 48,90 46 36,22
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Mensal 7 3.84 15 11,81
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Diario 6 3,29 4 3,14
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-Mensal 3 1,64 1 0,78 o
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OUTROS Semanal 5 2,74 5,47% 2 1,57 5,49 % >
Diario 2 1,09 4 3,14
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TOTL 182 100,00 100,00% 127 100,00 100,00% .. >
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S
RFNO, M.C. � studo de alcoolismo e tabaglsmo associados com a tuberculose pul monaro ev. Bs. Enf. ; DF, 32 : 48-60, 1979.
rABELA 10 -- DIsTRmurQAO OS CASOS (PACIENTES PORTADORS DE TUBERCULOSE PULMONAR) SEGUNDO 0 GRAU DE CLASSI FICAQAO DA OENQA.
GRAU DE CLASSIFICAQAO * N.D
%
I
16 3,74I! 99 23,1l
II! 299 70,02
NAO ESPECIFICAO 13 3,04
TOTAL 427 100,00
• Classifica;ao TA (National Tuberculosis Association) .
>
o
N O M E '
OPITA. PAtIENT; N
CHnicas 1
N.G.Rail 2
Ane 0 3 Outro 4
1
2 1 31415
A N [ X
0
ESTUDO D E A L C O O L l S HO. E· TABAG I SH O . A S S O C I A DOS C O M A T U B E R C U L O S E P U L M O N A R
DATA '
CATEGRIA
INTEN�\O
I.N.P.S. - 1·
Ind1;ante - 2
6
CAsa 1
CONTROL; 2
7
IO;
6
19
SIXO PROFlsAa PRaCE�NCIA
Mse. 1 urbano - 1
fn. 2 ru-ll · 2
10
11
1 12
13
--RELIGIAO CO� ESTADD CIVIL
catol1ca -
1
branca-
1 soltairo. - 1asp!rita - 2 parde
- 2
casado- 2
protest . - 3 prata - 3 aasido - 3
autras - 4 aaels- 4 outo
- 4
14
15
16
INsTRu;Aa
enalfebeto - 1
sab!· lar
- 2
prim. compl -
3
sec .compl- 4
outras - 517
. Tmpo que apre�antou Ob1to f�-p-acedendo Madia de cigarrcs/dio no ultimo 000 peceden- T1po da cigarro
e dcanyl tam asas) do I doania
0
··1 5 - 14 •3
papal • 1 cachibo - 3l' , 4 • 2 15
- 24
• 4 celha - 2 outro - 4I
I
6
1
9I
20
21
22
Haoito de ingesteo da alcool pracedendo a dlegnostlco 'por n perloao
< 2 anOB Hablta da 2 a de 4 an6s lngestao de alcool precedendo a diagnostico por m podo nao bebe - 1 a pwa aguardl\ta -
1"
o ansal de ingenao - 1 nao bebe -1
e01Ce eguerdente '-precomlnan�e 1 a d8 ansel -lngas�o1
,moderado . 2 cevejo - 2 semen,l -' 2 mOderedo
- 2
. cerveja- 2
semanel -2
excessivo - 3 rum - 3 diario
- 3
excessive-
3 rum - 3 diario- 3
. ·edicto
- 4
outro!- 4
, �d1cto - 4 outros- 4
23
24
25
26
27
26
C o n t ro l e D l a g nos t l eo C a s o I n reio O b s e rva�oes
G r a u
Terml no
Tempo
29 I 30 I 31 I 32
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