EDITORIAL
INDICADORES COM ORDENACAO METODOL6GICA PARA
AUTORIZA'AO DE NOVOS CURS OS SUPERIORES
E
abido que 0 curso superior, ao er iniciado, devera ter sua autoriza �ao de funcionamento dada pelo ConseJho Federal de Educasiio (CFE). Dois anos apos sua abertura, devera solicitar seu reconhecimento.Profissionais do mesmo ramo de conhecimento do curso que deeja a auto iza;ao sao designadcs pela Seretaria de Ensino Superior do Ministerio da Educa;ao e Cultura (SESU IMEC) para viitar a entidade ntenedora, e tudar-Ihe recursos e condi;;oes e elaborar relatorio. 0 CFE delibera sobre e dido studando os dados e iiorma;;oes contidos no relatorio.
Sempre houve relatorios, alguns ais e outros menos completos. No presente, tendo em vista a Reforma Universitckia e especialmente. nessa Re forma, 0 Decreto-ei n.O
464,
de11.02.1969,
que estabelece normas plementares a Lei n.o5.540,
de28
de novembro de1968,
que, or sua vez, iixa normas de funcionamento do ensino superior, 0 CFE reestudol1 a materia e aprovou Parecer novo. Citem ele s indicadores para que os relat6rios de verifica;io de recursos e condi;oes ejam completas, inc1uindoorigatriae�
te os elementos que 0 CFE considera indisenaveis a sua· delibera;;io de Jutorizasiio.
o novo Parecer e sobre indiadores, e estes sao apresentados em sist
matica, isto e, levam em considera;io, om metdo, un minimo adequado de elementos iniormativos - com criterios de objetividade cientifica - daqueles dados que estio envolvidos no cumprimento do que se quer iazer. A diretriz que teve e a contida no artigo
2.°
do Decreta-lei n.O464,
de que a expansao do ensino superior deve obedecer a planejamento em funsiio das necessida des sociais.o Parecer visou conceituar, para 0 caso, necessidades OCllS, e fixar os
crit6rios de sua aplica;;ao pratica no quadro do planejamenio atual do Pai'.
Como 0 CFE definiu as necessidades sociais? Considerou que 0 ensino
superior por un Iado consQitui un po6sivel direito a que pessoas aspiram e
por outro lado constitui uma exigmcia das modernas ociedades industriais quanto a terem quadros tecnicos e profissionais altamente qualificados. A quall desses dois lados deve-se preferir, quando nao se ajustam? Uma das dificuI dades de fixar a politica de ensino superior esta preciamente em planejar a expansao conciliando ambos os lados. 0 parecer faz refe§cias interessant6$
abre a politica educacional e os pressupostos brasileiros. Vale a pena conhe e-Io n:: integra.
No aa esecilico da educa�o de eferagem, a Assacia�o Brasileira
de Efermagem teve grande e prolongada atu�o para ajudar a estruturar-se o omplexo institucional da profiiio, com s crsos, s orgaos de c1ase, s
conelhs, entre outros. Coue e
ra
0S goves - lederal, estadual emunicipal - ben coo aos orgaos de saude rivados a c1ia�o dos empre gs e estrutura;io dos servi;os. As instituic5es deste complexo en tram em in teraciio om as da sociedade, principalente aqelas ligadas a educa;io e ao trabalba; entre si, as instituic5es de eiermagem interagem.
E
0 resultado dessas interacJes e influencia nio
O
a aspira;o de, por exemplo, isrever-seo vestibular para EJermagem, como tambem a expansao dos empregos no ercado de trabalo.
Voltando a coentar esse Parecer sobre indicadores, transcrevemos-Ihe dois trechos escolhidos.
"Sem pretender uma c1assifica;io exaustiva, poderiamos distinguir tres grandes ategorias de necessidades ociais em materia de ensino suerior:
1)
necessiddes tecnicas, expressas em mao de obra aJtamente qualifi cada, requerida pelo desenvolvimento da economia e relacionadas om a pro du�o de bens e ervi;os;2)
necessidades correspondentes aos servi;;os ociais, tais como, saiide, educa;io, ssistimcia social, previdencia, etc.3)
necessidades puramente culturais, cientiiicas, artisticas, etc.o atendimento destas necessidades certamente deve obedecer a prior ida des iostas elas urgenoias vitais do proceo social."
"Dfinido 0 conceito de necessidades sociais, importa determinar os crite
ris de sua apJica;io pratica na autoriza;io de novas esolas ou novos rs.
ros
redonhecem as dificuldades de e estabelecer uma rela;io precisa entre o ensino suerior e 0 emprego ... "o autor chama a aten;io para 0 eguinte: aIem de se utilizar os dados
estatistios obre a estoque atua! de profission�is qualficados e a utiliza
;ao, a previsio tem que abranger outras varitVeis, coo por exemplo lato res que governam a procura de profisionais qlJificados.
As neesidades sociais devem se re/erir a "onde" (geografico) e "como"
(olitico) utilizar prolissionais. 0 Parecer inc1ui un Roteiro para
O·
Diagn6 tico Regional (referente ao municipio) e outro para 0 Diagn6stico Nacional.Em u linal, consta 0 segwnte: A Comissio Especial do CFE mni
festa-se de acordo om os termos do presente Parecer, complementar a Re solu;io que define os novos proedimentos para autoriza;io de crs sue riors de gradua;io com curriculos miJimos aprovados, bem como para fins correlato.