• Nenhum resultado encontrado

Ciênc. saúde coletiva vol.10 número2

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Ciênc. saúde coletiva vol.10 número2"

Copied!
4
0
0

Texto

(1)

289

A utilização da noção de eqüidade

na alocação de recursos em tempos

do pensamento (neo)liberal:

anotações para o debate

The equity utlilisation for money

in (neo)liberal era: notes for discussion

Paulo Eduardo Elias

2

Artigo de interesse por tratar de um tema bas-tante presente no debate internacional, deriva-do especialm en te deriva-dos países deriva-do capitalism o central e estim ulado pelas agências m ultilate-rais. Ademais, trata de uma discussão sobre si-tuação concreta na qual, à época, o gestor esta-dual da saúde apresentava-se em disputa polí-tica com o gestor federal no debate sobre a con-dução do SUS, em que se sobressaía justamente os aspectos relacionados ao financiam ento da saúde no País, e os critérios para a distribuição do recurso financeiro, m atéria esta recorrente pela corrente municipalista da Reforma Sanitá-ria Brasileira.

As autoras têm razão ao apontar a relevân -cia da discussão sobre o tema a partir da exce-len te e aplicada revisão da literatu ra in tern a-cional, ainda que desprovida de qualquer assi-nalam ento sobre o significado político do de-bate e das ações im plem en tadas em diversos países. No entanto, contrariam ente à situação tratada no artigo, na m aioria dos países apon tados, o debate se apresenta de modo substan -tivo por envolver aportes financeiros minima-mente adequados aos fins pretendidos, sobres-saindo a preocupação com os resultados e não meramente com o processo em si.

O financiam ento da saúde requer patam a-res mínimos de recursos para se conciliar com o objetivo da eficácia social dos serviços pres-tados. E com o apresentado fartam ente pela li-teratu ra n acion al e n o m u n do da política, o quadro do fin an ciam en to, ain da que ten ha avan çado n a últim a década, con figura-se por vários ân gulos bastan te desfavorável ao SUS. No tocante ao equilíbrio do volum e de recur-sos, a participação de Estados e m un icípios m ostra-se deficitária m esm o considerando-se o gran de esforço orçam en tário de m u itos re-presen tan tes destes en tes federados, um a vez que a União responde por cerca de 60% do fi-nanciamento destinado ao SUS. Mesmo com a adoção plena da Ementa Constitucional 29, fa-to que hoje não ocorre em boa parte dos Esta-dos e em menor escala nos municípios, o

mon-tan te total de recursos alocados n a saúde se mostra insuficiente diante das necessidades de-rivadas do projeto con tem plado pela Con sti-tuição, isto é, a con strução de um sistem a de saúde universal e igualitário num país de gran -de exten são territorial e porte popu lacion al. Esta tarefa, que por si exige grande competên -cia, trabalho con tín uo e persisten te, se tran s-form a em en orm e desafio ao se con siderar o grau de desigualdade social a que a população está submetida e a inserção econômica do País na periferia do capitalismo.

Deste m odo, a situação trazida pelo artigo chama a atenção ao não precisar os valores efetivamente transferidos aos municípios, situan -do-os entre R$186,34 e R$1,60. Não obstante, tom an do-se o que seria o valor m édio a ser transferido para o conjunto dos municípios se a distribuição fosse igualitária, denota a inexpressividade do valor envolvido na transferên -cia, isto é, apen as R$6,44

per capita

/ an o ou R$0,54/ mês, muito longe de contribuir para o encam inham ento ou produzir algum im pacto duradouro na assistência à saúde da população, m esm o na atenção básica para o conjunto dos gaúchos, como se espera da preocupação da es-fera estadual de gestão. Muitos dirão que este valor mesmo extremamente insuficiente é me-lhor que nada e, à primeira vista, relativamente ao n ão repasse, n ão há com o discordar dessa asserção. Mas o aspecto central está longe de se con figurar com o este, ain da que com m uita freqüên cia ele seja argüido com o n uclear n o discurso de um determ inado pensam ento do-m in an te n a saúde que con cebe os do-m eios des-vinculados dos fins. Quanto a este aspecto, vale notar que os m eios se qualificam por referên -cia às finalidades e não por si mesmos. E justa-mente quanto aos fins o artigo e o processo ne-le tratado são sine-len tes, a m eu juízo, em parte pela dim inuta expressão do repasse realizado, mas não só. Vejamos este aspecto mais detalha-damente a partir das indagações suscitadas por este trabalho.

A questão de fundo no debate apresentado se refere ao surrado, m as ainda não superado, tema da descentralização, este também coloca-do em pauta no debate internacional em mea-dos da década de 1970, com o mesmo apoio de agên cias m ultilaterais e de govern os de países

(2)

290

in dustrializados com o a In glaterra, con com itante à ascensão do predomínio do pensamen -to liberal na formulação das políticas econômi-cas. Mais recen tem en te, a ele se agregou o te-m a da eqüidade que, tomado em certa vertente com propósito de “domesticar” a força do con-ceito originário, vem ganhando espaço e fôlego a partir dos anos 90, im pulsionado pelas m es-m as forças e instituições que vees-m pautando o debate n o cam po da saú de em escala global. Portanto, do ponto de vista teórico conceitual, trata-se da relação ou articulação entre descen-tralização e eqüidade que merece ser analisada. A qualificação da descentralização está vin-culada à con cretude da sua realização. Nesse sentido, tanto a descentralização com o a cen -tralização só gan ham su bstân cia an alítica a partir das condições objetivas em que se imple-mentam. Em conseqüência, os elementos mais relevantes para a análise deixam de ser os prin-cípios e as diretrizes da descen tralização, m as sim as con dições sociopolíticas dadas para a sua im plem en tação (Bobbio,1993). Assim , a descentralização não adquire concretude sim -plesm en te a partir do en un ciado de seu ideário, m as som ente vem a obtêla a partir da in -teração com as condições políticas e sociais em que se realiza, estas, em última instância, as de-term in an tes da sua con figuração. Em outros term os, a descen tralização n ada m olda, an tes se am olda à realidade histórica determ in an te da sua implementação.

O tipo de descentralização fundada exclusi-vam en te n a égide da razão fin an ceira ten de a focalizar e pulverizar os problemas sociais a se-rem en fren tados e, deste m odo, term in a por subordinar a dimensão política à lógica opera-tiva do argumento financeiro num movimento de im posição da hegem onia da dim ensão téc-n ica sobre as dem ais, com o agravatéc-n te de que dada a própria natureza da racionalidade téc-n ica ela opera através da fragm etéc-n tação e ato-mização dos problemas. Ademais disto, a racio-n alidade técracio-n ica eracio-n fatiza sobrem aracio-n eira os rsultados a serem alcançados segundo parâm e-tros de eficácia exclusivamente técnicos, o que nem sempre coincide com a de natureza social, esta última balizada por outros padrões, dentre eles a capacidade de responder adequadamente às expectativas de atendim ento geradas na so-ciedade.

Por outro lado, a descen tralização coloca u m a m aior exigên cia sobre o poder local em relação ao financiamento dos serviços de saúde e aos m odelos de atenção à saúde, requerendo

um grau mínimo de competência técnica e po-lítica da esfera local com o um requisito para que ocorra uma descentralização efetiva. Acon-tece que nem sempre as autoridades locais têm m aior clareza sobre essas questões, e com fre-qüência o nível local pode estar sob o controle de oligarquias políticas. Assim, há que se inda-gar sobre a capacitação técnica da esfera local para exercer as atribuições que lhe são conferi-das, ao se pretender uma descentralização que preserve um m ín im o de eficácia social, isto é, que responda de modo socialmente competen-te às demandas da população.

Em relação à eqüidade, uma rápida revisão na literatura sobre o termo revela a particulari-dade com o ele vem sen do tom ado n a área da saúde, muitas vezes recebendo um tratamento econométrico ao se tentar qualificálo. No en -tanto, este termo tomado como conceito não se presta a essas medições. Ao se consultar a pro-du ção da área de ciên cias hu m an as fica m ais notável o contraste entre os dois tipos de abordagem. Há também a se considerar que o con -ceito de eqüidade n ão é bem estabelecido e, portanto, torna-se de difícil operacionalização. Vale destacar que conceitos são recursos de di-fícil operacionalização, pois com o tais consti-tuem elementos do mundo das idéias e não do das coisas e, no caso do conceito de eqüidade, há dificu ldades adicion ais ao se in ten tar su a operosidade.

Na tradição filosófica, o conceito clássico, tal qual esclarecido por Aristóteles e reconheci-do pelos ju ristas rom an os, o sen tireconheci-do in dica o apelo à justiça quando voltado à correção da lei em que se exprime a justiça. Diz Aristóteles que a própria natureza da eqüidade é a retificação da Lei onde esta se revela insuficiente pelo seu caráter universal. A lei tem necessariamente ca-ráter geral, por isso revela-se às vezes de aplica-ção imperfeita ou difícil em casos particulares.

Nestes casos, isto é, nos particulares, a eqüi-dade in tervém para julgar, n ão n a base da lei, m as n a base da ju stiça qu e a m esm a lei deve realizar. Portanto, segundo Aristóteles, o justo e o eqüitativo são a m esm a coisa, poden do se inferir que o eqüitativo é superior, não ao justo em si, mas ao justo formulado em uma lei que em virtude da sua universalidade está sujeita ao erro.

(3)

291

ao tribunal da consciência. Nota-se, a gênese da eqü idade com o qu estão ju rídica e posterior-mente conceituada como uma questão moral.

Num a e em outra situação, os desdobra-m entos e as repercussões para a área da saúde são de grande m onta. Deste m odo, são perfei-tam ente inteligíveis as deficiências em relação aos m arcos conceituais da eqüidade referida à área da saúde. Não se pretende justificar pelas deficiências teóricoconceituais o impedimen -to a que seja adotada como noção orientadora, como norte a ser seguido nas políticas de saúde e na prática dos serviços.

De certo modo, a noção de eqüidade se associa de m odo diverso à igualdade e, sobretu -do, à justiça, no sentido de propiciar a correção daquilo em que a igualdade agride e, portanto, naquilo que a justiça deve realizar. Tomada nes-te sentido, a eqüidade requer a igualdade para produzir efeitos, pois se con stitui justam en te em corretora da situação igualdade, na medida em que a adoção deste recurso se revele imper-feita diante dos objetivos da promoção de jus-tiça. Vale destacar que a descentralização exige, com o fundam ento, a igualdade entre os entes destinatários da ação descentralizadora.

Por esta lin ha de pen sam en to, con clui-se pelo questionamento do uso da noção de eqüi-dade no presente artigo, por duas ordens de ra-zões mais imediatas, dentre outras. A primeira diz respeito ao requisito da justiça, isto é, a que situação de igualdade se aplica a eqüidade para se obter a justiça. O argumento do porte popu-lacional do município é completamente insufi-cien te para produzir este efeito e, n a lin ha da m elhor tradição dos sistem as universais com o se preten de o SUS, caberia recuperar o argu -mento do acesso igualitário aos serviços e ações de saúde o que está muito além de ser equacio-nado apenas pela alocação diferenciada de re-cursos e, muito menos, pelo diferencial

per

ca-pita

a ser transferido aos municípios. A segun -da razão, conexa a esta, apela para a inadequa-ção da reduinadequa-ção da noinadequa-ção de eqüidade a expres-sões de base matemática para a alocação de re-cursos fin an ceiros, por m ais en gen hosas que elas possam se constituir. Claro está que não se obsta a expressão em si, mas a sua qualificação como expressão de eqüidade; e não apenas por justificativas conceituais, m as sobretudo pelas de ordem política no sentido da banalização da n oção da eqüidade e de seu (re)orden am en to n o sen tido da perda de in ten sidade da n oção original e sua adequação aos marcos do debate pautado pelo interesse ideológico expresso

pe-lo pensamento (neo)liberal dominante desde o final do século 20 e corrente em certos setores do pensamento da saúde.

A m esm a linha de argüição se aplica ao fa-m igerado artigo 35 da Lei Orgânica da Saúde. Sobre essa Lei cabe advertir as reações de al-guns autores no sentido de identificarem vários de seus dispositivos com o constituindo obstá-culos para a implementação de um real proces-so de descentralização na saúde. Segundo Vian-na (1991),

sob inspiração do projeto

encaminha-do pelo Poder Executivo, o Congresso legitim ou

um extenso conjunto de regras, de cunho

centra-lizador em inúm eros pontos, e que violam a

au-tonom ia estadual e m unicipal

, e com plem enta:

vários dispositivos da Lei 8.080/90 (e da Lei

8.142/90) restringem o princípio constitucional

de descentralização

.

No que toca ao artigo 35, a dificuldade em regulamentá-lo se deve às razões de ordem téc-nica, sobretudo em relação à inclusão de crité-rios epidem iológicos na condição de discernimento para o cálculo das transferências finan -ceiras. Ocorre que os indicadores epidemioló-gicos n ão se prestam para fin s de discrim in a-ção em situações que exigem decisões políticas prévias, com o a que trata o artigo em tela, da-do que estes indicada-dores servem apenas para a caracterização da situação de saúde das popu -lações sem , con tudo expressar qualquer juízo de valor sobre a mesma para fins de repartição dos recursos fin an ceiros. Em outras palavras, dadas as suas próprias características, os crité-rios epidemiológicos (Mendes Gonçalves, 1994) se adéqu am estritam en te para apon tar as n e-cessidades de atenção à saúde segundo parâme-tros da m orbi-m ortalidade populacion ais, ou no jargão do Planejamento em Saúde a defini-ção da situadefini-ção de saúde da populadefini-ção, e n ão como critério de escolha entre duas ou mais si-tuações para o estabelecim ento de prioridades n a alocação de recursos. Estas depen dem , so-bretudo de diretrizes prévias que devem ser es-tabelecidas por um processo de negociação po-lítica que implique a representação dos interes-ses das distintas esferas de governo.

(4)

292

Distribuição de recursos financeiros

e eqüidade: uma relação delicada na saúde

Financial resources distribution and

equity: a delicate relationship in health

Patrícia Ribeiro

3

Os estu dos in tern acion ais e n acion ais sobre eqü idade em saú de, qu e vêm se acu m u lan do desde a década de 1970, e os resultados de vá-rias iniciativas nacionais de alocação de recur-sos governamentais, setoriais e extra-setoriais, visando m ais justiça no processo saúde/doen

-3 Departamento de Ciências Sociais, ENSP/Fiocruz.

ça/saúde, em vários países do mundo, criaram as condições para que, na atualidade, se comece a avaliar a im plem en tação de políticas pú -blicas com este propósito. A complexidade das escolhas a fazer, das decisões a tomar, das bases cien tíficas exigidas e das an álises requ eridas para um a avaliação de seu im pacto n a efetiva redução de desigualdades ocupa cada vez mais espaço no cam po de preocupações de pesqui-sadores e governantes.

Sen (2001), respondendo à pergunta “why health equity?”, em nota apresentada à 3aCon

-ferência Internacional sobre The Economics of Health: Within and Beyond Health Care, ocor-rida em York, In glaterra, em 2001, iden tifica claramente esta complexidade ao abordar difi-culdades para uma compreensão adequada das dem an das por eqü idade em saú de:

T he real

work begins with the specification of what is to

be equalized. The central step, then, is the

speci-fication of the space in wich equality is to be

sought, and the equitable accounting rules that

m ay be following in arriving at aggregative

con-cerns as well as distributive ones. The content of

theories turns on the answers to questions as

“equality of what?” and “equity in what form ?

” (Sen, 2001).

Klein (2003), em reunião da Health Equity Network (HEN), organizada com o objetivo de iluminar as relações entre desigualdades em saú-de, políticas públicas e implementação, ocorri-da na London School of Hygiene and Tropical Medicine, em 2002, apresentou a seguinte con-clusão sobre o evento em seu comentário “ma-king policy in a fog”:

Only one clear conclusion

can be drawn from the various papers discussed

at the conference... T his is that policy m aking

about health inequalities takes place in a fog of

disagreem ent about goals, controversy about

causes and uncertainty compounded by

ignoran-ce about means. The challenge is how best to

ma-ke sensible decisions in the absence of both

con-sensus about what ought to be done and evidence

about how best to set about achieving whatever

policy aim we choose to set for ourselves

(Klein, 2003).

Mais recentemente, Graham & Kelly (2004), em artigo publicado pela

Health Developm ent

Agency

, do National Health Service (NHS), no qual examinam temas relacionados a desigual-dades socioeconôm icas em saúde, destacaram a necessidade de as políticas públicas atuarem não apenas na melhoria da saúde dos mais po-bres, m as n o estreitam en to dos

gaps

en tre os grupos e segmentos sociais e na elevação do ní-saúde com o o SUS na periferia do capitalism o

e em países com a dimensão e grau de desigual-dade com o vigen te n o Brasil, n ão se con stitui em linha reta, mas supõe idas e vindas com inú-m eras tentativas coinú-m o a apresentada neste ar-tigo. No entanto, a consecução final deste escopo exige de um lado uma escopostura crítica com -prom etida com os in teresses dos socialm en te excluídos e a de outro a form ulação e im ple-m en tação de políticas de Estado para cristali-zar e ampliar os caminhos para a efetivação da eficácia social do sistema de saúde.

Referências bibliográficas

Men des Gon çalves RB 1994. T ecnologia e organização social das práticas de saúde. Hucitec-Abrasco, São Paulo-Rio de Janeiro.

Abbagnano N 1970. Dicionário de Filosofia. Editora Mestre Jou, São Paulo.

Berlinguer G 2004. Bioética cotidiana. Editora Universi-dade de Brasília.

Bobbio N 1993. Dicionário de Política. (5aed.). Editora Universidade de Brasília.

Borja J 1987. Descentralización del Estado y democracia local, pp. 21-36. In J Borja J. Manual de Gestión Mu-nicipal Dem ocrática. Instituto de Estudos de Adm i-nistración Local, Madri.

Tobar F 1991. O conceito de descentralização: usos e abu-sos. Plan. Pol. Pub. 5:31-51.

Referências

Documentos relacionados

Quanto ao primeiro conjunto, não resta dúvida de que a utilização de critérios m ais elaborados e com plexos para a defin ição do m on tan te de recu rsos a serem repassados para

Assim, a partir desta rápida reflexão e con - sideran do o alerta fin al das au toras de qu e é preciso considerar as evidências de m udanças no perfil demográfico e epidemiológico

In icialm en te, gostaríam os de agradecer aos editores da revista pela oportunidade de trazer ao debate um tem a que tem ocupado a pauta das discussões de saúde não só no meio

No momento em que ocorre um recrudescimento da pesquisa qualitativa e da avaliação de serviços de saú- de, este livro apresenta uma dupla importância: pri- meiro porque retoma

H oje, diferente dos anos 60 e 70, quando não existiam tantas especializações temáticas na área da saúde pública (ainda não se usava o termo saúde co- letiva), e as ciências

In this sense, an understanding of these and other issues by Public Health can create a new focus for dealing with certain forms of illness and for both male and female

The middle class and the organizations escape from this reality by using supplementary health care programs, the gover- ning class seeks focal programs; the media rarely mention

Due to its direct involvement in this theme, the Ethics Research Committee of Health Department of the City of São Paulo - CEP/SMS, in partnership with the Special Program for