Como educar uma criança de oito anos?
Ao educar um filho de oito anos, você deve tomar cuidado para não tratar a criança como uma pessoa adulta.
Uma criança de 8 anos não é um adulto em miniatura!
Ela ainda está desenvolvendo suas capacidades físicas e mentais. Por isso não determine excesso de atividades, ou faça muitas cobranças, porque você pode atrapalhar o desenvolvimento do seu filho ou filha.
Muitos pais de crianças com cerca de 8 anos de idade, não toleram que os filhos cometam erros, sendo que é justamente através dos pequenos erros, que as crianças aprendem a aprimorar aquilo que elas estão fazendo de forma inadequada.
Uma criança nessa idade costuma ser muito curiosa.
Nessa fase ela se interessa muito por assuntos novos, e aprende coisas novas em uma velocidade impressionante.
Atualmente existe um diferencial no processo de informação e desenvolvimento das nossas crianças, que é a internet.
Os pais não devem fechar os olhos para essa realidade, para o próprio bem da criança e da família.
Com a internet disponível sempre, a criança pode ter acesso a qualquer conteúdo que ela queira. Portanto se sua criança fizer perguntas polêmicas relacionado a sexualidade ou drogas por exemplo, você deve conversar com ela sobre esses temas, porque se a ela demostrou interesse é porque ela tem curiosidade ou já procurou informações sobre tais temas na internet ou com amigos. É melhor não ignorar!
Mas antes de falar sobre esses assuntos delicados com sua criança, você deve identificar qual o nível de conhecimento que ela tem sobre os assuntos que ela tem dúvidas.
Você deve começar a partir do que a criança já sabe.
Você pode achar que sua criança não sabe nada relacionado a determinados assuntos, mas não é bem assim, porque além da internet, ela também tem contato com colegas e amigos de escola que as vezes sabem muito mais do que você imagina.
Portanto você deve sim conversar com sua criança sobre temas polêmicos, principalmente quando a criança fizer uma perguntar, e estiver curiosa sobre alguns ”temas polêmicos”
atuais.
Porque as informações que a sua criança já sabe, pode ter vindo de uma fonte negativa ou manipuladora.
Por exemplo, se a criança fizer perguntas relacionado a
drogas, pode ser que ela tenha aprendido com algum colega de escola ou pela internet, que drogas é algo bom e que é legal, e a criança pode estar achando que isso é verdade.
Por isso você deve identificar o que a criança já sabe sobre o que ela está perguntando, logo após você deve explicar a outra parte que ela não sabe.
Corrija enquanto é tempo!
Se sua criança de 8 anos apresenta algum mau comportamento de forma mais acentuada.
Você deve corrigi-la o mais rápido possível, porque em breve grandes mudanças vão ocorrer. Quanto mais elevada a idade da criança, mais difícil fica a correção e as mudanças.
Crie Regras!
As regras são extremamente importantes ao educar uma criança nessa fase!
As regras auxiliam na formação da moral, personalidade e caráter da sua criança.
As regras representam uma linha ou limite que a criança não poderá ultrapassar.
Para criar regras para sua casa, primeiramente é necessário identificar o mau comportamento ou as situações que você deseja regular.
É muito importante que a criança entenda os limites através das regras o quanto antes, porque em breve sua criança de 8 anos entrará na pré-adolescência e logo após na adolescência.
Na adolescência e na vida adulta ela terá que cumprir certas regras para viver em sociedade. Por isso você deve cumprir sua obrigação de mãe e pai por prepará-la para a vida real.
As regras regulam direitos e deveres e não estão abertas a negociação.
Se você não determinar regras para impor limites, a sua
criança poderá imaginar que pode fazer o que quiser na hora que quiser. Então ela poderá entrar na adolescência ainda achando que pode fazer o quer na hora que quiser.
Ocorre que ao entrar na adolescência e na vida adulta, ela vai descobrir que as pessoas e sociedade em geral, não
costumam gostar ou tolerar indivíduos sem limites.
Então a sociedade, as autoridades policiais e a própria vida vão impor o limite que é
responsabilidade de mãe e pai.
Tão importante quanto criar as regras, são as consequências que devem ocorrer diante da quebra das regras.
Porque não adiantará nada criar regras e não determinar consequências negativas, quando tais regras forem
descumpridas pela criança.
A criança deve entender a relação entre causa e
efeito diante das ações praticadas, para que ela seja preparada para a vida real em sociedade.
É melhor você ser uma mãe ou pai chatos agora, mas realizados depois.
Do que ser uma mãe ou pai permissivos agora, e arrependidos depois.
Uso das consequências!
O uso das consequências ensinam a responsabilização pelos atos praticados. As consequências incentivam a criança a olhar para dentro de si mesmas, para que elas corrijam os erros e aprendam como fazer as coisas de uma maneira diferente no futuro.
As consequências devem ser aplicadas com moderação! Evite ameaçar ou aplicar consequências desproporcionais ao erro.
Por exemplo, você deve evitar dizer: “Você ficará um mês sem TV!“, ou, “Estou cansada de arrumar sua bagunça todo dia. Eu vou dar todos os seus brinquedos para alguém que vai cuidar bem deles!”
Raramente os pais cumprem essas ameaças, e depois não
entendem porque as consequências não funcionam com a criança.
Portanto não fale ou ameace a criança com consequências que será muito difícil para ser colocada em prática.
Para que as consequências sejam vistas como uma ferramenta de ensino ao invés de castigos ou punições, você deve fazer um
acordo prévio com a criança.
Ao fazer um acordo de forma antecipada, a criança se compromete e se responsabiliza com os pais, e saberá de forma antecipada o que acontecerá em caso de
descumprimento do acordo.
Nunca ridicularize, humilhe ou envergonhe sua criança ao discipliná-la através das consequências.
Ao aplicar as consequências tente transmitir a seguinte mensagem:
“Você é capaz de fazer melhor. Eu espero mais de você”.
Tais expectativas mostram para as crianças que elas possuem a capacidade para se comportar melhor, superar as frustrações e desapontamentos. Ao incentivar os acertos, você aumentará a auto estima da criança, e certamente ela melhorará o
comportamento com o tempo.
Organize a vida da criança!
Se você nunca estabeleceu uma rotina definida para sua criança, você ficará muito surpresa com os
resultados depois que criar pela primeira vez.
Se sua criança não tem uma rotina definida, organize horários específicos para as atividades dela, para que você perceba a diferença entre a vida sem rotina e com rotina.
Programações corretas e rotinas apropriadas, farão muitas transformações na sua casa e no seu dia a dia.
Veja apenas algumas das vantagens que a rotina traz para sua criança e para você;
1. As crianças sabem exatamente o que esperar.
2. As crianças cooperam mais.
3. Todo mundo da casa tem um sono de melhor qualidade.
4. Todo mundo dorme mais.
5. O comportamento melhora muito.
6. Os pais podem contar com as crianças agindo de forma mais previsível.
7. As crianças se sentem mais seguras e confiantes.
8. As crianças são capazes de completar mais tarefas de forma independente.
9. As crianças experimentam menos estresse.
10. A repetição e previsibilidade de rotinas, fomentam o aprendizado das crianças.
Esses 10 conceitos são apenas a ponta do iceberg.
Especialistas e psicólogos concordam que rotinas de horários fazem uma diferença drástica no dia a dia das crianças em todas as áreas.
Além disso as crianças costumam incorporar esses bons hábitos, e levam por toda a vida. E inclusive acabam
transmitindo tais hábitos para os futuros filhos.
Controle emocional ao educar!
As emoções estão na raiz de tudo o que fazemos.
Elas nos guiam, nos motivam e dão aos momentos cotidianos de nossas vidas um significado, cor e energia.
Se sua criança acordar com um estado emocional rabugento, tenha em mente que isso não vai durar por muito tempo. Na maioria das vezes as emoções surgem de repente e
desaparecem rapidamente em uma criança.
As emoções das crianças são como o nosso clima interno. As vezes está muito nublado durante a tarde, mas pela manhã surge a luz brilhante e vibrante do sol novamente.
Um novo estudo sugere que o modo como os pais lidam com suas emoções, interfere diretamente no comportamento e nas emoções dos filhos.
Isso traz efeitos impressionantes e abrangentes sobre a saúde física, sobre o desempenho acadêmico e sobre o bem estar emocional das crianças.
O estudo conduzido por três pesquisadores da Universidade de Washington em Seattle, descobriu que;
Quando os pais prestam atenção em suas emoções e ensinam o autoconhecimento e o autocontrole para suas crianças,
essas crianças têm notas mais altas nos testes de matemática e de leitura.
E tem menos problemas de comportamento na escola, em casa ou em lugares públicos.
Essas crianças também apresentaram níveis mais baixos de hormônios do estresse no organismo, e apresentam uma frequência cardíaca menor.
A pesquisa sugere uma correlação, porque as crianças com pais emocionalmente qualificados apresentaram melhores
resultados intelectuais e físicos, independentemente do seu QI, classe social, etnia ou nível educacional dos pais.
Controle das emoções ou controle emocional é a capacidade de gerenciar emoções para atingir objetivos, concluir tarefas ou direcionar um comportamento.
Pais e filhos que tem controle emocional, podem se recuperar mais rapidamente de uma decepção.
Uma das formas mais eficazes para que os pais tenham
controle emocional, é através da informação e preparo. Se os pais buscarem por autoconhecimento e procurarem conhecer mais a criança e suas características de acordo com a idade, eles certamente vão identificar o porque a criança estará agindo de determinada maneira.
Em momentos difíceis use a respiração controlada como sua aliada para recuperar o controle sobre suas emoções.
Ensine sua criança a fazer o mesmo, quando ela estiver com raiva ou estressada. Demonstre como ela deve respirar de forma calma e pausada.
Elogie as atitudes da sua criança!
Observe e elogie quando ela demonstrar um bom controle emocional.
Você pode dizer: “Eu vi como você estava com raiva, mas você se manteve calmo. Bom trabalho!“
Verifique se sua criança está dormindo o suficiente.
A fadiga aumenta os problemas com o controle emocional
.Cronogramas e rotinas diárias ajudam as crianças a regular melhor suas emoções no dia a dia, porque elas se preparam melhor para os acontecimentos durante as horas do dia.
Incentive !
É essencial que uma criança se sinta importante e digna, para um desenvolvimento saudável. Valorizar sua criança é uma das melhores formas para lidar com o mau comportamento.
A auto estima saudável é a armadura de uma criança contra os desafios do mundo. Crianças que se sentem bem consigo
mesmas, tem mais facilidade para lidar com conflitos e resistir a pressões negativas.
Eles tendem a sorrir mais prontamente e aproveitam mais a vida.
Foi demonstrado através de estudos, que as crianças que se sentem importantes são bem desenvolvidas,
respeitosas e excelentes acadêmicos.
Além disso, elas desenvolvem relacionamentos saudáveis com seus pares.
Essas crianças são realistas e geralmente otimistas.
Já as crianças que não se sentem importantes ou estimadas, se tornam grandes candidatas a ter muita ansiedade e
frustrações frequentes.
As crianças que pensam mal de si mesmas, têm dificuldade em resolver problemas e podem se tornar passivas, retraídas e deprimidas.
Portanto incentive o seu filho a fazer tudo aquilo que faz bem para ele ou ela. Incentive principalmente as atividades físicas, o cumprimento de obrigações e o hábito da leitura.
Veja apenas algumas razões pelas quais você deve incentivar seu filho a ler:
• Melhora a concentração.
• Melhora a memória.
• Descobre mais sobre o mundo.
• É um ótimo exercício cerebral.
• Aumenta as habilidades de raciocínio crítico.
• Desenvolve a Empatia.
• Desenvolve e expande as competências linguísticas.
• Melhora a imaginação.
Crie um espaço da leitura em sua casa, e leia com sua criança!
Escolha livros da faixa etária dela, sobre temas que ela gosta e se interessa.
Você e principalmente sua criança colheram os frutos no futuro!
Atenciosamente, Equipe Super Filhos!