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Psicologia

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Academic year: 2021

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A VIVÊNCIA EMOCIONAL DOS ADOTANTES NO PROCESSO DE ESPERA PELA ADOÇÃO

[1]Ana Caroline da Silveira Faria, Graduanda em Psicologia, FEPI, [email protected] [2]Jasiele Aparecida de Oliveira Silva, Professora do curso de Psicologia, FEPI, [email protected]

A prática da adoção existe desde os tempos bíblicos e a história de Moisés parece ser um dos primeiros relatos dessa prática na humanidade. Desde os primórdios a adoção era vista como uma alternativa para que casais sem filhos pudessem ter a quem deixar seus bens e seu legado. As ideias e conceitos relativos a adoção sofreram diversas e rápidas modificações e isso, segundo elas, se reflete “tanto em mudanças jurídicas como no aumento de grupos de apoio à adoção”. Na antiguidade a adoção sofria influencia de fatores religiosos e políticos. A influência religiosa era percebida nas famílias gregas e romanas que possuíam uma religião onde os descendentes vivos deveriam oferecer cultos aos falecidos, sendo assim, a adoção tinha o único propósito de evitar a extinção do culto, sendo permitida apenas às pessoas que não possuíssem filhos. Já a influência política era vista nos casos onde quem não possuía filhos adotava para ter um herdeiro e sucessor, como foi o caso do Imperador Cláudio que adotou Nero. No Brasil era muito comum a presença de “filhos de criação” nas famílias, onde sua permanência se dava por dois motivos, sendo o primeiro referente à caridade estimulada pela Igreja para ajudar os mais pobres e o segundo referente à mão-de-obra gratuita que esse acolhido representa na família. Após a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em 1990, esse processo deixou de ser uma prática com o objetivo apenas de manter os bens e o nome da família e passou a priorizar a criança, sendo ela o principal interesse na adoção. A a importância do desenvolvimento de pesquisas que abordem a maneira como os adotantes vivenciam esse processo de espera, pois existem diversos estudos sobre adoção, mas poucos abarcam essa temática. Diante disso, o objetivo desta pesquisa é compreender como os adotantes vivenciam emocionalmente o processo de espera pela adoção. Essa pesquisa encontra-se em andamento e será realizada por meio de uma entrevista semiestruturada desenvolvida pela pesquisadora com cinco casais candidatos ao processo de adoção pelo fórum da comarca de Itajubá – Minas Gerais. O critério de escolha dos casais foi já terem participado do projeto desenvolvido pelo fórum em

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parceria com a Clínica-Escola de Psicologia da Fepi, chamado “Pré-Natal”, e estarem na fila de espera para a adoção, sem ter nenhum contato com a criança a ser adotada. O método a ser adotado após a entrevista para examinar os dados apresentados será a investigação qualitativa, relacionando os dados encontrados na entrevista com o apresentado na literatura. Como esta é uma pesquisa que se encontra em andamento, não foi possível encontrar nenhum resultado, mas espera-se confirmar a hipótese de que o processo de espera pela adoção desperta sentimentos como angustia, ansiedades, temores e expectativas nos adotantes. No levantamento bibliográfico realizado foi possível encontrar que o processo de espera pela adoção desperta uma angustia pela espera e em relação a família de origem poder impedir a efetividade da adoção. O processo de “gestação psíquica” desperta ansiedade, temores e expectativas nos adotantes, onde relatam não saber se a adoção dará certo e não saber por quanto tempo terão de esperar, sendo essa indeterminação temporal um fator que influência que essa vivência se torne mais dolorosa.

Palavras-Chave: Adoção. Espera pela adoção. Processos emocionais. Psicologia jurídica.

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MODERNIDADE LÍQUIDA: COMPREENDENDO FENOMENOLOGICAMENTE A ERA DAS RELAÇÕES SUPERFICIAIS

[1]Fabiola Rocha Rodrigues, graduanda em psicologia na faculdade Fepi- Centro Universitário de Itajubá. E-mail:

[email protected].

[2]Taciane M. C. Porto Branco, graduada em psicologia, orientadora na faculdade Fepi- Centro Universitário de

Itajubá. E-mail: [email protected]

A ideia da presente investigação surgiu quando a autora começou a fazer questionamentos sobre como acontecem as relações afetivas heterossexuais no momento presente, e ao procurar entender sobre esse assunto, se deparou com as obras de Zygmunt Bauman, que tenta explicar a partir do seu conceito de Modernidade Líquida, quais são os fatores que ocorreram na era atual para que houvesse mudanças nessas uniões. Este autor informa que a contemporaneidade, é marcada pelos líquidos e estes propiciam um ambiente, onde nada é feito para durar, tudo agora é volátil. A sociedade anteriormente era definida pelos sólidos, e essa época acontecia em meados a revolução industrial, onde era empregado práticas de autoritarismo, assim como fábricas fordistas, que pressionavam os empregados a exercer atividades rotineiras, predeterminadas e com movimentos mecânicos. Trabalhos estes que não requeriam atividades mentais. Esse padrão começou a ser criticado, principalmente pela Teoria Crítica de Adorno e Horkheimer, na qual tinha como viés livrar a sociedade de qualquer totalitarismo empregado. Eles defendiam a autonomia, a liberdade de ser diferente e a autoafirmação humana. Através desses movimentos que pregavam pela emancipação, o indivíduo, conseguiu se livrar de alguns direitos, normas e padrões de épocas anteriores, mas Bauman informa que agora o indivíduo, está sem grupos de referência, onde suas condutas, devem ser tomadas por conta própria. Essa nova ótica adotada na contemporaneidade, também traz consequências para as relações afetivas, o homem atualmente não se prende a seus relacionamentos por muito tempo, ele está em busca de prazer e quando está saciedade é sanada ele parte para uma nova conquista. O amor para Bauman é um sentimento a ser construído e este levaria tempo, e precisaria de paciência para ser alcançado, e diante do cenário atual, onde os indivíduos não têm tempo para esperar

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muito para conseguir algo, este sentimento acaba não sendo vivenciado por muitos. Neste sentido, ao considerar as alterações que se passaram nos últimos tempos na sociedade e tendo ciência que essas transformações ocasionaram desdobramentos até no modo de estabelecer vínculos na vida do homem, fica claro que um estudo deste novo movimento, será de grande importância para se entender essa temática com maior profundidade. A problemática da pesquisa consiste em: Diante das transformações contemporâneas, questiona- se quais são as mudanças nas uniões heterossexuais, a partir do conceito de relações líquidas apontados por Bauman e outros teóricos. O objetivo é realizar uma pesquisa de campo com 6 participantes, para entender como eles percebem as uniões afetivas atualmente, e isso será feito com indivíduos heterossexuais, universitários de 18 a 25 anos. Essa investigação será do tipo qualitativa e possuirá uma entrevista na clínica de psicologia da Fepi, localizada na rua Zéquinha Luis, número 162, bairro Varginha, cidade Itajubá-MG. Essa conversa irá variar de 40 a 50 minutos e contará com uma pergunta disparadora: Como você percebe as relações afetivas entre homens e mulheres na atualidade? e a partir da resposta do entrevistado, outros questionamentos serão realizados para se obter mais dados. Os participantes serão indicados por algum conhecido da autora, e depois de aceito o convite, um contato por telefone será efetuado com cada um deles, para explicar onde será feito o estudo, eles também receberão o termo de consentimento para lerem e verificarem se estão de acordo com tudo que será feito. Após essa conversa, uma análise será efetuada para verificar se os entrevistados têm a mesma percepção que o estudo bibliográfico demonstrou. A hipótese é que as relações afetivas heterossexual acontecem de modo superficial, já que os indivíduos evitam conexões mais profundas e, também tende a ser menos duradouras que em épocas anteriores.

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COMUNICAÇÃO DE QUALIDADE: ENFRENTANDO O ABUSO SEXUAL INFANTIL

[1] Yasmin Harumi Pinheiro, Graduando em Psicologia, Centro Universitário de Itajubá – FEPI,

[email protected]

[2] Carine Naldi Sawtschenko, Graduação em Psicologia, Centro Universitário Salesiano de São Paulo,

[email protected]

Este artigo tem como propósito apresentar a importância da comunicação de qualidade sobre a violência sexual para crianças que sofrem ou sofreram o abuso sexual, nesse sentido o intuito é facilitar a compreensão do seu mundo e de sua realidade, para reconhecer seus próprios sentimentos e vivenciá-los de forma mais clara diante da transgressão do ato sexual. Entende-se comunicação como um processo dinâmico e interativo que envolve relacionamento com o outro e consigo mesmo, na qual a comunicação não envolve somente a troca de mensagens verbais, mas também a comunicação não verbal, sabe-se que a brincadeira é a forma de comunicação de uma criança, portanto o brinquedo é seu meio natural de auto expressão, onde lhe é dada a oportunidade de, brincando expandir seus sentimentos acumulados de tensão, frustração, insegurança, agressividade, medo espanto e confusão. A variável abuso sexual infantil tem como definição qualquer ato sexual cujo agressor está em estágio de desenvolvimento psicossexual mais adiantado que a criança ou adolescente, tendo por finalidade estimulá-la sexualmente ou utilizá-la para obter satisfação sexual. Essas práticas eróticas e sexuais impostas à criança ou adolescente pela violência física, ameaças ou indução de vontade. Esse fenômeno violento pode variar desde atos em que não se produz o contato sexual (voyeurismo, exibicionismo, produção de fotos) até diferentes tipos de ações que incluem contato sexual sem ou com penetração. Estudar a comunicação da violência sexual infantil justifica-se pela urgência de enfrentar as barreiras de preconceito do abuso sexual, já que este tema ainda é tabu para a sociedade. Ainda pensando na importância do tema, esta pesquisa preza por profissionais qualificados para o atendimento de crianças abusadas. Desta forma, os objetivos primários que perpassam este trabalho são: compreender a relevância de uma comunicação de qualidade sobre o abuso sexual para criança e propor uma estratégia de intervenção da comunicação sobre/e

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após a vivência da experiência da violência por parte da criança. Como objetivo secundário: investigar o impacto do abuso sexual na vida das crianças; reações dos familiares frente a revelação e a conspiração do silêncio dos familiares, educadores e profissionais de saúde. A metodologia utilizada neste estudo é a revisão bibliográfica, onde cuidadosamente foi delineado os caminhos a serem seguidos, primeiramente foi estabelecido as variáveis a serem estudadas, os autores chaves e as bases de pesquisa. Até o presente momento pode-se perceber que a maioria dos abusos sexuais infantis acontece dentro da própria casa da criança, sendo assim, neste trabalho será abordado o abuso sexual intrafamiliar, que é cometido por vezes pelo pai, padrasto ou avô da criança. A reação dos familiares frente a revelação é um momento crucial para a vítima, pois pode gerar revitimizações caso os adultos não acreditem em seu relato e tomem as medidas protetivas cabíveis. A rede de apoio social e afetiva da criança pode minimizar ou potencializar os danos do abuso sexual no momento em que a criança consegue romper o segredo e revelar a violência. Os resultados e conclusões ainda não podem ser apresentados, pois, a pesquisa está em desenvolvimento.

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A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO PSICOLÓGICA NA EVOLUÇÃO DOS PACIENTES TERMINAIS ATRAVÉS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE: uma

revisão bibliográfica

[1] Danielly de Aguiar Souza, Graduanda em Psicologia, Centro Universitário de Itajubá-FEPI,

[email protected]

[2]Aidecivaldo Fernandes de Jesus, Doutor em Saúde Coletiva, Centro Universitário de Itajubá-FEPI,

[email protected]

O presente projeto busca, a partir de uma revisão bibliográfica, identificar a produção acadêmica sobre a importância da atuação psicológica na atenção primária a saúde para os pacientes terminais, analisando artigos publicados no Brasil, sobre o tema, nos últimos 10 anos. A prevalência de casos clínicos é relevante. Por exemplo, estima-se, para o Brasil, biênio 2018-2019, a ocorrência de 600 mil casos novos de câncer, para cada ano, sendo que a distribuição da incidência por região geográfica mostra que as Regiões Sul e Sudeste concentram 70% da ocorrência de casos novos, na Região Sudeste, encontra-se quase a metade dessa incidência. Atualmente o cuidado a pacientes em fase final das suas vidas é, cada vez mais, uma realidade no cotidiano dos profissionais de saúde nos vários níveis de assistência. Entretanto, é no âmbito da APS que os indivíduos têm seu primeiro contato com o sistema de saúde, devendo ser este nível de atenção provedor do cuidado regular aos indivíduos e famílias e responsável pelo direcionamento do paciente dentro do sistema de saúde. Segundo alguns autores, o curso de psicologia é ainda guiado pela forma tradicional clínica com o ensino focalizado no modo de intervenção. Desse modo, os profissionais não possuem formação apropriada, existindo assim, uma necessidade de mudanças que aumentem e requalifiquem o exercício para o trabalho na atenção primária. A equipe acredita que o psicólogo é importante, mas o seu papel não é totalmente compreendido, tendo eles a dificuldade de organizar atuações em saúde mental naquele contexto. Torna-se assim pertinente a realização de mais pesquisas sobre essa atuação. Objetivo geral dessa revisão bibliográfica é analisar a produção acadêmica sobre a atuação psicológica nos pacientes terminais na Atenção Primária a Saúde entre os anos de 2008 - 2018. A pesquisa será de caráter descritivo e qualitativo, com o objetivo de descobrir se o

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problema proposto – de que forma, atualmente, as pesquisas científicas avaliam a atuação psicológica para o tratamento de pacientes terminais na atenção primária? – já foi respondido através de projetos acadêmicos, avaliando os métodos utilizados pelos profissionais de saúde na atenção primária à saúde, com o intuito de contribuir na qualidade de vida de pacientes terminais. Foram utilizados os unitermos-guias da pesquisa inseridos nas plataformas Scielo, Lilacs e Index Psi Periódicos Técnico-Científicos: “morte”, “pacientes terminais”, “atenção primária a saúde”, “psicologia” e “cuidados paliativos”. Os critérios de inclusão foram: artigos que apresentem as dificuldades, facilidades, ou benefícios e malefícios do tema proposto e a publicação feita no recorte de tempo previamente estabelecido. Os critérios de exclusão foram: artigos repetidos, idioma estrangeiro, área profissional não adequada, estudos não pertinentes à pergunta da pesquisa e aqueles que estão fora do recorte de tempo, ou com aparentes falta de rigor científico em sua construção. A pesquisa obteve nas três plataformas um total de 291 resultados, sendo 88 repetições e 44 artigos favoráveis em português, dentre os anos de 2008 a 2018. Estes artigos estão sendo categorizados e compiladas as principais conclusões a serem divulgadas com esta pesquisa.

Palavras-chaves: Morte, Atuação Psicológica, Pacientes Terminais, Cuidados Paliativos, Atenção Primária à Saúde.

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ANÁLISE COGNITIVA-COMPORTAMENTAL DO FILME “AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL”

[1]Camila Thaynara dos Santos, Graduação em Psicologia, FEPI, [email protected] [2]Yasmin Katheline Mendonça, Graduação em Psicologia, FEPI, [email protected]

[3]Simone Rodrigues Alves de Melo, Docente do curso de Psicologia, FEPI, [email protected]

O trabalho realizado tem como problema de estudo a análise Cognitiva-Comportamental do filme “As vantagens de ser Invisível”, levando em consideração as Crenças Centrais dos personagens e suas respectivas formações através das experiências históricas relevantes dos mesmos. As Crenças Centrais são definidas por Aaron Beck em sua Terapia Cognitiva como o nível mais profundo da estrutura cognitiva e são compostas por ideias rígidas e globais que um indivíduo tem sobre si mesmo, as pessoas e o mundo; essas crenças vão se construindo a partir de experiências de aprendizado, são fortalecidas ao longo da vida, e fluem através de Pensamentos Automáticos dos indivíduos. Os Pensamentos Automáticos, por sua vez, são conteúdos espontâneos que fluem na mente a partir de acontecimentos cotidianos. O filme escolhido para ser analisado, aborda o dia-a-dia de Charlie na escola, e isto é narrado por seus próprios Pensamentos Automáticos; na busca de fazer novas amizades, Charlie conhece Patrick e Sam e passa a compreender melhor seus traumas internos e a relação destes com os comportamentos presentes em seu cotidiano. Desta forma, têm-se como principais objetivos discorrer sobre o filme em questão, trazendo um resumo da temática, a análise dos principais personagens (Charlie, Sam e Patrick) e de suas Crenças Centrais, bem como das distorções cognitivas realizadas pelos mesmos, que por sua vez, corroboram para a identificação das Crenças e suas origens. Além disso, busca-se discorrer acerca de temas relevantes que foram discutidos no filme, que são percebidos como experiências históricas dos personagens principais, e então relacioná-los com os pensamentos e comportamentos dos personagens; os temas são: Abuso Sexual, Bullying, Preconceito, e Dificuldade de Separação. Em suma, busca-se relacionar os assuntos

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citados acima com a matéria de Teorias e Técnicas Comportamentais, trazendo as ideias de Aaron Beck. A metodologia utilizada foi a Exploratória e Qualitativa, uma vez que houve a busca por maior familiaridade em relação ao Modelo Cognitivo de Aaron Beck, focando nos termos “Crenças Centrais”, “Pensamentos Automáticos” e “Distorções Cognitivas”, e utilizando desta teoria para analisar cognitiva e comportamentalmente os personagens principais do filme “As vantagens de ser invisível”. Desta forma, foram realizadas pesquisas bibliográficas em relação ao Modelo Cognitivo, observação atenta em relação ao filme escolhido, e pesquisas acerca dos temas relevantes identificados no filme levando em consideração as ideias da abordagem Cognitiva-Comportamental. Através da realização destas análises e pesquisas, foi possível identificar as Crenças Centrais dos personagens, as relações que elas possuem com as experiências, e as mudanças subjacentes e satisfatórias que foram ocorrendo devido à presença de novas experiências. Charlie, no inicio do filme, é representado como um garoto quieto, solitário, ingênuo e que possui dificuldade em construir relações afetivas; suas crenças iniciais, que estão relacionadas com o Abuso Sexual e perdas sofridas pelo personagem, são: “Sou culpado pelas minhas perdas”; “Não consigo ter relacionamentos afetivos”; “Tenho medo de ser abandonado”; “Sou invisível”. Patrick, por sua vez, Demonstra ser extrovertido, mas sofre preconceito por ser homossexual; suas crenças iniciais são: “Ser homossexual é errado”; “Tenho medo de ser abandonado”. Já a personagens Sam é representada como uma garota independente e sociável, mas que já sofreu abusos sexuais e morais. Suas principais crenças são: “Nunca vou encontrar alguém”; “Sou um lixo”; “Sou burra”. Todas essas crenças foram identificadas através dos pensamentos, falas e comportamentos dos personagens durante o filme; os Pensamentos Automáticos, que segundo Aaron Beck se originam devido às Crenças Centrais, foram utilizados para analisar as possíveis Crenças presentes no nível mais elevada da cognição dos personagens. Além disso, vale ressaltar que, foi possível perceber a mudanças das Crenças dos personagens devido às novas experiências vividas através dos laços afetivos construídos entre eles, fato que corrobora a ideia de Aaron Beck de que as experiências formam e modificam Crenças e Pensamentos. Os três personagens principais superaram internamente os traumas, e conseguiram criar novas perspectivas acerca de seu próprio “Eu”. Desta forma, foi possível concluir

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que a a abordagem Cognitiva-Comportamental tem extrema importância prática, trazendo ideias que podem ser aplicadas em diversos contextos. Com análise do filme “As vantagens de ser invisível” foi possível perceber que a utilização destas teorias pode ser realizada de forma satisfatória, para compreender Crenças, comportamentos observáveis, sentimentos e distorções cognitivas. Ou seja, para compreender os personagens e suas relações com temáticas relevantes que fazem parte do cotidiano.

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OS BENEFÍCIOS DA CORRIDA JUNTO A DEPRESSÃO: estudo de caso

[1]Jasiele Aparecida de Oliveira Silva, Docente do curso de Psicologia do Centro Universitário de Itajubá - FEPI, Mestre em educação–[email protected]

[2]Pamela Silva Guimarães, Acadêmico de Educação Física do 7º período do Centro Universitário-FEPI,

[email protected]

A Depressão na adolescência tornou-se uma doença comum e muitos sofrem com esse desequilíbrio orgânico e psíquico. Aventa-se que a depressão ocupe o 2° lugar entre as doenças degenerativas até o ano 2020. Estima-se que um em cada cinco indivíduos experimenta um episódio depressivo em algum momento na vida. Dada a prevalência e as consequências da depressão na adolescência, a prevenção da depressão tornou-se uma importante área de pesquisa e o quanto que a ativiade física é importante no processo de intervenção para sanar esse transtorno. O exercício físico planejado possibilita os adolescentes a se exercitarem de maneira estruturada e organizada com o objetivo final ou intermediário de alcançar melhor condição física e mantê-la durante a vida. A corrida de rua proporciona muitos benefícios. Dentre os benefícios conhecidos destacam-se a influência do metabolismo aeróbio, anaeróbio e nas respostas hormonais. Enquanto programas de prevenção como Psicoterapia e farmacológicos demonstrou eficácia, pouca pesquisa até o momento estudou os efeitos entre depressão e programas de corrida de rua. Portanto, o objetivo deste estudo é analisar os benefícios do exercício físico da corrida em adolescentes com transtorno de depressão, visando na qualidade de vida, a melhora da autoestima, autoconceito, imagem corporal, minimizando o sofrimento psicológico e sócio afetivo. Os instrumentos que serão utilizados é escalas Beck de Desesperança que é um instrumento adequado para indicar o risco de suicídio, se mostrando mais útil em pacientes com sintomas de depressão ou com histórico de suicídio, mas também pode ser aplicado para identificar desesperança em adultos e adolescentes normais, e a escala de Depressão que visa medir a intensidade da depressão, é uma escala de auto relato, de 21 itens com 4 alternativas cada, com graus crescentes de gravidade da depressão. Primeiramente foi encaminhado para avaliação do Comitê de Ética sendo aprovado, será constatado com a responsável e com a participante de 15 anos de idade para agendar os melhores dias e melhor horário. Posteriormente será realizado um treinamento de corrida que ocorrera três vezes na semana sendo de 30 a 40 minutos, durante o período de 12 semanas. O estudo de caso acontecerá na cidade de Itajubá localizado no Sul de Minas. Junto ao protocolo será aplicado dois questionários: escala de depressão e desesperança de Beck pré e pós-treinamento. Este trabalho é uma pesquisa experimental de abordagem qualitativa com os seguintes critérios de

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inclusão: adolescente com o caso clínico de transtorno de depressão, não praticante de atividade física.

Palavras-chave: Adolescente. Depressão. Corrida

Observação: Pesquisas financiadas pela FAPEMIG deverão conter um agradecimento no rodapé escrito em letra Arial 8, alinhado à esquerda, conforme o modelo:

Os autores agradecem a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais- FAPEMIG pela Bolsa de Iniciação Científica concedida ao primeiro autor.

O período de submissão dos resumos - 01/06/2019 a 30/06/2019. Abaixo segue o link do evento:

http://fepi.br/324-2/

Este ano, o evento tem como tema “Construindo pontes para a formação e atuação profissional” e os “50 anos da Educação Física em Muzambinho” e será realizado nos dias 06, 07, 08 de Junho de 2019.

SUBMISSÃO DE TRABALHOS - NORMAS GERAIS Bem-vindo(a) ao 6º Congresso de Educação Física do IFSULDEMINAS – Campus Muzambinho Leia atentamente as normas para submissão de trabalhos. 1. Data limite para envio de trabalhos: 13 de maio de 2019. Divulgação dos trabalhos aprovados: 27 de maio de 2019, por meio por email cadastrado na inscrição

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PROCRASTINAÇÃO E AUTORREGULAÇÃO DA APRENDIZAGEM: UMA INTERVENÇÃO EM ALUNOS DO ENSINO MÉDIO

[1]Cristina Oliveira Ventura, Graduanda em Psicologia, Centro Universitário de Itajubá - FEPI,

[email protected]

[2]Priscila de Carvalho Abreu, Graduada em Psicologia, Centro Universitário de Itajubá - FEPI,

[email protected]

A palavra procrastinação vem do latim, procrastinus: pro – à frente – crastinus – amanhã. Procrastinação refere-se ao adiamento de tarefas e atribuições, seja em termos de sua iniciação ou conclusão, e ao decorrer dos anos, tornou-se um assunto de imenso interesse popular, mas não a níveis científicos. Empiricamente, para a maioria das pessoas, a procrastinação é uma característica absolutamente “normal” da vida cotidiana, causada por frustações e aborrecimentos, no entanto, ao tornar-se um hábito pode ser nociva ao bem-estar e resultar em sofrimento psicológico, estando associada ao aumento de estresse, depressão, ansiedade, fadiga e insatisfação com a vida. Além dos efeitos psicológicos mencionados, também, pode afetar a saúde física, portanto tem um impacto negativo no desempenho acadêmico e profissional. Podemos observar que uma estratégia para impedir a procrastinação é a autorregulação, um conceito importante no processo de construção do conhecimento escolar, uma vez que envolve diferentes esferas do funcionamento humano, considerando o indivíduo como um sujeito que atua e sofre influências de diferentes dimensões ambientais, pessoais e/ou comportamentais. A autorregulação é definida como um processo em que o indivíduo faz uma reflexão sobre si mesmo, e avalia assim o seu próprio aprendizado. A aprendizagem autorregulada está associada a melhor absorção do conteúdo proposto, maior motivação e envolvimento com o estudo, diminuição da procrastinação e, por fim, maior desempenho. A procrastinação e autorregulação tem uma relação muito interessante, já que para alguns autores a procrastinação é uma forma falha de autorregulação emocional, como o medo ou o fracasso. Isso permite que uma pessoa se abstenha de ações que não são benéficas para ela e possa aumentar sua motivação para realizar uma tarefa. Porém nem todas as pessoas conseguem fazer isso de maneira eficiente, ou não sabem que são capazes de fazer isto. Assim, o objetivo do estudo é verificar o comportamento da procrastinação em alunos do ensino médio diante da aplicação de uma proposta

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psicoeducativa para o aumento da autorregulação da aprendizagem. Trata-se de uma pesquisa exploratória e experimental. A pesquisa exploratória tem a finalidade de realizar um estudo primário. Familiarizar-se com o que está sendo investigado de modo que adicione à literatura ou prática, aspectos pouco desenvolvidos até o momento em dada área. Permitindo, inclusive, que pesquisas futuras tenham uma maior compreensão e precisão da mesma. Possui caráter experimental, pois pretende avaliar se algumas variáveis seriam capazes de influenciar o objeto de estudo e tirar conclusões sobre. Deste modo, pretende-se com a inclusão de um método psicoeducativo em grupos com participantes ativos, verificar sua influência no desenvolvimento da autorregulação de fatores de aprendizagem no cotidiano dos estudantes. Serão convidadas a participar, voluntariamente, do estudo, 40 pessoas (homens e mulheres) com idade a partir de 15 anos, matriculados no Colégio Sucesso, em Itajubá, Minas Gerais, no ano de 2019. Os participantes serão informados sobre a proposta da pesquisa, detalhando objetivos, metodologia, benefícios e possíveis riscos. Os alunos inscritos serão divididos em dois grupos de aproximadamente 20 pessoas, no primeiro grupo, será aplicado os questionários iniciais: Inventário de Processos de Autorregulação da Aprendizagem e Questionário de Procrastinação no estudo. O segundo grupo será um grupo controle, respondendo, somente, os inventários nas mesmas datas do primeiro, mas não participarão dos encontros. Os encontros acontecerão em sala dentro do Colégio Sucesso, em horário pré-determinado com os alunos, com duração de 60 minutos, divididos em 4 semanas. Ao final, os mesmos serão novamente submetidos ao instrumento de avaliação de procrastinação e autorregulação, que será comparado em resultados, com a primeira amostra aplicada no início dos encontros. Como a pesquisa se encontra em andamento, espera-se que após a intervenção, os alunos tenham uma maior capacidade autorreguladora, diminuindo a procrastinação e, consequentemente, aumento em seu desempenho escolar.

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A CONSTRUÇÃO DE MITOS FAMILIARES: ASPECTOS IMPLÍCITOS E EXPLÍCITOS NA RELAÇÃO MÃE E FILHA DA INFÂNCIA À VIDA ADULTA

Larissa Bernardes da Silva, Graduando em Psicologia, Centro Universitário de Itajubá, [email protected]

Ana Maria Faria Menicali, Mestra em Psicologia, Centro Universitário de Itajubá, [email protected]

O processo de tornar-se mãe demarca uma série de questões internalizadas na mulher, que permeiam seu psiquismo e suas vivências, tendo na identificação da filha com a mãe uma intensificação do laço emocional e a dificuldade de diferenciação e separação. A relação entre mãe e filha produz na menina profundas marcas em sua constituição enquanto mulher que perduram por toda sua vida. A identidade de uma filha é uma contínua partilha e cisão na relação com a mãe. A filha em sua condição de filha e a mãe que já esteve nesta mesma posição, constantemente, reconstituem essa relação, que sustentada entre o feminino e o maternal se apresenta como uma ligação tão forte, mas ao mesmo tempo tão instável e tão frágil. A proposta deste trabalho objetiva-se em compreender como os mitos familiares e os aspectos psíquicos estão presentes implícita e explicitamente na relação mãe-filha no decorrer do ciclo vital a partir de uma pesquisa bibliográfica e exploratória que ilustrará a teoria com casos clínicos ou cenas de filmes. A relação entre mãe e filha que se inicia desde a infância constitui uma construção psíquica evolutiva que sofre mudanças até a idade adulta da filha e a relação entre mãe e filha configura uma área de pesquisa que ainda necessita ser mais estudada para oferecer contribuições para o bem-estar pessoal e social. O presente estudo pauta-se na produção de novos conhecimentos a cerca de uma temática importante nos dias atuais e diante do exposto, a relevância prática da pesquisa configura-se na compreensão dos processos humanos e também, um olhar minucioso para as questões que estão presentes no cotidiano, as quais o ser humano apesar das inúmeras divergências e conflitos que enfrenta ao longo da vida, necessita para seu bem - estar afetivo e social que são as relações, principalmente, aquelas que não se escolhe como as relações familiares e no caso, a relação mãe e filha. A pesquisa será fundamentada sob a ótica de distintas abordagens psicológicas para analisar como ocorre o ciclo evolutivo no contexto individual e familiar, descrever os aspectos psíquicos implícitos e explícitos na relação mãe-filha da infância à vida

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adulta, identificar a construção dos mitos familiares e as implicações do mito do amor materno na díade mãe e filha e descrever como ocorre o processo de identificação feminina da filha com a mãe. A mãe se constitui como um organizador psíquico da filha apresentando a ela um modelo de mundo que deixará marcas em seu psiquismo, causando impactos em suas vivências durante o ciclo evolutivo. Assim sendo, a presença de fenômenos psíquicos na díade mãe-filha ultrapassa o tempo cronológico e influencia na vida emocional, cognitiva e social de ambas. Pensando no processo de identificação da filha com a mãe e em suas implicações ao longo da vida, é fundamental que todos os profissionais da área tenham conhecimento das questões psíquicas que unem mãe e filha. A pesquisa e o estudo de temáticas pouco abordadas contribuem para a consolidação de conhecimentos e aprendizado a cerca de diversos assuntos. A escolha por tentar compreender as implicações da relação mãe-filha, proporcionará a ampliação da visão humana e futuramente profissional das questões psíquicas envoltas na relação que dentre todas as outras, possui o vínculo mais forte sendo esta, a relação mãe-filha. A identificação feminina permite que a filha busque na mãe o seu referencial de mulher, porém, é preciso que se faça a separação entre o eu e o outro de forma que, a filha não se funda ou deixe-se fundir pelo mundo da mãe. Assim, essa referência apesar de ser importante, também, deve ser cuidada para que haja a diferenciação e individuação do ser e do lugar de mãe e filha. Nessa relação, as ambivalências afetivas estarão sempre presentes e por mais que a relação de amor seja a mais cultivada e disseminada nas relações pessoais e sociais pautadas pelos aspectos histórico-culturais muitas vezes, nessa relação também há espaço para o ódio que pode emergir da impossibilidade de não diferenciar-se da mãe. Diante disso, espera-se com esta pesquisa compreender um pouco de como se configura essa relação que será relevante para se ter uma visão mais ampla das relações cotidianas entre mãe e filha e para a realização de questionamentos pertinentes ao contexto social diante das recorrentes mudanças do ser humano e da família na sociedade moderna.

Palavras-chave: Relação mãe-filha. Mito familiar. Mito do amor materno. Ciclo vital. Identificação feminina.

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A COMUNICAÇÃO SOBRE A MORTE PARA CRIANÇAS: UMA PESQUISA A LUZ DA PSICOLOGIA FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIAL

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[1] Patrícia Gonçalves Mendonça, Graduanda em Psicologia, Centro Universitário de Itajubá- FEPI,

[email protected]

[2] Orientadora Taciane Castelo Branco Porto, Mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de

Campinas, docente na Instituição Centro Universitário de Itajubá- FEPI, [email protected]

A morte é um fenômeno inerente ao homem e pensar que, em algum momento todo o ser humano estará diante dela, pode levar-nos à possibilidade de encará-la como algo natural. No entanto, ela tende a ser vista, em nossa cultura, como um tema que causa pavor e desconforto. De acordo com estudiosos, as pessoas evitam falar sobre morte, porque isto faz com que elas se vejam diante da necessidade de tomar consciência das próprias limitações, incluindo a finitude à que estão sujeitas. Considerando esta dificuldade em pensar e falar sobre morte, torna-se evidente que a comunicação a respeito deste tema seja um tabu ainda maior quando envolve crianças. Pesquisas realizadas até o momento, acerca desta temática, consideram que a nossa sociedade tende a afastar as crianças dos assuntos relacionados a morte, julgando que este seja um tema difícil demais de ser compreendido por elas. Desta forma, através do uso de mentiras ou histórias incríveis inventadas pelos adultos, busca-se ‘proteger’ os pequenos do contato com a realidade, mas isso faz com que eles internalizem essa experiência como traumática e misteriosa, passando a perceber os adultos como pessoas não confiáveis e impedindo que as crianças se preparem para encarar a morte como parte da vida, assim como uma oportunidade para crescer e amadurecer. Vale ressaltar que, aprender a lidar com perdas desde cedo é necessário e indispensável, pois a vida representa um movimento contínuo de nascer e morrer. Além disso, é preciso considerar que a criança é um ser capaz de captar tudo o que acontece ao seu redor e que, esconder dela a realidade, pode ser uma das principais causas de manifestações patológicas desenvolvidas na infância. Para alguns autores, uma comunicação falha aliada a curiosidade reprimida pode ocasionar em distúrbios psiquiátricos, problemas de aprendizagem ou fobia diante de determinada perda. O tema deste trabalho, despertou o interesse da pesquisadora através de experiências diretas e de relatos de colegas em supervisões de estágio, houve a possibilidade de contato com casos em que as crianças passavam por

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situações de perdas e, diante da inabilidade dos adultos para tratar do assunto, elas eram submetidas a situações em que, a não comunicação ou as mentiras que lhe eram contadas, abriam espaços para a fantasia e para inúmeras dúvidas em relação a ausência de pessoas que morreram e isso, consequentemente, prejudicava o processo de luto. Desta forma, a pesquisa a ser realizada é uma proposta que tem como base, a hipótese de que os adultos não estão sabendo como falar sobre o tema morte com as crianças e seu objetivo é, inicialmente, compreender como os pais ou responsáveis se colocam atualmente diante da necessidade de comunicar sobre o tema para elas e, em seguida orienta-los sobre quais são as formas assertivas, considerando a faixa de desenvolvimento cronológico e cognitivo em que as crianças se encontram, para que essa comunicação seja possível. A presente pesquisa, é um estudo de campo, de caráter exploratório, que envolve o levantamento bibliográfico, entrevistas e análises de exemplos que estimulem a compreensão. Para que ela seja desenvolvida, pretende-se entrevistar, na clínica escola de psicologia da Fepi, com a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, aproximadamente seis pais ou responsáveis que responderão, inicialmente, a seguinte pergunta disparadora: “Como

você, enquanto pai (ou responsável) responde ou responderia para uma criança o que é a morte e para onde vai a pessoa que morre?”. Após esta pergunta será dado

espaço para que a pessoa dê sua resposta e novas perguntas serão elaboradas durante o diálogo por ser esta a forma que se trabalha com pesquisas do tipo fenomenológica. As entrevistas fenomenológicas estão associadas a uma liberdade de resposta e essa flexibilidade permite ao investigador redirecionar as questões e/ou aprofundar assuntos em função das respostas que o participante vai dando ao longo da entrevista realizada. Por fim, serão dadas as orientações aos participantes da pesquisa e, em seguida, os dados serão analisados mediante a compreensão fenomenológica. Por tratar-se de uma pesquisa que está em desenvolvimento, não é possível apresentar ainda seus resultados e conclusões.

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DESAFIOS DA GRADUAÇÃO: ATEÇÃO AOS CUIDADOS À SAÚDE FÍSICA E MENTAL DO ALUNO UNIVERSITÁRIO

[1]Jenaina de Fatima dos Santos, Graduanda em Psicologia, Centro Universitário de Itajubá- FEPI,

[email protected]

[2]Priscila Abreu de Carvalho, Graduação Psicologia, Centro Universitário Salesiano de São Paulo,

[email protected]

O presente trabalho surgiu da busca por uma psicologia que pudesse ser mais dedicada a vida do universitário e voltada para um esforço profundo e engajado na busca do bem-estar do estudante durante a graduação, tendo como foco sua saúde mental dentro do campus. Tem como objetivo compreender fatores geradores da falta de autocuidado do universitário e as repercussões em sua saúde física e mental, com vistas a apresentar propostas para melhoria destas questões, enfatizando que a psicologia tem um importante papel a desempenhar dentro deste contexto. O que leva os universitários a falta de cuidado com a própria saúde? Na literatura pesquisada entre os fatores mais comuns estão o preconceito relacionado aos serviços psicológicos e em relação às doenças mentais, a falta de profissionais da psicologia para atender uma grande demanda dentro das universidades, a falta de tempo para se dedicar aos cuidados relacionados à própria saúde integral e a saúde mental. São várias as mudanças que implicam na adaptação de forma satisfatória do estudante ao curso e à rotina da graduação e tal processo requer acomodação de novos hábitos e demandam a incorporação de novos comportamentos e conhecimentos. Tem como objetivos específicos envolver a descrição e compreensão inicial da rotina dos universitários a partir da literatura, a fim de perceber quais as atitudes geradoras de cuidado e descuido com a saúde física e mental dos mesmos e quais os fatores contribuintes para a prática das mesmas. Teoricamente, pesquisas sobre a adaptação, o perfil dos universitários, rotinas de autocuidado, fatores de vulnerabilidade e questões relativas à fase de desenvolvimento psicossocial dos estudantes serão utilizados. A psicologia, utilizada como ciência base desta pesquisa, deve servir como banalizada na visão de tais estudos apontados na revisão de literatura, assim como referência para a promoção de alternativas e sugestões que permitam a mudança e melhoria da qualidade de vida dos universitários.Trata-se de uma pesquisa quantitativa de revisão sistemática de literatura sobre serviços de Psicologia nas universidades. Para compreender os sentidos e significados que foram pesquisados e relacionados à temática

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segundo teóricos e autores que se aprofundaram no tema. a revisão de literatura é desenvolvida a partir de um material já elaborado, constituído de livros e artigos. A revisão de literatura tem um papel fundamental no trabalho acadêmico, pois é através dela que você situa seu trabalho dentro da grande área de pesquisa da qual faz parte, contextualizando-o. Deste modo, espera-se que esta pesquisa evidencie alguns dos riscos relacionados ao problema em questão, mas também contribua para o levantamento e compreensão de questões e assim propor possíveis respostas, bem como apresentação de medidas e intervenções que proporcionem saúde e bem-estar dentro das universidades brasileiras. Assim evidenciar e proporcionar meios que buscam atender demandas vindas em relação à saúde mental de seus discentes. Espera-se entender melhor como funcionam os serviços da psicologia dentro das universidades, a posição dos psicólogos neste contexto. Quais medidas podem ser tomadas pelas universidades brasileiras e como os universitários podem fazer para cuidar da própria saúde mental durante a graduação.

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A INFLUÊNCIA DO RELATIVISMO NA ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO DO HOMEM MODERNO

[1]Ágatha Leticia dos Santos Moura, Graduanda em Psicologia, FEPI, [email protected] [2]Lívia de Mendonça Alves, Graduanda em Psicologia, FEPI, [email protected] [3]Rosana Maria Mohallem Martins, Graduada em Psicologia, Instituição, [email protected]

O relativismo é uma doutrina ao qual se justifica que o sujeito pode ter uma afirmação sobre um objeto a partir de uma situação, que determinará o modo como ele verá a realidade, o que foi muito difundido pela filosofia nietzschiana que critica o valor dos valores, principalmente se tratarmos de conceitos como bem e mal, expondo que esses são criações históricas e não fatos imutáveis. Esse ponto se discorre de maneira negativa a partir do momento em que percebemos que assim não podemos conceber uma verdade absoluta ou universal, o que existe são apenas opiniões ou impressões do que o sujeito está observando ou o que considera verdadeiro, o que consequentemente será movido pela variância e inconstância de cada pessoa, relativizando o conhecimento humano, em que o real nada mais será do que uma invenção da nossa própria mente. Para os dias atuais, devemos levar em consideração que através dos meios de comunicação podemos manifestar visivelmente uma verdade, mas ao invés disso, o que vem sendo difundido são defesas de ideologias e cosmovisões que podem ser manipuladas e relativizadas para levar a uma determinada mentalidade contemporânea e niilista. Essa postura nos faz questionar qualquer verdade absoluta, tendo em vista que nada é verdadeiro (seja ontológico, gnosiológico ou moral) e acentuando cada vez mais o individualismo, fazendo então, com que cresça a dificuldade em entender a relação entre verdade e liberdade, pois ao afirmar a existência de uma verdade entende-se que a liberdade do homem é privada, porém, o homem é livre ou determinado? A partir desse pressuposto, os sujeitos passam a correr o risco de despertarem depressões e outros transtornos mentais que desvalorizam o sentido do próprio sujeito, pois tudo será questionado, até mesmo a razão da vida. Assim, buscam sempre uma forma de preencher a frustração que sentem, querendo encontrar a felicidade, mas se esquecem que cada um lida com seu próprio drama existencial e finitude, e assim, acabam se frustrando ainda mais e tentando negar essa verdade, sendo consumidos

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por uma filosofia materialista. Isso influencia diretamente na estratégia de enfrentamento do indivíduo (que são as habilidades desenvolvidas para adaptações internas ou externas de eventos estressores) e assim, não tendo uma verdade sobre a qual se apoiar, não podem e nem conseguem obter meios de se esforçar para praticar a administração das experiências emocionais em situações aversivas, pois é impedido de se posicionar, e por fim, de escolher por si mesmo. Isso o torna vulnerável as demandas que lhe são ocorridas, e/ou a pressão social, sem uma posição ou pensamento racional. Contudo, este presente trabalho visa analisar qual a relação do relativismo com a capacidade de enfrentamento e vulnerabilidades do sujeito moderno, tendo em vista o grande aumento de doenças mentais que assombram o

cotidiano da população mundial, fazendo um adendo, por exemplo, ao relatório global

lançado pela Organização Mundial da Saúde que aponta o aumento do número de casos de depressão em 18% entre 2005 e 2015. O trabalho é do tipo bibliográfico e a metodologia utilizada é análise de conteúdo que posteriormente se dará em um estudo sobre os aspectos de personalidade mais vulneráveis a dificuldade de adaptação, analisando por fim, quanto essas características pessoais juntamente com o relativismo influenciam neste problema. Conclui-se que o relativismo influencia os indivíduos de maneira a basear suas suposições próprias a um fator real, o que gera um enfraquecimento psicológico e torna-o impossibilitado de enfrentar contrariedades, já que sua personalidade não tem uma base concreta ao qual pode se consolidar.

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