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Rev. Bras. Enferm. vol.32 número1

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RBEn, 32 : 25-47, 1979

TREINAMENTO ES PEC iFICO PARA AUXILIAR OPERACIO­

NAL DE SERVI�OS DIVERSOS DE AMBULATORIO

- RELATO DE UMA EXPERI �NCIA

* Celia Villa Serra

* * delita Coelho de Ara

uj

0

* * * Maria Antonieta Vasconcelos Luckesi

Bn/04

SERRA, C.V. e Colaboradoras - Treinamento esecffico para auxiliar operacional de ser­ vigos diversos de ambulatOrio. ev. Bras. Ef.; DF, 32 : 25-47, 1979.

INRODUQAO

o presente trabalho relata a expe­ riencia de um treinamento em servi;o para Auxiliar Operacional de Servi­ ;OS Diversos do Ambulat6rio do Hospi­ tal Ana Nery INAMPS Salvador -Bahia, no ana de 1977.

Motivo de preocupagao apresentou-se quando as enfermeiras responsaveis pe-10 referido setor, constataram a baixa

produtividade deste pessoal de en fer­ magem, em virtude do seu conhecimen­ o te6rico-pratico nao corresponder as a;6es de enfermagem all executadas.

Apesar das dificuldades encontradas e da complexldade do servi;o, as

auto-ras ressaltam que a experlencia fol de grande valia, uma vez que os resulta­ dos praticos demonstraram um saldo altamente positivo.

A validade deste treinamento deveu­ se, sobretudo ao trabalho de equipe de­ senvolvido, como tambem a participa­ gao do grupo que estava bem motivado, disposto a colaborar e consciente de suas deficiencias.

A objetividade da rogramac.o e m abordar o s temas especificos para am­ bulat6rlo, apareceram no plano de cur­ so onde se abordou as caracteristicas do ambiente de trabalho, a prote;ao de saude do individuo e comunidade, as tecnicas basic as de enfermagem e s

ro-• Enfermeira Chefe do Amjulat6rio do spital Ana Nery .

•• Enfermeira Chefe da Unidade de Pacientes Externos do Hospital Ana Nery. ... fermeir. Asistente da Coordenagao do Setor de Treinamento de nfermagem do

Hospital An. Nery.

- Trabalho apresentdo no XXX CBEn, Belem-PA, 16 . 22/6/78 - Tema livre.

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SERRA, C.V. e Colaboradoras - Treinamento especffio 'para axiliar operacional de ser­ yi;os dives de ambula6rio. ev. Bras. Ef.; DF, 32 : 25-47, 1979

tinas de entrosamento com os demais servi;os e setores.

Por fim, este relato enfoca 0 Ambu .. latorio Ana Nery, 0 treinamento pro­ priamente dito e descreve os resultados das avalia;oes diagnostica e somativa realizadas em sala de aula e no pro­ prio ambiente de trabalho.

Resta-nos agradecer a todos que, di .. reta ou indiretamente, contribuiram para 0 exito do treinamento exposto, bem como, para a confec;ao do traba­ lho em pauta.

1 . Clinic a Medica 2 . Clinica Pediatric a 3 . Clinica Cardiologica

1 . 0 AMBUATORIO DO HOSPITAL ANA NERY

1 . Descri�io Geral do Ambulat6rio o Ambulatorio do Hospital Ana Ne­ ry compoe-se de 3 pavimentos contan­ do com 2 salas de curativos (uma de curativos cirurgicos e outra de curati­ vos contaminados, drenagens de abces­ sos) e hipodermia, uma sala de peque­ na cirurgia, 3 consultorios odontol6glcos e 24 consultorios medicos ,onde se aten­ de as seguintes especialidades :

4 . Clinica Ginecologica (com servi;o de eletrocoagula;ao) 5 . Clinica Cirurgica - Cirurgia geral

pediatric a plastica urologica proctologica angiologica 6 . Clinic a Endocrinologica

7 . Clinica Dermatologica 8 . Clinic a Neurologica 9 . Clinica PSiquiatrica L Clinic a Of talmo logic a 1 1 . Clinic a Nefrologica

12 . Clinica Otorrinolaringologica 13 . Clinic a Odontologica

14 . S . P . A . - Pronto Atendimento - adulto crian;a 15 . Pre-natal.

Alem dos atendimentos acima espe­ cificados, ainda sao desenvolvidas a;oes de Saude Comunitaria individual e em grupos, tendo uma sala on de a en fer­ meira e a nutricionista executam as

suas atividades.

das 7 as 19 horas, fracionado a depen­ der da carga horaria dos medicos, em periodos de:

2 . Horario d e Funcionamento do Ambulat6rio

7 as 11 h. 1 1 as 15 h. 15 as 19 h.

e 07 as 13 h. 13 as 19 h.

o funcionamento do Ambulatorio e 3 . Recursos Humanos do Ambulat6rio programado para atender os segurados

de segunda a sexta-feira, no horario

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Au-SRRA, C.V. e colaboradoras - Treinamento especifico para auxiliar operacional de er­ vi�os diveros de mbula6rio. ev. Bs. Ef.; DF, 32 : 25-47, 1979.

xiliares de Enfermagem e 34 Auxilia­ res Operacionais de Servi�os Diversos (A . O . S . D . ) .

A carga horaria dos funcionarios e de 40 horas semanais, sendo que para o pessoal de enfermagem 0 turno e di­ vid1do em dois periodos : turno matu­ tino (07 as 14 h.) e tumo vespertino

( 12 as 19 h.) , ambos com un plantao semanal ( 07 as 19 h.) para fins de com­ plementa�ao.

No INPS, a denomina�ao de A . O . S . D . traduz 0 seu aproveitamento em diversos setores tais como : Admi ­ nistrativo, de Enfermagem, de Nutri�ao e outros. Por isto, este pessoal nao pos­ sui qualquer forma�ao tecnica especi­ fica, e no servi�o de enfermagem, e, na sua maio ria, de nivel 3, havendo alguns de nivel 1, que exerciam fun�oes de ser­ vi�ais.

Os AOSD nivel 1, desempenham ta­ refas simples de limpeza, copa e etc., e por isso e apenas necessario a l .a serie do 1.0 Grau. Para enfermagem, geralmente sao exigidos funcionarios de nivel 3, ou seja aqueles que possuem escolaridade de 1.0 grau completo, pois vaG desempe­ nhar fun�6es de Atendente de Enfer­ magem.

4 . Necessidade de Terinamento Espe­ cifico para A . O . S . D . do AmbuZa­ t6rio

A necessidade de treinar 0 pessoal de Ambulat6rio surgiu em decorrencia de 4 fatores fundamentais, sentidos pe ­ las enfermeiras do referido setor, no desenvolver das atividades diarias no servi�o :

1 . Dificuldade de recrutamento de mao-de-obra

2 . Baixa quaUdade

3 . Problemas humanos 4 . Baixa produ�ao.

o Servi�o de Enfermagem nio ten ingerencia no recrutamento e sele(ao do pessoal, chegando este aos Setores sem forma(ao especifica para assumir as fun(oes para as quais sao designadas apos a admissao. Conseqiientemente, esse pessoal nio possui capacita(ao tecnica adequada ao tipo de servi�o, no que resulta a sua baixa produtividade. Vale ressaltar que os problemas hu­ manos, tais como : nivel de educa(ao e cultura, disturbios de personalidade, conflitos psicologicos e outros, apesar de nao deverem se constituir em "obje­ to" de treinamento em s1, influem so ­ bremaneira no desenvolver das ativida­ des. Tal influencia se traduz, na maio · ria das vezes, pela inobservancia aos principios basilares de rela(oes humanas no trabalho, contribuindo destarte, pa­ ra reduzir cada vez mais, 0 moral do grupo. Desse modo, de acordo com 0 moderno conceito de treinamento, que ten 0 servidor como centro de sua agao, e visa 0 aumento da produtividade por meio da capacita(ao e da integra�ao do mesmo ao ambiente de trabalho, pro­ cura proporcionar-lhe conhecimentos, maior satisfa(ao, assim como 0 seu bem­ estar social.

o Setor de Treinamento de Enfer­ magem, implantado em agosto de 1975 no Hospital Ana Nery, ten como fina­ lidade contribuir para elevar 0 padrao de eficiencia tecnica, ajudar na satis .. fa(ao e estabilidade emocional do pes­ soal de enfermagem, bem como desper­ tar seu interesse e aten�io no atendi­ mento aos segurado do INPS.

Desde entao, este Setor ven reali­ zando terinamento para AOSD que de­ sempenham suas fun(oes nas Unidades de Interna�ao e nos quais foram inclui­ dos alguns funcionarios do AmbulaO­ rio. Contudo, a partir do depoimento das proprias participantes dos treina­ mentos acima referidos, concluiu-se nao terem sido alcan(ados os obj etivos pro­ postos, para atender as deficiencias do

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RA, C.v. e Colabordoras - Treinamento especifico a auxiliar operacional de r­ i;oS diversos de mbulaOrio. ev. a. Et.; DF, 32 : 25-47, 1979.

pessoal de ambulatOrio, pois 0 principal enfoque teorico-pratico esteve voltado para pres tar cuidados aos pacientes in­ tenados.

Pensou-se entao na possibllidade de um treinamento especifico para este pessoal, onde seriam abordados assun­ tos pertinentes ao servi;o, com poste­ rior acompanhamento e avalia�ao dos mesmos no desempenho de suas fun;oes no proprio ambulatOrio.

II . RELATO O TEINAMENTO

1 . Planejamento

Uma vez identiflcada a necessidade de treinamento para 0 pessoal auxlliar de Ambulatorio, esta unidade solicitou oficialmente, atraves de memorando, ao Setor de Treinamento de Enfermagem, um curs�, cuja programa;o enfocasse de maneira objetiva e especifica, as atribui;Oes inerentes ao pessoal auxiiar, naquela area. Este apelo encontrou ple­ na ressonancia por parte das enfermei­ ras responsaveis por aquele Setor.

e imediato, foi iniciada a fase do planejamento, constando em primeiro lugar de 4 reunioes conjuntas com as Enfermeiras Chefes da Unidade de Pa­ cientes Extenos e do Ambulatorio, Coordenadora e Assistente do setor de Treinamento de Enfermagem, com a se­ guinte finalidade :

1 . Determina;ao dos assuntos a se­ rem enfocados, base ada nas ne­ cessidades identiflcadas.

2 . Divisao das turmas.

3 . Elabora;ao do plano de curs�. 4. Distribui;ao das aulas teorico­

praticas.

5 . Acompanhamento e avalia;ao do desempenho em servi;o.

Fai realizada uma reuniao com 0 grupo de Auxlliares, com a finalidade de esclarecer quanto aos objetivos do tl'einamento, sua necessidade e valor

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para 0 servi;o, e para cada qual em particular, e ainda despertar 0 seu in ­ teresse para uma partic1pa;io efetiva e consclente.

Outrosslm, foi proposto ao grupo, pela chefia do AmbulatOrio, uma alte·­ ra;ao no horario do turno vespertlno, que na ocasiao do curs� teorico-pratico teria Inlcio as 10::5 h., com 0 compro­ misso de posteriormente resgatar as horas extras, em folgas. Com 0 assen­ timento prevlo do grupo, elaborou-se

um mapa para controle destas horas (ANEXO I) .

Foram entao selecionadas 2 turmas, com 18 e 16 particlpantes respectiva­ mente, obedecendo-se os seguintes cri­ terios :

1 . Carencia de conhecimento - fo·· ram escolhidas para compor a 1." turma, as auxiUares consideradas mais deflcientes, do onto de vista teorico-pratico.

2 . Ferias - foram observados os periotos de ferias das mesmas, a fim de que nao houvesse coln­ cidencia com 0 curs�.

3 . Licen;a de gesta;ao - observou­ se a data provavel do parto, e foi dada preferencia para parti­ cipar da primelra turma, as que estariam de llcen;a na epoca da participa;

.

o da segunda e vice­ versa.

:. Licen;a medica - as que esta­ yam afastadas por licen;a medi­ ca, ficaram aguardando a reall­ za;ao da segunda etapa do curs�.

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---SRRA, C.V. e Colaboradoras - Treinamento especifico para auxiliar operacional de ser­ vf.os diversos de ambulat6rio. Rev. B. Ef.; DF, 32 : 25-47, 1979.

A segunda parte foi a observa�ao direta dos treinandos no seu ambiente de trabalho.

Na programa�ao das aulas teo­ l'ico-praticas, estabeleceram-se obj etivos educacionais do curs� e os intermedia­ rios de cada unidade, vis an do preparar os auxiliares de Ambulatorio para me­ lhorar seu padrao de assistencia de en­ fermagem ao individuo, integrando-os ao seu ambiente de trabalbo, orientan­ do-os quanto a profilaxia das en fermi­ dades, assim como no atendimento de situa�ao de emergencias apresentadas e habilitando-os para 0 desempenho de tecnlcas basic as de enfermagem ineren­ tes ao servigo.

2 . Execugao

A realiza,ao do Treinamento foi feita em dois periodos, distribuidos nos meses de margo e agosto de 1977, em honlrio de servi,o, de segunda a sexta­ feira, das l las 13 horas.

balbo, aproveitando as oportunidades ali surgidas.

A maior dificuldade sentida foi a de se conseguir manter a pontualidadc e assiduidade do gropo as aulas em de­ trimento para 0 servi;o.

Ressalte-se que houve uma comu­ nica;ao previa ao crefe do Ambulat6rlo e aos medicos e dentistas, de per si, para obter dos mesmos a colabora;ao, pois no espa,o de tempo destin ado . mi­ nistra,ao das aulas haveria uma dimi­ nuigao expressiva de pessoal auillr.

Ainda fazendo parte da programa­ gao de treinamento houve sessio de Instala;ao e de Encerramento, contan­ do com a presen;a de todo 0 coro dis­ cente e docente, da Chefe do Servi,o de Enfermagem do Hospital e do Me­ dico-Chefe da Unidade de Pacientes Externos. Nas devidas oportunidades, houve aprcsenta;ao dos alunos e pro­ fessores, do Plano do Curso e distrlbul­ {ao de certiflcados, respectivamente.

o programa foi dividido em 4 uni- III . AVALIAQAO DO TREINAMENTO

dades, contendo aulas teoricas e de -monstrag6es de tecnicas basic as de en­ fermagem. A carga horaria total foi de

56 horas, assim distribuidas : 2 horas

para a apresentagao do curso, 12 horas para a primeira unidade, 14 horas para a segunda unidade, 17 hoars para a ter· ceira unidade, 9 horas para a quarta

unidade e 2 horas para 0 encerramento

do curso (ANEXO II) .

A exeCU;ao deste Plano de curso foi facilitada pela colabora;ao efetiva de uma equipe multiprofissional composta das Enfermeiras do Ambulatorio e das d emais Unidades do Setor de Interna­

;ao, Assistente Social e Odontologo. ;

necessario esclarecer que a coordena;ao

do curso, assim como 0 maior numero

de aulas, flcou sob a responsabiUdade do Setor de Treinamento.

Ressaltamos que as demonstra;6es pn.ticas foram feitas no proprio Setor de Treinamento e no ambiente de

tra-1 . Sistema de A valiagao

A avalia;ao dos treinados foi reali­ zada obedecendo-se a tres modalida­ des :

diagnostica formatlva somatlva.

DIAGN6STICA - Feita atraves de un pre-teste, aonde se determinou 0 nivel inicial de conhecimento dos alunos, pre­ requisito para realiza;ao do curso teo­ rico-pratico, adaptado as suas reais nc­ cessidades, em virtude do reajuste do programa aos resultados encontrados.

FOMATIVA - Obtida atraves to emprego de 3 testes de aproveitamento durante a realiza;ao do curso, dando subsidio as 2 enfermeiras responsaveis pelo Setor do Treinamento de En1erma­ gem para a verifica�ao do

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SRRA, C.V. e Colaboradoras - Treinamento esecffico a axiliar operacional de ser­ vi� dlverss de mbula6rio. ev. Bs. Ef.; DF, 32 : 25-47, 1979.

mento dos alunos durante 0 desenvol­ vimento das unidades.

SOMATIVA - Realizada atraves de apllca�.o de un p6s-teste, onde se ve­ rificou 0 comportameno cognitivo final do aluno, demonstrado atraves de suas respostas aos itens estabelecidos neste instrumento de avalia�ao. Ainda fazen­ do pate da avalla;;ao somativa 0 de­ sempenho dos treinados foi a vallado

pelas enfermeiras do ambulat6rio por observa�o em servi�o, durante 90 dias apOs 0 erinamento (ANXO III) .

No final do curso te6rico-pratico os participantes responderam a un ques­ tionario elaborado no sentido de obter informa�6es que possib1l1tasse ao S.T.E. " uma avalla�ao global do referido curso.

2 . Resultado da A valiagio

a ut1liza�ao do esquema de ava·· lia�ao anteriormente descrito, foram colhldos dados que revelam a satisft­ toriedade do treinamento tanto no de­ senvolvimento das pr6prias atividades dldatico-pedag6gicas quanto no des em­ penho em servi;o, posterior ao treina­ mento.

A analise dos resultados obtidos se­ ra feita da seguinte forma : resultados da avalla;ao geral do treinamento pe­ los partlcipantes; avalla�ao do desem­ penho dos participantes ap6s 0 treina­ mento.

2 . 1 . Avaliagio do Treinamento pelos

Participantes

Segundo os participantes, globaZ­ mente considerado, 0 treinamento foi excelente (48,5 % ) , muito bom (30,3 % ) , bom ( 18,2 % ) , regular (3,J% ) . No geral, observa-se que a opintao dos partici­ pantes e muito positiva em rela�ao a todas as atividades desenvolvidas no eriodo do treinamento. Praticamente

• Seor de Treinameno de Enfermagem.

nao se detectou nenhuma opiniao des­ favoravel (ver TAB·ELA I - ANEXO

IV) .

2 . 1 . 1 -Do ponto de vista de aqui­ sigio de novos conhecimentos, 97,0 % dos partieipantes afirmam ter reeebido novas informa�6es com 0 desenvolvi­ mento do eurso (TBELA II - ANEXO IV) . Essa informa;ao e eompativel com o j uizo que os participantes fazem so ­ bre a quantidade de eonheeimentos que possuiam sabre os assuntos abordados antes do desenvolvimento do treina­ mento, pois que somente 1 (un) parti­ eipante (3,0% ) possuia "amplos eonhe­ cimentos" sobre os assuntos (ver TA­ BELA II - ANEXO IV) .

2 . 1 . 2 - Quanto a praticidade dos assuntos abordados para a vida pro­ jissional, 91,0% dos partieipantes con­ sideram que "grande parte do que se falou no decorrer do treinamento ten apliea�ao na vida profissional" (TABE­ LA IV - ANEXO IV) e quanto a orien­ tagio para a execugao de tecnicas ba­ sicas de enjermagem, 67,0% dos parti­ eipantes eonsideram que 0 treinamento "trouxe orienta;ao segura para a apli­ ea;ao de novas tecnieas" e 33,0% eon­ slderam que "trouxe-Ihes a certeza de que estavam utilizando-se de tecnicas adequadas em seu desempenho profis­ sional" (TABELA V - ANEXO IV ) . stes dados revelam que, no parecer dos partieipantes as atividades realmente se desenvolveram ao nivel de treina­ mento, ou sej a, totalmente voltadas pa­ ra a pratica pro fissional de eada un.

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consl-SRRA, C.V. e Colabordoras - Trenamento specifico para auxiliar operacional de ser­ vi�os divers de mbula6rio. ev. Bras. Enf. ; DF, 32 : 25-47, 1979.

deram-no "muito bom", 36,0% "bom", 24,0% "razoavel" (TABELA VIII - ANE­ XO IV) . Para todos os participantes, os instumenos de avaliato utilizados fo­ ram adequados (TBELA IX - ANEXO V) . No ver dos participantes, pratica­ mene, nao existiram aspectos negativos na abordagem didatica dos assuntos e no desenvolvimento do treinamento.

2 . 1 . 4 - Quanto aos aspectos admi­ nistrativos, 74,0% dos participantes con­ sideram que 0 numero de horas diarias do treinamento foi "tazoavel", 23,5% consideram que foi excessivo (TABELA X - ANEXO IV) , 39,5% consideram que 0 horatio do treinamento foi "muito on", 42,5% "bon", 12,0% "razoavel" e 6,0% "pessimo" (TABELA XI - ANEXO IV) , 82,0% dos participantes consideram que 0 ambiente fSico onde se realizou o treinamento foi "adequado", porem 48,5% deles acharam-no "confortavel" e 33,5% consideram-no "desconfortivel" (TABELA XII - ANEXO IV) . Ainda que com percentuais mais baixos que nos outros itens, os participantes ava.­ liaram positivamente os aspectos adm:­ nistrativos do treinamento.

Os dados acima especificados reve­ lam que efetivamente os participantes estavam ligados no treinamento, global­ mente consideram-no de bom nivel, �, a avalia;ao de aspectos separados do treinamento nao se afasta do juizo glo­ bal que fizeram sobre 0 seu desenvol­ vimento. Esse est ado de afetividade aberto a executao do treinamento foi de suma importancia para a sua vali­ dade em termos dos objetivos que se tinha ao realiza-Io.

2 . 2 . Avaliagio do Desempenho dos Participantes no Decorrer do

Treinamento

A nossa analise, neste item, referir­ se-a aos resultados de aprendizagem decorrentes do trelnamento executado.

Os dados que serao comentados encon­ tram-se na T ABELA XIII (ANEXO IV) , colunas 1, 2 e 3. A coluna 1 refere-se aos dados do pre-teste, a coluna 2 aos resultados do pas-teste e a 3 aos resul­ tados somativos de pre-este, avaliatao formativa, pas-teste (media final) .

Considerando os conhecimentos an­ teriores ao treinamento, apresentados na coluna 1 (pre-teste) , observamos que 38,3% dos participantes apresenta­ ram um nivel inferior de conhecimento, ou seja obtiveram notas entre 1,00 e 4,99 ; 35,2 % obtiveram uma nota media entre 5,00 e 6,99; somente 23,6% obU­ veram uma nota media superior entre 7,00 e 8,99 ; ninguem obteve conceito plenamente superior, entre 9,00 e 10,00. Esses dados, de certa forma, sao com­ pativeis com a opiniao que os proprios participantes fizeram de s1 mesmos no quest10nario de avaliatao final do trei­ namento : so 1 (3,0 % ) dos participan­ tes considerava possuir "amplos conhe­ cimentos" sobre os assuntos abordados e tres (9,0 % ) possu1r "bons" conheci­ mentos (TABELA II - ANEXO IV) .

A coluna 2 da T BELA XIII, rela­ tiva ao pas-teste, apresenta modifica­ foes sensiveis em termos de conhec1-mentos adquiridos. Do total de 34 par­ ticipantes, 9 ( 26,5 % ) passaram para 0 nivel superior pleno (notas 9,00-10,0 ) , o nivel medio-superior sobe para 32,4% , o nivel medio desce para 29,5 % e os niveis inferiores quase que desaparecem, atingindo un total de 8,7 % . A coluna 3, media final do treinamento, apresen­ ta algumas modificatoes devido incluir todo 0 processo de crescimento dos par­ ticipantes com 0 desenvolv1mento das atividades. 0 pas-teste, efetivamentc, tem a caracteristica de demonstrar 0 resultado final de um processo, a media e sempre uma medida entre 0 passado e 0 presente. Os meritos do presente sao subtraidos pelos demeritos do pas­ sado. Mas ainda assim, a media final nao e negativa; ao contrario, ela e

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SRRA, C.V. e Colabordoras - Treinamento specifico para auxiliar operacional de ser­ vi;os diverss de mbula6rio. ev. Bs. Enf.; DF. 32 : 25-47; 1979.

sitiva em rela«ao ao estado inicial (pre­ teste) dos alunos. Senao vejamos. En­ quanto no pre-teste 38,3% dos partici­ pantes estavam no nivel inferior (no­ tas de 1,00 a 4;99 ) , na media final so­ mente 11,8% se encontram na mesma situa«ao; enquanto no pre-teste 35,2 % se encontravam na media (notas de 5,0 x 6,99) , na media final somente 32,4% se apresentam na mesma situ a­ §ao ; e enquanto no pre-teste somente 23,6% se encontram com aproveitamen­ to medio superior, na media final 55,8% e apresentam nesta situa«ao, divididos entre os medio-superiores (50,0 % ) e plenamente superiores ( 5,8% ) .

Em termos de aprendizagem, 0 trei­ namento apresenta-se da maior valida­ de, desde que 0 nivel geral dos parti­ cipantes se modificou do primeiro es­ tado (pre-teste ) para 0 segundo estado

(pOs-teste e media final) . Alias estes dados estao perfeitamente relacionados com a opiniao que os participantes fi­ zeram de si mesmos na avalia;ao final do treinamento, ou sej a, 97,0% deles considera ter obtido novos conhecimen­ tos (TABELA II - ANEXO IV) .

Numa atividade didatica, feita aos moldes de tempo e conteudo de apren­ dizagem fixos, os alunos apresentaram uma aprendizagem significativa, ou se­ ja, praticamente todos melhoraram. 0 nivel de conhecimento teorico-pratico necessario ao desenvolvimento de sua pratica profissional melhorou sensivel­ mente.

2 . 3 . Desempenho em Servigo, ap6s ° Treinamento

A coluna 3 da T ABELA XIII (NE­ XO IV) nos mostra os resultados de de­ iempenho dos treinandos, ap6s a parti­ cipa;ao no treinamento. Essas notas representam a media das notas que se encontram na TABELA XIV (ANEXO V) , relativos ao boletim de desempe­ nho preenchidos pelas enfermeiras do

AmbulatOrio do Hospital, ,,90 dias apos o termino do treinamento. Os dados sao plenamente positivos, desde que todos os partiCipantes do treinamento passam a ter desempenho de medio para su­ perior em suas atividades profissionais.

Obtem notas entre 9,0 e 10,0, ou sej a, desempenho plenamente superior, un total de 32,4% dos participantes do trei­ namento ; 50,0% atingem un desempe­ nro medio superior e 11,8% atingem un desempenho medio, ninguem apresenta desempenho inferior.

Esses resultados da avalia«ao do de­ sempenho dos participantes, em servi«o, apos 0 rermino do treinamento, sao compativeis com suas opinioes sobre a praticidade da orienta«ao do treina­ mento. s TABES V e V (ANEXO IV) manifestam que praticamente to­ dos os participantes consideram ter ga­ nho orienta;ao segura para sua ati­ vidade pratica ou certeza de que esta­ yam exercendo da melhor forma pos­ sivel sua atividade profissional.

s tres tipos de avaUa;ao realiza­ dos - avalia«ao do treinamento a par­ tir de opiniao, avalia«ao da aprendiza­ gem e avalia«ao de desempenho - ma­ nifestam 0 alto teor de positividade al­ can;ado pelas atividades pedagogic as executadas. E certamente garantem a vaUdade da sua execu;ao.

CONCLUSAO

o nos so trabalho tinha como in·· ten;ao apresentar, em forma de rela­ torio de uma atividade de treinamento, a vaUdade de sua execu«ao para 0 me­ lhoramento do nivel de desempenho dos funcionarios que servem uma unid.de de saude. No nosso caso, as Auxiliares Operacionais de Servi;os Diversos que atuam no Ambulatorio do Hospital Ana Nery - INAPS, SalTador, Bahia.

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SRA, C.V. e Colaboradoras - Trenamento especico para auxiliar operaclonal de ser­ vl�os dlversos de ambulat6rto. Rev. as. Enf.; DF, 32 : 25-47, 1979.

pelas enfermeiras que atuam no pr6prio ambulaOrio. O planej amento de treina­ mento especifico para a funfio que ocupavam foi produto de atividade con­ j unta das enfermeiras do Ambulat6rio com as enfermeiras responsaveis pelo Treinamento em Enfermagem do Hos­ pital. A execufio foi conjunta destas mesmas enfermeiras e enfermeiras de outras unidades do hospital que pude­ ram oferecer sua colaborafio. Os resul­ tados foram manifestados por 34 Au­ xiliares treinados te6rlco-praticamen.e para um desempenho mais eficiente de suas atividades funcionais.

Com tudo isso, queremos demonstrar que agindo intencionalmente sobre ne­ cessidades especificas pode-se melhorar multo 0 nivel de desempenho de fun­ cionarios dedicados, no caso, ao setor de saude, desde que se lhes oferefa um treinamento especifico para a funfio n que se destinam. E mais : que, e preciso preparar 0 espirito dos mesmos fun­ cionarios para que afetivamente se en­ volvam no treinamento, no processo de aprendizagem.

Estar presente as atividades dida­ ticas do treinamento nao necessaria­ mente significa estar participando e aproveitando das mesmas atividades. E

preciso que as atividades de treinamen­ to aparefam na vida dos funcionanos como uma necessidade pessoal de cres­ cimento e uma necessidade de atendi­ mento adequado as pessoas a quem prestam os seus servifos. Aqul, nio os patroes, mas os pacientes que atendem. o nosso relato parece ter trazido exatamente este testemunho, e, dai a sua validade demonstrada pelos dados de avaliafio de desempenho quer sej a no decorrer do treinamento, quer seja ap6s 0 termino do treinamento. s fun­ cionarios se envolveram afetivamente com 0 treinamento e com suas ativi­ dades, receberam as informafoes te6-rico-praticas de que necessltavam e pu­ deram passar a um desempenho mais eficiente de suas fun<Oes, atendendo, de um lado, sua reallza<io pessoal, como agente de um processo e, de outro lado, atendendo melhor as pessoas que neces­ sitam de seus servi<os, no caso, pa­ cientes.

Certamente que 0 nosso treinamen­ to nio foi isento de falhas, todavia, vale ressaltar a sua validade para 0 nosso servi<o de ambulat6rio e, mesmo fundamentar a nossa sugestio de que as necessidades especificas, solu<oes es­ pecificas devem ser apresentadas.

ANEXO I

CONROLE DE HORAS EXRAS

HO-AS

(10)

ANXO II

I N,P·S - H A N

ETOR DE TREINENTO DE EN FERMAGM

Dena�ina;ao do CUrso:

Treinamento Especifico para Auxiliar de AmbulaOrio

Objetivo: Qualificar 0 Auxiliar de AmbulatOrio visando um melhor padrao de assistencia de Enfermagem ao paciente, de acordo com is suas atribui;oes.

Unidades :

I -0 Auxiliar no ambiente de trabalho.

II - Atua;ao do Auxillar na prote;ao da Saude do individuo e comunidade.

III - 0 AuxiIiar na execu;ao de recnicas basic as de Enfermagem.

IV - Entrosamento do Servi;o de Enfermagem do P . A . M . do Hospital Ana Nery com os demais servi;os e setores.

CLLO O TEPO

Carga horaria : - Diaria - 02 horas - Semanal - 10 horas

- Total - 50 horas, em 25 dias uteis

Apresenta;ao do Curs� - 02 horas I Unidade - 12 horas II Unidade

III Unidade IV Unidade

- 14 horas - 17 horas - 09 horas

Avalia;ao:

Ser. realizada atraves de una avalia;ao diagnostica (pre-teste) , avalia;oes formativas (apos cada unidade) , e avaia;ao sonativa (p6s-este) .

Posteriormente ser. fio acompanhamento do grupo treinado pes enfermeiras do Am.bulawrio, atraves uma ficha individual.

(11)

I I

I - UNIDADE - 0 Auxll1ar no amblene de trabalho.

Abordagem

Sondagem sobre 0 asunto.

Sondagem sobre 0 asunto.

Sondagem obre 0

ssunto.

Sondagem sobre 0 ssuno.

OJIVO - Integrar 0 Auxiliar no seu amblente de trabalho, · reonhecendo sua responsabUidade para com a equlpe de Enfermagem, observando os principlos de etica profisslonal.

Conteudo

,presenta(io do curso e da Unidade

Pre-teste (aval1a(io diagn6stico)

strategia

1 . 0 Posto de Assistencia Medica Exposi(ao dialogada do S (PAM) - Tipos.

Final1dads :

o Posto de Assst�ncia MedIca do Hospital a Nery. Organo­ grama do Servi(o de nf. do H. A.N.

Posi;o da Untdade de pacien­ tes extems - sa estutura, finalidade e fncionamento.

2 . A Enfemagem como ci�ncia e Exposi(ao dialogada Arte. 1lsofia e objetivos da

Enfermagem. Responsabilidade do pesoal Auxiliar para com a _ equipe de saude e de nferma­

gem.

3 . No(oes da ttiea Profissional . xposi(ao dialogada Direitos e deveres (Cdigo de

Deontologia) .

Import.ncia do bon

relaciona-mento entre servidores, superio- Dramatiza(ao res, colegs de trabalho e

bene-ficiAris.

4 . Atendimeno em osult6rio Exosi(ao dialogada mio.

Carga

Horaria Recurss

total 12

a

2

2

4

1

Quadro de

I Z

Cartazes

Astlla ro de

lz

Quadro de giz

1

1 Teste de

aproveita-meno

Atividades ratics e Complementares

iscssio do ssunto exposto

Dramatiza(io de situa­ (oes que envolvem rela­ cionamenos entre supe­ riores hierarquicos, co­ legas e beneic1ari6.

1.° Verifia;o de apren­ dizagem <avaliat;.o fomativa) .

RA

,

C.V.

e

COlaordos

-Treinamento

specfico

para

aar

operaional

de

,

ser­

il

OS

divers

de

ambula6r1o.

ev.

s.

Ef.;

DF,

32

:

25-47.

(12)

4

ll II UNIDADE

-

Atua�ao do Aux1l1a' na prot�ao da saMe do individuo e conunldade.

Abordagem

Sondagem sobre 0

asunto.

Sondagem sobre 0 asunto.

Sondagem sobre 0

asnto.

Sondagem sobre 0

ssnto.

OBJETIVO

-

Orientar 0 Auxiliar nos cuidados profllaticos de enfermagem, oslbllltando un agequado atendinento ao beneficiario.

Conteudo Estrategia

1 . Conceito de Saude e Doen;a .

1

Exposi(io dialogada A saude individual e comunitaria .

Reconhecimento de sinais de

do-en(as . Pre-Natal e Puericultura e sua importancia para a comu-nidade .

2 . Influencia do M.bito higienico na Trabalho de grupo conserva(iW da saude (asseio

cor-poral, higiene do vestuario, ali-menta(ao c ambiente) ; higiene

mental, sono e repouso; trabalho e exercfc1o .

3 . No(oes de doen(as transmisslveis. Exposi(ao dialogada

Principais doen(as transmisliveis

encontradas em nosso meio.

Pro-filaxia.

4 . Caracteristicas do doente mental. ExposiQao dialogada Atitude do Auxiliar diante do

comportamento do doente mental.

5 . Defini(ao de termos medicos. studo dirtgido indivi­

dual e Bingo.

Carga

Horaria Recursos

Total 14h

Apostlla Quadro de

giz

Literatura

2 sobre 0

assunto

4 Quaro de

Cartaz

g1z

Quadro de

2

giz

3 Cartelas de bingo

1

Teste de aproveita-mento

Atividades Praticas e· Complementares

DiscusiW sobre 0 que foi exposto

Elabora(io de um tra­ balho escrito sobre 0

asunto

Executar n quadro de Vac1na(RO

Discbao com 0 grupo sobre a atitude do Auxi­ liar diante do compor­ tamento de um doente mental

Realiza(iW do bingo so­ bre termos medicos

2 . Verif1ca(ao de apren­ dizagem (avalia(ao formativa) .

0

Sl

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..

(13)

III - UNIDADE - 0 A . O . S . D . na execu�ao de tecnicas .sicas de Enfermagem.

Abordagem

Sondagem sobre 0 asunto.

Sondagem sobre 0 assunto.

Sondagem sobre 0 ass unto.

Sondagem sobre 0

.SSuntO.

OBJTIVO - Habilitar 0 A . O . S . D . para execu�ao de tecnicas de Enfermagem inerentes s atribui­

�6es sob sua responsabilidade.

Conteudo

1 . No;oes sobre esteriliza;ao e desin­ fec;ao . Limpeza, prepar� e mani­ pula;ao do material - solu;oes usadas para esteriliza;ao e desin­ fec;io.

2. Montagem e circula;ao em sala de pequena cirurgia.

Desinfec;ao ds salas de exames, curativ�s, e pequena cirurgia .

3. No{oes sobre os sistemas respira­

t6rio e circulat6rio .

No;oes sobre sinais vitais, peso, estatura e perfmetros .

4 . Importancia das posi;oes para exames . Tipos de posi;oes. Auxf­ lio durante os exames e cuidados ap6s os mesmos . Trasporte do paciente em maca e cadelras de das .

Estrategia

Exposi;ao dialogada

Exposi;io dialog ada

Demonstra . ao

Leitura e discussao de texto

emonstra;ao

Leitura do tempo

studo dirigido

Demonstra;ao

Carga

Horaria Recursos

Total 1711

uadro de glZ

4 Cartazes

Apostilas Material 2 4 2 hospitalar

Quadro de

giz Material hospitalar Apostilas Cartazes Material hospitalar Quadro de giz

Quadro de giz Cartazes Apostilas Material hospitalar

Atividades Praticas e Complementares

1 . Visita ao Centro de Material Esterilizado Preparo do material para esteriliza;io.

2 . Montagem da sala de pequena cirurgia de ambulat6rl0.

Execu;ao da tecnica de deslnfec{ao da sa­ Ia de pequena cirur­ gia.

3 . Execu;ao ds tecni­ cs de T.P.R. e T.A.

e peso.

4 . Demonstra{ao das posi{oes para exames.

0

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(14)

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Abordagem

I

Conteido

5 . No;oes sobre curativs simples, clrUrgico e de queimado . No;oes sobre retirada de ponos . curati� vo infectado - cuidados com 0 material .

Sondagem 6 . No;oes sobre medica;ao oral, pa�

I

sobre 0 renteral e t6pica .

asnto.

Sondagem 7 . NOOes sobre tricotomia, lavagem

I

sobre 0 externa, antissepsia vulvo perinal ssunto. e catatarismo vesical feminino.

Estrategia

Xosi;ao dialogada

emostraao

Leitura do texto

studo dirig1do

Demostra�o

Leitura e discusao do

texto

Demonstra;ao

-_ .. - --_._.

-Carga

Horaria

2

4

1

1

�I

Ativiades Pratics

Recursos e Complementares

i �

: P

� :

Quadro de 5 . Xecu;ao da tecnica

§ »

g1z de curativo.

��

Material

para

curativo

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. 0

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Apostils 6 . Xecu;ao da ecnica

s l

Material de inje;ao I . M . e

��

necessario S . C .

p/admi�

� (

nistra;ao

de medi�

!�

camentos

, R

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)

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0

:1

Aostilas 7. Preparo de material Quadro de p/cateterismo vesical

z

e demostra;ao de 11 . "

Material tricotomia, lavagem � 4 " ::

hospitalar externa e antissepsia

.. ::

vulvo perineal.

D >

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D

0

I

II

Teste de 8. Verifica;.o de apren-

I

aprendi- dizagem (avalia;ao

(15)

IV - UNIDADE - Entrosamento do Servi� de Enfermagem do P . A . M . do Hospital Ana Ney COm s demais servl�os e setores.

Abordagem

Sondagem sobre 0 asunto.

Sondagem sobre 0 asunto.

Sondagem sobre 0 asunto.

OJETIVO - Oten tar 0 Aux1l1ar quanto a sua ata�o nas urgenclas e quanto as rotins de rela­ cionamento do P . A. M . com os demais servl;os e sores.

Conteudo

1 . Atua:.0 do Auxil1ar diante das urgencias ocorrtds no P. A . M . do

Hospital a Nery

2 . ncaminhamento de beneficiarios p/outrs unidades do I . N . P . S . o u p/servi:Os complementares

3 . Rotinas do Servi:o de ferma­

gem do P . A . M . relacionads com os diversos setores do Hospital Ana Nery

strategia

Exposi:RO dialogada

Exposi:.0 dialogada Dramatiza:ao

Trabalho de Gruo

Carga

toraria tecursos

Total 9 h

2

2

uadro de glZ

Material hospltalar

Rotins de servi:o de enP do PAM do H . A. N .

Teste de aproveita­ Mento

Atividades Praticas e Complementares

Interrogat6rio sobre 0 que foi exposto.

Dramatiza:ao sobre uma situa:.0 de encamlnha­ mento de um segurado para um servi:o fora do H . A . N .

Verifica:.o final de aprendizagem

(avalia:ao somatlva) .

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I

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(16)

SRA, C.V. e Colaboradoras - Treinameno especifico para auxiliar operacional de ser­ v1� dlverss de ambula6rio. Rev. s •. Enr.; .DF, 2 : 25-47, 1979.

NXO III

I . N . P . S . - HOSPITAL ANA NERY SETOR DE TREINAMENTO DE ENFRMAGEM

BOLETIM DE AVALIAQAO AMBULATORIO

Nome . . . .

Sexo . . . Data de nascimento . . . .

Estado eivil . . . Instrugao . . . .

Enderego . . . .

Cargo . . . Unidade . . . .

nde estagiou . . . Supervisora . . . . . . . Periodo . . .

OTIMO

Coneeitos BOM REGULAR DEFICIENTE

Ponos a CONSDERAR

Atitude

Pro fissional

Efiei�neia

Tecniea

Conhecimento Cientifico

OB.

TMO

BOM - 8 e 7

REGULR - 6 e 5

(17)

SRRA, C.V. e Colaboradoras - Treinamento especffico par. axiliar operacional de ser­ vi�os diversos de ambula6rio. Rev. Bas .. Enf.; DF, 32 : 25-47, 1979.

Pontos a observar :

1 . Em atltude profissional: 1 . 1 -:tica

1 . 2 - Responsabilldade

assuidade ( ) pontualidade ( colaboragao ( ) lealdade ( )

aparencia pessoal ( ) interesse ( )

economia ( )

orlentagao do paciente ( )

comportamento diante da chefia ( ) comportamento diante do paciente ( comportamento diante dos demais mem­ bros da equipe ( )

1 . 3 - Discernimento ( )

1 . 4 - Iniciativa ( ) 1 . 5 - DisponibiUdade ( )

1 . 6 - Aprendizagem ( ) 1 . 7 -Equilibrio emocional ( )

1 . 8 - Receptlvldade ( ) 1 . 9 -Disclplina ( ) 1 . 10 -Ordem ( )

1 . 11 - Polidez ( )

2 . Em eficiencia tecnica :

2 . 1 -T . P . R . ( ) 2 . 2 - T . A . ( ) 2 . 3 -Pesar 0 paciente

2 . 4 - Medir 0 paciente

{

estatura ( ) perimetros

2 . 5 Administragao de medicamento

2 . 5 . 1 - Oral ( )

2 . 5 . 2 - Parenteral

1 - Inj e�ao intramuscular ( ) 2 - Inj egao in tradermica ( )

3 - Injegao sUbcutanea ( )

2 . 5 . 3 - Topica

1 - Pele (

2 -Mucosa ocular ( )

3 - Mucosa audltiva (

4 - Mucosa vaginal ( )

cefalico ( ) toraxico ( )

(18)

RRA, C.V. e Colaordoas - reinamento esecico pra axllar operacinal de r­

1�s ives de ula6rio. ev. u. f.� DF, 32 : 25-47, 1979.

2 . 6 � Tricotomia

2 . 7 - Arruma;ao do consulOrio medico e dentario ( )

2 . 8 - Colocar 0 paciente em posi;ao para exames e tratamentos ( ) 2 . 9 - Circula;ao em sala de exames e tratamenos ( )

2 . 10- Arruma;ao de sala para curativo ( )

2 . 1 1- Circula;ao em sala de curativo ( )

2 . 12- Execu;ao da tecnica de curativo : - Simples ( )

- Infectado ( )

- Queimado (

2 . 13- Arruma;ao de material para cateterismo vesical ( )

2 . 14-Montagem de sala para pequena cirurgia ( )

2 . 1- Circula;ao em sala de pequena cirurgia ( )

2 . 16- Cuidado com 0 material contaminado nos diversos exames, trata­ menos ( )

2 . 17- Transporte do paciente em maca

2 . 18- Transporte do paciente da maca para a mesa de exames. e vice­

versa ( )

2 . 19- Transporte do paciente em cadelras de rodas ( )

2 . 20- Transpore do paciente da cadeira de rodas para mesa de exames e vice-versa ( )

S . Em conhecImento cientifico :

3 . 1 - Apllca;ao dos principios cientiticos na execu;ao das tecnicas ( )

3 . 2 - Orienta;ao de paciente ( )

3 . 3 -Educa;ao sanitaria ao paciente e familia ( )

A N E X O I V

T A B E L A I

CLASSIFICAyAO GERAL O TREINAMENTO

OVOES A %

Sofrivel

Regular 1 3,0

Bom 6 18,2

Muito bom 10 30,3

Excelente 16 48,5

(19)

RA, C.V. e Colaordoras - Trenamento especifico pa auxiliar operacional de ser­ viioS diversos de mbula6rio. ev. Brs. Ef.; OF, 32 : 25--47, 1979.

T A B E L A I I

NtVEL DE CONHECIENTO ATERIOR AO TEINMENTO

QUALIDADE

I

A

1

Vagos

1

2

Alguns

I

25

Bons

I

3

Amplos conhecimentos

I

1

Nulos

I

2

-I

TTAL

1

33

T A B E L A I I I

POSSIBILIDADE DE PROPORCIONAR CONHECIMENTOS . . SOBRE 0 ASSUTO

OPQOES A

Nao proporcionou conhecimentos alen do ja possuidos 1

Proporcionou novos conhecinentos sobre 0 assunto 32

TOTAL 33

T A B E L A I V

PLICAQAO PRATICA NA VIDA PROFISSIONAL

APLICAQAO

Muito pouco do que se falou ten aplica;.o pratlca na via profissional

Grande parte do que se falou tem aplica;ao na vida profissional

OTAL

I

I

J

I

I

A

3

30

33

I

1

1

I

I

1

I

%

6,0 76,0

9,0 3,0

6,0

100,0

%

3,0

97,0

1000

%

9,0

(20)

SRRA, C.V. e Colaboradoras - Treinamento especifico para auxiliar operacional de ser­ vi;os dlveros de ambula6r1o. ev. Bras. Ef.; DF, 32 : 25-47, 1979,

T A B E L A V

OIENTAQAO NA EXECUCAO DAS ECNICAS BASICAS DE ENERMAGEM

I

OPC6ES

I

A %

I

Troux,e orienta;ao para a apllca;.o de novas tecnicas

I

nas atividades de enfermagem 22 67,0

Trouxe a certeza da utiliza;.o das tecnicas mais

1

adequadas no desempenho profissional

\

1 1 33,0

TOTAL

I

33 100,0

T A B E L A V I

ADEQUAQAO DOS METODOS E TECNICAS UTILIZADAS

OPQ6ES A %

Adequadas 32 97,0

Inadequadas

Nulos 1 3,0

TOTAL 33 100,0

T A B E L A V I r

QUANTIDADE O MATERIAL DIDATICO UTILIZADO

CONDIQ6ES A %

Suficiente 27 82,0

, Insuflciente 7 18,0

(21)

SRRA, C.V. e Colabordoras - Treinamento esecifico para aullar operacional de ser­

vi�os divers de mbulaOrio. ev. a. Ef.; DF, 32 : 25-47,. 1979.

T A B E L A V I I I

QUALIDADE O MATERIAL DDATICO DISTRlBUtDO

QUALIDADE A %

Deficlente

Razoavel 8 24,0

Boa 12 36,0

Multo boa 13 40,0

TOTAL 33 100,0

T A B E L A I X

QUALIDADE S INSTRUMENTOS DE AVALIAQAO

OPQ)ES A %

Adequadas 33 100,0

Inadequadas

TOTL 33 100,0

T A B E L A X

NUMERO DE HORAS DIARIAS DO CURSO

I

NUMEO DE HORAS

I

A %

I

I

Insuficlente

,

1 3,0

i

Razoavel

!

24 74,0

Excessivo

l

5 23,5

,

Nulos

I

3 9,5

J

TOTAL

,

33 100,0

(22)

SRA, C.V. e Colabordoras - Treinamento esecifico pra auxiliar operacional de ser­

� divers de mbula6rio. ev. . Ef.; DF, 32.:.25�47, 1979. .

OPQOES

Pessimo Razoavel Bon

Multo bon

TOTAL

OPQ6ES

T A B E L A X I

HOARIO DO CSO

T A B E L A X I I

ACOMODAQ6ES E CONDIQ6ES tsICAS WCAIS

Adequadas e confortaveis

Adequadas e desconfortaveis

Inadequadas e confortaveis

Inadequadas e desconfortaveis

Nulos

TOTAL

T A B E L A X I I I

A

2 4 14 13

33

A

16

11

2

4

33

%

6,0 12,0 42,5 39,5

100,0

%

48,5

33,5 6,0

12,0

100,0

DESEMPENHO OS PARTICIPANTES NO TREINAMENTO E M SERl;O

P6S 0 TREINAMENTO

DESEPENHO

NOTS

9,00 - 10 7,00 - 8,99

5,00 - 6,99

3,00 - 4,99

1,00 - 2,99

Menos de 1,00

Nulos

TOTL

NO TREINAMENTO

Pre-Teste

A

I

%

08 23,6

12 35,2

05 14,7

08 23,6

01 2,9

34 100,0

I

Pos-Teste

I

Nota final

A

I

% A

I %

09 26,5 02 5,8

1 1 32,4 17 50,0 10 29,5 1 1 32,4

02 5,8 03 8,9

01 2,9 01

01 2,9

34 100,0 34 100,0

No Ser::"o

A

I

%

1 1 32,4

17 50,0

04 11,8

02 5,8

(23)

SRRA; C.V. e Co8bordoras - Treinamento especffico pa auxiliar operacional de ser­ S dives de hula6rio. ev. s. Ef.; DF, 32 : 25-47, 1979.

T A B E L A X I V

DSMPENHO OS PARTICIPANTES M SERVIQO, APOS 0 TREINENO

DESPENHO Atltude Eficiqncia

Conheci-profis- tecnica mento Media

N'S sional cientifico

A

I

% A

I

% A

I

% A

I

% 9,00 - 10 13 38,24 07 20,59 09 26,47 1 1 32,36

7,00 .... 8,99 15 44,12 23 67,65 15 44,12 17 50,00

5,00 - 6,99 04 11,76 02 5,88 07 20,58 04 11,76

3,00 - 4,99 01 2,95

1,00 - 2,99

Menos de 1,00

Nulos 02 5,88 02 5.88 2 5,88 02 5,88

TL 34 100,00

I

34 100,00 34 100,00 34 100,00

BmlOGRFIA

1 . BOOM, R. Semelhan(as e diferen(as entre avalia(ao diagn6stica, forma­ tiva, n Handbok on Formative anl.l Summative Evolution of Student

Learning, N. Y., McGraw-Hill Book,

Co., 1971, p. 91-92.

2 . CASTRO, Berenice Teixeira de. Consi­ dera(oes gerais sobre duca(ao em

Servi(o . Revista Paulista de Hos­

pitais, 10, 1971.

3. RRA, Paulo no. Treinamento

de Pessoal: A Tecnico-Pedagogia do Treinamento, S. Paulo, 1dtora Atlas,

S.A., 1975.

4 . FOES, auro Barreto . Manual da Treinamento na Empresa Moderna,

Sao Paulo, Editora Atlas S. A. , 1975.

5. SNO, Antonio Joaquim . Metoda­

logia do Trabalho Cintifico: Meto­

dologia para 0 Trabalho Diditico­

Cientifico na Universidade, S. Pau­

lo, Cortez e Moraz Ltda., 197.

6 . Vera, Asti . Metodologia a Pesquisa Cientfjica, Porto Alegre, 1tora Glo­ bo, 1973.

7. VIANA, Heraldo Merelin. Testes m

Educa;io, Sao Paulo, mRASA, n­

da(ao Carls Chags, 1973 .

Referências

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