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Rev. Bras. Enferm. vol.32 número1

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Academic year: 2018

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EDITORIAL

INDICADORES COM ORDENACAO METODOL6GICA PARA

AUTORIZA'AO DE NOVOS CURS OS SUPERIORES

E

abido que 0 curso superior, ao er iniciado, devera ter sua autoriza­ �ao de funcionamento dada pelo ConseJho Federal de Educasiio (CFE). Dois anos apos sua abertura, devera solicitar seu reconhecimento.

Profissionais do mesmo ramo de conhecimento do curso que deeja a auto­ iza;ao sao designadcs pela Seretaria de Ensino Superior do Ministerio da Educa;ao e Cultura (SESU IMEC) para viitar a entidade ntenedora, e­ tudar-Ihe recursos e condi;;oes e elaborar relatorio. 0 CFE delibera sobre e­ dido studando os dados e iiorma;;oes contidos no relatorio.

Sempre houve relatorios, alguns ais e outros menos completos. No presente, tendo em vista a Reforma Universitckia e especialmente. nessa Re­ forma, 0 Decreto-ei n.O

464,

de

11.02.1969,

que estabelece normas ­ plementares a Lei n.o

5.540,

de

28

de novembro de

1968,

que, or sua vez, iixa normas de funcionamento do ensino superior, 0 CFE reestudol1 a materia e aprovou Parecer novo. Citem ele s indicadores para que os relat6rios de verifica;io de recursos e condi;oes ejam completas, inc1uindo

origatriae�

te os elementos que 0 CFE considera indisenaveis a sua· delibera;;io de Jutorizasiio.

o novo Parecer e sobre indiadores, e estes sao apresentados em sist­

matica, isto e, levam em considera;io, om metdo, un minimo adequado de elementos iniormativos - com criterios de objetividade cientifica - daqueles dados que estio envolvidos no cumprimento do que se quer iazer. A diretriz que teve e a contida no artigo

2.°

do Decreta-lei n.O

464,

de que a expansao do ensino superior deve obedecer a planejamento em funsiio das necessida­ des sociais.

o Parecer visou conceituar, para 0 caso, necessidades OCllS, e fixar os

crit6rios de sua aplica;;ao pratica no quadro do planejamenio atual do Pai'.

Como 0 CFE definiu as necessidades sociais? Considerou que 0 ensino

superior por un Iado consQitui un po6sivel direito a que pessoas aspiram e

por outro lado constitui uma exigmcia das modernas ociedades industriais quanto a terem quadros tecnicos e profissionais altamente qualificados. A quall desses dois lados deve-se preferir, quando nao se ajustam? Uma das dificuI­ dades de fixar a politica de ensino superior esta preciamente em planejar a expansao conciliando ambos os lados. 0 parecer faz refe§cias interessant6$

(2)

abre a politica educacional e os pressupostos brasileiros. Vale a pena conhe­ e-Io n:: integra.

No aa esecilico da educa�o de eferagem, a Assacia�o Brasileira

de Efermagem teve grande e prolongada atu�o para ajudar a estruturar-se o omplexo institucional da profiiio, com s crsos, s orgaos de c1ase, s

conelhs, entre outros. Coue e

ra

0S goves - lederal, estadual e

municipal - ben coo aos orgaos de saude rivados a c1ia�o dos empre­ gs e estrutura;io dos servi;os. As instituic5es deste complexo en tram em in­ teraciio om as da sociedade, principalente aqelas ligadas a educa;io e ao trabalba; entre si, as instituic5es de eiermagem interagem.

E

0 resultado des­

sas interacJes e influencia nio

O

a aspira;o de, por exemplo, isrever-se

o vestibular para EJermagem, como tambem a expansao dos empregos no ercado de trabalo.

Voltando a coentar esse Parecer sobre indicadores, transcrevemos-Ihe dois trechos escolhidos.

"Sem pretender uma c1assifica;io exaustiva, poderiamos distinguir tres grandes ategorias de necessidades ociais em materia de ensino suerior:

1)

necessiddes tecnicas, expressas em mao de obra aJtamente qualifi­ cada, requerida pelo desenvolvimento da economia e relacionadas om a pro­ du�o de bens e ervi;os;

2)

necessidades correspondentes aos servi;;os ociais, tais como, saiide, educa;io, ssistimcia social, previdencia, etc.

3)

necessidades puramente culturais, cientiiicas, artisticas, etc.

o atendimento destas necessidades certamente deve obedecer a prior ida­ des iostas elas urgenoias vitais do proceo social."

"Dfinido 0 conceito de necessidades sociais, importa determinar os crite­

ris de sua apJica;io pratica na autoriza;io de novas esolas ou novos rs.

ros

redonhecem as dificuldades de e estabelecer uma rela;io precisa entre o ensino suerior e 0 emprego ... "

o autor chama a aten;io para 0 eguinte: aIem de se utilizar os dados

estatistios obre a estoque atua! de profission�is qualficados e a utiliza­

;ao, a previsio tem que abranger outras varitVeis, coo por exemplo lato­ res que governam a procura de profisionais qlJificados.

As neesidades sociais devem se re/erir a "onde" (geografico) e "como"

(olitico) utilizar prolissionais. 0 Parecer inc1ui un Roteiro para

Diagn6­ tico Regional (referente ao municipio) e outro para 0 Diagn6stico Nacional.

Em u linal, consta 0 segwnte: A Comissio Especial do CFE mni­

festa-se de acordo om os termos do presente Parecer, complementar a Re­ solu;io que define os novos proedimentos para autoriza;io de crs sue­ riors de gradua;io com curriculos miJimos aprovados, bem como para fins correlato.

(H G

D)

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