FICHA DE UNIDADE CURRICULAR
2012/2013
Designação:
PSICOLOGIA DINÂMICA DO DESENVOLVIMENTO (MIP: 1º Ciclo / 2º e 3º Anos / 2º Semestre) Docente (s):
Bruno Gonçalves (Docente responsável), Maria Eugénia Duarte Silva, Salomé Vieira Santos, João Justo, Constança Biscaia (aulas Teóricas); Maria João V. Santos (aulas Práticas).
Creditação (ECTS):
6 ECTS
Funcionamento:
2º semestre; Aulas teóricas e Aulas práticas
Objectivos:
Reflectir sobre as características do desenvolvimento na infância, puberdade, adolescência, idade adulta, e idade adulta avançada e suas vicissitudes;
Sensibilizar para a compreensão do desenvolvimento no ciclo de vida, de acordo com a perspectiva da Psicologia Dinâmica;
Proporcionar aprendizagens facilitadoras da aplicação de conhecimentos a uma possível prática profissional e ao domínio da investigação;
Familiarizar os alunos com o vocabulário e os conceitos teóricos básicos subjacentes à compreensão do funcionamento humano de acordo com o ponto de vista psicodinâmico.
Competências a desenvolver:
Aquisição de conhecimentos sobre o desenvolvimento humano numa perspectiva psicodinâmica; Aquisição de conhecimentos sobre vicissitudes afectas ao desenvolvimento no ciclo de vida. Pré-Requisitos (Precedências) *
N/A
Conteúdos programáticos:
Tema 1. Introdução geral. A perspetiva dinâmica sobre o desenvolvimento. (Prof. Bruno Gonçalves).
Tema 2. O desenvolvimento psicológico durante a gravidez. As influências psicológicas no trabalho de parto e no nascimento. Adaptação e vicissitudes psicológicas no puerpério e no pós-parto. A avaliação dos recém-nascidos. A interacção precoce mãe-filho e o desenvolvimento da vinculação. A transição para a parentalidade. (Prof. João Justo).
Tema 3. Primeira infância. Identificação primária e desenvolvimento da identidade. (Prof. Manuel Matos). Tema 4. Segunda e terceira infâncias. Desenvolvimento afectivo na criança em idade pré-escolar e escolar. Confronto de várias perspectivas sobre o período edipiano e o período de latência. Recurso a material de
entrevista com crianças para ilustrar como se traduzem (por exemplo, na actividade lúdica e noutras formas de expressão) os conteúdos teóricos transmitidos. (Profª. Salomé Vieira Santos).
Tema 5. A adolescência enquanto processo psicológico de adaptação à puberdade. A revivência da situação edipiana e a reestruturação do narcisismo. A adolescência enquanto processo de luto, mas também de conquista do novo e do desconhecido. As dimensões internas da construção da autonomia e os desafios da construção de uma nova síntese identitária (Profª. Constança Biscaia).
Tema 6. Meia-idade. Pertinência e actualidade do estudo da meia-idade. Teorias do desenvolvimento, teorias psicossociais e teorias psicodinâmicas. Sua complementaridade. Perdas e conquistas da meia-idade: biológicas, relacionais, laborais. A menopausa. Factores psicológicos e socioculturais que afectam as atitudes face à menopausa. (Prof. Bruno Gonçalves).
Tema 7. O processo de envelhecimento numa perspectiva dinâmica. Distinção entre 3ª e 4ª idades. Enquadramento na teoria de Erikson. (Profª. Mª Eugénia Duarte Silva)
Bibliografia: Tema 1
Golse, B. (2005). O desenvolvimento afectivo e intelectual da criança. Lisboa: Climepsi.
Greenberg, J.R. & Mitchell, S.A. (2003). Relações de objecto na teoria psicanalítica. Lisboa: Climepsi. Tema 2
Colman, L.L. & Colman, A.D. (1994). Gravidez: a experiência psicológica. Lisboa, Edições Colibri. Tema 3
*Matos, M. (2003). Identificação primária e desenvolvimento da identidade. Comunicação apresentada no I Colóquio do
“Espaço S” – “A Adolescência em Perspectiva”, Cascais, Outubro.
Tema 4
Brazelton, T. B., & Sparrow, J. (2006). A criança dos 3 aos 6 anos – O desenvolvimento emocional e do comportamento. Lisboa: Editorial Presença.
Chodorow, N. (1978). Object-relations and the female oedipal configuration. In N. Chodorow (Ed.), The reproduction of
mothering: Psychoanalysis and the sociology of gender (pp. 111-129). Berkeley: University of California Press.
*Coimbra de Matos, A. (1993). Em redor da latência sexual. Revista Portuguesa de Pedopsiquiatria, 5, 7-14.
*Coimbra de Matos, A. M. (1993). Desenvolvimento normal da criança na segunda infância. Revista Portuguesa de
Pedopsiquiatria, 5, 15-32.
Delmine, R. & Vermeulen, S. (2001). O desenvolvimento psicológico da criança. Porto: ASA.
Dimen, M. & Goldner, V.(2007). Género e sexualidade. In E. S. Person, A. M. Cooper, & G.O. Gabbard (Eds).,
Compêndio de psicanálise (pp.105-126). São Paulo: Artmed.
Ferreira, T. (2002). Em defesa da criança: Teoria e prática psicanalítica da infância (Cap. 3). Lisboa: Assírio e Alvim. Ferreira, T. (1993). O período de latência na criança. Revista Portuguesa de Pedopsiquiatria, 5, 73-91.
Freud, S. (1923|1989). A organização genital infantil. In A. Freud (Ed.), Textos essenciais da psicanálise (Vol. II, pp. 133-137). Lisboa: Europa-América.
Freud, S. (1924|1989). A dissolução do complexo de Édipo. In A. Freud (Ed.), Textos essenciais da psicanálise (Vol. II,
pp. 138-144). Lisboa: Europa-América.
Freud, S. (1925|1989). Algumas consequências psíquicas da diferença anatómica entre os sexos. In A. Freud (Ed.),
Textos essenciais da psicanálise (Vol. II, pp. 145-155). Lisboa: Europa-América.
Golse, B. (2005). O desenvolvimento afectivo e intelectual da criança. Lisboa: Climepsi.
Lax, R. F. (2007). Father’s seduction of daughter entices her into the oedipal phase. Mother’s role in the formation of girl’s superego. Psychoanalytic Psychology, 24, 306-316.
Marcelli, D. (2005). Infância e psicopatologia (Parte 4). Lisboa: Climepsi.
Coimbra de Matos, A. (1982). A decepção edipiana e o ciúme. Jornal do Médico, 209, 1-4.
Palácios, J., Marchesi, A., & Coll, C. (2004). Desarrollo psicológico y educación. 1. Psicologia evolutiva. Madrid: Alianza Editorial (Partes 3 e 4)
*Sá, F. (2003). Psicoterapia analítica de grupo com crianças no período da latência. Lisboa: Climepsi. (Cap. 1). Shaffer, D. R. (2005). Psicologia do desenvolvimento (Parte IV). São Paulo: Thomson.
Wallerstein, J., & Lewis, J. M. (2004). The unexpected legacy of divorce. Report of a 25-year study. Psychoanalytic
Psychology, 21, 353-370.
Tema 5
Braconnier, A. & Marcelli, D. (2004). As mil faces da adolescência. Lisboa: Ed. Climepsi.
Coimbra de Martos, A. (2002). Construção da identidade sexual In A.C. Matos, A adolescência (pp. 225-230). Lisboa: Climepsi.
Coimbra de Martos, A. (2002). Percursos de identidade: processos transformadores. In A. C. Matos, Psicanálise e
psicoterapia psicanalítica (pp.215-224). Lisboa: Climepsi.
Coimbra de Martos, A. (2002). Revivência adolescentil da problemática edipiana. In A.C. Matos, A adolescência (p. 195). Lisboa: Climepsi.
Coimbra de Martos, A. (2002).O Adolescente. Príncipe Édipo e Rei Narciso. In A.C. Matos, A adolescência (pp. 147-156). Lisboa: Climepsi.
Fleming, M. (2005). Adolescência entre o medo e o desejo de crescer. In M. Fleming, Entre o medo e o desejo de
crescer – Psicologia da Adolescência (pp: 37- 44). Porto: Ed. Afrontamento.
*Fleming, M. (2005). O processo de separação / individuação adolescente: Contribuições da teoria psicanalítica. In M. Fleming, Entre o medo e o desejo de crescer – Psicologia da Adolescência (pp: 37- 44). Porto: Ed. Afrontamento.
Machado, C., Branco, V & Sousa, A. (2008). Adolescência: da vinculação à individuação, International Journal of
Developmental and Educational Psychology , XX, 1 (1): 211-216.
*Matos, M. (2005). Construção e defesa da identidade na adolescência. In M. Matos, Adolescência, representação e
psicanálise (pp: 83 – 91). Lisboa: Climepsi.
Tema 6
Davis, S., M. & Gould, R. L. (1981). Three vice presidents in mid-life. Harvard Business Review, July-August, 118-130. Fagulha, T. (2005). A meia-idade da mulher. Psicologia, XIX (1/2) 13-38.
*Fagulha, T. (2009). A meia-idade e a meia-idade no feminino. Revista Portuguesa de Psicologia, 41, 15-44. Fagulha, T., & Gonçalves, B. (2005). A depressão nas mulheres de meia-idade. Psicologia, XIX (1/2) 39-56.
Gonçalves, B., Fagulha, T., & Ferreira, A. (2005). Menopausa, sintomas de menopausa e depressão. Psicologia, XIX (1/2) 19-38.
Helson, R. (1997). The self in middle age. In M. E. Lachman & J. B. James (Eds.), Multiple Paths of midlife development (pp. 21-43). Chicago and London: The University of Chicago Press.
Jaques, E. (1965). Death and the mid-life crisis. International Journal of Psycho-analysis, 46, 502-514. Jung, C. G. (1933). Modern man in search of a soul. New York: Harcourt Press.
Lachman, M. E., & James, J. B. (1997). Charting the course of midlife development : An overview. In M. E. Lachman & J. B. James (Eds.), Multiple Paths of midlife development (pp. 1-17). Chicago: University of Chicago Press. Lachman. M. E., & Bertrand, R. M. (2001). Personality and the Self in midlife. In M. E. Lachaman (Ed.), Handbook of
midlife development (pp. 279-309). New York: John Wiley & Sons.
Moen, P., & Wethington, E. (1999). Midlife development in a life course context. In S. L. Willis & J. D. Reid (Eds.) Life in
the middle. Psychological and social development in middle age (pp. 3-23). San Diego: Academic Press.
Oldham, J. M. (1989). The third individuation: Middle-aged children and their parents. In J. M. Oldham, & R. S. Liebert (Eds.), The middle years. New Psychoanalytic Perspectives (pp. 89-104). New Haven and London: Yale University Press.
Peterson, B. E., & Klohnen, E. C. (1995). Realization of generativity in two samples of women at midlife. Psychology and
Aging, 10 (1), 20-29.
Perry, S. W. (1989). The phantom self of middle age. In J. M. Oldham, & R. S. Liebert (Eds.), The middle years. New
psychoanalytic perspectives (pp. 191-206). New Haven and London: Yale University Press
Reid, J.D., & Willis, S. L. (1999). Middle Age: New thoughts, new directions. In S. L. Willis & J. D. Reid (Eds.), Life in the
middle. Psychological and social development in middle age (pp. 275-280). San Diego: Academic Press.
Slater, C. L. (2003). Generativity versus stagnation: An elaboration of Erikson’s adult stage of adult development. Journal
of Adult Development, 10 (1), 53-65.
Staundinger, U.M., & Bluck, S. (2001). A view on midlife development from life-span theory. In M. E. Lachman (Ed.),
Handbook of midlife development (pp. 3-39). New York: John Wiley & Sons, Inc.
Stewart, A., & Ostrove, J. (1998). Women’s personality in middle age. Gender, history, and midcourse corrections.
American Psychologist, 53 (11), 1185-1194.
Tema 7
Baltes, P. B., & Smith, J. (2003). New frontiers in the future of aging: From successful aging of the young old to the dilemmas of the fourth age. Gerontology, 49, 123-135.
Carstensen, L. L., Isaacowitz, D. M., & Charles, S. T. (1999). Taking time seriously. A theory of socioemotional selectivity.
American Psychologist, 54, 165-181.
Dittmann-Kohli, F. (2005). Self and identity. In M. L. Johnson, V. L. Bengtson, P. G. Coleman, & T. B. L. Kirkwood (Eds.),
The Cambridge handbook of age and aging (pp. 275-291). Cambridge: Cambridge University Press.
Duarte-Silva, M. E. (2005). Saúde mental e idade avançada. Uma perspectiva abrangente. In M. C. Paúl & A. M. Fonseca (Coords.), Envelhecer em Portugal (pp. 137-156). Lisboa: Climepsi Editores.
Erikson, E. H. (1980). Growth and crises of the healthy personality. In, Identity and the life cycle (pp. 51-107). New York: W. W. Norton & Company. (Publicação original 1959)
Erikson, E. H., Erikson, J. M., & Kivnick, H. Q. (1986). Vital involvement in old age. New York: W. W. Norton & Company. Erikson, E. H. (1998). The life cycle completed. Extended version. New York: W. W. Norton & Company.
Fischer, R. S., Norberg, A., & Lundman, B. (2008). Embracing opposites: Meanings of growing old as narrated by people aged 85. International Journal of Aging and Human Development, 67, 259-271.
Shneidman, E. (1989). The Indian summer of life. A preliminary study of septuagenarians. American Psychologist, 44, 684-694.
Wink, P. (2006). Everyday life in the third age. Annual Review of Gerontology and Geriatrics, 26, 243-261.
Winter, D. G., Torges, C. M., Stewart, A. J., Henderson-King, D., & Henderson-King, E. (2006). Pathways toward the third age: Studying a cohort from the “Golden Age”. Annual Review of Gerontology and Geriatrics, 26, 103-126.
* Leitura mínima obrigatória para a compreensão e desenvolvimento dos temas.
Modalidades de Avaliação (Regime Geral de Avaliação e/ou Regime Final Alternativo)
Regime Geral de Avaliação (O Regime Final Alternativo só será considerado, exclusivamente, para os alunos abrangidos por regimes especiais).
Para serem avaliados os alunos deverão ter realizado os três elementos de avaliação abaixo indicados Exigências relativas à assiduidade: *
É obrigatória a presença em 2/3 das aulas teóricas e em 2/3 das aulas práticas;
Tolera-se até um máximo de 4 Faltas, devidamente justificadas, em cada parte (teórica e prática) da unidade curricular; A justificação de falta deve ser efectuada no prazo máximo de uma semana após a sua ocorrência;
De acordo com o disposto no nº 7 do Artigo 7º do Regulamento de Avaliação das Aprendizagens, apenas os alunos que tenham cumprido todos os elementos de avaliação que lhe são exigidos na unidade curricular, incluindo o número mínimo de presenças nas aulas, são considerados “Avaliáveis”, podendo ser Aprovados ou Reprovados.
Elementos de Avaliação (Propostas de datas de avaliação, prazos de entrega de trabalhos, ponderação percentual de cada elemento de avaliação)
Trabalho oral apresentado nas aulas práticas e Trabalho escrito 50%
Exame escrito final 50%
Exame escrito sobre a matéria das aulas teóricas e sobre parte da matéria das aulas práticas (1ªépoca: a definir; 2º época: a definir)
Regras relativas à melhoria de nota:
A melhoria de nota poderá ser feita para qualquer um dos elementos de avaliação, com excepção da apresentação oral do trabalho prático. A reavaliação da apresentação oral só poderá ser feita nas datas previstas e para os alunos que frequentaram a U.C. nesse ano lectivo. As notas dos outros componentes de avaliação podem apenas ser transferidas para o ano lectivo imediatamente a seguir
Regras específicas relativas aos estudantes considerados em situação de excepção (estudantes-trabalhadores, atletas de alta competição, alunos dirigentes associativos, alunos militares, pais e mães estudantes, alunos com necessidades educativas especiais)
obrigação de frequência das aulas da unidade curricular, podendo utilizar os períodos de tutoria para acompanhamento individualizado da sua formação.
- A relevação de faltas dos restantes grupos de estudantes considerados em situação de excepção (atletas de alta competição, alunos dirigentes associativos, alunos militares, pais e mães estudantes, alunos com necessidades educativas especiais) será efectuada numa base casuística e de acordo com a respectiva legislação em vigor.
Língua de ensino